09 Fevereiro 2010
08 Fevereiro 2010
A origem das expressões
Pede-me o leitor Carlos Dias que lavre um "A origem das expressões" muito específico. No caso o leitor pretende saber a origem da composição "Doutor da mula ruça". Esta expressão. usada regularmente em Portugal, é dirigida em tom sarcástico e pejorativo às qualificações académicas do visado. Tem exactamente a mesma carga irónica da popular expressão "Engenheiro de obras feitas", desqualificando as habilitações de um profissional. Verdadeiramente saboroso e não menos sarcástico é que o "Doutor da mula ruça" existiu na realidade. Em 1534, o livro da Chancelaria de El Rei D.João III refere explicitamente a sua existência. António Lopes, que exercia medicina na cidade de Évora, cidade onde aliás D. João era visita frequente, terá alegadamente estudado medicina em Alcalá de Henares de onde transitou para Portugal. Sem conseguir exibir uma prova factual do respectivo curso, era frequentemente contestado pelos então denominados físicos diplomados que o tentavam desacreditar profissionalmente. Dirigiu então António Lopes uma petição ao Rei, pedindo-lhe que o seu médico principal pudesse testar os seus conhecimentos de ciência médica, facto que terá efectivamente ocorrido segundo o extracto do livro da Chancelaria que mencionei há pouco:
"Dom Joham 3º a quantos esta minha carta virem faço saber que o doutor António Lopes, físico de Évora, me apresentou ua carta do doutor Diogo Lopes, meu físico moor, de que o theor de verbo é o seguinte: O doutor Diogo Lopes, comendador da Ordem de Christo e físico moor del Rey Nosso senhor em seus regnos e senhorios, faço saber a quantos esta minha carta de doutorado virem como por António Lopes, físico da mula ruça, morador em esta Évora, me foy apresentado hum allvará dellRey nosso senhor, por sua alteza assygnado e passado per sua chancelaria do qual o trellado he o seguinte: Eu ell Rey faço saber a vós Doutor Diogo Lopes seu fisico moor, que António Lopes, físico da mula ruça, morador en esta cidade, me dice por sua petiçam que elle estudou nove ou dez annos no estudo de Alcala de Henares."
"Dom Joham 3º a quantos esta minha carta virem faço saber que o doutor António Lopes, físico de Évora, me apresentou ua carta do doutor Diogo Lopes, meu físico moor, de que o theor de verbo é o seguinte: O doutor Diogo Lopes, comendador da Ordem de Christo e físico moor del Rey Nosso senhor em seus regnos e senhorios, faço saber a quantos esta minha carta de doutorado virem como por António Lopes, físico da mula ruça, morador em esta Évora, me foy apresentado hum allvará dellRey nosso senhor, por sua alteza assygnado e passado per sua chancelaria do qual o trellado he o seguinte: Eu ell Rey faço saber a vós Doutor Diogo Lopes seu fisico moor, que António Lopes, físico da mula ruça, morador en esta cidade, me dice por sua petiçam que elle estudou nove ou dez annos no estudo de Alcala de Henares."
PRO caraças

Imagem enviada por Carlos Nogueira, que está tão cansado quanto eu estou de encontrar Doutores da Mula Ruça...
Momento WTF
Imagem enviada por sua Eminência Reverendíssima, Arcebispo de Cantuária. Sim, Arcebispo. Go figure!
A origem das expressões
"Aquele empreendimento veio a revelar-se um verdadeiro elefante branco da Economia". A expressão "elefante branco" é aplicada quando se quer designar algo (normalmente um bem imóvel) cujo custo de manutenção é avultado para o seu proprietário. A expressão tem como origem o hábito dos Marajás indianos, presentearem súbditos ou altas entidades estrangeiras com um exemplar do alvo paquiderme. Os elefantes de cor branca, raros e distintos na fauna, tinham a particularidade de não serem animais de trabalho, caça ou de uso militar, o que obrigava o ofertado a praticamente só tirar dele algum deleite visual e nenhum proveito, cabendo-lhe os custos de alimentação e a obrigatoriedade de lhes providenciarem meio de subsistência e abrigo. Em muitas destas situações, proibido de utilizar um elefante branco como instrumento de produção e na impossibilidade teórica de se ver livre do presente envenenado, o infeliz ofertado acabava por se arruinar com os custos oriundos da posse do animal.
07 Fevereiro 2010
Fruto proibido
O fruto proibido from patricia neves on Vimeo.
Um grupo de estudantes do Curso de Comunicação Social da Escola Superior de Educação de Coimbra meteu mãos à obra para a realização de um mini-documentário sobre utilizadores Mac. Pegou na temática "MacJanta", uma actividade realizada periodicamente um pouco por todo o país onde utilizadores e apaixonados da plataforma Apple se encontram (à volta da mesa mas não só), para se divertirem e debaterem os seus "brinquedos" ou utensílios de trabalho. Aproveitando a realização da última MacJanta em Coimbra, Diana Vaz, Joana Semedo, Mariana Lopes, Patrícia Neves e Vera Rodrigues trazem-nos "Fruto proibido", trabalho que poderão ver acima.06 Fevereiro 2010
05 Fevereiro 2010
O caçador de pérolas
..." Para um correcto funcionamento do Departamento de Qualidade, tal não pode voltar a acontecer, pois é penalisante"...
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Pérolas
Quando no meu Facebook me aparece o patrãozinho que quer ser meu amigo e eu digo que sim, surge uma janela que diz: "Ops! Something went wrong!". Isso sei eu há anos...
04 Fevereiro 2010
03 Fevereiro 2010
Outsourcing
..."I was feeling depressed last week, so I called the mental health help line. Like all other call centers, it has been outsourced to a third world location. When I told the operator in Pakistan that I was feeling suicidal, he got very excited and wanted to know if I could drive a truck or fly a plane..."
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Faits Divers
Hold your porn, please!
A coisa resume-se em poucas palavras: Uma estação de TV australiana faz um directo a um Banco para uma opinião e análise a essa sempre interessante matéria que é a inflação. Obviamente que o senhor que está de costas à esquerda do jornalista não tem a mínima noção de que tem uma câmara apontada que apanha a imagem do seu monitor de computador, embrenhado que está a ver as curvas do Dow Jones, entremeadas por modelos em topless...
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Faits Divers
02 Fevereiro 2010
Don't try this at home!
Mudar uma correia de alternador a um VW Carocha em seis segundos.
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Faits Divers
01 Fevereiro 2010
Estamos muito à frente

Hoje é dia 1, correcto? Mas o portal do Governo tem esta capacidade de antever as coisas. E faz filmes, não vá alguém não acreditar. Imagem enviada por João Espinho
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Faits Divers
O chamado dogma
-Não consigo aceder ao conteúdo da pasta X no server Y
-Pois não, o servidor deixou de existir...
-Não deixou não, que eu estou a ver as pastas
-Mas o servidor deixou de existir!
-Pois não, o servidor deixou de existir...
-Não deixou não, que eu estou a ver as pastas
-Mas o servidor deixou de existir!
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Faits Divers
Praia das Maçãs - Season 1 Episode 17

Está debaixo do toldo o Episódio 17 (o último da primeira temporada!) do Podcast Praia das Maçãs. Um episódio todo ele dedicado ao lançamento do iPad, o último gadget da Apple. Nele são dissecadas todas as virtudes do tablet mas algumas conversas paralelas (e não menos interessantes) são mantidas à volta do hardware em si, mas também das oportunidades de negócio e utilização que o mesmo vai proporcionar aos consumidores. Nuno Luz, Pedro Aniceto e Vasco Casquilho confessam publicamente quais as desculpas que vão dar a si mesmo e a terceiros para irem gastar dinheiro num iPad; Pedro Aniceto vai tomar de assalto a franja de mercado que diz mal do iPad; Vasco Casquilho vai queixar-se de que este último fala demais; Nuno Luz anuncia que vai para Berlim e os três vão acabar por concordar em algo. Pelo meio lembram-se de que o Podcast Praia das Maçãs vai cumprir um ano de existência e vão também confessar que não preparam nada de especial para o aniversário... Seja bem-vindo ao Podcast Praia das Maçãs, o podcast tecnológico português de matéria Apple mais ouvido de sempre e o único onde se diz bem da concorrência e menos bem do Sporting.
Já depois de escrito este texto, os produtores do Praia das Maçãs perceberam que afinal têm mais ouvintes do que alguma vez pensaram vir a ter. Somados, os 17 episódios do Podcast Praia das Maçãs atingiram 24.878 downloads, o que é um número que chega a ser algo surpreendente. Parabéns aos ouvintes, sem os quais não faria qualquer sentido ter de aturar estes dois maduros...
Já depois de escrito este texto, os produtores do Praia das Maçãs perceberam que afinal têm mais ouvintes do que alguma vez pensaram vir a ter. Somados, os 17 episódios do Podcast Praia das Maçãs atingiram 24.878 downloads, o que é um número que chega a ser algo surpreendente. Parabéns aos ouvintes, sem os quais não faria qualquer sentido ter de aturar estes dois maduros...
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Apple
A origem das expressões
"Despedir-se à francesa" ou "Sair à francesa" é uma expressão usada pelos portugueses para descrever uma ou mais pessoas que abandona um local sem se despedir ou fazer anúncio da intenção de abandono do local. Esta forma de proceder foi mesmo instituída entre a alta sociedade francesa do século XVIII, sendo inclusivamente considerada de má educação saudar alguém na despedida e o hábito denominava-se "sans adieu". Em Espanha, a expressão existe, tal como em Portugal e designa-se "Despedir-se a la francesa". Também é usual a expressão "Sair sem dizer água vai", mas a origem desta, apesar de pretender figurar a mesma ideia, provém da falta de aviso para uma intenção. Na falta de saneamento básico nas cidades europeias, onde os despejos sanitários eram efectuados directamente das janelas para as ruas, era hábito gritar-se aos transeuntes a frase "Água vai!" antes de despejar os recipientes, por forma a evitar atingir involuntariamente quem passava debaixo das janelas.
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Faits Divers
31 Janeiro 2010
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