Correio da Manhã Online, enviada por José Camilo.
28 fevereiro 2009
Na volta é uma "campanha cinza"
Acaso o computador do Procurador é um Apple? Humm? É que se fosse talvez isto não fosse notícia, mas dá sempre jeito meter uma imagem bonita. Se o título da notícia fosse "Automóveis são responsáveis por 50% das mortes em Portugal", o jornal ilustraria a notícia com uma estrela da Mercedes? Ou o editor chamá-lo-ia à razão?
Etiquetas
Apple
A Luz que nos ilumina
Ontem fui à Luz, disfarçado de jornalista faccioso.
A ficha de jogo tem informação peculiar...
Quique Flores pediu-me que fizesse a Conferência de Imprensa.
Que alguns seguiram com mais ou menos atenção.
Etiquetas
Benfica
Miguel Sousa Tavares
É uma pena que um autor tão palavroso como Miguel Sousa Tavares seja obrigado a usar expressões como "Estas ou outras quaisqueres" em pleno Jornal Nacional. Se me é dado escolher, preferia as expressões correctas.
Etiquetas
Pérolas
É dos carecas telegénicos
É só para manifestar o meu desagrado por me terem descoberto a careca numa aparição na SportTV. Imagem cortesia de Vasco Casquilho.
Etiquetas
Faits Divers
27 fevereiro 2009
E porquê santinhos?
".Está a receber esta mensagem porque o seu email faz parte da base de dados do Instituto Macrobiótico de Portugal."
Etiquetas
Faits Divers
25 fevereiro 2009
Cachorros
Etiquetas
Pérolas
24 fevereiro 2009
Totus Burrus
Não é admissível que a jornalista não conheça a bandeira de uma região autónoma do seu próprio país. E nem é uma questão de jornalismo, é mera cultura geral. Cortesia "Delírios Desgarrados".
Etiquetas
Pérolas
Previnam antes os acidentes, tá?
Oh Fertagus, a iconografia é catita, o copy e quem lhe revê o trabalhinho é que anda a dormir. E como sabemos, os acidentes acontecem mais a quem anda a dormir. Fotografia: João Jotta.
Etiquetas
Pérolas
Maravilhas da cirurgia plástica
Gostei mesmo muito do conteúdo do dossier de formação da Associação Nacional de Farmácias, disponível para download no site da dita cuja. Gostei bastante. Muitas tabelas de conteúdos formativos, alguns erros menores ao nível da correcta acentuação, tudo coisas praticamente irrelevantes excepto o cartão de identificação da farmacêutica da página oito, que, ou muito me engano, está a ser indevidamente utilizado pela senhora da fotografia... Enviado por João Jotta.
Etiquetas
Pérolas
23 fevereiro 2009
22 fevereiro 2009
21 fevereiro 2009
pedroaniceto.com (Concurso de Ideias)
Objectivo: Criação de um logótipo para a identidade pedroaniceto.com
Pedro Aniceto é um profissional de informática (É actualmente Gestor de Produto Apple) com forte presença Web em vários canais de comunicação, seja em Marketing de Produto, seja em questões do âmbito de Marketing Empresarial. Tem 45 anos, é benfiquista convicto e mantém um Blog de intensa actividade e relativa popularidade, é moderador de uma lista de correio electrónico centrada em matérias Apple, lista essa de grande impacto na comunidade Apple portuguesa e gerida a título pessoal. É formador certificado e possuidor daquilo que pensa ser um aguçado sentido de humor. É figura de referência no universo Apple português (mas não sabe se isso é uma coisa que se deva saber...) e muitas vezes a sua identidade é de imediato associada a uma marca.
Briefing: pedroaniceto.com é o domínio de Internet que em breve albergará a maioria das minhas actividades online em termos de comunicação, em várias vertentes: Profissional, pessoal, blogger, formação e outras. A identidade gráfica deste domínio/logótipo (pedroaniceto.com) deverá doravante marcar e identificar todas as comunicações electrónicas pessoais, em email, site, avatares e outras com excepção de comunicações em suporte físico (não deverá ser usado em suporte impresso, excepto em cartões de visita). O uso da identidade pedroaniceto será essencialmente electrónico em sites e documentação não impressa. O domínio pedroaniceto.com será a âncora e o domínio de referência para todas as suas actividades de comunicação pessoal e nele se basearão todas as operações de comunicação.
O logótipo deverá ser suficientemente dinâmico do ponto de vista gráfico para permitir o uso de sub-marcas ou secções (pedroaniceto.com/blog, pedroaniceto.com/lista, pedroaniceto/contactos ou pedroaniceto/whatever) e deverá constituir uma ligação de memória imediata ao domínio (pedroaniceto.com), onde o visitante será direccionado para cada um dos âmbitos. O logótipo deverá transmitir uma marca que "transpire" conceitos de identidade pessoal e não terá obrigatoriamente de possuir elementos sobre tecnologia.
Público alvo: Tratando-se de um branding pessoal (pedroaniceto.com) torna-se complexo tipificar um público alvo. Nos vários canais de comunicação em que existe contacto electrónico cada uma destas "entradas" significa necessariamente um público diferente. Mas numa tentativa de globalizar o conceito, (tentativa que me parece inútil), estamos a falar de utilizadores de Internet e tecnologia em geral com variadíssimos níveis de conhecimento.
Pecados CAPITAIS (eliminatórios) que deverão ser evitados na identidade gráfica: A presença de elementos directos que relacionem a identidade com a marca Apple como maçãs (especialmente o logótipo Apple), o uso de marcas ou logótipos protegidos pela multinacional americana.
Detalhes técnicos: Os projectos candidatos deverão ser enviados em formato JPG, mas o projecto final terá obrigatoriamente de ser entregue em formato vectorial, podendo os candidatos enviar o número de versões que entenderem até ao final do mês de Março de 2009, especificando no envio o custo do respectivo projecto em caso de adjudicação. Os candidatos deverão enviar os projectos para este endereço de email
Estou à disposição para qualquer esclarecimento de dúvidas que possam persistir. Se relevantes, actualizarei este briefing.
Pedro Aniceto é um profissional de informática (É actualmente Gestor de Produto Apple) com forte presença Web em vários canais de comunicação, seja em Marketing de Produto, seja em questões do âmbito de Marketing Empresarial. Tem 45 anos, é benfiquista convicto e mantém um Blog de intensa actividade e relativa popularidade, é moderador de uma lista de correio electrónico centrada em matérias Apple, lista essa de grande impacto na comunidade Apple portuguesa e gerida a título pessoal. É formador certificado e possuidor daquilo que pensa ser um aguçado sentido de humor. É figura de referência no universo Apple português (mas não sabe se isso é uma coisa que se deva saber...) e muitas vezes a sua identidade é de imediato associada a uma marca.
Briefing: pedroaniceto.com é o domínio de Internet que em breve albergará a maioria das minhas actividades online em termos de comunicação, em várias vertentes: Profissional, pessoal, blogger, formação e outras. A identidade gráfica deste domínio/logótipo (pedroaniceto.com) deverá doravante marcar e identificar todas as comunicações electrónicas pessoais, em email, site, avatares e outras com excepção de comunicações em suporte físico (não deverá ser usado em suporte impresso, excepto em cartões de visita). O uso da identidade pedroaniceto será essencialmente electrónico em sites e documentação não impressa. O domínio pedroaniceto.com será a âncora e o domínio de referência para todas as suas actividades de comunicação pessoal e nele se basearão todas as operações de comunicação.
O logótipo deverá ser suficientemente dinâmico do ponto de vista gráfico para permitir o uso de sub-marcas ou secções (pedroaniceto.com/blog, pedroaniceto.com/lista, pedroaniceto/contactos ou pedroaniceto/whatever) e deverá constituir uma ligação de memória imediata ao domínio (pedroaniceto.com), onde o visitante será direccionado para cada um dos âmbitos. O logótipo deverá transmitir uma marca que "transpire" conceitos de identidade pessoal e não terá obrigatoriamente de possuir elementos sobre tecnologia.
Público alvo: Tratando-se de um branding pessoal (pedroaniceto.com) torna-se complexo tipificar um público alvo. Nos vários canais de comunicação em que existe contacto electrónico cada uma destas "entradas" significa necessariamente um público diferente. Mas numa tentativa de globalizar o conceito, (tentativa que me parece inútil), estamos a falar de utilizadores de Internet e tecnologia em geral com variadíssimos níveis de conhecimento.
Pecados CAPITAIS (eliminatórios) que deverão ser evitados na identidade gráfica: A presença de elementos directos que relacionem a identidade com a marca Apple como maçãs (especialmente o logótipo Apple), o uso de marcas ou logótipos protegidos pela multinacional americana.
Detalhes técnicos: Os projectos candidatos deverão ser enviados em formato JPG, mas o projecto final terá obrigatoriamente de ser entregue em formato vectorial, podendo os candidatos enviar o número de versões que entenderem até ao final do mês de Março de 2009, especificando no envio o custo do respectivo projecto em caso de adjudicação. Os candidatos deverão enviar os projectos para este endereço de email
Estou à disposição para qualquer esclarecimento de dúvidas que possam persistir. Se relevantes, actualizarei este briefing.
Etiquetas
Faits Divers
O novo iPhone
Penso que se trata de um exclusivo mundial, a fotografia que hoje se publica. Captada em Portugal, a imagem de um protótipo do novo equipamento telefónico Apple. Imagem: Pedro Molinar.
Etiquetas
Apple
As três mentiras (Solução)
Se começar a ler este texto e não perceber nada do que está a suceder, das duas uma, ou você é o David Luíz ou não leu o enunciado inicial de "As três mentiras".
1- Já acordei (depois de um acidente grave), pensando que tinha morrido e que estava no outro mundo.
Verdade. Tive um acidente de viação muito grave em Lisboa, decorria o ano de 1982. Perdi a consciência no preciso momento do embate e só a recuperei três dias depois quando acordei numa sala mergulhada na penumbra em que havia uma porta envidraçada ao fundo de um corredor, porta essa em que incidia uma forte luminosidade. Fiquei verdadeiramente convencido porque achei que aquilo era o famoso "outro mundo". Não era. Ao fim de alguns minutos, a ridícula bata que tinha vestida, pejada de carimbos a dizer "Hospital de S.José", devolveu-me à realidade. Isso e um molho imenso de radiografias que pendiam do fundo da cama e, como todos sabemos, não se fazem radiografias no paraíso porque lá nem um pratinho se parte.
2- Já assisti a um espectáculo de ventriloquismo numa casa de putas em Leiria.
Verdade. Há coisas que só me sucedem a mim. Há uns anos, terminada uma longa maratona de trabalho no Núcleo Empresarial de Leiria, fui ao hotel tomar banho e perguntei ao recepcionista se em Leiria, mesmo sendo tão tarde - eram duas da manhã - ainda poderia "comer qualquer coisa". Tenho dúvidas que ele tivesse interpretado correctamente o meu pedido pois a morada que me forneceu (e que levei tempo a encontrar) era a de um prostíbulo, onde efectivamente se podia comer "qualquer coisa". O jantar foi acompanhado de um show de ventriloquismo, (com patinho e tudo), enquanto madames com idade para serem minhas avós trabalhavam na sala. Nunca me esquecerei, por mais anos que viva, do surrealismo da situação e do nome da empresa que constava da factura final. "Restaurante Bar Académico".
3- Já fumei substâncias ilegais em Moscovo, à porta do Kremlin.
Mentira. Com grande pena minha nunca estive em Moscovo, mas bastante mais importante do que isso, tenho no meu curricula uma total ausência de consumo de substâncias ilegais.
4- Já fiz contrabando de discos rígidos de 10 Megabytes.
Verdade. Já fiz contrabando de discos (e de muito outro material). Corria o ano de 1982, as fronteiras europeias não tinham ainda sido abertas com a integração europeia, era altamente compensador adquirir hardware no estrangeiro fugindo às penalizadoras taxas alfandegárias. Um complicado esquema que envolvia uma viatura, viagens Lisboa - Bruxelas em modo "non stop", três condutores e muita, mas mesmo muita paciência e habilidades para escapar aos controlos de fronteira. Foram tempos loucos dos quais tenho imensa saudade, principalmente de recordar que havia um posto fronteiriço em Portugal que encerrava às vinte e uma e que depois disso tinha que se aldrabar o cadeado da corrente que fechava a estrada. Ética de contrabandista, depois de passada a corrente tombada no chão, era de bom tom voltar atrás para repor o cadeado e a corrente, não fossem os espanhóis pensar em invadir a Lusitânia depois do jantar só porque eu deixava a porta aberta.
5- Já fui convidado a abandonar uma cerimónia religiosa de casamento porque me opunha ao dito cujo.
Mentira. É verdade que esta frase foi inspirada numa cerimónia religiosa de casamento a que de facto assisti, eu e um grupo de amigos, em estado bastante etilizado e onde provocámos um enorme sururu no momento decisivo do "Aceitas este homem como teu esposo" levando o sacerdote a interromper o rito para ter a certeza do que se estava a passar. Foi-nos sugerido que apanhássemos ar, mas não me lembro se algum de nós aceitou o conselho. Aliás, deste casamento lembro-me de pouquíssimas coisas. Salvo que a noiva ia linda. (Quando um tipo está com os copos, qualquer noiva vai linda...).
6- Já joguei King durante 90 minutos sentado numa caixa que continha um coração humano doado.
Verdade. O transporte de médio/longo curso de órgãos para transplante foi, durante anos (creio até que isso ainda acontece) efectuado pela Força Aérea Portuguesa. Por razões que não interessam nada para este assunto, (nada mesmo!), vi-me obrigado a sair com a tripulação na aeronave que levaria o coração a uma cidade portuguesa, aeronave essa que não tem estrutura alguma que permita que os tripulantes viajem confortavelmente. Para queimar tempo, organizou-se um jogo de King e o único assento disponível para mim era a caixa de transporte de órgãos que era sólida o suficiente para o meu peso de então. Evidentemente que a viagem ao destino não levou noventa minutos, mas jogámos também durante o regresso e a caixa voltou a viajar connosco e a cumprir o seu duplo papel salvador. Levei quase dois dias a recuperar a minha audição normal.
7- Já estive no velório de um morto errado (e depois de o perceber fui ao velório certo).
Verdade. Quando o meu pai me telefonou um dia de Tomar para Lisboa dizendo-me "Oh pá, morreu o Pereira", pessoa que eu conhecia vagamente, perguntei-lhe o que é que queria que eu fizesse. "Vais lá à igreja, representas-me, que não me dá jeito nenhum interromper o que estou a fazer para ir a Lisboa e voltar...". Acedi, recebi as indicações necessárias, basicamente o nome da igreja e no final do dia, depois de jantar, desloquei-me à Praça de Londres em Lisboa, disposto a cumprir o meu papel de representante da família Aniceto junto do féretro. Rapazinho despachado, entrei capela adentro para deparar com a viúva, a urna e o morto, apenas acompanhados pelo funcionário da agência funerária. Apresentei os sentidos pêsames à compreensivelmente soluçante viúva, que de dentro do seu véu balbuciou algo que eu não entendi mas que provavelmente foi um agradecimento e pensei em retirar-me. Não fui capaz de o fazer de imediato e optei por uns minutos de recolhimento (absolutamente fingido), por forma a que findo esse momento me pudesse então pisgar para ir à minha vidinha. Quando me retirei e cheguei perto do carro no estacionamento encontrei um colega do meu pai, esse bem meu conhecido, que me saudou e me disse algo como "Não te vi lá dentro, mas também, está lá tanta gente...", que me deixou apreensivo e certo do meu engano. Era noutra capela, não naquela a que tinha ido. Esperei pacientemente que as pessoas se afastassem e voltei ao velório correcto para, desta vez, fazer a coisa acertada. Suponho que a viúva do outro funeral ainda hoje diga aos seus conhecidos: "Mas quem é essa família Aniceto?"
8- Já escrevi três frases na sentença de um juiz que estava demasiado embriagado para a conseguir terminar.
Verdade. No início dos anos oitenta fui chamado a dar uma assistência a um juiz de uma Comarca bem distante de Lisboa. Quando cheguei a casa do Meretíssimo, percebi de imediato pelo volume do vasilhame disperso pelas assoalhadas que estava perante um verdadeiro apreciador de líquidos escoceses. Durante a minha operação, num moderno (para a altura) AT 286 e uma impressora daisy wheel, o magistrado despejou sozinho (ainda hoje não consigo beber álcool pela manhã), uma garrafa de Johnny Walker Black Label. Pedi-lhe que me deixasse sozinho durante algum tempo, já que ele insistia em tombar perante a mesa, por forma a poder terminar a reparação. Quando isso aconteceu e o fui procurar, ele dormia profundamente num sofá de outra sala e pura e simplesmente não o consegui acordar. De volta à máquina, e porque sabia o que ele queria fazer, peguei no texto manuscrito numa letra inacreditavelmente difícil e digitei as três últimas frases que faltavam na sentença transcrita. Imprimi o trabalho, conferi a condição da reparação, deixei-lhe o report técnico colado no monitor e saí. Só o voltei a ver, há não muito tempo, num debate televisivo sobre Justiça.
9- Já fui detido por desobediência à autoridade.
Mentira. Não fui detido, mas fui ameaçado disso mesmo por um agente de autoridade a quem me neguei terminantemente acatar uma ordem. Acabei autuado num valor significativo para a época (1982, Quarenta e cinco mil escudos), por desobediência e obstrução da via pública com grave perturbação de circulação. Recordar-se-ão aqueles que tiveram a desdita de montar stands na velha Feira Industrial de Lisboa, do pavor que era conseguir chegar aos parques de cargas e descargas, operações que envolviam por vezes dias inteiros apenas para aceder com as viaturas aos locais pela Rua da Junqueira. Depois de seis horas de desesperante espera, a longuíssima fila de viaturas pesadas estendia-se quase até ao Hospital Egas Moniz e a zelosa agente de autoridade escolheu-me a mim para interpelar e mandar circular, ignorando todos os restantes veículos em espera. Deve ter sido uma das maiores birras que fiz na vida. A hipótese de perder o lugar na fila a poucas horas do limite para o fim dos trabalhos nos pavilhões e a prepotência velhaca daquela figurinha fez-me telefonar ao cliente perguntando se se responsabilizava pelo valor do auto. Assim que obtive a concordância deste, desfiz-me da chave da viatura (literalmente) e disse-lhe que fizesse o que muito bem lhe apetecesse porque dali é que eu não retiraria a viatura. Tudo terminou umas horas mais tarde na Esquadra do Calvário e viria a perder a questão em Tribunal uns valentes anos mais tarde.
1- Já acordei (depois de um acidente grave), pensando que tinha morrido e que estava no outro mundo.
Verdade. Tive um acidente de viação muito grave em Lisboa, decorria o ano de 1982. Perdi a consciência no preciso momento do embate e só a recuperei três dias depois quando acordei numa sala mergulhada na penumbra em que havia uma porta envidraçada ao fundo de um corredor, porta essa em que incidia uma forte luminosidade. Fiquei verdadeiramente convencido porque achei que aquilo era o famoso "outro mundo". Não era. Ao fim de alguns minutos, a ridícula bata que tinha vestida, pejada de carimbos a dizer "Hospital de S.José", devolveu-me à realidade. Isso e um molho imenso de radiografias que pendiam do fundo da cama e, como todos sabemos, não se fazem radiografias no paraíso porque lá nem um pratinho se parte.
2- Já assisti a um espectáculo de ventriloquismo numa casa de putas em Leiria.
Verdade. Há coisas que só me sucedem a mim. Há uns anos, terminada uma longa maratona de trabalho no Núcleo Empresarial de Leiria, fui ao hotel tomar banho e perguntei ao recepcionista se em Leiria, mesmo sendo tão tarde - eram duas da manhã - ainda poderia "comer qualquer coisa". Tenho dúvidas que ele tivesse interpretado correctamente o meu pedido pois a morada que me forneceu (e que levei tempo a encontrar) era a de um prostíbulo, onde efectivamente se podia comer "qualquer coisa". O jantar foi acompanhado de um show de ventriloquismo, (com patinho e tudo), enquanto madames com idade para serem minhas avós trabalhavam na sala. Nunca me esquecerei, por mais anos que viva, do surrealismo da situação e do nome da empresa que constava da factura final. "Restaurante Bar Académico".
3- Já fumei substâncias ilegais em Moscovo, à porta do Kremlin.
Mentira. Com grande pena minha nunca estive em Moscovo, mas bastante mais importante do que isso, tenho no meu curricula uma total ausência de consumo de substâncias ilegais.
4- Já fiz contrabando de discos rígidos de 10 Megabytes.
Verdade. Já fiz contrabando de discos (e de muito outro material). Corria o ano de 1982, as fronteiras europeias não tinham ainda sido abertas com a integração europeia, era altamente compensador adquirir hardware no estrangeiro fugindo às penalizadoras taxas alfandegárias. Um complicado esquema que envolvia uma viatura, viagens Lisboa - Bruxelas em modo "non stop", três condutores e muita, mas mesmo muita paciência e habilidades para escapar aos controlos de fronteira. Foram tempos loucos dos quais tenho imensa saudade, principalmente de recordar que havia um posto fronteiriço em Portugal que encerrava às vinte e uma e que depois disso tinha que se aldrabar o cadeado da corrente que fechava a estrada. Ética de contrabandista, depois de passada a corrente tombada no chão, era de bom tom voltar atrás para repor o cadeado e a corrente, não fossem os espanhóis pensar em invadir a Lusitânia depois do jantar só porque eu deixava a porta aberta.
5- Já fui convidado a abandonar uma cerimónia religiosa de casamento porque me opunha ao dito cujo.
Mentira. É verdade que esta frase foi inspirada numa cerimónia religiosa de casamento a que de facto assisti, eu e um grupo de amigos, em estado bastante etilizado e onde provocámos um enorme sururu no momento decisivo do "Aceitas este homem como teu esposo" levando o sacerdote a interromper o rito para ter a certeza do que se estava a passar. Foi-nos sugerido que apanhássemos ar, mas não me lembro se algum de nós aceitou o conselho. Aliás, deste casamento lembro-me de pouquíssimas coisas. Salvo que a noiva ia linda. (Quando um tipo está com os copos, qualquer noiva vai linda...).
6- Já joguei King durante 90 minutos sentado numa caixa que continha um coração humano doado.
Verdade. O transporte de médio/longo curso de órgãos para transplante foi, durante anos (creio até que isso ainda acontece) efectuado pela Força Aérea Portuguesa. Por razões que não interessam nada para este assunto, (nada mesmo!), vi-me obrigado a sair com a tripulação na aeronave que levaria o coração a uma cidade portuguesa, aeronave essa que não tem estrutura alguma que permita que os tripulantes viajem confortavelmente. Para queimar tempo, organizou-se um jogo de King e o único assento disponível para mim era a caixa de transporte de órgãos que era sólida o suficiente para o meu peso de então. Evidentemente que a viagem ao destino não levou noventa minutos, mas jogámos também durante o regresso e a caixa voltou a viajar connosco e a cumprir o seu duplo papel salvador. Levei quase dois dias a recuperar a minha audição normal.
7- Já estive no velório de um morto errado (e depois de o perceber fui ao velório certo).
Verdade. Quando o meu pai me telefonou um dia de Tomar para Lisboa dizendo-me "Oh pá, morreu o Pereira", pessoa que eu conhecia vagamente, perguntei-lhe o que é que queria que eu fizesse. "Vais lá à igreja, representas-me, que não me dá jeito nenhum interromper o que estou a fazer para ir a Lisboa e voltar...". Acedi, recebi as indicações necessárias, basicamente o nome da igreja e no final do dia, depois de jantar, desloquei-me à Praça de Londres em Lisboa, disposto a cumprir o meu papel de representante da família Aniceto junto do féretro. Rapazinho despachado, entrei capela adentro para deparar com a viúva, a urna e o morto, apenas acompanhados pelo funcionário da agência funerária. Apresentei os sentidos pêsames à compreensivelmente soluçante viúva, que de dentro do seu véu balbuciou algo que eu não entendi mas que provavelmente foi um agradecimento e pensei em retirar-me. Não fui capaz de o fazer de imediato e optei por uns minutos de recolhimento (absolutamente fingido), por forma a que findo esse momento me pudesse então pisgar para ir à minha vidinha. Quando me retirei e cheguei perto do carro no estacionamento encontrei um colega do meu pai, esse bem meu conhecido, que me saudou e me disse algo como "Não te vi lá dentro, mas também, está lá tanta gente...", que me deixou apreensivo e certo do meu engano. Era noutra capela, não naquela a que tinha ido. Esperei pacientemente que as pessoas se afastassem e voltei ao velório correcto para, desta vez, fazer a coisa acertada. Suponho que a viúva do outro funeral ainda hoje diga aos seus conhecidos: "Mas quem é essa família Aniceto?"
8- Já escrevi três frases na sentença de um juiz que estava demasiado embriagado para a conseguir terminar.
Verdade. No início dos anos oitenta fui chamado a dar uma assistência a um juiz de uma Comarca bem distante de Lisboa. Quando cheguei a casa do Meretíssimo, percebi de imediato pelo volume do vasilhame disperso pelas assoalhadas que estava perante um verdadeiro apreciador de líquidos escoceses. Durante a minha operação, num moderno (para a altura) AT 286 e uma impressora daisy wheel, o magistrado despejou sozinho (ainda hoje não consigo beber álcool pela manhã), uma garrafa de Johnny Walker Black Label. Pedi-lhe que me deixasse sozinho durante algum tempo, já que ele insistia em tombar perante a mesa, por forma a poder terminar a reparação. Quando isso aconteceu e o fui procurar, ele dormia profundamente num sofá de outra sala e pura e simplesmente não o consegui acordar. De volta à máquina, e porque sabia o que ele queria fazer, peguei no texto manuscrito numa letra inacreditavelmente difícil e digitei as três últimas frases que faltavam na sentença transcrita. Imprimi o trabalho, conferi a condição da reparação, deixei-lhe o report técnico colado no monitor e saí. Só o voltei a ver, há não muito tempo, num debate televisivo sobre Justiça.
9- Já fui detido por desobediência à autoridade.
Mentira. Não fui detido, mas fui ameaçado disso mesmo por um agente de autoridade a quem me neguei terminantemente acatar uma ordem. Acabei autuado num valor significativo para a época (1982, Quarenta e cinco mil escudos), por desobediência e obstrução da via pública com grave perturbação de circulação. Recordar-se-ão aqueles que tiveram a desdita de montar stands na velha Feira Industrial de Lisboa, do pavor que era conseguir chegar aos parques de cargas e descargas, operações que envolviam por vezes dias inteiros apenas para aceder com as viaturas aos locais pela Rua da Junqueira. Depois de seis horas de desesperante espera, a longuíssima fila de viaturas pesadas estendia-se quase até ao Hospital Egas Moniz e a zelosa agente de autoridade escolheu-me a mim para interpelar e mandar circular, ignorando todos os restantes veículos em espera. Deve ter sido uma das maiores birras que fiz na vida. A hipótese de perder o lugar na fila a poucas horas do limite para o fim dos trabalhos nos pavilhões e a prepotência velhaca daquela figurinha fez-me telefonar ao cliente perguntando se se responsabilizava pelo valor do auto. Assim que obtive a concordância deste, desfiz-me da chave da viatura (literalmente) e disse-lhe que fizesse o que muito bem lhe apetecesse porque dali é que eu não retiraria a viatura. Tudo terminou umas horas mais tarde na Esquadra do Calvário e viria a perder a questão em Tribunal uns valentes anos mais tarde.
Etiquetas
Faits Divers
20 fevereiro 2009
Lápis Lazuli

Assumamos que há vida inteligente no interior do Ministério Público português. Se queriam mesmo censurar a imagem colocada pelos foliões do Carnaval de Torres Vedras, não tinham de recorrer à (triste) figura da "indecência" das imagens afixadas no já famoso ecrã do Magalhães nem fazer o número de contorcionismo político do "Ai agora não deixamos mas agora já deixamos". Foi (mais) um dia que correu mal, admitamos. Mas, gratuitamente, sem cobrar um cêntimo pelo parecer, se queriam MESMO censurar a imagem, metiam uma providência cautelar por uso indevido de sistema operativo. Sim, porque o Magalhães não corre legalmente Mac OS X. Ahn? Quem é amiguinho, quem é? Tudo pela nação maçã, pá!
Obrigado ao Scheeko pelo alerta.
Etiquetas
Apple
Jovens informáticos
Quando ontem me pediram que falasse a uma plateia de jovens alunos de Informática de uma Escola Profissional em Lisboa e o professor que me convidou me disse à laia de introdução "Qual é a primeira palavra que lhes pode dirigir em termos de conselho profissional?", eu juro que a primeira palavra que me ocorreu nas meninges, foi "Dissuasão".
Etiquetas
Faits Divers
As três mentiras
O blog "Praça da República em Beja" desafiou-me a integrar a "Corrente das 3 mentiras", desafio que já me fez rir. Dizem os cânones desta corrente que tenho de escrever nove coisas sobre mim em que três delas sejam mentiras. Eis:
1- Já acordei (depois de um acidente grave), pensando que tinha morrido e que estava no outro mundo.
2- Já assisti a um espectáculo de ventriloquismo numa casa de putas em Leiria.
3- Já fumei substâncias ilegais em Moscovo, à porta do Kremlin.
4- Já fiz contrabando de discos rígidos de 10 Megabytes.
5- Já fui convidado a abandonar uma cerimónia religiosa de casamento porque me opunha ao dito cujo.
6- Já joguei King durante 90 minutos sentado numa caixa que continha um coração humano doado.
7- Já estive no velório de um morto errado (e depois de o perceber fui ao velório certo).
8- Já escrevi três frases na sentença de um juiz que estava demasiado embriagado para a conseguir terminar.
9- Já fui detido por desobediência à autoridade.
Mais regras: Que terei eu (o desafiado) de indicar do desafiante as três coisas que eu acho serem mentira. Assunto difícil porque eu não conheço o desafiador e como tal acho que vou passar este item. E tenho de entalar nove bloggers com desafios semelhantes. A ver vamos: Botinhas, Pedro Ribeiro, Francis Medeiros, Filipe M., Vasco Casquilho, Francisco Pereira, Billy, Patrícia Lousinha e Daniel Lemos. Os indicados poderão considerar-se desobrigados de prosseguir a corrente mas saibam que nunca mais serei o mesmo se não o fizerem. (O que pode até ser uma coisa boa...)
Já fizeram e publicaram a lista: Billy, Daniel Lemos, Pedro Ribeiro, Francis Medeiros, Patrícia Lousinha, Filipe M. e Francisco Pereira.
Para quem aqui chegou só agora, a chave de descodificação das minhas três mentiras está aqui.
1- Já acordei (depois de um acidente grave), pensando que tinha morrido e que estava no outro mundo.
2- Já assisti a um espectáculo de ventriloquismo numa casa de putas em Leiria.
3- Já fumei substâncias ilegais em Moscovo, à porta do Kremlin.
4- Já fiz contrabando de discos rígidos de 10 Megabytes.
5- Já fui convidado a abandonar uma cerimónia religiosa de casamento porque me opunha ao dito cujo.
6- Já joguei King durante 90 minutos sentado numa caixa que continha um coração humano doado.
7- Já estive no velório de um morto errado (e depois de o perceber fui ao velório certo).
8- Já escrevi três frases na sentença de um juiz que estava demasiado embriagado para a conseguir terminar.
9- Já fui detido por desobediência à autoridade.
Mais regras: Que terei eu (o desafiado) de indicar do desafiante as três coisas que eu acho serem mentira. Assunto difícil porque eu não conheço o desafiador e como tal acho que vou passar este item. E tenho de entalar nove bloggers com desafios semelhantes. A ver vamos: Botinhas, Pedro Ribeiro, Francis Medeiros, Filipe M., Vasco Casquilho, Francisco Pereira, Billy, Patrícia Lousinha e Daniel Lemos. Os indicados poderão considerar-se desobrigados de prosseguir a corrente mas saibam que nunca mais serei o mesmo se não o fizerem. (O que pode até ser uma coisa boa...)
Já fizeram e publicaram a lista: Billy, Daniel Lemos, Pedro Ribeiro, Francis Medeiros, Patrícia Lousinha, Filipe M. e Francisco Pereira.
Para quem aqui chegou só agora, a chave de descodificação das minhas três mentiras está aqui.
Etiquetas
Faits Divers
Praia das Maçãs - Season1 Episode 2

Ainda temos alguma areia nas virilhas e ainda não acomodámos por completo o lombo nos buracos do areal... Mas já descobrimos alguns truques das cordas do toldo e descobrimos como segurar na mão o jornal para que não voe com a brisa. Temos a certeza de que estamos a sair de casa à pressa e deixámos esquecidas as pás e formas dos miúdos e só agora é que percebemos. Não importa, o dia não se perderá. Já vimos onde estão aquelas miúdas engraçadas e localizámos o bar onde a cerveja está mais fresca. Já pagámos o toldo de ontem e assobiámos ao vendedor de gelados. Não falta quase nada. Sente-se. Seja bem-vindo à segunda maré da Praia das Maçãs. O Podcast para o utilizador Mac português que acha que já ouviu tudo.
Etiquetas
Apple
19 fevereiro 2009
18 fevereiro 2009
All's Well That Ends Well
Faltava nesta saga um final feliz, num episódio que chegou a ter contornos menos alegres. Faltava encontrar a grande protagonista da Grande Aventura do Hamburger, pedir-lhe desculpa por eventuais incómodos que pudessem ter sido causados involuntariamente. Fi-lo hoje, no meio de uma reunião de trabalho entre gente profissional e simpática. Tudo está bem quando acaba bem e a Alberta já manifestou publicamente o agrado pela recordação entregue.
Etiquetas
Apple
Chapeau, Mister, chapeau!
Quando um tipo que se vê citado nestas páginas não tem o "fair-play" necessário para eventualmente se rir de si próprio e me inunda a caixa de correio com "hate mail", eu fico a pensar nas razões. Mas quando se consegue rir e ao mesmo tempo "sair por cima", há que lhe dar o devido valor. Seja bem-vindo a este blog, Mister Quim.
Todómundo
Etiquetas
Pérolas
Horace goes skiing
Disse-me um passarinho (e não, não foi o Twitter) que está finalmente desvendado um mistério que intrigava os professores e alunos de uma escola secundária na Margem Sul do Tejo. Esta escola, um modelo nórdico pré-construído na origem e montada no local final a expensas de um governo escandinavo, possuía nas imediações do portão principal uma estrutura metálica que andava a moer o juízo às pessoas que a tentavam utilizar para diversos fins sem que se obtivessem resultados palpáveis e racionais. Parece que em Alcochete os alunos não trazem skis para as aulas e assim não dão uso à estrutura, construção que não dá jeito nenhum para estacionar bicicletas. Tentarei confirmar esta informação.
Etiquetas
Cidadania
17 fevereiro 2009
Pouca terra, pouca terra
Começo a formular a teoria de que o Portal IOL é alimentado por andróides. É só uma teoria. Imagem enviada por Nuno Alexandre.
Etiquetas
Pérolas
Marketing para principiantes
"Bom dia Pedro Aniceto, Conhecemos bem os desafios físicos que os consumidores com excesso de peso têm de ultrapassar diariamente, quais as suas expectativas e do que sentem falta no mercado. Somos especialistas na enorme faixa de mercado que são os quase 3.800.000 de consumidores em Portugal com excesso de peso; 1.500.000 dos quais são obesos Identificamos oportunidades e criamos vantagens verdadeiramente competitivas a diferentes empresas, dos mais diversos sectores.Estou pessoalmente ao seu dispor, para uma breve apresentação das nossas soluções.
Obrigado,
Tiago Silvério Marques
Senior Advisor
Nenhum manual de Marketing indica que não se deve insultar o cliente no primeiro contacto e isto por uma simples razão, de comum bom senso, o singelo facto de ninguém gostar se ser insultado. Por isso pergunto-me sobre o que leva certas empresas a insultar alguém que nunca viram mais gordo (literalmente).
Caro Tiago Silvério Marques,
Porque é que não vai chamar "gordo" ou "obeso" a quem lhe fez as orelhinhas? De acordo com uma sondagem recentemente efectuada, eu até estou mais magro (apesar das riscas). Queira V.Exa ir morrer longe, de preferência debaixo de uma caixa de produtos de emagrecimento, já que de ataque cardíaco deve ser difícil, uma vez que V. Exa deve ser magrérrimo e as hipóteses disso acontecer devem ser remotas. Atentamente
Pedro Aniceto
Enviado o link deste post como resposta à abordagem do Sr.Tiago S. Marques, recebi o seguinte texto:
Caro Pedro
Obrigado pelo seu post, é mais uma forma de dar a conhecer a nossa empresa.
Aproveito para o esclarecer que não vendemos produtos de dieta, somos uma
consultora de Marketing.
Mais uma vez obrigado, com os melhores cumprimentos
Tiago Silvério Marques
Senior Advisor
Mais irritante que ser apelidado de "gordo", é tentarem logo de seguida fazer de mim parvo. Não me passou pela cabeça publicitar-lhe a empresa, coisa que não fiz, e porque enquanto "consultora de Marketing" estamos bem conversados... Alguém lhe mencionou que V. Exa vendia produtos de emagrecimento?
Obrigado,
Tiago Silvério Marques
Senior Advisor
Nenhum manual de Marketing indica que não se deve insultar o cliente no primeiro contacto e isto por uma simples razão, de comum bom senso, o singelo facto de ninguém gostar se ser insultado. Por isso pergunto-me sobre o que leva certas empresas a insultar alguém que nunca viram mais gordo (literalmente).
Caro Tiago Silvério Marques,
Porque é que não vai chamar "gordo" ou "obeso" a quem lhe fez as orelhinhas? De acordo com uma sondagem recentemente efectuada, eu até estou mais magro (apesar das riscas). Queira V.Exa ir morrer longe, de preferência debaixo de uma caixa de produtos de emagrecimento, já que de ataque cardíaco deve ser difícil, uma vez que V. Exa deve ser magrérrimo e as hipóteses disso acontecer devem ser remotas. Atentamente
Pedro Aniceto
Enviado o link deste post como resposta à abordagem do Sr.Tiago S. Marques, recebi o seguinte texto:
Caro Pedro
Obrigado pelo seu post, é mais uma forma de dar a conhecer a nossa empresa.
Aproveito para o esclarecer que não vendemos produtos de dieta, somos uma
consultora de Marketing.
Mais uma vez obrigado, com os melhores cumprimentos
Tiago Silvério Marques
Senior Advisor
Mais irritante que ser apelidado de "gordo", é tentarem logo de seguida fazer de mim parvo. Não me passou pela cabeça publicitar-lhe a empresa, coisa que não fiz, e porque enquanto "consultora de Marketing" estamos bem conversados... Alguém lhe mencionou que V. Exa vendia produtos de emagrecimento?
Etiquetas
Biografia
Todos à Vodafone!
Etiquetas
Pérolas
PIor a amêndoa que o cianeto
Estimado editor da Caras Online, agradecemos muito a alteração. Quero no entanto dizer-lhe que ainda não conseguiu o objectivo principal (deixar de fazer-nos rir).
Tivesses estudado mais um bocadinho!
O leitor Pedro Fernandéz, que por razões obscuras lê o site da Caras, enviou esta captura. Peço daqui ao Editor da Caras Online que continue a abreviar artigos sem ver o resultado final que a malta diverte-se bastante...
Etiquetas
Pérolas
It's been a long way (since Tipperary)
O leitor Miguel Paulo, embrenhado que está num livro deveras prometedor denominado "Elementos do estilo tipográfico" enviou-me um excerto de um projecto de lei inglês de 1770.
Etiquetas
Faits Divers
Post of the "poste"
Sabem a que é que eu acho graça no meio das parvoíces todas que vão aqui sendo escritas? Ao facto do mundo ser demasiado pequeno (mas a renda é caríssima!). No fim de semana escrevi sobre um poste da Portugal Telecom, se bem se recordam. No mesmo dia desse episódio (que decorreu na Sexta Feira anterior à data em que escrevi sobre ele) a leitora Madalena Mota decidiu passear de charrette e nesse mesmo passeio fotografou com fartura alguns dos aspectos dessa voltinha. Passou pela aldeia do Rosário. E não é que fotografou o mesmíssimo poste, com o tipo com quem falei em plena actividade?
Etiquetas
Cidadania
16 fevereiro 2009
Cafés com requinte
O leitor Manuel Mota, que anda na Escócia a lutar pela vidinha, diz-me que o café na Escócia tem outro sabor... (Nota: Os cafés colombianos desta marca têm posters absolutamente memoráveis, dos quais possuo um mega exemplar que tem como lead a magnífica frase "Cona simply tastes better".
Etiquetas
Faits Divers
You're going slightly wrong
Noventa e dois anos parece-me um perfeito exagero para a alegada duração da gravação de Innuendo... Como bem aponta o leitor Dídio Rodrigues, "caçador" desta pérola, o folheto da Planeta Agostini que acompanha a edição de "Álbuns dos Queen", enferma de outros erros facilmente detectáveis por "connaisseurs" de Mercury nomeadamente o lapso de tempo decorrido entre a morte do cantor e o lançamento de Innuendo. "O álbum foi de facto lançado a 4 de Fevereiro de 1991 e Mercury morreu a 24 de Novembro desse ano".
Etiquetas
Pérolas
Her Highness
Aficionada Apple, Matriarca de uma família simpaticíssima, Pianista de gabarito universal, Senhora de fina têmpera e melhor humor, brindou-me hoje com a sua visita. Ladies and Gents, let's welcome Dona Maria João Pires.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























