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25 janeiro 2010

Sobre roubos em viaturas

Um artigo sobre roubos em viaturas. 90% dos roubos de material informático que me são comunicados são efectuados de dentro de viaturas estacionadas...

15 janeiro 2010

Tens 4 dias para mostrar o que vales

11 janeiro 2010

Não fui eu que inventei

Nunca, mas nunca me inscreveria num Mestrado destes! Imaginem que tinha de ir a uma oral com o Tiger Woods...

03 janeiro 2010

Às vezes há surpresas

A primeira coisa em que pensei quando entrei portas adentro naquela farmácia de serviço, foi nisto. Eram vinte e três trinta e estava, por necessidade imperiosa, no coração do mais difícil bairro da Margem Sul do país, um daqueles que vemos constantemente nas notícias e nunca pelas melhores razões. Duas farmacêuticas sorridentes, nenhum tipo de segurança, uma cena absolutamente impensável em qualquer bairro chic de Lisboa. Às vezes há surpresas.

27 dezembro 2009

Junta de Freguesia de Gaio-Rosário

"A Junta de Freguesia do Gaio-Rosário vai realizar a sua reunião pública mensal no dia 29 de Dezembro, pelas 16:00h, na sede da Junta de Freguesia. Convida-se a população a participar, colocando questões relacionadas com a freguesia, no período reservado à intervenção do público."
Efectivamente eu devo ser um bocado lerdo... Só isso justificará que o costumeiro blá-blá da democracia participativa colida frontalmente com o singelo facto de dia 29 de Dezembro ser uma Terça Feira e esta reunião "pública" ter início às 16 horas, hora a que todos nós, os suecos, sabemos ser do domínio dos nossos tempos livres. Será que estou a exagerar? Nem por sombras, principalmente depois de escutar da parte de responsáveis vários do poder local alguns queixumes sobre a fraca participação das populações nas reuniões públicas quando estas são realizadas a horas mais convenientes. Pode muito bem ser uma experiência sociológica...

Nota: Um dos defeitos da simplicidade das comunicações é que por vezes se deixa espaço à divagação por parte dos receptores dessas mesmas comunicações, por falta de mais elementos. Tivesse a generalidade dos nossos órgão democráticos a rapidez de esclarecimento que teve o Presidente da Junta de Freguesia de Gaio-Rosário e teríamos processos de comunicação bastante mais céleres e acima de tudo, mais actuais. (Existe nos comentários deste post um esclarecimento que em abono da verdade urge ler.)

23 dezembro 2009

Évora

Simples e belo. Parabéns, Câmara Municipal de Évora.

16 dezembro 2009

Pescas

Se os negociadores portugueses não tivessem conseguido recuperar em Bruxelas a quota de carapau a opinião pública faria um enorme escabeche...

09 dezembro 2009

Ninguém escreve ao Coronel

Exmos. Srs,

No passado dia 24 de Novembro tive oportunidade de vos enviar um email, cujo teor encontrarão abaixo.

Exmos. Srs,
Venho pelo presente email pedir-vos autorização expressa para a gravação de imagens vídeo na rede pública do Metropolitano de Lisboa no âmbito da concepção do genérico vídeo do Podcast "Campo Grande" um projecto amador de videocast sobre turismo em Lisboa.

Mais informo que não pretendo filmar pessoas, mas apenas algumas chegadas e partidas de composições em cais bem como alguma sinaletica da estação "Campo Grande", que dará nome ao videocast e que a tomada de imagens não ocupará mais de alguns minutos sendo efectuada, caso a autorização seja concedida, com câmara manual sem qualquer ocupação de espaço.

Na eventualidade da concessão de autorização, presumo que seja necessário o >levantamento de alguma credencial, pelo que peço que me informem como e quais os passos necessários à respectiva concessão.

Com os melhores cumprimentos
Pedro Aniceto


Como até à presente data e decorrido todo este tempo não recebi qualquer comunicação da parte de V.Exas no sentido de obter qualquer sinal ou manifestação de vida no sentido de pelo menos de terem a gentileza de acusar a recepção do pedido através de uma resposta automática, informo que tal pedido deixou de ter cabimento por terem sido por mim esgotados todos os timings razoáveis para a utilização das imagens no referido videocast, tendo eu optado por outra localização e outro operador de transportes, que atempadamente me respondeu.

Não posso contudo deixar de manifestar o meu desagrado pelo comportamento indigno de uma Empresa que se diz "certificada" e que por ventura se rege por parâmetros de Qualidade nas suas relações com o público, esse ser que é, eventualmente a razão da vossa existência, e em cuja Missão se pode ler a dado passo: "a promoção conjunta do Transporte Colectivo".

Creiam-me, caros Srs. agradecido pelo vosso silêncio, ficando na expectativa de que alguém, algures, em qualquer data, possa eventualmente vir a ler esta mensagem.

Pedro Aniceto

30 novembro 2009

Viva a República!

Em 14 de Abril de 2008, escrevi isto. Agora mesmo acabei de ler que o site da Comissão de Comemoração dos 100 anos da República custou 99.500 Euros (sim, leu bem, noventa e nove mil e quinhentos euros). Parece-lhe muito? Pois parece. Mas ainda parecerá mais se lhe disser que a tecnologia de construção do referido site é GRATUITA e que o template usado é completamente grátis. Trata-se de tecnologia "open source", cujo conteúdo está à disposição do utilizador para dele fazer uso. De qualquer pessoa. Num país decente esta compra custaria a cabeça de alguém. Comparado com esta aquisição, os cartões de visita, envelopes e papel de carta que a Comissão comprou a Henrique Cayatte foram baratíssimos (90.000 Euros). Que o meu designer (Fernando Mateus) não leia isto...

23 novembro 2009

Duas coisas que me agastam

O ponto civilizacional mais baixo que ao comércio diz respeito são sem qualquer sombra de dúvida as bombas de gasolina em pré-pagamento e as filas exteriores nas farmácias com guichets abolutamente infames, dotados de intercomunicadores tão manhosos que me fazem ter saudades do Hygiaphone...

Partido Médico Veterinário

Estava eu aqui a ler a distribuição de pelouros da vereação da Câmara Municipal da minha área de residência quando deparei com esta curiosíssima atribuição do Vereador Carlos Alberto Picanço dos Santos eleito pela CDU, que entre muitas outras atribuições tem a seu cargo o inusitado mundo do Partido Médico Veterinário...

A César o que é de César: Fui contactado pela simpática Ana Elisa da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios que atentos a um blog que fala de cães e das respectivas pulgas (o que só demonstra atenção...) me chama a atenção para o facto dos serviços municipais dotados de médico veterinário terem tido em tempos imemoriais a designação de "Partido Médico Veterinário" e que muitos deles mantêm a peculiar designação. Ainda acrescenta a prestável Ana que havendo classificações de Câmaras de 1ª e de 2ª, os estatutos remuneratórios dos respectivos profissionais eram diferentes. Obrigado à ANVETEM pelo esclarecimento.

22 novembro 2009

Yes, we can!

Um tipo sabe que o esforço do Governo em ensinar inglês nas escolas está condenado ao sucesso quando um professor de língua inglesa do Ensino Básico nos convida para leccionar um "Workshopping" numa das suas aulas...

10 novembro 2009

O jardineiro é Jesus (e as árvores somos nózesss)

É moda usar a reflorestação como arma de Marketing. Slogans como "Compre o produto XYZ porque nós plantamos uma árvore por si", ou "Já plantámos não sei quantos milhares de árvores por sua causa" são bastas vezes utilizados como ferramentas emocionais de aproximação da marca ao cliente. Onde diabo é que estão essas árvores? Algum de vós já viu uma empresa gabar-se de ter um pinhal gigantesco? Ou de mostrar ao mercado a sua plantação depois de a mesma ter crescido? Alguém já viu um placard a dizer " Este pinhal é obra da marca XPTO? ". Peço-vos por isso que quando depararem com uma promoção destas, que apela ao consumidor para a reflorestação, me deixem a marca do produto na caixa de comentários. Decidi passar a perguntar.

30 outubro 2009

Os Consumidores e o "achadismo"

E de repente, como que por magia, há uma onda de consumidores que decide "passar a achar"... De há uns tempos a esta parte que tenho vindo a notar, numa das empresas onde opero, que está a crescer um sentimento um nadinha estranho dos consumidores face aos fornecedores. Um ambiente hostil, quase provocatório. Comecei por sentir esta onda curiosa nas reclamações, e uma das minhas primeiras conclusões é a de que os portugueses, na sua grande maioria, não sabe reclamar. O consumidor médio acha que uma reclamação será tanto mais eficaz quanto o volume de palavras escritas. Deve ser por isso que na elaboração de textos de reclamação as pessoas decidem escrever quase verdadeiras autobiografias cheias de pormenores NINAMJ. A sigla NINAMJ foi uma sigla que inventei há anos para classificar na minha vida privada alguns textos. Significa a mesma "Não interessa nem ao menino Jesus". Na análise de um texto reclamante interessam-me apenas factos. Dizer "Esta máquina está avariada e não funciona" tem bastante mais impacto que uma história de três páginas sobre uma máquina que-foi-para-casa-de-Metropolitano-e-que-só-foi-aberta-pelo-Carlinhos-três-dias-depois-do-Natal-em-que-por-acaso-até-lá-estava-a-minha-sogra-que-a-ajudou-a-pagar...". Não sei onde é que as pessoas vão buscar estes modelos mas são lindos e alguém podia na ASAE ou no Ministério da Economia fazer uma compilação dos ditos que era coisa para se tornar num best-seller. Já analisei um texto em que o consumidor diz (e cito) "Fui tratado abaixo de cão!". Não diz quando, não diz por quem, não diz onde. E quando inquirido sobre esses elementos aos costumes disse nada. No que ao meu caso diz respeito, não tenho nenhum problema em dar razão a um consumidor que efectivamente a tenha, e aceito até que do outro lado a pessoa pense que a minha missão na vida é prejudicar o próximo (isto aplica-se até a outras franjas da população e eu não perco o sono por causa disso...). Aquilo que não tolero é o "achadismo". As pessoas, nomeadamente os consumidores, passaram a "achar" coisas. É normal que um cliente aborde um fornecedor e branda a bandeira dos seus direitos, o que não é normal é que as empresas tenham de perder tempo com pessoas que nem sabem que direitos são esses e muito menos que desconheçam a porcaria da lei (sim, que é na sua base um emaranhado de belos equívocos). "Ah, porque eu tenho o direito de devolver o bem que comprei porque estou insatisfeito" é a última moda. Nos últimos três meses já analisei cerca de doze pedidos deste calibre. "Ah porque a lei me dá o direito de devolver no prazo de não sei quantos dias sem invocar a razão...". Não dá. Não dá para compras físicas e presenciais. Quando inquiro sobre se o bem foi violado, no que a software diz respeito a resposta é quase sempre "Como é que quer que eu experimente o bem se para isso tenho de abrir o software?". É nessa altura que gostava de ter o legislador ao meu lado para que fosse ele a responder. Manda a razão dizer que o legislador explicou no articulado da lei quais são os artigos que podem ou não gozar do direito de livre resolução. Na minha área lá está o software e o material informático. Na maior parte das situações explico pacientemente mas há sempre alguém que me diz "Eu acho que..." que me deixa a mim à beira do ataque de nervos. Em resumo e porque esta questão é recorrente, informo: O período legal mínimo para devolução de equipamentos adquiridos remotamente (online ou outros similares) sem necessidade de invocar o motivo é de 14 dias. Existem restrições a essa livre resolução, bem explicadinhas no articulado da lei e entre elas destaco os produtos " Fornecimento de gravações áudio e vídeo, de discos e de programas informáticos a que o consumidor tenha retirado o selo de garantia de inviolabilidade".

28 outubro 2009

Portuguese do it better

Na recentemente inaugurada Via Rápida que liga as cidades de Angra do Heroísmo a Praia da Vitória, um dos problemas que naturalmente se colocou foi o da construção de passagens superiores para o muito gado bovino que é necessário movimentar entre os dois lados da via. Mas isto das vias rápidas é como o sol, quando nasce é para todos...

02 outubro 2009

Que Deus o ajude

Chegou-me aos ouvidos que o novo Director dos Serviços de Informática da Presidência da República, José Luís Machado Seruya é Licenciado em Teologia.

29 setembro 2009

Boletins de voto na Ilha Terceira

Imagem enviada por José Capareira

28 setembro 2009

Votos nulos

Imagem enviada por Valter Gouveia.

O velho comunista se aliançou

Não é segredo para absolutamente ninguém que estou envolvido na campanha Autárquicas 2009 a um cargo numa Junta de Freguesia da minha área de residência. Muito menos que pela primeira vez acedi a um convite para fazer parte de uma Mesa Eleitoral e que finalmente disse "sim" a um envolvimento mais profundo nos jogos da pequena política. Da jornada eleitoral que hoje decorreu, poderia, caso tivesse tempo e arte, produzir posts em série. É uma experiência sociológica extraordinária, pelos bons e pelos maus motivos que daria matéria para dissertar sobre quem somos, como somos e como escolhemos o nosso futuro colectivo. Ficará para mais tarde. Ressalta deste dia singular algo que há anos me intrigava e que hoje pude testar laboratorialmente. A semelhança gráfica da simbologia de dois partidos políticos, no caso o Partido Comunista Português, cujo logótipo está inscrito no grafismo da coligação CDU e a da insígnia do PCTP-MRPP. Sei que em tempos esta questão foi discutida publicamente mas desconheço qual foi a conclusão da "briga" (que não deve ter sido relevante). A verdade é que sempre achei que a confusão seria fácil de estabelecer, principalmente por pessoas de menor acuidade visual ou com dificuldade de entendimento das respectivas siglas. Faz tempo que tinha arquivado esta questão nos meus pensamentos. Até hoje. Quando escrutinava os resultados da mesa, contados e recontados os votos de uma vitória comunista, dediquei-me à verificação dos votos inutilizados pelos eleitores. Eram sete, em duas mesas distintas, implantadas em zonas de tradicional influência comunista. Sete votos que foram inutilizados pelos eleitores e que foram entregues à mesa para que o respectivo boletim fosse trocado por um outro. É legítimo e é legal. Quantos desses votos tinham assinalada a quadrícula do PCTP-MRPP? Todos. Os sete. Voilá.

24 setembro 2009

Comissão de quê, exactamente?

Desde há dias que as operadoras móveis estão a enviar SMS sobre a Gripe A aos detentores de números de telefone. Tenho recebido alguma correspondência de amigos e clientes colocando questões sobre a suposta utilização abusiva desses dados. Apesar de não ser um especialista, a minha experiência com a lei de protecção de Dados Pessoais, permite-me esclarecer que no caso da Direcção Geral de Saúde, não existe nenhuma ilegalidade, uma vez que a dita lei prevê o chamado "interesse público" e eu presumo (apenas posso presumir) que não existiu migração de dados para fora do âmbito de cada operador.
Já procedi aos circuitos burocráticos de legalização de várias Bases de Dados e sei da preocupação que o legislador teve em colocar dificuldades ao desgraçadinho que quer cumprir a lei e as suas determinações. Algumas deram-me uma imensa vontade de rir, outras provocaram-me fúrias épicas. A verdade é que a Lei, sendo igual para todos, faz-me lembrar o velho ditado que diz que "alguns são mais iguais que outros". Se eu acredito na "protecção" que a CNPD dá aos cidadãos? Não. Se eu acredito que algumas questões que já me foram colocadas são irritantemente estúpidas? Sim. Se tudo isto me dá uma imensa vontade de chorar e de, em última análise pedir responsabilidades a alguém? O leitor que decida.