quando não sei, mas se calhar uso o método.
30 junho 2008
29 junho 2008
Coisas que sucedem muito depressa
Aconteceu tudo muito depressa, tão depressa que a maioria dos presentes só tomou conhecimento da tempestade quando se escutou o primeiro trovão, acontece muito, está um rancho de gente distraída a desfiar banalidades para enganar o calor e paf! ouviu-se um estalo, um estalo é curto como substantivo, eu iria até jurar que com o calor que estava uma metáfora se tinha instalado mais depressa que um lagarto ao sol fugiria caso o tivesse ouvido. Aquilo que eu ouvi e vi foi um valente par de estalos, o rancho de gente que desfiava banalidades parou a conversa, nem olhámos uns para os outros muito menos os outros tiveram tempo de olhar para os uns, foi tudo muito rápido, aconteceu muito depressa, ela chegou à mesa do rancho, escolheu o alvo que vinha já premeditado, assentou-lhe duas valentes chapadas, lamparinas de primeira água, estampilhas não que estampilhas são mais másculas e elas eram duas. A coisa foi muito rápida, nem tive tempo de desencostar o bordo de vidro dos lábios que apreciavam o sabor de um líquido já vagamente escocês, paf! paf! "E se voltas a tentar meter o meu filho debaixo da tua filha vais ter que te entender comigo", deu meia volta, foi-se embora tão depressa como apareceu, aí levantámos os olhos uns para todos e eu achei graça que tal filho estivesse também no rancho a desfiar banalidades e continuámos a conversar sobre a técnica da armação do ferro, conversa que não é fácil retomar depois de duas chapadas mas voltámos e isso é que interessa, ficou no ar um certo cheiro a pólvora mas a brisa encarregar-se-ia de a fazer dispersar, circular, circular que a vida continuou e eu, na dúvida, pedi outro copo.
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Biografia
28 junho 2008
Illusions
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Faits Divers
26 junho 2008
Diz-me com quem dormes
Ontem cometi um pequeno erro na digitação de um PIN de um cartão de crédito. Por mero acaso não repeti a tentativa que ainda assim acertaria sempre e desisti da operação. Hoje recebi um SMS da companhia emissora do cartão que dizia "Escolha o código PIN do seu cartão XPTO. Basta ligar XXXXXXXXX e falar com um agente. A alteração é imediata e nunca mais se vai enganar no seu código!". Ficamos assim a saber coisas interessantes sobre com quem dorme a SIBS e aquilo a que chamam ironicamente sigilo.
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Cidadania
25 junho 2008
O fanhoso
Há uma anedota antiquíssima sobre um fanhoso que encontrou uma lamparina mágica, vocês (gente esperta) conhecem o número e o fanhoso viu-se a braços com um baralho de cartas de dois metros porque a fada percebeu mal o desejo e tal. Acabo de me sentir como o fanhoso, desde ontem que procuro desesperadamente uma font para um projecto, incomodei meio mundo à procura, vai na volta liguei a horas impróprias para um designer que amavelmente me respondeu aquilo que eu entendi como Paloma, não tinha, não encontrei em lado nenhum, voltei a ligar-lhe a horas mais próprias, desenrasca-se, manda-me a font que ninguém tem. Acabei de abrir o ficheiro, afinal tinha, era Tahoma.
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Biografia
Analyze this!
Este post é dedicado aos profissionais da análise e do escrutínio. Sim, o texto é criptíco e isso dá pano para mangas nas vossas teorias merdosas, certo?
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Biografia
Gogol Bordello
Start wearing purple wearing purple
Start wearing purple for me now
All your sanity and wits they will all vanish
I promise, it's just a matter of time...
Start wearing purple for me now
All your sanity and wits they will all vanish
I promise, it's just a matter of time...
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Faits Divers
22 junho 2008
Bipa-me
Não sei o que fiz ao meu primeiro Pager... Era um Motorola numérico, o mais irritante gadget que alguma vez me lembrei de comprar. Não havia dinheiro para um alfanumérico, era um escândalo a diferença de preço entre um e outro e decidi-me pelo primeiro. Várias vezes dentro do carro, preso no trânsito, entrei em curto-circuito nervoso com a falta de meios de comunicação com clientes, mesmo depois de ter fornecido aos mais importantes uma espécie de tabela numérica que tinha a peregrina intenção de estabelecer códigos de urgência. Se o cliente Z. queria que eu o contactasse para um determinado número teria de acrescentar ao telefone uma escala de urgência de 1 a 5. Eu só encostava o meu glorioso Mini junto a uma cabine telefónica quando o assunto era um código 4 ou 5, o resto poderia esperar. Penso que isto funcionou bem durante uma semana, logo a seguir os clientes passaram a adoptar o 5 como código normal abastardando por completo a engenhosa técnica. Ingenuamente o problema continuou, mesmo depois de ter decidido avançar para a compra de um alfanumérico onde, pensava eu o tótó que o cliente ditaria à operadora a razão do problema ou da necessidade. Lembro-me de ter feito um manual para isto, um daqueles manuais que tanto gosto de fazer. Azar dos Távoras, passei a receber belas mensagens tipo "Liga-me 21222111111". A coisa não durou mais de dois anos, acabei por adquirir um magnífico tijolo (porque o era!) da Motorola, o 3000, coisa que pesava quase quatro quilos e que foi oficialmente o meu primeiro telemóvel. Só me lembrei disto e das minhas guerras com problemas de facturação da Telecel (avó da Vodafone), porque o Luís escreveu isto. E porque muito provavelmente devo a este pager uma homenagem. E como ele mesmo escreveu, também a devo a todos quantos foram verdadeiramente meus amigos e não apenas se serviram do trampolim.
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Biografia
21 junho 2008
Dia do filho (II)
Se estes dois garbosos personagens não tivessem um dia trocado olhares, sinais, mensagens e outras formas primárias de comunicação a esta hora muito do meu eu poderia estar atomicamente espalhado pelo universo na forma física de um vidrão ou em trinta e duas patas esquerdas de uma centopeia vagarosa. Mas não, eles olharam-se, entenderam-se, amaram e procriaram a sua prole da melhor e mais sábia forma que souberam e puderam. Todos, mesmo os que nada têm directamente a ver com o assunto lhes estão gratos, todos os que tiveram a oportunidade de lhes serem ensinadas regras, de lhes serem ministrados afectos, de lhes serem sangue do seu próprio sangue, esses agora mais que nunca vos agradecem não apenas por terem existido mas também por isso. Os nossos pais, que foram a seu tempo filhos de afecto, replicaram o que receberam e passaram também eles a dar, não apenas o afecto, o pão, as fundações da educação e a capacidade de discernir o bem do mal, o incerto do certo, o esforço da preguiça. Os meus pais fazem hoje cinquenta anos de casados. De acordo com a Maria Fernanda "Tenho de aproveitar porque é uma data que se não repete". Esta frase ficou-me a bailar na cabeça durante a tarde de hoje por muitas e variadas razões e nunca é tarde para um filho aprender algo dos seus pais. Obrigado meus queridos.
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Biografia
16 junho 2008
Eu endividava-te...
"...Neste período e partir deste novo sistema iremos endividar esforços no sentido de..."
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Pérolas
Big Brother is sucking you

Pode parecer um pouco rude, quem sabe desajustado do tom cordato destas páginas e de quem me conhece os mínimos níveis de decência de escrita: Gosto de me sentir chupado. Reparareis que eu não disse sugado, coisa que vai não vai levará ao mesmo preverso efeito mental que já vos vai nessas cabecinhas e aqui o texto desiquilibra-se, quem sabe resvala, descamba, tomba, o que é necessariamente mau para a cabecinha e para a elevação moral que gostaria de ver impressa a estas letrinhas as tais que queira Deus vos possam vir a encontrar de excelente saúde que nós por cá todos bem graças ao Altíssimo. Gosto de me sentir chupado, digo e repito para que dúvidas não restem. Claro que existem excepções, custa-me bastante que me chupem ou suguem a carteira. Dá uma sensação de estranheza e arrepio, qualquer coisa de pós-coital que se transforma em pós-coitado que é como me sinto neste preciso momento. Acabei de ser chupado em sessenta Euros pela Comissão Nacional de Protecção de Dados por ter instalado dentro da minha propriedade uma câmara de videovigilância. Gostamos de fazer as coisas bem feitas mas por vezes fica um gosto amargo na boca e não, isto não era uma piada brejeira...
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Cidadania
15 junho 2008
Canalhice
Nada, mas absolutamente nada pode justificar que a Revista Lux e por tabela a TVI ponham no ar um spot promocional da revista (?) anunciando a doença grave de uma pessoa. Mesmo que seja pai de uma figura pública. Recuso-me a acreditar que uma providência cautelar não venha a terminar esta nojice.
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Cidadania
The day we walked on the moon
Gosto de me abandonar a este sol cálido, o vento a soprar pela popa, leve, a embalar-me os pensamentos. Gosto desta esplanada calma onde sou o primeiro a escolher o lugar perfeito, apenas o brilho dos cromados das mesas me sobressalta e não tarda que sejam tomadas por ondas de clientes. Abandono-me, o café a perder o calor, um copo de whisky apedrejado a preceito, a água a emulsionar-se no líquido amarelo e eu beberricando como um pássaro no bebedouro. Gosto de estar ali, sozinho, no centro do mundo com os sentidos a entorpecerem-se, uma moleza a tomar-me o corpo, os sentidos parece que se apuram o que é por si mesmo um contra senso. A brisa que sopra traz-me sons, mesmo indolente sempre se aprende qualquer coisinha, hoje tocou-me perceber como se desabitua uma criança do uso da fralda, o que fazer, os horários dos líquidos. E a velhinha que diz à filha que não quer que Portugal ganhe o Euro 2008 "que o teu avô entusiasma-se com estas coisas da bola e depois não me deixa dormir". E a filha que cora e que pergunta à mãe se o avô não a deixa dormir por se enervar a ver os jogos e a velhinha a retorquir "Antes fosse, filha, antes fosse..."
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