06 setembro 2008
Milionários acidentais
Ontem perguntaram-me o que faria se num acaso de sorte fosse eu o contemplado com a obscena soma de dinheiro do primeiro prémio do Euromilhões. Respondi que não sei, não tenho a mínima noção da escala de uma tal reviravolta. A única coisa da qual tenho a certeza é que iria trabalhar como habitualmente com a possibilidade de me rir quando tivesse de responder a perguntas menos espertas colocadas por gente que se acha o máximo em vez de dar respostas politicamente correctas, que é aquilo que nós, aqueles que precisam de pagar as contas têm de fazer quase todos os dias...
P.S.- Esqueci-me de registar aquele Totobola que está aí em baixo, intitulado "Play chess. Dr. Floyd?". A ver vamos.
P.S.- Esqueci-me de registar aquele Totobola que está aí em baixo, intitulado "Play chess. Dr. Floyd?". A ver vamos.
Last night ARCgis 9 saved my life
Só quem já teve de tentar dormir numa zona urbana que tem tampas de saneamento mal assentes é que pode dar valor à ausência daqueles "clonc!" que se fazem ouvir quando a roda de um veículo lhes passa por cima... Os aros de suporte vão-se deformando e o barulho que aquilo faz tira uma pessoa do sério pelo menos durante três dias que foi mais ou menos tempo que levei a habituar-me a ouvir uma que em tempos existiu numa rua onde morei. Mas hoje enquanto atravessava o Entroncamento percebi que os serviços municipalizados locais encontraram uma solução quase perfeita para o problema. Estranhei ver as tampas de saneamento com quatro "orelhinhas" que lhes dão um ar deveras patusco e parei o carro para ir investigar. No momento da colocação das tampas no aro, os funcionários cortam pequenos pedaços de câmara de ar que colocam nos bordos. A tampa, em vez de ficar em contacto imperfeito com o aro, fica com quatro pontos de amortecimento. As "orelhinhas" são o excesso de borracha que fica saliente. Com a passagem do trânsito, esses excessos de borracha acabam naturalmente por ser "aparados" mas esse facto não anula a acção amortecedora da borracha que permanece entalada entre o aro e a tampa. Engenhoso, sem dúvida, barato e criativo.
Euromilhões
Tenho ali na gaveta, bem dobradinha desde que a registei, uma aposta de Euromilhões válida para o Jackpot de hoje. Se é verdade que era um bocadinho snob "limpar" sessenta e cinco milhões com uma aposta de apenas dois, vou esperar que se conheça quem é o gajo que hoje acordou com o rabinho virado para a lua. Se não aparecer ninguém, vou conferir os números. Just in case para dar baile ao alinhamento planetário...
05 setembro 2008
O caçador de pérolas
..."Diga-se apenas que a melhor parte da fotografia é o vislumbre do meu rompão cor-de-rosa."
04 setembro 2008
Acertos e bolas de cristal
A confirmar-se um rumor que corre por aí, um dos maiores revendedores portugueses da esfera Apple encontrar-se-á à venda. O que me lembra que só não acerto no Euromilhões porque em matéria de previsões vou conseguindo bons resultados mesmo quando me dizem "Tu estás louco...".
Ah a libertação
"V.Exa é um asno!" Esta frase libertadora proferi-a ontem num desentendimento com um segurança do Metropolitano de Lisboa. Honestamente não sei porque usei uma figura tão rebuscada, mas esta semana tenho estado assim, meio gongórico.
03 setembro 2008
O futuro do pretérito a Deus pertenceria
Assim, ironicamente, este Blog faz amanhã precisamente três anos. Se pensar mesmo muito no assunto, a única coisa extraordinária que há a assinalar é o facto de me ter lembrado da data e se escrevo de véspera sobre a minha pequena efeméride é porque tenho a certeza de que não me voltarei a lembrar senão quando for já demasiado tarde. Parabéns! A si que me escolheu como fonte de leitura e a todos aqueles que por obra e graça do Espírito Google aqui desaguam como rios. É por e para vós.
O Google não compensa
Se você é uma daquelas pessoas meticulosas que faz os trabalhinhos de casa e escava informação por toda a parte antes de tomar uma decisão complexa e dramática, tenha cuidado...
02 setembro 2008
Nós não somos burros, somos distraídos
Eu sou um tipo distraído. Um bocadito. Não propriamente um distraído profissional, mas de vez em quando temos uns bloqueios, umas ausências de que nem sempre nos orgulhamos. E se falo no plural (eu era esquizofrénico mas agora estamos melhorzinhos) é porque estou convencido de que por vezes há um outro eu que toma posse, dirá, quem sabe "Chega-te p'ra lá que agora quem manda sou eu!" e as coisas acontecem. Já fui a um velório por engano, já estive num cortejo automóvel de um funeral quando devia estar numa outra fila de automóveis bem mais festiva. Já perdi um avião por razões que não posso confessar publicamente (mesmo com o João Biscaia a dizer-me "Olha lá, aquela coisa enorme, branca, que diz TAP na fuselagem e que se está a ir embora, não era o nosso avião?"). Já tentei negociar uma alteração de 13 bilhetes de uma viagem inter-continental e ia sendo preso no processo. Já enfiei o meu carro na traseira de outro por causa de um par de pernas. Já tive uma metralhadora apontada aos queixos por ter ido comprar tabaco e ter parado o carro frente ao tribunal onde se julgava um dos mais perigosos bombistas da história contemporânea francesa... Enfim, algumas destas historietas mereciam ser contadas, outras há que nem por isso. Alguns destes momentos são absolutamente embaraçosos. E você? Que momentos embaraçosos já viveu?
E o prémio "Eu sou uma besta" vai para...
O jornalista do Correio da Manhã que escreveu este texto na edição de hoje: "...na Casa do Benfica de Gaia, de que é membro, este adepto pediu para não revelar o seu endereço e nem mesmo quando os repórteres do Correio da Manhã lhe bateram à porta na Rua António Ferreira Fiandor em Laborim, Gaia, se rendeu..."
01 setembro 2008
Ursinho Gummy versus General Trash
Começo a perceber porque diabo os americanos não conseguem ganhar uma guerra rapidamente. No meio de todo dramatismo das consequências do furacão Gustav, deu-me vontade de rir ver um General na CNN, explicando ao cidadão comum que com a possível quebra do fornecimento de energia eléctrica os sistemas de ar condicionado não iriam funcionar...
Com a devida vénia
"...poderosos e eficazes, (a polícia de choque) a carregar sobre o vigoroso sessentão equipado à Benfica que do lado dos espectadores punha em causa a segurança e alterava a ordem pública. Tivéssemos nós gente daquela atrás da rapaziada que assalta que 'limpa' os bancos e nem as mosquinhas se aproximavam dos balcões..." Alexandre Pais, Jornal Record
31 agosto 2008
Algumas notas à margem do Benfica x Porto
Passaram já cinco anos sobre a inauguração do Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Não entendo porque é que alguns dos acessos ao complexo desportivo continuam a ser feitos por caminhos de cabras, alamedas de gravilha solta ou espaços miseravelmente ajardinados. Não é digno de um clube de quem se diz ser um dos maiores do mundo...
O trabalho do treinador da águia Vitória, Juan Barnabé é digno de nota e registo. A ave, a cada mês de treino efectua um maior número de voltas ao Estádio, deixando positivamente de boca aberta quem nunca tenha presenciado a entrada da mascote em voo. Já me tinha impressionado a duração e a majestosidade do voo no jogo frente ao Inter de Milão e se hoje foi ligeiramente mais curto tal ficou a dever-se ao rebentamento de dois petardos (há coisas que nunca mudam) quando do sobrevoo do sector de adeptos adversários.
Quando leio, vejo e ouço falar-se em "jogo de alto risco" na Comunicação Social e sou informado das medidas de precaução que as autoridades vão ter em relação aos espectadores fico absolutamente surpreendido com a ligeireza das verificações de segurança de que sou alvo enquanto adepto. Em duas das portas onde o meu bilhete foi controlado não existiu qualquer revista corporal (embora a minha máquina fotográfica tenha sido alvo de elevado interesse...). Quando, em pleno jogo, vejo serem arremessados para o relvado umas dúzias de tochas, dou por mim a sorrir e a pensar nas coisas que a Polícia vem dizer na antevisão dos jogos mais importantes...
Estava preparada para o início do jogo de hoje uma coreografia especial patrocinada pelo principal sponsor da Liga, a Sociedade Central de Cervejas, através da sua marca Sagres. Cada lugar dispunha de uma cartolina com instruções e era suposto "vestir" a Luz de vermelho por via dessas cartolinas. Presumo, e apenas posso presumir, que tenham sido produzidas mais de cinquenta mil cartolinas de dimensões generosas e que alguém as terá pago... As instruções impressas nessas peças de marketing eram vergonhosas, pejadas de erros ortográficos básicos. Numa das linhas de instruções era dito ao espectador que deveria erguer a cartolina a um determinado sinal do speaker. Não houve sinal, não houve coreografia, houve sim um mar de cartolinas no chão das bancadas no final do jogo...
Uma nota de humor estava reservada para quem prestou atenção ao único apelo pessoal do speaker já no decorrer da segunda parte: "Pede-se ao senhor Telmo Alberto Pinto da Costa para contactar os elementos de segurança do estádio...".
O trabalho do treinador da águia Vitória, Juan Barnabé é digno de nota e registo. A ave, a cada mês de treino efectua um maior número de voltas ao Estádio, deixando positivamente de boca aberta quem nunca tenha presenciado a entrada da mascote em voo. Já me tinha impressionado a duração e a majestosidade do voo no jogo frente ao Inter de Milão e se hoje foi ligeiramente mais curto tal ficou a dever-se ao rebentamento de dois petardos (há coisas que nunca mudam) quando do sobrevoo do sector de adeptos adversários.
Quando leio, vejo e ouço falar-se em "jogo de alto risco" na Comunicação Social e sou informado das medidas de precaução que as autoridades vão ter em relação aos espectadores fico absolutamente surpreendido com a ligeireza das verificações de segurança de que sou alvo enquanto adepto. Em duas das portas onde o meu bilhete foi controlado não existiu qualquer revista corporal (embora a minha máquina fotográfica tenha sido alvo de elevado interesse...). Quando, em pleno jogo, vejo serem arremessados para o relvado umas dúzias de tochas, dou por mim a sorrir e a pensar nas coisas que a Polícia vem dizer na antevisão dos jogos mais importantes...
Estava preparada para o início do jogo de hoje uma coreografia especial patrocinada pelo principal sponsor da Liga, a Sociedade Central de Cervejas, através da sua marca Sagres. Cada lugar dispunha de uma cartolina com instruções e era suposto "vestir" a Luz de vermelho por via dessas cartolinas. Presumo, e apenas posso presumir, que tenham sido produzidas mais de cinquenta mil cartolinas de dimensões generosas e que alguém as terá pago... As instruções impressas nessas peças de marketing eram vergonhosas, pejadas de erros ortográficos básicos. Numa das linhas de instruções era dito ao espectador que deveria erguer a cartolina a um determinado sinal do speaker. Não houve sinal, não houve coreografia, houve sim um mar de cartolinas no chão das bancadas no final do jogo...
Uma nota de humor estava reservada para quem prestou atenção ao único apelo pessoal do speaker já no decorrer da segunda parte: "Pede-se ao senhor Telmo Alberto Pinto da Costa para contactar os elementos de segurança do estádio...".
Chez Batman
Até ontem eu não tinha a mais pequena noção sobre o que fosse um Carsoscópio... Mas hoje tenho informação com fartura e fiquei elucidado sobre o Centro de Ciência Viva do Alviela. Pois estes senhores tiveram a brilhantíssima ideia de montar numa caverna habitada por uma colónia de morcegos umas câmaras que nos permitem ir acompanhando a vida da comunidade. Por exemplo, neste momento a gruta está praticamente vazia, presumo que a malta ande à caça (ou foram p'rá night!) e como são quase três da manhã e a minha vida não é esperar por morcegos que só Deus sabe quando regressam, voltarei a espreitar amanhã. (Olha, passou um agorinha mesmo e vinha cheio de pressa!)
30 agosto 2008
29 agosto 2008
A confusão do pêssego
Sempre gostei de pêssegos. De quase todos. Grande parte da minha meninice foi passada a explorar pessegueiros, fosse pela resina com a qual haveria de produzir infindáveis frascos de cola (que não me recordo de alguma vez ter utilizado...), fosse a comer os ditos pêssegos, na sua maioria quentes da exposição ao sol (coisa que irritava superiormente o meu avô), fosse a colhê-los ainda demasiado imaturos (que por sinal era quando se roíam melhor...). Nunca aprendi a dividir os pêssegos por categoria, salvo a básica divisão dos que já tinha comido ou dos que haveria ainda de comer... Há dias fui à procura de um pessegueiro amigo que em tempos me forneceu vastíssimas quantidades do apetecido fruto mas, sinal dos tempos, já lá não estava (e consta na voz de quem sabe que há mais de vinte anos que a árvore já lá não está...). Fiquei triste, era hora de sol alto e há hábitos que custam a perder. Eram pêssegos grandes, aveludados, ficavam com uma metade vermelha acinzentada e a cada dentada produziam um sumo que haveria de me arruinar enormes quantidades de roupa, nada que uma passagem pelo tanque não resolvesse. Eram de uma daquelas espécies que quando comidas não ficam com rigorosamente nenhum vestígio de fruta no caroço. Como disse, desconheço-lhes a classificação, na verdade até conheço algumas só que não sei fazer coincidir os termos com os frutos. Havia-os "de roer", os "Mira-olho", os "amarelos" e alguns outros nomes mais que nem me atrevo reproduzir sob pena de ser envergonhado por algum leitor mais conhecedor destas lides. Há dias fui à procura de um pessegueiro e não estava lá, passei pelo tanque que estava seco e já não produz girinos em quantidade que daria para montar uma indústria de perninhas de rã. Tenho dado por mim ultimamente a proteger, cuidar e relembrar-me de algumas das árvores da minha infância, sinal óbvio de que estou lentamente a regressar às raízes. Ontem na borda de uma estrada vi um caixote de pêssegos e fui lá comprar alguns. E eram bem bons. Dos tais.
Absolutamente hilariante
*De: XXXX
*Enviada:* quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 16:03
*Para:*
*Assunto:* FW: PEDIDO ESCLARECIMENTO DE FACTURA DE CLT"
Sra. ,
No seguimento de reclamação apresentada informamos que os equipamentos iPhone, à semelhança do BlackBerry só utilizam pontos de acesso específicos para os equipamentos em questão. Assim um IPhone não pode utilizar um ponto de acesso a internet normal, por isso o sistema Wireless não funcionará com o iPhone.
Para mais esclarecimentos sobre este ou outros assuntos não hesite em contactar-nos através do endereço de e-mail
Cumprimentos,
XXXXX XXXXXX XXXXXX XXXXX
Serviço de Apoio a Clientes - Agentes Empresariais
Se eu não tivesse lido isto era mocinho para não acreditar...
*Enviada:* quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 16:03
*Para:*
*Assunto:* FW: PEDIDO ESCLARECIMENTO DE FACTURA DE CLT"
Sra. ,
No seguimento de reclamação apresentada informamos que os equipamentos iPhone, à semelhança do BlackBerry só utilizam pontos de acesso específicos para os equipamentos em questão. Assim um IPhone não pode utilizar um ponto de acesso a internet normal, por isso o sistema Wireless não funcionará com o iPhone.
Para mais esclarecimentos sobre este ou outros assuntos não hesite em contactar-nos através do endereço de e-mail
Cumprimentos,
XXXXX XXXXXX XXXXXX XXXXX
Serviço de Apoio a Clientes - Agentes Empresariais
Se eu não tivesse lido isto era mocinho para não acreditar...
28 agosto 2008
27 agosto 2008
Oh patego olha o balão
É só para dizer aos cento e tantos crentes que me bombardearam com emails da história das duas luas na noite de vinte e sete de Agosto, de Marte que parecia o sapo da fábula de tão inchado que estaria que as únicas duas luas que poderão ver esta noite são as da imagem acima... (Ou isso ou ir ao Youtube ver uns videos da Fáfá de Belém...)
À atenção do Marketing do S.L.Benfica...
Just the facts, mom! Just the facts... Fui hoje a duas Casas do Benfica para adquirir um kit de sócio. De ambas vim de mãos a abanar porque em nenhuma delas o consegui adquirir. Sim, eu sei que em determinadas bombas de gasolina eles se podem comprar mas não tenho tempo nem paciência para andar à pesca. Sim, também sei que "supostamente" as estações de correios os vendem, mas não são as Casas do Benfica espalhadas pelo país as tais extensões do Clube de que tanto gostam os dirigentes de apregoar nos jornais? Os tais "braços armados", patati-pátátá?
E o danado que eu fico?
Quando recebo um CV que é suposto ser um documento que impressiona positivamente um eventual empregador e o vejo carregado de erros de ortografia ou de texto simplesmente desleixado por preguiça ou falta de revisão, fico danado. Danado porque me impressiona a ligeireza e a falta de cuidado. Depois costumo lembrar-me de uma coisa que me disseram faz tempo "Se estás a contratar tenores, eles precisam é de saber cantar e não de saber escrever...". Mas quando leio um CV de um técnico especialista que digitou no seu email xpto@gmail.pt fico em brasa. E vou literalmente aos arames quando respondo por cortesia e educação acusando a recepção de um email e o endereço de onde me escreveram me é declarado pelo ISP como não existente, dá-me vontade de telefonar ao visado começando a conversa por "Oh meu animal..."
O caçador de pérolas
..."usando um truque muito simples conseguesse ter acesso às suas informações pessoais ... Felizmente há uma maneira de deter isto até que a Apple corriga o mesmo."
A mesinha de cabeceira (DIY)
Há mas são verdes...
Eu que sou faccioso por tudo e por nada estou moralmente incumbido de fazer mais um sócio à ilustre família benfiquista. Nada de verdadeiramente complicado já que não é o primeiro (e não há-de ser o último...), mas descobri um drama moral no processo. O Bilhas The Kid mora lá longe, atrás das montanhas e decidi mandar-lhe o que é necessário pelo correio. Mas foi já quando pensava nisso que me surgiu um dilema: Deve um verdadeiro benfiquista enviar inscrições por Correio Azul? Nunca! Deve haver alternativas. Pois... Há mas são verdes!
Os seis (milhões) na ilha do tesouro
À atenção dos benfiquistas que ainda não marcaram férias este ano: Ah! Madagascar e os seus encantos... Via Meia de Leite
Out of our heads (Sheryl Crow)
É oficial, o Shazam desgraçou-me a vida! Shazam é uma aplicação para iPhone que "ouve" um trecho musical, recolhe-lhe a respectiva assinatura digital e informa o utilizador do nome do trecho, título do álbum e respectiva capa. Acabaram-se os momentos de busca por similaridade, pedidos a amigos e buscas diversas de resultados sempre imprevisíveis. Acabaram-se (para felicidade dos amigos) as miseráveis e ridículas tentativas do trautear de bocados de temas. Absolutamente útil para passar a conhecer o autor daquela música do anúncio ou o tal indicativo de programa que há anos ouvimos e que até estamos dispostos a pagar para conhecer a origem. Tenho tido surpresas agradáveis (John Barry - Indecent Proposal Soundtrack ou Don McLean - It's just the sun ) e outras nem por isso. Desde há alguns dias que na Playlist da TSF consta uma música que tresanda (os caminhos do Aniceto são insondáveis) a Boney M ou no máximo a "Rivers of Babylon". Para minha grande surpresa, nem pouco mais ou menos. É Sheryl Crow...
26 agosto 2008
25 agosto 2008
What if?
"Imagina que a tua mulher pega no seu Macbook e como não sabe, mete lá dentro um mini dvd (tipo aqueles de 8 cm). Como aquilo não 'agarra' logo, ela empurra-o para tentar 'agarrar'. Ok! Agora como tu tiras o mini dvd de lá?"
Caro leitor: Numa altura em que a grande maioria da sociedade se começa lenta e vagarosamente a preocupar com questões sociais emergentes entre as quais claramente se destaca a violência doméstica, aproveite este momento de pausa e reflexão para lhe explicar que um dos precursores deste fenómeno são precisamente os acidentes tecnológicos. Com efeito, grande parte dos conflitos que podem vir a descambar em cenas menos edificantes tendem a nascer de actos praticados em hardware e/ou software que enfurecem um dos membros do casal (qualquer que seja o sexo para sermos politicamente correctos) e que como facilmente imaginaremos podem levar a desacatos de maior ou menor monta. Certo é, baseado nas estatísticas mais recentes, que quase todos esses incidentes se fazem anunciar por uma simples frase, e a frase é "Ai! Eu não sabia...". O mal está feito, Inês é morta (não estou a dar ideias, é apenas uma metáfora...) e há que olhar para os factos e passar a usar a técnica que quase todos os portugueses usam desde 1143, isto é, desenrascarem-se. Para isso vais precisar dos seguintes materiais:
Duas garrafas de Bushmills
Um balde com gelo e respectiva pinça (opcional mas desde já te digo que não é nada bonito)
Uma régua plástica ou metálica com vinte centímetros (É importante que a régua seja pequena pois caso tenha maiores dimensões pode ser usada como arma retaliatória e nós não queremos isso...)
Um rolo de fita adesiva LARGA de dupla face (Pode ser usada fita LARGA de face simples se usados alguns cuidados)
Um copo baixo e largo apropriado para Whisky de qualidade
Abrir uma das garrafas de Bushmills, pegar no copo e dizer à esposa "Prepara-me aí uma dose forte se fizeres o favor...". É importantíssimo nesta fase pedires por favor (se ainda não lhe colocaste o copo na mão...). Passar o balde e a pinça que previamente colocaste junto à área de trabalho (preferencialmente em cima da mesa da sala sem toalha, será das poucas vezes em que não irás ouvir das boas por estares a riscar a mesa e há que aproveitar o sentimento de culpa que ainda possa restar...).
Beber dois goles e apoiar a máquina fechada e DESLIGADA em posição horizontal com a maçã da tampa virada para o lado superior. Pegar na fita adesiva LARGA e colar na régua uma porção generosa (dez centímetros) deixando uma ponta também generosa (cerca de cinco centímetros) fora da régua no sentido do comprimento. (Resumindo: Uma língua de fita adesiva LARGA com cerca de cinco centímetros cujo corpo principal está colado na face da régua por forma a impedir que a "língua" se possa desprender...). Com a face da fita adesiva LARGA (caso ainda tenhas dúvidas) voltada para baixo, introduzir a ponta da fita na fenda do drive (para dares maior rigidez à lìngua da fita adesiva, podes aplicar mais do que uma camada...). Com a fita lá dentro (e apenas a fita, a régua NUNCA entra na drive), voltar a máquina com os pés para cima, mantendo o conjunto da régua na boca da drive. (Supostamente o MINI CD estará solto - estão sempre, não me venhas agora com mariquices - assentará sobre a face adesiva da fita e poderá ser puxado com o DEVIDO CUIDADO e paciência para o exterior. Se vires que ele não adere à fita, tenta fazer com a régua um movimento oblíquo para baixo, isto fará com que a face adesiva suba dentro da drive, obtendo-se precisamente o efeito desejado. Não faças movimentos bruscos, mesmo que vejas o CD "já ali". É uma questão de paciência e algum jeito. Extraído o mini CD, pegar na segunda garrafa de Bushmills e dizer alto e bom som "Não me posso esquecer de enviar isto ao Aniceto!". A alternativa é sempre muito mais cara, implica desarmar a máquina, retirar o drive, desmontá-lo, retirar o CD e pagar a factura. Boa sorte, não é que precises muito dela, mas fica sempre bem.
Caro leitor: Numa altura em que a grande maioria da sociedade se começa lenta e vagarosamente a preocupar com questões sociais emergentes entre as quais claramente se destaca a violência doméstica, aproveite este momento de pausa e reflexão para lhe explicar que um dos precursores deste fenómeno são precisamente os acidentes tecnológicos. Com efeito, grande parte dos conflitos que podem vir a descambar em cenas menos edificantes tendem a nascer de actos praticados em hardware e/ou software que enfurecem um dos membros do casal (qualquer que seja o sexo para sermos politicamente correctos) e que como facilmente imaginaremos podem levar a desacatos de maior ou menor monta. Certo é, baseado nas estatísticas mais recentes, que quase todos esses incidentes se fazem anunciar por uma simples frase, e a frase é "Ai! Eu não sabia...". O mal está feito, Inês é morta (não estou a dar ideias, é apenas uma metáfora...) e há que olhar para os factos e passar a usar a técnica que quase todos os portugueses usam desde 1143, isto é, desenrascarem-se. Para isso vais precisar dos seguintes materiais:
Duas garrafas de Bushmills
Um balde com gelo e respectiva pinça (opcional mas desde já te digo que não é nada bonito)
Uma régua plástica ou metálica com vinte centímetros (É importante que a régua seja pequena pois caso tenha maiores dimensões pode ser usada como arma retaliatória e nós não queremos isso...)
Um rolo de fita adesiva LARGA de dupla face (Pode ser usada fita LARGA de face simples se usados alguns cuidados)
Um copo baixo e largo apropriado para Whisky de qualidade
Abrir uma das garrafas de Bushmills, pegar no copo e dizer à esposa "Prepara-me aí uma dose forte se fizeres o favor...". É importantíssimo nesta fase pedires por favor (se ainda não lhe colocaste o copo na mão...). Passar o balde e a pinça que previamente colocaste junto à área de trabalho (preferencialmente em cima da mesa da sala sem toalha, será das poucas vezes em que não irás ouvir das boas por estares a riscar a mesa e há que aproveitar o sentimento de culpa que ainda possa restar...).
Beber dois goles e apoiar a máquina fechada e DESLIGADA em posição horizontal com a maçã da tampa virada para o lado superior. Pegar na fita adesiva LARGA e colar na régua uma porção generosa (dez centímetros) deixando uma ponta também generosa (cerca de cinco centímetros) fora da régua no sentido do comprimento. (Resumindo: Uma língua de fita adesiva LARGA com cerca de cinco centímetros cujo corpo principal está colado na face da régua por forma a impedir que a "língua" se possa desprender...). Com a face da fita adesiva LARGA (caso ainda tenhas dúvidas) voltada para baixo, introduzir a ponta da fita na fenda do drive (para dares maior rigidez à lìngua da fita adesiva, podes aplicar mais do que uma camada...). Com a fita lá dentro (e apenas a fita, a régua NUNCA entra na drive), voltar a máquina com os pés para cima, mantendo o conjunto da régua na boca da drive. (Supostamente o MINI CD estará solto - estão sempre, não me venhas agora com mariquices - assentará sobre a face adesiva da fita e poderá ser puxado com o DEVIDO CUIDADO e paciência para o exterior. Se vires que ele não adere à fita, tenta fazer com a régua um movimento oblíquo para baixo, isto fará com que a face adesiva suba dentro da drive, obtendo-se precisamente o efeito desejado. Não faças movimentos bruscos, mesmo que vejas o CD "já ali". É uma questão de paciência e algum jeito. Extraído o mini CD, pegar na segunda garrafa de Bushmills e dizer alto e bom som "Não me posso esquecer de enviar isto ao Aniceto!". A alternativa é sempre muito mais cara, implica desarmar a máquina, retirar o drive, desmontá-lo, retirar o CD e pagar a factura. Boa sorte, não é que precises muito dela, mas fica sempre bem.
Marketing para principiantes
Cá está um filmezinho que devia ser de exibição obrigatória em algumas instituições.
Temeridades
..."Mais de um milhão de pessoas ficaram sem emprego por causa do terremoto que devastou partes do norte do Paquistão neste mês, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT) na segunda-feira. Programas de criação de empregos devem fazer parte dos esforços de recuperação após o desastre, no qual 40.000 pessoas temem ter morrido." Do artigo "O temor da pomba" www.comuniquese.com.br
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Pérolas
24 agosto 2008
A origem das expressões
"Perder as estribeiras" diz-se de alguém que perdeu a compostura. Deriva esta expressão das artes de cavalaria, do facto de um cavaleiro necessitar estribos na sua montada para manter o equilíbrio e/ou compostura. Sendo um dos poucos pontos onde o cavaleiro se pode firmar no dorso de um cavalo, a falta de estribos impede o cavaleiro de permanecer com compostura, pelo que, perder os estribos ou as estribeiras significa perder o equilíbrio.
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Expressões
A origem das expressões
A expressão "Levar a carta a Garcia" deriva directamente da obra do escritor Elbert Hubbard (A message to Garcia), uma minúscula obra literária que segundo o próprio autor foi escrita em menos de uma hora depois de ter acabado de jantar. O teor do texto é baseado no cenário da guerra entre Espanha e os EUA, disputando os beligerantes a posse da ilha de Cuba. A administração espanhola viu-se confrontada com uma rebelião chefiada por Garcia que era apoiado pelos EUA, que tinham na época como Presidente William McKinley. McKinley enfrentava dificuldades de contacto com o líder rebelde e convocou um oficial de nome Andrew Summers Rowan a quem encarregou de fazer chegar uma carta a Garcia. Rowan não terá sequer questionado a localização exacta das forças guerrilheiras, tendo sido desembarcado na ilha e demorado cerca de quatro dias a fazer chegar a dita mensagem. Diz-se de alguém ter "levado a carta a Garcia" quando sem hesitação cumpre uma tarefa proposta.
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Expressões
23 agosto 2008
One shady lady
"As mulheres quando se juntam,
a falar da vida alheia,
começam na lua nova
e acabam na lua cheia."
a falar da vida alheia,
começam na lua nova
e acabam na lua cheia."
Crueldade, talvez, mas quantos de nós não testaram já o adágio? E nem sempre precisamos de o testar, é por vezes ele mesmo que se insinua, quando não esbarra ou se impõe, soberano. Há na roda que se forma ali ao luar e à brisa nocturna composta por conversadores de várias origens, muito poucos pontos comuns. S., V., L., e muitas outras personagens que ficam de fora para não entediar o leitor, e quando digo muitas não estou sequer a exagerar, daria para compor meio alfabeto e quem sabe mesmo se não teríamos de recorrer a letras estrangeiradas como W. ou Y., falam entre si de forma quase codificada, meias verdades ou meias mentiras, vá lá saber-se, quem sou eu para ajuizar, mas é isto mesmo que me chama a atenção, fosse a conversa plana e cristalina e talvez não me desviasse os sentidos de um debate técnico que estou a ter entre goles de café e água insípida sobre routers e configurações de acesso Internet.
O meio é pequeno, qualquer anormalidade toma o seu papel relevante em termos sociais, são tantos aqueles em que pego para vos trazer dele ecos que reproduzo aqui mesmo que mais um menos um não causará dano ou alarme. No início não entendo tanta frase meia dita, meia por dizer e mais um terço que o receptor há-de adivinhar, apenas, claro está, para aqueles que conhecem os códices e dominam a matéria alvo de má língua e a matemática do linguajar, o que feitas as contas não é decididamente o caso do narrador deste assunto. Vou juntando peças, agarro aqui e ali em pontas que fazem sentido. Percebo pelo pouco que domino que ali se discute um caso óbvio de prostituição. Alguém que por motivos menos felizes se expôs ao popular escrutínio e que passou a ser alvo da observação popular. Não sei de quem se trate, não é para mim motivo de admiração, mas vou aos poucos ouvindo os nomes da longa lista de clientes que lhe frequentam a alcova. Sucedem-se os nomes, as caras, as ocupações, vão alguns queixos incrédulos descaindo o maxilar inferior já que o superior como sabemos é inamovível e logo ali me recordo das agendas das Madames que de tempos a tempos vão sendo estampadas na imprensa mundial. Estamos perante um claro escândalo social. "E Z. já lá o vi à espera..." e ouvem-se ohs de espanto e admiração. "E já quase se lá cruzaram nas escadas o P. e o Q. que como sabem são rivais políticos e não se podem ver, eu nem queria acreditar, ao que isto chegou, minha nossa Senhora!".
E desfilam na lista oral os industriais, os construtores, até um sobrinho que durante anos esteve de relações cortadas ao nível de embaixador por demandas de partilhas mal resolvidas. Há risos nervosos, há cenários do que poderia suceder no caso de uma informação que venha a vasar (e a mim me parece que já faltou bastante mais). "Ai se S. vem a saber, ai Jesus que ela dá cabo dele...", mais me rio para dentro (e temos sempre uma notável tendência para nos rirmos das alheias desgraças) porque conheço o visado e estou a imaginá-lo cheio de hematomas e gessos diversos o que seria um problema para as suas ambições na vida política... Começo a entender tamanha precisão de detalhes, é um meio pequeno, a mulher trabalha em casa (mas há quem opine que o serviço pode ser requerido ao domicílio) e à noite, altura do dia em que todos os gatos deveriam adquirir uma tonalidade parda, parece que assim não sucede e é fácil para quem de janela estiver de sentinela, conhecer a agenda, o calendário e quem eventualmente vier a preencher-lhe as respectivas vagas.
E há ali um momento hilariante, de alguém de basta idade que em tempos lhe deu boleia para a vila que foi alvo dos seus avanços que terá reagido mal, não que não tivesse gostado, parece que à criatura lhe não faltam filhos reconhecidos e ainda mais por perfilhar, mas dizia eu de basta idade que lhe terá dito "Ah filha, não ma deste enquanto tive tesão, agora que a não tenho é que ma ofereces", para mim é um mistério como é que estas cenas não testemunhadas passam para o domínio público, mas é como em Espanha, que las hay las hay... E é quando me interpelam directamente, mofando "E você, já alguma vez lhe deu boleia?" que aproveito a deixa para ir ao âmago da coisa, ao cerne da questão, tentando desatar o nó górdio em que esta conversa se tornou: "Mas eu nem sei de quem é que vocês falam...". "Sabe, sabe, parece que quem lhe dá boleia é logo atacado, aquilo é uma leoa que pr'ali anda, sabe lá...". Confesso que não sei, e a conversa muda rumo abandonando meu verbal anzol, continuo sem conhecer o alvo de tamanha atenção, o mulherio gaba-lhe a arte, exageradamente talvez, pelo menos assim me parece. "Alguma arte há-de ter, aquela escada é um rodopio, só estou à espera que algum se engane e me bata à porta, nem sei bem o que faça, um pano encharcado nas trombas...". Sou eu mesmo que volto à questão: "Mas estamos a falar de alguém daqui?". A pergunta é estúpida, e foi recebida com olhares reprovativos. "É que não sei mesmo quem é...". E dizem-me, baixinho e reservadamente mas dizem-me. E percebo que temos estado a falar de um avozinha... "Que ela tem arte, lá isso tem que ter, ninguém sabe qual, mas tem de ter..."
O meio é pequeno, qualquer anormalidade toma o seu papel relevante em termos sociais, são tantos aqueles em que pego para vos trazer dele ecos que reproduzo aqui mesmo que mais um menos um não causará dano ou alarme. No início não entendo tanta frase meia dita, meia por dizer e mais um terço que o receptor há-de adivinhar, apenas, claro está, para aqueles que conhecem os códices e dominam a matéria alvo de má língua e a matemática do linguajar, o que feitas as contas não é decididamente o caso do narrador deste assunto. Vou juntando peças, agarro aqui e ali em pontas que fazem sentido. Percebo pelo pouco que domino que ali se discute um caso óbvio de prostituição. Alguém que por motivos menos felizes se expôs ao popular escrutínio e que passou a ser alvo da observação popular. Não sei de quem se trate, não é para mim motivo de admiração, mas vou aos poucos ouvindo os nomes da longa lista de clientes que lhe frequentam a alcova. Sucedem-se os nomes, as caras, as ocupações, vão alguns queixos incrédulos descaindo o maxilar inferior já que o superior como sabemos é inamovível e logo ali me recordo das agendas das Madames que de tempos a tempos vão sendo estampadas na imprensa mundial. Estamos perante um claro escândalo social. "E Z. já lá o vi à espera..." e ouvem-se ohs de espanto e admiração. "E já quase se lá cruzaram nas escadas o P. e o Q. que como sabem são rivais políticos e não se podem ver, eu nem queria acreditar, ao que isto chegou, minha nossa Senhora!".
E desfilam na lista oral os industriais, os construtores, até um sobrinho que durante anos esteve de relações cortadas ao nível de embaixador por demandas de partilhas mal resolvidas. Há risos nervosos, há cenários do que poderia suceder no caso de uma informação que venha a vasar (e a mim me parece que já faltou bastante mais). "Ai se S. vem a saber, ai Jesus que ela dá cabo dele...", mais me rio para dentro (e temos sempre uma notável tendência para nos rirmos das alheias desgraças) porque conheço o visado e estou a imaginá-lo cheio de hematomas e gessos diversos o que seria um problema para as suas ambições na vida política... Começo a entender tamanha precisão de detalhes, é um meio pequeno, a mulher trabalha em casa (mas há quem opine que o serviço pode ser requerido ao domicílio) e à noite, altura do dia em que todos os gatos deveriam adquirir uma tonalidade parda, parece que assim não sucede e é fácil para quem de janela estiver de sentinela, conhecer a agenda, o calendário e quem eventualmente vier a preencher-lhe as respectivas vagas.
E há ali um momento hilariante, de alguém de basta idade que em tempos lhe deu boleia para a vila que foi alvo dos seus avanços que terá reagido mal, não que não tivesse gostado, parece que à criatura lhe não faltam filhos reconhecidos e ainda mais por perfilhar, mas dizia eu de basta idade que lhe terá dito "Ah filha, não ma deste enquanto tive tesão, agora que a não tenho é que ma ofereces", para mim é um mistério como é que estas cenas não testemunhadas passam para o domínio público, mas é como em Espanha, que las hay las hay... E é quando me interpelam directamente, mofando "E você, já alguma vez lhe deu boleia?" que aproveito a deixa para ir ao âmago da coisa, ao cerne da questão, tentando desatar o nó górdio em que esta conversa se tornou: "Mas eu nem sei de quem é que vocês falam...". "Sabe, sabe, parece que quem lhe dá boleia é logo atacado, aquilo é uma leoa que pr'ali anda, sabe lá...". Confesso que não sei, e a conversa muda rumo abandonando meu verbal anzol, continuo sem conhecer o alvo de tamanha atenção, o mulherio gaba-lhe a arte, exageradamente talvez, pelo menos assim me parece. "Alguma arte há-de ter, aquela escada é um rodopio, só estou à espera que algum se engane e me bata à porta, nem sei bem o que faça, um pano encharcado nas trombas...". Sou eu mesmo que volto à questão: "Mas estamos a falar de alguém daqui?". A pergunta é estúpida, e foi recebida com olhares reprovativos. "É que não sei mesmo quem é...". E dizem-me, baixinho e reservadamente mas dizem-me. E percebo que temos estado a falar de um avozinha... "Que ela tem arte, lá isso tem que ter, ninguém sabe qual, mas tem de ter..."
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Biografia
22 agosto 2008
A origem das expressões
"Perder a tramontana" diz-se de alguém que perdeu a orientação, a calma ou o equilíbrio racional e/ou emocional. Literalmente a expressão significa "Perder a estrela polar" (do italiano Stella Tramontana), ponto de referência capital nas navegações no hemisfério Norte, para quem "Perder o Norte" era sinónimo de preocupação grave.
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Expressões
Expressões
Uma das mais curiosas expressões anti-clericais que já me foi dada ao conhecimento, ouvi-a hoje pela primeira vez da boca de um ancião que expressava o seu desagrado pela pessoa de um padre católico. "O meu avô já dizia: Burra que faz im, mulher que saiba latim e cónegos da Sé: Libera-nos Dominé!"
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Faits Divers
A origem das expressões
"Alma até Almeida!" diz-se de alguém ou de um grupo de pessoas que não desiste um objectivo, porfiando com esforço e gana até o atingir. A expressão advém de um episódio da História militar portuguesa durante o período das invasões francesas. O General Wellington optou por reforçar a vila fronteiriça de Almeida durante a terceira vaga francesa comandada por Massena, nela se edificando a mais moderna construção militar segundo as mais avançadas regras da arquitectura militar e dotou-a de uma fortíssima guarnição. Sendo um dos vectores principais das linhas de defesa portuguesa, a fortaleza de Almeida incluía nas instalações um hospital que na época era um modelo invejado. No caso do transporte de feridos das linhas de combate, pedia-se-lhes que "aguentasse até Almeida" ou mais simplesmente "Ter alma até Almeida" por forma a incutir o ânimo necessário até à chegada ao hospital para obter tratamento.
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Expressões
Informação vagamente inútil
A "Sugus" é uma marca de caramelos mastigáveis detida actualmente pela empresa Wrigley. A sua origem no entanto deve-se à companhia suíça Suchard que criou a Sugus em 1931. A marca provém do escandinavo "Suge" que significa chupar. Os populares caramelos de dois centímetros de lado por sete milímetros de espessura (incluindo o invólucro) têm já setenta e sete anos. Quer dizer que em quase oitenta anos ainda não tiveram tempo de inventar um papel que seja fácil de separar do caramelo?
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Faits Divers
Gaio Rosário (Moita)
Um belíssimo conjunto de fotografias da autoria de António Dias (a quem agradeço a gentileza) maioritariamente sobre o espectáculo de fogo de artifício no "enceramento" das Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário em 2008. A quem se interrogar sobre o ponto de tomada das imagens, saiba que são feitas a partir de um local em Alhos Vedros.
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Faits Divers
Fraudes e mais fraudes
Venho chamar a vossa atenção para algo que se tem passado com visível aumento de quantidade de casos e que merece uma nota da minha parte. Começa a ser "normal" que algumas "organizações" promovam concursos e passatempos que envolvam supostos prémios Apple, concursos esses que envolvem respostas por SMS e que têm arrastado a participação de muitas pessoas que de forma incauta e pouco avisada se têm deixado entusiasmar pela exposição da marca Apple, só percebendo o logro em que cairam quando percebem os custos envolvidos nas respostas via SMS. Em devido tempo fiz menção disso numa das edições da Mailing List Apple, alertando os leitores, mas tal não foi claramente suficiente.
É preciso cuidado e algum bom senso nesta matéria. O facto de serem anunciados prémios Apple que parece estarem acessíveis por um simples SMS deveria fazer recordar a velha máxima do "Galinha gorda por pouco dinheiro". A menção de atribuição de produtos "apetecíveis" como o iPhone (maioria dos casos que conheço) e do MacBook Air faz precisamente parte da estratégia de atracção de incautos e é preciso estar atento a estas manobras.
A segunda questão prende-se com uma vaga (chamemos-lhe assim, mesmo que soe alarmista) de clonagem de cartões de crédito de que tenho tido conhecimento (sete casos nos últimos dois meses!). Todos estes casos têm um detalhe comum, envolveram pessoas que usaram os seus cartões de crédito em viagens ao estrangeiro (USA e UK). Devo recordar (como se fosse preciso) que todo o cuidado é pouco na utilização de cartões mesmo que usados presencialmente.
Porque é que tenho conhecimento destas situações? Porque quase todos (5 em 7) viram o seu cartão clonado ser utilizado em compras na AppleStore... Não se trata de nenhuma coincidência extraordinária, se pensarmos que os produtos comprados com cartões fraudulentos são revendidos com preços muito próximos dos PVP, gerando por isso mais valias apetecíveis e que em termos de "apetência pelo produto", a Apple surge muitíssimo bem cotada neste tipo de operações.
É preciso cuidado e algum bom senso nesta matéria. O facto de serem anunciados prémios Apple que parece estarem acessíveis por um simples SMS deveria fazer recordar a velha máxima do "Galinha gorda por pouco dinheiro". A menção de atribuição de produtos "apetecíveis" como o iPhone (maioria dos casos que conheço) e do MacBook Air faz precisamente parte da estratégia de atracção de incautos e é preciso estar atento a estas manobras.
A segunda questão prende-se com uma vaga (chamemos-lhe assim, mesmo que soe alarmista) de clonagem de cartões de crédito de que tenho tido conhecimento (sete casos nos últimos dois meses!). Todos estes casos têm um detalhe comum, envolveram pessoas que usaram os seus cartões de crédito em viagens ao estrangeiro (USA e UK). Devo recordar (como se fosse preciso) que todo o cuidado é pouco na utilização de cartões mesmo que usados presencialmente.
Porque é que tenho conhecimento destas situações? Porque quase todos (5 em 7) viram o seu cartão clonado ser utilizado em compras na AppleStore... Não se trata de nenhuma coincidência extraordinária, se pensarmos que os produtos comprados com cartões fraudulentos são revendidos com preços muito próximos dos PVP, gerando por isso mais valias apetecíveis e que em termos de "apetência pelo produto", a Apple surge muitíssimo bem cotada neste tipo de operações.
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Apple
21 agosto 2008
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
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Pérolas
20 agosto 2008
Porque é que tudo tem de ser tão difícil?
Avariou-se-me a máquina do café. Parece simples (não, a avaria nunca é simples...), um tipo diz meia dúzia de palavrões, antecipa o trabalho que vai ter e tenta perceber por onde vai começar. A marca é rebranded, só isto chega para começar a suspirar porque tenho de experiências anteriores que me fazem chorar só de pensar nas penas e trabalhos que já tive a tentar localizar o fabricante original de um determinado equipamento remarcado. Mas este é manifestamente um caso de amor pelo hardware, eu até nem bebo café em casa mas gosto mesmo do ar retro do diabo da máquina. É remarcada, como já disse, pela Buondi e é por aí mesmo que começo. Localizar os contactos da Buondi não me parece complicado até começar. Meia dúzia de buscas pelos directórios habituais e não encontro nada de sólido a respeito de contactos da marca. É curioso, não estamos a falar de uma marca de vão de escada e as únicas pistas que tenho são da Nestlé, a multinacional que parece distribuir café desta rapaziada. Liga-se para a Nestlé, pois claro, até têm um call center (707 215 215) que há-de, penso eu ingenuamente, prestar alguma ajuda. O diálogo é irreal, eu explico ao que venho e a menina quer saber quem é o "operador" que me vende o café. Que não, que não há operador nenhum, eu compro café nos supermercados como qualquer comum mortal logo não tenho nenhum "operador", que só esse operador é que pode fornecer assistência técnica. Agradeço-lhe muito, ela irrita-se com a minha impaciência justificada, tento demonstrar-lhe que a ideia de um "operador" que me venda café me parece divertida, mas nem é o caso, obrigadinho boa tarde, sim? Nova chamada para o mesmo call center, quero mudar de atendimento, faço isto por vezes com slot-machines e resulta esporadicamente. Segunda chamada (707 215 215), atende-me a Conceição, mocinha que parece um pouco mais expedita mas que ainda assim me reza novamente a ladainha do "operador", explico-lhe (e ela entende!) que me podiam ter oferecido o diacho da máquina de café (o que foi o caso mas poupo-lhe os pormenores) e que assim sendo não tenho que ter um "operador". Ela sugere-me que eu ligue número geral da Nestlé (infelizmente não pode passar a chamada). Venha de lá então esse número geral da Nestlé (800 200 170). E vão três... Na Nestlé, a ideia de tentar resolver um problema a um cliente parece ser um bocadinho complexa de entender mas há boa vontade, confessa-me a incapacidade de ajudar, adianta-me que "talvez em Alverca...". Alverca? Sim, parece-me bem, forneça-me então o número de Alverca, perdido por um perdido por mil. Tento o número, (21 414 85 00) e explico pela quarta vez o meu problema. Ouço de novo a história do operador mas já não tenho paciência, (nunca foi muito grande) e peço explicitamente que me dê um qualquer contacto de um qualquer operador. Sim senhor, vou-lhe dar o número do Sr. Manuel Vitória que é um operador de Lisboa. Explico de seguida ao Sr. Manuel Vitória (917 768 979) a minha saga e sou agradavelmente recebido. De forma tão simpática (um tipo até estranha; mas devia ser sempre assim...) que ele logo me diz que não repara máquinas remarcadas Buondi mas que vai tentar saber quem o faz (menciona-me uma empresa possivelmente localizada no Lumiar). Que me ligará de seguida. Agradeço-lhe e ofereço-me para lhe ligar eu mesmo o que ele amavelmente recusa. Enquanto espero por esta ligação entretenho-me a tentar descobrir o fabricante da máquina, coisa que me obriga a desmontar algumas peças da dita cuja. Descubro a marca original da máquina nas entranhas desta, é uma Innova e rapidamente chego ao fabricante canadiano. No site deste existe um formulário de contacto, acredito muito pouco em formulários destes, mas vamos lá, deixo um pedido de ajuda para tentar localizar um Centro de Assistência Técnica para a Innova. O Sr. Manuel Vitória liga-me de volta, agradeço-lhe o gesto e ele dá-me um contacto. "Fale com o Sr.Paulo (969 391 637)". Começo a achar que a luz ao fundo do túnel se vai extinguindo quando o Sr. Paulo me diz "Ah ele deu-lhe o meu contacto porque provavelmente pensa que eu reparo essas máquinas, mas não, não reparo. Fale com a Moedomática (21 714 56 00), há lá um senhor, Carlos, que talvez o possa ajudar". Fico contente e triste ao mesmo tempo, quando começamos a explorar indivíduos em vez de empresas as coisas nem sempre correm pelo melhor (been there, done that!). A Moedomática não me é completamente desconhecida de outros combates profissionais, passo pelo site e uma das primeiras coisas que leio é que fazem dos clientes amigos, o que pode ser apenas retórica, mas não há nada como experimentar. Sou muito bem recebido, o Sr. Carlos não está, mas não é por isso que deixarão de tentar ajudar-me. Honestidade no trato: "Nós não reparamos as máquinas cá, enviamos a um fornecedor". Experimente a "Campo Novo e Câmara" (21 811 09 60), "fale com eles, pode ser que consiga algo". Agradeço a gentileza. Uma busca por Campo Novo e Câmara leva-me a um site em construção. Ligo-lhes. Explico aquilo que já sabeis de cor e salteado. "Tem de ligar para os nossos serviços técnicos (21 361 03 70)". Já perdi a conta às ligações que estabeleci... "Se reparamos Innova? Sim senhor, acabei de receber deles uma encomenda de peças e acessórios". Respiro fundo e peço a morada (Rua Luís de Camões, 42A). O meu cliente de email faz um "Plim!". É um email da Innova no Canadá. "Regarding your enquiry: Please contact Campo Novo e Câmara in Lisbon (see details below)". Porque é que tudo tem de ser tão difícil?
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Biografia
Web: Let it flow, let it flow, let it flow
Não sei exactamente há quantos anos produzo conteúdos para Web, sei que são bastantes, mesmo que as estruturas nas quais participo desde 1988 tenham conhecido múltiplas arquitecturas. Comecei num tempo que hoje parece hilariante, quando os utilizadores da rede lúdica cabiam todos num Cacilheiro e ainda sobrava espaço. Tempos divertidos em que era possível conhecer pessoalmente todos os leitores de um determinado serviço e em que, atrevo-me a dizer e sou capaz de não me enganar muito, a quase totalidade dos utilizadores usava um acesso à rede piratado que consistia numa única password e login provenientes de uma empresa pública e que toda a gente usava alegremente.... Como disse anteriormente foram tempos divertidos e de constante deslumbre. BBS's, emuladores de Minitel, Blue Boxing e muitas outras patifarias técnicas na sombra de uma ilegalidade que haveria ainda de o ser e que hoje em conversas com antigos piratas de pala no olho e perna de pau, alguns deles figuras de proa de empresas de IT mais não geram que gargalhadas nostálgicas. Corria o ano dois mil e picos, lembro-me de ter tido uma conversa com o João Lúcio sobre o "boosting" de visitas a blogs, pouco se fazia mais que ser imaginativo nas keywords que o Google haveria de indexar, e insistir com ele que os conteúdos poderiam ser de excelência (e modéstia à parte até eram...) mas que não se podia fazer muito mais sem publicidade em doses industriais. Lembro de uma frase dele, qualquer coisa como "Eles vão lá parar, os números vão sempre subir, eles acabam sempre por lá chegar". Não me recordo do desenvolvimento da discussão, pouco monta, mas nunca me esqueci da frase que uso como consolo quando uma qualquer operação web se esgota em termos da promoção possível. Se hoje é possível usar técnicas de SEO (e caraças queiram notar que é a primeira vez que falo em Search Engine Optimization neste blog...) que são especificamente usadas para canalizar tráfego de determinado tipo, continuo a deslubrar-me com o Marketing viral e mais ainda com o "mouth to mouth". Quando ontem publiquei duas entradas neste blog sobre o Huga Huga do Rosário, entradas motivadas por uma questão de um leitor, fiz o meu trabalho de casa e certifiquei-me se existiria ou não na rede algum dado que me poupasse ao trabalho de informar com as minhas próprias palavras. Encontrei pouquíssimas referências, a mais sólida num texto da Junta de Freguesia do Gaio Rosário. Acabei por publicar o que provavelmente já leram e ouviram pelas duas e meia da tarde. O que é que isto tem de espantoso? Pouco. Passaram desde essa hora por este blog, pouco mais de duzentas visitas, ainda assim um número ligeiramente mais alto do que é costume para uma tarde de Agosto. Nenhuma promoção específica foi feita ao post. Às vinte e duas horas entrei no recinto da Festa e por cinco vezes fui abordado por pessoas que nem por sombras sonhei vir a ter como leitores destas páginas sobre os documentos (fotos e som) que aqui foram publicados. É uma percentagem curiosíssima que prova que mais tarde ou mais cedo o "mouth to mouth" funciona e que muitos anos depois o Lúcio tinha razão. "Eles vão lá parar".
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Faits Divers
19 agosto 2008
Huga Huga
E cá fica o registo possível do Huga Huga das Festas do Rosário. Também há um registo sonoro mas tem péssima qualidade. Por agora é mesmo o que se pode arranjar...
Nota: Quanto às origens da manifestação, lamento mas não consigo esclarecer. Das pessoas já de idade avançada a quem coloquei a questão, todas foram unânimes em dizer-me "Ui... Eu tenho x anos e isto já se fazia quando eu era menino. Vai uma imperialzinha?"
Nota: Quanto às origens da manifestação, lamento mas não consigo esclarecer. Das pessoas já de idade avançada a quem coloquei a questão, todas foram unânimes em dizer-me "Ui... Eu tenho x anos e isto já se fazia quando eu era menino. Vai uma imperialzinha?"
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Faits Divers
Lá num país cheio de cor

O que é que acontece num país normal quando a água de uma praia é analisada e mostra valores de poluição estratosfericamente superiores aos mínimos admitidos? O Delegado de Saúde interdita os banhos? O Ministério da Saúde ou do Ambiente tomam uma medida de protecção da saúde pública? Os frequentadores da praia olham para a folha e benzem-se enquanto fogem dela a sete pés? Nahh... A praia está cheia, os frequentadores encolhem os ombros e dizem "Ah mas eu já cá tomo banho desde pequenino e nunca me aconteceu nada..." e a Câmara Municipal diz a quem quer ouvir que não publicita mais o estado da coisa porque não quer fomentar o alarmismo.
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Cidadania
18 agosto 2008
Huga-Huga no Rosário
Pergunta-me o leitor Manuel Costa se eu sou mocinho para lhe dar informações sobre a famosa "Dança do Huga-Huga" que é praticada com afinco e enorme adesão popular nas Festas de Nossa Senhora do Rosário (Concelho da Moita) pelos muitos visitantes que nesta altura do ano (por norma a meio do mês de Agosto) transformam a pacata aldeia do Rosário numa espécie de Times Square em noite de passagem de ano. Desconheço as origens (mas também não deverão ser muito complicadas de conseguir...) mas estamos a falar de uma instituição no programa de festas. Uma charanga de seis elementos parte do centro da aldeia (largo do coreto) ao som de um foguete (tinha de ser...) tendo à sua frente (sempre à frente) filas de populares que aguardam a saída do Huga e cuja quantidade vai engrossando significativamente à medida que a estranha marcha vai cruzando as poucas ruas da aldeia. Os marchantes (ou dançarinos de Huga) executam então uma coreografia instituída de três passos à frente e dois atrás ao som da música executada pela charanga. O percurso percorrido pelos populares e pela charanga, uns meros mil metros, passa então, por força da coreografia a demorar cerca de uma hora, o que parecendo que não, ajuda bastante ao negócio das "mines".
Amostras das músicas da charanga e alguma imagem da animação po(pular) serão aqui colocadas esta noite. (Hoje há Huga!)
Amostras das músicas da charanga e alguma imagem da animação po(pular) serão aqui colocadas esta noite. (Hoje há Huga!)
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Faits Divers
17 agosto 2008
16 agosto 2008
O caçador de pérolas
..."mas sofro nestas alturas porque a berraria dos megafones e dos bailes da zona ouvesse toda"...
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Pérolas
15 agosto 2008
A pesina da vizinha é mais limpa do caminha
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Pérolas
14 agosto 2008
À atenção dos users de iPhone
A secular actividade portuguesa de comer farturas é manifestamente incompatível com a utilização do teclado virtual de iPhone. Não é que seja completamente impossível digitar o que quer que seja, mas a interface multitouch dá-se mal com resquícios de gordura saturada, interpretando o toque inicial como repetitivo, tornando hilariante o simples facto do deslizar para desbloquear...
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Apple
O caçador de pérolas
..." estas são as minhas primeiras férias na verdadeira ascensão da palavra"...
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Pérolas
O caçador de pérolas
..."Agosto é o tradicional mês da Seally Season onde os editores de política têm dificuldade em encher as páginas dos jornais com intrigalhada e opinião"...
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Pérolas
12 agosto 2008
08 agosto 2008
Beijing 2008
Estou a ver a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim. E tenho pena de não saber falar chinês. Como é que se diz "puta que pariu" em chinês?
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Faits Divers
Preocupa-me a crueldade

Preocupa-me a crueldade de alguns posts que vou vendo por aí e mesmo de alguns que vou eu mesmo fazendo. Preocupo-me com a leviandade em que eu próprio vou incorrendo ao apontar, ligeiro, o dedo acusador e gozão. Sobretudo quando se trata de erros de gente simples, que pensando estar a fazer uma promoção de um serviço ou produto, acabam por fazer recair a atenção do leitor noutros aspectos, quem sabe menos felizes. Já não me preocupa absolutamente nada a arrogância de alguns licenciados que escrevem e falam como analfabetos e que se arrogam a quanto não conseguem ser. Estes últimos serão sempre fontes inesgotáveis.
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Faits Divers
07 agosto 2008
Não fui eu que inventei
Segundo a imprensa de hoje, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, mandou interditar (por razões de segurança) o espaço aéreo por cima da sua casa de férias no Algarve. Havia uma cantilena assim, não havia? "...Pássaros, passarinhos, passarucos, aves de arribação e alguns cucos..."
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Cidadania
06 agosto 2008
Opiniões, quem as não tem?
"...Na minha modéstia opinião acho que não..."
Começa a haver material para um blog autónomo... Tenho a certeza de que não haverá falta de material para publicação. Isto, claro, na minha modéstia opinião. (Contributo de Nuno Saraiva).
Começa a haver material para um blog autónomo... Tenho a certeza de que não haverá falta de material para publicação. Isto, claro, na minha modéstia opinião. (Contributo de Nuno Saraiva).
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Pérolas
05 agosto 2008
Um negócio do outro mundo
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Faits Divers
Espero que tenham apreendido a lição
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Pérolas
04 agosto 2008
Novo Tsunami (INATEL Inside!)
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Pérolas
Conversa de surdos
"Boa tarde, desejava marcar uma consulta de otorrino, se possível com alguma brevidade..."
"É a primeira vez?"
"Sim, é."
"O Doutor só dá consultas à Quinta-Feira..."
"Se eu lhe tivesse dito que não era a primeira vez, ele dava consultas noutros dias?"
"Não, o Doutor só dá consultas à Quinta-Feira..."
"Muito obrigado"
"É a primeira vez?"
"Sim, é."
"O Doutor só dá consultas à Quinta-Feira..."
"Se eu lhe tivesse dito que não era a primeira vez, ele dava consultas noutros dias?"
"Não, o Doutor só dá consultas à Quinta-Feira..."
"Muito obrigado"
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Faits Divers
03 agosto 2008
Grande poeta é o povo
E porque a couve tem talo
E o bacalhau tem rabo
Se o feijão verde tem fio
Porque não tem talo o nabo?
Se a banana tem cacho
Toda a uva tem que tê-lo
Já pensei muitas vezes
Porque não tem talo o grelo?
E o bacalhau tem rabo
Se o feijão verde tem fio
Porque não tem talo o nabo?
Se a banana tem cacho
Toda a uva tem que tê-lo
Já pensei muitas vezes
Porque não tem talo o grelo?
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Faits Divers
01 agosto 2008
Webisódios by Nuno Markl
Se o arrependimento matasse eu já estaria morto, e falo do simples facto de não ter tido hipótese de participar (como actor, reparem bem!) no Webisódio das Mamas, para o qual tinha sido atempadamente convidado pelo Markl. Ainda dizem que as oportunidades não aparecem duas vezes. O Nuno Markl reconfirmou ontem a sua vontade (eu juro que ele não tinha bebido nada de especial...) de que eu lhe venha a arruinar parte de um Webisódio... E eu, tá bem!
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