24 setembro 2008

Gotta love dialog boxes

Subtle, way too subtle...

Usos e aplicações extraordinárias

A propósito de um dos meus últimos posts, e do uso estapafúrdio que os utilizadores dão às aplicações, a minha caixa de correio registou algumas mensagens com exemplos práticos de coisas que de tão incomuns podiam ser incluídas numa galeria de curiosidades informáticas. Aqueles que trabalham em informática há mais tempo já as viram quase todas, da pessoa que edita jornais em PowerPoint, de quem faz paginação em software de ilustração, processamente de texto em clientes de email e por aí fora. Já uma vez fiz uma alusão a isto numa lista da qual faço a gestão, nada tenho contra o uso incomum das aplicações, cada um é que sabe o software com que melhor lida, independentemente de haver melhores ferramentas para determinado fim. Até há poucos meses tinha como "ídolo" um cliente que fazia trabalhos de arquitectura (cortes e alçados) num software de pintura, arcaico e completamente obsoleto, no caso o MacDraw. O homem vivia em pânico que a máquina se avariasse (há mais de dez anos que não há peças para aquele modelo de Mac) mas a verdade é que os trabalhos são perfeitamente aceitáveis se descontarmos o facto de ser praticamente um método "à mão livre" em desenho técnico. Não é menos perfeito por isso, dei comigo a testar a eficácia da escala e da acuidade técnica de uma vivenda de dois pisos, artisticamente ali representada e nada encontrei de errado, salvo a ferramenta em si. Há cerca de dois anos, um amigo fez-me chegar um exemplo ainda mais extraordinário de uso de aplicações para fins incomuns e assim que abri o ficheiro declarei findo o reinado do arquitecto que desenha cortes e alçados em MacDraw. Tinha, à minha frente, (e garanto-vos que qualquer um abrirá a boca de espanto), uma planta de arquitectura desenhada em... EXCEL! Sim, leram bem, em Excel. Não conheço o autor da "proeza" (não sei sequer se é técnico), mas garanto-vos que é obra só de pensar na concordância de traço entre células. E submetida a planta a arquitectos todos foram unânimes em duas coisas, em rir-se muito e em dizerem-me "Está lá tudo, valha-me Deus!".

O caçador de pérolas

..." os professores terão uma bolsa de apoio com enfâse para uma equipa multidisciplinar de psicologia educacional, de pedopsiquiatria e de terapeutas da fala, visando auxiliar o professore nos casos mais difíceis"

Como ganhar dinheiro honestamente

Não me tomem por presunçoso, atributo que tenho a certeza de não possuir em quantidades industriais, mas hoje estive vinte minutos a explicar a uma pessoa que por mais que se espremesse jamais conseguiria abrir um um ficheiro de PowerPoint utilizando, como ele bem tentava, o MS Word. E perguntarão: "Mas levaste vinte minutos a explicar que isso é impossível?". Na verdade não, levei apenas dez segundos a explicar a impossibilidade prática. O resto do tempo levei-o a tentar convencer a pessoa que o expert que lhe disse ser possível, estava errado. E tenho a certeza de que a pessoa não ficou lá muito convencida. São dias assim que nos fazem suspirar pelo fim de semana.

Large Hadron Collider (II)

Extra! Extra! Uma fuga de hélio fez parar as operações no Large Hadron Collider. Soube isto por um site mas pago para ver a conferência de imprensa de um cientista com voz fininha a comunicar isto ao mundo!

23 setembro 2008

Das crónicas dos filhos de Deus

Revoltam-se as ovelhas no rebanho, há um certo cheiro a reviralho no ar, coisa nunca vista, os crentes contra os outros crentes, aqui não há incréus, nem sombra de divisões extremadas pelo menos por enquanto, que somos todos filhos de Deus embora uns mais próximos da sua direita do que outros, mas também é razoável pensar-se que pura e simplesmente não lhe cabem todos no regaço e se coubessem milagre seria que assim remédio outro não têm que dividir-se em alas e alinhar por alturas que é assim, de métodos que tais, que se disciplina a tropa fandanga e mesmo a mais reluzente.

Não é novidade embora não chegue o cronista ao exagero de botar na escritura que era assim desde o começo do mundo, no princípio era o Verbo, mas isso já foi há muito tempo, tanto que ninguém se lembra já provavelmente sequer do que almoçou na passada semana. Os factos, e só temos uma versão deles, dizem que a população se zangou com o Padre da freguesia, zanga séria, parece que sim, pelo menos assim o escutei de gente insuspeita e incapaz de me mentir, digo eu, que eu cá não ponho as mãos no fogo por ninguém, de boas intenções está o inferno em overbooking.

O povo parece que se zangou, reparem no parece, sou eu a amenizar os factos, a dourar a pílula, a encanar a perna à rã, a adoçar o vinagre; zangou-se, não deve ter sido coisa de um só minuto, as zangas são como os males fatais, começam por uma coisa de nada, uma comichão, um sinal e depois, se não é o mal atalhado lá se vai um braço, uma perna, enfim, o leitor imaginará o resto que tarde se faz já e quem me lê é mocinho para ter alguma pressa. O povo zangou-se e expressou a sua ira no pior dos momentos, sim, que o povo é capaz de ser bruto avonde, capaz de passar do varapau à festa nos caracóis da criancinha a quem foram impostas as angélicas asinhas, imagine-se a afronta, zangou-se precisamente em plena procissão, ia a santa no andor, estralejava o morteiro e vai daí, na sua imaculada subtileza, puxa o povaréu do lencinho de assoar e desata a acenar como se a santa se fosse embora para não mais voltar, só os ingénuos pensaram que a farroupilha acenava à santa, erro vosso, tarde tendes piado, Inês é morta, não era para a santa, era para o padre.

Das razões desta zanga entre as gentes e o delegado de Cristo na terra, não quero nem saber, são contas de outro rosário, avé-marias de outras novenas, versículos de outros salmos e por amor de Deus calem-me o gajo quando não para o Natal ainda aqui estamos que ele conhece as preces quase todas. Está nesta altura o padre completamente ofendido, zangado também ele pois claro, dizem que teve autorização de Sua Eminência o Bispo para se zangar In nomine Deo, sempre dá à cena uma luz mais etérea, à zanga um outro fulgor, quer a arraia bem saber da luz para além do que for devido às más companhias, sejam elas as da água ou do gás, dai-lhes Senhor o eterno descanso entre os esplendores da conta perpétua. E mesmo não querendo eu, por pena vossa que podeis estar obrigados pelo escasso tempo que tendes a ler estas letrinhas mais pela bissectriz, mesmo não querendo eu saber das razões da zanga, fui obrigado a sabê-las e de gingeira entendendo vós a massa de que é feito o tipo que alinhavou estes parágrafos, se ele sabe, que remédio tendes vós se não saber também.

Pois espantai comigo ou talvez não, diz metade dos justos que a outra é pecadora, diz o roto ao nu que lhe falta um botão, a questão da terrena zanga tem a ver com mamas. Sim! Lestes bem, mamas, tetas, úberes! Dirão alguns de respectiva justiça clamando que o substantivo último é mal asado para a situação, sim, tendes razão porém não toda, úberes são as glândulas mamárias de alguns animais, não generalizemos sob risco de pecar, mas é aqui mesmo que a porca torce o rabo, há defensores de ambas as facções, guerrilheiros das duas causas, aqueles que acham que ir para a devota procissão mostrar implantes e peitos naturais não é consentâneo com a solenidade do momento, sendo mesmo algumas apodadas de vacas, substantivo que se reune em manadas, mas leva-nos de volta ao ponto de partida que é o que a mim me interessa pois sou eu que tenho de tecer esta toalha pois a vós (e a alguns netos) cabe o mister mais fácil e prazeiroso, o de apenas ler, isto para aqueles que eventualmente o tenham conseguido aprender, o que nos tempos que rolam não é trunfo de que todos se possam gabar de ter no baralho, perdoe-me algum fanhoso a dificuldade de descodificação do período.

Estamos nisto, o padre que proibiu o decote e por consequência a exposição mamária à inclemência dos elementos, sendo que os elementos são muito voláteis, sabeis, e se não sabeis, imaginai, como é difícil um homem não cair em tentação e trocar os olhos, pior seria trocar o passo, devagar com o andor que os homens andam baralhados. Não se ficou apenas por isto o jovem cura, é de um jovem cura que falo, não cuideis que descrevo o Matusalém, se bem que o Matos além também parece olhar de lado, mas não é caso de cuidado, o Matos é mesmo estrábico e fogem-lhe os faróis cujos focos se entrecruzam, não passaria na inspecção, mas aqui alinha com os outros e mesmo estrábico come pela mesmíssima medida daqueles que o não são. Uma coisa é certa, o andor tem de seguir a passo certo e ritmado, nada de mamas que venham para aqui desafinar a banda que por sinal marcha atrás do andor e do pálio, uma procissão é uma procissão, coisa séria e de respeito, o povo vem lá atrás, engalanado e domingueiramente vestido, elas é que parecem ter abusado da sua própria sorte. Perco-me, pudera, é tanta gente, tanto peito farto, médio ou minguado, exibicionista ou discreto que um homem não é de ferro, a procissão dobra uma esquina, as ruas desdobram-se e são colchas, grinaldas, foguetes tudo em coro com a banda que toca música apropriada à função, se bem que em terra de touros ali não calhassem mal uns compassos de "Paquito El Chocolatero", tomai e ouvi todos que é grátis e o saber lugar não ocupa disse-me o meu primo Manel enquanto comprimia seis metros da Enciclopédia Luso-Brasileira numa estante que só de prateleiras tinha apenas quatro.

Temos como certo que para o ano as mamas demasiado ostensivas não terão lugar na procissão da festa anual, só isto deixará certamente de fora uma carrada de wonderbra e nem falo de enchumaços, silicones e outras artimanhas visuais em que se babam os tolos. E mini-saias também estão banidas, haja decoro, isto não é uma discoteca ou salão de baile, locais que me dizem o cura também frequenta, mas tal como Moisés há que ter arte na separação das águas, que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

A última verdade do dia terá vindo do queixume de F. militante da facção pró-mamária que me diz "O Padre antigo não era destas coisas de proibir e olhe que era bem mais velho!". Assinto, e fico a pensar que porventura ao velho padre cura lhe faltaria já a acuidade visual devido à avançada idade e isso como sabeis, tem tudo a ver com o discernimento que fazemos das coisas.

I know nothing, I came from Barcelona

..."Dear João I all ready spoke with you a few time ago regarding this issue, and you said to check the stock of the customer and let you know. The customer had received again with the last shipment 2 more units. Now he has 6 pieces of item001 and Miss Daisy is asking if we can receive back 3 pieces?! Please this and let me know. Have a nice weekend. Best regards, Manuel"

22 setembro 2008

Oh simple things

21 setembro 2008

Crónica de uma mudança anunciada

Da última vez que estive fisicamente no Sapo havia lá um quadro branco, daqueles de cerâmica onde tantas vezes vamos escrevendo ficção científica (porque escrevemos neles planos lindos que muito dificilmente se realizarão algum dia) e ouvi a Maria João Nogueira dizer-me "Tenho o teu nome ali numa lista!". Quando ouço esta frase (muita lista se faz com o meu nome...) lembro-me logo, logo, de algumas tragédias universais e de enormes enfileiramentos de coisas que "um dia" hão-de ser feitas. Verdade seja dita o meu nome estava de facto à cabeça da lista (que não era negra, garanto) e ali mesmo, entre uma secretária e um armário me persignei, ainda que mentalmente e terei pensado "Oh Santíssima, tens toda a razão, eu ando há mais de um ano a dizer-te que um dia destes dou o salto...". A verdade é que nunca o fiz, mea culpa, tenho atenuantes se o caso eventualmente vier a ser julgado, a minha vidinha não é propriamente sossegada e tranquila, sobra-me em boas intenções o que me falta em tempo e recursos. Hoje, de consciência pesada em relação à resolução desta candente questão, resolvi elencar (um verbo bonito) algumas dos obstáculo que neste momento entravam (ou entravavam) o processo de mudança e, consequentemente a refundação deste blog. Sim, chamo-lhe refundação porque uma mudança tão profunda como esta se requer que seja, obriga a roupinha nova, sapatinho engraxado e festa de inaguração com ou sem croquetes.

a) Domínio próprio
Durante anos achei que era um detalhe, uma coisa de somenos importância. Continuo a achar, embora menos. Esperei durante bastante tempo que o único domínio que me interessava realmente estivesse disponível até que o raio do mexicano que o ocupava se distraiu. Azar dele, que embora me tivesse contactado depois de ter dado pela ocupação selvagem não me convenceu o suficiente para o poder negociar (eu nem gosto de tequilla...). Assim sendo, e desde há algum (demasiado) tempo, o domínio PedroAniceto.com é meu e tem lá dentro um lixo variado para ocupar o lugar. (Não me impediu de ouvir umas bocas do mexicano que diz aveludadamente que para lá ter o que tenho mais valia que o vendesse). É um facto, mas agora não há nada a fazer a não ser tortillas. E um domínio próprio vai finalmente fazer com que as toneladas de coisas minhas que andam aí pela Web ao deus dará, tenham doravante um tecto unificado.

b) Template
Não é por falta de vontade, mas muito do que vi até aqui não me agradou. Ando há meses para falar com a Patrícia Furtado que gentilmente se ofereceu para dar uma ajudinha nesta matéria e vou tentar que durante esta semana as coisas avancem um bocadinho no sentido de resolver em definitivo esta questão. Mais a mais que acabei de ler por aí uma verdade indesmentível: "There are only a handful of default Blogger templates available to use. Since Blogger has millions of active users around the world, you can be sure that hundreds (at least) will be using these same templates as the visual basis of their blogs. To make sure your blog stands out from the crowd, you need to ensure your design is in some way unique.".

c) Logo/Identidade
Este blog e/ou o futuro site precisa de uma identidade. Ponto final.

d) Algum do material deste blog está a ser pirateado. Se é verdade que isso não produz grandes danos, começa a irritar-me a desfaçatez com que alguns cromos se apropriam de texto sem a decência mínima exigida nestas coisas. Uns dirão que a Web é feita destes episódios, mas a cada semana que passa os sistemas de detecção de plágio ou transcrição trazem-me mais casos. Também me chateia um pedaço os links directos aos meus armazenamentos, mas a perturbação desta semana no que aos servidores diz respeito, acabou de vez com alguns casos...

Pelo exposto, Jonas, não apagues o meu nome da lista!

20 setembro 2008

Das decisões dramáticas

Entreguei-me durante alguns anos à vida em duas rodas. Do prazer da liberdade, da mobilidade imediata e sem restrições, usufruí durante o tempo que levei a perceber os perigos, as ameaças e todo o risco inerente em contraponto a todo o prazer que obtinha das máquinas e da adrenalina juvenil. Se ambições ou ilusões tinha, perdi-as em dois momentos precisos da minha vida de "motard wannabe": A primeira demonstração séria de um profissional que comigo na pendura me fez cruzar Lisboa de tal forma que por duas ou três vezes me esqueci de respirar, e a segunda em pleno Autódromo do Estoril, a solo, em que fui dobrado por duas vezes em apenas doze voltas. Foi nesses dois momentos que percebi que havia algo de que os verdadeiros cavaleiros do asfalto possuíam que eu não tinha nem via possibilidades de vir a ter, aquela sensação hibrída do homem que se funde com a máquina, o osso que se transforma em metal e o sangue em óleo. Depois, anos mais tarde, aconteceu um acidente brutal que me fez colocar um ponto final na minha vida motociclística. E se por vezes me sobrevem algum desejo de apagar esse ponto final e transformá-lo numa vírgula, vou-lhe resistindo com persistência. Mas há momentos em que é difícil, quando, por exemplo, idealizamos um slide perfeito, ou uma derrapagem controlada.

A arte da fuga

Quando o desejo de liberdade é inerente à estrutura mental do ser, nada nem ninguém pode aprisionar aquele que quer a fuga.

Este blog está em obras

Conforme já tinha sido referido neste aviso, (e ao qual, pelo volume de correio recebido, ninguém ligou pevide), este blog está em obras de manutenção. Devido a esse facto, todo o material com links para o exterior (alguns videos, PDF, sons, etc. etc.) terá de sofrer intervenção manual da minha parte pelo que poderá não estar imediatamente disponível. Se tem urgência em algo, peça-mo directamente para este email ou então aguarde pacientemente pela disponibilidade do material em causa.

O caçador de pérolas

"...Todos os textos aqui escritos, representam unicaca e simplesmente a maneira de pensar do seu autor"...

19 setembro 2008

Querida Portugal Telecom

Querida Portugal Telecom: Escrevo-te estas mal amanhadas letrinhas na esperança que te encontres na graça de Deus, que todos os teus funcionários gozem de saúde férrea e que aos teus accionistas nem um cabelo se lhes desalinhe, que nós por cá todos bem graças aos senhores do Blogspot. Não leves a mal nem te melindres por usar este método tão arcaico e pouco tecnológico que é o da escrita, mas compreenderás que o faça porque os teus sistemas automatizados de atendimento ao cliente não me deixam falar com ninguém, exceptuando aquela voz monocórdica que me repete o que digito quando assim é tempo e nem um tracinho de angústia ou alegria lhe consigo detectar tal é a maviosidade da voz que Deus e os técnicos de som lhe terão dado em devida altura.

É verdade que podia ter-te endereçado um email, era mais apropriado, principalmente agora que sofremos todos na pele o tecnológico choque, mas os teus servidores estão cheios, quem sabe atafulhados de reclamações palermas de tipos que deram um acidental puxão na ficha telefónica e ficaram com o miolo descarnado e percebemos já todos que um email devolvido por incapacidade de armazenamento da respectiva conta é coisa que vos fica menos bem, principalmente devido ao irrelevante facto de os servidores vos pertencerem, por Mafoma! Perceberás tambem decerto que em certos momentos eu, o crente, ressalvo, o cliente, perca a têmpera. Aborrece o mais folgazão que lhe dêem por concluída com sucesso uma reparação que nunca foi efectuada. E mesmo que ainda assim eu gargalhasse e ao mesmo tempo perdoasse a falta, o erro, a argolada, mais enfureceria o imbecil cá deste lado que uma segunda participação de avaria levasse o mesmíssimo destino. A sério!

Minha querida Portugal Telecom, um dia vou querer a receita e experimentá-la no meu negócio. Julgo eu, que pouco sei, que sei eu, que manter uma taxa de cem por cento de sucesso a resolver berbicachos, bicos d'obra, embróglios, petiscos, pincéis, episódios, não é para qualquer um, está apenas ao alcance de enormes conglomerados empresariais, pilhas de matéria cinzenta que fazem de corar de vergonha um ígnaro com pretensões à mediania intelectual. É verdade que devo a uma mão amiga o facto da minha queixa, reclamação, pedido, súplica, ter sido redireccionado para um atendimento viáipi. Momentos houve em que confesso não cheguei a perceber se era a salvação ou apenas um castigo adicional. Tendes gente extremamente simpática nessa espinhosa missão, sendo que a simpatia é uma coisa boa de se ter mas não resolve muito na hora de conseguir desfazer os nós, desatar os laços, cortar o nó gordio.

É verdade que é gente boa, tão boa que apresentam logo um pedido de desculpas sem sequer saberem muito bem de que raio estão a tratar. Mas eu percebo. Percebo e perdoo. Também já muitas vezes fui intimado (sim, um pedido que vem lá do alto nunca é um pedido, é mais uma intimação do que uma convocatória), dizia eu, intimado a limpar rabinhos a meninos que não me chamam pai, é um trabalho sujo mas alguém tem de o fazer. Eu entendo e só por isso te relevo a falta, areio o metal da alma, troco contigo mimos que sabem a mel ainda que apenas pelo telefone, eu percebo, eu entendo, também eu tenho que ser um bocadinho puta de quando em vez. Mas ainda assim estou em posição de te dar uns conselhos, julgo eu, que julgo eu?, que pouco sei da poda. Por exemplo, quando um cliente está furioso, ou mesmo outra qualquer palavrinha começada por éfe, não devem os serviços técnicos ligar ao cliente dizendo-lhe "Nós já ligámos hoje de manhã!". Não deve. Não deve dizer isso principalmente se não tiver resposta para a pergunta "Ai sim? E se ligaram de um número não identificado como é que querem que eu devolva a chamadinha?". É um nadinha indelicado, e todos sabemos dos filmes americanos que é por vezes de pequenos nadas que nascem perigosos psicopatas...

Depois torna-se ridículo que o cliente receba telefonemas com inquéritos de satisfação quando ainda ninguém me resolveu o problema, topas? É aborrecido, o inquiridor ouve das boas sem saber o que raio lhe está a acontecer e nós temos de explicar a história do serviço que ainda não aconteceu e a fé cega do operador só lhe permite compreender que uma reparação foi feita e não vislumbra mais nada do que isso, mesmo que a realidade cá fora, onde as coisas realmente acontecem, não tenha sido nada daquilo. Mas uma pessoa vai-se calejando, afinal de contas somos todos humanos, menos o sistema está claro, o sistema não erra, diz sempre a verdade, isso das falhas é para o comum mortal e por falar nisso vais desculpar-me que por vezes vos queira ver todos mortos e enterrados, qual cabo telefónico, mas são arrebatamentos que um tipo tem. Quando finalmente o meu telemóvel tocou ao fim da tarde para MAIS UM SACANA DE UM INQUÉRITO eu nem queria acreditar, mas depois somei dois mais dois, afinal de contas se vocês fizeram dois trabalhos é justo que queiram saber como ambos correram. Sorte desta vez teve a operadora que o não era, era outra vez o vosso MALDITO SISTEMA a disparar perguntas e a pedir classificações, olha, ficou a falar sozinho, já não há paciência.

E foi quando se desligou a chamada que o dito cujo aparelho tocou outra vez, Aleluia, o Senhor é bom, era o técnico, bons olhos o vejam, melhores ouvidos o ouçam, vamos a isto que se faz tarde. Poupar-te-ei às banalidades, o técnico a olhar para a parede e para a ficha, mas isto já está feito afinal não vim cá fazer nada, não está nada, está só mal amanhado, basta um toque e essa porra desfaz-se, ah pois é, enfiemos pois isto na parede, obrigadinho sim, ora essa por quem sois, espero que pelo Benfica. Mas agradeço-te a ti na mesma minha querida Portugal Telecom. Um erro acontece, uma pilha deles também tende a acontecer se ninguém carregar no botão e puser cobro à sucessão de disparates que se anunciam. Mas isso corrige-se. Dispensem-me um auditor de qualidade (aposto que tendes um exército deles!) durante umas horas e eu dou-lhe umas dicas gratuitamente. Ou então se quiserem premiar uma das poucas pessoas que se importaram DE FACTO com um cliente, e que mesmo nada tendo a ver com o assunto fez muitíssimo mais do que aquilo a que estava obrigada, concedam o crédito à Jonas, a quem agradecerei eu pessoalmente não vá vocês encerrarem o processo de agradecimento e enviarem-lhe um SMS a despedi-la...

Delícias turcas


Não, não é uma loja Apple, é apenas um restaurante em Kemer, na Turquia. Imagem de Francisca Lopes.

Do inventário de companha e palamenta de 1509

..."Um mastro e respectiva verga mais - seus bordos, um papa-figo, uma moneta, três costeiras de linho por banda, dois pape e seseos de linho, quatro amantes, quatro botas, quatro coroas, duas troças, uma ostaga, também tudo de linho, duas atafinas de amantilhos, um exertário, um estai, uma driça, trinta polés de uma roldana, nove polés de duas roldanas, um mastro de mesena e respectiva verga e vela, mais - duas costeiras por banda de linho, uma driça, uma agulha com o seu cancâro de ferro, uma cana, dois lemes, uma bomba, três cardenais de duas roldanas, quatro colhoes, quatro âncoras com seus anetes, uma fateixa e duas escotilhas com os seus escotilhões. Uns pedaços de cadeias, um escotilhão de proa e outro de popa. Fio de barbante. Um espeto. Um barril de alcatrão. Uma bóia. Trados. Gamelas. Caldeirão. Uma pipa de breu. Troças de linho. Um pedaço de vara de botar. Quatro pedaços de cordas que servem de cuetes escotas. Atafina de bolina. Duas costeiras (da nau Santiago) de 30 braças que servem de cabres. Seis moucarões. Um mastro de traquete com sua verga e vela mais - uma driça, duas ostagas de linho e duas costeiras por banda"...

O caçador de pérolas

..."e voces, quais acham que são as vantágens e desvantágens destas parcerias?"

O caçador de pérolas

..."E como não conseguiam chegar a um acordo, pediram a um professor que desse uma opinião mais ovalizada"...

Sondagens d'alma

Num inquérito feito a 850.000 habitantes em Portugal foi colocada a questão: "Você pensa que há demasiados imigrantes em Portugal?"
20% dos inquiridos respondeu "Sim"
13% dos inquiridos respondeu "Não"
67% dos inquiridos respondeu "Oi?"

A amante submissa

Imagem: Daniel Santos

Do pó vieste, ao Casal Ventoso regressarás

Imagem de Carlo Braga em Utrecht

The little engine that could

Quando entrei na carruagem do Fertagus suburbano que esta manhã me haveria de conduzir ao meu destino, estranhei que o sistema de iluminação estivesse desligado. Na penumbra, escolhi o meu lugar enquanto observava as equipas de manutenção de limpeza a avançar recolhendo os inevitáveis detritos que os passageiros da viagem anterior sempre deixam espalhados. Aproveitei para perguntar se eu não estaria equivocado, se este comboio vai partir conforme o indicado nos placards. "Sim, vai" disse-me com um sorriso a senhora mais próxima que pausou a azáfama da apanha de folhas de jornais gratuitos para me dizer: "E se está desconfiado que não vai partir por causa de não haver luz, foi o motorista que deve ter deixado o motor ir abaixo. A mim também me acontece às vezes, não atino com a embraiagem..."

18 setembro 2008

Oh simple things

Oh rama, oh que linda rama

Ouvi dizer, li, vi, não sei onde, em quê ou através de; é a história da minha vida a de absorver informação e guardá-la em caixotes da e na memória para mais tarde organizar sem que isso alguma vez aconteça, dizia eu soube, não sei bem onde, há-de estar num desses caixotes de que falei, para aí empilhados, que Lisboa está cheia de agricultores que nunca o foram, gente que foi transplantada para a grande cidade sem que a vocação da terra pegasse de estaca, que assumamos ser tarefa d'obra no empedrado das calçadas. E se isso era absolutamente verdade há cinquenta anos, é-o agora menos, que as ondas do tempo têm feito os seus estragos na muralha dos lavradores, que deixaram as alfaias embotar, os cabos apodrecer, os cestos cujos fundos se foram desprendendo ao mesmo tempo que um sarro lhes ia embaciando o brilho do olhar quando de mão em pala olham embevecidamente as avenidas ao amanhecer. Mas ainda há lavradores no asfalto e no cimento. Só assim consigo entender que eu mesmo tenha parado a minha marcha numa alameda de Lisboa, pasmado com a magreza da azeitona que teima em crescer entre automóveis.

O caçador de pérolas

..."está na hora de um sim ou soupas."

Uma questão de critério

"O serviço de finanças de Sacavém foi assaltada ao início da tarde de hoje. Os dois assaltantes estavam armados e levaram um valor ainda não apurado de dinheiro da tesouraria das finanças. A Polícia Judiciária já esteve local."
Pela primeira vez estou do lado dos assaltantes e dificilmente mudarei de opinião.

Dos viajantes da dúvida

Vós, que tudo sabeis e para a gran maioria das doutas cousas tendes sempre opinião relevante, dizei-me pois: Quando encontramos um estranho na rua que tem a roupa vestida do avesso, devemos dizer-lhe? E se lhe dissermos algo devemos fazer aquela piada estúpida do "Vais receber uma prenda"?

Ajoelhou? Tem de voar! (José de Cupertino)

De acordo com os calendários religiosos. água de cuja fonte se abastece o Borda d'Água, hoje, dia 18 de Setembro é dia de S. José de Cupertino (obrigado ao Botinhas por me ter lembrado), cuja principal qualidade (do Santo, não do Botinhas...) era levitar. Sim, isso mesmo, levitar, que é uma qualidade rara que não é todos os dias que se possui, e que, salvo erro ou omissão mais grave, me sucede ocasionalmente em certas e determinadas reuniões mais entediantes. Assim sendo já não será razão de espanto ou embasbacamento maior que S. José de Cupertino seja oficialmente padroeiro dos cosmonautas e quem sabe, ainda que oficiosamente, de Susana Félix. S. José de Cupertino, que antes de ser proclamado artista de circo pelo malabarismo gravitacional tinha por sua graça Giuseppe Dessa, nasceu em Puglia em 1603. Foi um frade capuchinho que depressa se tornou célebre por uma outra menos vistosa qualidade que não a de voar, mas sim a de ser burro como as casas. Tornou-se figura iconográfica de referência para os estudantes com maiores dificuldades de assimilação de matérias, pelo facto de ser burro todos os dias. Fora hoje e S.José de Cupertino seria apenas disléxico e incluído numa turma de alunos com déficit de aprendizagem, e teria quem sabe um subsídio... De tal modo que, rezam os relatos da época, foi expulso da ordem dos capuchinhos (não confundir com os capuccinos, ordem fundada há bem menos tempo nos Conventos Starbucks), dizia eu, expulso apenas oito meses depois de outorgado nas suas funções orantes das quais se distraía constantemente. Ingressou como noviço noutra ordem, a dos franciscanos, onde, graças à sua abnegada dedicação à oração e à penitência, foi ganhando o respeito dos seus pares tendo sido admitido em definitivo. É já depois de ordenado que S. José de Cupertino começa a manifestar essa curiosa capacidade de voar baixinho, dado que entrava em êxtase (isto só visto!) com alguma regularidade. São registados mais de setenta casos, isto para registar apenas as vezes em que S. José não fumou nada de ilegal, um dos quais durante uma visita ao pontifíce Urbano VIII em Roma. Foi beatificado a 24 de Fevereiro de 1753 pelo Papa Bento XIV e canonizado a 16 de Julho de 1767 por Clemente XIII, o que prova à saciedade que mesmo no Reino dos Céus um tipo se farta de esperar por uma promoção. S.José de Cupertino emprestou parte do seu nome à fundação da cidade de Cupertino na Califórnia. A povação fundou-se na localidade de Arroyo de San José de Cupertino, que depressa viu encurtada a designação, quem sabe por dar imenso trabalho a pintar nas placas toponímicas. Mesmo a designação inicial, Arroyo de San José de Cupertino não se manteve ao longo dos tempos, sendo hoje conhecida por Stevens Creek, o que leva o autor deste texto a pensar que isto anda de facto tudo ligado.

17 setembro 2008

Hoje é um dia histórico (Apple Portugal)

Hoje é um dia histórico para a Apple em Portugal. Pode não ser óbvio que assim o seja para todos, há coisas que para alguns, mesmo que lhes possam abater-se-lhes sobre as cabeças, nunca darão por elas. Alguém que faça Marketing com meios e recursos há-de um dia falar desta data e destes produtos. Não deverei ser eu, que agora tomo e vou almoçar que está na hora.

É tudo tão relativo

Meti a mão no bolso das calças quando esta manhã percebi que tinha deixado a carteira em casa, em busca de umas providenciais moedas que me permitissem pagar a bica no café da aldeia. Lá estavam elas, perfazendo um euro e trinta e seis cêntimos. Não necessitei de recorrer a nenhuma operação de crédito (embora estivesse tacitamente aprovada). Em termos de mera escala, a minha análise de risco e o meu potencial de negócio financeiro são melhores que os da AIG, da Goldman Sachs ou da Stanley Morgan. E só para comemorar, bebi duas bicas! O que foi considerado um mau investimento pelo próprio dono do café.

Estes tipos são geniais (Avaria Portugal Telecom)

Um puxão mais violento, o miolo da tomada de telefone RJ11 que salta fora dos respectivos encaixes. Nada de verdadeiramente raro ou nunca visto, pelo menos naquela tomada de telefone. Basta pegar no conjunto e voltar a inseri-la na moldura da caixa na parede. Porém hoje foi diferente. Há um fio partido, não me parece grave mas é, ao fim de alguns minutos de tentativas falhadas de acerto no alvéolo correcto percebo que tenho de substituir a caixa por uma que tenha uma forma mais fácil de encaixar o verde e o vermelho nas duas pistas centrais. Como não tenho encontrado o modelo ideal no comércio, pois todas as que encontro requerem uma cravagem especial para a qual não tenho o respectivo alicate, decido (num rasgo de génio) comunicar a avaria à Portugal Telecom, via 16208. Isto foi na Quinta Feira à noite, que fique registado em acta. Poupar-vos-ei ao disparate de redundância da informação fornecida, o sistema automático está lá, ditatorial, impõe-me que debite o número de telefone, a morada, o tipo de avaria para depois vir uma desgraçada (nothing personal, thought!) de uma atendente que me obriga a repetir de viva voz tudo o que acabei de dizer ao sistema de atendimento. É uma estratégia curiosa, eles lá sabem, eu sou apenas um carneiro mais no rebanho. Não me marcaram a data do serviço, já sei como funciona, alguém me telefonará para um número alternativo e me explicará que tenho de perder uma manhã ou uma tarde à espera de um técnico que providencialmente vai aparecer. Quem nunca secou que atire o primeiro garrafão. Passou Sexta, Sábado, Domingo (onde não esperei nunca que alguém me telefonasse, mas estive atento não vá a inovação tecnológica chegar a extremos de me surpeender...). Passou Segunda placidamente, Terça na paz do Senhor e nada, nem uma carta nem um postalinho. Desisti de esperar e resolvi não me irritar com isto (esta semana jurei a mim mesmo que haveria de não me irritar com uma longa lista de coisas parvas). Passei hoje de manhã por uma loja que vende este tipo de material e comprei um miolo RJ11 que meti na mala para mais logo, havendo tempo, paciência e olhos, poder montar com a devida atenção. Mas estava escrito que haveria algo neste processo que me haveria de fazer subir a pressão arterial. Há minutos recebi um SMS do 16208, o serviço de comunicação de avarias da Portugal Telecom. Estes tipos são bons, muito bons!

What the Fuck, Fiat?

É possível que o leitor seja tentado a não acreditar, eu mesmo, conhecido céptico não me deixei entusiasmar logo logo. Mas conhecendo eu um cidadão brasileiro de apelido Fuck, porque é que não haveria de existir um concessionário da marca de automóveis italianos Fiat que lhe pudesse pertencer? E, digam lá o que disserem, é um casamento quase perfeito...

16 setembro 2008

Aviso

Algum do material deste blog que está alojado fora dos servidores Blogspot tem estado indisponível. Presumo (knock, knock, knock) que essa indisponibilidade possa vir a ser resolvida a curto prazo pelo que, até lá, peço desculpa do incómodo causado aos leitores e anunciantes. Às pessoas que optam por linkar esses materiais sem dar cavaco ou dizer "Obrigadinho oh ingénuo!" apenas posso dizer "Paciência..."

Na iTunes Store ainda antes do Natal

Impresso em sistema de duplicação com braço robotizado (permite duplicar/imprimir CD/DVD em contínuo sem intervenção humana) Primera Disc Publisher SE.

Anedotas da vida real

Já não me recordo do teor completo da anedota que por ai circula da filha que diz ao pai que lhe atribuiram o papel de prostituta na peça teatral da escola. O pai, aflito e surpreso, pergunta-lhe "Vais fazer de quê?". "Prostituta, pai.". "Ah!" exclamou ele aliviado. "Percebi substituta!". Lembrei-me disto quando hoje vi um documento que me nomeava substituto. Mas ao contrário do outro que percebeu mal, eu entendi perfeitamente.

Classificados

Cidadão saudável porém necessitado oferece-se para ser detido ilegalmente por tempo a combinar. Preço negociável.

Palin and Clinton (Hilarious)

Aqui, em língua inglesa.

Napoli vs. Benfica

O presidente do Napoli tece hoje alguns considerandos sobre o jogo que vai opor a sua equipa ao meu clube de coração na primeira eliminatória da Taça UEFA. "Comparo o Sport Lisboa e Benfica a uma bela mulher que quero conhecer". Não é mal comparado desde que a não comas. Agradecido.

15 setembro 2008

Jeremias

De cada vez que há um velho que se pendura na ponta de um baraço e dá por finda a jornada, sinto que somos todos nós a ajudar a tecer os fios com que as vidas deles vão sendo cerzidas. De toda e cada vez que isto acontece procuramos saber os detalhes com que nunca nos preocupámos, tentamos conhecer aqueles por quem nunca tivemos curiosidade e dormimos mais ou menos incomodamente sobre o assunto que se há-de desvanecer com a ajuda de uma noite de sono. A vida há-de trazer-nos mais Jeremias. Não os queremos, não os procuramos, mas eles estão sempre aí a brotar das ombreiras das portas como bonecos impelidos por molas.

O gajo dos computadores

Absolutamente verdadeiro. Tão verdadeiro que ainda lá cabiam mais cinquenta versões de conversa...

Enviada a Montreal

Madalena Mota, a irmã do nosso enviado a Ljubljana escolhe outras paragens para dar notícias. De câmara em riste, captura lojas Apple pelo Canadá e pelos EUA como se não tivesse uma máquina Windows. Mas a culpa desta situação é bem capaz de ser minha pelo que em breve tomarei providências e provavelmente um café. I'll be Québec!

Informação vagamente inútil

Agradeço a F. publicamente por nunca se esquecer de mim enviando-me todos os anos dos EUA essa obra incontornável que é o Jane's Military Report, um magnífico tomo que é, a bem dizer, a Biblía do vendedor de armas ligeiras e pesadas. Sem esta publicação, como é que eu alguma vez saberia que os 143 tanques do Exército maltês ficarão obsoletos ainda este ano, permitindo ao dealer de armamento a marcação de visitas aos Ministérios para dar uma palavrinha (e quem sabe algo mais) aos compradores? Como é que eu posso ficar indiferente à data de abate de 23 fragatas da marinha canadiana? A verdade é que este Report cobre quase tudo sobre armas, armamento, de mísseis ao simples RPG. Houvesse uma obra destas no mercado informático e a mim nunca mais me viam pois teria agenda para os próximos duzentos anos. Mas não lhes basta listar o equipamento actual ou o que estiver à beira da obsolescência, tem ainda uma magnífica lista de conflitos militares e de Estado que estejam pendentes. Um vendedor de Órgãos de Estaline tem por exemplo uma Terça Feira vaga, vê na lista que a Krakázia do Sul anda às turras com a Mizétia do Norte e dá lá um saltinho, sempre pode aliviar o armazém de uns monos Abrahams ou de uns Tupolev ligeiramente enferrujadas apenas a precisar de um bocadinho de lixa e um balde de tinta metalizada. E é quando vejo que na lista de conflitos pendentes (Deal opportunities, dizem eles) está a disputa territorial luso-espanhola por causa de Olivença que me lembro das efemérides. Passam hoje setecentos e onze anos sobre a assinatura do Tratado de Alcanices. Para que conste, foi nesse pedaço de pergaminho que os castelhanos acordaram (se bem que eu tenha dúvidas que eles não estivessem a dormir...) na soberania de Portugal sobre as localidades de Campo Maior e Olivença. Alguns anos mais tarde, fingindo-se distraídos, ocuparam a vila e nunca mais de lá sairam. É mesmo coisa de espanhol, pá! Assim sendo, queremos Olivença de volta. Não sabemos bem para quê, mas queremos.

P.S.- Ando cá desconfiado que também já perdemos a soberania de Campo Maior para a nação Nabeiro Delta, mas essa questão não é coberta pela Jane's...

Alta finança

Quando esta manhã acordei com as notícias do colapso financeiro de alguns das maiores instituições económicas americanas como a Merrill Lynch ou o Lehman Brothers, naquele curto espaço de tempo em que não sabemos se ainda dormimos ou se já estamos acordados, pareceu-me ter ouvido Karl Marx a rebolar-se no túmulo. Ou foi isso ou a passagem do camião do lixo pela minha rua.

Early morning train

Ela escrevia laboriosamente num caderno de capa rígida. Mordiscava uma das pontas da caneta quando parava para pensar e retomava o ciclo de trinta em trinta segundos. Depois enfadou-se, devolveu a tampa da caneta à extremidade e com dois dedos arranjou a alça do top. Fechou o caderno ruidosamente. Na capa, uma mancha gráfica gritava "In my past I was once a porno magazine".

E na bilha não vai nada, nada, nada?

Oh lindinhos, eu estive uma hora e meia a mudar esta porcaria para agora vocês virem com parvoíces destas? (Isto é tão tipicamente português... Eu estou danado porque uma ferramenta "grátis não funciona...)

14 setembro 2008

Grande poeta é o povo

"Aqui jaz quem nunca o sol nem a lua viu. O pai não se sabe quem é e a mãe é a puta que o pariu."
Roubado ao Imenso.

Sitemeter.com

Os meus agradecimentos ao Sitemeter.com por ter transformado uma ferramenta prática e rápida num monte de sofisticada trampa que informa sobre tudo menos do que eu precisava... Porreiro, pá!

Complexo Escolar dos Arcos (Óbidos)

Prometo mais informação e imagens (sobretudo do batalhão de Mac) quando prestar uma visita ao local.É que, mesmo sob a capa de alguma invisibilidade e até de alguma proscrição, eu lutei muito na sombra por esta.

O caçador de pérolas

Uma amiga, proprietária de um sistema de vendas online, fez-me chegar um cabeçalho de um email (Subject: Em comenda). No corpo do dito email o remetente pergunta "Como fasso pra compra" e a ela diz-me que não sabe se há-de levar o email a sério ou na brincadeira. Pois eu, considerando o que me vai chegando, diria que é para a levar muito a sério.

13 setembro 2008

100 anos da Associação Brasileira de Imprensa

"...Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo."

Tools of the trade: Windows Service Pack 3

O caçador de pérolas

..."as dores são fortes mas como já tomo bastante medicamentação o médico recomendou-me apenas uns pastos quentes."

12 setembro 2008

iPhoda-se

Misery loves chocolat

O caçador de pérolas

"anexo o plano que vos foi enviado avós na fase inicial."

In case you need a wedding invitation template

11 setembro 2008

O nosso homem em Ljubljana

Este blog tem enviados especiais em todo o planeta (só eu mesmo é que não saio daqui...) e como tal o nosso enviado especial a Ljubljana, Dr.Manuel Mota que corre mundo a combater nemátodos, informa que afinal o que prometia ser um vigoroso maná não passa de um mero aviso de "Zona"... É a vida...

O caçador de pérolas

"...é sim um livro que fala sobre os erros cometidos pela a empresa ao longo destes anos e como os consegui-o resolver."

Pai Arnápio

A angústia do Gestor de Produto

Este título deveria ser maior, deveria ser "A angústia do gestor de produto no momento da verdade", mas não cabia e ia ficar demasiado inestético em duas linhas. Eu sou (pelo menos em teoria), Gestor de Produto de uma marca. Não precisarei de dizer qual, ela está, diria (demasiado) colada à minha imagem, sinto-me por vezes um JR do Dallas que nunca mais na vida conseguiu um papel de bonzinho. Há quem diga que eu sou um profissional de excelência, fica-me mal dizer isto até porque não é 100% verdade, o público que o julgue porque outros há que tenho a certeza de nunca serem capazes de o admitir. Mas há alturas em que a verdade se impõe sobre todas as coisas e não há RP, espírito de corpo, profissionalismo ou convicção que possam impedir uma reflexão séria (embora necessariamente curta por pudor) sobre determinados assuntos. Quando eu, pessoalmente, não concordo com uma directiva corporativa tendo a ignorá-la. Raramente "douro a pílula", encolho os ombros, suspiro, puxo de outro argumento e sigo a minha vidinha. Há muita forma de dar milho aos pombos dizem os antigos, que os novos por vezes parecem nem querer saber o que raio é um pombo quanto mais o milho. Uma das marcas para quem trabalho colocou na sua linha de produtos um determinado modelo. É um produto excepcional, no seguimento de muitos outros que a marca produziu, a história da companhia está cheia de momentos destes (também tem dos outros mas tendo a esquecer-me deles rapidamente). O cliente X comprou um destes modelos, imaginemos que por 500 Euros, azar dos Távoras deixou-o cair ao chão, partiu uma tampa, outros há que lhe dão um puxão nos headphones, avariam o miolo de um jack, tudo coisas que caem fora do âmbito da garantia. Dirige-se ao Distribuidor, pede assistência técnica, um vidro, um jack, uma ninharia qualquer. Preço de reparação: 475 Euros. O preço de substituição da unidade é único, não há fornecimento de serviços ou peças, dá cá 475 Euros. Pela reparação de um equipamento que custou 500... É inadmissível. Inaceitável. É estúpido. Desmotivante. Pessoalmente (e é sempre pessoalmente que escrevo) considero esta atitude irracional. Mas mais grave que a minha própria opinião é que o conhecimento deste facto me tira motivação para fazer promoção deste produto. E isso não há RP que resolva. É isso que me angustia.

Quando eu for grande

Quando eu for grande, quando eu for grande e rico e tiver um relvado em frente à casa para decorar, é este tipo de mobiliário de jardim que vou querer comprar ou construir. Para quando voltar a casa ao fim do dia me poder ajoelhar e orar um sentido "Pai, perdoa-lhes!...".

I was here before time itself


O Paulo Querido que me desculpe, mas o mais antigo blog português é o meu! (Palavra de Technorati).

10 setembro 2008

Que las hay

Há uns anos valentes consultei um médico sobre um problema gástrico que então me afectava com alguma intensidade. Exames para aqui, conversas para ali, trouxe uma prescrição de um medicamento, hoje banal, mas que na época tinha acabado de ser introduzido no mercado. O clínico preparou-me mentalmente para o preço a pagar, uma obscenidade por 24 comprimidos. "Isto do Omeprazol é o último grito do mercado farmacêutico, é carote mas produz resultados". Lá me resignei, passei pela farmácia e trouxe as pílulas. Lembro-me como se fosse agora mesmo (com a diferença de que então estava sol e agora é noite escura...), cruzava a Ponte 25 de Abril, o frasco repousava no banco do lado quando ouvi a abertura de um noticiário da TSF: "Medicamento Omezolan suspeito de causar cegueira e surdez" dizia a Maria Flor Pedroso a quem a quis ouvir. Olhei para o lado, maldisse a pontaria e terei pensado "Oh diabo! Ela por ela prefiro as dores de estômago...". Há poucos dias, depois de uma crise de ouvidos, adquiri a conselho médico um spray para efeitos higienizadores dos ouvidos. A verdade verdadinha é que foi um médico que o recomendou (Saravá Daniel!) mas foi para a otite de um dos meus cachorros, mas quando o meu otorrino me disse "Compre um Audispray!" eu lembrei-me que o tinha em casa e não cheguei a comprar a segunda unidade. Usei duas vezes, os resultados não foram famosos, sempre que isto implica meter gotas ou spray nas orelhinhas a coisa nunca é muito católica. Mas estava disposto a prosseguir o tratamento. Até agora mesmo um leitor me ter enviado uma imagem. Trata-se da publicidade que a farmácia recebe do laboratório ou do Distribuidor (neste momento não posso citar o nome do leitor, muito menos precisar se ele é farmacêutico ou não - já posso, chama-se Pedro Gonçalves). Eu espero bem que esta rapaziada seja mais competente a fazer medicamentos do que a fazer folhetos em língua portuguesa. Uma coisa é certa, perdi a confiança no tal spray!

Going global

Quando hoje vi na Keynote de Steve Jobs passar um ecrã de Moto Chaser fiquei moderadamente contente com essa ínfima fracção de exposição. O trabalho de localização foi meu, oferecido à Freeverse numa troca de serviços que muito me honrou.

Quando "Free" nem sempre é grátis

É por estas e por outras que eles andam à procura de um português que saiba alguma coisa da língua...

Bom ambiente

Mac user emérito e de longa data, percursor de uma já longa linhagem de Mac nas estruturas governamentais ligadas ao Ambiente (não esquecer que o actual primeiro ministro também faz parte desse grupo), o antigo Secretário de Estado do Ambiente, Engenheiro Carlos Pimenta, veio fazer uma visita à nossa 5th Avenue.

Large Hadron Collider

Há quase vinte anos que uma vastíssima equipa de cientistas procura um bosão, uma partícula que na verdade ninguém sabe se existe. Vinte anos é muito tempo e pergunto-me se não se impacientam. Eu, por exemplo, ao fim de vinte minutos à procura de uma coisa que sei que existe (As chaves do carro... ainda agorinha mesmo as pousei aqui...) já fico a ferver...
Actualização: O que eles andam à procura chama-se de facto "Bosão de Higgs". Ora o que me faz alguma espécie (um dia temos de elaborar sobre a expressão "faz-me espécie"...) é eles andarem à procura de uma coisa que tem dono (o Higgs), mas que não têm a certeza que exista. É assim como eu andar à procura de um aumento de salário.

What's next?

O fim do mundo está próximo! Arrependei-vos que desta vez é à séria. Via "Mente Positiva" (a devida vénia) soube que a Mónica já não é gorda e os dentinhos devem ter sido alvo de uma equipa de cirurgiões dentista porque deixaram de ser protuberantes, o Cascão, helás!, já se lava (para compensar agora é um desarrumado compulsivo). a Magali enfarda ainda mais do que devia mas agora é tudo comidinha saudável e o Cebolinha foi a um terapeuta da fala e agola já não enlola os érres. É demasiado para um homem só...

A asneira olímpica

Chama-se Eugénio Queirós, é jornalista no Jornal Record e tem um blog sobre desporto, blog esse que eu lia. Até hoje. Que o destino lhe não traga nunca nenhuma surpresa.

Bisous Maman! (Linguagem explícita)

Ah, o amor filial luso-francês é tão 'nito...

09 setembro 2008

Oh simple things

Ingrish

O homem espelho

"E não sei se já te aconteceu alguma vez, um tipo submete um documento a alguém que esteja sentado num degrau hierarquicamente mais alto que o teu, submetes quase por submeter, percebes? É mesmo só um pro-forma, tu tens consciência de que o tipo a quem enviaste as coisas não sabe nada do assunto, mas é assim, ele está acima por isso é bom que saiba que o fizeste, percebes? E recebes umas alterações. Não são bem alterações, percebes? É assim uma espécie de vírgulas que ele decide mudar de lugar, só para te colocar no teu devido lugar, percebes? Assim como quem diz "Deixa-me fingir que eu percebo imenso disto e ao mesmo tempo ficas a saber que quem manda aqui sou eu..." E depois tu pensas "Oh que carago, para que é que eu fui mandar isto ao gajo? Mas não te desmanchas. Na primeira reunião dizes-lhe que as alterações foram muito pertinentes, importantíssimas, agradeces-lhe muito as sugestões - são sempre sugestões, eu não sou um chefe rígido - enquanto lá dentro te róis todo por ires perder meia hora a fazer alterações parvas e desnecessárias. Sorrimos todos muito, mas ao fim do dia só há um de nós que vai para casa sem aquela sensação amarga de um vazio universal..."

08 setembro 2008

Marco Bellini é que sabia

"Quando o capitão é nomeado por mercê régia, a sensatez é sempre a primeira vítima na hora da tomada de decisão" Os tipos que escrevem estas coisas devem ver as mesmas coisas que eu vejo...

Muita fruta

Hum... E agora façam lá um teste de paternidade ao macaquinho para ver se sabemos quem é de facto o autor da música e letra.

07 setembro 2008

Informação vagamente inútil

Os ossos mais grossos da mão de vaca, cujo tutano serve para engrossar o molho da cozedura final do conjunto da mão de vaca e do grão de bico não devem ser cozidos na primeira água utilizada para a cozedura da carne, mas apenas no preparo final do grão e da carne pois o tutano desfaz-se e acaba por se perder na água da cozedura. As coisas que um gajo aprende enquanto espera na fila do talho.

Play chess, Dr. Floyd? (Resultados)

06 setembro 2008

The Special One

Milionários acidentais

Ontem perguntaram-me o que faria se num acaso de sorte fosse eu o contemplado com a obscena soma de dinheiro do primeiro prémio do Euromilhões. Respondi que não sei, não tenho a mínima noção da escala de uma tal reviravolta. A única coisa da qual tenho a certeza é que iria trabalhar como habitualmente com a possibilidade de me rir quando tivesse de responder a perguntas menos espertas colocadas por gente que se acha o máximo em vez de dar respostas politicamente correctas, que é aquilo que nós, aqueles que precisam de pagar as contas têm de fazer quase todos os dias...
P.S.- Esqueci-me de registar aquele Totobola que está aí em baixo, intitulado "Play chess. Dr. Floyd?". A ver vamos.

Last night ARCgis 9 saved my life

Só quem já teve de tentar dormir numa zona urbana que tem tampas de saneamento mal assentes é que pode dar valor à ausência daqueles "clonc!" que se fazem ouvir quando a roda de um veículo lhes passa por cima... Os aros de suporte vão-se deformando e o barulho que aquilo faz tira uma pessoa do sério pelo menos durante três dias que foi mais ou menos tempo que levei a habituar-me a ouvir uma que em tempos existiu numa rua onde morei. Mas hoje enquanto atravessava o Entroncamento percebi que os serviços municipalizados locais encontraram uma solução quase perfeita para o problema. Estranhei ver as tampas de saneamento com quatro "orelhinhas" que lhes dão um ar deveras patusco e parei o carro para ir investigar. No momento da colocação das tampas no aro, os funcionários cortam pequenos pedaços de câmara de ar que colocam nos bordos. A tampa, em vez de ficar em contacto imperfeito com o aro, fica com quatro pontos de amortecimento. As "orelhinhas" são o excesso de borracha que fica saliente. Com a passagem do trânsito, esses excessos de borracha acabam naturalmente por ser "aparados" mas esse facto não anula a acção amortecedora da borracha que permanece entalada entre o aro e a tampa. Engenhoso, sem dúvida, barato e criativo.

Euromilhões

Tenho ali na gaveta, bem dobradinha desde que a registei, uma aposta de Euromilhões válida para o Jackpot de hoje. Se é verdade que era um bocadinho snob "limpar" sessenta e cinco milhões com uma aposta de apenas dois, vou esperar que se conheça quem é o gajo que hoje acordou com o rabinho virado para a lua. Se não aparecer ninguém, vou conferir os números. Just in case para dar baile ao alinhamento planetário...

05 setembro 2008

O caçador de pérolas

"...quando me manifestei contra a Guerra do Golfe não o vi por lá."

O caçador de pérolas

..."Diga-se apenas que a melhor parte da fotografia é o vislumbre do meu rompão cor-de-rosa."

04 setembro 2008

Citius, Altius, Compridius

Sim, é a mesma obra dos trinta dias... Imagem de Ana Ferreira.

Acertos e bolas de cristal

A confirmar-se um rumor que corre por aí, um dos maiores revendedores portugueses da esfera Apple encontrar-se-á à venda. O que me lembra que só não acerto no Euromilhões porque em matéria de previsões vou conseguindo bons resultados mesmo quando me dizem "Tu estás louco...".

Ah a libertação

"V.Exa é um asno!" Esta frase libertadora proferi-a ontem num desentendimento com um segurança do Metropolitano de Lisboa. Honestamente não sei porque usei uma figura tão rebuscada, mas esta semana tenho estado assim, meio gongórico.

Piada informática

03 setembro 2008

O futuro do pretérito a Deus pertenceria

Assim, ironicamente, este Blog faz amanhã precisamente três anos. Se pensar mesmo muito no assunto, a única coisa extraordinária que há a assinalar é o facto de me ter lembrado da data e se escrevo de véspera sobre a minha pequena efeméride é porque tenho a certeza de que não me voltarei a lembrar senão quando for já demasiado tarde. Parabéns! A si que me escolheu como fonte de leitura e a todos aqueles que por obra e graça do Espírito Google aqui desaguam como rios. É por e para vós.

O Google não compensa

Se você é uma daquelas pessoas meticulosas que faz os trabalhinhos de casa e escava informação por toda a parte antes de tomar uma decisão complexa e dramática, tenha cuidado...

02 setembro 2008

Ao que isto chegou! (iPhone)

Sem grandes comentários...

Yes, we can!

Ide! Ide e reinai!

Nós não somos burros, somos distraídos

Eu sou um tipo distraído. Um bocadito. Não propriamente um distraído profissional, mas de vez em quando temos uns bloqueios, umas ausências de que nem sempre nos orgulhamos. E se falo no plural (eu era esquizofrénico mas agora estamos melhorzinhos) é porque estou convencido de que por vezes há um outro eu que toma posse, dirá, quem sabe "Chega-te p'ra lá que agora quem manda sou eu!" e as coisas acontecem. Já fui a um velório por engano, já estive num cortejo automóvel de um funeral quando devia estar numa outra fila de automóveis bem mais festiva. Já perdi um avião por razões que não posso confessar publicamente (mesmo com o João Biscaia a dizer-me "Olha lá, aquela coisa enorme, branca, que diz TAP na fuselagem e que se está a ir embora, não era o nosso avião?"). Já tentei negociar uma alteração de 13 bilhetes de uma viagem inter-continental e ia sendo preso no processo. Já enfiei o meu carro na traseira de outro por causa de um par de pernas. Já tive uma metralhadora apontada aos queixos por ter ido comprar tabaco e ter parado o carro frente ao tribunal onde se julgava um dos mais perigosos bombistas da história contemporânea francesa... Enfim, algumas destas historietas mereciam ser contadas, outras há que nem por isso. Alguns destes momentos são absolutamente embaraçosos. E você? Que momentos embaraçosos já viveu?

E o prémio "Eu sou uma besta" vai para...

O jornalista do Correio da Manhã que escreveu este texto na edição de hoje: "...na Casa do Benfica de Gaia, de que é membro, este adepto pediu para não revelar o seu endereço e nem mesmo quando os repórteres do Correio da Manhã lhe bateram à porta na Rua António Ferreira Fiandor em Laborim, Gaia, se rendeu..."

Genéricos

"Farmácia" em Albufeira. Imagem do leitor Rui Luna.

01 setembro 2008

Ora essa, por quem sois

Imagem por cortesia de André Neves.

Anicetos de todo o mundo, uni-vos!

Ilha Terceira. Cortesia de Martim Weinstein

30 dias bastante compridos

Imagem: Ana Ferreira

Ursinho Gummy versus General Trash

Começo a perceber porque diabo os americanos não conseguem ganhar uma guerra rapidamente. No meio de todo dramatismo das consequências do furacão Gustav, deu-me vontade de rir ver um General na CNN, explicando ao cidadão comum que com a possível quebra do fornecimento de energia eléctrica os sistemas de ar condicionado não iriam funcionar...

eBay or bust!

Esperem lá! Vocês estão a pensar o mesmo que eu?

Com a devida vénia

"...poderosos e eficazes, (a polícia de choque) a carregar sobre o vigoroso sessentão equipado à Benfica que do lado dos espectadores punha em causa a segurança e alterava a ordem pública. Tivéssemos nós gente daquela atrás da rapaziada que assalta que 'limpa' os bancos e nem as mosquinhas se aproximavam dos balcões..." Alexandre Pais, Jornal Record