28 junho 2011

Hoje caça você!


Imagem DN Online, via Sérgio Currais

O coveiro e a produtividade


Imagem via Eduardo Ferreira

A origem das expressões

"Fulano arranjou uma estrangeirinha" ou "Arranjaram-lhe uma estrangeirinha" é sinónimo de que alguém sofreu um ardil, um logro ou uma velhacaria. Não sendo uma expressão de uso alargado em termos nacionais, é uma expressão arreigada a Lisboa e não é completamente inocente. Fizeram furor as coristas estrangeiras em Lisboa no início do Séc.XX, nomeadamente as de origem espanhola (estrangeirinha ainda hoje é reconhecido nos dicionários de língua portuguesa para definir uma mulher oriunda de Alicante). Tais coristas, conhecidas pelos seus hábitos e gostos mais liberais do que era normalmente aceite como prática da sociedade de então, eram cortejadas e disputadas por muitos homens da sociedade lisboeta, levando muitos deles a "loucuras" mais ou menos censuráveis pelos hábitos de então. Arranjar uma estrangeirinha era sinónimo de arranjar problemas de vária ordem. Terminadas as épocas teatrais ou tournées, estas coristas deixavam a cidade, levando consigo as promessas de amor eterno e em muitos casos partes significativas das fortunas dos seus galanteadores.

A origem das expressões

"Podes tirar o cavalinho da chuva" é uma expressão que nos nossos dias significa que alguém está a informar o interlocutor de que não valerá a pena insistir em determinado assunto, indicando-lhe que deve desistir do seu intento. Não terá sido sempre esse o respectivo significado. Na era pré-atutomóvel, as deslocações maiores ou mais difíceis faziam-se maioritariamente a cavalo. Nas estalagens ou pontos de descanso, existiam como ainda hoje é visível nas construções mais antigas, locais específicos para se amarrarem os cavalos (argolas) enquanto o respectivo cavaleiro se ocupava no interior da construção durante uma breve paragem. Se a estada fosse mais prolongada era normal que o cavalo fosse abrigado dos elementos num estábulo destinado a repouso e alimentação do animal. "Podes tirar o cavalinho da chuva" implicava aconselhar o cavaleiro a resguardar o animal em virtude do tempo que ia eventualmente demorar.

Podcast Praia das Maçãs (Making of)

Não sei quantos anos depois, eis que alguém se lembra (finalmente!) de fazer um brilhante "making of" deste não menos espectacular Podcast chamado Praia das Maçãs. Sim, é verdade que o camera é um valente Brassica rapa, mas o resultado não deslustra a categoria dos intervenientes. Para quem estava constantemente a perguntar sobre como é que fazíamos o Praia das Maçãs, aqui fica para vosso viewing pleasure.

Praia das Maçãs from Vasco Casquilho on Vimeo.

27 junho 2011

O caçador de pérolas


Imagem via Bruno Rodrigues

Social Media Day


Porto, 30 de Junho na Exponor. Todos os detalhes e lista de oradores, aqui.

26 junho 2011

Medical animation

Vejam isto. Porque sim

O caçador de pérolas

Póvoa de Santa Iria

Magazine 2.0 (Episódio #2)

O caçador de pérolas

..."Para mim, caso saia, a imagem de Villas-Boas fica para mim incolone."

22 junho 2011

Oh simple things

Última hora!

A expressão popular "Dar às de Vila-Diogo" passa de ora avante a grafar-se com dois éles em "Villas-Diogo".

A origem das expressões

Diz-se, quando de uma aquisição de baixo custo ou valor que se comprou algo "ao custo da uva mijona". Ora, pergunta a leitora Maria João Nogueira qual o significado e origem da expressão "uva mijona", resposta que tentarei dar de seguida. A uva mijona é, como o nome indicia, um tipo de uva de qualidade muitíssimo inferior ao normal, devido principalmente ao seu tamanho e ao facto dos seus bagos possuírem mal-formações ou desenvolvimento e maturação inferiores ao resto do cacho, que possam contribuir para que o pericárdio do bago não seja íntegro tendo o interior do bago contacto com o ar ou com o solo. Estes bagos não íntegros tendem a deixar escapar o sumo, seja pela referida falta de integridade física, seja por esmagamento na colheita e/ou transporte. Esta uva tem por norma um sabor desagradável devido à oxidação da polpa que altera as características organopléticas do fruto e que invalida o seu uso para a produção de vinho. No entanto, essa uva apesar de se ver fortemente desvalorizada do ponto de vista comercial não deixa de ter aproveitamento industrial para destilação. O engaço, o residuo da polpa da uva e da respectiva estrutura vegetal de suporte, depois de esmagada em lagar, é cozido em caldeiras de alambique onde o vapor produzido é obrigado à mudança do estado gasoso para líquido dando origem à destilação de álcool de elevado teor. O engaço, sendo um sub-produto da transformação da uva enquanto matéria-prima, quase não tem valor comercial à semelhança da uva mijona que é afastada do processo de produção vinícola devido ao seu sabor alterado por factores orgânicos. No entanto, no processo de destilação esse factor não é relevante.

Nota: Algumas das fontes confrontadas tendem a equiparar as expressões "ao preço da uva mijona" à "ao preço da chuva" como tendo o mesmo significado. Tendo a não concordar. Existem, em matéria de gradação de preços, diversas expressões na língua portuguesa que permitem elencar diversas nuances. "Negócio da China", "uva mijona" e "preço da chuva", considerando eu este último como "Grátis", coisa que para mim tem diferente avaliação da expressão agora explicada.


21 junho 2011

O caçador de pérolas

Imagem via António Neves

O caçador de pérolas


Atrium Saldanha. Imagem por Pedro Rosário

O caçador de pérolas


O primeiro leitor a dar-me a explicação lógica para a construção frásica da pérola "você pode dar-lhe alta para livre", tem direito a um café... Excepção feita a Rainer Brockerhoff que me enviou a imagem e me deu a explicação possível.

O caçador de pérolas


Torres Novas. Imagem via Nelson Piteira

O caçador de pérolas

20 junho 2011

Lisboa que apodrece