Sendo que é verdade que já tive fotos melhores... (Imagem de Rui Martins)
30 julho 2011
O perigo das rapidinhas

Este belíssimo espécime pode ser encontrado nos corredores da Universidade de Coimbra. Pai, perdoa-lhes que eu tenho manifestas dificuldades. Imagem desse grande caçador de sua graça Ricardo Martins
29 julho 2011
Porquê Macintosh? (I'm still loving it...)
Resumindo: Gerou-se alguma turbulência no post "Porquê Macintosh? (I'm loving it), insinuando diversos comentadores que os passos não eram absolutamente verdadeiros. Sim. Está bem abelha. Confrontemos este exemplo com este exemplo. Se eu trabalhasse num dos gabinetes de suporte informático de um Politécnico ou de uma Universidade e pudesse escolher, uma coisa é certa, não escolheria o Windows. De nada. Ora essa.
A origem das expressões
A expressão "Gazeta", como substantivo que define um jornal, teve a sua origem em Veneza, corria o Século XVI. A unidade de moeda local, denominada "Gazzetta" era a importância que custava o Diário Veneziano, tendo sido a palavra adaptada e usada para definir uma publicação periódica.
String of pearls

Contactado pelo Reflexões de um cão com pulgas, Pedro Aniceto terá dito: "O cérebro do autor do texto não foi construído para que "exploda", mas eventuais sobreaquecimenros poderão conduzir a tal". Pedro Aniceto frisou ainda que no caso português e devido às restrições impostas pela Troika, as baterias serão invadidas pelos hackers com recurso a um microcacilheiro em vez de um "microship". Diário de Notícias, imagem via João Oliveira
O caçador de pérolas

Na localidade de Pedorido. No grafitti pode ler-se: "Amo-te Filipa ades ser minha". Imagem via Madalena Mota
28 julho 2011
A AAA recomenda

A Associação de Acrónimos Asininos recomenda que, depois da CRAP (Comissão de Regulação Aptidão Profissional), do NUTS (Nomenclatura de Unidades Territoriais para fins estatísticos), e agora da ilustrada, se tenha um pedacinho mais de cuidado na escolha de acrónimos. Obrigado. Imagem de António Neves
O caçador de pérolas
..."com uma máquina que me roubaram no (...) dês daí o (...) nunca mais fez fotos a sério"...
26 julho 2011
O sofrimento
Sou um adepto futebolístico que não costuma extravasar sentimentos, sejam alegrias ou tristezas. Sofro. Sofro bastante mas em silêncio. Contudo, ao longo dos anos vou percebendo que a idade nos modifica hábitos. Se antes tinha uma proverbial paciência e uma tolerância que muita gente me inveja e faz reparo, as coisas vão, lentamente, deixando de ser assim. Uns dirão que é da experiência, outros dizem que é da diplomacia que vai ficando mais curta quanto mais já se andou na vida. Em termos desportivos só me recordo de ter perdido a tramontana por duas vezes. Uma no futebol, na fatídica meia-final do Europeu de 1984 em que vimos a vitória fugir como areia por entre os dedos e a outra no dia em que "ajudei" (e eu acho mesmo que ajudei pelo que corri à volta da mesa da sala dos meus pais...) Fernanda Ribeiro a ganhar uma medalha de ouro nos 10.000 metros em Atlanta. Mas prometo-vos uma coisa. Não chegarei a este ponto.
Porquê Macintosh? (I'm loving it)
Deverá ser a questão que mais vezes me foi colocada ao longo da vida profissional. A resposta é longa, cheia de exemplos que por vezes, por serem pouco tangíveis e implicarem algumas experiências de utilizador que quem pensa migrar não possui, nem sempre são fáceis de assimilar. Mas fala-se quase sempre em simplicidade, um conceito por vezes não é simples de exemplificar. Fica um modelo: No folheto abaixo, estão as instruções de ligação de um computador a um sistema WiFi de um restaurante da cadeia McDonalds em ambiente Windows e em Mac OS X. Uma imagem vale quase sempre por mil palavras.
Down memory lane

Era muito similar a este setup, o do primeiro computador em que mexi na minha vida. Há um ou dois leitores deste blog que a conheceram e programaram. Fez há poucos dias trinta e um anos o dia em que a vi pela primeira vez.
Para quem não esteja familiarizado com estas configurações que parecem agora da idade da Pedra, segue-se uma legenda explicativa dos módulos constituintes (da esquerda para a direita):
Em cima (esquerda): Leitor de cartões perfurados. Honeywell-Bull (Rebranded), servia, como o próprio indica, para ler cartões perfurados de forma sequencial. Era uma das cinco formas de input de dados no sistema e era peça fundamental na compilação das linhas de código da programação do equipamento.
Esquerda (primeiro módulo): Unidade de disco. Antepassada dos actuais discos rígidos, esta unidade de 5 MB Winchester (Hard case) tinha uma unidade alimentação autónoma e era "serviceable" ao nível da lâmina e da folga das cabeças de leitura e escrita.
Esquerda (segundo módulo): CPU e placas RAM (o modelo anterior, ainda de memórias de ferrite) tinha um armário idêntico.
Esquerda (em cima): Boitier de controlo. Na ausência de monitores, as informações ao operador eram constituídas por botões coloridos iluminados por lâmpadas interiores. As sequências de "blinking" (bem como o ON/OFF) eram interpretadas pelo operador com recurso a uma extensíssima tabela de códigos de erro.
Centro: Consola com teclado alfanumérico, numérico, function keys e segundo boitier de controlo. No topo da consola encontra-se um leitor de folhas dotadas de banda magnética. Esta consola incluía também uma impressora matricial de 132 caracteres.
Centro: Impressora matricial de 512 caracteres. Esta geração de impressoras tinha agulhas "serviceable" na cabeça de impressão (com fita) e eram comandadas ao nível do Carriage Return, Page Feed e Line Feed pelo próprio código da aplicação em conjunto com uma fita programável que tinha de ser mudada pelo operador em cada mudança de formulário.
Direita: Perfurador de cartões Honeywell-Bull (rebranded).
25 julho 2011
Friends in high places
"Havias de o ver quando andávamos os dois carregar caixotes...", foi exactamente o que pensei quando hoje me dirigi à recepção de uma grande corporação portuguesa e pedi para falar com A., o Presidente da empresa. Nervosa, quase a cair dos saltos altos abaixo, saltos cuja ciência claramente não dominava, disse-me a medo, quase sussurrando "O Sr. A. é o Presidente da empresa". Assenti. Que o sabia. "Tenho de o acompanhar ao andar..." Que por mim não se incomodasse, eu ia entrar e sair, não levaria mais de 5 minutos. "Que não... Que não... Tenho ordens para acompanhar os visitantes do Sr. Presidente...". Seja, pois. Quando lhe devolvi o cartão de visitante, cinco minutos depois, ou nem isso, fez questão de se levantar do local onde estava sentada e abrir-me a porta de vidro que me devolveu ao calor do dia luminoso. Verdade seja dita nunca fui tão bem atendido numa empresa de TV por cabo...
22 julho 2011
Sónia Balacó


22 de Julho de 2011 ficará para a História como o dia em que Sónia Balacó invadiu a Homepage do Público. Imagem de Francisco Afonso
O caçador de pérolas

"Quantos lanches estarão compreendidos entre o almoço e o jantar?", pergunta pertinente da leitora Marina Abrantes
21 julho 2011
20 julho 2011
O caçador de pérolas
19 julho 2011
O caçador de pérolas
...E eles depois de as obras terem começado ainda embriagam a obra e está tanto tempo parada"...
18 julho 2011
17 julho 2011
Down memory lane
Acabei de apreciar uma extensa colecção de autocolantes, propriedade do meu caro amigo Amílcar Messias, onde constam algumas preciosidades tais como esta versão "juvenil" de Cavaco Silva. A seu tempo irei publicando algumas fotos.
16 julho 2011
Um imenso amor azul
(Nova publicação de um original de 2005)
C. mora desde que se conhece, e já se conhece há quase sessenta anos, à sombra do Estádio do Restelo, couto sagrado aos seus olhos e consciência belenense. C. era, nos seus anos mais viçosos um "pardal" de Alcântara, no tempo em que Alcântara mais não era que um imenso quintal dos quintais de Lisboa. Pelas palavras de C. sou levado a montes e valados, quintas e casinhas, pomares e pedreiras, como se tudo não fossem já águas passadas, levadas e lavadas por um Tejo ali a dois passos. Ouvir C. falar dos seus tempos de criança é uma imensa viagem e apesar de o já ter ouvido muitas vezes, nunca se cansa a canseira de o fazer.
"Não sei porque sou belenense, não se explica, aliás Pedro, tu sabes que nessas coisas não se deve insistir, um tipo é o que é e pronto, cada barco tem a sua carreira, a minha parou em Belém e está tudo dito, não é?". Pronto, eu percebo, bebamos mais um copo aqui nesta esplanda em que transformaste a varanda do prédio onde vives e onde estamos. E estamos muitíssimo bem, em frente o azul das bancadas despidas a esta hora (e mesmo durante os jogos, acrescento eu mentalmente, porque não teria coragem de to dizer na cara, embora o saibas e isso te desgaste e desgoste), o relvado a gozar as delícias de uma rega de fim de dia, as balizas ali, brancas e impávidas a recuperar momentos nervosos de um e de outro lado. "Sou sócio desde os 18 anos, mas nunca vi um jogo sentado naquelas bancadas". Não me admiro. Aquela varanda vale por uma tribuna VIP, tem lugares marcados e sítios próprios para as crenças de quem ama o futebol, o vaso que tem de estar ali senão dá "galo", o guarda-sol que é arrumado para que o vizinho do lado possa gozar da vista toda, um conjunto de tradições que o teu filho já segue, ainda que se esqueça de um ou de outro preceito de quando em vez.
"Daqui da rua ao Vale de Alcântara não era propriamente perto, hoje um tipo apanha um eléctrico e está lá em dez minutos, mas antes não era assim...". Eu sei, também fui um viajante pedestre de Lisboa nos tempos em que o dinheiro não era para ser esbanjado em bilhetes de carro eléctrico. "O meu pai era serralheiro na Carris, e era eu que lhe levava o almoço. A minha mãe dava-me a lancheira dele pelas onze e eu ia levar-lha às Oficinas da Carris." Também conheci o ritual, não durante muito tempo é certo, mas também por aí passei.
"Almoçava muitas vezes por lá, eles tinham um autocarro velho que servia de refeitório, tinha mesas e cadeiras, aquilo era giro, era diferente e havia sempre uns mimos e umas buchas que me davam. Quando tocava para pegar ao serviço da parte da tarde, eu arrumava a tralha e vinha por aí fora a corta-mato, depressinha para ir para a escola". "Foi por essa altura que fiz a minha profissão de fé Belenense". Como? Conta lá essa que nunca ouvi.
"Espera, acho que poucas vezes contei isto, mas tu percebes-me com toda a certeza...". "Um dia houve em que os colegas me perguntaram qual era a minha equipa... Aquilo era tudo lagarto e lampião, até o meu pai torcia pelo Atlético, que Deus o tenha em descanso que ao Atlético já pouco falta, ai se ele me ouvisse!". "Eles tinham comprado um melão para a sobremesa, quer dizer, não sei se compraram, mas que ele estava lá, estava, amarelinho a rir-se para mim e se eu me pelava por uma talhada de melão. Percebi logo que tinha que dar a resposta certa, senão não cheirava sequer o melão... Aquilo custou-me muito, Pedro, custou-me muito. Quando o tipo me fez a pergunta eu quase estremeci, ia ter de dizer uma grande mentira. Não era pela mentira, era pela traição, percebes? Logo aquele, o Costa nunca mais me esqueci do nome do gajo, que não gostava do Belenenses nem um bocadinho... Mas enfim, lá fui enrolando, enrolando e acabei por comer o melão sem ter traído a consciência, pensei até que ele se tivesse esquecido.
O problema é que ele não se esqueceu. Estava eu a arrumar as coisas para me vir embora, já eles tinham saído todos do autocarro, quando vi que tinham fechado a porta, e eu ali, aflito para me ir embora, que a minha mãe dizia-me das boas quando me atrasava... Eu bem que a tentei abrir, mas aquilo tinha um fecho pelo lado de fora e as janelas tinham rede... E lá estava ele, encostado à porta a perguntar - Qual é o melhor clube do mundo? Qual é o melhor clube do mundo? E eu nada, nem tugia nem mugia e ele a rir-se, o cabrão, sem parar com a pergunta - Qual é o melhor clube do mundo? Qual é o melhor clube do mundo? e eu sem saber o que fazer. Então, mas como é que resolveste o problema? "Então, lá tive de dizer que era o Benfica, mas disse baixinho para ninguém ouvir..." Como é? Não ouvi nada! Benfica. Mais alto, mais alto que não ouço!" Benficaaaaa!. "Mas fiquei lixado, fiquei mesmo muito chateado, aquilo foi uma violência...! Assim que me apanhei livre, corri para o portão, desatei a fugir pela Junqueira abaixo, direito ao Altinho, sabes onde fica, não sabes, acho que nunca mais quis saber da lancheira e quando entrei nas Salésias, senti assim uma coisa pela espinha abaixo, fui ao meio campo, aquilo já estava um bocado decrépito, já nem tinha balizas nem nada, mas procurei o meio do campo, pus as mãos em concha à volta da boca e gritei o mais alto que pude:
"BELÉÉÉÉÉM! BELÉÉÉÉÉM! BELÉÉÉÉÉM! "
C. mora desde que se conhece, e já se conhece há quase sessenta anos, à sombra do Estádio do Restelo, couto sagrado aos seus olhos e consciência belenense. C. era, nos seus anos mais viçosos um "pardal" de Alcântara, no tempo em que Alcântara mais não era que um imenso quintal dos quintais de Lisboa. Pelas palavras de C. sou levado a montes e valados, quintas e casinhas, pomares e pedreiras, como se tudo não fossem já águas passadas, levadas e lavadas por um Tejo ali a dois passos. Ouvir C. falar dos seus tempos de criança é uma imensa viagem e apesar de o já ter ouvido muitas vezes, nunca se cansa a canseira de o fazer.
"Não sei porque sou belenense, não se explica, aliás Pedro, tu sabes que nessas coisas não se deve insistir, um tipo é o que é e pronto, cada barco tem a sua carreira, a minha parou em Belém e está tudo dito, não é?". Pronto, eu percebo, bebamos mais um copo aqui nesta esplanda em que transformaste a varanda do prédio onde vives e onde estamos. E estamos muitíssimo bem, em frente o azul das bancadas despidas a esta hora (e mesmo durante os jogos, acrescento eu mentalmente, porque não teria coragem de to dizer na cara, embora o saibas e isso te desgaste e desgoste), o relvado a gozar as delícias de uma rega de fim de dia, as balizas ali, brancas e impávidas a recuperar momentos nervosos de um e de outro lado. "Sou sócio desde os 18 anos, mas nunca vi um jogo sentado naquelas bancadas". Não me admiro. Aquela varanda vale por uma tribuna VIP, tem lugares marcados e sítios próprios para as crenças de quem ama o futebol, o vaso que tem de estar ali senão dá "galo", o guarda-sol que é arrumado para que o vizinho do lado possa gozar da vista toda, um conjunto de tradições que o teu filho já segue, ainda que se esqueça de um ou de outro preceito de quando em vez.
"Daqui da rua ao Vale de Alcântara não era propriamente perto, hoje um tipo apanha um eléctrico e está lá em dez minutos, mas antes não era assim...". Eu sei, também fui um viajante pedestre de Lisboa nos tempos em que o dinheiro não era para ser esbanjado em bilhetes de carro eléctrico. "O meu pai era serralheiro na Carris, e era eu que lhe levava o almoço. A minha mãe dava-me a lancheira dele pelas onze e eu ia levar-lha às Oficinas da Carris." Também conheci o ritual, não durante muito tempo é certo, mas também por aí passei.
"Almoçava muitas vezes por lá, eles tinham um autocarro velho que servia de refeitório, tinha mesas e cadeiras, aquilo era giro, era diferente e havia sempre uns mimos e umas buchas que me davam. Quando tocava para pegar ao serviço da parte da tarde, eu arrumava a tralha e vinha por aí fora a corta-mato, depressinha para ir para a escola". "Foi por essa altura que fiz a minha profissão de fé Belenense". Como? Conta lá essa que nunca ouvi.
"Espera, acho que poucas vezes contei isto, mas tu percebes-me com toda a certeza...". "Um dia houve em que os colegas me perguntaram qual era a minha equipa... Aquilo era tudo lagarto e lampião, até o meu pai torcia pelo Atlético, que Deus o tenha em descanso que ao Atlético já pouco falta, ai se ele me ouvisse!". "Eles tinham comprado um melão para a sobremesa, quer dizer, não sei se compraram, mas que ele estava lá, estava, amarelinho a rir-se para mim e se eu me pelava por uma talhada de melão. Percebi logo que tinha que dar a resposta certa, senão não cheirava sequer o melão... Aquilo custou-me muito, Pedro, custou-me muito. Quando o tipo me fez a pergunta eu quase estremeci, ia ter de dizer uma grande mentira. Não era pela mentira, era pela traição, percebes? Logo aquele, o Costa nunca mais me esqueci do nome do gajo, que não gostava do Belenenses nem um bocadinho... Mas enfim, lá fui enrolando, enrolando e acabei por comer o melão sem ter traído a consciência, pensei até que ele se tivesse esquecido.
O problema é que ele não se esqueceu. Estava eu a arrumar as coisas para me vir embora, já eles tinham saído todos do autocarro, quando vi que tinham fechado a porta, e eu ali, aflito para me ir embora, que a minha mãe dizia-me das boas quando me atrasava... Eu bem que a tentei abrir, mas aquilo tinha um fecho pelo lado de fora e as janelas tinham rede... E lá estava ele, encostado à porta a perguntar - Qual é o melhor clube do mundo? Qual é o melhor clube do mundo? E eu nada, nem tugia nem mugia e ele a rir-se, o cabrão, sem parar com a pergunta - Qual é o melhor clube do mundo? Qual é o melhor clube do mundo? e eu sem saber o que fazer. Então, mas como é que resolveste o problema? "Então, lá tive de dizer que era o Benfica, mas disse baixinho para ninguém ouvir..." Como é? Não ouvi nada! Benfica. Mais alto, mais alto que não ouço!" Benficaaaaa!. "Mas fiquei lixado, fiquei mesmo muito chateado, aquilo foi uma violência...! Assim que me apanhei livre, corri para o portão, desatei a fugir pela Junqueira abaixo, direito ao Altinho, sabes onde fica, não sabes, acho que nunca mais quis saber da lancheira e quando entrei nas Salésias, senti assim uma coisa pela espinha abaixo, fui ao meio campo, aquilo já estava um bocado decrépito, já nem tinha balizas nem nada, mas procurei o meio do campo, pus as mãos em concha à volta da boca e gritei o mais alto que pude:
"BELÉÉÉÉÉM! BELÉÉÉÉÉM! BELÉÉÉÉÉM! "
15 julho 2011
Parabéns Twitter!
A propósito do quinto aniversário desta extraordinária ferramenta que dá pelo nome de Twitter. No Sapo, onde haveria de ser?
13 julho 2011
Et tu, Brutus?

A prova de que o Latim não é uma língua morta é o facto da Direcção Geral do Ensino Superior o utilizar no seu website... Imagem via Emanuel.
12 julho 2011
11 julho 2011
10 julho 2011
A origem das expressões
"Deveria ser incentivado um boicote", diz-se quando alguém individualmente ou em grupo decide ostracizar uma pessoa singular ou colectiva, não utilizando os seus serviços ou bens. A expressão boicote, que em português possui verbo (boicotar) é um anglicismo perfeitamente integrado na língua portuguesa e é oriundo do nome de família de um capitão inglês, Charles Cunningham Boycott, administrador das terras do Conde de Erne, no Condado de Mayo na Irlanda. Em meados do século 19, um grupo de arrendatários de terras do Conde de Erne, organizou-se na Irish Land League para requerer ao senhorio uma baixa dos valores das rendas. Charles Boycott expulsou das terras os rendeiros reivindicantes e exerceu sobre eles uma forte acção repressiva que resultou num protesto não violento dos rendeiros. Esse protesto, que fez com que os operários agrícolas deixassem de querer trabalhar nas propriedades, no comércio que deixou de fornecer produtos ou no próprio carteiro que deixou de entregar correspondência na casa do proprietário, haveria de conseguir ter êxito, com o Capitão Charles Boycott a abandonar a Irlanda em 1880, dando origem à generalização do termo "Boycott".
O caçador de pérolas
..."A Drive&Cash informa que todos estes dados são passivos de ser alterados"...
06 julho 2011
Grandes momentos do Comércio
Grandes momentos empresariais

A leitora Teresa São Miguel confessou-se "deslumbrada" com este avistamento em Albufeira. Eu não diria melhor.
05 julho 2011
04 julho 2011
O pior postal do Verão 2011 (FAQ)
Posso concorrer com postais que já tenham estado a concurso na edição 2007?
Sim, pode. A organização não obrigará os concorrentes a rever todos os postais dessa edição, e deve haver uma qualquer Convenção que proíba um tamanho castigo psicológico.
Até que data posso concorrer?
Pode concorrer até 15 de Setembro (data de carimbo dos CTT).
A organização devolve-me o postal (ou postais) enviados?
Não. A organização não suportará qualquer custo de devolução de postais enviados, mas estará disposta a permitir que os concorrentes que o pretendam os venham a recolher em local a combinar.
Já é conhecida a lista de prémios e a quantidade de postais a premiar?
Não. Ainda decorrem conversações com alguns patrocinadores e disso dependerão os prémios e quantidade a eleger para o receber.
O que sucede se dois ou mais concorrentes enviarem postais iguais?
Todos os postais recebidos integrarão a Galeria de exposição pública. Contudo, iniciado o processo de votação, os duplicados serão retirados e apenas o postal que tiver sido recebido mais cedo integrará o lote dos postais a serem votados.
A identidade dos remetentes dos postais será conhecida?
Não e apenas enquanto não forem escolhidos os vencedores. Este passatempo tem por objectivo escolher o pior postal do Verão de 2011. Os postais na Galeria terão apenas um número único para cada postal e apenas o destinatário (eu) conhecerá a respectiva identidade. Apenas no final do processo de votação será conhecida a identidade dos premiados.
Sim, pode. A organização não obrigará os concorrentes a rever todos os postais dessa edição, e deve haver uma qualquer Convenção que proíba um tamanho castigo psicológico.
Até que data posso concorrer?
Pode concorrer até 15 de Setembro (data de carimbo dos CTT).
A organização devolve-me o postal (ou postais) enviados?
Não. A organização não suportará qualquer custo de devolução de postais enviados, mas estará disposta a permitir que os concorrentes que o pretendam os venham a recolher em local a combinar.
Já é conhecida a lista de prémios e a quantidade de postais a premiar?
Não. Ainda decorrem conversações com alguns patrocinadores e disso dependerão os prémios e quantidade a eleger para o receber.
O que sucede se dois ou mais concorrentes enviarem postais iguais?
Todos os postais recebidos integrarão a Galeria de exposição pública. Contudo, iniciado o processo de votação, os duplicados serão retirados e apenas o postal que tiver sido recebido mais cedo integrará o lote dos postais a serem votados.
A identidade dos remetentes dos postais será conhecida?
Não e apenas enquanto não forem escolhidos os vencedores. Este passatempo tem por objectivo escolher o pior postal do Verão de 2011. Os postais na Galeria terão apenas um número único para cada postal e apenas o destinatário (eu) conhecerá a respectiva identidade. Apenas no final do processo de votação será conhecida a identidade dos premiados.
O pior postal do Verão 2011

Resisti durante quatro longos anos, mas a pedido de várias famílias decidi, com a ajuda de alguns amigos, promover nova edição do Concurso "O pior postal do Verão". Em 2007 este concurso teve um grande êxito entre quase três centenas de concorrentes com postais a concurso oriundos de quase todos os pontos turísticos do país e uma assinalável quantidade de postais do estrangeiro. (Quem não faz ideia da galeria de horrores que publiquei, pode visitar o acervo da Edição 2007).
Em que consiste afinal o Concurso "O pior postal do Verão de 2011"?
Suponho que lhe possa já ter sucedido. Quando visita um local que venda postais ilustrados, de preferência com um daqueles expositores rotativos, já encontrou certamente um rectângulo de cartolina que o fará pensar para com os seus botões (ou para com os seus velcros...) "Uau! Como é que é possível imprimir-se uma coisa destas?". A mim acontece-me com frequência, tenho inclusivamente alguns que são autênticos ícones da confusão artística e dignos de figurar numa galeria de horrores gráficos. Estou a lembrar-me de um Cristo Rei de plástico que tem como legenda "Em Fátima rezei por ti", ou uma bela Torre de Belém num postal que diz "I Love Newark". Enfim, dá para ter uma ideia...
Postais estranhos, mais concretamente "O pior postal do Verão 2011", vai ser o tema de um passatempo que vai decorrer até ao final do Verão. Quando for de férias (ou quando quiser), tudo o que tem de fazer é procurar "aquele postal" e endereçá-lo para:
Pedro Aniceto
Rua Luís de Camões, 27A
2860-633 Gaio Rosário
Os postais recebidos serão colocados online para apreciação pública, sendo no final do prazo de recepção escrutinados por um júri especialista em cães de louça e serão premiados os "piores" (quantidade a premiar a ser anunciada), que poderão ser futuramente expostos publicamente (Eat your heart out, Joe Berardo!). Pode enviar quantos postais quiser e não se esqueça de inscrever nome e endereço de email para futuros contactos. Serão considerados todos os postais ilustrados recebidos até 15 de Setembro. Apenas serão válidos para concurso postais ilustrados em papel, sendo ignorados quaisquer versões electrónicas ou propositadamente fabricados para este passatempo.
A organização está ainda a trabalhar nos apoios e na elaboração da lista de prémios. A mecânica de votação pública da Galeria de Horrores recolhida será anunciada em breve. Quaisquer dúvidas poderão ser esclarecidas no Twitter em @pedroaniceto ou por email neste endereço
Não deixe de consultar as FAQ (em actualização permanente)
Este passatempo tem a ajuda das seguintes pessoas e entidades:
Dário Costa
Vereda Tropical
Esta tarde, estava eu tranquilamente a atravessar a Avenida Duque de Ávila, em Lisboa, quando um um som diferente me chegou aos ouvidos proveniente da copa das árvores. Para meu espanto, tratava-se de um generoso bando de papagaios. Sim, papagaios. Quando fiz circular esta informação, recebi vários relatos de avistamentos deste tipo de aves em Lisboa, nomeadamente em Telheiras, zona em que mais pessoas informam haver quantidades apreciáveis destes bichos a crescer em estado selvagem...
O caçador de pérolas
..."Vendo também produtos de beleza para masculino e feminino e crianças de todas as idades de todas as marcas."...
Social Media Day (Porto, Exponor)

Tenciono escrever um artigo mais alargado sobre este evento (e também sobre a First Lego League), mas fica a nota de que foi uma experiência "diferente", (com alguns aspectos que deverão ser tidos em consideração em edições futuras) e que poderá vir a dar os seus frutos. Como disse, fica prometido um post mais alargado a ser incluído no novo site pessoal que lançarei e que incluirá este blog, bem como uma miríade de outras actividades pessoais e profissionais. Não deverá faltar muito tempo. (Foto de Carlos Gonçalves)
03 julho 2011
01 julho 2011
"Sempre à morte, Vanessa?"
Um excelente artigo sobre a atleta de triatlo Vanessa Fernandes e o seu ocaso aparentemente motivado por problemas de ordem psicológica. Aqui. Repórter, Paulo Moura.
Nunca tinha dedicado muito tempo à carga psicológica de responsabilidade de um atleta de alta competição em véspera de um importante evento. Até uma noite, no Verão de 2004, em que em passeio nocturno com um atleta de alto rendimento, no dia anterior a um jogo tremendamente importante, lhe desejei boa sorte. A resposta fez-me pensar que as coisas nem sempre são o que parecem. "Obrigado pelo boa sorte, mas mais importante que isso é que amanhã à noite, por esta mesma hora, pode não estar aqui ninguém para conversar comigo. Amanhã podem estar ali umas centenas de pessoas para me querer comer vivo...". Dessa vez correu bem, correu lindamente e no dia seguinte estive lá para lhe dar um abraço. Boa sorte, Vanessa. Os meus votos de rápida recuperação. E a partir de hoje não exigirei medalhas e louros, apenas ficarei contente com as que já nos proporcionaste.
Nunca tinha dedicado muito tempo à carga psicológica de responsabilidade de um atleta de alta competição em véspera de um importante evento. Até uma noite, no Verão de 2004, em que em passeio nocturno com um atleta de alto rendimento, no dia anterior a um jogo tremendamente importante, lhe desejei boa sorte. A resposta fez-me pensar que as coisas nem sempre são o que parecem. "Obrigado pelo boa sorte, mas mais importante que isso é que amanhã à noite, por esta mesma hora, pode não estar aqui ninguém para conversar comigo. Amanhã podem estar ali umas centenas de pessoas para me querer comer vivo...". Dessa vez correu bem, correu lindamente e no dia seguinte estive lá para lhe dar um abraço. Boa sorte, Vanessa. Os meus votos de rápida recuperação. E a partir de hoje não exigirei medalhas e louros, apenas ficarei contente com as que já nos proporcionaste.
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