
Cara Elsa: É muito provável, mesmo muito provável, que não venha a ler estas minhas linhas. Não serei eu a responder-lhe oficialmente, a carta não me é endereçada, mas sinto-me na obrigação de lhe dizer duas coisas. O seu gesto é, também ele, raro e não menos digno de nota na paisagem de um dia a dia comercial. A Elsa nunca saberá, porque oficialmente alguém lhe responderá lá de cima, de muito alto, onde por vezes o calor da alma não se sente ou tudo parece ser mais distante e por isso mesmo mais frio, mas foi para nós todos os integrantes de uma equipa, algo que tocou muito fundo. Obrigado por isso. A segunda coisa que tenho para lhe dizer, cara Elsa, é que se a sua filha for ainda um pedacinho mais feliz devido ao uso dos produtos que comercializamos, esse já é um agradecimento em si mesmo. E esse desejo faz-nos também a nós, mais felizes. Toda a sorte do mundo para ambas, em nome dos meus colegas e da empresa.



































