02 outubro 2011

Não deixes a droga...


Coimbra. Imagem via Manuel de Freitas

O caçador de pérolas


"Atenção leva cedilha?"
"Leva!"
"Ok"
Imagem de Nuno Pereira

Ao vivo e cheios de fome


Imagem via Manuel de Freitas

Imprensa

Quando os paginadores conspiram com os editores acontecem coisas destas...

Boas ideias

O caçador de pérolas

Imagem via Tiago Pires

01 outubro 2011

Arte em Oeiras


Esta gracinha, custou, na sua totalidade, quase dois milhões de Euros. Vou repetir: dois milhões de Euros. O autor facturou alegadamente um milhão e duzentos e cinquenta mil. Não é engano. Um milhão e duzentos e cinquenta mil. Pelas minhas contas estão ali camioneta e meia de tijolo de onze e areia lavada, vinte sacos de cimento, o aluguer de uma betoneira, dois serventes a cento e cinquenta euros por dia. Não entrei em linha de conta com as talochas e as colheres de pedreiro. A sério, perdeu-se por completo a noção do ridículo?

Um leitor acusa-me de não estar a ser intelectualmente honesto. É verdade. Falta o preço do mármore, e de seis metros de verga de ferro para a consolidação do conjunto do bloco transversal. E um fio-de-prumo. E falta nesta maravilhosa obra de arte, uma fonte. Deve ter ficado retida. Um milhão e duzentos e cinquenta mil euros é coisa para ter alguma retenção na fonte. Capisce?

Mas oh, quantas vezes...

Um tipo chega a casa e um dos cães estraçalhou um saco com lixo e tenta perceber qual deles foi o culpado...

Coisas

O caçador de pérolas

Mercado de Olhão, imagem enviada por Carlos Nogueira

30 setembro 2011

Eu que me fascino por tudo e por nada


O termo técnico não é "broca", mas sim um "drill-bit", uma peça de corte que permite rasgar (com furo prévio para o engate da peça de corte no material), mas lá que fascina ver uma peça rotativa fazer um furo quadrado, disso não tenho dúvidas. Sempre explicado geometricamente (uma paixão antiga) pela deslocação numa área constante de uma peça não necessariamente concêntrica. Todos os teclados de Mac das estruturas Unibody em alumínio são maquinados com este método. Apreciem.

29 setembro 2011

Anicetos de todo o mundo, uni-vos!


Santa Cruz, Madeira. Imagem via João Matos

28 setembro 2011

É a Economia, estúpido!


Para que conste, uma acção do BCP custa exactamente o mesmo preço de uma rodela de limão! Chupa! Imagem via Tuaregue

Fui ao Jardim da Celeste


Imagem enviada por Hugo Cruz

Fote-te tu!

27 setembro 2011

iPhone 4



O facto de ser Gestor de Produto, um dos que trabalha muito de perto com a marca Apple, não me impede de ver as coisas sem os óculos cor-de-rosinha que por vezes somos tentados a usar. Na mudança de método de construção do iPhone 3/3GS para a tecnologia do iPhone 4, perdeu-se aparentemente um factor importante, a resistência do equipamento. Comparado com o 3/3GS o iPhone 4 é, aparentemente um terminal mais frágil. Nem sequer é difícil perceber isso sem se dominar a parte técnica. Parte importante do "casing" da geração 3/3GS é composta por plástico, a traseira e frente do iPhone 4 é de vidro. Um vidro resistente, mas de vidro. Sou detentor e utilizador intensivo dos três modelos, pelo que posso, por experiência própria e por acompanhar o fluxo da Assistência Técnica, ajuizar bem do número de "tragédias" relacionadas com vidros partidos por queda. Quem me conhece sabe que eu sou um feroz defensor do uso de capa de protecção, de preferência uma capa "forte" (mas não necessariamente feia). Acresce ainda à aparente fragilidade do iPhone 4 o facto de vidro frontal e ecrã serem uma única peça, o que faz "doer" mais a alma e a carteira no momento da reparação. Apesar de considerar o iPhone 4 o MELHOR telefone da praça (tenho de escrever sobre o Samsung Galaxy SII que há uma semana me acompanha, pois estou muito agradado com o terminal), hoje testemunhei um facto que me fez repensar algumas das minhas percepções. Quando um cliente me disse "atropelei o meu iPhone", não tive grande resposta. Perguntei que modelo era (se fosse um 3/3GS nem a alma se lhe aproveitaria), mas a resposta não foi nenhuma dessas. Era um iPhone 4. Confirmei que o vidro frontal (o tal que tem também o ecrã) se tinha estilhaçado, bem como a existência de danos insanáveis no vidro traseiro. É muito raro, que devido a queda, um iPhone 4 parta os dois vidros em simultâneo. Não é impossível, mas é bastante difícil que suceda. Neste caso era um atropelamento, facto que sucede muito mais vezes do que possam imaginar. Quando, ainda ao telefone com o cliente lhe coloquei a pergunta "E o chassis? Ficou bom?", essa pergunta visava esclarecer mais a minha curiosidade sobre o aro central de alumínio. Quem conhecer o terminal saberá que a técnica de construção passa por um fino aro de alumínio no qual a motherboard está confinada e "selada" pelos dois vidros. É um facto que torna o telefone uma peça de elegância, mas sempre me suscitou muitas dúvidas sobre a resistência à torção. (Se admito colocar um 3/3GS no bolso de trás das calças, já não penso sequer fazê-lo com um iPhone 4...).
Que não, que o chassis estava aparentemente em bom estado. Mas que ainda funcionava! Quando hoje o terminal me chegou às mãos, não foi sem espanto que constatei que apesar de atropelado por DUAS rodas de uma viatura e para lá de algumas marcas de riscos no chassis, o mesmo estava 100% plano e capaz de receber os dois vidros de substituição que lhe estão destinados. Fica para a posteridade o registo fotográfico dos danos. E não tenham dúvidas de que o telefone funciona. Porque posso prová-lo. Basta que vejam o video abaixo...

O caçador de pérolas

Económico TV, imagem enviada por Jorge S. Paupério

Filosofia popular

As amizades são como as mamas. Há as grandes, as pequenas e as falsas.

26 setembro 2011

António Livramento

O Pedro Ribeiro escreveu um post que me despertou uma memória. Leiam isto primeiro, antes de lerem a minha necessariamente curta memória.

O "meu" hóquei em patins é uma coisa muito própria. Eu teria para aí uns sete, oito anos e muito antes de sequer pensar em gostar de futebol, era um amante de hóquei. Sabia tudo sobre equipas, clubes, troféus e conquistas. Sobre épicas vitórias e saborosos troféus. Recitava equipas de hóquei como hoje sou capaz de recitar características técnicas de equipamentos. Eu era o "doidinho" do hóquei. Não gostava de jogar matraquilhos nas tardes ociosas da minha vida de índio urbano, mas dava moedas de cinquenta centavos para uma mesa de matraquilhos de hóquei, uma mesa que só os verdadeiros amantes da modalidade sabiam que estava logo à entrada do Jardim Cinema. Vivia tudo pelo rádio. sim, que havia relatos de hóquei épicos na Rádio. Aborrecia-me por vezes ter de acordar às quatro da madrugada para ouvir um relato do Portugal-Chile jogado num fuso horário que não interessava ao Menino Jesus, e isso implicava roubar do quarto dos meus pais um velho despertador daqueles que quando lhes tocamos fazem "ploing" por causa das enormes campainhas metálicas que possuiam. E implicava também desviar da atenção do meu pai o seu mais precioso rádio de onda média (ninguém ouvia FM, oh Ribeiro...) e enfiar-me na cama com o mono do Toshiba "caído de um camião algures em Alcântara", com os cobertores por cima da cabeça para que ninguém ouvisse quer o despertador, quer o senhor da rádio (Dias Agudo?) aos gritos de Portugaaaaaaaaaaaal, Portugaaaaaaaal!. Andei anos nisto. Todas as minhas memórias de hóquei em patins eram coisas virtuais, sem qualquer ligação com a realidade. Porque a verdade, verdadinha, era só uma, os filhos do proletariado não iam a estádios, pavilhões ou outras manifestações desportivas. Porque éramos uns tesos, coisa que não se alterou muito. Eu nunca tinha visto hóquei na vida, quanto mais um stick, Apenas fotos nos jornais.

Mas há um dia em que os sonhos, as memórias, as divagações se quebram. E as minhas foram quebradas em 1974 no preciso dia em que, depois de ter rondado o Pavilhão dos Desportos de Lisboa, paredes meias com o local onde morava (ia chamar-lhe casa, mas era injusto...), percebi que num dado Sábado se iria ali jogar um Portugal - Índia a contar para um Campeonato do Mundo. Descobri isto numa quinta-feira, o jogo era no Sábado, ainda pensei em entrar lá para dentro, esconder-me e só regressar ao exterior depois do jogo ter acabado, mas era capaz de ser demasiado, a verdade é que ainda fiz contas de cabeça ao número de latas de atum que seria preciso armazenar, mas não havia tempo e possívelmente a Maria Fernanda, senhora minha mãe, não teria em casa as latas suficientes.

Tracei outro plano, decidi que nesse Sábado iria para o Pavilhão e oferecer-me-ia para carregar coisas (método assaz usado nestas incursões de sítios com bilhetes para pagar...) e acabaria por lá permanecer e ter acesso ao dito jogo, que diga-se de passagem me provocou sonhos húmidos no escasso número de noites que antecediam essa grande noite. Poupar-vos-ei os detalhes sórdidos, fiz o que tinha a fazer, e lá estava eu na bancada do actual Carlos Lopes (Santo Deus, a pena que tenho de ver aquele pavilhão entaipado e em perfeita ruína...) prontinho a devorar até ao osso um jogo que eu nunca tinha vislumbrado ao vivo.

Foi aí, ainda nem o jogo tinha sequer começado que os meus sonhos e memórias se começaram a estilhaçar. Quando a equipa portuguesa começou a aquecer, e os primeiros remates à baliza de Ramalhete começaram a embater com estrondo (e que estrondo) na tabela final, nada do que durante anos se tinha formado na minha cabeça como aquele desporto em que a bola deslizava na pista com grande suavidade, era tudo uma enorme mentira cruel, pois aquela bola podia de facto matar alguém que lhe atravessasse ao caminho... A estocada final, essa foi cruel, muito cruel. Eu vi, com aqueles olhos de quem tudo vê pela primeira vez, António Livramento, aquele que todos os que amavam o hóquei patinado queriam ser, levantar a bola numa recuperação atrás da baliza portuguesa e levá-la, ali, como que colada na ponta do aléu, sem que ela tocasse no chão, e desferir um remate vigoroso à altura da cintura levando o Pavilhão ao rubro. Aquilo não era o "meu" hóquei, era outra coisa completamente diferente. Aquilo não era épico, era uma crueldade. Nunca mais vi um jogo ao vivo, se bem que continue a amar a modalidade. Foi o meu ídolo que me estilhaçou o sonho. Com um único remate. Uma obra de arte, diga-se, mas uma enorme maldade.


P.S.- O jogo em si não teve grande história, os indianos levaram cerca de trinta sem resposta e foi a primeira vez (e penso que última) que vi um guarda-redes de hóquei defender de pé...

Filosofia popular

Toda a mulher tem horror a BARATA...
roupa barata, bolsa barata, jóia barata, viagem barata!!
Mulher gosta é de CARINHO...
vestido carinho, sapato carinho, perfume carinho, restaurante carinho, presente carinho...