01 outubro 2011

O caçador de pérolas

Mercado de Olhão, imagem enviada por Carlos Nogueira

30 setembro 2011

Eu que me fascino por tudo e por nada


O termo técnico não é "broca", mas sim um "drill-bit", uma peça de corte que permite rasgar (com furo prévio para o engate da peça de corte no material), mas lá que fascina ver uma peça rotativa fazer um furo quadrado, disso não tenho dúvidas. Sempre explicado geometricamente (uma paixão antiga) pela deslocação numa área constante de uma peça não necessariamente concêntrica. Todos os teclados de Mac das estruturas Unibody em alumínio são maquinados com este método. Apreciem.

29 setembro 2011

Anicetos de todo o mundo, uni-vos!


Santa Cruz, Madeira. Imagem via João Matos

28 setembro 2011

É a Economia, estúpido!


Para que conste, uma acção do BCP custa exactamente o mesmo preço de uma rodela de limão! Chupa! Imagem via Tuaregue

Fui ao Jardim da Celeste


Imagem enviada por Hugo Cruz

Fote-te tu!

27 setembro 2011

iPhone 4



O facto de ser Gestor de Produto, um dos que trabalha muito de perto com a marca Apple, não me impede de ver as coisas sem os óculos cor-de-rosinha que por vezes somos tentados a usar. Na mudança de método de construção do iPhone 3/3GS para a tecnologia do iPhone 4, perdeu-se aparentemente um factor importante, a resistência do equipamento. Comparado com o 3/3GS o iPhone 4 é, aparentemente um terminal mais frágil. Nem sequer é difícil perceber isso sem se dominar a parte técnica. Parte importante do "casing" da geração 3/3GS é composta por plástico, a traseira e frente do iPhone 4 é de vidro. Um vidro resistente, mas de vidro. Sou detentor e utilizador intensivo dos três modelos, pelo que posso, por experiência própria e por acompanhar o fluxo da Assistência Técnica, ajuizar bem do número de "tragédias" relacionadas com vidros partidos por queda. Quem me conhece sabe que eu sou um feroz defensor do uso de capa de protecção, de preferência uma capa "forte" (mas não necessariamente feia). Acresce ainda à aparente fragilidade do iPhone 4 o facto de vidro frontal e ecrã serem uma única peça, o que faz "doer" mais a alma e a carteira no momento da reparação. Apesar de considerar o iPhone 4 o MELHOR telefone da praça (tenho de escrever sobre o Samsung Galaxy SII que há uma semana me acompanha, pois estou muito agradado com o terminal), hoje testemunhei um facto que me fez repensar algumas das minhas percepções. Quando um cliente me disse "atropelei o meu iPhone", não tive grande resposta. Perguntei que modelo era (se fosse um 3/3GS nem a alma se lhe aproveitaria), mas a resposta não foi nenhuma dessas. Era um iPhone 4. Confirmei que o vidro frontal (o tal que tem também o ecrã) se tinha estilhaçado, bem como a existência de danos insanáveis no vidro traseiro. É muito raro, que devido a queda, um iPhone 4 parta os dois vidros em simultâneo. Não é impossível, mas é bastante difícil que suceda. Neste caso era um atropelamento, facto que sucede muito mais vezes do que possam imaginar. Quando, ainda ao telefone com o cliente lhe coloquei a pergunta "E o chassis? Ficou bom?", essa pergunta visava esclarecer mais a minha curiosidade sobre o aro central de alumínio. Quem conhecer o terminal saberá que a técnica de construção passa por um fino aro de alumínio no qual a motherboard está confinada e "selada" pelos dois vidros. É um facto que torna o telefone uma peça de elegância, mas sempre me suscitou muitas dúvidas sobre a resistência à torção. (Se admito colocar um 3/3GS no bolso de trás das calças, já não penso sequer fazê-lo com um iPhone 4...).
Que não, que o chassis estava aparentemente em bom estado. Mas que ainda funcionava! Quando hoje o terminal me chegou às mãos, não foi sem espanto que constatei que apesar de atropelado por DUAS rodas de uma viatura e para lá de algumas marcas de riscos no chassis, o mesmo estava 100% plano e capaz de receber os dois vidros de substituição que lhe estão destinados. Fica para a posteridade o registo fotográfico dos danos. E não tenham dúvidas de que o telefone funciona. Porque posso prová-lo. Basta que vejam o video abaixo...

O caçador de pérolas

Económico TV, imagem enviada por Jorge S. Paupério

Filosofia popular

As amizades são como as mamas. Há as grandes, as pequenas e as falsas.

26 setembro 2011

António Livramento

O Pedro Ribeiro escreveu um post que me despertou uma memória. Leiam isto primeiro, antes de lerem a minha necessariamente curta memória.

O "meu" hóquei em patins é uma coisa muito própria. Eu teria para aí uns sete, oito anos e muito antes de sequer pensar em gostar de futebol, era um amante de hóquei. Sabia tudo sobre equipas, clubes, troféus e conquistas. Sobre épicas vitórias e saborosos troféus. Recitava equipas de hóquei como hoje sou capaz de recitar características técnicas de equipamentos. Eu era o "doidinho" do hóquei. Não gostava de jogar matraquilhos nas tardes ociosas da minha vida de índio urbano, mas dava moedas de cinquenta centavos para uma mesa de matraquilhos de hóquei, uma mesa que só os verdadeiros amantes da modalidade sabiam que estava logo à entrada do Jardim Cinema. Vivia tudo pelo rádio. sim, que havia relatos de hóquei épicos na Rádio. Aborrecia-me por vezes ter de acordar às quatro da madrugada para ouvir um relato do Portugal-Chile jogado num fuso horário que não interessava ao Menino Jesus, e isso implicava roubar do quarto dos meus pais um velho despertador daqueles que quando lhes tocamos fazem "ploing" por causa das enormes campainhas metálicas que possuiam. E implicava também desviar da atenção do meu pai o seu mais precioso rádio de onda média (ninguém ouvia FM, oh Ribeiro...) e enfiar-me na cama com o mono do Toshiba "caído de um camião algures em Alcântara", com os cobertores por cima da cabeça para que ninguém ouvisse quer o despertador, quer o senhor da rádio (Dias Agudo?) aos gritos de Portugaaaaaaaaaaaal, Portugaaaaaaaal!. Andei anos nisto. Todas as minhas memórias de hóquei em patins eram coisas virtuais, sem qualquer ligação com a realidade. Porque a verdade, verdadinha, era só uma, os filhos do proletariado não iam a estádios, pavilhões ou outras manifestações desportivas. Porque éramos uns tesos, coisa que não se alterou muito. Eu nunca tinha visto hóquei na vida, quanto mais um stick, Apenas fotos nos jornais.

Mas há um dia em que os sonhos, as memórias, as divagações se quebram. E as minhas foram quebradas em 1974 no preciso dia em que, depois de ter rondado o Pavilhão dos Desportos de Lisboa, paredes meias com o local onde morava (ia chamar-lhe casa, mas era injusto...), percebi que num dado Sábado se iria ali jogar um Portugal - Índia a contar para um Campeonato do Mundo. Descobri isto numa quinta-feira, o jogo era no Sábado, ainda pensei em entrar lá para dentro, esconder-me e só regressar ao exterior depois do jogo ter acabado, mas era capaz de ser demasiado, a verdade é que ainda fiz contas de cabeça ao número de latas de atum que seria preciso armazenar, mas não havia tempo e possívelmente a Maria Fernanda, senhora minha mãe, não teria em casa as latas suficientes.

Tracei outro plano, decidi que nesse Sábado iria para o Pavilhão e oferecer-me-ia para carregar coisas (método assaz usado nestas incursões de sítios com bilhetes para pagar...) e acabaria por lá permanecer e ter acesso ao dito jogo, que diga-se de passagem me provocou sonhos húmidos no escasso número de noites que antecediam essa grande noite. Poupar-vos-ei os detalhes sórdidos, fiz o que tinha a fazer, e lá estava eu na bancada do actual Carlos Lopes (Santo Deus, a pena que tenho de ver aquele pavilhão entaipado e em perfeita ruína...) prontinho a devorar até ao osso um jogo que eu nunca tinha vislumbrado ao vivo.

Foi aí, ainda nem o jogo tinha sequer começado que os meus sonhos e memórias se começaram a estilhaçar. Quando a equipa portuguesa começou a aquecer, e os primeiros remates à baliza de Ramalhete começaram a embater com estrondo (e que estrondo) na tabela final, nada do que durante anos se tinha formado na minha cabeça como aquele desporto em que a bola deslizava na pista com grande suavidade, era tudo uma enorme mentira cruel, pois aquela bola podia de facto matar alguém que lhe atravessasse ao caminho... A estocada final, essa foi cruel, muito cruel. Eu vi, com aqueles olhos de quem tudo vê pela primeira vez, António Livramento, aquele que todos os que amavam o hóquei patinado queriam ser, levantar a bola numa recuperação atrás da baliza portuguesa e levá-la, ali, como que colada na ponta do aléu, sem que ela tocasse no chão, e desferir um remate vigoroso à altura da cintura levando o Pavilhão ao rubro. Aquilo não era o "meu" hóquei, era outra coisa completamente diferente. Aquilo não era épico, era uma crueldade. Nunca mais vi um jogo ao vivo, se bem que continue a amar a modalidade. Foi o meu ídolo que me estilhaçou o sonho. Com um único remate. Uma obra de arte, diga-se, mas uma enorme maldade.


P.S.- O jogo em si não teve grande história, os indianos levaram cerca de trinta sem resposta e foi a primeira vez (e penso que última) que vi um guarda-redes de hóquei defender de pé...

Filosofia popular

Toda a mulher tem horror a BARATA...
roupa barata, bolsa barata, jóia barata, viagem barata!!
Mulher gosta é de CARINHO...
vestido carinho, sapato carinho, perfume carinho, restaurante carinho, presente carinho...

Steve Jobs descreve a iCloud em 1997


Era uma visão em 1997, uma realidade Apple em 2012. Respeito por este homem que será tremendamente difícil de substituir, precisamente por esta capacidade de ver o futuro a muitos anos de avanço...

25 setembro 2011

If this then that

Um serviço criado para pessoas "normais" que não sejam programadores ou cientistas da NASA. If this then that. Ora essa!

Da importância de fazer backups

..."O padre Cândido Magalhães, pároco de três freguesias de Vizela, pôs um anúncio na rádio e no jornal locais, solicitando aos paroquianos que tinham marcado cerimónias para 2012, como casamentos e baptizados, que o voltassem a contactar, uma vez que tinha perdido o telemóvel. É que o sacerdote usava a agenda do aparelho para fazer a marcação dos serviços. "Aquilo era o meu escritório", disse à Rádio Vizela, onde colocou o anúncio. E a estratégia, assegura, "resultou"."... Correio da Manhã (Newsletter)

O caçador de pérolas

Diário Digital, imagem enviada por João Sarmento

Saber usar a nova ortografia


Não sou um adversário da aceitação do Novo Acordo Ortográfico. Algumas das poucas dúvidas que tinha sobre este assunto foram positivamente demolidas por uma conversa com um dos anteriores ministros da Cultura, José Pinto Ribeiro, conversa essa que gostaria de ter gravado para a dar a ouvir a todos quantos enveredam pela contestação. Só que, apesar de estar disposto a grafar segundo as novas regras, ainda não tracei uma data para o fazer. E isso de algum modo, incomoda-me bastante...

Na passada sexta-feira e durante a minha visita a Bruxelas, tive o prazer de estar presente na Livraria Orfeu para o lançamento do livro "Saber usar a nova ortografia", da autoria de Edite Estrela, Maria Almira Soares e Maria José Leitão (Objectiva Editores). Tratava-se de uma excelente oportunidade para ouvir não apenas as autoras, mas também os apresentadores do livro, que divididos por duas facções (pró e contra o acordo) haveriam de explicar à atenta plateia os seus argumentos.

De um lado o Professor Vital Moreira, a favor do acordo desde o momento em que foi aprovada a sua introdução e do outro lado da argumentação a jornalista Fernanda Câncio. Como já expliquei, não estava à espera deste lançamento para me decidir, mas ainda assim não pude deixar de, interiormente, dar razão em certos momentos às duas posições antagónicas. Vital Moreira a apoiar-se na globalidade de uma norma universal, Fernanda Câncio a assumir o sentimento de perda no uso das desaparecidas consoantes mudas. (Piada privada: Fernanda, o teu Macintosh nunca irá sugerir a nova grafia, acredita em mim...)

No final, e em momentos diferentes, tive oportunidade de tagarelar um pedacinho com Vital Moreira, Fernanda Câncio e com as autoras. A todos expus a minha única reclamação da nova grafia, a única palavra que verdadeiramente me arrepia quando a vejo escrita de forma diferente do habitual e é nem mais nem menos do que a palavra "pára". Quando escrevíamos "O comboio pára nesta estação", passaremos a escrever "O comboio para nesta estação". Quer as autoras, quer Vital Moreira recorreram rapidamente à explicação de que contextualmente o receptor consegue imediatamente dar à palavra "para" o seu correcto sentido. Mas e quando usamos com as novas regras uma frase que me é tão querida como "Ninguém para o Benfica"?. Edite Estrela confessou mesmo que de facto esta situação lhe provocaria algumas hesitações. (Já Vital Moreira "despachou-me" com um pouco elaborado argumento sobre a facilidade de contextualização em slogans...)

Este livro não é uma obra de "evangelização" sobre o Acordo Ortográfico mas sim um manual técnico cheio de exercícios reais para quem se interesse por uma preparação adequada na adopção da nova grafia.

Durante a escrita deste Post, consultei por duas vezes um dicionário. Escrevo com a grafia antiga e tenho as minhas dúvidas de quando em vez. O investimento que terei de fazer em termos de tempo para escrever com a nova grafia, assusta-me. Disse.

O caçador de pérolas


Coimbra. Imagem enviada por Ricardo Abrantes

Eu conto com o Continente!

Caro António Costa...


Caro António Costa,

O facto de nos conhecermos pessoalmente, não me impedirá de lhe dedicar meia dúzia de linhas neste humilde blog, que V.Exa decerto nunca lerá. Não é um bilhete pessoal, para isso fazia-lhe um SMS, mas saiba Senhor Presidente que não aceito desaforos de gente ou de organismos que têm a obrigação de pensar antes de agir, tal como eu ou V.Exa fazemos quando decidimos pronunciar-nos sobre algo.

Há quarenta e sete anos que Lisboa me empurra dela para fora, mas eu, teimosamente insisto em resistir e em regressar. Creio mesmo ter uma certa dose de autoridade para lhe dizer que tenho tratado melhor a cidade de Lisboa do que ela me trata a mim...

Esta semana estive ausente de Lisboa, Sr. Presidente. Parqueei o meu carro correcta e legalmente, em lugar pago e delimitado pela Empresa Municipal que é administrada por pessoas escolhidas também por si e que, oh ironia, dá prejuízo sem que se perceba exactamente como (sim, eu leio relatórios e contas...). Quando regressei, sim, que eu acabo sempre por regressar, tinha notícias suas entaladas debaixo das escovas do limpa pára-brisas. Não era um recado, nem dois, mas sim SETE. Sete papelinhos iguais, possivelmente distribuídos em dias diferentes por gente acéfala que, tal como a Câmara Municipal de Lisboa faz coisas sem pensar.

O recado que V. Exa dirigiu aos automobilistas estacionados em zona paga (e bem paga) é uma afronta! Afronta porque quem traz a viatura para Lisboa não vem propriamente em turismo. Afronta porque me incentiva a usar um serviço no qual confio pouco. Muito pouco. Quer então V.Exa. que eu utilize como alternativa os serviços de uma empresa que faz greve constantemente sem que se perceba das razões, que fecha INEXPLICAVELMENTE as suas linhas quando apenas metade (ou menos) dos seus grevistas se imobiliza, impedindo TODOS os outros trabalhadores de prestar serviço. Serviço que nós, contribuintes, pagamos e por cujas greves nenhum Tribunal decide compensar...

E continua a ser uma afronta, porque, Senhor Presidente, contrariados ou não, os automobilistas que estacionam em zonas concessionadas que foram autenticamente esbulhadas aos cidadãos da cidade de Lisboa, PAGAM para ali permanecer. Não me faz qualquer sentido desencorajar o cidadão pagante de uma das suas empresas municipais, a quem eu, por exemplo, dou (contrariado) cerca de 400 Euros por ano para poder trabalhar. Claro que nenhum dos acéfalos distribuidores de papel ou alguém que os superintenda teve olhos para descortinar (por sete vezes) o dístico de comerciante aposto na viatura. Tenho pena. Sincera e honesta pena.

E não vou sequer tecer considerações sobre a questão da poluição. Sete folhetos. Sim, talvez eu não tenha percebido à primeira.

Vale tudo caralho (tm)

Primeiro pensei que era uma brincadeira. Depois, mais a frio, achei que o empresário têxtil japonês tinha ido ao Vale do Ave contratar algum fabricante, mas não encontrei ligação. Sim, parece que é uma marca. Com site próprio e página no Facebook. Konishiwa, Kit0-San!

Voltei, voltei, voltei de lá...

O caçador de pérolas

Imagem via Manuel de Freitas

Apanhados Carlsberg

Complexo de cinemas Kinepolis, Heysel Park. Uma sala de cinema lotada por centena e meia de "bikers" mal encarados, dois lugares disponíveis no centro da sala à espera de um casal de "inocentes" espectadores. Os que resistiram à pressão da entrada são recompensados...

Ele há coisas... Passei por uma experiência similar na passada Sexta Feira em Bruxelas. Small world! Alguma pressão, mas sem ter ocorrido absolutamente nada de desagradável. Que fique dito que jantei com um grupo de amigos em Bruxelas na Filial nº11 do Futebol Clube do Porto na cidade, envergando a camisola do meu Benfica e que todos os presentes, maioritariamente portistas fizeram honras à portuguesa arte de bem receber. Sim, é verdade que havia diferenças ideológicas profundas (e também ao nível do vocabulário...), eles do Porto, alguns de nós do Benfica, eles de Superbock, nós do partido das "mines" Sagres. É bom regressar a casa à mesa de um restaurante (Restaurante Castiço, Chaussée de Waterloo, 212). Há bica (comme il faut).

21 setembro 2011

O caçador de pérolas

Clique na imagem para a aumentar. Figueira da Foz, imagem via Pedro Melo e Susana Jorge

Vem, dá nos olhinhos...


As sessenta e nove dicas de sexo do Sapo Mulher têm uma variação interessante ao tema na dica #20. Sugestão de Nuno Saraiva.

20 setembro 2011

Dúvida

Porque é que o Forte da Casa não procura um nutricionista?

Tem muito trânsito!


Está em Alfama, numa parede do número vinte e seis do Beco do Salvador e é, tecnicamente, o primeiro sinal de trânsito de Lisboa. Instituída por D.Pedro II, punia com pesada multa ou degredo no Brasil os condutores de coches que não cedessem a prioridade.

19 setembro 2011

Fever!


Imagem via Patrícia Lousinha

18 setembro 2011

Dúvidas

É para mim um mistério porque é que nenhum terapeuta de sexo veio até agora explicar porque é que o Tiroliroliro fica sempre por cima...

17 setembro 2011

Coisas que eu bebo

Eu não suporto críticas de vinhos. Não sou, em boa verdade, um grande consumidor de Madeira. Concedo-me, de quando em vez, uma ou outra libação do produto, mas nada mais do que isso. Acrescento também que a minha apreciação de vinhos generosos é tardia e foi desenvolvida (aprendida) com a idade. Comecei por gamas genéricas de Porto, daí aos Madeiras foi um pulo. Contesto (sem qualquer base científica que a designação "generosos" está erradamente atribuída. Generosos sim, são os amigos que nos fazem chegar amostras do líquido engarrafado, e não os vinhos...). Adiante. Oferta de um desses generosos amigos, chegou a vez do deleite de um Blandy´s Sercial 10 Anos. Blandy é, como poderão saber, uma marca prestigiada de vinhos madeirenses, nome de família que, caso não saibam causará suores frios a Alberto João Jardim (o que de per si é já um bom argumento para se gostar do vinho...). Sercial é o nome "noveau riche" de uma casta comum na Madeira (e em muitas zonas do "Rectângulo"), bastas vezes conhecida (assim a conheci na minha infância) como Esgana-Cão. (Nos tempos actuais esta designação varietal pode conter uma mistura de castas como a Tinta Negra Mole ou Verdelho Madeira, Malvasia ou Bual, sem que o produtor seja obrigado a publicitar esse mix, surgindo no mercado com a designação Sercial). Como me foi dado a escolher, optei por um seco, escolha que faço menos vezes que o "Doce" habitual. Errei. Não que o vinho seja mau, longe disso, mas é mais "vendável" na variante "Doce" (o que é Doce nunca amargou...). Fresco, com aromas de fruta seca, tem um final demasiado seco e pouco duradouro. Melhora substancialmente se servido ligeiramente fresco.

Dear 4Square...



Dear John,

After a thorough examination of your last email, I decided to write you. This is not an open letter, a petition or whatsoever. It's maybe, who knows, a little thought about what you claim to be, fun and fair. Your email was neither.

I play FourSquare along with your rules. If your system "decided" to flag my account due to frequent check-ins, just change the rules that allow it. (Meanwhile, please check the last time this account was "on-hold" due to that reason. I will wait. No problem). What? Three months ago? That's weird. It may mean that I play along with the rules. Again, your rules.

I will still play according to the established rules, the very same set of guidelines I agreed to play with within Terms of Service. No more, no less, but if you think the contrary please let me know and I will quit playing FourSquare on that very same second.

Best regards

Pedro Aniceto

P.S.- More than a year passed sinced I claimed the two venues I manage. No answer at all. That's not fair; neither fun. You may consider to review the "Every check-in counts!" message that I get each time I play, against the "remember: only one check-in per day at a venue counts towards Mayorships!)" I just found on the Guidelines.

Yeah, I still love you. That's exactly why I wrote this post

The pedroaniceto Foursquare account was terminated on September the 18th, 2011, as FourSquare decided to wipe my Mayorship data without any warning.

Tomai e caçai todos

Food for thought

Um técnico de televisão que se dedique à escrita poderá eventualmente aspirar a best-seller com títulos como "Mau tempo no canal Panda".

16 setembro 2011

O caçador de pérolas


Imagem via Fábio Caldeira

Acesso universal

"Não há nada que vocês possam fazer num iPhone ou num iPad que eu não possa fazer". Stevie Wonder, num agradecimento à Apple e a Steve Jobs. Aqui, ao minuto 4:00

Spanish Wonders : O caçador de pérolas

Imagem enviada por Simão Correia

O caçador de pérolas

Marketing para principantes


Um dos argumentos de marketing para a venda de tablets é o respectivo peso. Será? FNAC.FR, imagem enviada pela leitora Carla Florbela

Work hard, be kind.

O caçador de pérolas

Imagem via André Restivo

15 setembro 2011

Escola de virtudes


Ter uma campanha em mupis espalhados por toda a Lisboa?
200.000 Euros
Dar cursos de inglês?
79 Euros
Entregar toda a campanha a um Copy que não sabe escrever português?
Não tem preço.

Obrigado à Sandra Gaspar que me enviou a imagem (que eu observei em detalhe num mupi esta manhã sem descortinar o erro)

Coisas que eu bebo


Eu não suporto críticas de vinhos. Bebi Curva Branco Reserva. É um Douro DOC, castas Fernão Pires e Viosinho (que eu não reconheceria se por elas passasse na rua...). Garrafa interessante e incomum (só conheço a bordalesa). É tecnicamente um vintage e um dia um técnico explicar-me-á porque é que um vintage tem de conter sulfitos. Já sei, todos os brancos contém sulfitos e daqui por duas ou três horas o meu estômago reclamará, coisa que não sucede com os tintos (coisa que um médico será também capaz de me explicar...). Aromático o suficiente para me lembrar de outras regiões mais a Sul, é um vinho entusiasmante a pedir novas provas. Poderosíssimo para um branco (14%), requer alguma moderação no consumo, sob pena de eu não conseguir acabar esta crít...

Rapidinha

"Pai, já decidi sobre o que vou fazer na vida..."
"Ah sim, filho? Queres ir para que ramo?"
"Vou seguir para Crime Organizado!"
"Muito bem meu filho! Privado ou Público?"

O caçador de pérolas

Loja Kilo, C.C.Colombo, imagem de João Calvino

O caçador de pérolas

Escola Superior Agrária de Coimbra, imagem enviada por António Sousa

O caçador de pérolas

Imagem enviada por Carlos Nogueira

Poder podíamos


Se podíamos ter arrumado a questão Manchester em casa? Podíamos. Mas tive sempre a sensação de que um golo contra a corrente de jogo poderia também ser a nossa perdição. Temos um grupo completamente ao nosso alcance (sim, mesmo o primeiro lugar do grupo), temos um sorteio catita e favorável e até a Tesouraria do Benfica teve razões para esfregar as mãos de contente. Ficarei muito decepcionado se não chegarmos à segunda fase. Foto daqui.

13 setembro 2011

O caçador de pérolas

JN Online, imagem via Pedro Antunes

O caçador de pérolas


Ora fazei o favor de descer à secção "Connectivity", "Bluetooth Profiles". De nada. Ora essa. Via Rui Moura

Adenda: Atenta aos fenómenos das Redes Sociais, a Samsung Portugal reagiu com fair-play ao sucedido, vindo explicar a razão do erro. Fica bem e mostra que por detrás de uma marca, um símbolo, uma imagem, há pessoas. Comuns mortais que se enganam como todos nós. A minha vénia (e o meu respeito pelo autor das Tech Specs em assumir que não sabe o que é o SSP - houvesse mais gente nesta indústria a dizer "Não sei o que é" e seríamos todos um nadinha mais felizes).

O caçador de pérolas


Hipermercado Sá. Imagem enviada por Ana Ferreira

Sete cães e nenhum osso

L. tem em casa uma cadela e a casa de L. é na minha rua e a minha rua é cheia de pedaços de sol e alguma ficção. A cadela de L. engravidou, surpresa!, e na hora do parto viram a luz sete cães e ao que consta nenhum osso. Grande agitação na cabeça de L., sete anos e algum sentido maternal que só as meninas que ainda virão a ser mulheres conseguem possuir de tão tenra idade. L. está preocupada e eu não deixo de me embevecer com tais preocupações. Os sete cães têm já sete dias e a pobre cadela, vê-se e deseja-se para prover leite aos cachorros, o que em si mesmo é uma parábola dos tempos modernos, mas nem é isso que atazana o juvenil espírito de L. que vai muito mais além nas suas cogitações. L. desconfia de quem seja o pai dos cachorros, um cão castanho e enorme que apareceu, abandonado, faz algumas meses na rua de L. cheia de pedaços de sol e de alguma ficção. É por isso enternecedor que L., enfastiada, diga a quem a quer ouvir e calhou bem ser o meu caso, ainda que por interposta pessoa: "Oh pá! Fogo! Os cães já nasceram há uma semana, o pai anda aí na rua e num uma vez sequer veio ver os filhos... Fogo!".

O caçador de pérolas

Portal das Finanças, imagem enviada por Ana Ferreira

11 setembro 2011

O caçador de pérolas


Aveiro. Imagem enviada por Tiago Pires

Disse-me um sábio

"Tudo", disse-me ele, "é um nadinha relativo". "Para determinadas tribos de canibais da Papuásia, a Playboy não passa de uma revista de culinária..."

09 setembro 2011

O caçador de pérolas

Imagem enviada por Valter Gouveia

08 setembro 2011

O fim das comparticipações

O fim da comparticipação das pílulas contraceptivas vai obrigar as pessoas a modificar a sua sexualidade? Sim, sem dúvida. Na vanguarda da pedagogia, o Reflexões de um cão com pulgas traz aos seus leitores um conjunto de técnicas contraceptivas que não deve deixar de conhecer.

My father, the forger

9 milhões com dores


Pixmania. Imagem via João Osório

Momentos


Cara Elsa: É muito provável, mesmo muito provável, que não venha a ler estas minhas linhas. Não serei eu a responder-lhe oficialmente, a carta não me é endereçada, mas sinto-me na obrigação de lhe dizer duas coisas. O seu gesto é, também ele, raro e não menos digno de nota na paisagem de um dia a dia comercial. A Elsa nunca saberá, porque oficialmente alguém lhe responderá lá de cima, de muito alto, onde por vezes o calor da alma não se sente ou tudo parece ser mais distante e por isso mesmo mais frio, mas foi para nós todos os integrantes de uma equipa, algo que tocou muito fundo. Obrigado por isso. A segunda coisa que tenho para lhe dizer, cara Elsa, é que se a sua filha for ainda um pedacinho mais feliz devido ao uso dos produtos que comercializamos, esse já é um agradecimento em si mesmo. E esse desejo faz-nos também a nós, mais felizes. Toda a sorte do mundo para ambas, em nome dos meus colegas e da empresa.

Cockle to the Bulhão Duck


Há poucos dias passou-me esta ostra perante os olhos numa sessão de Twitter e não guardei referência ao autor da foto. Faz um belo par com o Woody Woodpecker anterior...

Woodpeckers from space




O Pica-Pau, como muito bem diz a leitora Sílvia Tavares, é uma iguaria portuguesa. Traduzida desta forma extraordinária, nem sei bem como descrever o seu novo sabor... A ementa foi capturada por Sílvia Tavares, em Porto Covo.

07 setembro 2011

Como enrolar cigarros

José, de alcunha o "Terramoto", foi o mais rápido enrolador de cigarros que conheci. De profissão, cavador, endireitava a enxada numa brevíssima pausa no trabalho, e com um cotovelo apoiado no dourado cabo polido com a sua própria pele, fazia surgir do bolso do colete uma onça de Águia e numa mortalha cuspida a preceito fazia nascer um cigarro enquanto o Diabo esfregava meio olho. Sempre me fascinaram as magias de mãos hábeis treinadas por anos de prática. Talvez seja até algo mais que simples fascínio, quem sabe se inveja pura. No meu caso particular, de cada vez que decido dedicar-me ao para mim degradante acto de tentar produzir um cilindro de papel e tabaco, os resultados são quase sempre catastróficos. Catastróficos talvez seja exagero, que eu produzo magníficos cones que um vendedor de castanhas não desdenharia poder utilizar... Isto tudo vem a pretexto do anúncio que quero aqui solenemente fazer: O reinado de José, "O Terramoto", chegou ao fim!. Ele não está cá já para o saber, mas chegou. Desculpa, Zé.

05 setembro 2011

É só fazer as contas?

Não sei quem faz estes títulos, não sei sequer se há uma receita para os construir, a verdade é que continuo a ficar abismado com alguns deles. Neste caso nunca saberemos se o crime se deveu a uma violação, se ao facto da vítima ter trinta anos e ter sido violada com essa idade. Eu disse trinta anos? Esperem. A notícia define claramente que a vítima era um ano mais velha que o violador. A vítima, diz o título tinha trinta anos, esperem, assim sendo a vítima tem trinta anos. Pois.

Esta imagem veio do DN Online e foi enviada por Ricardo Batista

Obrigado por saber cuidar de mim

Este blog faz hoje seis anos, período durante o qual recebeu um milhão quatrocentos e quarenta e um mil seiscentos e setenta e nove visitantes. Obrigado a todos.

04 setembro 2011

Reflexões

Depois de uma aturadíssima reflexão por parte de uma cientista amiga, estou em condições de afirmar que as fêmeas do cavalo-marinho são as 20.000 éguas submarinas.

O caçador de pérolas

Volta não volta é isto que sucede em Lisboa. Andam a disparar tiros nas Galinheiras (coisa rara...). Só me intriga o facto de utilizarem frades...

Made in China

Imagem via Carla Rosa Gosto muito do "cupule e rápido", mas se algum de vós se lembrar qual teria sido o termo que deu origem à "febre aftosa", sou todo olhinhos...

02 setembro 2011

O túnel da Luz

Que não esse, o outro, aquele que desde menino me impressiona quando a turba nele avança, cantando na vitória, desdenhando na derrota, está a ser decorado por um grupo de adeptos que sabe o que está a fazer. E está bonito!
A foto veio daqui (onde mais podem ser vistas). Sujeito a registo.

Com a verdade m'enganas

Diário Económico. Imagem enviada por Américo Barreira

O caçador de pérolas

..."esta é a ferramenta de redenção que os clientes irão usar em matéria de compras"...

01 setembro 2011

Que chatos...

E se porventura alguém se lembrar de pensar "Ah, foste tu que aldrabaste o Despacho...", olhe que não Dr., olhe que não...