05 fevereiro 2014

Discriminação racial pura


Record Online. Imagem enviada pelo leitor Pedro Casal

Feira do Fumeiro em Vinhais 2014

Todos os anos esta malta produz videos de promoção que são memoráveis. A edição de 2014 abusa um bocado no elevar da fasquia cuja altura será complicado ultrapassar nas próximas edições. Bravo! Todos os pequenos eventos tivessem este poder viral.

04 fevereiro 2014

O seu nome não é Deco? Proteste!


Imagem A Bola TV, enviada pelo leitor Jorge Ramalho

02 fevereiro 2014

La honte

Durante um ano, mais coisa menos coisa, vivi sozinho num prédio de seis andares. Era estranho, por vezes um pouco desagradável mas isso permitia-me alguma liberdade em relação aos vizinhos que não tinha. Os andares tinham todos dono, só não estavam ocupados. Era a minha primeira casa e ocupei-a ufano, com parquíssima mobília, a maior parte dela descartável, com muita marca informática a fornecer caixas de cartão para a concepção de estantes e mesas de cabeceira. O espólio era mesmo muito curtinho e incluía uma TV improvisada a partir do tuner de um vídeo e de um monitor Commodore (sem som). Um dos equipamentos electrónicos que entrou nessa fase foi um despertador. Coisa fina. O tradicional monte de plástico oriental com display numérico e um botão de snooze que massajei durante muitas vezes. Aquilo era impressionante. Tinha rádio mas eu nunca gostei de acordar com pessoas a falar como se estivessem permanentemente felizes, por isso escolhi sempre o sonoro apito que tantas vezes me fez acordar como se estivesse num engarrafamento. A casa vazia ajudava ao susto. Era como se um hooligan de buzina de sopro esperasse que eu estivesse profundamente adormecido e me encostasse a corneta ao ouvido. Mas funcionava e deixava-me com uma neura épica. Um belo dia, bem antes da buzina me fazer subir o ritmo cardíaco, tocaram-me à porta. Às seis e meia da manhã. Já de si extraordinária a hora, mais ainda por ser um prédio quase vazio. Fiz disparar o trinco do rés do chão mas não ouvi a porta bater, o que me fez espreitar o óculo da porta que separava a minha nudez de uma silhueta vestida de negro que estava do outro lado. Vesti-me apressadamente e abri a porta à inesperada visita. Foi curto o diálogo, aliás chamar-lhe diálogo é manifestamente um exagero.

"Eu sou a sua vizinha de baixo", disse ela enquanto eu pensava em algo simpático para responder, mas ela não deixou. "Vivo em França há 39 ianos", sim ela disse ianos, eu estou semi despido, ensonado, mas ainda ouço bem. "Só cá venho de férias uma vez em cada Verão". A minha simpatia continuava a acumular-se ali, quase desperdiçada e sem uso. "Venho descansar, sabe?". "O senhor também vai de férias, não vai?". Consegui finalmente falar. "Sim, acabei de regressar de vinte dias no Algarve". "O seu quarto é por cima do meu" e aí eu comecei a fazer revisões da matéria dada não fosse algum excesso ter incomodado a senhora... "Então", disse ela com um brilho assassino no olhar, "desligue a merda do despertador que todos os dias me acorda às seis e meia da manhã e que fica a tocar alto durante uma hora e que não me deixa dormir. VINTE DIAS A FIO! Pensei em desejar que um buraco se abrisse debaixo dos pés, mas era melhor não, reconsiderei. Iria cair-lhe, provavelmente na cama...

31 janeiro 2014

Oh simple things


30 janeiro 2014

Porque não deve comprar o SL Benfica Fancal

Disclaimer: Não gosto de falar de cor. Gosto de experimentar antes de proferir opinião. Quando existe conflito de interesses, tento não me deixar inquinar. Esta é a minha experiência de utilização de uma App que ostenta o nome do Sport Lisboa e Benfica.

Está disponível desde há dias na App Store do iTunes  uma App intitulada SL Benfica Fancal que anuncia um serviço muito semelhante ao que proporciono gratuitamente aos benfiquistas que querem acompanhar de perto a vida do futebol profissional do clube Sport Lisboa e Benfica. Basicamente uma App calendário, que interagirá com o seu calendário iOS (apenas iOS) e que inserirá eventos e alertas nos seus calendários sincronizados.

Adquiri a aplicação (0,89 cêntimos) e explorei-a. Ficam algumas das conclusões sobre a experiência de uso. No momento em que iniciar a aplicação é de imediato avisado, através de um pedido de desculpas do produtor, de que há alguns aspectos em que terá de agir manualmente. Não causa grande impressão, sobretudo a utilizadores menos experimentados, mas as razões são perceptíveis, uma vez que o utilizador do device iOS tem de autorizar manualmente a interacção entre a App e os seus próprios calendários. Autorizada esta, o que obtemos é um formato de agenda sobreposto a imagens de jogadores em wallpaper. Para o utilizador novato, haverá ali um momento de insatisfação e a pergunta que colocará, deverá ser "Mas é só isto?". Terá de ser o utilizador a procurar a subscrição do calendário do Benfica (apenas está disponível o calendário de jogos da equipa principal) e estes serão imediatamente reflectidos nos seus calendários.

Parece simples, na verdade é isto mesmo que é o esperado, mas existem aspectos que não deixo de relevar e que não contribuem para uma user experience ao nível do grafismo da aplicação, que considero até bastante conseguido.

A App SL Benfica Fancal "bebe" a informação da Agenda Oficial do Benfica. Esta já de si não é propriamente um primor de acerto, mas esta App "bebe-a" mal. Os nomes dos clubes estão grafados de forma minimalista, o evento inserido na sua agenda não lhe dirá mais do que um "Benfica - Belenenses" (sem aspas), sem qualquer outra indicação, seja da competição, do local do jogo ou do canal televisivo (Informação que a agenda oficial do clube proporciona). Mesmo a simples informação da jornada da competição a que diz respeito, não está documentada. Muito mau para um serviço automatizado que é suposto providenciar alguma informação relevante.

Se aceder a inserir o evento na sua agenda, o que verá surgir é um bloco gráfico de ocupação de duas horas. Sim, duas horas, que é o tempo que para esta App dura um jogo de futebol. Talvez noutro lado, no Sport Lisboa e Benfica não é costume...

Os jogos terão de ser inseridos um a um no seu calendário pessoal. É um processo de autorização aborrecido e monótono de que o utilizador depressa se cansará e esquecerá de fazer. Acreditem, é fatal como o destino.

Os jogos que não tenham ainda hora definida serão inseridos como evento com hora "falsa" (em vez de evento de dia inteiro). Verá surgir eventos às 23:59 de um dia e a terminar no dia seguinte às 00:02. É absurdo e nas agendas que tiverem um day start das 08:00 às 20:00, vai ter um desarranjo gráfico que era facilmente evitável. São questões estéticas, é certo, mas são aborrecidas em ambiente iOS.

Os calendários que tenha sincronizados em Mac OS X, nomeadamente em computadores, não serão actualizados por esta aplicação. Por isso, se estiver a consultar a sua agenda num computador Apple, tenha em consideração que pode estar a marcar uma reunião em dia e hora de um jogo do Sport Lisboa e Benfica... (Foi exactamente por esta razão que criei um calendário público de jogos...)

Se quer mesmo deitar fora oitenta e nove cêntimos, força aí. Compre. Se procura um serviço gratuito, mais simples, completamente automatizado e gerido diariamente de forma profissional, clique no anúncio no canto superior direito desta página. Com os meus cumprimentos.



P.S.: O serviço gratuito iCal Benfica foi oferecido ao clube há meses. A proposta (de custo zero) foi recusada com o pretexto de haver dados que eu poderia vir a possuir que constituiriam um risco. Quem sabe minimamente o que significa um serviço de subscrição saberá que este argumento contitui uma enorme nulidade e um valente atestado técnico de desconhecimento de quem proferiu tal afirmação. Entretanto o site oficial continua sem um link que seja para dispositivos iOS e Mac OS X. O link para subscrição do iCal Benfica fica aqui. No artigo encontram as ligações necessárias para Android bem como o respectivo manual (que não é necessário para iOS e Mac OS X).


28 janeiro 2014

Não custam os olhos da cara


Queixa-se a leitora Madalena Mota. que os cabos iPad estão um bocadinho caros. 40 Euros, o que perfaz um pouco mais de um Euro por broche.

24 janeiro 2014

Praxes

Sim, eu já fui praxado. Sim, ainda hoje me rio da ingenuidade dos meus 17 anos. Eu era um técnico de reparação de hardware mecânico e queria ser programador. Queria muito ser programador. Os programadores eram Deuses e eu estava disposto a beijar o chão que eles pisavam. Era um tempo maravilhoso em que as novidades vinham a um ritmo completamente diferente. No dia em que, depois de um curso de programação me mandaram apresentar no segundo piso da empresa, o santuário dos Senhores Programadores, sem o saber estava a iniciar aquilo em que se tornaria a minha vida. A secção que me "perdia" não estava disposta a fazê-lo sem se divertir. E foi assim que o meu Chefe me incumbiu de uma última tarefa na Assistência Técnica,  de recolher num cliente uma novidade tecnológica que a empresa detinha há poucos dias e que eu não tinha visto ainda. As ordens eram simples, ir ao LNEC e trazer "com o máximo dos cuidados" uma Disquette de 8 polegadas "que tinha bytes empenados". E eu, crédulo, cumpri, recolhi a disquete na Av. do Brasil onde havia um cúmplice e levei-a à Av. da República onde um grupo de "especialistas" em desempenamento de bytes me aguardava. A disquette foi à prensa, fui convidado a assistir (e nem por um segundo desconfiei do que se passava) e foi com alguma emoção que vi o prato da prensa descer sobre a frágil disquete. Foi examinada a rigor com um esquadro (Santo Deus!) e ouvi o veredicto de que ainda não estava a rigor, teria de ser vista pelos senhores programadores. Nova viagem ao santuario onde me apresentaria no dia seguinte, apenas para ouvir da parte daqueles que viriam a ser meus colegas que o serviço não estava ainda bem feito e que seria melhor levar de novo à prensa. E eu fui, E teria ido uma dúzia de vezes mais se a meio de uma das viagens não tivesse começado a perceber alguns sorrisos. Quando o meu Chefe achou que chegava, deu-me uma bacalhauzada e desejou-me sorte. Ainda hoje sou amigo de muitos desses homens que acolheram um menino e se despediram de um futuro informático.

E eles votam

Há uma subespécie de condutores que sai do carro, veste o colete fluorescente, pega no triângulo de sinalização e com o garbo de um soldado prussiano inicia uma marcha de contagem. Depois deposita o triângulo ao terceiro passo.

Aquele momento...



Aquele momento em que o passado regressa para te fazer tremer...

23 janeiro 2014

Storytelling Empresarial


"Storytelling é uma técnica de comunicação, capaz de envolver uma audiência, um potencial cliente, ou futuro empregador, como os contadores de histórias já fazem há muito e muito tempo, e que constitui o maior desafio da atualidade: capturar a atenção de quem nos ouve."

Há anos que me queixo, há anos que lamento a falta de oferta em Portugal de serviços de formação referentes a empresas e particulares que actuem na área do Storytelling e Apresentações. Raras foram as excepções com que deparei, um actor (que ainda hoje está activo nesta área) e uma empresa brasileira (esta mais voltada para o conteúdo da apresentação do que para o apresentador. Sempre que no âmbito das minhas necessidades de formação apontei o meu desejo de melhorar as minhas capacidades de apresentador semi-profissional, isso foi sempre visto ou como uma "chinesice" ou pura e simplesmente colocado de lado por falta de oferta. Não vos vou maçar com detalhes do que necessitei, pensem antes nas centenas de apresentações a que já foram sujeitos nas vossas vidas e lembrem-se dos tons de voz monocórdicos, de pessoas que respiram com dificuldade atrapalhadas pelos textos (ou de pessoas que pura e simplesmente não sabem ler...) ou de gente que penosamente já se arrastou em palco à vossa frente, transidos pelo medo ou pelo desconhecimento total da matéria sobre que se debruçam. Este drama não poupa ninguém, do soldado raso da organização ao CEO mais polido de que se lembrarem. E tenho para mim que a Convenção de Genéve devia ser revista e acrescentadas umas linhas sobre esse flagelo que é a "Morte por PowerPoint".

A convite da True Skills, assisti ontem a um sample da formação que esta empresa ministra, seja em grupo, seja em variante one-to-one (coaching). Ministrado por uma Formadora com formação teatral e por um Formador especialista de Storytelling, esta Formação vem ajudar a suprir lacunas óbvias do mercado na oferta formativa nesta área. Apesar de ter sido apenas um "sample" do conteúdo formativo, não deixo de apontar a True Skills a quem me costuma procurar para conselhos sobre esta matéria. A True Skills pode ser contactada aqui.

Não compre este rádio (Serviço Público)

Depois não diga que não foi avisado. Cortesia Basílio Vieira.

20 janeiro 2014

Regalla.pt (Chegaram as capas!)

Chegaram as minhas capas http://www.regalla.pt. Quatro dias depois da encomenda ter sido feita no site (onde, recordo, existem em ambos os modelos alguns pormenores que podem (e devem) ser decididos pelos seus futuros proprietários (como a cor interior - brevemente também a exterior -, a cor do elástico e  sua colocação na capa, entre outros aspectos), as mesmas foram entregues. Como tenho salientado, o processo de fabrico das capas Regalla é inteiramente artesanal. Isso manifesta-se no produto, mas também - e claramente - no requinte de algumas características do que chega às mãos do cliente. As capas chegam embaladas de forma simples revelando desde logo o desvelo com que o processo foi conduzido. Quando são retiradas do plástico protector (e chovia bem no dia em que me chegaram às mãos), fica-se com a sensação comprovada de que não se trata de um produto de massas. O saco vem personalizado com uma etiqueta do fabricante e em cada produto, uma outra etiqueta recorda-nos as especificações que pedimos. E, surpresa das surpresas, percebemos que o produto é numerado e é acompanhado de uma pequena surpresa (que não revelo para não ser desmancha prazeres...).

Algumas questões que me têm sido colocadas por email e às quais ainda não tinha tido oportunidade de responder.:

Qual é o sistema de fixação do equipamento à capa? Resposta: Fita de micro-sucção. Uma pequena superfície de polímero composto por milhares de micro-ventosas. Confesso que desconfiei no início (não conhecia o produto), mas quando quis retirar o iPad da capa a primeira vez, fiquei sem dúvidas sobre a capacidade de aderência das superfícies...

Como se comporta o iPad no modo "Stand"? Os magnetos embutidos na capa a cerca de 2/3 da sua largura, seguram eficazmente o aparelho na vertical, sem risco de "escorregamento". O modo "Stand" tem duas posições, uma para superficie plana e outro bastante cómodo se estivermos sentados ou mesmo deitados...



Absolutamente nenhuma imperfeição de fabrico. O oposto da concorrente DodoCase que lhe faz chegar um produto claramente imperfeito.


Solidez de sustentação graças aos magnetos embutidos na face da capa.


Etiqueta bastante pertinente para dados do proprietário


Instruções de utilização e manutenção em várias línguas e cobrindo aspectos incomuns


Detalhe da área de "Camera hole" (opcional) e respectiva guarnição anti-refracção


Aspecto da superfície de micro-sucção e tecido interior


Aspecto resistente e capaz de um envelhecimento suave






A capa de iPhone (no caso um iPhone 5), com a colocação do elástico de fecho na diagonal.

17 janeiro 2014

Regalla.pt (The making of - Parte V)


Tecidos interiores cortados e colados e com os locais de dobra marcados e com a respectiva folga. Vazamento do olhal da câmara feito, a necessitar de revestimento anti-refracção. Logótipos cunhados.


OLX, eat your heart out


16 janeiro 2014

O caçador de pérolas


Hoje caça o condutor



Imagem enviada pelo leitor Gonçalo Afonso.

Regalla.pt (The making of - Parte IV)


Dois momentos "críticos" na manufactura da capa Regalla. A dobragem dos tecidos sobre os  cantos arredondados (por alguma razão a concorrência não faz capas destas com cantos arredondados, antes os corta a 45º...) e o vazamento do olhal da câmara. Um pormenor importantíssimo, o olhal vazado tem de ser revestido a material para evitar a refracção da luz que entra na câmara fotográfica. 

Segue-se a fixação definitiva dos elásticos (a componente desta capa sujeita a maior esforço de tracção) e o forro interior que ficará tão perfeito quanto o tecido exterior. Ah! E o toque final da cunhagem do logo no material acabado. A assinatura, digamos.


15 janeiro 2014

Regalla.pt (The making of - Part III)

Saídas da prensa onde estiveram 24 horas em processo de colagem, eis aquilo que começa a ganhar forma, as minhas capas de iPhone e iPad. tecidos cortados já com a margem da dobra, magnetos embutidos nas respectivas posições. As próximas imagens já revelarão as fixações dos elásticos de fecho e será observável o trabalho de dobragem do excesso de tecido exterior.


Regalla.pt (The making of - Parte II)

Disse-vos que encomendei duas capas em www.regalla.pt. Uma para iPhone 5/5S e outra para iPad. Uma das particularidades deste fabricante artesanal é que o cliente vai vendo (literalmente) os produtos a ganhar forma. É curioso (embora muitos de nós nem sonhem com o que constitui de facto os produtos que compra...) e ao mesmo tempo divertido e revelador da importância que o fabricante dá à sua produção. Recebi ontem o primeiro conjunto de imagens do fabrico da capa de iPad.


Seccionadas as componentes do miolo da capa (cartão prensado de excelente gramagem), os cantos dos componentes são arredondados. Os locais dos magnetos são cortados e vazados com a profundidade correcta para ficarem embebidos sem existerem protuberâncias indesejadas, procedendo-se ao embutir dos mesmos respeitando as polaridades que hão-de interagir com o iPad, seja no fecho correcto da capa, seja na função wake/sleep.


Um aspecto revelador do cuidado com a usabilidade é o rampeamento do cartão que há-de permitir um acesso natural aos botões laterais...


OS próximos passos incidirão sobre o corte dos tecidos exteriores pretos, a colagem das componentes aos tecidos e a aplicação de furação para o elástico de fecho. Parecem operações simples mas são vitais para a durabilidade/envelhecimento da capa.

Um processo paralelo decorre ao mesmo tempo para a capa de iPhone. Esta já um pouco mais adiantada. Os tecidos exteriores foram já colados aos componentes da capa, e nesta altura o conjunto está na prensa para uma aderência completa.