Discuti com F. que é uma coisa que sucede sempre que nos encontramos para trabalhar. Numa pausa da apresentação do Adobe CS3 entretivemo-nos como de costume a discutir aspectos legais da pirataria de software. F. pertence às estruturas da ASAE, a quem eu esporadicamente dou formação Apple. Discutíamos propriedade intelectual e direitos de cópia quando veio a terreiro o novo formato dos jornais em PDF. Que, segundo F., têm os mesmíssimos enquadramentos legais que as edições em papel. É capaz de ser verdade, não conheço a lei ao ponto de poder contrapor. O pior foi quando discutíamos a distribuição electrónica, ou seja, quando eu envio a um amigo uma determinada página em PDF, em tudo igual à edição impressa. "Que é ilegal e não o podes fazer...". Isso deverá querer dizer, se o enquadramento legal é o mesmo, que é um crime emprestar o jornal em papel... F. terminou a conversa com um "Lá estás tu...".
30 março 2007
27 março 2007
Um dia em África
Sabe bem e ajuda a descomprimir. Um dia em África pela lente de cem fotógrafos.
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Faits Divers
A momentary lapse of reason
Estou FARTINHO de gente estúpida! Disse.
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Biografia,
Faits Divers
Estúpida Lex Sed Lex
A lei portuguesa obriga o automobilista a ter em sua posse, para efeitos de fiscalização, o selo do Imposto Municipal sobre veículos. O dito distíco deve ser, segundo o que leio na documentação, aposto em local visível no vidro dianteiro à semelhança do que sucede com a vinheta do seguro automóvel. O Estado investe generosas quantias em sistemas anti-fraude, colocando no distíco, não um mas três hologramas. No entanto a aposição do distíco de nada serve porque o automobilista tem de exibir à entidade fiscalizadora a guia de pagamento do selo que a mesma lei obriga a que seja visível e sem essa guia de pagamento, o fiscalizado está sujeito à multa. Devo ser eu que sou muito estúpido...
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Cidadania
Grandes mistérios da gastronomia
Sim, é absolutamente verdade que já investi algumas horas da minha vida a pensar na origem de certos pratos ou simplesmente de molhos ou combinações de ingredientes. Promovi silenciosos debates em busca da explicação original que me elucidasse sobre a descoberta de coisas tão corriqueiras como batatas cozidas, assumindo que a pessoa não teve um acidente e deixou cair as batatas em água a ferver e que algum observador lhe terá dito que seria melhor ainda se as descascasse. Já passou esse tempo. A maionaise e o ketchup também me intrigaram, mas deixei-me desses devaneios mentais. Agora, enquanto espero que o carvão acenda, dedico-me a coisas eminentemente mais práticas. Como a de tentar saber da razão da existência nas espetadas de carne que se compram nos talhos, daqueles irritantes rectângulos de plastico, dos quais eu só me lembro quando os vejo encarquilhar por acção do calor... Qual é a ideia daquilo? Proteger 2% da superfície da espetada, enquanto os outros 98% ficam completamente à mercê dos elementos?
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Biografia,
Faits Divers
Deixámos de saber escrever
Esta é uma conclusão sem nenhuma base científica. Mas é um facto que vejo provado todos os dias quando nas mensagens das centenas de pessoas que me escrevem, não se consegue perceber sequer o que querem. Não é uma questão de ortografia, é mesmo de clareza de raciocínio. Ou melhor, da habilidade de enunciar as suas próprias dúvidas de forma clara no acto de as passar a texto. De científico só posso dizer que quanto mais novo é o emissor, maior é a dificuldade em exprimir-se de forma minimamente perceptível. Receio bem que daqui a alguns anos, os maiores expoentes da escrita produzam textos indecifráveis.
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Faits Divers
26 março 2007
Pulp Fiction para tipógrafos
Obrigado ao Blog "Segundo Sentido" pela novidade.
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Apple,
Faits Divers
Alô, génio?
Alturas há em que um tipo tem de meter travões a fundo na massa cinzenta para tentar perceber em que onda estamos quando dialogamos com outros. Foi o que me sucedeu hoje quando percebi que um dos meus vizinhos tinha deixado esquecido, um potentíssimo projector de halogénio no jardim, que há horas consumia electricidade. Toquei-lhe à campaínha, sem qualquer resultado. As janelas e portadas fechadas indiciavam a ausência do proprietário, embora a presença dos automóveis da família me fizessem supor o inverso. Peguei no telefone e peço ao leitor que atente no diálogo:
"Estou, M.? É para te avisar que deixaste o projector do jardim ligado..."
"O teu ou o meu?
"..."
"Eh pá vou já desligar, eu estou em casa!"
Terminada a conversa, saí para a rua e encontrei-o no passeio. O diálogo (?) continuou quando ele se me dirigiu:
"Eh pá, o projector estava ligado!"
O meu telefone tocou e salvou-o de uma pequena conversa sobre aquele botão de Reset que algumas conversas deveriam ter.
"Estou, M.? É para te avisar que deixaste o projector do jardim ligado..."
"O teu ou o meu?
"..."
"Eh pá vou já desligar, eu estou em casa!"
Terminada a conversa, saí para a rua e encontrei-o no passeio. O diálogo (?) continuou quando ele se me dirigiu:
"Eh pá, o projector estava ligado!"
O meu telefone tocou e salvou-o de uma pequena conversa sobre aquele botão de Reset que algumas conversas deveriam ter.
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Biografia
25 março 2007
E depois, há a vida (Never saw it coming)
Trabalhando em comunicação com um vasto grupo que atinge facilmente milhares de pessoas, é fatal (suprema ironia), que de quando em vez me cheguem notícias do desaparecimento físico de alguns dos meus receptores. Dói, dói bastante, ainda que por vezes alguns deles me sejam completamente desconhecidos. E se é possível graduar a dor e o incómodo, diria até que há situações deveras dolorosas. Quando alguém me responde de um determinado endereço dizendo algo como "Peço que suspenda os seus envios para o meu marido porque ele faleceu", ou quando, como ontem a meio de um agradável jantar em Faro, o José Canelas me disse "Morreu o Álvaro Ruas". Nunca conheci pessoalmente o Álvaro. No entanto "falávamos" por mail há anos (eu já nem sei quantos). Sempre pronto para uma piada lateral, uma crítica mordaz ou um desenho caricatural, o Álvaro foi-se tornando uma presença que estava sempre ali à mão, distanciado por um mail, sempre pronto a ajudar-me ou a dar-me na cabeça se isso fosse preciso. Como muitos outros que nunca conheci, e quem sabe se alguma vez conhecerei, ele estava lá. Mas depois há a vida que de quando em vez nos atrapalha os planos. E agora, quando fui ali ao ficheiro apagar o registo dele, não tive coragem de o fazer. Porque me dói.
Top Referral
E o Grande Prémio deste mês da categoria "Melhor Busca Google" vai para o referral "Tenho rendimento mínimo e se for apanhado a trabalhar"...
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Cidadania,
Faits Divers
24 março 2007
23 março 2007
22 março 2007
Piano man
It's nine o'clock on a Saturday
The regular crowd shuffles in
There's an old man sitting next to me
Making love to his tonic and gin
He says, "Son can you play me a memory
I'm not really sure how it goes
But it's sad and it's sweet
And I knew it complete
When I wore a younger man's clothes"
Sing us a song you're the piano man
Sing us a song tonight
Well we're all in the mood for a melody
And you've got us feeling alright
Now John at the bar is a friend of mine
He gets me my drinks for free
And he's quick with a joke or to light up your smoke
But there's someplace that he'd rather be
He says, "Bill, I believe this is killing me"
As a smile ran away from his face
"Well, I'm sure that I could be a movie star
If I could get out of this place"
Now Paul is a real estate novelist
Who never had time for a wife
And he's talking with Davy, who's still in the Navy
And probably will be for life
And the waitress is practicing politics
As the businessmen slowly get stoned
Yes they're sharing a drink they call loneliness
But it's better than drinking alone
Sing us a song you're the piano man
Sing us a song tonight
Well we're all in the mood for a melody
And you've got us feeling alright
It's a pretty good crowd for a Saturday
And the manager gives me a smile
'Cause he knows that it's me they've been coming to see
To forget about life for a while
And the piano sounds like a carnival
And the microphone smells like a beer
And they sit at the bar and put bread in my jar
And say "Man what are you doing here?"
Sing us a song you're the piano man
Sing us a song tonight
Well we're all in the mood for a melody
And you've got us feeling alright
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Faits Divers
21 março 2007
Escalas
Havia uma certa tensão no balcão do pequeno bar. Quase juraria, ao entrar, ter-me visto num plano de "Por um punhado de dólares", com homens por barbear a entornar de um só golpe, copos de Bourbon ranhoso. Mas não, fora apenas sugestão cinematográfica. Nem música de Morricone havia, apenas uma TV a relampejar um aborrecido jogo de futebol. Do lado de cá apenas eu e um tipo ébrio que fazia o que lhe era possível por se manter de pé. Do lado de lá, o dono do pequeno bar, com cara de caso e um conveniente pano de louça dependurado no ombro. "Dá-me aí uma ginja...", disse o ébrio de voz enrolada. "Àgua, leite ou sumos" respondia uma voz dura do lado de lá do mármore. "Uma ginja, porra!". O pano da louça dançava no ombro do dono do bar, que na sua sentença final decretava: "Não bebes mais álcool aqui hoje!". O bêbado não percebeu e tomou a coisa como injustiça flagrante. "Eh pá, mas eu pago...". "Não bebes mais álcool aqui hoje!" retorquiu-lhe, a voz mais áspera, o facies mais duro. "Então mas porquê?", O diálogo estava a ser delicioso, não fosse o facto de eu ainda não ter bebido o almejado café. "Não há mais álcool hoje!". O rosto do ébrio iluminou-se, tinha visto a luz, descodificado a mensagem. "Ahh! Já percebi! Não me vendes mais álcool hoje... Então dá-me aí uma Mini..."
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Biografia
Dot.Com
Dot.Com é o filme de Luís Galvão Teles que estreia no próximo dia 5 de Abril, que conta a história de uma aldeia fictícia, Águas Altas, que se vê confrontada com uma multinacional espanhola numa guerra comercial à volta de um site de Internet. Não haveria grande história para contar se Águas Altas não fosse a minha muito estimada Dornes, um dos paraísos portugueses mais desconhecidos. Detentora de uma paisagem soberba à volta de uma pequena península que o Zêzere formou após a construção da barragem de Castelo do Bode, Dornes é uma das aldeias, em conjunto com a vizinha Paio Mendes em que dividi grande parte da minha infância. Encravada (autenticamente) na serra, Dornes esteve muitos anos quase completamente isolada do mundo (uma partida de autocarro POR SEMANA!), tendo começado há poucos anos a ser mais conhecida, nomeadamente por força da pressão imobiliária. Recomendo-vos a visita, sendo que apesar de não ser normal para muitos de vós que se recomendem visitas a cemitérios, visitem o cemitério de Dornes. Perceberão ali, entre ciprestes e lápides, o que é que aquela terra vai sofrer em termos imobiliários. Ou muito me engano, ou o sítio onde repousa uma boa metade dos meus antepassados, ainda irá um dia ser alvo de disputas comerciais... A ante-estreia de Dot.Com ocorrerá em Dornes no próximo dia 24, com a presença do Presidente da República (dizem eles, que eu só acredito quando vir...). Now, let's look at the trailer .
P.S.: Ricardo, onde é que vão projectar? Na igreja?
P.S.: Ricardo, onde é que vão projectar? Na igreja?
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Biografia,
Faits Divers
Fear, Uncertainty and Doubt
Investi parte do meu dia numa apresentação de uma grande corporação de informática. Não consigo perceber o que leva uma marca a investir boas somas no aluguer de uma sala num bom hotel para produzir apresentações amadoras e de baixa qualidade. Quando o Director Geral e o responsável de Vendas não têm a mínima noção do que é falar em público, e muito menos que não dominem as matérias que se pretendem apresentar, as coisas não são muito prometedoras. Ouvi, da boca de um tipo que estava a falar para jornalistas, coisas que seriam impensáveis dizer-se em público sem que quem as proferisse fosse chacinado, ou pelo menos impedido de voltar a proferir tamanhas barbaridades. Mas enfim, há espaço para tudo e para todos e dizer disparates não parece importar por aí além. Já não esboço trejeitos quando ouço falar de redes "compartidas" que parece estarem a fazer carreira no jargão informático. Incomoda-me que as pessoas gostem de usar buzzwords como phishing, spear-phishing ou pump&dump baralhando conceitos, misturando definições e tentando esmagar a plateia com termos técnicos que a maioria dos ouvintes desconhece e que não parece nada interessada em conhecer. Não se pode falar em público com um tom de voz de quem está a dizer segredos à esposa ou namorada. Não se pode falar de costas para a plateia. Não se pode marcar uma projecção numa sala de janelas rasgadas inundadas por um sol radioso. Não é preciso ser-se Director Geral para perceber isto. Nem responsável de Vendas. Principalmente quando se paga a uma Agência de Comunicação para que se organize um evento. Estar trinta minutos a falar de ID theft ou de Hacking for Profit sem ter o cuidado de explicar o que são os conceitos, e depois falar de PayPal e parar a apresentação para perguntar "Não sei se sabem o que é o PayPal?", não lembraria ao diabo. E não se pode admitir que um Licenciado em Informática com um CV do tamanho de uma folha A4 (estava no Press Kit, não conheço o homem de lado nenhum...), diga coisas tão belas como "As falhas detectadas são apenas as encontradas", "Quanto mais máquinas são ligadas à net, maior é o número de ataques", "O Myspace é um site onde se alojam coisas", "As vulnerabilidades estão lá a dormir". "Os sites de phishing, quando alojados em servidores onde estão alojados milhares de outros sites, tornam-se difíceis de detectar", ou a pérola principal, "O Windows Vista, se permitir a interacção com aplicaçõs de terceiros, pode colocar em risco a integridade do sistema".
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Apple
20 março 2007
Sabedoria popular chinesa
Talvez uma das primeiras citações que fixei na vida, que nunca perdeu a sua actualidade: "Os bois são lentos mas a terra é paciente". Li-a, faz muito tempo num filme que dava pelo título de "Os aventureiros do fim do mundo".
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Biografia,
Faits Divers
19 março 2007
Vamos premiar o visitante 100.000
É verdade. Vou premiar o visitante 100.000 deste blog. A mecânica é simples, alguns dos leitores já a conhecem, mas introduzi uma ligeira alteração e passo a enumerar o procedimento: O visitante número 100.000 terá de: a) fazer o favor de me enviar por email para o endereço (aniceto@mac.com), uma imagem do blog que contenha o contador na referida marca b) enviar-me o respectivo endereço IP (que pode ser conferido aqui), e c) enviar no email que me enviar, o URL de qualquer dos anunciantes das colunas publicitárias do lado direito desta página.
Três simples passos. Recapitulando: Imagem do contador, IP do reclamante e URL de um dos anunciantes.
O espectacular prémio que estará destinado ao vencedor desta competição é uma preciosa peça de merchandising Apple que será adquirida para o efeito. Trata-se de um display para iPod, uma base de exposição em acrílico que estou certo fará a inveja dos adoradores de iPod que não tenham a sorte de ser contemplados com a mesma. Trata-se inclusivamente de um valioso item de colecção, pelo que convirá estar bastante atento. Se, durante as vossas visitas clicarem nos anunciantes presentes nos anúncios Google que estão do lado direito deste blog, estarão a ajudar a financiar a compra do prémio. Sim, que não tenho pais ricos, não me saiu a lotaria, e apesar de ser cliente do BES...
Enquanto o contador não aumenta, podem ver aqui a imagem do tentador prémio.
Três simples passos. Recapitulando: Imagem do contador, IP do reclamante e URL de um dos anunciantes.
O espectacular prémio que estará destinado ao vencedor desta competição é uma preciosa peça de merchandising Apple que será adquirida para o efeito. Trata-se de um display para iPod, uma base de exposição em acrílico que estou certo fará a inveja dos adoradores de iPod que não tenham a sorte de ser contemplados com a mesma. Trata-se inclusivamente de um valioso item de colecção, pelo que convirá estar bastante atento. Se, durante as vossas visitas clicarem nos anunciantes presentes nos anúncios Google que estão do lado direito deste blog, estarão a ajudar a financiar a compra do prémio. Sim, que não tenho pais ricos, não me saiu a lotaria, e apesar de ser cliente do BES...
Enquanto o contador não aumenta, podem ver aqui a imagem do tentador prémio.
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Faits Divers
18 março 2007
Às vezes lembramo-nos
Às vezes lembramo-nos que somos portugueses e produzimos legislação condizente. O novo código de posturas municipais de Chaves, esse então é uma mina. Passou a ser alvo de coima (cinco euros), ter galinhas à solta na cidade. Subir às árvores, varejar frutos ou tomar banho em lavadouros públicos também passou a ser proibido.
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Cidadania
Toma lá e vai almoçar
A necessidade aguça o engenho. Eu, que já comi diversos e deliciosos pratos confeccionados em condições inacreditáveis, não duvido que dentro das lusas marmitas haja divinos pitéus... Baptizemos os pratos de "Tachinho à L'Holofote" e "Banho Maria sem a dita, mas com carrinho de mão".
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Faits Divers
I believe I can fly
Há mais de vinte anos que resisto à ideia de saltar de um avião, apesar das inúmeras tentativas de amigos e conhecidos em que o deva fazer quanto antes. Depois de ver este video, foi a primeira vez que me senti tentado a fazê-lo por iniciativa própria, sem ser pressionado. (O plano de câmara que apanha a asa turbinada e o avião lançador é um pequeno assombro...)
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Faits Divers
Alzheimer, he said
"Alzheimer", disse ele e eu arrepio-me pelo simples facto de não saber o que o futuro nos reserva. a mim, a ti, a qualquer um dos "mins" e dos "tis". "Alzheimer", a palavra assusta apenas de per si. Que se passa, Zé? "Fui com ele ao Hiper, isto começa a ser arriscado sair com ele", sendo que ele é o sogro, o sogro de um ele que pode muito bem ser qualquer um de nós. "Perguntei-lhe, antes de entrar, se não quereria ir à casa de banho, que eu sei que as compras sempre demoram algum tempo e ele tem quase noventa anos, e não era a primeira vez que se via aflito". Imagino, até eu com pouco mais de quarenta, gaba-te cesto. "Ele disse-me que não, que não precisava, e eu fui buscar um carrinho de compras". "Sei que me demorei um bocadinho, sabes como é, não tinha moedas e tive de ir trocar dinheiro. Quando voltei havia polícias, havia uma miúda do balcão de informações aos gritos, era o caos...". Mas o que foi? "Olha, não sei bem, sei que ele se baralhou, quando lhe falei na casa de banho ele deve ter sentido alguma sugestão, quando voltei havia um granel do caraças à volta dele, só vi o chão em frente ao balcão todo molhado, ele a compor as roupas, fechando a braguilha, dizendo-me que já podíamos ir às compras...". Estava estupefacto, eu, que jamais imaginaria o cavalheiro, que conheço, urinando o balcão das informações do Hipermercado.
Este homem é o mesmo que há três dias me abordou no passeio da minha própria rua, brandindo um livro de Erwin Schrödinger, um físico austríaco, célebre pelas suas teorias de mecânica quântica, perguntando-me se eu conhecia, mais se compreendia o que o fisico queria afirmar com a metáfora do gato.
"O mais ridículo é que o polícia queria levar o velhote, a miúda parecia possessa e o meu sogro não parava de falar de física atómica, mania que não sei de onde veio há quinze dias a esta parte...". Eu julgo saber, eu julgo saber...
Este homem é o mesmo que há três dias me abordou no passeio da minha própria rua, brandindo um livro de Erwin Schrödinger, um físico austríaco, célebre pelas suas teorias de mecânica quântica, perguntando-me se eu conhecia, mais se compreendia o que o fisico queria afirmar com a metáfora do gato.
"O mais ridículo é que o polícia queria levar o velhote, a miúda parecia possessa e o meu sogro não parava de falar de física atómica, mania que não sei de onde veio há quinze dias a esta parte...". Eu julgo saber, eu julgo saber...
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Biografia
Distortion field
Com tanto cromo que anda por aí, precisavam de inventar isto? É quase tão mau como o Borat... (Obrigado Henrique Costa pelo constante fornecimento de material extraordinário!)
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Cidadania,
Faits Divers
17 março 2007
Depress me if I'm wrong
A coisa mais deprimente que me disseram este mês (e ainda a procissão vai no adro) foi "O Messenger é a minha vida!"
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Biografia,
Faits Divers
16 março 2007
Terçamos Macs em Arcos de Valdevez
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iCreate
Nós, o povo
O povo, sempre o povo. Ao qual regressamos todos os dias, ao qual regressaremos em definitivo quando menos esperarmos. O povo, esse que domina como nenhum outro grupo ou espécie a língua e as palavras. "Atanásia". Levei quase uma hora a perceber o que me queriam dizer com a frase "Traz a atanásia"...
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Biografia
Post efémero
Alguém me sabe dizer o nome daquela peça que regula o gotejar de um frasco de soro?
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Faits Divers
Couves de Bruxelas
Plantei Couves de Bruxelas. Não deve haver mais nenhum produto hortícola tão merecedor de um subsídiozinho como este!
Este ano vou testar a produção de Meloas e nos tabuleiros de germinação de sementes já estão tomateiros e pimenteiros em efervescência vegetal. Estou preocupado com a minha produção excedentária de salsa e coentros. Se a Europa sabe disto ainda levo alguma penalização...
Nas bordaduras dos canteiros tinha disposto artisticamente um resto de semente de girassol que o Narciso me tinha dado em devido tempo. O Júnior infelizmente não partilha da minha noção estética de jardinagem, deve ter achado graça à terra acabadinha de cavar e alisar dos canteiros e foi lá cavar uns belos buracos, votando à Teoria do Caos os girassóis que hão-de nascer...
Este ano vou testar a produção de Meloas e nos tabuleiros de germinação de sementes já estão tomateiros e pimenteiros em efervescência vegetal. Estou preocupado com a minha produção excedentária de salsa e coentros. Se a Europa sabe disto ainda levo alguma penalização...
Nas bordaduras dos canteiros tinha disposto artisticamente um resto de semente de girassol que o Narciso me tinha dado em devido tempo. O Júnior infelizmente não partilha da minha noção estética de jardinagem, deve ter achado graça à terra acabadinha de cavar e alisar dos canteiros e foi lá cavar uns belos buracos, votando à Teoria do Caos os girassóis que hão-de nascer...
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Biografia,
Faits Divers
FNAC
Marcar trabalho para dias e horas de jogos do Benfica não é propriamente um costume que eu tenha... Mas ontem calhou e estive na plateia do evento ArtSOFT. Muni-me de algumas precauções, nomeadamente do auricular do meu Sony Ericsson K700i que tem um rádio FM built in. Há anos que trabalho no Forum de várias FNAC e nunca tinha estado nesta situação de precisar de usar um receptor de FM. Uma rápida revista à zona dos plasmas fez-me perceber que não haveria nada sintonizado na RTP1 que me permitisse seguir as peripécias do jogo. Confirmei com o pessoal, política interna da loja. Liguei o telefone, nenhuma recepção, nem um pio. Também confirmei. Um atenuador bloqueia a recepção de ondas rádio. Et voilá! Valeram-me dois amigos que por SMS me foram relatando o que se passava em campo.
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Apple,
Faits Divers
GPS baratucho
Quando M. me disse que tinha um GPS para vender, eu tomei-o a sério. M. é motard assumido e passa a vida a mostrar-me novos gadgets. Depois disse-me o preço e eu respondi "Só?". Pedi imagem, era precisamente o que ele queria que eu pedisse.
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Faits Divers
15 março 2007
Faraday revisitado
Lembram-se de um texto intitulado Sr. Faraday à recepção que publiquei aqui em Junho de 2006? Claro que não se lembram, eu não me lembro do que almocei ontem, por isso vão lê-lo que eu espero. Hoje encontrei os proprietários da exploração que amavelmente me ofereceram dois patos. Calha bem que eu gosto de arroz de pato. Fui mesmo lá buscá-los, a exploração é perto de minha casa. Fiquei bastante surpreendido com a quantidade de aves em reclusão e no cercado exterior, número que me pareceu exagerado para a quantidade que normalmente lá se encontra. Perguntei se tinham introduzido mais bicos. Que não, que desde que tinham posto a "geringonça" dentro do aviário que o número de abandonos de ninho é episódico, o que acaba por se transformar num problema de excesso de população avícola (percebi logo porque é que os patos me foram dados...). Continuo na minha, não faz grande sentido a pseudo explicação física da "geringonça", mas um ano é um ano e o número de bicos triplicou, o que levou os proprietários que apenas exploram a coisa em regime de quase auto-consumo a promover um abate ao stock...
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Biografia
Global Positioning
A casa da sogra quer-se localizada numa zona geográfica próxima que impossibilite que a mesma venha de chinelos nem tão longe que a encoraje a vir de malas.
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Faits Divers
Times of trouble
C. é profissional de ilustração. Não me parece ser uma utilizadora novata, longe, muito longe disso, mas num momento de infelicidade, após uma sessão de "arrumações" no disco rígido (como ela mesma definiu), foi tocada pelo azar. E que toque! Escolheu, erradamente, o disco a inicializar e numa fracção de segundo, aquela fracção angustiante que sempre nos atormenta desnecessariamente sempre que escolhemos um disco para inicializar, mandou para o espaço 90 GB de informação. Imagino-lhe o pânico. Trabalhos em curso, registos contabilísticos de clientes, orçamentos e tutti quanti... Eu disse que C. não era uma amadora nestas coisas. Teve o cuidado de recorrer a um disco externo para copiar a informação, ficheiros que salvaguardou. Acabada a arrumação, despejou o conteúdo do disco no lixo e decidiu inicializá-lo. Terá sido esse o momento fatal. Apesar da frustração e de algumas lágrimas (eu nem preciso de inicializar um disco sem backup para chorar, basta-me pensar nisso), C. foi serena o suficiente para pensar friamente na recuperação dos seus ficheiros. Adquiriu o Data Rescue (que, à semelhança do FileSalvage, faz o escrutínio de todos os ficheiros apagados para os ressuscitar no sistema) e ficou à espera. Disse-me C. que pouco dormiu esta noite, possivelmente entre a angústia da espera e o pesadelo de trabalhos para entregar. Das dez da noite de ontem às dez da manhã de hoje, o Data Rescue cumpriu o seu papel e trouxe ao mundo dos vivos do sistema cerca de 90 GB. É claro que C. vai ainda ter bastante que sofrer, nomeadamente na rearrumação de toda esta informação que o Data Rescue "amontoa" numa pasta sem qualquer organização hierárquica. Pelo menos o pior parece já ter passado.
P. é uma famosa guionista de televisão. Trabalhava num argumento que já tinha cento e setenta páginas sem alguma vez ter efectuado um único backup. A confiança no equipamento com que trabalhava era de tal modo cega que confessou que nunca fazia cópias de segurança a trabalhar em Word. Calhou na situação nunca ter dado cópias a ninguém, ao contrário do que é costume entre guionistas que partilham trabalho. As condições perfeitas para uma tragédia. The Perfect Storm. Aquilo que só acontece aos outros. Tinha sido bastas vezes avisada que um simples "Save As..." com outro nome significava a diferença entre um aborrecimento e um desespero. De nada serviu. No decorrer de uma operação normal, em vez de um "Save As..." decidiu fazer algo que é absolutamente lógico. Um "Select All", e um copy/paste para o interior de outro ficheiro. Num ápice, as cento e setenta páginas de um argumento que levara semanas a escrever desvaneceram-se. Inexplicavelmente, até porque a operação parecia segura.
Não é a primeira vez que vejo um "Select All" mastigar (e digerir) páginas de texto, aliás conheci o Nuno Markl no meio de uma tragédia em tudo igual. Por qualquer razão que desconheço (mas compreendo) o "Select all" parece reunir mais adeptos que um simples "Save As...".
É fotógrafo. Chamemos-lhe V. Recebeu de uma cliente um iPod com duzentas fotografias para retocar e imprimir. Depois de arquivadas no iPod a cliente apagou do seu computador o set original (!). Talvez por falta de espaço, talvez por não lhes ter amor, ou pelo menos o suficiente. V. que pouca prática tem de iPod, ligou-o e decidiu iniciar o trabalho naquele conjunto de imagens. A mensagem "DO NOT DISCONNECT" no display do leitor não era suficientemente atemorizadora. Desligou-o "porque sim" e quando tentou saber do paradeiro dos ficheiros, estes tinham-se volatilizado. Talvez no céu dos bytes, pensei eu, sem coragem de lhe contar o triste esperado desfecho.
Não há nenhuma analogia entre os casos de C., de P. e de V. São apenas três exemplos dos doze (!) casos de gente à beira de um ataque de nervos que comigo contactaram nos últimos dez dias. Uns por azar, outros por desconhecimento absurdo e que pagaram caro por isso. Segurança. Trabalhar em segurança. Porque não é apenas na construção civil que ocorrem tragédias. Essas são apenas as que servem para abrir Telejornais.
P. é uma famosa guionista de televisão. Trabalhava num argumento que já tinha cento e setenta páginas sem alguma vez ter efectuado um único backup. A confiança no equipamento com que trabalhava era de tal modo cega que confessou que nunca fazia cópias de segurança a trabalhar em Word. Calhou na situação nunca ter dado cópias a ninguém, ao contrário do que é costume entre guionistas que partilham trabalho. As condições perfeitas para uma tragédia. The Perfect Storm. Aquilo que só acontece aos outros. Tinha sido bastas vezes avisada que um simples "Save As..." com outro nome significava a diferença entre um aborrecimento e um desespero. De nada serviu. No decorrer de uma operação normal, em vez de um "Save As..." decidiu fazer algo que é absolutamente lógico. Um "Select All", e um copy/paste para o interior de outro ficheiro. Num ápice, as cento e setenta páginas de um argumento que levara semanas a escrever desvaneceram-se. Inexplicavelmente, até porque a operação parecia segura.
Não é a primeira vez que vejo um "Select All" mastigar (e digerir) páginas de texto, aliás conheci o Nuno Markl no meio de uma tragédia em tudo igual. Por qualquer razão que desconheço (mas compreendo) o "Select all" parece reunir mais adeptos que um simples "Save As...".
É fotógrafo. Chamemos-lhe V. Recebeu de uma cliente um iPod com duzentas fotografias para retocar e imprimir. Depois de arquivadas no iPod a cliente apagou do seu computador o set original (!). Talvez por falta de espaço, talvez por não lhes ter amor, ou pelo menos o suficiente. V. que pouca prática tem de iPod, ligou-o e decidiu iniciar o trabalho naquele conjunto de imagens. A mensagem "DO NOT DISCONNECT" no display do leitor não era suficientemente atemorizadora. Desligou-o "porque sim" e quando tentou saber do paradeiro dos ficheiros, estes tinham-se volatilizado. Talvez no céu dos bytes, pensei eu, sem coragem de lhe contar o triste esperado desfecho.
Não há nenhuma analogia entre os casos de C., de P. e de V. São apenas três exemplos dos doze (!) casos de gente à beira de um ataque de nervos que comigo contactaram nos últimos dez dias. Uns por azar, outros por desconhecimento absurdo e que pagaram caro por isso. Segurança. Trabalhar em segurança. Porque não é apenas na construção civil que ocorrem tragédias. Essas são apenas as que servem para abrir Telejornais.
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14 março 2007
ArtSOFT
Uma vez por outra sabe-me bem estar do lado da plateia... Mais a mais quando do lado de lá estão pessoas que estimo e admiro pelas suas capacidades técnicas na análise e concepção de software moderno, funcional e que é dos poucos que ainda mantém uma "golden rule" de pensar primeiro na função para que foi destinado em vez de fazer de espelho moral de quem programa...
É por isto (e bastante mais) que o convido a estar presente numa destas sessões. Se os conceitos de um ERP de Gestão lhe fazem cócegas, venha ouvir, da boca de quem sabe (e de quem programa uma das mais instaladas aplicações portuguesas) o que eles terão para nos dizer e ensinar.
FNAC Cascais Shopping - 15 Março - 21h30m
É por isto (e bastante mais) que o convido a estar presente numa destas sessões. Se os conceitos de um ERP de Gestão lhe fazem cócegas, venha ouvir, da boca de quem sabe (e de quem programa uma das mais instaladas aplicações portuguesas) o que eles terão para nos dizer e ensinar.
FNAC Cascais Shopping - 15 Março - 21h30m
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Apple,
Faits Divers
Incontinência
Hoje é o dia internacional da Incontinência Urinária. Não tendo nada de especial para escrever sobre este tema, olhem, aguentem-se!
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Faits Divers
13 março 2007
What's wrong with you guys?
Presto um serviço baseado em correio electrónico. Mensalmente faço uma ronda pelos endereços "mortos" ou com problemas na recepção dos meus envios. Por meios alternativos contacto a pessoa, informando-a do problema (que já é conhecido na maioria das situações pelo próprio). Em 80% das situações a pessoa informa-me que de facto o endereço ou servidor já não são válidos e pergunta-me "Então, mas isso quer dizer que o serviço não acabou?"
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Faits Divers
Quando (tu me vires no futebol)
Simão Sabrosa, talvez o jogador actualmente mais valioso no plantel do Sport Lisboa e Benfica, seja pelo que joga, seja pela maneira (surpreendente, para mim) como fala à imprensa, está em risco para o jogo contra o Futebol Clube do Porto se for amarelado na Reboleira contra o Estrela da Amadora. Eu, que raramente falo de árbitros, estou aqui curioso para ver de que Associação virá o árbitro do próximo jogo. Não é preciso ser nenhum Mestre Alves para perceber que o amarelo será provável e dependerá deste último factor.
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Benfica
Eu não consigo que o meu dia acabe...
Apanhei o meu amigo Nuno Markl a brincar com o site do primeiro jornal que consegui ler. Era um opúsculo religioso, produzido na Diocese de Coimbra, vendido aos Domingos à porta da igreja da aldeia pela minha amiga Maria dos Anjos e dava pelo nome de "Amigo do Povo". Fiquei triste por ver o Markl brincar com o Amigo do Povo (que ainda resiste), porque foi naquelas folhas que publicamente consegui ler as minhas primeiras linhas. Foi nas escadas da casa que era então do meu avô que ele me desafiou a mostrar-lhe os meus (fracos) dotes de leitor. Não foi grande a experiência, fosse pela fraca atenção do avô (que o lia aos Domingos depois do almoço em conjunto com o Borda d'Água, talvez as únicas publicações que me lembro de o ter visto decifrar) fosse por outra razão qualquer. Lembro-me de ter ficado um bocado aborrecido e de ter pegado no jornal mais tarde. À falta de plateia para me escutar, li o início de uma Epístola de S.Paulo aos únicos seres que tinha por ali à mão. Uma dúzia de galinhas a quem a conversão de nada valeu e não consta que tenham deixado de por ovos et pour cause.
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Biografia
12 março 2007
Os dias da raiva
Quando, há vinte e sete anos comprei a minha primeira casa por uns singelos seis mil contos, tive a infelicidade de visitar, no exacto dia da escritura, uma outra que valia oitenta mil. Quando saí, tive um ataque de raiva no elevador, uma onda de frustração que se exprimiu em meia dúzia de lágrimas. Vinte e sete anos depois tenho uma casa muitíssimo superior à que então foi a minha primeira e estou mais controlado. Acabei de visitar uma de cento e oitenta mil contos e não chorei à saída. Mas haviam de escutar o vernáculo...
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Biografia
Lógica de Murphy
A. tem 4 anos. Gosta de cães mas estes metem-lhe medo, pelo que aprecia particularmente vê-los na segurança do lado de dentro do portão da sua casa quando estes lhe passam na rua. Há dias encontrámo-nos em campo aberto e os seus pulinhos nervosos à procura de uma fuga eficaz que o pusesse a salvo de alguma investida canina chamaram-me a atenção. Sosseguei-o. Que não lhe fariam mal, o mais que poderia acontecer era apanhar uma lambedela mais violenta. Não me pareceu nada confiante na explicação. Na sua fala ainda de "sopinha de massa" perguntou-me:
"O teu cão fajj máli?"
"Não, não faz, fica descansado"
"Majj não fajj mêmo máli?"
"Não, não te faz mal, queres fazer-lhe uma festinha?"
A. avançou de mão em concha, relutante.
"Majj ele tem dentjjs..."
"O teu cão fajj máli?"
"Não, não faz, fica descansado"
"Majj não fajj mêmo máli?"
"Não, não te faz mal, queres fazer-lhe uma festinha?"
A. avançou de mão em concha, relutante.
"Majj ele tem dentjjs..."
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Biografia
10 março 2007
Pesadelo em Agenda Street
Isolei-me do mundo não sem antes ter metido duas latas de Coca Cola no frio. Verifiquei os níveis de tabaco e víveres e atirei-me a uma tarefa que já há ANOS prometera iniciar. Com mais de seis mil contactos espalhados por quatro gerações de telefones, duas resmas de agendas, variadas listagens de Excel e centenas de cartões de visita criteriosamente empilhados e amarrados com elásticos que já não faziam justiça ao nome, desatei a regularizar as minhas bases de dados. Foram horas de trabalho insano, até porque ainda falta fazer um round electrónico de verificação de dados para eliminar informação "morta". Quando finalmente rasguei o último papel, logo a seguir a ter apagado da memória dos telefones algumas centenas de números, nomes e moradas, sincronizei tudo. Suspirei de alívio e levantei a argola da última Coca Cola ao jeito de "'till the Fat Lady sings". O ecrã de um dos telefones iluminou-se com uma chamada. Então não querem crer que o número chamador me era desconhecido?
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Biografia
09 março 2007
A salvação do Mundo et all
Não entendo porque é que os cientistas não se dedicam a estudar os mecanismos que levam as urtigas a propagar-se e a desenvolver-se sem o mínimo de cuidados. Ah, se tudo no meu jardim crescesse com a velocidade destas plantas...
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Biografia
Grandes mistérios da informática
Eu já suspeitava. Mas agora tenho a certeza. São japoneses!
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Faits Divers
08 março 2007
Finanças
A minha repartição de Finanças (havia de ser minha, havia...), inaugurou dois plasmas de grande formato pendurados na parede. Servem basicamente para o sistema de chamada de pessoas aos balcões. Em vez de uns belos filmes, exibem imagens de instalações de outras repartições fiscais. Não percebi a ideia. Não estou a ver ninguém a dizer "Olha, abriu uma delegação destes tipos em Vilarinho das Furnas, b'ora lá?". O meu companheiro de seca opôs-se terminantemente à ideia dos filmes. "É que ainda começam a cobrar bilhetes..."
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07 março 2007
Ciclos
Fecha-se um ciclo. Acabo de ser convidado a assistir a uma Conferência sobre implantes dentários. Não sei porquê, nem sequer é engano, o convite vem em meu nome. Ainda reli, podia ser que fossem mamários, mas não.
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Faits Divers
Workflow is a dangerous concept
M. enviou um email a uma empresa. A empresa, recebeu-o, imprimiu o documento, respondeu de forma manuscrita em cima desse mesmo documento impresso, digitalizou-o já com a resposta incluída e devolveu tudo novamente por email. Eu sei que isto parece tortuoso. Se você tambem acha, grave meia dúzia de gargalhadas e envie-me o MP3.
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Faits Divers
Assim não há clima!
Ora vejamos: A Comunidade Europeia nomeou uma comissão de peritos para aconselhar o senhor Presidente Durão Barroso em matéria de questões de energia e alterações climáticas. Compreendo perfeitamente, até porque Durão Barroso deve entender menos de energia do que eu de lagares de azeite, mesmo que eu já tenha visto moer muita azeitona. Consulte-se a lista dos peritos e encontrar-se-ão alguns nomes laureados, um deles com um Nobel de Física. Interrogo-me sobre o que lá fará um presidente da British Petroleum, mas ainda assim o homem deve saber da poda. Portugal tem também um perito na referida comissão. José Viriato Soromenho Marques, pessoa que desde já informo que não conheço de lado nenhum. Ora, José Viriato Soromenho Marques é professor de Filosofia. Eu também era rapaz para ter um tacho em Bruxelas, podem apontar-me para conselheiro?
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Cidadania
06 março 2007
Para o vosso bem estar, haverá bifanas
Quinta Feira é dia de S.Benfica para a comunidade portuguesa de Paris. Porque jogar em Paris é como jogar em casa, porque é uma oportunidade rara de ultrapassar um obstáculo de peso na Taça UEFA. porque tenho uma carrada de amigos, entre os quais um iraniano que sendo sócios do PSG, torcem desesperadamente pelo Glorioso e porque um bom resultado permitiria a Simão Sabrosa fazer algo que profundamente o incomoda, provocar a advertência por cartão amarelo para limpar a contagem. Sei como são importantes estes jogos em França para quem a eles assiste e por lá trabalha. Faça-se a festa, pois como dizia a montra da futura Casa do Benfica em Paris: "Para vosso bem estar, haverá bifanas".
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Benfica
Isto é capaz de ter lógica
Vão abrir-se salas de injecção assistida no mesmo semestre em que se proibe o fumo de tabaco em bares, restaurantes e discotecas com menos de 100 metros quadrados. Quantos metros quadrados tem de ter uma sala de chuto?
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Cidadania
05 março 2007
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