30 junho 2007

iPhone, as perguntas

David Pogue escreveu um F.A.Q. sobre o gadget de quem se fala, o iPhone

29 junho 2007

Eu devolvo, tu devolves

Deve ser geral. Tenho andado a receber créditos de fornecedores diversos de valores divertidos. Há dois meses a minha (salvo seja!) Câmara Municipal achou que eu meti água e creditou-me 16 cêntimos do precioso líquido (já compensaram na factura seguinte com uma factura de 190 Euros!). A PT também deve ter achado que eu lhes dava dinheiro a mais e mandou-me uma nota de crédito de 47 cêntimos. Quando falo neste assunto há mais quem tenha recebido créditos maravilhosos que não valem o dinheiro do selo da carta. Como este.

Mutual Admiration Society

São muitos anos, quase oitenta. M. em Quinta Feira de touros, sofre. Sofre de uma maneira diferente dos demais. Foram trinta de rabo a cabo e não o inverso em que capitaneou forcados, mediu terrenos e trincheiras. M., o corpo desenhado a ossos partidos no tempo em que se sabia que estavam partidos quando se não podia continuar em praça, não se coibe de dar indicações a forcados, touros e cavaleiros. M. está claramente em transe, movimentos tolhidos e rápidas explosões de fúria e contentamento que quase me levam a dizer-lhe que se acalme frente ao televisor. "Ah, xôr Pedro, olhe que s'ê pudesse ainda lá fazia uma perninha...". M. não se conforma com a condução que os Forcados Amadores do Montijo dão ao "Desbragado", um moreno de seiscentos e trinta kilos que é áspero e traiçoeiro. É durante a lide de Sónia Matias que M. explode em fúria machista. Sónia está em claras dificuldades perante o Desbragado e sai de praça sem honra e ainda menos glória, M, que em momento algum toleraria uma mulher a tourear, avisa-me "Touro lindo! Este nem Mestre Baptista". Sónia permite dois toques na espádua das montadas, M. continua empedernido e não perdoa "Vai-te embora, pá, vai para casa!". "Este vai dar que fazer na pega... Desde o primeiro ferro que o topei. Não se vai fixar, vão ver-se à rasca...". Ao cornetim do Inteligente saltam a trincheira os forcados que hão-de tentar a sorte. "Xôr Pedro, este touro é mau, vai dar muita porrada...". O cabo, forma e desforma a linha e ensaia uma pega com ajuda carregada, o tipo de sorte que obriga o primeiro ajuda a saltar à córnea quase às cavalitas do homem da cara. Não se cumpre a reunião, isto é, cumpre-se mas o touro não está claramente disposto a deixar-se pegar pelos cornos e pelos cânones. "Viu? Viu como ele derrotou e parecia que já estava? Não está, este touro só lá vai de cesgo!". Os restantes companheiros de suspense não estão de acordo, ouvem-se resmungos de discordância. "Cesgo! Este só lá vai de cesgo!". Há risos e chacotas várias. É quando M. me dá um pequeno toque de cotovelo e me pisca o olho divertido que retomo o olhar no aparelho de TV. O grupo de forcados não forma a tradicional linha de ataque e bem agarrado à barbela o cabo enceta uma magnífica pega cesgada...

28 junho 2007

Once, they asked her about monsters


Via ByNeca.

O pior postal do Verão 2007


Suponho que já lhe tenha acontecido. Quando visita um local que venda postais ilustrados, de preferência com um daqueles expositores rotativos, já encontrou certamente um rectângulo de cartolina que o fará pensar para com os seus botões (ou para com os seus velcros...) "Uau! Como é que é possível imprimir-se uma coisa destas?". A mim acontece-me com frequência, tenho inclusivamente alguns que são autênticos ícones da confusão artística e dignos de figurar numa galeria de horrores gráficos. Estou a lembrar-me de um Cristo Rei de plástico que tem como legenda "Em Fátima rezei por ti", ou uma bela Torre de Belém num postal que diz "I Love Newark". Enfim, dá para ter uma ideia...

Postais estranhos, mais concretamente "O pior postal do Verão 2007", vai ser o tema de um passatempo que vai decorrer até ao final do Verão. Quando for de férias (ou quando quiser), tudo o que tem de fazer é procurar "aquele postal" e endereçá-lo para:

Pedro Aniceto
Rua Luís de Camões, 27A
2860-633 Gaio Rosário

Os postais recebidos serão escrutinados por um júri especialista em cães de louça e serão premiados os "piores" quarenta, que serão futuramente expostos publicamente (Eat your heart out, Joe Berardo!). Pode enviar quantos postais quiser e não se esqueça de inscrever nome e endereço de email para futuros contactos. Serão considerados todos os postais ilustrados recebidos até 15 de Setembro. Apenas serão válidos para concurso postais ilustrados em papel, sendo ignorados quaisquer versões electrónicas.

A lista de prémios (foleiros) e a composição do júri (mais foleiro ainda), serão anunciados brevemente.

27 junho 2007

"Mac or PC" Rap

Cats versus Dogs

"Dogs will come when we call. Cats will do as they please".
-Rua! Sai daqui! Já disse! Rua!

Anti DRM

A Freeculture.org promoveu um concurso de videos para promover a sua campanha anti DRM (Digital Rights Management). Entre os vencedores há algumas pérolas que merecem ser espreitadas.

Oh, more simple things...

Oh simple things...

Eu cá revia o conceito "fun"

O director da Renova, Paulo Pereira da Silva, reconheceu esta sexta-feira que um dos principais trunfos da empresa Renova está na inovação e que «a estrela da companhia, o papel higiénico preto, foi o produto que nos deu a porta de entrada para o mercado global enquanto marca». «Tentamos que os nossos produtos sejam tão fun como o iPod», disse esta terça-feira no âmbito da conferência sobre empreendedorismo «Ousadia & Limitada», que a operadora Optimus organizou em Lisboa. Cortesia do leitor José Carlos Barbosa

Choque tecnológico


Eu, de quando em vez, fico admirado como é que este país consegue produzir Damásios, Saramagos e outras "estrelas"... É que fico triste, não com a figura que faz a pessoa mas com a falta de alguém que lhe explique que a porta automática pode ser desligada.

26 junho 2007

Print Screen (Capturing the buzz)

Este blog é, a partir desta data, membro do Projecto Prt.Sc, um agregador de blogs que congrega muitíssima boa gente e é herdeira do mais antigo agregador português, o Planeta Asterisco.

Nas palavras dos seus responsáveis, "O Projecto PrintScreen é um portal que agrega o que de melhor se escreve em Portugal, guardando e mostrando as últimas novidades, opiniões e comentários sobre a actualidade nas áreas de ciência, tecnologia, marketing, publicidade e informação. É a evolução natural do antigo Planeta Asterisco , que entre Março 2005 e Junho 2007, mostrou o que 80 bloggers escreveram, impulsionando assim a comunidade que hoje existe e lidera o Prt.Sc. Foram 15.600 artigos publicados, 120.000 visitas e um enorme volume de informação transferida. O Prt.Sc é também uma comunidade feita por quem está agregado, realizando assim a rede de blogs mais antiga em Portugal, sobre os temas agregados."

Afónix

Pela primeira vez desde que me recorde de possuir faculdades mentais dignas desse nome fiquei afónico. Totalmente afónico. É uma experiência curiosa, esta de querer falar e não conseguir, esforçar-me para emitir um qualquer som e ter dores desconfortáveis. Só por uma vez o meu instrumento vocal foi alvo de uma avaria temporária, na épica noite do golo do Vata com a mão, mas isso foi há tanto tempo que já nem conta (e por ser temporária). Nessa noite tive um acidente automóvel tão grave que raiava a madrugada ainda eu prestava as (possíveis) declarações, mais por esboços que por palavras. Mas hoje decidi enfrentar o meu dia na rua sem voz. É espantosa a versátil utilização do esbracejamento gestual. Principalmente a do dedo médio esticado, coadjuvado pelo anelar e indicador.

O meu voto faz falta


Há vinte e muitos anos que não moro em Lisboa. A cidade empurrou-me para fora dos limites convencionais, a mim e a mais um exército de alfacinhas a quem os políticos gostam de recorrer de quando em vez para falar do envelhecimento da cidade. Aos costumes nada se faz e quando se faz é de forma encapotada e obscura (sim, eu, quando ainda era ingénuo tentei morar em Lisboa ainda a EPUL era uma criança...). Primeiro por preguiça. depois por laxismo, depois ainda por conveniência política, nunca alterei o meu recenseamento, continuando a figurar nos cadernos eleitorais da outrora residencial Freguesia do Coração de Jesus, onde cada vez é mais díficil reter o avanço do terciário. Apesar de continuar a peregrinar pelas ruas da minha infância já não encontro gente à noite na Camilo Castelo Branco ou quando os encontro não consigo distinguir-lhes o género, escondido por operações e perucas louras. Vou quebrar um interregno de votação que estabeleci há três anos, mais por nojo do que por conveniência. Apesar de nunca ter deixado de votar por Lisboa lembro-me da tristeza que senti por ver Santana Lopes eleito e todo o cortejo de malbaratagem que se seguiu. Carrilho traiu-me e foi-se embora impunemente e António Costa já afirmou que fará o mesmo na eventualidade de perder. Estou numa encruzilhada decisória. Não me convence o "bem prega Frei Tomás" de Sá Fernandes (que há quem diga que faz falta). Ruben de Carvalho é demasiado "low profile" e António Costa só diz e promete banalidades. Negrão, um candidato que não sei se me faz rir se me faz chorar, é o que se vê. Se ele é a melhor escolha do PSD para a Câmara mais importante do país, bem podem limpar as mãos à parede. Não pensei sequer em Telmo Correia pois continuo à espera que Portas fale dos recibos do Jacinto Leite...

Abram alas para o Noddy

Running on stolen fuel


Há algo de errado nos algoritmos do Google News que seleccionam estas notícias e as categorizam. O Berardo ainda vá, que tem entretido a malta, agora os assaltos é que não estou a ver que relação têm... Cortesia do leitor Jorge Laranjo.

Apple form factor evolution

A evolução da espécie, em representação gráfica.

25 junho 2007

e-Commerce

Há anos que embirro solenemente com os rascunhos de comércio electrónico que as empresas portuguesas andam por aí a apregoar e a dizer que fazem. Tretas! São tudo tretas! Contactei na passada Quinta Feira dez fabricantes da área têxtil, a saber duas empresas americanas com escritório em Espanha, duas empresas italianas, uma com escritório em Lisboa, duas empresas chinesas estas últimas com contactos num maravilhoso directório comercial onde encontro de tudo, de roupa interior a armamento e quatro empresas portuguesas. Às quatro da tarde de hoje, Segunda Feira, tinha seis respostas, pouco esclarecedoras é certo, mas tinha seis respostas. Adivinhem a nacionalidade das que nem se dignaram responder...

Pequeno almoço

Agora que a obesidade infantil é alvo de inúmeras observações de comentadores e especialistas é que os comunistas estão perder uma oportunidade de ouro para se implantar em força nas arenas políticas europeias.

My favorite things


When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad

24 junho 2007

O homem a quem chamavam gaivota

Não sabia nem ler nem escrever mas todos os dias relambia religiosamente as páginas dos jornais disponíveis na pequena sociedade recreativa. Aprendi, aprendemos, a gostar da figura seca e magríssima de gestos largos e absurdamente educados que pedia, de quando em vez, que lhe lessem uma ou outra notícia cuja atenção lhe fosse reclamada por esta ou aquela fotografia. Todos aprendemos que as imagens de barcos eram a maioria das que primeiro eram requisitadas e todos sabíamos que mais tarde ou mais cedo haveríamos de escutar-lhe histórias da vida de embarcadiço enquanto houve disposição para tal e mais tarde da vida do sal enquanto houve saúde e idade. Que um dia haveria de embarcar para uma viagem longa, gracejava quase sempre assim. Que haveria de mandar notícias embora não soubesse bem como por causa da questão das letras. "Hei-de mandar quanto mais não seja um postal!". Partiu. Inesperadamente, sem um único sinal. A vida continuou pacata e solarenga e muitos de nós não voltaremos a ir ver se há correio da mesma maneira de sempre.

23 junho 2007

Outras viagens

..."Este fim de semana a sua irmã que já tinha um filho de dois anos voltou a ser mãe. Quando recebeu no hospital a primeira visita do seu filho, o miúdo correu para o berço e batendo no braço do seu novo irmão fez a primeira e mais importante pergunta:
- Então?? És benfiquista?"...

Via "Sem sono como sempre".

Novo aeroporto

22 junho 2007

iPhone Guided Tour

Reserve os próximos vinte minutos para perceber qual vai ser a sua próxima compra em termos de telefone. A gerência deste blog não se responsabiliza por surtos violentos de consumismo.

Popular Mechanics (II)

Ghost Soldiers (Henry Mucci)

No topo da pilha de livros acabados, "Ghost Soldiers", o relato de um dos mais audazes raids de recuperação de prisioneiros de guerra do segundo conflito mundial. Os pouco menos de quinhentos sobreviventes da "Marcha da Morte", um monstruoso crime de guerra perpetrado pelo exército imperial japonês depois de terminada a Batalha das Filipinas, que dizimou milhares de combatentes filipinos e americanos e que consistiu na transferência de campos de aprisionamento por via de uma marcha forçada entre Camp O'Donnel e Cabanatuan. Ghost Soldiers é a história de um raid de salvamento de prisioneiros de guerra numa operação arquitectada pelo Coronel Henry Mucci (1909-1997), um graduado que detestava secretárias e que contou com a participação de cento e vinte comandos americanos e um número indeterminado de guerrilheiros filipinos liderados por Pajota "El Capitán". Mais do que a operação em si, que terminou com apenas uma baixa de suposto "fogo amigo", Ghost Soldiers é um relato vívido do dia a dia dos prisioneiros e das suas técnicas de sobrevivência no campo e da meticulosa preparação de uma operação atrás das linhas inimigas, descrições essas que levarão o leitor a impacientar-se e a espreitar por cima do próprio ombro.

Humor light

Quando entrei na fresca sala do Centro de Saúde, disposto a marcar uma consulta de Prevenção Tabágica, percebi que a hora não era a melhor. Faltavam poucos minutos para as 14 e o horário da secretaria, imperioso, gritava baixinho que só quando o relógio batesse as duas é que a dita me poderia ser de alguma valia. Da penumbra da sala surgiu um funcionário que, solicitamente me informou que ainda teria de esperar alguns minutos. "Mas não posso esperar aqui?". Que não, que ainda não tinha chegado a funcionária das marcações. "Olhe, vá lá fora, ainda tem tempo de fumar um cigarrito..."

Popular Mechanics

Suspensão independente é um termo genérico usado em mecânica automóvel que tende a descrever um sistema de suspensão em que cada roda de um eixo se move verticalmente por efeito de uma lomba ou um obstáculo na via, independentemente da roda oposta nesse mesmo eixo. A maioria dos veículos modernos possui este sistema na suspensão frontal em contraste com outros sistemas de eixo rígido ou outros, conhecidos como eixos deDion em que o movimento vertical de uma roda implica a deslocação vertical (ainda que menor) da roda oposta no eixo. O sistema de suspensão independente permite um controlo de veículo com grande comodidade já que este sistema de suspensão absorve as irregularidades do terreno com muito maior facilidade que qualquer outro sistema. Se o leitor é, do ponto de vista de mecânica, um inepto (saber mudar um pneu não o qualifica como mecânico), veja este exemplo dos efeitos da suspensão independente sobre o conforto dos passageiros.

Busca, Bobby, Busca!

Nunca sei se o raio dos cães se chamam Bobby ou Bobi, mas creio que lhes não fará grande diferença. Há anos um tratador de canídeos disse-me que tanto fazia, que só o som da última sílaba era importante, coisa que não testei assim que vi o corpanzil do animal, um imponente Pastor Alemão de uma força policial, ainda por cima chamado "Orvalho". Ora, tendo em vista o som da última sílaba, optei por não o insultar já que não me lembrava de mais nada. Mas estou aqui a esta tardia hora para tentar explicar ao leitor que aqui chegou pela magnífica pesquisa "Como obter cópia de bilhete de identidade falsificado". Um conselho, meu caro leitor, não vá por aí... É que se a coisa já é perigosa por se tratar de uma falsificação, uma cópia de um B.I. forjado não tem classe nenhuma. (Nota mental: Ver que raio de post deste blog induz os compradores de identificações a chegar até mim...). Há uns bons vinte anos era relativamente fácil obter o formulário do documento final, eu mesmo vi transaccionar umas boas unidades daquele papel amarelucho que saía em boas quantidades da mala de um Renault 5 em plena Cinco de Outubro. Os tempos eram outros, os BI eram usados em coisas que hoje pareceriam infantis e me dão (hoje) vontade de rir, como ir ao Cinema ou (imagine-se!) a Espanha! O Bin Laden ainda andava de fraldas, não sei mesmo se Schengen não seria ainda uma aldeola simpática numa das margens do Mosela.

21 junho 2007

Dr. Google

Ontem sucedeu aqui algo. É evidente (pelo menos para mim) que neste espaço estão constantemente a acontecer coisas extraordinárias e outras espécies de sortilégios e isso não devia constituir novidade, mas ainda assim são factos e contra factos já sabemos que não há nada a fazer. Dei por uma mudança, o Google fez o favor de me mudar a língua do editor deste blog, tudo bem, não vem mal ao mundo por isso e não fiz questão de voltar a colocar isto tudo em termos que se entendam sem problemas já que o interface que vossas mercês vêem é português, tanto monta como diriam os mais antigos. O facto de a língua do editor estar em inglês fazia com que as buscas do Google PT não fossem predominantes, não era grave, lá vinha um ou outro à procura de casas de meninas em Leiria, o video da Elsa Raposo é um êxito, caiem que nem tordos, é uma tourada (bela piadola, esta!). Mas eis senão quando, se abrem as comportas da curiosidade humana e o Google me dá de presente as buscas portuguesas e brasileiras que passam a constar, em grande maioria, nos referrals que trazem os anónimos cidadãos a estas páginas. É um autêntico mundo novo! Deixaram de procurar "Putas em Leiria" e passaram a almejar mais, que é próprio dos homens almejar, mais a mais quando estão à rasca (outra excelso gracejo) e abrem-se a outros horizontes. Mondim de Basto parece ter um especial interesse em prostíbulos, são de longe a maioria, mas atentos estejam leitores que há pragas bem piores. Tomem o exemplo dos problemas dos cães com pulgas! Chegam aqui em quantidades industriais as buscas para resolver problemas deste calibre. Partículas da curiosidade lusófona que se traduzem em frases "Tenho o cão negro de pulgas" ou "Cachorro Rotty Váile com pulgas". Ou a acne juvenil que parece atormentar muita gente dado o volume das pessoas que buscam a expressão "Coço e deixa buraco". Ou coisas mais pueris como "De onde vem o mel?". É a pensar nesta pobre gente ansiosa por respostas à existência que abro em breve uma nova categoria de entradas que visa a responder (o melhor que sei e posso) a tão lacinantes pedidos. Tenho medo de já não chegar atempadamente a algumas questões. "Tomei banho depois de almoço, vou morrer?" é por exemplo uma das que mais me atormenta, mais a mais que não sei se o próprio almoçou ou se só tomou banho. Ou o infeliz que buscou "Eu não suporto" não nos dizendo sequer o que diabo não suporta invalidando assim uma bela consulta online gratuita. Enfim, farei o meu melhor. Mas preocupa-me a situação da falta de putas em Mondim de Basto...

One man's Rhapsody

Chamam ao telefone o Dr.Pavlov

Tenho aqui um gato em casa. É mentira, tenho aqui um gato em casa que só cá fica durante três minutos, o tempo necessário para vir comer desalmadamente. O processo é simples, pelo menos parece simples, ele já conseguiu condicionar-me. Descrevo os passos. Saltar para a janela e miar como se não houvesse ninguém que o escute num raio de 500 metros. Esperar que o dono (deveria em boa verdade chamar-lhe promitente dono...) lhe abra a porta. Subir em grande velocidade a escada antes que o cão dê pela presença dele. (Em boa verdade ele dá sempre pela presença dele, mas suspira e deve pensar "Eu quero lá saber..."). Comer desalmadamente o máximo possível em três minutos. Descer a escada e saltar para a janela. Repetir o processo do miado. Esperar que o dono abra a porta. Adeusinho e até amanhã. Este gato chama-se Piggy, mas o nome está claramente mal atribuído. Devia chamar-se Pavlov.

O Manjerico Dourado

Eu cá acho que isto dos concursos de Marchas Populares está tudo dominado pelo sistema... Uma OPA ao Santo António era o que era preciso!

1º Alfama 
2º Marvila 
3º Campolide  
4º Castelo e Mouraria 
5º Alcântara 
6º Lumiar 
7º Bica 
8º São Vicente 
9º Madragoa 
10º Olivais, Bairro Alto  
11º Alto do Pina 
12º Graça 
13º Carnide  
14º Bela Flor 
15º Santa Engrácia 
16º Beato 
17º Ajuda 
18º Benfica

20 junho 2007

Passatempo "Viagem à Polinésia Francesa"


Como sabem este blog desencanta de quando em vez uns passatempos com prémios mais ou menos tentadores. No último, oferecemos vinte exemplares do número seis da revista iCreate e pelo que li na caixa de comentários, nem toda a gente percebeu a mecânica do concurso (e eu também não expliquei porque assim fico com uma solução na manga para futuros eventos...), mas desta vez é mesmo simples e fácil. Tudo o que o leitor tem de fazer é responder acertadamente a duas perguntas (fáceis, fáceis...). Consulte a fotografia acima e responda rápido:
1- Quem, dos fotografados, está com sono?
2- Quais são os dois que são gémeos?

Faz tempo que não ouvia

"Eh pá, acho que abusaste. É cá um canjeirão de vinho...". "Canjeirão", corruptela do vocábulo "canjirão", medida para líquidos ou jarro de boca larga para servir vinho.

Faz tempo que não ouvia

"É um grande motor, tem um relantim certinho como um relógio!". "Relantim", corruptela do galicismo "Ralentie", a rotação mínima do motor que não está sujeito a esforço de tração, vulgo "ponto morto".

Todos nascemos benfiquistas

Não sei quem é o Joel Neto, mas deve ter muitos amigos, deve...

19 junho 2007

El alcalde

A plateia ouvia atentamente um orador espanhol que tentava esforçadamente certificar-se de que a plateia o entendia. A dada altura necessitou de usar o termo "Alcalde" (Presidente da Câmara), mas teve o presentimento de que não o perceberiam. Perguntou se o termo existia em português e disseram-lhe que não das primeiras filas. "Qual é o nome que usam para Alcalde?". Ergui um pouco a voz e disse "Arguido!"

London 2012 Heather Small - Proud!

Belíssimo o filme de promoção dos Jogos Olímpicos de Londres. Seria um enorme favor prestado à causa da curiosidade humana se depois de o verem deixassem o vosso contributo na caixa de comentários para a identificação de algumas das mediáticas figuras que nele constam. A música, é de Heather Small e o tema chama-se Proud. Lembrei-me com alguma nostalgia da promoção do Euro 2004.

The gathering


Tem a sua graça que quatro pessoas se reunam numa cidade que lhes é estranha, longe de casa, apenas partilhando o uso do mesmo sistema operativo. E mais graça tem ainda que esses quatro estejam na disposição de ir ao restaurante, propriedade de um quinto elemento, também ele utilizador Apple e se encontrem num determinado local para tomar algo antes da refeição, sendo que no espaço que escolheram está uma sexta pessoa, que nada tinha a ver com este filme, folheando uma iCreate. E ainda dizem que a Apple é uma plataforma minoritária...

O poeta

Chovia. Chovia aquela chuva estupidamente violenta que não nos deixa abandonar o refúgio seguro que conseguimos alcançar. Ali estávamos nós dois, como que presos dentro de um elevador sem que a porta se abra e nos deixe prosseguir as nossas vidas, onde quer que elas, as vidas, nos levem. Ele chegou sacudindo o guarda-chuva como se embainhasse um sabre de cerimónia. Primeiro esticou as varetas desfazendo as dobras do pano preto lustroso, depois com dois dedos espetados, procurou delicadamente a pequena fita que haveria de rodear todo o chapéu e ainda mais delicada e meticulosamente fechou o pequeno clip que haveria de fazer terminar todo o cerimonial. Ali estávamos nós, debaixo do toldo, cada um de nós a pensar no que poderia estar fazendo se não fosse a chuva impertinente. Eu tinha-lhe adivinhado os trejeitos, lia-lhe na fita negra do outro chapéu na cabeça que aquele que ali estava a invadir-me o espaço e a pressa não iria ficar calado. Há algo nos olhos dos que não vão ficar calados que nos avisa da iminência dos acontecimentos, é como se chegassem a transbordar de ansiedade e antes que abram a boca nós sabemos já que estão a deitar por fora e que, sem apelo nem agravo, acabarão por nos salpicar. "Freguês, vai uma cautela branca?". Que não, ainda por cima branca. "De certeza?" De certeza, não sou jogador. "Não me minta, eu vejo-lhe nos olhos que gosta de jogar...". E gosto, pensei eu, mas nem sei porquê porque a fortuna ao contrário do velho, não me costuma sorrir. "Pronto, não quer, não quer, não será por isso que não deixamos de ser amigos...". Logo eu que nem sabia que era seu amigo, mas pronto, convencionemos que sim, que o somos, quanto mais não seja até parar de chover. "Fui guarda da Praça de Touros do Campo Pequeno durante vinte e cinco anos!". Que sim, que fora bem guardada, que ainda hoje lá estava e ninguém a tinha levado. "E sou poeta!". Fiquei sem resposta, ninguém está preparado para encontros de poesia debaixo de um toldo e chove que Deus a dá. "E sou feliz, veja lá!". Bom para si. "Recebi o meu quando fecharam o Campo Pequeno para obras e pirei-me. Agora vendo jogo e não sou menos feliz. Tenho tempo para a poesia". Acendi um cigarro. "E vejo nos olhos das pessoas quando elas são jogadoras". Comprei o diabo da cautela. Era branca, nada de novo.

iCreate nº 6 (GAME OVER)


Está nas bancas o número 6 da revista iCreate e se você for um leitor atento deste blog poderá ganhar um exemplar. Afinal de contas é nos pequenos embrulhos que estão as maiores surpresas...

Esta oferta encontra-se FECHADA por ter sido atingido o número de premiados. Todos os contemplados receberão a respectiva notificação por email. Obrigado pela participação.

Premiados: J.Oliveira, A.Sousa, N. Roque, S. Currais, C. Fervença, R. Jesus, R. Aires, H. Barbosa, R. Vilas Boas, N. Fernandes, J. Santos, F. Nogueira, Á. Amorim, P. Rodrigues, J. Rosário, M. Pereira, P. Gonçalves, N. Gonçalves, J, Meleiro, L. Marques, C. Luís.

Razões do coração

Isto era o que sucederia se eu fosse relator desportivo e tivesse de relatar um jogo do meu Benfica.

18 junho 2007

CTT em regime de Take Away

Já desde há muito que na estação dos CTT da zona da minha residência brinco com as funcionárias de serviço sobre a quantidade de quinquilharia que nas lojas postais se vende. Creio até, e é por mera preguiça que não vou procurar, que já aqui escrevi sobre isso. Faz meses que lhes disse que ainda seria no nosso tempo que os CTT venderão ao balcão pacotes de arroz e manteiga. Riram-se muito na altura enquanto me tentavam convencer a comprar um livro de um qualquer charlatão, livro esse que polidamente recusei. Hoje, enquanto despachava alguma correspondência, perguntaram-me se eu não estaria interessado num leitãozinho. "Desculpe? Um leitãozinho?". Sim, temos aqui uns folhetos de uma empresa que fornece leitão. Revirei o folheto, os meus incrédulos olhos não queriam acreditar. Não trouxe o folheto de danado que fiquei, mas não me esquecerei tão depressa que os funcionários dos CTT da minha área estão a empurrar os clientes para a empresa que dá pelo prosaico nome de "O Bacorinho Lda.".

Number crunching

Este fim de semana chegaram-me duas coisas interessantes (para mim, pelo menos). Running the numbers que veio do leitor Daniel Lemos e o Shift Happens que veio do JVC.

17 junho 2007

Nós por cá

O Correio dos Alunos da Associação de Estudantes da Escola Superior Artística do Porto é uma newsletter que os interessados recebem comodamente por correio electrónico. É feita por uma pessoa que eu conheço e foi inicialmente inspirada num modelo informativo do qual sou moderador há uma carrada de anos. Mas o modelo foi aperfeiçoado e melhorado e hoje é um documento elegante, e embora continuando a ser simples, não deixa de ser eficaz naquilo a que se propõe que é cobrir as actividades da escola. Embora não seja a primeira vez que nela vejo referências aos meus Workshops, fui esta semana surpreendido por uma inserção de uma pequena entrada neste blog. Pode descarregar este exemplar da newsletter clicando aqui e pode, se lhe agradar, pedir a subscrição por correio electrónico clicando aqui.

16 junho 2007

Não podemos guiar por ti

Um site dinâmico

Eu não sei se valerá a pena continuar a investir em desenvolvimento tecnológico para a Web. Verdade verdadinha, depois de ver este site eu nem sei se vale a pena continuar a saber o que quer que seja...

What's another year?


E vão três!

Que falta de imaginação

Segundo o Correio da Manhã, a PJ encontrou na contabilidade do CDS-PP uns bons milhares de recibos de doação de fundos, recibos falsificados segundo a notícia. (Não deve ser fácil fabricar um milhão de euros em quantias pequeninas). A existência de um recibo emitido em nome de Jacinto Leite Capelo Rego, um nome que constitui uma das primeiras brejeirices que aprendi na infância. É surpreendente ver este nome renascer das cinzas do anedotário nacional. E também fico à espera da restante lista de nomes (malta do CDS, telefonem-me que eu não aprendi só a do Jacinto!) bem como da habitual gritaria de Paulo Portas que também deve estar a sentir algo pela espinha abaixo...

Os malefícios do batráquio



Clique na imagem para a ver em tamanho decente.
Quando pensamos que já vimos tudo o que havia para ver em termos de rescisões contratuais vem alguém que levanta a fasquia. Há coincidências deveras engraçadas, faz pouco tempo comentava com alguém, que no meio de um generoso relvado junto a uma casa de enorme bom gosto alguém tinha colocado um horrendo sapo em cerâmica. O conjunto é tão contrastante que me interroguei sobre as razões de tal opção. Foi-me dito (e fiquei surpreendido pois desconhecia esta teoria) que "a presença da simbologia dos sapos afasta determinados grupos étnicos). Explorei o assunto e percebi (com ou sem fundamento) que a etnia cigana parece ter esta perspectiva sobre as batraquiais criaturas. Alguém confirma isto?

Meus caros, está decidido!

Se o novo aeroporto vier para Alcochete, já sei o que vou fazer com o meu jardim!

14 junho 2007

The thin red line

"Eh pá, como é que t'eide d'zer, eu tava farto de d'zer à chavala que ela não podia andar com três ao mesmo tempo, t'ázaver?". "Eu fartei-me de lhe dar bons conselhos, de lhe d'zer para atinar, para ter juízo, p'ra crescer um coche...". "Não m'ouviu t'ázaver?". "Eu juro-te que tentei, pá! Fui mais q'um pai p'a ela...". "Maz'a família dela é de gancho man, é de gancho!". "Deixaram todos de me falar quando eu fui p'a cama com ela, man! Todos! Ninguém me fala!". "Mas olha que eu fui mais q'um pai p'a ela!"

13 junho 2007

Cromossomas

Eu nem sei bem o que diga sobre isto...

Campanha de assinaturas iCreate


Para assinar, visite o site da iCreate e não se esqueça de introduzir o necessário código promocional. A verificação da subscrição será feita por mim pelo que, para evitar atrasos, dê o seu endereço de subscritor.

Binaural Recording

Eu sofro um bocadinho (mas isso toda a gente já reparou) com alguns aspectos da minha personalidade. No que à minha curiosidade diz respeito há coisas que sempre quis saber como serão, nomeadamente coisas que por norma me estão vedadas seja pelo sexo (quem é que nunca quis saber sobre o que conversam as meninas nas casas de banho?) seja por múltiplas outras razões. E percebo que há quem sofra do mesmo, nomeadamente as meninas que terão outras curiosidades (têm, não têm?). Pois cá estou (quais eram os vossos outros dois desejos?) para vos resolver o problema da ida ao barbeiro... Eu sei, por amarga experiência, que as idas das meninas ao cabeleireiro implica um slot de agenda livre de pelo menos três horas e a capacidade física de ficar imóvel com a cabeça dentro de um ovo de plástico (coisa que eu não conseguiria fazer com toda a certeza) como se fossem a Senhora de Fátima (sendo que esta última não lê a Caras...). Cliquem aqui e ouvirão a experiência sonora mais parecida com uma ida ao barbeiro. Recomendo-vos o uso de um bom sistema de som ou de uns auscultadores.

A técnica "Binaural Recording" é um método complexo de captação de som que eu me dispenso desde já de explicar. Mais depressa vos explicaria o que é um "off-side"...

Sundae bloody Sundae

Sejamos francos: Haverá alguma razão técnica que obrigue os copos de Sundae a ter aqueles gomos estapafúrdios ou aquilo é mesmo só para arreliar o indígena?

Zippo, o desasossego

Eh pá! A sério! Porque é que se estiveram a incomodar?

O polímero doce

Almocei com E. no restaurante Serra da Estrela em Oeiras. E. comeu Arroz de Pato e eu um belo pedaço de novilho com puré de batata. As sobremesas tinham bom aspecto. Eram bastante frescas. Tão frescas, tão frescas que o doce "Serradura" que E. pediu ainda tinha a cápsula de plástico da embalagem de natas dentro da taça.

12 junho 2007

Quanto mais prima

Oh meu rico Santo António
Mais Santo do que o que julgas
Dai-me a graça de um bom texto
P'ra meter no Cão e Pulgas

Jámé! (Aeroporto V)

Primeiro a Ota, um bocado mais longe do que a Portela, um bocadinho chato que era só atravessar a ponte. Depois Poceirão, mais perto da porta, logo seguida de Faias que ainda era mais perto que esta última. Hoje é Alcochete, quase quase dentro de casa. Não deve tardar muito que a minha pacata aldeia, o Rosário, encomende um estudo de localização para um aeroporto. Olhei para o meu pequeno jardim hoje de manhã e vi-o com outros olhos. Os de especulador imobiliário...

Lavar o carro

Eu sou daqueles que gosta de lavar o carro à mão. Já gostei mais, é um facto, falta-me a paciência e o tempo. Mas encontrar um portal português sobre a "arte" de lavar o carro também me parece um bocadinho de exagero. Vejam as fotos. Há jantes ali que eu era capaz de lamber. E tampas de motor que estão tão ou mais limpas do que quando o carro saiu de fábrica. E os donos deixam extensas listas de produtos usados nas limpezas. Eu disse extensas porque o são de facto. Nalguns casos parece o rol de compras de uma clínica de estética na Estée Lauder.

11 junho 2007

Desapareceu de casa de seus pais...



Era Simplex. Entregavam o assunto a um qualquer contínuo, daqueles cuja aspiração máxima é ter A Bola lida antes de almoço e qualquer grunho iletrado já ouviu falar no SIGA. Mas não, não tiveram tempo de nomear uma Comissão de Estudos para o assunto. É bonito, talvez se usarem a Vanda Larga... (Roubei no Adaeternum)

Afinal há milagres!

Não sou um tipo muito crente, pelo menos nos ícones habituais ou nos dogmas em que a maioria das pessoas o é. Mas convenhamos que o que acabo de ler me ia fazendo cair da cadeira e, quem sabe, ajoelhar. Afinal há milagres. Agora vou ali reler o parágrafo em que ele diz "estou bastante agradado com o MacBook. Nunca fui grande adepto da Apple, para não dizer crítico mordaz (e algumas vezes enganado e injusto, devo reconhecer). Mas isto é mesmo o Jaguar dos computadores."

Lições

Lições. Surgem de onde menos se esperam...

You missed the whole point, didn't you?

"Senhor professor, pode-se entreguar o trabalho de cultura na sexta até á hora de almoço. Com os comprimentos da aluna XYZ"

"professor vanho informa-lo por este meio porque não foi possivel encontra-lo na escola, e informa-lo que o meu trabalho foi entregue com erros de formatação e so dei conta depois de estar encadernado. Pesso desculpa por esse tipo de apresentação.sem mais assunto boa noite."

Pergunta-me o receptor destas pérolas se deve cortar os pulsos. Eu acho que não, até porque depois deixávamos de ter material para nos fazer sorrir...

Por detrás de um grande homem...

..."Eu sou o professor Feynman, apesar do fato. Normalmente dou as conferências em mangas de camisa, mas, quando saí do hotel esta manhã, a minha mulher disse-me: "Devias usar um fato." Eu disse-lhe: "Mas dou sempre as conferências em mangas de camisa." E ela respondeu: "Sim, mas desta vez não sabes do que estás a falar; por isso devias tentar causar boa impressão..." E vesti o casaco."

Via Little Boots and Friends. Tudo o que li sobre o fascinante Richard Feynmam se deveu a simples acidentes de pesquisa e digo-vos, é absolutamente imperdível e mostra como um génio pode ser um excelente humorista.

Hoje é dia de S.Keynote!


Steve Jobs fala hoje às massas do desenvolvimento Apple no âmbito da WWDC e a forma de acompanhar o evento poderá passar por escutar o feed de audio do evento que pode ser acedido aqui. Também haverá cobertura em texto por diversos sites que poderão ser consultados clicando aqui. Tudo isto vai acontecer alguns minutos antes das 18:00 Horas portuguesas. Para o feed de audio informo desde já que convirá "marcar lugar" bastante cedo para evitar dificuldades de acesso de última hora. Agradecimentos ao Botinhas pela complementaridade dos links.

10 junho 2007

Às vezes chegam cartas


Ainda eu me queixo da EMEL

Ainda não confirmei pessoalmente, mas não tardará que o faça e traga prova fotográfica, mas consta que Lisboa tem um dos sinais de trânsito mais antigos de toda a Europa. Fica na Rua do Salvador em Alfama e data de meados do ano de 1600. É uma placa de cantaria embutida numa parede da parte mais estreita da rua, que na antiguidade tinha dois sentidos. Sumariamente a placa reza que quando dois coches, liteiras ou carroças se encontrem e haja disputa de passagem, o veículo que sobe deverá recuar e dar passagem ao outro. O trânsito nesta rua devia dar origem a disputas deveras problemáticas porque a própria pena "Por ordem d'El Rey" aplicada aos infractores está também ela inscrita na dita placa. Nem mais nem menos do que cinco anos de degredo no Brasil...

Paranoia, Paranoia, everybody is coming to get me


Lip Dub - Flagpole Sitta by Harvey Danger from amandalynferri on Vimeo
O Lip Sync ou Lip Dub está na moda. Some-se uma câmara de video, um ou mais bons actores ou mimos, uma boa escolha de banda sonora e aí estamos nós. Dos muitos que já vi, este foi o que me impressionou mais. Não propriamente pela qualidade mimíca, mas por pormenores de coreografia e movimentos de câmara que denunciam de imediato uma boa técnica de filmagem. Mas mais ainda pela quantidade de gente envolvida na rodagem do video.
P.S.- É impressão minha ou não há falhas de raccord e isto é feito num só take?

First things first

Quando o formador tem à sua frente uma plateia e no cérebro um assunto para expor, o primeiro passo (ainda que dissimulado) é a verificação de requisitos. Tal consiste em assegurar-se de que a plateia (o receptor da sua mensagem) está nivelada ao nível dos valores mínimos de percepção da generalidade do seu conteúdo. A título meramente exemplificativo, o formador não deve começar a falar de Fermi ou de Oppenheimer (nome catita, este!) sem primeiro se ter certificado se a plateia tem algum conhecimento (ainda que mínimo) de Física Atómica para que toda a sua estratégia de formação possa resultar. Caso não proceda à avaliação de requisitos, o formador, por mais experiente, treinado e certificado que seja na matéria leccionada estará a laborar num tremendo erro, que é deveras básico e que mostra à saciedade (e à sociedade também), que o primeiro degrau das suas fundações pedagógicas por mais "internacionais" que sejam, está solto... E não aprendi isto em seis meses de Harvard, bastaram-me trinta dias em Xabregas...

Is this war?


Primeiro reparei na bandeira já um pouco decrépita e só depois nos cachecóis estendidos de forma a não serem confundidos com roupa a secar. Era pela certa um portista ufano das suas cores. Mais tarde, num segundo olhar, não pude deixar de verificar uma certa unanimidade cromática na varanda do lado. Devem ser amigos...

Gaia, sempre a inovar


Digam lá o que disserem em contrário, os Gaienses estão constantemente na crista da onda da inovação. Que eu saiba não existe em Portugal nenhuma farmácia drive-through. Mas será por pouco tempo já que em Gaia encontrei a Farmadrive quase prontinha a aviar o receituário sem que o freguês saia do carrito...

Apanhei-te Pacheco!

09 junho 2007

Loão, olha o balão

08 junho 2007

Meet Mr. Lee

Uma vez tive a peregrina ideia de prender um maço de tabaco à coleira do meu cão e mandá-lo entregar o maço a outra pessoa. Disse peregrina, porque tudo o que consegui foi peregrinar de novo à tabacaria porque o cão não achou graça nenhuma à ideia e mascou pelo caminho os cigarros todos. Claro, os cães têm personalidade e quem sabe um génio Macário (eu ia dizer maléfico mas vai dar ao mesmo). Nada disso sucede com os gatos, muito menos com o já famoso Mr. Lee.

2º Encontro de Design Multimédia

A iCreate e este vosso escriba vão estar em Coimbra de 12 a 15 de Junho. Integrado no programa oficial do 2º Encontro de Design Multimédia organizado pelos alunos do 4º ano da Licenciatura em Comunicação e Design Multimédia da Escola Superior de Educação de Coimbra, a iCreate terá participação activa no programa de Workshops (bem catitas por sinal e olhem que eu já vi muito programa...), com actividades programadas para todos os dias (consulte o programa). Extra curricular será a actividade "À procura de Nemo", num rolinho de sushi.

07 junho 2007

What about if?

"Se possível que me indica-se ou que me esclarece-se" Volta Maria Emília que estás perdoada.

Are you going to Scarborough Fair? (II)

Porque a verdade, mesmo quando dura, não se deve deixar escondida numa caixa de comentários. O texto abaixo foi um comentário que foi deixado anonimamente (so what?) no post original. Não tenho comentários a fazer, mas mando-lhe daqui um abraço.

Eu fui professora durante 4 anos e um mês. O 1º ano após o estágio foi o que qualifico como um ano de sonho! De facto só podia estar a sonhar... pois os anos subsequentes provaram que aquele meu 1º foi uma grande excepção! Tive alunos exemplares, daqueles que competem para ir ao quadro ou para responder às questões colocadas. Respeito, motivação, empenho! Quase todas as estratégias por mim utilizadas na sala de aulas surtiam o efeito a que se propunham, e, caso contrário, eram reformuladas em conjunto com os alunos num ambiente de saudável partilha e discussão. Foram realizadas imensas actividades curriculares e extra-curriculares sempre com o apoio do Conselho executivo, atento às necessidades e interesses de todos.Nos anos seguintes o choque. A realidade, enfim. Coloquei em questão as minhas capacidades. Se os alunos saltavam pela janela a meio da aula era porque eu não os conseguia controlar... Era nova, não me respeitavam.... Rastejavam pela sala, berravam, saíam a meio da aula sem autorização, etc, etc, etc. Nas reuniões os colegas remetiam-se ao silêncio, não havia queixas relativas às turmas... Só eu tinha... Eu era mesmo uma péssima professora.... Mas as chamadas faltas disciplinares íam-se acumulando em todas as disciplinas (não era fácil um professor do quadro admitir que não controlava os alunos). Nenhuma estratégia resultava.... O que fazer? Em desespero dirigi-me ao Conselho Executivo. A resposta: " Não há nada a fazer, tens de levar a cruz ao calvário..." Fechei a porta atrás de mim e chorei.... E desisti... Desisti.... Sozinha não conseguia. Não sei fazer milagres. Devo ser mesmo uma péssima professora...Escolhi a carreira de docente muito por influência de excelentes exemplos que tive enquanto estudante. Talvez não tenha feito o meu melhor (isso incomoda-me....), mas fiz o que consegui...Hoje sou caixa num hipermercado...Os sonhos que tinha esfumaram-se e ilusões não tenho nenhuma....

Business as usual

06 junho 2007

É a globalização, estúpido!

Eu quero um Darth Vader

O Markl vai adorar, não vais Nuno?

Afro quê?

Bravo!

Apple iPhone

Os chineses nestas coisas não brincam em serviço...

Are you going to Scarborough Fair?

Eu não sei se teria coragem e estofo para ser professor a tempo inteiro. Se bem que goste (e muito) de Formação, falta-me a paciência para processos mais prolongados de pedagogia. Reconheço porém, e justiça lhes seja feita, que os professores do Ensino Público português são, em muitos casos, autênticos Mestres. Porque não deve haver nada mais reconfortante que pegar num grupo, trabalhá-lo, moldá-lo e levá-lo a uma meta. Sei, por experiência própria que pode também ser um processo doloroso quando as coisas não correm bem, ou quando apenas uma minoria consegue cruzar essa mesma meta. Quando isso acontece os bons profissionais sofrem sozinhos, os maus encolhem os ombros e procuram uma desculpa. E ensinar num clima de pressão do próprio Ministério, num ambiente de opinião pública desfavorável pode levar a um estado de "deixa arder que o meu pai é bombeiro", próprio de quando as coisas correm menos bem. Mas há um detalhe que separa os bons profissionais dos maus profissionais. Daqueles que vestem a camisola de professor e que depois a não conseguem despir porque se lhes agarra à pele dos que não nasceram coma vocação do ensino. E nesse caso sei do que falo. Por mim e por coisas que vou lendo. Como este email que hoje recebi que me recordou alguns dos Mestres que tive e de quem passei a ter saudades antes ainda da última aula ter terminado.

"Esta turma foi a que me deu mais trabalho, um dia num teste levantaram-se todos os que estavam junto à parede e foram debruçar-se na janela. Perdi a cabeça e disse-lhes que eram a turma mais merdosa que já tinha tido e que bem podiam ir queixar-se à directora de turma e ao conselho directivo. Passei-me mesmo. Na aula seguinte eles pediram desculpa e eu também, mas agora no fim do ano elogiei-os porque acabaram por ser a turma mais cumpridora e trabalhadora que tive. E já tenho saudades deles..."

05 junho 2007

500 anos de retrato

Sei lá

"Qual é o grau de parentesco que se tem com a mãe da sogra?"
"Sei lá!"
"Pois, era o que eu temia..."

Mais advogados

Já tive discussões duras com advogados amigos, sobre ética, postura deontológica e a imagem que na sociedade portuguesa se gera da classe. Muito por culpa das chamadas "Lojas de Advocacia" que tanto parecem incomodar o Conselho Deontológico da Ordem dos Advogados que já produziu belas laudas (e se algumas me irritaram, caraças!) sobre a "vulgarização da profissão", tique que me chateia um bocadinho. Nada tenho contra as ditas lojas, pouco me incomoda enquanto cidadão que se preste em loja o serviço de reparação de televisões ou aconselhamento jurídico. Nada disso diz a deontologia, que os advogados estão proibidos de fazer publicidade dos seus escritórios. Por acaso nota-se! É que basta olhar aqui para a coluna dos anúncios do lado direito para se perceber como a publicidade a serviços jurídicos é proibida... De uma vez só eram sete!

The Dating Game

Mais uma peça histórica, da qual tinha visto apenas fragmentos online.

Somos um país tão giro...


Repare-se: Uma profissional de advocacia mostrou-me um certo espanto ao constatar que a sua cédula profissional da Ordem dos Advogados podia ser encontrada online em determinado site. Não é, evidentemente, um qualquer site, é o das Páginas Amarelas Electrónicas. Concordei com ela. que não era normal e que poderia dar origem a falsificação documental e outras espécies de devaneios electrónicos. Perguntei-lhe se alguma vez teria autorizado tal publicação (presumo que se alguém quiser publicar uma cópia do meu Bilhete de Identidade terá de me pedir primeiro a devida autorização...). Que não, que nunca autorizara. Depois especulámos uma qualquer parceria com a Ordem dos Advogados, coisa a que ela não me soube, evidentemente, responder. Propus-me contactar a Ordem dos Advogados e pedir que me fornecessem uma cópia da cédula de determinado advogado membro da Ordem. Céleres na resposta, o serviço administrativo da Ordem dos Advogados informou-me que (e cito) "Não é possível fornecer cópia de cédulas de advogados. Podemos sim, certificar a inscrição de determinado advogado, devendo para tal efectuar o pedido ao Conselho Geral da Ordem, identificando o advogado em causa. O custo da emissão da certidão é de 5 Euros."

04 junho 2007

Here's to the crazy ones

The misfits, the rebels, the troublemakers. The ones who link things differently.

Tenho uma consola na canto do olho

Play chess, Doctor Floyd?

03 junho 2007

If you're going to San Francisco

Uma fotografia impressionante. A cidade de San Francisco, em alta resolução, depois do "big one" de 1906. Via Quinta do Sargaçal.

Thinking Blogger Award


Este blog foi galardoado. Não sei muito porquê, mas foi considerado pelo "Bilhas" um dos cinco blogs que o fazem pensar. Peço desculpa, nunca foi minha intenção fazer ninguém pensar, sim que eu sei o que custa ter uma página cujo nome começa por "Reflexões"... Mas atrás da menção vem um conjunto de regras que devo cumprir. A primeira linkar as regras. A segunda é meter o pequeno logo lá em cima, coisa que também já está. A terceira, naturalmente mais trabalhosa, é a de indicar cinco (logo cinco!) blogs que supostamente me façam pensar. Não tenho por hábito escalonar os blogs que leio em secções "Fazem-me pensar" ou "Não me fazem pensar". tenho uma lista de favoritos como muito boa gente (e digo muito boa gente porque há dias fiz um inquérito e trinta por cento dos utilizadores a quem perguntei, nunca fizeram uso da secção de favoritos dos respectivos browsers...). Aqui ficam então os meus cinco nomeados:

Táxitramas, de Mauro Castro, um taxista que escreve pequenas histórias do dia a dia de um profissional do volante.
António Boronha, um dos poucos bloggers que escreve sobre futebol (foi Vice-Presidente da FPF) com o distanciamento necessário da febre clubista.
Loja de 300, de Fátima Ribeiro, um dos blogs que sigo com regularidade há mais tempo.
Post Secret, um dos blogs mais deprimentes que conheço, mas cuja qualidade é inegável, pois publica segredos partilhados secreta e anonimamente por toda a espécie de gente.
Quinta do Sargaçal, um dos mais abrangentes blogs de jardinagem em língua portuguesa.

Mas que grande falta de educação... Esqueci-me de agradecer a distinção! Obrigado!

O Buzinão


Era este o bumper sticker que decorou o meu Alfa durante as longas semanas do buzinão da Ponte 25 de Abril.

Dalai Mac Lama

Toca a todos...

Convergência e divergência da tecnologia

Uma das coisas que mais me fascina na vida de Steve Jobs é a capacidade de contrariar as previsões dos gurus tecnológicos. Há poucos dias, um leitor deste blog deixou um comentário que me fez rir. Dizia que (e cito de memória) "uma vizinha disse-me que tinha comprado um iPod da Sony". Na altura não escrevi sobre isto por manifesta falta de tempo, mas aproveito agora a deixa. Poucas semanas depois de ter lançado o iPod, um produto sobre o qual eu (e grande parte do mercado Apple) tinha pouquíssimas expectativas, foi-me passado um texto que Steve Jobs tinha dirigido a toda a estrutura da companhia em que este explicava a filosofia do produto e pedia paciência e fé aos envolvidos na cadeia comercial. Não vou transcreê-lo aqui, mas deixo apenas um parágrafo. "Dentro de meia dúzia de anos, as pessoas perguntarão umas às outras - De que marca é o teu iPod?". Quando agora, e por cortesia de outro leitor (Neca), me chega o link do "The Ries Report", dá-me vontade guardar o ficheiro e deixar o futuro explicar quem tinha razão.

The one that got away (Franz Von Werra)

No meu radar de compras perfila-se agora a biografia de Franz Von Werra, um excêntrico piloto da Luftwaffe, que se tornou notado durante a campanha francesa da Segunda Grande Guerra. Notado pela sua excentricidade, prontamente aproveitada pelo Ministério da Propaganda, Von Werra distinguiu-se por bastantes facetas curiosas da qual o facto de ter adoptado uma cria de leão como mascote da unidade foi apenas uma de entre muitas. Von Werra distinguia-se como um excelente actor e pelo seu carácter indómito enquanto pessoa. O seu Bf109 foi abatido sobre solo inglês em 1940, tendo sido capturado. Interrogado durante duas semanas, foi posteriormente transferido para Grizedale Hall, o primeiro campo de prisioneiros de guerra da Grã-Bretanha. Poucos dias depois levou a efeito a sua primeira tentativa de fuga, saltando o muro do recreio da prisão. Conseguiu deambular incógnito durante quase um mês, apesar de ter sido avistado por diversas vezes. Foi recapturado e enviado para outro campo de prisioneiros em Swanwick. Assim que se instalou, Von Werra juntou-se a um grupo de prisioneiros alemães auto denominado Swanwick Tiefbau A. G (Escavações Swanwick Lda.) que de imediato levou a efeito a tarefa de escavação de um túnel por debaixo das cercas do campo, túnel esse que levou menos de um mês a concluir. Aproveitando um raid aéreo alemão, Von Werra e o seu grupo evadiram-se a coberto do ruído. Dos elementos do grupo, Von Werra decidiu seguir sozinho e contrariamente aos seus companheiros, não escolheu a solução que parecia mais óbvia, a de procurar um navio neutral para abandonar a ilha. Criou a personagem do Capitão Van Lott, um falso aviador holandês, e viajou de comboio até perto de Hucknall um aérodromo militar para o qual telefonou, dizendo ser um piloto holandês cujo avião tinha sido abatido e que procurava reunir-se à sua unidade de origem. Sendo comum na altura a existência de aviadores holandeses, polacos, franceses e checos a combater pela RAF, o Oficial de Dia em Hucknall providenciou um transporte a Von Werra e tratou de confirmar a sua história. Enquanto o fazia, Von Werra dirigiu-se a um hangar nas proximidades e convenceu um mecânico a disponibilizar-lhe uma aeronave para a qual se dizia estar devidamente credenciado pelo comando. Foi por poucos minutos que não conseguiu escapar de Inglaterra num avião do inimigo pois o Oficial de Dia de Hucknall conseguiu o contacto com a suposta base de onde Von Werra se dizia originário. Novamente preso, foi reenviado para o seu campo de origem de onde apenas sairia para uma outra prisão no Canadá, onde os ingleses passaram a deter os seus mais perigosos presos. No transporte, Von Werra saltou do comboio que o transportava tendo ficado apenas a trinta quilometros dos EUA, país neutral na altura. Entregou-se às autoridades americanas e com a ajuda do Cônsul alemão consegue chegar ao México, Rio de Janeiro, Barcelona e Roma, tendo regressado à Alemanha em Abril de 1941. Proclamado herói pelo regime, Hitler concede-lhe a Ritterkreuz (Cruz de Ferro). De regresso à sua unidade, Von Werra morreu após uma falha dos motores do seu avião ter sucedido sobre o Mar do Norte onde fazia uma patrulha. A sua última comunicação continha a passagem da liderança do esquadrão ao seu homem de asa e uma despedida peculiar "Amigos, vou ter de ir tomar banho..."

02 junho 2007

Eu não suporto críticas de vinhos


Nestas coisas eu sou um bocado boçal. Há bons vinhos e maus vinhos, sendo que na minha escala é absolutamente impossível diferenciar os bons em graduações qualitativas de "Mesmo muito bom", "Muito bom mas não tão bom quanto aquele que era quase bom" ou "Bom, a prometer melhorias se for esquecido na adega mais trezentos anos". Eu sei que devia ser um tipo educado, devia fingir que percebo muito de taninos, frutos silvestres, adstringências e mais três milhões de paneleirices com que os críticos nos brindam nas prosas que escrevem sobre vinhos. Mas não. Eu sou, como há pouco disse, um bocado boçal nestas coisas. Concedo-me duas classificações: O "G'anda pomada" e o "Usa esse para temperar os bifes, tá?". Por isso, quando leio críticas de vinhos com muitos floreados na prosa, eriça-se-me a veia vínica e desato a disparatar. Foi o que aconteceu agora depois de ler um texto do JVC. E acabei de decidir, esta semana o JVC vai fazer-me o favor de provar um exemplar do "Chateau Marteau 2006", uma produção da família Antunes que farei chegar-lhe e vai dizer-me de sua justiça, usando vocabulário próprio de críticos de vinhos. Depois, eu e os senhores meus primos (que sabemos à brava de adstringências e taninos, e muito mais de frutos silvestres) haveremos de sentar-nos por aí um dia destes a tentar não nos rirmos muito alto do palavreado. Sim, porque eu lavei muitos barris quando era pequenino... Faremos uma confrontação de apreciações, já que vou pedir a outros provadores que se manifestem sobre este néctar, por isso esmerem-se nas notas de prova!

O rótulo foi desenhado por uma equipa italiana de designers, tipos que fazem uns biscates no Pinifarina e se gostaram da classe exibida acima, saibam que o contra rótulo é ainda mais interessante...

Psttt! O preço de venda a público deste vinho é proibitivo. Se ainda assim quiser arriscar, encomendas para este email.

Skoda Fabia


E o "Baking Of" está aqui...

Favismo

Só o nome impressiona. Pelo menos a mim que quando vi a designação pensei logo num movimento eco-terrorista com tipos suspeitos a plantar favas por aí, sujeitos a condenar nações inteiras a gostar da leguminosa. Mas não, o favismo é uma doença (mas isso eu já sabia...), hereditária e comum a alguns países do Mediterrâneo (parece que em Portugal não é muito comum), provocada pela falta de uma enzima, que dá aos portadores da maleita uma cor amarelada enquanto bébés. Os felizardos atingidos por esta doença deverão evitar Aspirinas e Favas. Pronto, estou mais descansado que não gasto de nenhuma das coisas. Obrigado ao Paulo Ferreira que me chamou a atenção para o flagelo das Aspirinas (sim, que o das favas eu já conhecia...).

Please show me the way to next sushi-bar

Prevejo um alambazamento de sushi e demais iguarias na segunda semana de Junho, mais precisamente no dia 14. É em Coimbra e se me quiserem acompanhar terão de deixar o vosso contacto na caixa de comentários.

01 junho 2007

Corleone to the rescue

Eu quero um subsídio só para mim! Ouviram? Ou querem uma oferta irrecusável?

Dor

Há muitos anos que me não recordava de passar uma noite em branco por causa de um violenta dor de dentes. Impossibilitado de dormir, tentei por diversos meios levar a coisa ao aborrecimento extremo. Em termos de cansaço, fiquei cliente de dois produtos, uma máquina de procurar bolas de golf à venda em canais TV Shop e o Euronews. O Euronews é melhor porque eu gosto de gadgets e fico deveras curioso com estas geringonças.

Serviço Nacional de Saúde

By the power of Greyskull