Lembras-te de quando a tua mãe te dizia "Tu não aceites caramelos de um estranho"? Era a ESTE que ela se referia...
29 novembro 2007
Caramelos
Lembras-te de quando a tua mãe te dizia "Tu não aceites caramelos de um estranho"? Era a ESTE que ela se referia...
28 novembro 2007
Little dongly things
É tempo, penso, de declarar guerra aos pinchavelhos. Esta manhã mesmo acabam de me chegar mais alguns pelo correio.
Encomendei um disco novo a uma companhia americana que vende por correio e, como vivo nesse lugar estranho e remoto chamado "estrangeiro", e porque viajo que nem um pombo-correio, insisti em saber, antes de encomendar, se o disco tinha uma fonte de alimentação internacional.
Uma fonte de alimentação internacional é a peça com a qual não importa em que país você está, ou mesmo que saiba em que país você esteja (é mais problemático do que você imagina) - você liga-lhe o seu Mac e ela resolve o problema sozinha.
Chamamos a este princípío "Plug and Play", ou pelo menos a Microsoft chama-lhe isso porque ainda lá não chegou. No mundo Mac temo-lo há tanto tempo que nunca chegámos a pensar em dar-lhe um nome. Hoje em dia muitos periféricos vêm com fonte de alimentação internacional - mas não todos. Foi por isso que perguntei.
"Sim, tem" disse Scott o assistente de vendas.
"Tem a certeza de que traz uma fonte de alimentação internacional?"
"Sim" repetiu Scott. "Traz uma fonte de alimentação internacional".
"De certeza absoluta?"
"Sim"
Chegou esta manhã. A primeira coisa que notei foi que não trazia uma fonte de alimentação internacional. Em vez disso trazia um pinchavelho. Tenho salas cheias de pinchavelhos e não quero mais. Metade dos pinchavelhos que tenho eu nem sei bem para que aparelho são. Mais importante que isto, metade dos aparelhos que tenho, eu nem sei onde está o respectivo pinchavelho. Irritantemente, a maioria dos pinchavelhos, incluindo o que chegou esta manhã, são pinchavelhos que funcionam a 120 Volts AC - voltagem americana, o que significa que eu não os posso usar aqui no estrangeiro, mas tenho de os manter no caso de eu alguma vez ter de levar o aparelho onde encaixa o pinchavelho - isto implica saber em que aparelho ele encaixa - para os Estados Unidos.
Perguntarão vocês de que raio estou eu a falar?
Os pinchavelhos que me preocupam (e não são, de todo, a única espécie de pinchavelhos com a qual o mundo da microelectrónica está infestado) são os adaptadores de corrente que os portáteis, os palm, discos externos, gravadores de cassetes, gravadores de chamadas, colunas amplificadas e outros aparelhos incrivelmente necessários precisam para reduzir o fornecimento de corrente de 120 ou 240 Volts AC para 6 Volts DC. Ou para 9 Volts DC. Ou para 12 Volts DC. A 500 miliampéres. Ou a 300 miliampéres. Ou a 1200 miliampéres. Têm centros positivos e malhas negativas nas respectivas fichas a menos que sejam do tipo que tem centros negativos e malhas positivas. Pela altura em que você multiplicar todas estas variáveis diferentes você acabará a olhar para uma das maiores indústrias que existem, para, tanto quanto eu posso dizer, encher-me armários de pinchavelhos, nenhum dos quais eu consigo identificar positivamente sem primeiro jogar aos pares com os pinchavelhos. O método usual para encontrar um pinchavelho que case com o aparelho que eu quero usar é sair para ir comprar outro pinchavelho. A um preço asfixiante.
Tradução de Pedro Aniceto. Excerto do artigo original intitulado "Litttle dongly things", publicado por Douglas Adams na Revista Mac User em Setembro de 1996
Encomendei um disco novo a uma companhia americana que vende por correio e, como vivo nesse lugar estranho e remoto chamado "estrangeiro", e porque viajo que nem um pombo-correio, insisti em saber, antes de encomendar, se o disco tinha uma fonte de alimentação internacional.
Uma fonte de alimentação internacional é a peça com a qual não importa em que país você está, ou mesmo que saiba em que país você esteja (é mais problemático do que você imagina) - você liga-lhe o seu Mac e ela resolve o problema sozinha.
Chamamos a este princípío "Plug and Play", ou pelo menos a Microsoft chama-lhe isso porque ainda lá não chegou. No mundo Mac temo-lo há tanto tempo que nunca chegámos a pensar em dar-lhe um nome. Hoje em dia muitos periféricos vêm com fonte de alimentação internacional - mas não todos. Foi por isso que perguntei.
"Sim, tem" disse Scott o assistente de vendas.
"Tem a certeza de que traz uma fonte de alimentação internacional?"
"Sim" repetiu Scott. "Traz uma fonte de alimentação internacional".
"De certeza absoluta?"
"Sim"
Chegou esta manhã. A primeira coisa que notei foi que não trazia uma fonte de alimentação internacional. Em vez disso trazia um pinchavelho. Tenho salas cheias de pinchavelhos e não quero mais. Metade dos pinchavelhos que tenho eu nem sei bem para que aparelho são. Mais importante que isto, metade dos aparelhos que tenho, eu nem sei onde está o respectivo pinchavelho. Irritantemente, a maioria dos pinchavelhos, incluindo o que chegou esta manhã, são pinchavelhos que funcionam a 120 Volts AC - voltagem americana, o que significa que eu não os posso usar aqui no estrangeiro, mas tenho de os manter no caso de eu alguma vez ter de levar o aparelho onde encaixa o pinchavelho - isto implica saber em que aparelho ele encaixa - para os Estados Unidos.
Perguntarão vocês de que raio estou eu a falar?
Os pinchavelhos que me preocupam (e não são, de todo, a única espécie de pinchavelhos com a qual o mundo da microelectrónica está infestado) são os adaptadores de corrente que os portáteis, os palm, discos externos, gravadores de cassetes, gravadores de chamadas, colunas amplificadas e outros aparelhos incrivelmente necessários precisam para reduzir o fornecimento de corrente de 120 ou 240 Volts AC para 6 Volts DC. Ou para 9 Volts DC. Ou para 12 Volts DC. A 500 miliampéres. Ou a 300 miliampéres. Ou a 1200 miliampéres. Têm centros positivos e malhas negativas nas respectivas fichas a menos que sejam do tipo que tem centros negativos e malhas positivas. Pela altura em que você multiplicar todas estas variáveis diferentes você acabará a olhar para uma das maiores indústrias que existem, para, tanto quanto eu posso dizer, encher-me armários de pinchavelhos, nenhum dos quais eu consigo identificar positivamente sem primeiro jogar aos pares com os pinchavelhos. O método usual para encontrar um pinchavelho que case com o aparelho que eu quero usar é sair para ir comprar outro pinchavelho. A um preço asfixiante.
Tradução de Pedro Aniceto. Excerto do artigo original intitulado "Litttle dongly things", publicado por Douglas Adams na Revista Mac User em Setembro de 1996
Decadências
Se não houver nenhuma catástrofe, este blog ultrapassará amanhã a média diária de visitas do blog de Herman José... Se eu me chamasse Herman José tinha motivos para estar preocupado.
27 novembro 2007
Muammar al-Kadafi
O Presidente Kadafi vem a Lisboa à Cimeira Europa-África. Consta que o protocolo português se viu um bocado às aranhas com a exigência do MNE líbio de ter o grande líder acampado nas suas belas tendas, coisa que Kadafi insiste em fazer quando vai a qualquer lado. Não sei como é que se resolveu a questão, mas ouvi dizer que fica hospedado no Forte de São Julião da Barra embora ninguém me tenha ainda conseguido dizer se o homem acampa ou não.
A prova de que o Estado Português anda a dormir é o facto de ninguém se ter lembrado das dunas da Costa de Caparica...
A prova de que o Estado Português anda a dormir é o facto de ninguém se ter lembrado das dunas da Costa de Caparica...
Paralisação de Guionistas portugueses
..."Amanhã os guionistas portugueses vão entrar em greve... por uma hora (mais propriamente entre o meio dia e a uma da tarde... assim aproveitam e almoçam também)
A decisão (claramente simbólica) foi proposta pela Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos (APAD), uma espécie de WGA deste país à beira mar plantado, que desta forma pretende solidarizar-se com os seus colegas norte americanos."...
Juro que não fui eu que inventei...
A decisão (claramente simbólica) foi proposta pela Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos (APAD), uma espécie de WGA deste país à beira mar plantado, que desta forma pretende solidarizar-se com os seus colegas norte americanos."...
Juro que não fui eu que inventei...
Sérgio Pedrosa
Menina dos olhos tristes
o que tanto a faz chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar
Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar
o que tanto a faz chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar
Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar
26 novembro 2007
Fenómenos em Portalegre
O Hugo Silva encontrou em Portalegre um pequeno leitor de MP3 da Sanyo e o vendedor anuncia uma capacidade de memória para o dito, que só mesmo em Portalegre...
iPhone no MediaMarkt?
Conheço uns mocinhos chineses...
..."As acções do FC Porto, aliás, estão próximas de um mínimo histórico, estando a ameaçar descer da marca dos 2 euros (recorde-se que, há já alguns anos, o mercado abriu com os papéis a valerem 5 euros)."
Rui Moreira
Eh pá, chamem o Berardo que isso passa...
Rui Moreira
Eh pá, chamem o Berardo que isso passa...
Do que segura o mundo
No largo cimentado de um Centro de Inspecções Periódicas a condição humana não tem diferenças. Novos, velhos, assim assim, ruivas sardentas, louras com ar de quem não teve fim de semana e morenas banais, somos todos um só, quem é quem na fila que se queria ordenada mas que nem sempre se consegue sem que alguém tome o leme da nau, um grito aqui, um ali, isto é por ordem de inscrição e não de chegada, não adiantará porem-se aí a enfileirar carros que alguém há-de contrariar-vos as intenções. À chegada somos todos iguais, esperançosos na rapidez e na aprovação, toda a gente a enumerar mentalmente os defeitos dos automóveis que lá levam. Há a um canto um velho Mercedes de chapa podre, ainda assim fico-me a mirá-lo, procuro com os olhos o pretenso dono, mais velho que Matusalém, ele próprio sem zonas podres que se vejam, mas isto nunca fiando, já os vi mais novos a encostar às boxes dos hospitais civis. Cumprimento-o pelo carro, quero saber mais, é um Gull Wing não se vêem por aí aos pontapés. Agradece-me o desvelo, mostra-me orgulhoso um velho livrete, tão podre quanto a chapa do carro. "Há muita gente a querer comprá-lo, sabe?" Imagino, mas olhe que tem aí muito dinheiro para gastar... "É o que segura o mundo meu amigo, o que segura o mundo são os automóveis!". "Muita miúda gira eu engatei com este carro... A minha Senhora, não desfazendo, também a conheci por causa dele... Já aqui gastei muita massa e não foi só em peças...". "Não me vou desfazer dele, os filhos que façam o que entenderem, eu já cá não estarei para ver.". "É o que segura o mundo. São os automóveis..." Não tive tempo para mais filosofia automobilística, chegara a minha vez e saí, do outro lado do gelado pavilhão, com um quadradinho verde que me apressei a afixar no pára-brisas. Antes de arrancar para o meu destino, olhei pelo canto do olho o Mercedes triste a quem parecia estarem a fazer a vida negra. Acenei ao velho e arranquei. Não me vou esquecer das vantagens de ter um Gull Wing. Dos que seguram o mundo.
Quando um homem se levanta
Antigamente gostava-se mais de trabalhar do que hoje em dia, dizia-me ele, enquanto ambos nos encostávamos uma vez mais no muro caiado refulgente de um branco emprestado pelo sol de Outono. Esperávamos ambos pela mesma pessoa, embora por motivos diferentes, estamos ambos dependentes de um mecânico, Messias de seu nome e condição conjuntural. Antigamente reparavam-se peças, agora mais não fazem mais do que dizer que tem de levar novo. É por isso que o mundo não anda para a frente, sabe? Por causa destes gatunos. Tenho aqui um carro com quarenta anos e cada vez é mais difícil arranjar-lhe peças. Eles bem querem que eu compre um novo, mas isto agora é só sucata. Trouxe-a de muito longe, sabe? Olhei para a velhíssima Bedford de volante à direita e tentei adivinhar-lhe a questão. "Veio da África do Sul?". Olhou-me espantado, sem saber que ajudei em tempos a despachar a papelada de muitas. O amigo sabe... Trouxe três, uma ficou com o meu irmão que deu cabo dela em três penadas. Foi para a sucata há vinte anos, a outra foi para o Algarve e não sei dela. "Podia ter aproveitado a sucata para peças, agora não andaria atrás delas...". Amigo, um homem só se levanta depois de cair, disse-me ele enquanto afagava o azul da chapa repintada da Bedford. Foi uma das coisas mais sábias que me disseram esta semana. E ainda hoje é Segunda Feira...
Marketing para principiantes
Quando uma (grande) empresa muda de nome de domínio e consequentemente os endereços de email de dezenas dos seus colaboradores, a mudança deve ser constantemente anunciada através de Auto Reply dos endereços antigos sob pena de gerar insatisfacção dos remetentes por não verem atendidas as suas comunicações. Esconder a mudança, por mais humilhantes que sejam os motivos da mudança de domínio, não é uma decisão que traga dividendos positivos. Aprendi isto num MBA que fiz em Cacilhas com um velhinho que tendo abandonado a sua pedra no mercado lá deixou um grande cartaz dizendo "A fruta agora está na Rua Y".
25 novembro 2007
Alô génios!
Há por aí um site que supostamente analisa um blog e o nível de escolaridade necessário para entender. O leitor Filipe Medeiros fez o favor de submeter o Reflexões de um cão com pulgas ao dito analisador e o resultado foi este. Não sei se fico contente se triste!
24 novembro 2007
Grandes causas da humanidade
De pé oh vítimas da Canja de Massa! Rebelai-vos! Revoltai-vos ante a impossibilidade de encontrar uma fumegante Canja de Arroz na Hotelaria portuguesa. Contra o estigma do "Isso é para doentinhos...". Viva a gordura flutuante a rodear uma ilha de arroz cozido. Vivam as gemas amarelinhas navegando entre raminhos de hortelã e fiapos de galinha cozida. Vivam as moelas, os fígados e os corações! Enquanto houver um português saudoso haverá sempre espaço para a Canja de Arroz. Caraças, fazem petições para tanta coisa realmente sem importância, lembrai-vos da Canja!
22 novembro 2007
Padre António Vieira
Aula de Português do 11º ano do Ensino Secundário. O professor passa um CD áudio sobre uma biografia narrada de Padre António Vieira. Numa turma de 15 alunos, as pérolas recolhidas no trabalho escrito que incidia sobre o texto escutado foram as seguintes:
Os autos de fé foram interpretados de diversas formas: "Actos de fé", "Óbvios de fé", "Hóspedes de fé" e "Altos de fé". Os colonos passaram à categoria de "Clonos". Os sermões foram tomados como "Seremões" e o vocábulo compilação passou a "complicação".
Os autos de fé foram interpretados de diversas formas: "Actos de fé", "Óbvios de fé", "Hóspedes de fé" e "Altos de fé". Os colonos passaram à categoria de "Clonos". Os sermões foram tomados como "Seremões" e o vocábulo compilação passou a "complicação".
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Pérolas
Luiz Felipe Scolari
Apurou a Selecção de Portugal com vinte e sete pontos para o Euro 2008. No sorteio inicial do grupo A de apuramento, em entrevista dada a um repórter de televisão disse, ainda meros minutos eram passados sobre o preenchimento final das grelhas "precisaremos de vinte e oito pontos para a classificação de um apuramento tranquilo". Lembro-me de ter pensado "este tipo sabe-a toda, já fez as contas e tem um grupo que não é fácil". Fiquei a matutar naquilo, como se olha para uma grelha de adversários de diferente coturno e se pode afirmar com precisão a quantidade de pontos de um apuramento. Mas enfim ele não chegou onde chegou por não saber da poda. Vinte e sete pontos, apuramento no bolso. Os últimos doze jogos sem perder. É fustigado na conferência de imprensa onde dá uma magistral lição de marketing sobre o facto de jogar no Porto, onde à viva força a imprensa lhe quer criar um ambiente hostil (que não teve, o público respondeu sempre que Scolari se lhe dirigiu directamente). À pergunta "Portugal pode ser campeão europeu?", Scolari respondeu magistralmente com um "Agora pode, estamos apurados" mas perdeu em definitivo a paciência com outras perguntas e fechou a roda de imprensa. Os detractores de Scolari devem estar tristes, o que não é o meu caso. Obrigado!
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Faits Divers
21 novembro 2007
Graus
Sempre fascinou aquela velha questão do "Se hoje estão zero graus e amanhã vai estar o dobro do frio, qual vai ser a temperatura que vou enfrentar?", e mais curioso fico com uma história que li ontem...
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Faits Divers
Prescrições
Parece que vão prescrever uns milhões de Euros em dívidas fiscais. Uma coisa me intriga, porque é que as minhas nunca são contempladas? Haverá algum formulário que eu me tenha esquecido de preencher?
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Cidadania
20 novembro 2007
Fossem todos assim
Tem oitenta e um anos e continua a ser um Senhor. Informático da primeira geração de informáticos portugueses, rei da ferrite e do cobre, capaz de desenvolver uma estrutura de facturação num espaço de memória onde um programador actual não conseguiria encaixar um menu que fosse. Memória prodigiosa, capaz de se lembrar da exacta linha e página do Layout onde uma label de Logol fora deixada descuidamente abandonada para apanhar o "miúdo" que haveria de lhe perfurar os cartões e sofrer horrores no final de uma compilação. Dono de fino humor e de um benfiquismo inabalável, está há anos retirado da sua actividade profissional, continuando no entanto actualizado em tecnologia, quanto mais não seja na perspectiva do utilizador. Trocámos endereços de email, quase trinta anos depois de nos conhecermos. A primeira questão que me colocou foi "se não me importaria que ele me reenviasse alguns dos emails por ele recebidos, com assuntos diversos". Repito. Continua a ser um Senhor. Chama-se Gastão Ferreira, foi o meu primeiro patrão, foi aliás muito mais do que isso, cúmplice de muita coisa, em palavras e em acções e faz o favor de continuar a ser meu amigo, bem como da minha família.
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Biografia
Alexis Lemaire
Este homem conseguiu calcular mentalmente a raiz décima terceira de um algarismo de duzentos dígitos em setenta e poucos segundos. Presentemente a doutorar-se em Inteligência Artificial, Lemaire diz que tem de tomar uma medicação especial para sossegar o seu ritmo cardíaco. Isto arruma de vez com aquele jovem de Arcozelo que sabia de cor toda a lista portuguesa de códigos postais...
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Faits Divers
Será da chuva?
"Em Matosinhos a polícia barricou um homem que afinal já tinha saído"
"A circulação na linha esteve interrompida devido à queda de uma árvore sobre uma cantenária"
"A circulação na linha esteve interrompida devido à queda de uma árvore sobre uma cantenária"
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Faits Divers
19 novembro 2007
Frio? Qual frio?
Pensar que há bocado fui lá fora com o cão e achei que estava fresquinho...
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Faits Divers
O caçador de pérolas
"depois de ter carregado na tecla injectar ao lado do F12 quando do arranque e nada..."
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Pérolas
O caçador de pérolas
..."vai daí que endividamos todos os esforços no sentido de preparar os sistemas."
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Restaurante Lingerie
Devo estar a perder qualidades. Eu, que sou um tipo por norma bem informado, não estou a par da existência na Póvoa do Varzim de um restaurante em que o Couvert se chama "Preliminares" e que tem na ementa especialidades como "Arrepio na espinha" ou "Posta de Swing"? Vitela à não sei quantos na Maia? Churrascos no Rosário? Está bem, abelha... Pois ficam a conhecer o Restaurante Lingerie, que aliás anunciam Jantares de Natal inesquecíveis. Acredito!
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Faits Divers
18 novembro 2007
Meravigliosa criatura
No dia em que a marca aspirar uma qualidade de serviço que chegue a 10% da excelência das bandas sonoras das suas peças publicitárias, será um momento histório na indústria automobilística... Soundtrack: Gianna Nannini - Meravigliosa criatura
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Faits Divers
O caçador de pérolas
..."kando prof. acabar de corrijir, os testes, lançe ah notas nah net, pqa puder-mos ver"
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Pérolas
O caçador de pérolas
Este texto é um comentário que foi retirado de um post antigo (Jornal Ocasião), mas não podia nesta hilariante hora de deixar de lhe dar o devido destaque:
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Jornal Ocasião ..."gostava de adoctar um cocker spaniel cACHORRO TODO CASTANHO OU VENDER MAS DE RACA PURA NAO ARRANCADO KEM ESTIVER INTERESSADO ME CONTACTAR MEU NOME PAULO DIAS 917187026 MAS ATENCAO SE FOR CASO DE VENDER K SEJA BARATO OBRIGADO."
Pessoalmente acho que a única e grande dificuldade é arranjar um cachorro "arrancado".
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Jornal Ocasião ..."gostava de adoctar um cocker spaniel cACHORRO TODO CASTANHO OU VENDER MAS DE RACA PURA NAO ARRANCADO KEM ESTIVER INTERESSADO ME CONTACTAR MEU NOME PAULO DIAS 917187026 MAS ATENCAO SE FOR CASO DE VENDER K SEJA BARATO OBRIGADO."
Pessoalmente acho que a única e grande dificuldade é arranjar um cachorro "arrancado".
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Pérolas
O caçador de pérolas
..."não sei se é isso, mas as palavras passe do XXXX aspiram passado um ano. Eu também tive de pedir outra este ano."
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Pérolas
L'Insoutenable légèreté de l'être
Há na vida coisas verdadeiramente curiosas. Quando uma grande fatia de mercado rejubila de contentamento com um acontecimento na conjuntura, porque é que acontece que sou a única pessoa que acha que essa conjuntura me é pessoalmente nefasta e me vai colocar numa situação de eventual desemprego a curto prazo?
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Faits Divers
17 novembro 2007
Não há flô'is
O Rafa esperou por mim de novo hoje de manhã. Tem consciência de que tem dez minutos de passeio, com o bónus adicional de umas festas no lombo dos cães. Antes de regressarmos da nossa voltinha, vejo-o a apanhar diligentemente uma mão cheia de pequenos paus e a guardá-los no enorme bolso das jardineiras de ganga. Olha, para que queres tu os pauzinhos? "P'a dai à mãe..." A tua mãe gosta de paus? "Não há flô'is..."
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And the cats and the craddle and the silver spoon
No futuro há-de chamar-se Rafael. Por ora, Rafa. Deve ter três anos e espera por mim perigosamente empoleirado no portão da casa na esperança de atrair a atenção do cão que caminha distraidamente a meu lado. "Poxo ir contigo?" Só se fores dizer à mãe. "Axim não tem graxa...". Acabou por dizer e passar por cima da grade de mão dada na minha, ambos a esperarmos que o cão pare de investigar os montes de erva seca que se acumulam na berma dos caminhos. "Ficaj'à espera dele?" Fico, digo-lhe eu enquanto tento prever o próximo local que o cão vai escolher para investigar com o nariz. Páro, o cão olha-nos e dá mais uma curta corrida. "E que fajes enquanto ele faz xixi?" Não faço nada. "E poxo ficar aqui a fazer nada contigo?". Ri-me. Ficámos ali os dois a fazer nada, devagarinho, ao sol matinal. Tu vais longe, Rafael.
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15 novembro 2007
If you were a sailboat
Por vezes acontece-me. Nas múltiplas pastas de música que tenho em lista de espera para poder ouvir "com olhos de ver", a pressa e a falta de tempo fazem com que não repare nas faixas de que realmente gosto. Como esta, cujo clip é uma vergonha quando comparado com o que já vi de Katie Melua e da sua produção.
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Saturação
Houve distúrbios na Urgência do Hospital de Alcobaça, dizem na TVI. Um homem embriagado agrediu um médico e um polícia, diz, com ar consternado o pivot. Levanto os olhos para a pantalha e vejo um oficial da PSP com ar impante a confirmar o incidente e dizendo com ar grave que o médico foi saturado com quatro pontos. Temos pena. De ambos.
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Pérolas
Marketing para principiantes
Disclaimer: Este texto é muito idoso. Porém, como ainda me faz sorrir com regularidade, publico-o.
a) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Chegas perto dela e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama.
Isto é Marketing Directo.
b) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Um dos teus amigos chega perto dela e diz-lhe:
-Aquele meu amigo é um fenómeno na cama.
Isto é Publicidade.
c) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Pedes-lhe o número de telemóvel.
No dia seguinte ligas-lhe e dizes:
-Sou um fenómeno na cama.
Isto é Telemarketing.
d) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Tu reconheces esta mulher.
Chegas mais perto dela, refrescas a sua memória e dizes-lhe:
- Lembras-te como sou fantástica na cama?
Isto é Customer Relationship Management.
e) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Levantas-te, alinhas a roupa, aproximas-te dela e ofereces-lhe uma bebida. Dizes-lhe como é bom o seu perfume, dás-lhe os parabéns pela sua boa aparência. Ofereces-lhe um cigarro e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama.
Isto é Public Relations.
f) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Ela chega perto de ti e diz-te:
-Ouvi dizer por aí que és um fenómeno na cama.
Isto é Branding.
g) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Chegas perto dela e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama ao mesmo tempo que agitas a chave do Porsche.
Isto é Merchandising.
h) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Chegas perto dela e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama e resisto toda a noite sem parar.
Isto é Publicidade Enganosa e é punido por lei.
a) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Chegas perto dela e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama.
Isto é Marketing Directo.
b) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Um dos teus amigos chega perto dela e diz-lhe:
-Aquele meu amigo é um fenómeno na cama.
Isto é Publicidade.
c) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Pedes-lhe o número de telemóvel.
No dia seguinte ligas-lhe e dizes:
-Sou um fenómeno na cama.
Isto é Telemarketing.
d) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Tu reconheces esta mulher.
Chegas mais perto dela, refrescas a sua memória e dizes-lhe:
- Lembras-te como sou fantástica na cama?
Isto é Customer Relationship Management.
e) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Levantas-te, alinhas a roupa, aproximas-te dela e ofereces-lhe uma bebida. Dizes-lhe como é bom o seu perfume, dás-lhe os parabéns pela sua boa aparência. Ofereces-lhe um cigarro e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama.
Isto é Public Relations.
f) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Ela chega perto de ti e diz-te:
-Ouvi dizer por aí que és um fenómeno na cama.
Isto é Branding.
g) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Chegas perto dela e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama ao mesmo tempo que agitas a chave do Porsche.
Isto é Merchandising.
h) Estás numa festa e vês uma mulher fascinante.
Chegas perto dela e dizes-lhe:
-Sou um fenómeno na cama e resisto toda a noite sem parar.
Isto é Publicidade Enganosa e é punido por lei.
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Ho Ho Ho e uma garrafa de rum...
..."Já falei com alguém da loja (XXXXXXXXXX) e disseram-me: -traga cá o computador, junto com a factura de compra que se tiver sido vendido depois de 26 de Outubro, nós instalamos-lhe o Leopard sem custos adicionais!
Uma grande Novidade para mim! Um grande ponto positivo para a XXXXXXXXXX!!"
E depois é o pequeno Zé Manel que fica aflito quando recebe cartas ameaçadoras da Assoft... O mais divertido é que o cliente fica satisfeito com o "up-to-date".
Uma grande Novidade para mim! Um grande ponto positivo para a XXXXXXXXXX!!"
E depois é o pequeno Zé Manel que fica aflito quando recebe cartas ameaçadoras da Assoft... O mais divertido é que o cliente fica satisfeito com o "up-to-date".
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Ti Jaquim Fonseca
Ti Jaquim Fonseca, o homem que não conheço e que muito provavelmente não virei a conhecer, nunca digas desta água não beberei, não vá acometerem-te as securas, e um homem não sendo de ferro pode por via das malas artes vir eventualmente a oxidar. Queixava-me eu esta manhã, enquanto assassinava o dejejum (palavra mais bonita ainda, se dita por um viseense...) que não gosto de falar ao telefone enquanto como. Não apenas porque não é bonito mas por razão de outro fenómeno que há anos me acontece e que passarei a explicar caso tenhais a paciência de me ler, se tiverdes pressa ide às vossas vidinhas que à volta cá te espero, outra expressão popular e singela, sobeja e bastas vezes acompanhada do brejeiro que ainda me aqui agarras, esta não tão bela mas nem por isso menos usada frase. Dizia eu, antes de me perder no léxico popular, que não gosto de falar ao telefone enquanto como, não que eu deixe quem está do lado de lá cheio de migalhas (acontece muito com folhados de salsicha), mas pelo simples facto de não me lembrar de que já comi quando largo o telefone. Sim, eu sei, é parvo o conceito, mas você também aqui não está porque eu diga coisas racionais e inteligentes, divertimo-nos sempre bastante mais com a alheia desgraça e não gostamos de chacotas em causa própria. Esta manhã sucedeu-me isso, alguém me ligou quando eu me preparava para trincar um folhado de carne, tchac!, Olá Artur, se posso falar agora?, claro que não pensei eu, estou a comer, mas como ontem já te sucedeu o mesmo e não pude falar contigo, diz lá ao que vens e ele disse, disse tudo o que tinha para dizer, aqui e ali eu ia dizendo qualquer coisinha para dar seguimento à conversa, dentada aqui, dentada ali, gaita que o gajo aqueceu demais o folhado, enquanto Artur falava eu ia apagando o fogo interior, mais um golo de café, não é fácil um homem fazer malabarismos manuais e mentais enquanto tem alguém pendurado numa orelha e tem de lhe dar atenção ao mesmíssimo tempo que profere impropérios, sopra para dentro e bebe café. A verdade verdadinha é que conversa acabada eu não me lembro de ter comido, é como se não tivesse engolido, faz-me confusão ser assim, mas sou eu mesmo, assinalo a linha constante, não há que negar, sigamos para Bingo.
Queixava-me eu desta singularidade e perguntava-me se deveria comer de novo, uma vez que não me recordo de ter comido, coisa que de imediato me lembra o ditado "Quem não come por ter comido...", quando me contaram a história de Ti Jaquim Fonseca, o homem que não conheço e que provavelmente não virei a conhecer. Sucede, (devo ter a veia das banalidades bem aberta, hoje), sucede, acontece, dá-se o caso que Ti Jaquim Fonseca, assalariado de jornas de sol a sol, que ainda os há, emérito cavador de leiras e arrancador de batata quando é da época, é um homem velho mas que ainda pede meças aos seus pares. Adepto da enxada e da dura vida rural, Ti Jaquim Fonseca tem um problema de apetite, parece que apesar da idade o homem tem um apetite de cavalo e quando se senta à mesa é tipo para barbear uma travessa de cozido que daria para as festas nupciais de um casamento no Darfour com mais de cem convidados. Mas não teria esta história toda a lógica e envolvência se Ti Jaquim Fonseca, depois de aviar a travessa e umas grossas fatias de casqueiro, devidamente ensopadas em tinto regional, sim que todos os tintos são regionais, não fosse tomado pela mesma problemática que me acontece. Ti Jaquim Fonseca. mal acaba de comer, é tomado por um sono a que não consegue resistir e tomba adormecido mesmo ali, cotovelos fincados na mesa, queixais colados às mãos para dar estabilidade à coisa.
In illo tempore, Ti Jaquim Fonseca esquece-se que já comeu, Santo Cristo como é possível, mas é, por graça a sua esposa já fez a experiência, enquanto Ti Jaquim Fonseca está no primeiro sono, ela retira da mesa prato e travessa, repõe prato limpo, vinho e pão como se ainda fosse servir a primeira dose... É quando Ti Jaquim Fonseca desperta que rompem as gargalhadas dos que à cena já tiveram o privilégio de assistir, quando ainda zonzo da sua ausência, olha para a mesa e diz em voz poderosa: "Oh Maria, mas esse almoço vem ou não vem?"
Queixava-me eu desta singularidade e perguntava-me se deveria comer de novo, uma vez que não me recordo de ter comido, coisa que de imediato me lembra o ditado "Quem não come por ter comido...", quando me contaram a história de Ti Jaquim Fonseca, o homem que não conheço e que provavelmente não virei a conhecer. Sucede, (devo ter a veia das banalidades bem aberta, hoje), sucede, acontece, dá-se o caso que Ti Jaquim Fonseca, assalariado de jornas de sol a sol, que ainda os há, emérito cavador de leiras e arrancador de batata quando é da época, é um homem velho mas que ainda pede meças aos seus pares. Adepto da enxada e da dura vida rural, Ti Jaquim Fonseca tem um problema de apetite, parece que apesar da idade o homem tem um apetite de cavalo e quando se senta à mesa é tipo para barbear uma travessa de cozido que daria para as festas nupciais de um casamento no Darfour com mais de cem convidados. Mas não teria esta história toda a lógica e envolvência se Ti Jaquim Fonseca, depois de aviar a travessa e umas grossas fatias de casqueiro, devidamente ensopadas em tinto regional, sim que todos os tintos são regionais, não fosse tomado pela mesma problemática que me acontece. Ti Jaquim Fonseca. mal acaba de comer, é tomado por um sono a que não consegue resistir e tomba adormecido mesmo ali, cotovelos fincados na mesa, queixais colados às mãos para dar estabilidade à coisa.
In illo tempore, Ti Jaquim Fonseca esquece-se que já comeu, Santo Cristo como é possível, mas é, por graça a sua esposa já fez a experiência, enquanto Ti Jaquim Fonseca está no primeiro sono, ela retira da mesa prato e travessa, repõe prato limpo, vinho e pão como se ainda fosse servir a primeira dose... É quando Ti Jaquim Fonseca desperta que rompem as gargalhadas dos que à cena já tiveram o privilégio de assistir, quando ainda zonzo da sua ausência, olha para a mesa e diz em voz poderosa: "Oh Maria, mas esse almoço vem ou não vem?"
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The Mall
Passei três anos da minha vida enfiado num Centro Comercial. Ritmos triturantes, sem que se veja o sol na maior parte das vezes, poucas ou nenhumas pausas, apenas tempo para afivelar e desafivelar um sorriso para o recém chegado cliente. Não me deixou nenhuma saudade essa vida de rapariguinha de shopping. Não importa se se é um simples funcionário ou o dono da loja, o ar parece mastigar-se, as caras do circuito são sempre as mesmas. As rotinas. Os sítios. Até a bica parece saber a papel ao fim de algumas semanas. Mede-se o tempo pela decoração nos corredores. "Olha, este ano o azevinho é lilás...". Temos decalcadas nas sinapses as notas musicais da estação, treme-se aos primeiros acordes de Me and my drum. A mecanização, com mais ou menos make up toma conta de nós num fósforo. Reconhecem-se números e não os nomes. "A da 1.26 está cada vez mais gorda" ou "Há gente nova nos vitrinistas da 2.34". Não há marcas, há andares e pontos de venda. No dia em que fechei a porta da loja pela última vez prometi a mim próprio tentar escapar à lógica da roda de rato que é um Shopping Center. Fujo deles como Mafoma do toucinho, ou Pádua do colesterol. E tenho conseguido manter-me distante, até como consumidor. Quando hoje percorri alguns corredores à hora do fecho de um grandioso centro da Margem Sul reconheci-lhes o esgar das vinte e três horas. A náusea escondida atrás do sorriso amarelo. "Boa noite, posso ajudar em alguma coisa?"
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Faits Divers
14 novembro 2007
Spooky!
Uma coisa é video chat. Outra coisa é pregar um susto de morte por video chat...
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Leopard em Packard Bell (Para tótós)
Os espanhóis não se ficam! Depois do português iPhone Windows Mobile, toma lá um Packard Bell com Leopard. Não podem ver nada, é o que é... Imagem por cortesia de Nuno Luz
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13 novembro 2007
Loucura
Nos últimos dias quis o destino que tivesse de lidar de perto com três, logo três, casos de loucura e alienação. Ninguém está preparado para uma coisa destas. Ninguém! Um dos casos, um utilizador que está fortíssimamente medicado e cuja capacidade compreensão está portanto muitíssimo afectada, insiste, louvável e meritoriamente, em levar uma vida tecnológica normal, tentando executar as rotinas diárias que todos somos capazes de executar sem qualquer ajuda. Quase por compaixão tenho-o tentado acompanhar quando quase toda a gente foge de tamanha tormenta. Com as capacidades cognitivas absolutamente embotadas pela química, é um milagre de paciência e treino tentar levá-lo, telefónica ou pessoalmente a cumprir uma tarefa básica. Sinto-me espremido e exausto ao fim de 45 minutos de um dado objectivo. É um trabalho meticuloso, o de repetir mil vezes as mesmas palavras e tentar, qual Kasparov, prever por antecipação todos os erros e desvios possíveis. E credo, como é complicado tentar prever um erro quando as encruzilhadas decisórias de uma aplicação se abrem em leque à nossa frente. Pedagogicamente é um exercício belíssimo, mas humanamente é um rolo compressor... Hoje terminei vazio uma das sessões, um pequeno encontro para o download e instalação de um driver. Quando finalmente terminei, deixei-me cair no banco do automóvel, disposto a tentar uns minutos de paz interior. No rádio, Mariza cantava o "Fado Loucura" e dei pelas lágrimas a escaparem-se-me pela cara abaixo.
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Faits Divers
Ser ou não ser bem dotado
O autarca da Corunha, Carlos Gonzalés-Garcés Santiso, numa apresentação pública sobre o trabalho desenvolvido, registada pela televisão, referiu que os bombeiros locais agora estavam "bien dotados". Depois disso foi difícil continuar...
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Faits Divers
Homem ao mar
Impressionante o "efeito dominó" descrito no Socialíssimo com um acidente da marinha inglesa, acidente que envolveu cinco submarinos Classe K (vapor) e dois contratorpedeiros. No seguimento da documentação deste episódio deparei com o K1, também afundado acidentalmente por um contratorpedeiro de nome Blonde.
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Faits Divers
12 novembro 2007
10 novembro 2007
E aquele abraço para quem fica
Jurei, faz agora quase vinte anos, que não faria mais nenhuma viagem longa em termos profissionais para resolver um problema de caracácá. Fiz a jura no dia em que fiz seiscentos quilómetros para ir de Lisboa ao Porto ligar um cabo VGA que tinha saltado da respectiva ficha. Três dias depois desse inaudito acontecimento, uma empresa pública requisitou a minha presença urgente em Bragança para desembrulhar uma base de dados de bovinos (caso não saibam a maior base de dados portuguesa é constituída apenas por bovinos), logística que lhes saiu cara pois viajei de avião de Lisboa a Bragança, para, lá chegado, perceber que a única pessoa que tinha acesso a essa base de dados tinha metido baixa nesse dia. Aprendi a refinar os meus métodos de diagnóstico e a evitar rasteiras de coisas simples em que pouca gente pensa. Tinha um bom score até hoje, o dia em que fiz cento e quarenta quilómetros para ir ligar um cabo Ethernet a um modem de um operador de Internet.
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Faits Divers
O vale era verde
Conheço uma tabacaria onde, por norma, as funcionárias têm um decote mais pronunciado que o Vale de Bekah. Deve ser norma da casa já que a senhora que tem ar de dona do espaço também abusa do decote, mas o peito dela deve ter sido admirável em tempos muito longínquos, no tempo em que o Mar Morto estava apenas doente. O atendimento é tão lento (culpa dos clientes) que eu nem sei porque é que ainda lá vou. Mas, apesar da irritação causada pela lentidão, divirto-me sempre bastante a ver as acompanhantes de clientes do sexo masculino a darem-lhes caneladas e a puxarem-lhes a manga do casaco não vá o namorado ou marido ficar estrábico. Quando hoje a senhora que estava à minha frente decidiu pisar o pé do marido e acertou no meu porque o senhor se tinha desviado uns centímetros, também ela me conseguiu fazer desviar a atenção.
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Faits Divers
09 novembro 2007
iPhone com Windows Mobile!
É oficial! O primeiro iPhone do mundo e arredores* a correr Windows Mobile é português! Ora toma!
*Sendo que os arredores são o Departamento de Marketing do Banco Montepio Geral
Imagem da Revista "Montepio", Edição Outono 2007, pág.47. Riso hilariante cortesia de Tiago Alves.
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07 novembro 2007
Lessons to be learned
Como muitas vezes dizem, são irmãos em praça e quase sempre fora dela.
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Faits Divers
Reminder
A piada que o anónimo comentador deixou no post "Teicocil" é mais velha que a Sé de Braga (ela própria uma piada muito idosa), pelo que se lhe fosse possível, recicle-a.(Conselho que aliás segui à risca, reciclando todos os produtos da marca Teicocil que existiam cá em casa.) Como me ensinou um antigo Mestre, "Nogueira que não dá nozes, corta-se".
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Porque é que eu concordo com Santana Lopes
Por uma vez na vida concordo com Pedro Santana Lopes. O país está doido. De há uns meses para cá que o meu maxilar inferior anda com problemas de gravidade, cai-me de quando em vez com as parvoíces que vou lendo, ideias peregrinas de quem parece não estar na posse de todas as faculdades mentais. A verdade é que cada vez tenho mais dificuldade em mantê-lo (o maxilar) colado ao de cima... Perdi a paciência com a inventiva ideia do autocolante dos condutores perigosos, porra isto não lembrava ao diabo e ando curioso para ver quem foi o genial inventor de tão brilhante invenção, até porque quem quer que tenha sido, merecia ser condecorado com as insígnias da ideia mais imbecil do ano. (A invenção é tão parva que até a Associação de Cidadãos Auto-mobilizados, por quem nutro um ódio estimação muito particular, está de acordo comigo!) Agorinha mesmo caiu-me no mail, (proveniente de um comentário neste blog) uma petição não menos parva. A da esterilização obrigatória dos animais de companhia que não pertençam a criadores autorizados. Eu tenho, se me pedirem, muito prazer em fornecer mais ideias parvas. A proibição de comer jaquinzinhos excepto se se for pescador, a de se só autorizar a ingestão de figos a gente com mais de dois metros e a criação de um autocolante aplicado na testa de bloggers que manifestamente abusem da nossa paciência enquanto leitores.
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Cidadania
06 novembro 2007
It blows me away
Já conheci um imbecil mediático que usava um pêndulo para analisar o modelo 22 da sua empresa de publicidade que por acaso, mero acaso, foi para o buraco deixando-me a arder... Mas tenho de confessar que é a primeira vez que me tentam vender sistemas de astrologia para melhorar a gestão...
No seguimento da procura de novas experiências e alternativas, programámos, para este mês, dois eventos muito interessantes:
1. Workshop de Constelações Organizacionais (17-Novembro entre as 14:45 e as 20:00)
2. Workshop de Astrologia Sistémica (Constelações Sistémicas + Astrologia) no dia 1 de Dezembro (9:30 – 18:30)
No primeiro, terá a possibilidade de conhecer esta ferramenta excepcional e encontrar soluções surpreendentes para os problemas da sua empresa ou para a sua vida profissional: terá acesso a informação que já sabe, mas que não sabe que sabe.
No segundo, aceitámos o desafio do conhecido astrólogo João Medeiros para cruzarmos estas duas metodologias. Será algo de inovador, feito a 4 mãos, que estamos certos que ninguém ficará indiferente: será algo de diferente, que nem nós sabemos o que será.
Esperamos que aceite algum destes desafios.
No seguimento da procura de novas experiências e alternativas, programámos, para este mês, dois eventos muito interessantes:
1. Workshop de Constelações Organizacionais (17-Novembro entre as 14:45 e as 20:00)
2. Workshop de Astrologia Sistémica (Constelações Sistémicas + Astrologia) no dia 1 de Dezembro (9:30 – 18:30)
No primeiro, terá a possibilidade de conhecer esta ferramenta excepcional e encontrar soluções surpreendentes para os problemas da sua empresa ou para a sua vida profissional: terá acesso a informação que já sabe, mas que não sabe que sabe.
No segundo, aceitámos o desafio do conhecido astrólogo João Medeiros para cruzarmos estas duas metodologias. Será algo de inovador, feito a 4 mãos, que estamos certos que ninguém ficará indiferente: será algo de diferente, que nem nós sabemos o que será.
Esperamos que aceite algum destes desafios.
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Faits Divers
Só tu me farias rir
Binya, o jogador do Benfica que tudo indica estar na linha de grandes arranca pregos da estirpe de um Alberto, de um Petit ou de um King, tinha acabado de tentar partir uma perna a um adversário, levando ao topo das emoções a claque sportinguista presente na Sociedade Recreativa. Gritos, buás e invectivas de vária ordem foram vocalizados para o televisor. C. semi-toldado por uma clara overdose de "minis" esperava apenas uma oportunidade para mostrar a sua fúria. Levantando-se estrepitosamente, bateu com a mão na mesa e gritou: Este gajo devia ser "rodeado"!
Por uma única vez durante os noventa e quatro minutos de jogo, os adeptos de ambas as facções estiveram unidos espiritualmente.
Por uma única vez durante os noventa e quatro minutos de jogo, os adeptos de ambas as facções estiveram unidos espiritualmente.
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Benfica
Technorati
De acordo com este ranking, o blog que está neste momento a ler está a meio da tabela dos 500 mais importantes (seja lá o que isso for) blogs de língua portuguesa. Troco isso por uma vitória do Benfica logo à noite.
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Faits Divers
Ten years after
Um dia, cansado que estava de brigas, discussões e chatices, disse-lhe que ia lá baixo ao café comprar tabaco e desapareceu. Ficou anos em parte incerta. Voltou anos depois, dez para ser mais exacto. Bateu à porta, a mulher abriu e lá estava ele. Dez anos mais velho, ele, que ela também. Quieto, sem dizer uma palavra. A mulher abriu as comportas da revolta em cima dele.
-Miserável! Sacana! Irresponsável! Então tu dizes-me que vais ali abaixo comprar tabaco e desapareces? Abandonas-me, abandonas tudo, ficas dez anos sem dizer absolutamente nada e tens o desplante, a lata de aparecer assim? Pois fica sabendo que as vais pagar. Vais ouvir das boas! Não te vou perdoar isto nunca! Estás a ouvir? Nunca! Senta-te aí que vamos ter uma conversa. Que desplante, que desaforo! As contas, o condomínio...
Nisto, o homem dá uma palmada na testa e exclama:
-Dasss, esqueci-me dos fósforos!
-Miserável! Sacana! Irresponsável! Então tu dizes-me que vais ali abaixo comprar tabaco e desapareces? Abandonas-me, abandonas tudo, ficas dez anos sem dizer absolutamente nada e tens o desplante, a lata de aparecer assim? Pois fica sabendo que as vais pagar. Vais ouvir das boas! Não te vou perdoar isto nunca! Estás a ouvir? Nunca! Senta-te aí que vamos ter uma conversa. Que desplante, que desaforo! As contas, o condomínio...
Nisto, o homem dá uma palmada na testa e exclama:
-Dasss, esqueci-me dos fósforos!
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Faits Divers
05 novembro 2007
Nooks Frigate
Quando no Sábado passado reparei nela, estava votada ao abandono dentro da montra do Yu Dabao... Achei-lhe graça pelo ar retro, cartão prensado, mas de boa qualidade, encostada entre bolas ténis fluorescentes e brinquedos de plástico foleiro. Há anos que não via um kit de cartão prensado. Tremendamente populares nos países de Leste, onde durante muitos anos não chegaram as modernices de plástico, os kits de cartão foram a saída possível para a brincadeira de miúdos e, estou certo, de muitos graúdos. No caso, uma fragata de modelo indefinido (who cares?) com plataforma de helicóptero e armamento diversificado. A caixa é mínima, os templates estão todos pré-cortados em 5 placas, mas a envergadura do kit depois de montado é de respeito. Setenta por quinze centímetros de puro entretenimento para crianças pequenas. Peças sólidas (apesar de serem de cartão) que permitem mesmo a mãos menos hábeis o encaixe por ranhuras, já decoradas, sem necessidade do uso de cola. Quando entreguei a caixa a J.P. não tinha a certeza de que fosse uma boa escolha. Mas quando terminámos percebi que estava enganado. Puro gozo! A montagem é facilitada por um esquema de números e letras, fácil de entender mesmo para crianças. A relação gozo/preço é imbatível. Um euro e vinte e cinco por duas horas de brincadeira.
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Faits Divers
Também não sei o que é...
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Faits Divers
Lorem Ipsum
A coisinha mais parecida com encher chouriços (e que suja muito menos as mãos), são os geradores de textos em Latim para a produção de maquetas e documentos de teste. Esta manhã interroguei-me sobre de onde teria vindo esta tão útil mania, mas não tive resposta. Se alguém tiver uma teoria, (e aposto que deve haver dezenas delas), deixe-a aqui que eu prometo contestá-la de imediato...
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04 novembro 2007
03 novembro 2007
Catalina Pestana
Escutei hoje a Bagão Félix uma opinião absolutamente extraordinária. Falava-se de Catalina Pestana, a ex-Provedora da Casa Pia de Lisboa. Segundo Bagão, "Catalina Pestana não fora a pessoa mais desejada pelo governo para ocupar o cargo". O entrevistador quis saber porque razão isso sucedera. Bagão retorquiu "Era, é e será sempre [uma pessoa incómoda] porque é uma mulher de princípios, uma mulher de coragem, tem um profundo sentido pelos grandes valores da vida humana, pelos mais indefesos, pelos que não têm voz". Fiquei surpreso e até conferi as declarações com um amigo, não fosse ter-me equivocado a escutar. Continuo a achar estas afirmações absolutamente extraordinárias, até porque Bagão foi ministro e eu não sei se sofre da coluna.
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Cidadania
O dia em que falei chinês
Quando entrei na apertada loja chinesa em busca de algo, no estreito corredor da mesma estavam duas pessoas. Um miúdo franzino que tentava (e conseguia) equilibrar no alto da testa uma vermelhíssima bola de futebol e alguém que presumi ser a respectiva mãe. Barrada a passagem fiz um pequeno compasso de espera até acabar a tentativa futebolística quando a senhora, que continuava a presumir ser a mãe, lhe puxou um dos braços para me permitir passar. Qualquer mãe deveria saber que não se interrompem as actividades lúdicas de um filho, muito menos quando ele tem uma bola potencialmente perigosa quando cai no chão desgovernada e se está rodeada de candeeiros chineses, que por mais feios que sejam, são óbvios alvos de desastre. Milagrosamente a bola não atingiu nada nem ninguém devido à perícia da criança cuja presumida mãe disparou um conjunto de vocalizações ininteligíveis que depressa traduzi em "Pedro Manuel se tu me partes a porcaria dos candeeiros ficas com o traseiro a arder!". O miúdo disse-lhe algo numa torrente de mandarim que eu estaria anos para decifrar e olhou para mim. Apetecia-me dizer-lhe algo, mas os meus conhecimentos de chinês são escassos. Ainda assim tentei, apontando-lhe o meu indicador para a testa: "Yu Dabao?". Iluminaram-se-lhes a ambos os sorrisos. Aquele tipo de sorriso que nos diz que já comunicámos. Sorriso radioso. Mais radioso que a pindérica luz que vem dos candeeiros.
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Biografia
Mac OS X Leonard
A equipa da MacService, um revendedor Apple da cidade de Braga, juntou-se a milhares de outros revendedores no lançamento do novo sistema operativo Apple, o Mac OS X 10.5, cujo nome de código "Leopard" foi um nadinha mal interpretado pela imprensa local. Coisas que sucedem. Nesse mesmo dia, um grupo de utilizadores Mac, juntava-se na cidade da Maia para o lançamento do Mac OS X "Arouquard"...
Imagens por cortesia de Hélder Rocha Pereira
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Coral e Brisa
..."A Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) estabeleceu um acordo com a Drink In - Companhia de Indústria de Bebidas e Alimentação SA tornando-a representante dos refrigerantes ECM no mercado de Portugal Continental. Deste modo, os distribuidores da Drink In, espalhados por todo o país, vão ter ao dispor todos os sabores da marca Brisa (refrigerante com gás) e todos os sabores da marca BriSol (refrigerante sem gás), cuja produção atinge os 14 milhões de litros/ano."
Ora cá está um Press Release que vai inundar (com gás) de alegria muitos consumidores de Portugal Continental. Curiosamente na mesma semana em que um conhecido meu, jurista especialista em mercados publicitários, me esclareceu uma dúvida persistente que me atormentava há largos meses. Sendo a publicidade a cerveja com álcool proibida em manifestações desportivas e continuando eu a ver publicidade à marca Coral nos jogos realizados na Madeira, a coisa confundia-me. Parece que numa manobra de protecção deveras criativa, a Coral é classificada como "refrigerante" no mercado insular. Hei-de confirmar, não vá eu estar a ver a dobrar por excesso de Coca Cola...
Ora cá está um Press Release que vai inundar (com gás) de alegria muitos consumidores de Portugal Continental. Curiosamente na mesma semana em que um conhecido meu, jurista especialista em mercados publicitários, me esclareceu uma dúvida persistente que me atormentava há largos meses. Sendo a publicidade a cerveja com álcool proibida em manifestações desportivas e continuando eu a ver publicidade à marca Coral nos jogos realizados na Madeira, a coisa confundia-me. Parece que numa manobra de protecção deveras criativa, a Coral é classificada como "refrigerante" no mercado insular. Hei-de confirmar, não vá eu estar a ver a dobrar por excesso de Coca Cola...
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Faits Divers
Deo gratias
Quando, no decorrer da minha actividade profissional, me relaciono com figuras de visibilidade pública acima da média há sempre uma parte de mim que me avisa que tudo no mundo é transitório e relativo. Se já encontrei pessoas a quem a fama não subiu nunca à cabeça e sempre se revelaram "people like us", o tipo de gente capaz de se sentar comigo a divagar sobre coisas comezinhas e banais, outros há em que no minuto em que começamos a falar fazem soar as minhas campainhas de alarme como que um aviso divino que diz que mais cedo ou mais tarde a respectiva veia de vaidade há-de estalar-lhes. Como já cumpri a minha quota de decepções com o género humano, pouco me importam essas manias de vedeta. Só muito raramente fica um gosto amargo de desconsideração. Quando, esta semana, incomodei com um telefonema o "Deus" da neurocirurgia nacional e nos sentámos numa taberna de Lisboa (fiquei sabendo que há tabernas em Lisboa que abrem às seis da manhã) a ler relatórios clínicos da minha mãe, (pessoa que ele nunca conheceu), enquanto comíamos pastéis de bacalhau acompanhados de café deslavado, lembrei-me de todos os outros pequenos deuses que rapidamente se esquecem por quem foram ajudados e que apenas conservam o nosso contacto quando a desgraça técnica os atinge. Tenho varrido da minha agenda alguns desses nomes, outros há que tenho a certeza de não vir a viver o tempo suficiente para lhes agradecer o simples facto de existirem.
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Biografia
02 novembro 2007
Make my logo bigger cream!
Pronto! Aumentamos qualquer coisa! Em creme e em pó...
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Faits Divers
01 novembro 2007
Oh-pi-pa-rá, oh-pi-pa-ré
Raios parta a sequência musical do brilhante anúncio do Continente de Estremoz, não páro de cantarolar esta gaita desde ontem...
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Faits Divers
Quem foi que falou em tauromaquia?
Se a linguagem tauromáquica é "fechada" e difícil, a de marinharia não lhe fica atrás...
... "Eu tenho a convicção de que os navios de pano latino, nos trajectos com muitas viragens, não cambavam as vergas que eram colocadas por dentro das enxárcias. Faziam um bordo normalmente e outro "no pau". Mas a mezenas dos navios redondos tinha uma utilidade prática na manobra (como aparece descrito, por exemplo, no «Norte dos Pilotos»): servia para obrigar a orçar e para equilibrar essa orça. Isso quer dizer que podia ser colocada na posição certa antes da manobra, e no «Seamanship» tens uma descrição de como se cambava a verga, passando-a por detrás do mastro, puxando o punho da amura a ré, com o pano carregado."
... "Eu tenho a convicção de que os navios de pano latino, nos trajectos com muitas viragens, não cambavam as vergas que eram colocadas por dentro das enxárcias. Faziam um bordo normalmente e outro "no pau". Mas a mezenas dos navios redondos tinha uma utilidade prática na manobra (como aparece descrito, por exemplo, no «Norte dos Pilotos»): servia para obrigar a orçar e para equilibrar essa orça. Isso quer dizer que podia ser colocada na posição certa antes da manobra, e no «Seamanship» tens uma descrição de como se cambava a verga, passando-a por detrás do mastro, puxando o punho da amura a ré, com o pano carregado."
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