31 dezembro 2007
30 dezembro 2007
Quando crescer quero ir para filetes!
Luís Gaspar, a voz do Estúdio Raposa e "pai" do Truca, um dos mais antigos sites portugueses sobre o mercado publicitário viu o seu trabalho retratado pela SIC. Parte da peça pode ser vista aqui. Recordo que Luís Gaspar é a pessoa que gentilmente tem gravado alguns textos deste blog
P.S.- Não sei há quantos anos conheço o Luís e o seu trabalho, mas foi preciso ver este filme para saber de quem era a frase do "Mamã, mamã, quando crescer quero ir para filetes".
P.S.- Não sei há quantos anos conheço o Luís e o seu trabalho, mas foi preciso ver este filme para saber de quem era a frase do "Mamã, mamã, quando crescer quero ir para filetes".
Carrefour
"A Autoridade da Concorrência formalizou ontem a decisão de não oposição à compra da Carrefour Portugal pela Sonae Distribuição, que fica obrigada à alienação, de pelo menos, dois supermercados Modelo, nas regiões de Coimbra e Portimão."
"Ontem" foi dia 27 de Dezembro de 2007. Há mais de um mês que os fornecedores dos Hiper Carrefour receberam indicações do Continente para que a facturação e rotulagem fossem modificadas. Mas claro, isto sou eu que devo ser muito estúpido...
"Ontem" foi dia 27 de Dezembro de 2007. Há mais de um mês que os fornecedores dos Hiper Carrefour receberam indicações do Continente para que a facturação e rotulagem fossem modificadas. Mas claro, isto sou eu que devo ser muito estúpido...
The hunt for the Green October
Desisto! Ando há um ano a tentar identificar a música de um anúncio e ainda não consegui. Já movi meio mundo (com uma pazinha pequena, devo confessar...) e estou disposto a recompensar quem me ajudar a encontrar este Graal. Admito que a letra possa ter sido escrita para a peça publicitária da Heineken (mas duvido um bocadinho) e reza assim:
"La otra tarde estaba yo/con mi nobia conversando/y pasa un perro guiando por delante de los dos/no sé como sucedió/y que quere claro aqui (?)/que póco me importa a mi/si este perro guia o muerde yo me quedo con mi verde y no como más mani (?)".
Original ou não, a primeira pessoa que me conseguir identificar a autoria ou a peça ela mesma, ganhará uma T Shirt Apple Vintage.
O anúncio está aqui.
Actualização: Consegui um Mpeg de melhor qualidade que permite ver no bordo da imagem a legenda do Distribuidor Argentino (Mendez & Co) em San Juan na Argentina, pelo que o anúncio poderá ser local. Vou tentar contactar a própria Heineken, mas a oferta continua de pé...
Billy, e que tal perguntar aí aos colegas de trabalho, humm?
"La otra tarde estaba yo/con mi nobia conversando/y pasa un perro guiando por delante de los dos/no sé como sucedió/y que quere claro aqui (?)/que póco me importa a mi/si este perro guia o muerde yo me quedo con mi verde y no como más mani (?)".
Original ou não, a primeira pessoa que me conseguir identificar a autoria ou a peça ela mesma, ganhará uma T Shirt Apple Vintage.
O anúncio está aqui.
Actualização: Consegui um Mpeg de melhor qualidade que permite ver no bordo da imagem a legenda do Distribuidor Argentino (Mendez & Co) em San Juan na Argentina, pelo que o anúncio poderá ser local. Vou tentar contactar a própria Heineken, mas a oferta continua de pé...
Billy, e que tal perguntar aí aos colegas de trabalho, humm?
29 dezembro 2007
Coincidências
Quem trabalha com bases de dados de nomes tem sempre por norma bom material no departamento de nomes invulgares e curiosos. Não é o que aqui me traz. O que me fez sorrir foi ter havido uma ordenação etária que "arrumou" três pessoas da seguinte forma no topo da lista: F. Pau Queimado; J. Barrote Dourado; M. Galho Seco.
"Pensar diferente" (A cultura Apple)
Gonçalo Martins, Ruben Almeida e Victor Ferreira, alunos do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia da Escola Superior de Educação - Instituto Politécnico de Leiria, submeteram ao julgamento da Professora da disciplina de Investigação em Comunicação Multimédia um trabalho sobre a Cultura Apple, trabalho esse que se agora se disponibiliza publicamente. Aos autores os meus agradecimentos pelo convite de colaboração e pela autorização de divulgação. Sugestões, comentários e cabazes de Natal para o email do Gonçalo Martins.
28 dezembro 2007
Eu tive um cavalo russo (e outro ucraniano)
Já falámos deste assunto aqui, mas vou voltar a ele. Estive a analisar as referências de busca que desaguam neste blog e um dos campeóes é o "Cavalo Ruço", cujo autor foi Paulo José Vidal, como atempadamente nos disse a sua filha, Mad de sua graça. O divertido é que de entre as trinta expressões mais usadas no meu top do Analytics, seja precisamente um erro aquela que é mais usada. Em quase quinhentas buscas ninguém usou o ruço, mas sim o soviético...
Matam-me as memórias
Os homens não brincam com a Lei do tabaco! Estive a ler o articulado (já devem ter reparado nisso) e até os cigarrinhos de chocolate estão doravante proibidos!
Ílhavo é muito à frente
Simplex, pá! A malta quer é serviços online nem que seja para vazamento de fossas... Como diabo é que se vaza uma fossa online? (Imagem fornecida por Fernando Dionísio)
Equinox
Como é que se explica a um tipo que mora ao nosso lado que não, os portões de secção tubular que estão pintados de branco, não são assim tão feios e que não deveria trocar os ditos por portões em aço inoxidável?
É a comunicação, estúpido!
Porque é que é tão difícil que as empresas entendam que comunicar, rápida e atempadamente com os seus clientes é uma mais valia cujo valor, apesar de não ser directamente mesurável, é, a médio e longo prazo, muito grande? Porque é que se investe tanto numa estrutura de concepção de comunicação quando na primeira tentativa de feed-back se deita tudo a perder com demoras, atrasos, bloqueios de resposta? Porque é que minutos depois de conquistado um cliente até ali tratado nas palminhas o mesmo passa a ser "o chato"? Porque é que as empresas prezam tanto o CRM e nele gastam tantos recursos se os custos de uma insatisfação gerada as obrigam a gastar ainda mais para sanar uma situação de pressão gerada por elas mesmo?
O pão nosso de cada dia
Tenho acompanhado a problemática curva do encarecimento dos cereais. A conjuntura actual é severa para com o trigo e cevada e já fez disparar os preços do pão. Apesar de ter acompanhado de perto esta questão, só hoje, depois de ter lido um relatório de uma grande cervejeira me apercebi que a inexplicável subida do preço de retalho da Sagres (a única que verdadeiramente me preocupa) deixou de ser tão estranha. O pãozinho não pesa na questão orçamental, mas sou mais sensível à cervejinha... (E nem quero pensar no que vai acontecer aos maltes!)
27 dezembro 2007
Smoke gets in your eyes
A poucos dias da entrada em vigor da famosa "Lei do Tabaco" penso que ainda não tomei consciência em plenitude de todas as restrições e implicações às quais o meu vício vai, a torto e a direito, enfrentar. Eu sou um fumador, não haja dúvidas. Tenho absoluta consciência da patetice que é a minha própria adicção apesar da minha auto-análise ficar grata de na lista dos meus prazeres politicamente incorrectos não figurarem alguns outros que são, do meu ponto de vista, bem piores. Tenho certezas de muito poucas coisas, salvo a da minha completa falta de paciência para fundamentalistas (seja de tabaco seja de muitas outras coisas). Os fundamentalistas, à medida que as folhas do calendário vão caindo, vão brotando debaixo de locais insuspeitos, mas prometi a mim mesmo continuar a ignorá-los apesar de em algumas situações me apetecer ser rude e responder na mesmíssima moeda. Como fumador concordo com a lei. Pode parecer um contra-senso (e é-o em certa medida), mas concordo. Não tenho dúvidas que a sociedade portuguesa vai alterar os seus hábitos e como tal também alterarei os meus. Como não me parece muito provável que venha a deixar de fumar a curto prazo é bom que me vá preparando. A questão parece-me muito complexa e é, ao contrário do que vou ouvindo, completamente transversal. A hotelaria vai ter benefícios mas os custos "invisíveis" ainda estão por contabilizar. Duvido que venha, nas minhas escolhas de hotelaria e restauração a usar os serviços de espaços "100% livres de fumo". Se não me discriminam numa coisa, não me discriminarão também na hora de receber o meu dinheiro. É absolutamente verdade que até à data, e numa revisão "en passant" dos espaços que frequento, são poucos, muito poucos os espaços públicos de restauração que planeiam fazer obras de adaptação. Mas estou convicto que serão esses mesmos espaços a sentir onde mais dói (na caixa) a escolha que fizeram. Não tenho nenhuma dificuldade em perceber que seguramente 10 a 15% da despesa de uma refeição é efectuada depois da mesma ter terminado e não tenho problema nenhum em assegurar que a maior fatia desse consumo provém precisamente de fumadores. Ao preço a que se vendem as doses de whisky e bebidas espirituosas, alguém fará as contas melhor do que eu. Transferirei, sem qualquer sombra de dúvida, muitos dos meus cafés esporádicos para o vending ou suprimirei grande parte deles. A hotelaria que optar por não me querer terá resposta similar. Nesse capítulo ainda posso optar.
Caixa Geral de Depósitos
Esqueçam a competência técnica e profissional. Esqueçam o decoro e alguma eventual vergonha residual. Rape-se do cartãozinho e da capacidade do apadrinhamento de influência. Esqueçam tudo e aqueçam o tachinho. Até um dia.
Dynamic Architecture
Conseguem os meus estimados leitores imaginar uma portuguesíssima reunião de condomínio de um destes prédios onde se disputarão renhidas batalhas pelo direito a partes equitativas do pôr do sol?
Puppet (on a string)
"Strings, 'tás a ver? Tudo o que ele me deu foram Strings!". A amiga sorria enquanto ela manifestava a sua estranheza e admiração. "Será que ele me está a mandar sinais?".
Só fixei este diálogo porque na parede branca por detrás delas alguém tinha pintado a spray negro a frase "Deus ama-te!"
Só fixei este diálogo porque na parede branca por detrás delas alguém tinha pintado a spray negro a frase "Deus ama-te!"
Música fresca
Há reminiscências de "A Carvalhesa" de Júlio Pereira e é provavelmente por isso que me dizem que é claramente música "esquerdista"... Vindo de quem vem não me surpreende mas ainda assim é muito bem observado. Mas é fresca e fica no ouvido com facilidade. "A minha circunstância" das Xaile.
26 dezembro 2007
O efémero festivo
Ai o Natal, o Natal... Altura do ano em que nunca os adultos e as crianças tiveram os seus pontos de vista tão extremados. Ainda há pouco vi um belo exemplo: Enquanto para o pai aquilo era um telemóvel "que custou uma pipa!", para o pequeno J. era um excelente substituto do já desaparecido martelo do caixa de ferramentas de Bob o construtor. Vá lá saber-se das tamanhas diferenças de opinião.
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Faits Divers
24 dezembro 2007
Wrong address
O trivial telefonema do "Fazes-me um favor e vais ali buscar-me uma coisa de que me esqueci?". Dá cá a morada, tens não tens?. Não tinha, apenas um número de telefone, bóia que permite ao náufrago sobreviver nas ondas da orientação toponímica. "Queira desculpar tenho de ir aí buscar uma encomenda e não sei onde fica o seu estabelecimento, pode dar-me a morada?". Sim, claro que dou, Rua Géilussaque..." Importa-se de repetir? "Rua Géilussaque...". Caraças, penso, estou à brocha e não percebo nada do que ele esforçadamente me quer dizer. "Não percebeu, pois não?" Não, confessei. "Eu digo devagarinho, Rua Gay..." Gay? "Sim, exactamente, como em paneleiro!" Ah... Muito obrigado, estou aí em trinta minutos.
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Faits Divers
Reler. Reler sempre
Semanário Sol: Bom artigo de Felícia Cabrita e Sónia Graça sobre a vida de Henrique Granadeiro. O texto é fluido embora por vezes redigido com crueza e alguma brutalidade . Há parágrafos que me fazem franzir as sobrancelhas e voltar atrás não fosse ter percebido mal. Deixo um exemplo que narra o encontro de Granadeiro com Margarida Marante com quem viria a casar:
O quarentão desafia-a para um passeio a cavalo. O lusitano é escolhido a dedo. Recorda Margarida: "Perguntou-me se sabia montar a cavalo, achei o animal monstruoso e muito inquieto. Estava em fase de cobrição, mas consegui aguentar-me."
O quarentão desafia-a para um passeio a cavalo. O lusitano é escolhido a dedo. Recorda Margarida: "Perguntou-me se sabia montar a cavalo, achei o animal monstruoso e muito inquieto. Estava em fase de cobrição, mas consegui aguentar-me."
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Faits Divers
23 dezembro 2007
Isso era dantes!
Não tarda nada o Santa tem de ir cacilhar para a rua, no meio da neve e do frio... (Esta imagem é dedicada ao Coutinho Ribeiro)
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Cidadania
Reutilização
Há longos meses que tenho na garagem uma antiga caixa de PowerMac G4 cujo destino nunca tinha sido traçado. Até hoje ao ver a imagem enviada pelo leitor Joaquim Narciso. A minha única dúvida é se aquela lâmpada é uma lâmpada normal ou especial... Alguém ajuda?
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Apple
Trouble sleeping?
Se o leitor sofre de insónia ou dificuldade em pegar no sono, existe sempre a possibilidade de utilizar a técnica de contar carneiros (ou ovelhas). Se me disser "Isso comigo não funciona!" é bastante provável que seja verdade porque já está demasiado familiarizado com a sonoridade do seu próprio contar de ovelhas. É aí que eu entro. Descarregue este ficheiro que tem a versão sueca da carneirada e ponha-o em loop num qualquer computador. É tiro e zzzzzz...
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Faits Divers
Surpresas
Go Up Design. Os mais atentos a este blog saberão que é uma empresa portuguesa que prima por um merchandising simples mas terrivelmente eficaz em termos de memória. As prendas da Go Up têm uma mensagem efectiva (e afectiva) e perduram com toda a certeza nas recordações daqueles que as recebem. Porque uma pessoa não pode deixar de sorrir e comparar com outras peças, muitas delas um mero pro forma sazonal. Uma vez mais exclamei "mission accomplished" quando abri a caixa que chegou ontem. Porque difícil não é surpreender o receptor mas manter a fasquia em cada acção.

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Enlevos
iPhone, valha-me Deus!
Que o leitor fique desde já informado que o link que se segue o levará a um video sobre uma aplicação para iPhone que poderá ofender algumas susceptibilidades (Ou não, mas também desde já declaro que não sei mais sobre o software do que aqui deixo...) You have been warned!
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Apple
Foi ou não foi, Zé Carlos?
A caça ao javali não tem interesse, mas se me falarem da caça à perdiz...
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Faits Divers
It's just my job seven days a week
Às vezes tenho dificuldade em explicar aos meus superiores que uma hora e meia em cima de um palco por detrás de uma máquina e à frente de uma plateia se não consegue sem um esforço pesado e duro e que as performances se não conseguem por acaso ou milagre. Todos nesta profissão dizemos invariavelmente o mesmo, que não pensamos fazer isto toda a vida, que levamos em média um ano a ter um script decorado e já somos capazes de o fazer pela ordem inversa, e que é quando as actuações estão afinadas que temos de recomeçar de novo com outra roteiro. "Eu já estou farto disto, Pedro" diz-me J. de partida para Aveiro. Desminto-o. Que não, nenhum de nós está farto. Ou se isso acontece é só até ao exacto momento em que dizemos "Boa tarde o meu nome é X." Continuamos a preocupar-nos como se fosse a primeira vez e enquanto isso acontecer, é bom sinal.
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Biografia
Close encounters
Ainda está por dominar a autêntica invasão de postais de Natal que tenho na Inbox e nem sequer comecei a rever os que estão no Junk. Com um Address Book com milhares de endereços é fatal como o destino que tenha dezenas deles enviados por endereços que o meu sistema não reconhece e eu mesmo não consigo lembrar-me do nome da pessoa. É o caso deste. Coibam-se (ou Partagam-se - bela piada) de comentar, ok?
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Faits Divers
22 dezembro 2007
Adeste Fidelis
Mau, mau, mesmo mau não é ter os voos atrasados. Mau mesmo é ter um WiFi rápido e gratuito, acabar-se a bateria e concluir que o adaptador está na mala no porão...
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Faits Divers
Watching paint dry
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Faits Divers
Electronic ticketing
Não faz muito sentido um sistema de bilhete electrónico falando de ecologia, abates de árvores e outras muletas ecológicas em que a última coisa que nos dizem é "Agora imprima este código e apresente-o no check-in". Devo ser eu que sou um bocado verde nestes assuntos...
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Faits Divers
Estado terminal
O novo terminal 2 de voos domésticos no Aeroporto da Portela é, por estes dias, uma perfeita fotografia do caos. Não se entende porque razão depois de doses maciças de publicidade às restrições de transporte de líquidos na bagagem de mão a maioria dos passageiros insiste em ignorá-las gerando assim filas quilométricas nos procedimentos de segurança. Do ponto de vista sociológico é interessante e divertido ver um adulto fazer uma monumental birra por causa de um litro e meio de Água do Luso.
O Aeroporto da Madeira é neste momento um excelente exemplo. Depois de anos de aparente imobilismo, os serviços de apoio à infraestrutura estão funcionais, e muitíssimo bem apresentados..
O Aeroporto da Madeira é neste momento um excelente exemplo. Depois de anos de aparente imobilismo, os serviços de apoio à infraestrutura estão funcionais, e muitíssimo bem apresentados..
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Faits Divers
O espírito da coisa
A animação de rua é, por esta altura no Funchal uma realidade eficaz. No espaço de quinhentos metros entre a Sé e a Praça do Município, dois concertos, números circenses e um rancho folclórico faziam as delícias dos turistas oficiais e mesmo dos acidentais. Tive pena de não dispor de mais tempo.
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Faits Divers
Fruta da época
Fui visitar o sempre frenético Mercado dos Lavradores na cidade do Funchal. Sempre gostei de praças e mercados mas tenho por este uma especial predilecção. Comprei maracujás e batata doce. Não comprei pepinos. Eram demasiado pequenos. Breves, mesmo. Odeio explicar uma piada.
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Faits Divers
21 dezembro 2007
Coisas que me ocorrem...
Coisas que me ocorrem ao olhar para este mapa (que tenta reproduzir as áreas geográficas de onde são originários os leitores deste blog):
- Aqueles dois leitores do Hawai não terão um quartinho a mais, que possam ceder baratinho por uns, digamos, 20 anos?
- Preocupa-me a falta de leitores na Austrália...
- Porque é que a costa oeste sul americana me ignora?
- O tipo que está no Vietnam será o Professor Neca?
Nota: Não sou um tipo ditatorial. Não censuro, não apago, não elimino comentários quando estes não me agradam. Não sou desses. Sou daqueles que quando abre a janela aceita e admite que mais tarde ou mais cedo vão entrar mosquitos, moscas e melgas ao mesmo tempo que ouve o ruído dos grilos ou o chilrear dos pássaros. É um mundo grande e temos alguns custos. Enerva-me que haja gente que não consegue dar a cara para criticar (mesmo quando a crítica é justa) e atira a pedra anonimamente. Abusa da liberdade que concedo e da liberdade que tem. Como não respondo a comentários anónimos por vezes ficam algumas coisas por dizer. Até hoje. Acabei de fechar os comentários anónimos, pois dou razão a Leonor Pinhão quando diz "Na vida o sofrimento é inevitável mas o masoquismo é opcional".
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Faits Divers
20 dezembro 2007
A César o que é de César
Mas quem foi o asno que andou à procura no Google pelas (vocês segurem-se, se fizerem o favor) "Fotografias da morte do imperador César Augusto"?
Pssst! César Augusto odiava ser fotografado. É essa a razão de haver tão poucas fotografias dele.
Pssst! César Augusto odiava ser fotografado. É essa a razão de haver tão poucas fotografias dele.
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Google
Quosque tandem?
Acabei de compilar um ficheiro com todos os endereços de email que me foram enviados de forma visível em postais de Natal e comunicações de vária ordem. Comecei esta compilação (faço várias por ano) em Novembro. Somadinhos (e ainda nem chegámos ao Natal), dão a linda conta de três mil duzentos e treze. Isto tem imensa piada porque alguns destes endereços recebesse uma comunicaçãozinha minha com tudo à vista, mover-me-iam de imediato uma comissão de linchamento.
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Cidadania
Everything that glitters...
Há um dito português que diz "Se a merda valesse dinheiro os pobres nasciam sem cu". Tudo tem um princípio...
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Faits Divers
Bubbl.us
Uma ferramenta de diagramação partilhada para brainstorming, grátis e de fácil utilização. Aqui.
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Faits Divers
19 dezembro 2007
Prendas para engenheiros
Já não vai propriamente a tempo, mas eis prendas deveras originais para a mesa do pessoal da mecânica.
O caçador de pérolas
..."O pequeno Vasco desembrulhou prendas em terras tão distantes como a herdade da família do pai em S.Marcos da Ataboeira, em Castro Verde, ou mesmo numa instância de neve em Andorra."
O Natal de A Bola . Jornal A Bola 19/12/2007
O Natal de A Bola . Jornal A Bola 19/12/2007
18 dezembro 2007
At last, we have a winner!
O júri Pior Postal do Verão 2007 encontrou o vencedor que será anunciado na Galeria de Postais, hoje pelas 22:00 Horas.
Actualização: Resultados já publicados.
Actualização: Resultados já publicados.
17 dezembro 2007
The lead wizzard
Era um velho jogo dele. E só dele. Olhar o mundo pelas janelas disponíveis e tentar adivinhar as manchetes do jornal da manhã seguinte. Raramente acertou ao longo dos muitos anos em que o jogou. Muitas vezes se zangou com editores imaginários por não terem escolhido manchetes em que tinha pensado e considerava adequadas. Muitas vezes exclamou "Burros!" por ter a certeza de que tinha leads bem melhores. Outras vezes dava o braço a torcer e batia interiormente palmas a certas e determinadas escolhas. Como hoje, quando na capa do Metro France descobriu uma fotografia a quatro colunas de Carla Bruni e Nicolas Sarkozy e por baixo a vermelha legenda "Quelq'un ma vu".
Vê lá se queres...
Aceito e admito as operações publicitárias que me invadem as caixas de correio. É a vida como diria o outro e apenas me limito a pedir a remoção da Base de Dados quando o assunto me não interessa. Mas devo confessar que é a primeira vez que apanho um Spammer imbecil e preguiçoso numa única pessoa...
"epa, remover agora dá muito trabalho, porque não bloqueias o meu endereço? assim vai pro teu lixo electronico"
"epa, remover agora dá muito trabalho, porque não bloqueias o meu endereço? assim vai pro teu lixo electronico"
Sport Lisboa e Benfica
Depois de ter lido que o IC32 seria em breve alvo de portagens e de me ter chegado esta notícia, decidi comprar uma buzina nova. Acho que vou precisar.
16 dezembro 2007
Let's party!
Uns dizem que são os tempos modernos, outros que são apenas novas formas de ganhar dinheiro. Ri a bom rir quando hoje, na porta da Clínica Veterinária onde levei um dos meus cães vi afixado um cartaz que anunciava "Festa para cães". Cinco Euros de entrada por cão. "Para socializar", dizem eles. Nem falei disto ao cão antes que ele me saque a carteira e inicie uma vida de depravação moral...
Trenó português
O caçador de pérolas
"Ainda não fui ao local ver inluque o sucedido"
Presidente da Junta do Torrão, Telejornal RTP1
Presidente da Junta do Torrão, Telejornal RTP1
Pet talk
Depois de ter sido bombardeado durante alguns minutos com terminologia médica veterinária com palavras tão belas como "leucocitose", "hiperplasia", "leichmaniose", "fosfatose" e outras que tais, decidi contra-atacar. Quando na prescrição vi um antibiótico perguntei se não havia receio de o animal regurgitar. A médica levantou os sobrolhos sobre uns belos óculos coloridos e perguntou: "Regurgitar? Quer dizer vomitar?"
Foi aí que me senti vingado do tempo passado na sala de espera.
Foi aí que me senti vingado do tempo passado na sala de espera.
Aconteceu a 3 de Abril de 1964
Nelson Mandela é condenado a prisão perpétua. É inaugurado o Aeroporto do Funchal. Um incêndio destrói o interior do Teatro Nacional Dona Maria II. É fundada a OLP. Um desastre ferroviário em Custóias causa mais de cem mortos. Nada mau para as minhas primeiras horas...
15 dezembro 2007
Mãe, bati o Abrupto!
Votação final do Concurso "O Melhor Blog Português 2007":
1º Bitaites
2º Há Vida em Markl
3º 31 da Armada
4º Obvious
5º Peopleware
6º Os Dias Úteis
7º Blasfémias
8º Bola na Área
9º Reflexões de um cão com pulgas
10ºArrastão
11ºO Insurgente
12ºO Corta Fitas
13ºA Causa foi modificada
14ºDo Portugal Profundo
15ºPonto Media
16ºZero de conduta
17ºArcebispo de Cantuária
18ºAbrupto
A todos aqueles que nomearam e votaram este estaminé para tão honroso posto entre tão ilustre companhia, os meus agradecimentos. Os verdadeiros créditos deste resultado pertencem à Maria Emília, cuja régua de pinho permanece indelével nas minhas memórias e a uma sucessão de professores que tiveram a desdita de me ter como aluno. E terão também de dividir o restante quinhão com todas as personagens que fui encontrando na vida e me permitiram a inspiração de escrever esses pequenos relatos.
1º Bitaites
2º Há Vida em Markl
3º 31 da Armada
4º Obvious
5º Peopleware
6º Os Dias Úteis
7º Blasfémias
8º Bola na Área
9º Reflexões de um cão com pulgas
10ºArrastão
11ºO Insurgente
12ºO Corta Fitas
13ºA Causa foi modificada
14ºDo Portugal Profundo
15ºPonto Media
16ºZero de conduta
17ºArcebispo de Cantuária
18ºAbrupto
A todos aqueles que nomearam e votaram este estaminé para tão honroso posto entre tão ilustre companhia, os meus agradecimentos. Os verdadeiros créditos deste resultado pertencem à Maria Emília, cuja régua de pinho permanece indelével nas minhas memórias e a uma sucessão de professores que tiveram a desdita de me ter como aluno. E terão também de dividir o restante quinhão com todas as personagens que fui encontrando na vida e me permitiram a inspiração de escrever esses pequenos relatos.
High as a kite by then
Encontrei-o sentado no passeio da rua já dentro dos muretes do parque de estacionamento, indiferente ao vento e ao frio. Ele há certas coisas a que um viandante como eu nunca ficará indiferente como por exemplo homens amachucados caídos nos lancis dos passeios das nossas vidas. Conheço-o de outras paragens, de outras lutas, deixei-o cair, deixámo-lo cair, ele foi-se rapidamente (demasiado rapidamente) deixando cair, ainda o agarrei, ainda o agarrámos, mas é complicado segurar quem se quer deixar ir, e foi, o apelo do sangue guloso pela heroína foi mais forte que os alertas de quem o quis segurar. Conversa fria, de circunstância até me reconhecer. "Uma moedinha, não tens por aí?". Não tenho, nunca tive, nunca comprei a minha própria consciência com dinheiro, moedinhas ainda para mais. Olha, tens comido? "Pergunta parva, pá, eu preciso é de pó, de pó, topas?". Topo. Mas quanto a isso nada há a fazer pela minha parte, estás farto de o saber. Já não te via há tempos, onde anda a tua mãe? "Está no Algarve, man, está no Algarve..." E queimaste mais um tratamento, disse-me ela da última vez que a vi. "Pois foi, man..." Vais lá baixo ter com ela pelo Natal? "Tás parvo, não tenho dinheiro, man..." Dei comigo a pensar que já vi este filme por várias vezes, não é a primeira vez que me deixei condoer por episódios semelhantes e já vi bilhetes de comboio a serem trocados por um caldo numa qualquer esquina. "Ajudas-me?" Para o pó nem penses nisso, mas ponho-te no Algarve em três tempos, queres ir? "Não, man, eu quero é pó, topas?". Topo.
14 dezembro 2007
Parem as máquinas!
Orgulhoso de estar na short list de nomeações da categoria "Generalista" para a eleição de "O Melhor Blog Português" eis que os senhores decidiram complicar a coisa e elencar o "Reflexões de um Cão com Pulgas" para a categoria mor de "O Melhor Blog Português". Se a presença na lista dos generalistas já era agradavelmente surpreendente, estar na mesma lista que estes senhores, dos quais na sua grande maioria sou leitor fiel, deixa-me sem grandes palavras. Alfabeticamente ordenados eis os Blogs que disputarão as escolhas finais: 31 da Armada, A Causa foi modificada, Abrupto, Arcebispo de Cantuária, Arrastão, Bitaites, Blasfémias, Bola na Área, Do Portugal Profundo, Há Vida em Markl, O Corta Fitas, O Insurgente,Obvious, Os Dias Úteis, Peopleware, Ponto Media e Zero de conduta.
Técnicas de pesagem
Procuram-se Estagiários
A Garage Filmes procura estagiários para diversos departamentos. e tem um anúncio criativo.
Soon you'll get the hang of it
Temos a certeza de que está tudo bem com a nossa condição profissional quando perguntamos a um grande construtor da viabilidade de um evento a 2000 klms de Lisboa e nos respondem "Contigo, faço eventos em Pequim se for preciso".
Wrong address
Eu sou um tipo perigoso, disseram-me. Não precisavam de o ter dito, eu próprio sei muito bem disso. Porque sou perverso nalgumas coisinhas miúdas e porque uso este blog como amplificador de muitas das minhas maldades. Eu, por exemplo, tenho o meu endereço de email em muitos address books e é comum - a quem é que não aconteceu ainda? - receber email mal endereçado. Há anos que isso sucede. A diferença é que este ano contabilizei alguns desses enganos e estou pronto a fazer uma lista. Não vou personalizar, obviamente, mas fica o alerta para quando esse azar vos tocar, o de enviarem algo e não terem o devido cuidado de olhar com atenção para a lista de destinatários. (Se se aperceber de que recebeu um email errado, não o apague de imediato pois muito boa gente envia e apaga e quando é alertada para o erro acaba por pedir os ficheiros de volta...).
Mas vamos à lista de email transviado deste ano:
- 1 Logótipo Simplex em alta resolução
- Lista de compras do Carrefour
- Alçado com alterações à fachada de moradia na Rebelva
- Insultos vários a um tipo que não apareceu numa festa de amigos
- Banner de Sex Shop (banner de gosto duvidoso)
- Relatório de Inspecção de estrutura metálica
- Nota de encomenda de 3.000 garrafas de vidro
- Poster de Concerto Trash Metal
- Cartão de parabéns pelo 75º Aniversário
Mas vamos à lista de email transviado deste ano:
- 1 Logótipo Simplex em alta resolução
- Lista de compras do Carrefour
- Alçado com alterações à fachada de moradia na Rebelva
- Insultos vários a um tipo que não apareceu numa festa de amigos
- Banner de Sex Shop (banner de gosto duvidoso)
- Relatório de Inspecção de estrutura metálica
- Nota de encomenda de 3.000 garrafas de vidro
- Poster de Concerto Trash Metal
- Cartão de parabéns pelo 75º Aniversário
Birds of a feather will flock together
Hoje A. disse-me que tinha entre as suas tarefas de "cuidar do agapornis". Fui a correr ao Google perceber a dimensão do problema mas fiquei mais descansado quando percebi que era um pássaro.
Estão a matar-te, futebol
Com o título "Bancada quer-se azul", o jornal A Bola dá hoje à estampa as palavras de Miguel Barreiros, Director Geral do Clube de Futebol "Os Belenenses". Diz este senhor que a Direcção do clube decidiu proibir os símbolos do Benfica, Porto e Sporting na bancada de sócios do clube azul nos jogos com estas equipas, ainda que se permita (e é preciso topete!) vender para essa bancada bilhetes de acompanhante de sócio. Continuando o peregrino discurso, Miguel Barreiros diz ainda "não somos tão radicais como alguns clubes" e ainda "é chocante que a bancada de sócios tenha outras cores que não o azul".
Não sei o que pensam disto os belenenses que amam o futebol tanto quanto eu gosto dele. Aquilo de que eu tenho a certeza é de que foi um indefectível "pastel", A. quem me levou inúmeras vezes pela mão a essa mesma bancada e que antes de sair de casa me perguntava "Onde está o teu cachecol? Vai direito? É que um tipo nunca renega a sua cor, onde quer que se sente". A. deve estar hoje às voltas no túmulo. E seguíamos dali para Belém, para o Jamor e para muitos outros estádios. E também tenho a certeza de que o futebol não precisa de Directores com ideias destas e muito menos de gente sem memória.
Não sei o que pensam disto os belenenses que amam o futebol tanto quanto eu gosto dele. Aquilo de que eu tenho a certeza é de que foi um indefectível "pastel", A. quem me levou inúmeras vezes pela mão a essa mesma bancada e que antes de sair de casa me perguntava "Onde está o teu cachecol? Vai direito? É que um tipo nunca renega a sua cor, onde quer que se sente". A. deve estar hoje às voltas no túmulo. E seguíamos dali para Belém, para o Jamor e para muitos outros estádios. E também tenho a certeza de que o futebol não precisa de Directores com ideias destas e muito menos de gente sem memória.
13 dezembro 2007
Teatro Nacional de S.Carlos
Passei parte do meu dia no Teatro Nacional de S.Carlos, local onde tinha ido, até hoje, uma única vez na vida. É um local belíssimo mas não é por isso que decidi escrever sobre ele. Deve ser, sem qualquer concorrente à altura, a mais rapidamente erigida obra pública portuguesa. Seis meses, repito, seis meses! E tudo por causa de uma mulher grávida. Era necessário que estivesse pronto para celebrar o nascimento do primeiro filho de Carlota Joaquina de Bourbon, que, ao que consta teve uma gestação normal de nove meses.
Luta contra a SIDA
Esteticamente perfeita esta sequência gráfica de uma campanha de luta contra a SIDA.
Marketing para principiantes
Quando o seu departamento de Marketing pensar em decorar veículos pergunte SEMPRE pela localização do tubo de escape...
Campanhas partidárias
Por razões diversas hoje tive de ler a legislação que rege a criação de partidos políticos, bem como as regras de manutenção da existência dos mesmos no que à base de militância diz respeito. Fiquei a saber, por exemplo, que um partido legalmente registado como tal tem de manter um mínimo de cinco mil militantes para não ser extinto. Os quase quatro mil integrantes da minha Mailing List já quase dão para a criação do Partido da Maçã...
12 dezembro 2007
Apresentações
Na vossa próxima apresentação em língua inglesa podem usar uma piada quebra gelo que escutei agorinha mesmo de um indiano de origem Goesa (D'Souza não engana ninguém) no auditório da Universidade de Oregon e que funciona muito bem.
"I will try in my opening remarks to adopt the motto that Henry the Eight used with one of his wives - I won't keep you very long..."
Se houver candidatos a uma tradução decente para língua portuguesa, façam o favor de comentar.
"I will try in my opening remarks to adopt the motto that Henry the Eight used with one of his wives - I won't keep you very long..."
Se houver candidatos a uma tradução decente para língua portuguesa, façam o favor de comentar.
A origem das expressões
"Levas um estalo que vais a nove" é uma expressão tipicamente lisboeta (embora já a tenha ouvido noutras zonas do país). "Ir a nove" é exactamente o mesmo que "Ir na bisga", "Ir na gáspea", "Ir na gazua" ou simplesmente ir muito depressa. O origem do termo é creditada aos carros eléctricos da Companhia Carris, cujo comando original da American Tramways - actualmente quase desaparecido mas que muitos lisboetas conheceram durante décadas - era composto por um punho/manivela em metal cromado e terminado numa maçaneta redonda em madeira que tinha um indicador de velocidade numa escala de nove pontos (as pequenas "lágrimas" que estavam dispostas em semi-círculo no topo da caixa de comando). O nono ponto assinalava a relação máxima de transmissão e consequentemente a maior velocidade que o guarda-freio (Quem conversa com o guarda-freio torna-se moralmente responsável pelos desastres motivados por distracção!) - sempre quis meter esta frase num post mas nunca tinha conseguido, helás, até que enfim! - dizia eu, que o guarda-freio podia imprimir ao carro eléctrico.
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Expressões
Some like it rough
Hoje salvei o meu cão de levar uma tareia das antigas de um outro canídeo que tinha três vezes o tamanho dele. Era uma cadela. Também ninguém o mandou ir meter-se onde não era chamado, mas por via das dúvidas e do volume da conta do veterinário decidi ir lá tirar o bicho do meio da confusão e acreditem que não é fácil agarrar um cachaço que não sabemos bem se é realmente aquele que queremos agarrar. Não importa. Aquilo a que achei realmente graça é que o meu cão me tem lambido constantemente as mãos. Pode ser agradecimento. Ou saudades!
Como se lhes lessem as almas
Republicação de texto de Setembro 2003
Santo Deus e os que não sabem ler? Que espécie de pessoas se colocam em locais de atendimento público que quais autómatos, se limitam a despachar a "cassete", acrescentando um automático "O PRÓXIMO!" quando se lhe esgota a (pouca) paciência? Estive numa repartição pública do Centro Regional de Segurança Social para tratar de uns aspectos burocráticos de terceiros. A lenga lenga é a mesma, para novos e velhos. "Preenche, traz a certidão de óbito, fotocópia de cheque, cartão de pensionista, recibo da funerária e entrega", "O PRÓXIMO!". Os utentes são imensos, a espera é longa, o ambiente é sufocante. Vê-se-lhes no olhar vazio a sensação de perda. Transpiram desespero nalguns casos, desorientação profunda noutros. Mas o "animal" que lhes estende os papéis não quer (ou finge) não querer saber... Mais de metade dos requerentes não sabe ler. Percebe-se isso no momento em que as mãos a tremer seguram o formulário da Segurança Social. Eu sei ler e escrever e porventura não dei nunca a importância que esse facto me devia merecer. A fila prossegue a sua marcha lenta. Quem já foi atendido e parece ter percebido o objectivo a cumprir, abandona a sala. Os que ficam são, na sua maioria os que foram deserdados da hipótese do conhecimento. Agarram os papéis com um ar de abandono e de confusão. É verdade que as formalidades não são grandes, mas para quem não sabe escrever sequer o seu nome, a tarefa parece (e é) ciclópica. São seis os idosos que planam na sala sem saber o que fazer, a quem se dirigir. Parecem-me peixes fora de água. Um deles, um avô de olhar claro dirige-se a uma mesa onde uma funcionária matraqueia num Compaq com ar de ter sido estreado ontem. "Preenche, traz a fotocópia de uma cheque, traz a certidão de óbito, traz o cartão de pensionista, assina e entrega!". "Sabe o que é uma certidão de óbito?". Enfureço-me e sou propositadamente mal educado. "Não, caralho, não sabe assinar! Não vê um boi do papel que acaba de lhe por à frente! Para ele, as palavras assinar ou preencher a merda do papel é muito complicado, precisa de ajuda! Ajuda que lhe podia dar em vez de o ofender na sua dignidade, mandando-o preencher a folha". Saí da fila e pedi-lhes os papéis. Todos trazem um envelope com ar puído onde guardam a documentação. Todos têm tudo o que falta excepto a capacidade de saber escrever. Lentamente extraem dos envelopes, os documentos, os bilhetes de identidade, fotocópias disto e daquilo. Aqueles envelopes são o arquivo documental de uma vida inteira, têm escrituras, registos, cédulas profissionais, cheques enrolados em carteirinhas que já não vejo desde a minha infância. Têm tudo, até esferográficas, supremo luxo para quem não sabe escrever, ou se o faz, com enorme dificuldade. Alinho-os e peço-lhes os dados. Um deles chora apenas ao pronunciar o nome da falecida. Os dados são relativamente curtos. Poucos minutos são precisos para que os formulários fiquem em ordem. Só faltam as famigeradas fotocópias do cheque (esta operação é estúpida, o CRSS quer o NIB e tira-o do cheque. Alguém sabe a confusão que faz a um velho pedir-lhe uma cópia de um cheque? Alguém imagina a desconfiança natural que sente uma destas criaturas quando se lhe pede um cheque?). Chega o momento em que lhes peço para assinarem. Conseguem assinar? "Mal, mas consigo escrever o meu nome". Então vamos lá escrever aí o nome como está no BI. (Sinto-me um idiota quando olho para os Bilhetes de Identidade e percebo que nenhum deles conhece outra forma de assinar ou de escrever o nome diferente da forma como está no BI). É uma operação naturalmente demorada. Percebo a alegria nos olhos de um deles, o ar atinado, de língua de fora a batalhar com a grafia de Florindo Marques. Estende-me o papel, orgulhoso do acto. Reuno tudo e regresso à fila. Com a pressa esqueci-me de assinar o meu próprio papel, coisa que resolvo nas costas de um banco. A funcionária observa-me com olhos de carneiro mal morto e vai carimbando os pedidos, sem uma palavra, tão mecanicamente como quando exclama "O PRÓXIMO!". E pronto meus caros, está feito! Agora é esperar pelo vale postal ou pelo aviso do banco a dizer que já lá está o dinheiro. Agradecem-me, todos, desejando-me venturas e pagamentos extra terrenos. Excepto um, que quer saber onde moro. Para quê, pergunto. "Mando-lhe uma galinha para o almoço". Humedecem-se-me os olhos e sinto-me bem, leve e capaz de ficar ali a tarde toda. Não pela galinha, mas pelo prazer de servir.
11 dezembro 2007
Microsofts há muitas! (Seu palerma!)
A maior parte das pessoas do mercado não faz a mais pequena ideia de que o colosso Microsoft em Portugal não está registado com esse nome, mas sim com outro, o de MSFT Lda. A principal razão é que existia no Registo Nacional de Pessoas Colectivas à data da estreia da empresa de Bill Gates uma Microsoft Informática que nunca abdicou do uso desse nome. A Microsoft Informática, nos princípios dos anos oitenta uma pequeníssima software house cujos produtos cheguei a comercializar, estava ali no Largo do Leão e confesso que há anos que não ouvia falar dela. Há uma historieta (que nunca confirmei pessoalmente mas que não me admiraria que fosse verdade) que implica três empresas portuguesas e que terá sido, a confirmar-se, o primeiro "clash" das duas empresas em Portugal e que dizem, correu nos tribunais durante algum tempo. (Again, não faço a mais leve ideia da veracidade da coisa, mas ouvi-a tantas vezes de diversas fontes que pode muito bem ser verídica...). Consta então que uma empresa que hoje é um peso pesado da Distribuição comprou produtos à MSFT. Chegada a hora de enviar o chequezinho pelo correio, a funcionária da Distribuidora preencheu o cheque, levou-o à necessária assinatura e foi fazer o envelope. Ainda a MSFT era uns simples seis metros quadrados num Centro de Escritórios, (talvez o primeiro centro de escritórios "modernaço" de Lisboa) e não era tão conhecida como o é hoje, dizia eu, a mocinha foi à lista telefónica e copiou a morada da Microsoft... Contam as lendas que o receptor achou imensa graça ao erro e que se prontificou de imediato a emitir uma nota de crédito do valor recebido...
Lembrei-me desta história hoje, quando o verde382u me mostrou esta imagem:
Lembrei-me desta história hoje, quando o verde382u me mostrou esta imagem:
Nomeação "Melhor Blog Português"
Foi uma agradável surpresa que tive hoje, o facto de ver o "Reflexões de um cão com pulgas" nomeado para o concurso "Melhor Blog Português na categoria Blog generalista. Surpreendente o facto desta lista não constar o Abrupto (vá, e alguns outros...) e agradável pensar que nesta lista há "pesos pesados" da blogoesfera nacional.
31 da Armada
Blasfémias
Acabados S.A.
Ai o camandro
A Mona Lisa tinha gases
Avenida Central
Bitaites
Corta-Fitas
Ideias maradas
Nothingandall
Obvious
Reflexões de um cão com pulgas
Tempo de secura
Parabéns a todos os nomeados
10 dezembro 2007
Feliz 2008!
Há duas alturas na vida de um homem em que o telefone invariavelmente toca: No momento em que se coloca o segundo pé dentro da banheira e quando um tipo se isola e se senta para escrever qualquer coisa. Sendo que "a coisa" neste caso era desejar-vos a todos um feliz 2008 com um texto que acompanhasse a imagem lá de cima. "Se puderes vê-me aí em que ano é que o Guenter Wendt passou a chefiar a plataforma de lançamentos da Apollo?", diz F. do lado de lá da linha. Há um tira-teimas com amigos que eu precisava desbloquear. Guenter Wendt, mais conhecido como "pad fuehrer" é um engenheiro de origem alemã que só recentemente se reformou e que durante muitos e muitos anos foi o director da plataforma de lançamentos em Cape Canaveral. Folheava eu rapidamente aquele que é a minha obra de referência nesta matéria, e falo desse portento que se chama "Failure is not an option", quando dei por mim num capítulo de extrema tensão, em que o autor, Gene Kranz, ele mesmo Director de Voo de todos os programas Gemini e Apollo, responde a um jornalista que o inquiria sobre a iminente tragédia da missão Apollo XIII. Este momento, que tão bem retratado é por Ed Harris em Apollo 13, culmina numa frase lapidar: "With all due respect, sir, I believe this will be our finest hour...". O que é que isto tem a ver com os votos para 2008? Alguma coisa. De um ponto de vista pessoal, 2007 não me deixa particulares saudades e tenho dele memórias que dispensaria perfeitamente. Conheci o sabor da derrota ou do insucesso por algumas vezes, de vitórias e alegrias por outras tantas. Numa altura em que o ano finda, apetece-me fincar os polegares no interior do colete, encher o peito de ar e desejar que consigamos todos fazer do 2008 de cada um "Our finest year". Feliz 2008 a todos.
USB Wine
Imaginativa a campanha real de um clube de vinhos que faz de um video de uma farsa para chegar onde pretende.
Economia de escala
Foram hoje a hasta pública os passes de sete jogadores do Boavista Futebol Clube. Não houve licitações, pelo que qualquer cidadão pode, a partir de amanhã, visitar a Repartição de Finanças da Boavista e fazer uma licitação abaixo do preço estipulado para a venda e encetar uma negociação particular.
Poderá eventualmente haver alguém que queira dar no Natal um jogador de futebol mas eu cá duvido mesmo muito que haja interessados. Se houvesse no Fisco alguém com verdadeira visão das coisas, telefonavam ao José Veiga e faziam com ele uma negociação particular, pondo-o a tratar do assunto. Com pagamentos por conta, está claro...
Poderá eventualmente haver alguém que queira dar no Natal um jogador de futebol mas eu cá duvido mesmo muito que haja interessados. Se houvesse no Fisco alguém com verdadeira visão das coisas, telefonavam ao José Veiga e faziam com ele uma negociação particular, pondo-o a tratar do assunto. Com pagamentos por conta, está claro...
Agora ninguém mais cerra...
Trinta e três anos depois do 25 de Abril de 1974 é verdadeiramente curioso voltar a ouvir o poema de José Carlos Ary dos Santos, "As portas que Abril abriu".
09 dezembro 2007
Etiqueta e boas maneiras
Um tipo faz um mega email com votos de Boas Festas, Feliz Natal e tudo e tudo. As pessoas, educadamente respondem, desejando isto, aquilo e mais um par de botas. Devo agradecer? E vamos ficar neste vai e vem de emails até à Páscoa, onde tudo recomeçará?
08 dezembro 2007
Mário Lino
O ministro Mário Lino diz que jamais disse "Jámé" quanto ao aeroporto na Margem Sul do Tejo, vulgo deserto. Não o contrario até porque me ensinaram que não se deve contrariar os malucos.
Os efeitos nefastos da publicidade
Quando hoje uma simpática velhinha me pediu para fazer uma chamada do meu telefone tive de conter o riso quando dei por mim a pensar em dizer-lhe "O que tu queres sei eu..."
06 dezembro 2007
A origem das expressões
"Ficar a ver navios" diz-se de alguém que ficou decepcionado por não ter alcançado os seus objectivos. Há registadas duas origens para esta expressão. A mais antiga, após a batalha de Alcácer-Quibir e a alegada morte de D.Sebastião, é atribuída ao mito do sempre adiado regresso a Portugal do Rei desaparecido. Lugar privilegiado para a observação da barra do Tejo, dizia-se que muita gente subia ao Alto de Santa Catarina na esperança de avistar a nau que haveria de fazer o Rei de volta. Ir a Santa Catarina e "ficar a ver navios" era por isso mesmo uma decepção. A segunda teoria que visa estabelecer uma origem para a expressão está relacionada com a primeira invasão francesa. O General Junot que pretendia chegar a Lisboa a tempo de aprisionar a Família Real, conseguiu de facto chegar a Lisboa à frente de dois regimentos em muito má condição. A 30 de Novembro de 1807, Junot estava em Lisboa, mas a Família Real partira para o Brasil precisamente na véspera tendo alegadamente Junot "ficado a ver navios".
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A origem das expressões
"Ir para o maneta" a popular expressão popular portuguesa que significa "bater as botas", "bater a caçoleta", "quinar", "ir desta para melhor", "ir para os anjinhos", "marar", "dar o peido mestre" ou simplesmente morrer, tem a sua origem na segunda Invasão francesa das tropas de Napoleão. Encarregou o General Soult o seu lugar tenente de nome Loison, de cobrir à rectaguarda o avanço das suas colunas que desciam de Chaves para Amarante. Alvo de permanente guerrilha e escaramuças sangrentas movidas pelo povo aos franceses retardatários, Loison revelou-se um militar sanguinário, responsável por inúmeras barbaridades contra civis. Loison não tinha um braço, perdido em campanhas anteriores, e vulgarizou-se a expressão "Mandar para o maneta" como sinónimo de mandar matar ou dar à morte determinada pessoa.
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05 dezembro 2007
Contenção orçamental
Descobri hoje uma razão para ficar contente com a falta de dinheiro na minha autarquia... Este ano não tenho penduradas pelas ruas, as costumeiras colunas roufenhas a tocar o "Me and my drum"...
I'm stuck
Fazia tempo que não era atingido por bloqueios de escrita. Uns arremedos, aqui e ali, nada de substancialmente grave ou penoso. Até hoje, no preciso momento em que li no primeiro campo do formulário: "Defina-se em sete linhas". Ainda não passei da primeira porque tenho medo que tudo o que me ocorre seja verdade.
Actualização de Curricula
Actualizar um Curriculum Vitae, por muito bom que ele já esteja é a segunda coisa mais deprimente que existe a seguir a ler jornais desportivos depois de um insucesso do nosso clube de coração.
Quando Deus fecha uma janela...
Um artigo de opinião assinado aqui pelo "yours truly" - O Porteiro do Musée d'Orsay -, no novo Portal VER.
A reedição de um outro texto deste blog Eco(lógica) no também novíssimo Animalia.pt.
A reedição de um outro texto deste blog Eco(lógica) no também novíssimo Animalia.pt.
04 dezembro 2007
Sei o que escreveste no Verão passado
Ela está de volta. Digo isto uma vez ao ano mas preciso de o repetir mais vezes. É bom sinal.
Ursos
A professora inglesa que estava detida no Sudão foi libertada após um perdão presidencial. Não posso deixar, neste momento magnânimo e de profunda generosidade dos imbecis que a mantinham cativa, de agradecer ao Estado Sudanês tão benemérito gesto, São atitudes como estas que definem grandes estadistas. Claro que ninguém mais se vai lembrar de hordas de tipos de catana em punho, marchando pela rua onde se localizava a prisão, pedindo a execução sumária de Gillian Gibbons.
My name's Luck, Pure Luck
O terceiro prémio da Lotaria Clássica desta semana, hoje extraído, coube ao número 00000.
As prendas do Bruno
Trocar correspondência electrónica com pessoas que tenham agendas tão caóticas quanto a minha é um exercício curioso e duro ao mesmo tempo. Um tipo envia um email no dia 1, por mero exemplo, e tem uma resposta na tarde do dia 16 (com sorte ainda no mesmo mês...). No momento em que recebe esse email tem de fazer um esforço diabólico para se recordar a que se refere, recorro invariavelmente ao "Show original" porque senão nunca mais é Sábado. É assim que me sucede com a correspondência com o Bruno Nogueira. É como jogar xadrez por correspondência com um tipo que vive na Patagónia onde o carteiro só vai uma vez por semana e que nunca tem selos para estampilhar a resposta. Não conheço o Bruno pessoalmente mas temos este hábito curioso de trocar correio electrónico de tempos a tempos. Cheguei à fala escrita com o Bruno quando este se lamentou no seu blog que não tinha sorte nenhuma com os técnicos que lhe reparavam os Mac, coisa que se resolvia bem se ele mudasse de técnico em vez de mudar de computador, o que como é óbvio veio a acontecer pois as máquinas foram ambas revistas por gente competente que depressa chegou a uma solução. Hoje ouvi uma peça do Bruno em que este na sua rubrica "Tubo de Ensaio" lista as prendas que deseja para este Natal. Talvez quem de direito devesse ouvir a lista e chegar a acordo com ele (sim, os meus pais chegaram imensas vezes a acordo comigo quando eu pedia a lua...) e daí retirar vantagens mútuas. Eu digo-vos como ouvir a lista, mas agora não façam com a sugestão que dou a mesma coisa que fizeram à última figura de visibilidade que vos enviei (nada, precisamente).
Para ouvir a lista: Vão a tsf.pt, no lado esquerdo clicam em "Arquivo de Programas", fazem scroll-down (sim, é para isso que serve aquela rodinha no rato...) até surgir o nome do programa "Tubo de ensaio" e escolhem a emissão "As prendas do Bruno". Depois pedem-me o contacto dele e telefonam-lhe.
P.S.- Há dias lembrava-me que o meu sobrinho sabe de cor a maioria dos textos dos Gato Fedorento e achava isso curioso até ao exacto momento em que me recordei que eu mesmo sei de cor grande parte do texto do "Senhor do Bolo"... A imagem que acompanha este texto é a do cartaz do espectáculo "Sou do tamanho do que vejo e não da minha altura", provavelmente um dos melhores cartazes de espectáculos portugueses já produzido. Foi feito em Mac, por um fotógrafo cujo nome agora se me varreu...
Para ouvir a lista: Vão a tsf.pt, no lado esquerdo clicam em "Arquivo de Programas", fazem scroll-down (sim, é para isso que serve aquela rodinha no rato...) até surgir o nome do programa "Tubo de ensaio" e escolhem a emissão "As prendas do Bruno". Depois pedem-me o contacto dele e telefonam-lhe.
P.S.- Há dias lembrava-me que o meu sobrinho sabe de cor a maioria dos textos dos Gato Fedorento e achava isso curioso até ao exacto momento em que me recordei que eu mesmo sei de cor grande parte do texto do "Senhor do Bolo"... A imagem que acompanha este texto é a do cartaz do espectáculo "Sou do tamanho do que vejo e não da minha altura", provavelmente um dos melhores cartazes de espectáculos portugueses já produzido. Foi feito em Mac, por um fotógrafo cujo nome agora se me varreu...
03 dezembro 2007
A Democracia em círculos
..."Cá estamos nós, hoje, 3 de Dezembro, precisamente um ano após o lançamento da designada Petição pela Acessibilidade Electrónica Portuguesa em 3 de Dezembro de 2006, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência! Mas, infelizmente, o que temos a dizer é que os progressos no que concerne a tramitação da Petição pela Acessibilidade Electrónica Portuguesa são
nulos ou, pelo menos, totalmente desconhecidos da nossa parte.
Desde 7 de Março, data em que foi nomeado relator o Senhor Deputado Luís Campos Ferreira do Grupo Parlamentar do PSD para esta Petição não mais soubemos de nada relativamente ao andamento do processo.
Em 10 de Outubro, enviámos um segundo e-mail ao Gabinete do Senhor Presidente da Assembleia da República, solicitando que nos informassem o estado da Petição pela Acessibilidade Electrónica Portuguesa, mas não obtivemos qualquer resposta, tal como já sucedera em Junho, aquando do envio do primeiro e-mail com idêntico pedido."...
Uma das razões porque eu acredito nos círculos eleitorais uninominais é porque creio muito sinceramente que a falta de respeito pelo eleitor tenderá a decrescer. É inadmissível a falta de uma resposta a um eleitor por parte de um eleito. No dia em que estas personagens forem directamente penalizadas pelo voto, as respostas serão céleres.
nulos ou, pelo menos, totalmente desconhecidos da nossa parte.
Desde 7 de Março, data em que foi nomeado relator o Senhor Deputado Luís Campos Ferreira do Grupo Parlamentar do PSD para esta Petição não mais soubemos de nada relativamente ao andamento do processo.
Em 10 de Outubro, enviámos um segundo e-mail ao Gabinete do Senhor Presidente da Assembleia da República, solicitando que nos informassem o estado da Petição pela Acessibilidade Electrónica Portuguesa, mas não obtivemos qualquer resposta, tal como já sucedera em Junho, aquando do envio do primeiro e-mail com idêntico pedido."...
Uma das razões porque eu acredito nos círculos eleitorais uninominais é porque creio muito sinceramente que a falta de respeito pelo eleitor tenderá a decrescer. É inadmissível a falta de uma resposta a um eleitor por parte de um eleito. No dia em que estas personagens forem directamente penalizadas pelo voto, as respostas serão céleres.
02 dezembro 2007
Logo a mim que sou curioso...
Já me tinha interrogado sem encontrar resposta cabal. Foi das primeiras coisas que notei quando testei um dos novos teclados finos da Apple, o facto de quando ligado e em tensão haver um LED que se ilumina, LED esse que emite luz por um "buraco" que lá não está. Se nos antigos, a resposta é óbvia, porque existe embutida na tecla que possui um LED um pequeno ponto translúcido, nos novos teclados de alumínio, não há soluções dessas. "E puore si muove" já o outro dizia sem conseguir ter evitado chamuscar os pés e a honra... Alguém com meios mais potentes do que os meus encontrou a resposta. Uma micro perfuração no alumínio, praticamente invisível a olho nú, permite a passagem da luz.
Que fazer com este prêmio?
Não esquecer
Não me posso esquecer de não ir nunca ao Sudão. Se uma professora foi condenada a quinze dias de prisão por ter permitido que um urso de peluche fosse baptizado de Muhammad, não quero imaginar a maçada que seria se as autoridades sudanesas soubessem que já tive um cão chamado Elvis e já dei sementes de girassol a uma catatua chamada Fátima.
01 dezembro 2007
A noite passada
A sala estava cheia, na verdade um pouco mais do que isso até. Duas horas de ritual, ritmos vivos de pergunta e resposta. É duro ter de combater com a voz o ruído ambiente de uma grande superfície mas é o tom dessa mesma voz que alguém me deu que chama até à zona da plateia muitos espectadores inesperados. É engraçado vê-los chegar, sacos na mão, pés fincados, deixa-me lá ouvir o que este senhor está a dizer. Minutos depois o apresentador já os vê pousar os pertences, apoiarem o corpo numa só perna e começarem a apoiar-se numa caixa ou numa prateleira. A moldura à volta da zona delimitada para o Workshop esteve sempre muito bem composta. Há um grupo em que com toda a certeza há um utilizador Mac, já que a cada acinte, a cada piada, ele mete-se com os amigos. Pena que eu já não consiga ver tão bem como outrora para os apreender a todos. Rodo o olhar pelas caras da plateia e encontro-as conhecidas e desconhecidas. Lá ao fundo, uma jovem tira notas com rapidez. Há um jovem aprendiz de webdesigner sentado numa sofisticada cadeira de rodas que me sorri de quando em vez quando o fito directamente. Há um final feliz numa noite de Sexta Feira em dia de somas de cansaços. Saldo francamente positivo, nas palavras dos responsáveis do espaço, "talvez a excederem-nas", quem sabe? Sei eu, que vendo mal, vou, enquanto o cérebro alinha o discurso de mais um slide, lendo as almas e os corpos. Ah se vocês soubessem o que se lê nos olhos de quem nos escuta...
Fotografia: Ana Amil
O futuro cresce nas coisas simples
Rafa, o meu vizinho de três palmos, esbracejava e tentava lutar contra a mangueira de jardim de onde generosamente jorravam litros de água. Pareceu-me, num relance, uma luta de homem contra cobra, sendo que o homem é pequenino, a cobra erguia-se e revolvia-se, parecia cuspideira, água por todo o lado, cobrindo Rafa por completo, parecia um pinto ensopado quando deitei mão ao comando da torneira. Rafa, o que é que estás a fazer? "Queria encher i'to..." O i'to era um cesto de plástico, destes onde se guarda roupa engomada ou em vias de o ser. E para que o querias tu encher?, perguntei eu perante a impossibilidade física de encher de água um cesto de rede com milhares de furinhos. "Vou t'mar banho..." Aí dentro? "Sim, mas i'to não enche..."
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