Eu que tantas vezes brinco com a simplicidade do "país real", presto-lhe hoje uma homenagem sentida. Circunstâncias várias, que vão por vezes para lá daquilo que é facilmente explicável, fizeram com tivesse passado a totalidade do meu dia integrado num grupo excursionista. Sim, um grupo excursionista, experiência que na minha infância vivi dezenas de vezes pela mão do meu avô, adepto fiel do turismo de excursão, pelo que sei exactamente do que falo. Um grupo de trinta e quatro "maduros" da freguesia onde resido que têm a particularidade de me ter adoptado como se fora um deles (e o sentimento é recíproco), instituiram num dos grupos desportivos da localidade o ritual semanal do depósito de um Euro, anteriormente destinado a uma sociedade de Totoloto, mas agora destinado a financiar uma excursão de objectivos marcadamente etílico-gastronómicos. Gentes simples, dadas à folia não sofisticada, filhos de uma terra que nutre pelos touros uma paixão desmesurada, qualquer (absolutamente qualquer) pretexto lhes serve para encenar coros de paso-doble ou cantares alentejanos improvisados de desgarradas e desafio, sempre com imensa graça e até alguma inusitada afinação. Quando hoje pela manhã que raiava, trinta e quatro pessoas invadiram, trajados de rigorosamente igual, as pacatíssimas ruas da Vila de Óbidos eu estava longe, muito longe, de imaginar que este grupo era capaz de por si só, virar claramente do avesso o gelo natural entre estranhos. Combinada em segundos, a estratégia de eleger um "guia" falso, alguém que tinha por missão apontar para objectos ou edifícios e passar a explicar, pasme-se, em linguagem gestual o pseudo significado histórico de um caixote do lixo, de um cinzeiro ou de um banal vaso de flores, surtiu efeitos imediatos num grupo de japoneses que deambulavam pelas mesmas ruas que imediatamente apontou um vastíssimo arsenal de câmaras aos objectos "explicados" e passou a seguir o fantástico "guia" para onde quer que ele se dirigisse, para gáudio de todos. Quando, frente à igreja, esta estranha procissão se encontrou com um terceiro grupo de mulheres espanholas o grupo irrompeu num esplêndido coro alentejano (do qual, pelo inesperado, só consegui captar um fragmento), deu-se um estranho mas agradável fenómeno. A surpresa dos japoneses, rasgados em sorrisos e gargalhadas ao perceberem a trapaça e a adesão imediata das espanholas à cantoria. Durante uns bons vinte minutos foi possível tocar-se uma estranha mescla cultural difícil de explicar. Orientais a dançar com espanhóis ao som de um coro português, risos francos e uma amálgama de gente a dirigir-se para uma das muitas tasquinhas de ginja de Óbidos. Durante vinte minutos o mundo foi um local francamente melhor. A Sociedade das Nações da ginja...
29 março 2008
28 março 2008
Chamam ao telefone o Sr. Dasss
"...Tentei abrir o XXXXXX. ele diz-me que não consegue encontrar a library e pergunta-me se quer criar outra. Não faz meia hora que desliguei o XXXXX após ter descarregado fotos. Tinha 2500 e agora ZERO! Há alguma coisa que se possa fazer?"
Há várias. Uma delas é chorar e a outra é interrogar-se sobre as razões de não ter feito um backup!
Há várias. Uma delas é chorar e a outra é interrogar-se sobre as razões de não ter feito um backup!
Coisas que se ouvem nas Administrações
"Aquilo é falta de desconhecimento, não é mais nada. É falta de desconhecimento!"
Profissionais
Tive uma boa discussão com o electricista que por norma assiste o meu carro. Uma reparação mal feita, incompleta e desleixada. Disse-lhe que perceberia que o forro da porta do carro tivesse sido deixada assim se tivesse sido montada por mim. Mas montada por ele não esperava tal coisa. Sentiu-se ferido. Disse-me "Eu sou um profissional e estou-lhe a dizer isto com toda a profissionalidade!".
A bula da cooperativa
Porque razão cósmica é que quando eu pego numa caixa de medicamentos para ler a bula, a abro sistematicamente do lado contrário ao que devia?
27 março 2008
Tiro-vos o meu chapéu, Vodafone
Conhecem alguma grande empresa em que às onze da noite haja técnicos a trabalhar no Apoio a Clientes a tentar resolver problemas? Claro que conhecem. Mas conhecem alguma em que os técnicos contactem delicadamente por email uma determinada pessoa, pedindo previamente desculpa por estar a incomodar com um teste por correio electrónico no sentido de simular/detectar uma anomalia de serviço? Keep it up!
A outra face de Tires
Um grupo de reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires criou um blog que tem sido ventilado na imprensa escrita pelo teor de gravidade das acusações que são lançadas sobre a estrutura de gestão da cadeia. Mas nem é isto que me leva a escrever esta nota. É o que acabei de ler num jornal diário: A Direcção Geral dos Serviços Prisionais mostrou estranheza pelo facto de ter sido criado um blogue deste género, "uma vez que as reclusas não têm acesso à Internet".
Estou a precisar de aumentar os meus níveis de idiotice. Isto se algum dia quiser concorrer a porta-voz da DGSP.
Estou a precisar de aumentar os meus níveis de idiotice. Isto se algum dia quiser concorrer a porta-voz da DGSP.
Photoshop Express
Há meses que me interrogava porque é que esta rapaziada não disponibilizava publicamente um serviço que eu sabia que estava pronto a ser lançado há quase dois aninhos...
Wonders never cease
Submetido ontem de manhã a uma cirurgia de oftalmologia o pai Aniceto estava absolutamente apreensivo em relação ao resultado e deveras assustado com o período pós-operatório. Admirado com a falta de sintomas dolorosos e com a recuperação da obstrução da visão, parece um menino... Findo o primeiro controlo médico de hoje, voltou comigo para casa e durante todo o percurso gozou-me indecentemente com leituras de matrículas de automóveis cuja cor eu mesmo tenho dificuldade em percepcionar. Para quem ontem estava aterrado, não está nada mal. Já me pergunta se eu acho que daqui a dois meses poderá ser operado ao outro olho...
Arcebispo de Cantuária e outros affaires
Finzinho de tarde na FNAC Colombo para o lançamento do livro "Manjares do Arcebispo de Cantuária". Chego vinte minutos atrasado e a primeira coisa que concluo é que devo ser o único tipo que faz eventos naquele palco e que os começa a horas. Neste caso deu-me até imenso jeito e permite-me tomar lugar na mesa de ilustres bloggers, o que permite que ali mesmo comece a germinar a ideia de um encontro de bloggers que não façam parte da esfera intelectual. A avaliar pela lista de nomes logo ali enumerada mentalmente, a coisa promete. Aquela sala é definitivamente inspiradora. O livro do Arcebispo parece catita e merece visita mais prolongada. Fica-me na memória uma das melhores frases de humor culinário de sua Eminência: "Se pudesse eu comia Cameron todos os Diaz"...
P.S.- Desafiei o Markl e o Arcebispo para um projecto cheio de ilegalidades. O Arcebispo diz que ir preso o atrai, o Markl embarcou prontamente. Se a coisa funcionar é capaz de abrir um Telejornal. Stay tuned.
P.S.- Desafiei o Markl e o Arcebispo para um projecto cheio de ilegalidades. O Arcebispo diz que ir preso o atrai, o Markl embarcou prontamente. Se a coisa funcionar é capaz de abrir um Telejornal. Stay tuned.
Tibet (saudades minhas)? ;)
Tenho saudades de um bom texto, de prosa gorda e escorreita. Dos que deixam saudades parágrafo a parágrafo, daqueles que volvemos atrás para lhe chupar o sumo. Dos que nunca esquecemos. Às vezes penso que encontrei a ponta, o fio da inspiração mas puxa-se e o baraço é podre, parte-se, desfia-se, perde-se-me entre os dedos. Tenho puxado vários cordéis desses nos últimos dias e lá vem um de quando em vez que parece dar fio para toda a mecha, mas lá está, quebra-se-me a vontade. Entusiasmo-me de quando em vez com uma história. Como esta manhã em que dei por mim a ameaçar um homem. Como se fosse possível. Como se eu acreditasse em mim mesmo quando me escutei de voz alterada dizer a um pedaço de asno que insultava à porta do carro o seu próprio passageiro. "Meta-se imediatamente no carro e tenha vergonha!" disse-lhe o meu outro eu enquanto a outra metade observava no passeio e tomava notas mentais da situação surreal. Um velho e um novo, o novo aos gritos a dizer "Despacha-te meu cabrão!" enquanto o velho descia os poucos metros de calçada com o seu mundo só dele apoiado em três pontos. "Shhhh, Shhhh, Ploc" as chinelas a arrastarem-se a compasso entrecortado pelo som cavo da bengala. "Anda lá caralho, julgas que tenho o dia todo?", ele irado, de fora do carro de motor em funcionamento. Aquilo doeu-me como se fora pessoal, uma questiúncula entre mim e o novo. Abri-lhe os olhos, senti-o crescer e quase juro que nessa altura já os meus dois eus estavam no passeio a anotar a ocorrência. Doeu-me que todos os que passam naquele instante percebem que há duas almas que se desafiam com o olhar e que fingem não ver, não perceber, não sentir. Quase que saltitam a desviar-se da raiva que continua a crescer-lhes nas faces. "Oh que caralho, tens alguma coisa a ver com isto?" o velho a fazer-me sinais que me afastasse, que não ligasse, que saísse dali que lhe pouparia a vergonha com que lentamente se vestia. O novo deu a volta ao automóvel e atirou-se literalmente para o assento, o velho ao meu lado a tentar segurar a bengala debaixo de um braço, a lutar desajeitadamente com a alavanca da fechadura. Abri-lhe a porta, sorri, ele não disse uma única palavra, nem precisou, levou a mão à pala do boné como fazem quase todos os grandes sábios e eu percebi a mensagem. Depois foi um ronco de motor, a silhueta do velho a ondular espalmando-se contra as costas do banco. Os meus eus a fundirem-se num só, o sol a aquecer-me, o mundo a continuar a rodar.
25 março 2008
Quais Novas Oportunidades, qual carapuça!
"Práfrentex" mesmo é o Código CBO, Classificação Brasileira de Ocupações que visa regulamentar e enquadrar as profissões da economia brasileira. Nota: O menu da esquerda (Menu da Família) é uma mina autêntica...
24 março 2008
O culto das marcas (Douglas Atkin)
A colecção "Deixar Marcas" da Editora Tinta da China editou o seu primeiro livro, "O culto das marcas" de Douglas Atkin. Esta obra, que aborda o tema das marcas de culto, referencia a Apple de forma profunda em vários dos seus capítulos, ocupando a companhia por isso mesmo um lugar de destaque no conjunto.
A Editora Tinta da China, consciente da importância da Apple para os subscritores da Mailing List "O Correio dos Outros" decidiu oferecer cinco livros aos subscritores da Mailing List Apple mais conhecida do país (e arredores) às primeiras cinco pessoas (que terão de ser subscritoras desta lista para serem elegíveis) que enviarem ao moderador da lista (Pedro Aniceto) um email com o subject "DEIXAR MARCAS". Note que o endereço remetente deverá ser o próprio endereço de subscrição da lista e não serão abertas quaisquer excepções.
Agradeço à Editora Tinta da China e ao tradutor da obra, Luís Jorge, cujo site vos recomendo , a amabilidade com que nos agraciaram. Boas leituras!
Vencedores:
Marta Almeida
Tiago Barbosa
Daniel Lemos
Nuno Belmonte
Pedro Gonçalves
22 março 2008
Seed cards
A Norte, tudo de novo
21 março 2008
Exemplos
Tenho um amigo cuja carreira docente terminou no dia em que foi cuspido (!) por um pirralho que não tinha ainda cara para levar um estalo. Talvez por isso tenha sobrado para J. o estalo e meio que não couberam na cara do atrevido cujo castigo (if any) nunca conheci. Quando ontem vi as imagens de violência sobre uma professora e escutei as palavras dos muitos opinadores mediáticos, todos muito preocupados em descobrir a origem deste estado de coisas pensei que talvez empregassem melhor o tempinho em procurar por-lhe fim exemplarmente. Era assim que funcionava antes, ainda no tempo em que ninguém se traumatizava como hoje parece acontecer.
20 março 2008
Expediente
Aqui há atrasado, como diria o próprio, o camarada Bilhas distinguiu este blog com um "Dizem que é uma espécie de prémio You make my Day" que tem umas regras complicadas como o caraças e que eu não tenciono cumprir, aviso desde já. A verdade é que o tempo passou depressa e eu fui deixando para mais tarde o agradecimento, o que fica agora cumprido, desculpa-lá-oh-Bilhas, muit'agradece cá o escriba a distinção.
Hoje foi a vez do Gato com vertigens honrar-me o estaminé com outra distinção, com regras ainda mais complicadas que as do Bilhas, mas que ainda assim cumprirei pelo menos parcialmente. Tenho uma lista de perguntas a que tentarei responder, já de seguida:
A origem do nome "Reflexões de um cão com pulgas": Na verdade este blog era para se ter chamado "Fui ao Lidl comprar ameixas secas" mas o Blogger achou o nome demasiado comprido (mas as ameixas são bem boas) pelo que tentei "Fui ao Lidl comprar cajús salgados" o que o Blogger também não autorizou, provavelmente por achar que cajú não leva acento.
Porque é que tenho um blog: É uma boa pergunta, sim senhor. Porque tive um blog partilhado que me deu um gozo brutal mas que morreu de causas naturais, mas principalmente pelo facto do José Maria Martins também ter um. Ora, se esta criatura consegue escrever os disparates que lhe apetecem, eu também posso.
Porque sigo o blog que me lançou o repto: Não sigo, desculpa lá mas não sou leitor regular (o que não quer dizer que não espreite de quando em vez os meus fregueses, isto quando o Technorati está bem disposto...).
Queria aproveitar a oportunidade para agradecer publicamente ao Mel Gibson ter realizado o filme "A Paixão de Cristo" porque esse singelo facto faz com que eu não tenha de ver pela quinquagésima sétima vez "A Túnica" durante o período Pascal, entalhando o quarto golpe no visionamento das chicotadas no lombo do Caviezel.
Hoje foi a vez do Gato com vertigens honrar-me o estaminé com outra distinção, com regras ainda mais complicadas que as do Bilhas, mas que ainda assim cumprirei pelo menos parcialmente. Tenho uma lista de perguntas a que tentarei responder, já de seguida:
A origem do nome "Reflexões de um cão com pulgas": Na verdade este blog era para se ter chamado "Fui ao Lidl comprar ameixas secas" mas o Blogger achou o nome demasiado comprido (mas as ameixas são bem boas) pelo que tentei "Fui ao Lidl comprar cajús salgados" o que o Blogger também não autorizou, provavelmente por achar que cajú não leva acento.
Porque é que tenho um blog: É uma boa pergunta, sim senhor. Porque tive um blog partilhado que me deu um gozo brutal mas que morreu de causas naturais, mas principalmente pelo facto do José Maria Martins também ter um. Ora, se esta criatura consegue escrever os disparates que lhe apetecem, eu também posso.
Porque sigo o blog que me lançou o repto: Não sigo, desculpa lá mas não sou leitor regular (o que não quer dizer que não espreite de quando em vez os meus fregueses, isto quando o Technorati está bem disposto...).
Queria aproveitar a oportunidade para agradecer publicamente ao Mel Gibson ter realizado o filme "A Paixão de Cristo" porque esse singelo facto faz com que eu não tenha de ver pela quinquagésima sétima vez "A Túnica" durante o período Pascal, entalhando o quarto golpe no visionamento das chicotadas no lombo do Caviezel.
Another one bites the dust
Marco António Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia foi hoje "apanhado" pelos radares da Brigada de Trânsito, engrossando a Liga dos Amigos do Tribunal de Leiria, popular agremiação da qual também já sou "sócio" por transitar na A1 bastante acima dos limites legais estabelecidos. Muito bem, toca a todos. O que me faz escrever esta curta nota tem a ver com as declarações de Marco António que argumentou "íamos a despachar e não reparámos na velocidade". Não é despachar meu caro. É "abrir". Íamos a abrir.
Crucifixion? Good!
É, isto não está fácil, não... Está de tal maneira que qualquer dia proibem-lhes os piercings...
Rádio Comercial com player Mac
Às vezes é simples, duas pessoas à conversa em volta de um problema, uns nós que se desatam, pessoas que pretendem atingir objectivos semelhantes. Depois juntam-se-lhes mais pessoas, uma equipa, tudo a puxar para o mesmo lado (e sabemos como isso nem sempre é fácil...) e as coisas acontecem. Tenho o prazer de vos informar que a Rádio Comercial tem algo para nos dizer, pela voz do seu insigne, distinto, diria até eminente Director de Programas, Pedro "Deixem jogar o Mantorras" Ribeiro... Obrigado à Comercial, ao Pedro Ribeiro y sus muchachos pela resolução da questão.
Este Player está a ser intensivamente testado em várias versões de sistema e algumas alterações poderão ser ainda efectuadas pela equipa Internet da media Capital Rádios. Sugestões, problemas, palmas e abraços poderão ser endereçadas a Nuno Baptista (Coordenador do Projecto) a quem agradeço o empenho e esforço demonstrados. Uma saudação especial também para o David Nascimento, uma das minhas "pontes" sobre este Kwai.
Este Player está a ser intensivamente testado em várias versões de sistema e algumas alterações poderão ser ainda efectuadas pela equipa Internet da media Capital Rádios. Sugestões, problemas, palmas e abraços poderão ser endereçadas a Nuno Baptista (Coordenador do Projecto) a quem agradeço o empenho e esforço demonstrados. Uma saudação especial também para o David Nascimento, uma das minhas "pontes" sobre este Kwai.
Fotografia: Mário Guilherme
19 março 2008
Reflexões árabes
Certo dia, um velho sábio árabe, disse:
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى
مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون من الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان وعدد الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعيان
Lindo!!! Bonito não é!?! Mas não te preocupes … eu também chorei, principalmente na parte que diz:
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان وعدد الشعبب للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب ان
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى
مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون من الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان وعدد الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعيان
Lindo!!! Bonito não é!?! Mas não te preocupes … eu também chorei, principalmente na parte que diz:
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان وعدد الشعبب للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب ان
Disaster Operations Manager
Fico a pensar o que fará profissionalmente uma pessoa que ostenta este título no cartão de visita...
O advogado
Quando Daniel, um belo e promissor jovem advogado, descobriu que herdaria uma fortuna quando o seu pai morresse, decidiu que era uma boa altura para encontrar uma mulher que fosse a sua companheira para a vida fácil que se avizinhava. (Só nas anedotas é que um tipo que se vai casar pensa que vai ter uma vida fácil...) Assim, numa noite, ele foi até ao bar da Ordem de Advogados, (o único "bar" que conheço de uma Ordem de Advogados tem apenas café e não é lá assim grande coisa), onde conheceu a advogada mais bonita que jamais tinha visto. Sua extraordinária beleza, o porte elegante, o corpo curvilíneo, deixaram-no sem respiração.
- Eu posso parecer um advogado comum - disse-lhe, enquanto se aproximava da musa. Mas, dentro de um mês ou dois, o meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares.
Impressionada, a mulher foi para casa com ele naquela noite. Três dias depois, tornou-se na sua madrasta...
- Eu posso parecer um advogado comum - disse-lhe, enquanto se aproximava da musa. Mas, dentro de um mês ou dois, o meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares.
Impressionada, a mulher foi para casa com ele naquela noite. Três dias depois, tornou-se na sua madrasta...
Marketing para principiantes
Serei só eu que acho absurdo e de mau tom que uma comunicação empresarial comece com as palavras "Caros clientes e amigos"?
Chanson de La Palisse
Messieurs, vous plaît-il d’ouïr
l’air du fameux La Palisse,
Il pourra vous réjouir
pourvu qu’il vous divertisse.
La Palisse eut peu de biens
pour soutenir sa naissance,
Mais il ne manqua de rien
tant qu’il fut dans l’abondance.
Il voyageait volontiers,
courant par tout le royaume,
Quand il était à Poitiers,
il n’était pas à Vendôme!
Il se plaisait en bateau
et, soit en paix soit en guerre,
Il allait toujours par eau
quand il n’allait pas par terre.
Il buvait tous les matins
du vin tiré de la tonne,
Pour manger chez les voisins
il s’y rendait en personne.
Il voulait aux bons repas
des mets exquis et forts tendres
Et faisait son mardi gras
toujours la veille des cendres.
Il brillait comme un soleil,
sa chevelure était blonde,
Il n’eût pas eu son pareil,
s’il eût été seul au monde.
Il eut des talents divers,
même on assure une chose:
Quand il écrivait en vers,
il n’écrivait pas en prose.
Il fut, à la vérité,
un danseur assez vulgaire,
Mais il n’eût pas mal chanté
s’il avait voulu se taire.
On raconte que jamais
il ne pouvait se résoudre
À charger ses pistolets
quand il n’avait pas de poudre.
Monsieur d’la Palisse est mort,
il est mort devant Pavie,
Un quart d’heure avant sa mort,
il était encore en vie.
Il fut par un triste sort
blessé d’une main cruelle,
On croit, puisqu’il en est mort,
que la plaie était mortelle.
Regretté de ses soldats,
il mourut digne d’envie,
Et le jour de son trépas
fut le dernier de sa vie.
Il mourut le vendredi,
le dernier jour de son âge,
S’il fût mort le samedi,
il eût vécu davantage.
Roubado na Quinta do Sargaçal como quem foi à chinchada.
l’air du fameux La Palisse,
Il pourra vous réjouir
pourvu qu’il vous divertisse.
La Palisse eut peu de biens
pour soutenir sa naissance,
Mais il ne manqua de rien
tant qu’il fut dans l’abondance.
Il voyageait volontiers,
courant par tout le royaume,
Quand il était à Poitiers,
il n’était pas à Vendôme!
Il se plaisait en bateau
et, soit en paix soit en guerre,
Il allait toujours par eau
quand il n’allait pas par terre.
Il buvait tous les matins
du vin tiré de la tonne,
Pour manger chez les voisins
il s’y rendait en personne.
Il voulait aux bons repas
des mets exquis et forts tendres
Et faisait son mardi gras
toujours la veille des cendres.
Il brillait comme un soleil,
sa chevelure était blonde,
Il n’eût pas eu son pareil,
s’il eût été seul au monde.
Il eut des talents divers,
même on assure une chose:
Quand il écrivait en vers,
il n’écrivait pas en prose.
Il fut, à la vérité,
un danseur assez vulgaire,
Mais il n’eût pas mal chanté
s’il avait voulu se taire.
On raconte que jamais
il ne pouvait se résoudre
À charger ses pistolets
quand il n’avait pas de poudre.
Monsieur d’la Palisse est mort,
il est mort devant Pavie,
Un quart d’heure avant sa mort,
il était encore en vie.
Il fut par un triste sort
blessé d’une main cruelle,
On croit, puisqu’il en est mort,
que la plaie était mortelle.
Regretté de ses soldats,
il mourut digne d’envie,
Et le jour de son trépas
fut le dernier de sa vie.
Il mourut le vendredi,
le dernier jour de son âge,
S’il fût mort le samedi,
il eût vécu davantage.
Roubado na Quinta do Sargaçal como quem foi à chinchada.
18 março 2008
Feng Gui
Parece-me interessante como conceito mas ainda não consegui que funcionasse em nenhum dos casos que submeti...
O caçador de pérolas
"Fernando Lino foi alvo da denúncia anónima por, estando na Madeira, participar regularmente em reuniões da FPF, em Lisboa, eventualmente descorando os seus afazeres no Funchal." in DN Madeira, 18 de Março de 2008
O marinheiro que naufragou no YouTube
São os desafios mais apaixonantes da minha vida profissional. Ensinar um pedacinho a quem nada sabe de informática, levantar-lhes a ponta do véu e incentivá-los a ir sempre mais além, sem medo de fantasmas ou de Adamastores. Em devido tempo peguei num grupo de velhotes e lancei-os ao mar. São quase todos marinheiros reformados, gente rija e curiosa de saberes. Há alguns que encalham em bancos do conhecimento, mas nada que se não resolva com uma ou outra ajuda e experiência. Como R. que chegou junto a mim de olheiras cavadas e ar de sono atrasado. Estás bem, tu? "Nem por isso, lembras-te de me teres mostrado o Iútú? (É assim que ele designa o YouTube). Lembro, mas o que é que tem a ver uma coisa com a outra? "Pus-me a ver aquilo, pá. Pensei que ia conseguir chegar ao fim, mas nem me deitei, acho que não consegui ver nem metade..."
17 março 2008
Começa a ser perigoso...
Estou a ver a famigerada peça televisiva da SIC do dia de trabalho de Sócrates e estou a ficar preocupado. Também bebo duas bicas pela manhã, partilhamos o mesmíssimo modelo de caneta Parker e somos ambos do Benfica. O meu processo evolutivo deve ter falhado algures.
Age is an issue of mind over matter
Noite de núpcias de um casal improvável. Ele, 90 anos, acabadinhos de celebrar, ela 20. A jovem, extremamente nervosa, denota claros sinais de angústia e ele, percebendo, pergunta: "O que se passa meu amor?". "É que eu sou virgem, não sei fazer amor...". Ele abana a cabeça em sinal de desânimo e exclama "Agora é que estamos bem arranjados! Tu não sabes e eu não me lembro..."
Também não é preciso insultar
É verdade que saí de casa já em stress por culpa de um vidro do carro que teima em não fechar ou abrir. É verdade que já vinha atrasado e disparei rumo a Lisboa, tão rapidamente quanto o fluxo de trânsito permitia. Mas não estava preparado para a mensagem que li no primeiro pórtico de informação da A2:
"ANIMAL MODERE VELOCIDADE".
"ANIMAL MODERE VELOCIDADE".
16 março 2008
Informação vagamente inútil
Dionísio o Exíguo foi um monge do Século VI encarregue pelo Papa Hormisdas de atribuir um ponto de início da Era Cristã ou como mais comumente designada, Anno Domini. É um facto mais ou menos aceite que Dionísio o Exíguo terá metido água nas contas tendo errado entre quatro a cinco anos o que faz com que o calendário Gregoriano esteja um nadinha abandalhado. Não é isso que me interessa. O que eu queria realmente saber é com base em que factos lhe deram o cognome?
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Faits Divers
A acidental praia (III) - António Homem Cardoso
Chama-se António Homem Cardoso, e é na minha modesta opinião um dos mais brilhantes fotógrafos portugueses, aliando isso ao facto de ser um utilizador Apple. Querem mais alguma desculpa para não me sentar à conversa com ele? Uma longa conversa em que os Mac também entraram e da qual ficou imenso material por editar poderá ser escutada se clicar aqui.
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Apple
A tradição já não é o que será
"Pai, vais comigo à escola na quarta-feira ver as notas?", disse B. enquanto arrumava os cadernos de escola dentro da mochila. "Está bem filha, vou" respondeu-lhe o pai, enquanto eu, surpreso, mexia a bica vagarosamente. Parece um diálogo inócuo mas tenho a certeza de que para mim é uma fronteira que acaba de ser transposta. Porque acredito que nenhum daqueles que pertencem à minha geração teria o arrojo de pedir ao pai semelhante coisa. Aliás, isso mesmo foi provado assim que B. saiu de cena. Ele piscou-me o olho, porque me tinha lido o ar espantado, e disse-me "Vê lá se tu alguma vez ias pedir isto ao teu pai!"
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Faits Divers
15 março 2008
14 março 2008
O caçador de pérolas
"Se não for onde te disse, diz se o posso encontrar alegures"
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Pérolas
13 março 2008
A noite dos canivetes longos
Luís Filipe Menezes mostrou os dentes ao baronato do PSD. Ameaçou poderes instalados e deixou antever que não tem medo das eminências pardas do partido. Esteve bem. Depois, lembrou-me certas exibições do Benfica, com vinte minutos potentes para no tempo restante se embrulhar frente à baliza. Vê-lo, qual designer, explicando a nova imagem gráfica do PPD/PSD PSD, deu-me alguma pena. Mas isto sou eu, um mero eleitor que aprendeu a ler nas coreografias de palco o que é natural e o que é ensaiado.
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Cidadania
Manifesto Anti-Pornografia
Aviso: Este post contém ligações a material pornográfico capaz de ferir a susceptibilidade do leitor.
É uma vergonha! Os fotógrafos de material de adultos estão a ultrapassar a barreira da decência mínima e a desrespeitar qualquer resquício de vergonha que ainda pudesse restar! É preciso fazer algo! É preciso acabar com este tipo de coisas!
É demasiada violência psicológica!
É uma vergonha! Os fotógrafos de material de adultos estão a ultrapassar a barreira da decência mínima e a desrespeitar qualquer resquício de vergonha que ainda pudesse restar! É preciso fazer algo! É preciso acabar com este tipo de coisas!
É demasiada violência psicológica!
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Are you listening, Dave?
Ando eu preocupado em arranjar soluções como rampas e elevadores de cadeiras de rodas e de repente percebo que estou longe, muito longe da realidade corporativa internacional...
"Apple is commited to assisting our customers with special needs. Our theatre is eqquipped with an Oval Window Audio induction loop assistive listening system. Please switch your hearing aid, cochlear implant or tactile device to "T" or request assistance. If you require a sign-language interpreter or other special assistance to attend any of our events, please let us know as far in advance as possible. We do our best, but require adequate notice to provide the resources you need."
"Apple is commited to assisting our customers with special needs. Our theatre is eqquipped with an Oval Window Audio induction loop assistive listening system. Please switch your hearing aid, cochlear implant or tactile device to "T" or request assistance. If you require a sign-language interpreter or other special assistance to attend any of our events, please let us know as far in advance as possible. We do our best, but require adequate notice to provide the resources you need."
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To cut a long story short
Um actor italiano disfarçado de Nicholas Cage foi visitar o Real Madrid e pelos vistos enganou bem meio mundo.
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Um primo afastado
..."desculpa tratar-te por tu, já te acompanho há algum tempo pela escrita, tornaste-te um primo afastado que aparece nas férias"
Foi uma das coisas mais engraçadas que já me disseram a respeito de uma faceta do meu trabalho.
Foi uma das coisas mais engraçadas que já me disseram a respeito de uma faceta do meu trabalho.
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Faits Divers
12 março 2008
Muita atenção ao saco do Expresso
Porque no meio dos suplementos pode ir fora um MacBook Air...
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Apple
And there was much rejoicing
A rapaziada do Google, pessoal de bom gosto e fina educação, considera este estaminé digno de recomendação por sitelink. A malta agradece reconhecida e por via dessa razão já não faz mais nada hoje... (Mentirinha...) Claro está que isto sucede pelo fino recorte da prosa lavrada e não por via dos milhares de pessoas cujos cães têm mais pulgas que pelo e que aqui desaguam todos os dias em busca da salvação canina.
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Faits Divers
Melodyne
Eu sei que sou um cepo musical e por isso pergunto: Estamos perante uma revolução em áudio? Percebi bem ou eu pego numa gravação e ela é decomposta em notas que podem ser manipuladas?
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Apple
11 março 2008
A mulher de Costa
Não entendo tanto falso moralismo sobre a presença da esposa de António Costa na manifestação dos professores em Lisboa. So what? Não foi para coisas destas que se fez o 25 de Abril? Ou prefeririam que a senhora tivesse de ir pedir autorização ao marido para se manifestar?
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Cidadania
O caçador de pérolas
..."Já não é presciso comporar uma liçença de software por cada computador. Basta um computador é um ternimal por cada utlilizador"
Tour planning (Take II)
Chamo a atenção das pessoas que fizeram sugestões ao planeamento turístico do clã Brockerhoff na sua próxima visita ao luso cantinho, para o comentário de Dorinha na página linkada aí atrás. Suspeito que "seu Rainer" vá sair rebolando para o aeroporto... ;)
10 março 2008
Humor (bastante) negro
Raramente me sinto dividido perante o humor. Muitas vezes me questionam "Mas não achas graça a isto?" e eu digo um não ou sim sinceros, quase nunca fico pelo meio termo. Incomoda-me que se brinque com a desgraça alheia. Mas há excepções. Como esta. Tem tanto de censurável como de admiração pela paciência.
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Faits Divers
09 março 2008
José António Camacho
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Benfica
08 março 2008
Como se faz um homem
Centremo-nos. B. foi hoje libertado das medidas electrónicas que o mantinham limitado ao espaço físico de três assoalhadas numa dessas vilas dormitório da Grande Lisboa. Disse-lhe "Agora é esquecer e aproveitar o dia que está uma tarde bonita para ir espreitar as garotas...". Apertou-me a mão, agradeceu-me não me ter esquecido nunca dele e pediu-me se o ajudava numa última tarefa. "Aquele fio ali na parede, podemos tirá-lo?", enquanto apontava para um cabo telefónico que jazia abandonado sobre o móvel onde o modem já não estava, levado nessa mesma manhã pelos técnicos dos serviços prisionais. Afastei os obstáculos e arranquei o fio das braçadeiras que o retinham na parede. Foi quando viu o fio enrolado na minha mão esquerda que teve a certeza de que o pesadelo tinha chegado ao fim. Isto, é claro, sou eu a ler-lhe os olhos brilhando e a vê-lo ir ao bengaleiro, pegar num boné cinzento, enfiá-lo com garbo na cabeça, encher o peito de ar, agarrar um molho de chaves pendurado numa ferragem da parede e perguntar-me "Vamos?".
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Faits Divers
07 março 2008
O caçador de pérolas
..."após algum tempo à procura do local do evento achamos-o"
..."Dirigi-mo-nos ao local onde"...
..."rouba tudo quanto poderes"...
..."um papel onde escrevia-mos o nosso nome"...
..."colocava-mos ao pescoço"...
..."um papel para nos inscrever-mos num"...
..."embora fala-se Inglês"...
..."que queria-mos ir"...
A fonte é toda do mesmo texto.
Actualização: Um leitor que optou por me contactar via email, dirigiu-me uma mensagem (que reproduzo). Agradeço-lhe o gesto simpático, não fosse eu não ser capaz de chegar lá sozinho.
NÃO SE DIZ "ACHAMOS-O" MAS SIM "ACHAMO-LO" ASSIM SE FALA PORTUGUÊS
..."Dirigi-mo-nos ao local onde"...
..."rouba tudo quanto poderes"...
..."um papel onde escrevia-mos o nosso nome"...
..."colocava-mos ao pescoço"...
..."um papel para nos inscrever-mos num"...
..."embora fala-se Inglês"...
..."que queria-mos ir"...
A fonte é toda do mesmo texto.
Actualização: Um leitor que optou por me contactar via email, dirigiu-me uma mensagem (que reproduzo). Agradeço-lhe o gesto simpático, não fosse eu não ser capaz de chegar lá sozinho.
NÃO SE DIZ "ACHAMOS-O" MAS SIM "ACHAMO-LO" ASSIM SE FALA PORTUGUÊS
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Pérolas
06 março 2008
05 março 2008
O caçador de pérolas
Luís Filipe Menezes junta-se a Cavaco Silva na nossa Galeria VIP de produtores de pérolas. Em entrevista ao JN, cuja versão completa poderá ser consultada aqui, Menezes mostra que bem se pode juntar a António Guterres em matéria de álgebra...
JN- Ou seja, o PSD não formou novos quadros e os que tem aparentemente não estão consigo...
LFM- Não é verdade. O PSD tem 150 mil militantes. Não são todos. Esses conto-os pelos dedos das mãos e são uma dúzia.
Via Pedro Melro
JN- Ou seja, o PSD não formou novos quadros e os que tem aparentemente não estão consigo...
LFM- Não é verdade. O PSD tem 150 mil militantes. Não são todos. Esses conto-os pelos dedos das mãos e são uma dúzia.
Via Pedro Melro
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Pérolas
Eu dou, tu dás
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Faits Divers
Chamavam-lhe Catarina
"Há um mundo novo para cá de Castro Verde...", disse ela. Não que eu a consiga ver, apenas lhe lobrigo a cabeleira ainda frondosa, está sentada à minha frente semi-tapada pelo banco da "carreira" que ela mesmo mencionou há minutos e foi isso mesmo que me chamou a atenção. Talvez exagere, faz parte da estética da escrita, não foi bem chamar, foi mais uma cotoveladazinha mental, um assobio discreto quando ela disse à sua anafada companheira de viagem que era um verdadeiro prazer "ir viajando na carreira". Vocalizar assim um autocarro de setenta ou mais lugares não é para todos e é bastante revelador. Talvez ao leitor menos atento lhe escapem estas nuances, aquilo que para um citadino é um autocarro, para um aculturado é uma camioneta, para o verdadeiro degredado rural, aquele a quem as raízes nunca secaram mesmo que mergulhadas em alcatrão, uma "carreira" é isso mesmo, uma "carreira". Les beaux esprits se rencontrent, um rural reconhece sempre um outro rural e isso é imutável, é coisa de genes, campainhas, apertos de mão secretos, sinais dissimulados de profissional de sueca. Eu também navego por hoje na "carreira", capitão de outros barcos e mares, sem molhar o pé faz décadas, mas há coisas fatais e o destino nem sempre arca sozinho com as culpas. São alentejanas, retintas, os gerúndios soltam-se como pombos bravos em montados de sobro, saltam aqui e ali sem pré-aviso. Não fico admirado. A cidade do Barreiro e concelhos limítrofes sempre constituiram uma barreira natural à invasão alentejana da Grande Lisboa e quem quer que queira rever o Alentejo nem precisa de descer abaixo da Estremadura. "É o que lhe digo, há um mundo novo para cá de Castro Verde...". Torna-se complicado seguir-lhe o raciocíno, aqui e ali o roncar do motor abafa-me a fonte, tenho vontade de pedir ao motorista que tenha calma, que me fazem falta estes retalhos. Consigo reconstituir partes do diálogo, que nem é bem um diálogo, é uma queixa, um lamento, algo surpreendente. "Já não há ceifeiras Dona Célia, já não há ceifeiras...". A outra, cujo nome não retive (ou se calhar distraí-me), concorda, eu ali a arder em curiosidade sobre o ponto exacto em que já não há ceifeiras, não contrapõe, um bom contraponto serve sempre ao espectador como um degrau onde se descansa e se ganha fôlego, dá-nos tempo de ir registando as modulações de voz, as fúrias e os risos. "Agora já nem usam chapéus de palha, é tudo bonés desses de pala...". A outra continua a concordar, apenas acenando com a cabeça e perdoar-me-ão vocês todos que a dada altura eu já não consiga distinguir os acenos de assentimento dos solavancos daquilo que já foram molas da "carreira". "Quando eu era nova, todas usávamos chapéus de palha, todas. Chapéu e lenço, está claro!". Para mim é iconográfico, não deixo de lhe imaginar o cabelo, por ora pintado, preso por um lenço. "As casadas tinham na fita um galinho em chapa, pintado." a outra dizia humm humm em consonância com o rugir do motor. "As virgens essas usavam uma pena de pavão, bem espetadinha, para mostrar. Para mostrar sem dizer, está bom de ver... Mas agora acabou tudo... Já não há ceifeiras...". A outra olhou-a bem de frente, fez uma pausa cavada, os olhos sábios brilharam. "Se calhar já não há é pavões..."
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Faits Divers
04 março 2008
Dead duck
A woman brought a very limp duck into a veterinary surgery. As she laid her pet on the table, the vet pulled out his stethoscope and listened to the bird's chest. After a moment or two, the vet shook his head sadly and said, "I'm so sorry, Cuddles has passed away." The distressed owner wailed, "Are you sure? "Yes, I am sure. The duck is dead," he replied.
"How can you be so sure," she protested. "I mean, you haven't done any testing on him or anything. He might just be in a coma or something." The vet rolled his eyes, turned around and left the room, and returned a few moments later with a black Labrador Retriever. As the duck's owner looked on in amazement, the dog stood on his hind legs, put his front paws on the examination table and sniffed the duck from top to bottom. He then looked at the vet with sad eyes and shook his head.
The vet patted the dog and took it out, and returned a few moments later with a beautiful cat.The cat jumped up on the table and also sniffed delicately at the bird.The cat sat back on its haunches, shook its head, meowed softly and strolled out of the room.
The vet looked at the woman and said, "I'm sorry, but as I said, this is most definitely, 100% certifiably, a dead duck." Then the vet turned to his computer terminal, hit a few keys and produced a bill which he handed to the woman.
The duck's owner, still in shock, took the bill. "£150!", she cried, " £150 just to tell me my duck is dead?!!"
The vet shrugged. "I'm sorry. If you'd taken my word for it, the bill would have been £20, but what with the Lab Report and the Cat Scan..."
"How can you be so sure," she protested. "I mean, you haven't done any testing on him or anything. He might just be in a coma or something." The vet rolled his eyes, turned around and left the room, and returned a few moments later with a black Labrador Retriever. As the duck's owner looked on in amazement, the dog stood on his hind legs, put his front paws on the examination table and sniffed the duck from top to bottom. He then looked at the vet with sad eyes and shook his head.
The vet patted the dog and took it out, and returned a few moments later with a beautiful cat.The cat jumped up on the table and also sniffed delicately at the bird.The cat sat back on its haunches, shook its head, meowed softly and strolled out of the room.
The vet looked at the woman and said, "I'm sorry, but as I said, this is most definitely, 100% certifiably, a dead duck." Then the vet turned to his computer terminal, hit a few keys and produced a bill which he handed to the woman.
The duck's owner, still in shock, took the bill. "£150!", she cried, " £150 just to tell me my duck is dead?!!"
The vet shrugged. "I'm sorry. If you'd taken my word for it, the bill would have been £20, but what with the Lab Report and the Cat Scan..."
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Faits Divers
Live stage
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Faits Divers
03 março 2008
Puxava os cabelos (se os tivesse)
Fui traído por um gadget. Apesar da enorme experiência que tenho em não reagir a quente a estes acidentes, acabo de perceber que a entrevista com Pedro Ribeiro, Director de Programas da Rádio Comercial, entrevista que hoje planeava editar e publicar nesta página, não está em condições técnicas para ver a luz do dia... É uma treta. Não porque a mesma não se possa fazer outra vez (sorry, Pedro, prometo que não é para já...) mas porque pura e simplesmente, refazer trabalho perdido deixa sempre a sensação de que ficou pior. E esta estava bem genuína. Deixem-me então carpir mágoas e perceber realmente a causa do problema...
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Apple
Aviso: Mudança de competências
"...Todos os imigrantes ilegais estão sob a alçada do SEF excepto os dos Camarões e do Peru que são da responsabilidade da ASAE." Original de Arcebispo de Cantuária.
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Faits Divers
Sim, eu sei, que tudo são limitações
..."Este sistema permite que os passageiros carreguem os seus cartões com unidades que, ao contrário do que acontece agora, poderão ser gastas em qualquer um dos operadores aderentes e não apenas num deles."
Li isto nas notícias faz tempo. Muito bem, aplaudi eu mentalmente enquanto comprava hoje o meu Sete Colinas, um pedaço de papel com um emissor de RF lá dentro. Deixei o carro na oficina, preciso de apanhar o barco da Soflusa, depois o autocarro que me deixará na Comercial onde tenho de me encontrar com o Pedro Ribeiro. Ora, são duas viagens se faz favor, disse eu à máquina que se me cobrou do cartão e de mais duas unidades de viagem. Estou na estação fluvial do Barreiro, operada pela Soflusa, para que o leitor se situe. Passei as barreiras de embarque, passo o meu Sete Colinas pelo sensor que emite um sonoro bip e me deixa passar. "Menos uma" pensei eu enquanto me sento e desfruto de um título pouco imaginativo em A Bola de hoje. Chegado ao Terreiro do Paço, desço as escadas e aprecio o átrio da estação do Metropolitano que ainda não tinha visitado sem ser durante a obra propriamente dita. Ao sensor da barreira decido entregar a segunda unidade de viagem mas a porta nega-se a abrir. "Título inválido" diz ela, rindo-se-me na cara, a cabra! Hummm... Já me comeste a segunda unidade. A máquina de recarregamento do Sete Colinas está ali perto, deixa cá ver se isto tem saldo. Aproximo-me e testo o odioso cartãozinho. "Impossível recarregar, anomalia no cartão". Bolas, isto é que foi rápido a estragar-se. Lá ao fundo, há um gabinete de apoio ao utente, espera que já vais ver, entro pela porta dentro e exponho a situação. A funcionária pede-me o cartão, passa-o numa máquina de leitura de saldo e diz-me que não tem problema nenhum, que é só passar no sensor, coisa que lhe explico que já fiz , ou já tentei fazer por diversas vezes sem qualquer sucesso. "Então vá ali à bilheteira e fale com a minha colega". Assim fiz. A explicação dá-me dó, pena e vergonha: "Ah, o seu Sete Colinas tem saldo da Soflusa, enquanto tiver viagens deles por gastar, não pode recarregar com unidades do Metro". Tenho pressa, lanço-lhe um sorriso irónico e despeço-me, enquanto procuro no bolso algumas moedas que me permitam comprar um bilhete na máquina automática. Introduzo as moedas na ranhura depois de ter seleccionado o que pretendo. A máquina faz um daqueles irritantes barulhos de impressora de agulhas e expele um cartão Sete Colinas, novinho em folha, que me permite abrir a cancela de entrada no cais. O comboio está a chegar e só não me atiro para debaixo dele porque o problema deve ser meu, eu sou um bocado estúpido...
..."Este sistema permite que os passageiros carreguem os seus cartões com unidades que, ao contrário do que acontece agora, poderão ser gastas em qualquer um dos operadores aderentes e não apenas num deles."
Li isto nas notícias faz tempo. Muito bem, aplaudi eu mentalmente enquanto comprava hoje o meu Sete Colinas, um pedaço de papel com um emissor de RF lá dentro. Deixei o carro na oficina, preciso de apanhar o barco da Soflusa, depois o autocarro que me deixará na Comercial onde tenho de me encontrar com o Pedro Ribeiro. Ora, são duas viagens se faz favor, disse eu à máquina que se me cobrou do cartão e de mais duas unidades de viagem. Estou na estação fluvial do Barreiro, operada pela Soflusa, para que o leitor se situe. Passei as barreiras de embarque, passo o meu Sete Colinas pelo sensor que emite um sonoro bip e me deixa passar. "Menos uma" pensei eu enquanto me sento e desfruto de um título pouco imaginativo em A Bola de hoje. Chegado ao Terreiro do Paço, desço as escadas e aprecio o átrio da estação do Metropolitano que ainda não tinha visitado sem ser durante a obra propriamente dita. Ao sensor da barreira decido entregar a segunda unidade de viagem mas a porta nega-se a abrir. "Título inválido" diz ela, rindo-se-me na cara, a cabra! Hummm... Já me comeste a segunda unidade. A máquina de recarregamento do Sete Colinas está ali perto, deixa cá ver se isto tem saldo. Aproximo-me e testo o odioso cartãozinho. "Impossível recarregar, anomalia no cartão". Bolas, isto é que foi rápido a estragar-se. Lá ao fundo, há um gabinete de apoio ao utente, espera que já vais ver, entro pela porta dentro e exponho a situação. A funcionária pede-me o cartão, passa-o numa máquina de leitura de saldo e diz-me que não tem problema nenhum, que é só passar no sensor, coisa que lhe explico que já fiz , ou já tentei fazer por diversas vezes sem qualquer sucesso. "Então vá ali à bilheteira e fale com a minha colega". Assim fiz. A explicação dá-me dó, pena e vergonha: "Ah, o seu Sete Colinas tem saldo da Soflusa, enquanto tiver viagens deles por gastar, não pode recarregar com unidades do Metro". Tenho pressa, lanço-lhe um sorriso irónico e despeço-me, enquanto procuro no bolso algumas moedas que me permitam comprar um bilhete na máquina automática. Introduzo as moedas na ranhura depois de ter seleccionado o que pretendo. A máquina faz um daqueles irritantes barulhos de impressora de agulhas e expele um cartão Sete Colinas, novinho em folha, que me permite abrir a cancela de entrada no cais. O comboio está a chegar e só não me atiro para debaixo dele porque o problema deve ser meu, eu sou um bocado estúpido...
..."Este sistema permite que os passageiros carreguem os seus cartões com unidades que, ao contrário do que acontece agora, poderão ser gastas em qualquer um dos operadores aderentes e não apenas num deles."
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Cidadania
Altruísmos
Havia ali uma ponta de ternura e assunto para que até um cego como eu visse na matéria algo de relevante. Entre galões e torradas, chícaras e pires eu tinha ouvido uma frase alarmante da boca de uma das presentes. "Ela não quer dar um órgão ao irmão, mas vai dar, ai se não vai!". Era contundente, brutal. Cochicharam uma com a outra e já meio café cruzava olhares interrogativos, uma espécie de rede de alerta social. Era estranhamente dramática a situação. Depois acalmei, bebi meia bica ao segundo trago quando ouvi uma delas perguntar "Mas o teu filho já teve vaga na Escola de Música?"
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Faits Divers
02 março 2008
O pão nosso de cada três dias
Primeiro lixaram-me as morcelas. Hoje fui avisado pela velhinha a quem religiosamente compro pão caseiro a cada quatro dias que era a última vez que o fazia. Eu sei, é um forno arcaico, há alguma promiscuidade na manipulação das massas e na passagem de pessoas pelo local, nada que não tenha acontecido durante milhares de anos de evolução da espécie humana. Mas ter um pãozinho quente, a quem acabaram de espanar a cinza e um ou outro pedacinho de carvão, embrulhado em papel das sacas de farinha ou uma vez por outra (quando me lembro) num saco de pano, dizia tê-lo à boca do forno, onde não por acaso o cão se deita nos dias mais frios, traz-me memórias e sabores que julgava já perdidos. Uns dirão que é o progresso, eu digo que é uma injustiça. Retaliarei. A mesma autoridade que me privou das morcelas e do pão pede-me ajuda de quando em vez para questões técnicas relacionadas com a minha actividade profissional. Estarei menos disponível. Apetece-me entrar nas instalações deles de saco de azeitonas na mão e cuspir os caroços.
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Cidadania
01 março 2008
A origem das expressões
Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena, mãe de Hércules. Enquanto Anfitrião andava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para se deitar com Alcmena e Hermes tomou a forma do escravo de Anfitrião (Sósia) para ficar de guarda ao portão da casa. Uma enorme confusão foi gerada, pois Anfitrião, devido ao nascimento de Hércules, duvidou da fidelidade da esposa. Zeus esclareceu a questão (deve ter sido uma explicação do caraças!) e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma escolhida dos Deuses. Desde então, o termo anfitrião passou a designar aquele que recebe em sua casa (e sinónimo de corno contente, digo eu...).
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Expressões
O caçador de pérolas
Senhor Presidente, é uma honra tê-lo entre nós. Via Verde382u.
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Pérolas
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