31 outubro 2008
Coisas para recordar
Nunca, mas nunca diga numa sala circunspecta e presa das palavras de quem discursa, que foi aluno de Paulo Pedroso. Não é que isso seja grave mas provoca algumas trocas de olhares cúmplices mesmo entre gente que não se conhece de lado algum. Grave, grave e capaz de provocar a tragédia na sala e a ruína da solenidade do momento é o discursante fazer uma pausa e prosseguir dizendo que ele o levou a uma oral.
30 outubro 2008
Mac vs. PC (The musical)
Atenção contém cenas de violência simulada, deveras realistas. A visualização destas imagens deve ser evitada por pessoas sensíveis e proprietários de MacBook Air... You have been warned.
Entrevista
A seita do Prt.Sc, nomeadamente os seus principais sacerdotes, Vítor Domingos e Armando Alves, decidiram entrevistar-me.
29 outubro 2008
Google news (Entretenimento)
Já de há muito tempo a esta parte que tenho notado que o Google News tem um sentido de "entretenimento" de um gosto um nadinha duvidoso. Desta vez a leitora Vera Monteiro também achou o mesmo...
28 outubro 2008
Carta ao BES
..."Exmos. Srs. do BES,
Em virtude da crise que grassa na grande maioria das instituições financeiras nacionais e internacionais, agradecia que me facultassem um esclarecimento: Se um dos meus cheques vier devolvido por "Falta de provisão", como é que de facto me posso certificar se a devolução se deve a mim ou a V.Exas.?"...
Em virtude da crise que grassa na grande maioria das instituições financeiras nacionais e internacionais, agradecia que me facultassem um esclarecimento: Se um dos meus cheques vier devolvido por "Falta de provisão", como é que de facto me posso certificar se a devolução se deve a mim ou a V.Exas.?"...
Do que risco e do que traço
Assim de repente, num só fôlego, consigo descobrir num círculo de amigos e conhecidos um generoso grupo de profissionais de medicina entre médicos, enfermeiros e radiologistas. Até hoje à tarde não me tinha nunca lembrado de lhes colocar uma pergunta que hoje começou a germinar na minha aparvalhada mente: Porque razão (porque deve haver alguma) é que uma pessoa que vai a um determinado médico pela primeira vez, paga um valor superior a uma consulta dita rotineira? Porque não me consigo imaginar a entregar o meu carro a um mecânico e escutar o recepcionista a perguntar-me "É a primeira vez?" e levar-me mais 40 euros por eu dizer que sim...
27 outubro 2008
Mac Halloween
A equipa do revendedor Apple, Beamecho, com um Centro de Assistência Técnica e Vendas em Toronto, produziu um video de terror (be affraid, be very affraid!) sobre um vírus Mac, um dos melhores pesadelos de que se podiam ter lembrado!
26 outubro 2008
O Magalhães dos pobres
Como muito apropriadamente me diz o autor desta imagem captada na Feira de Gastronomia de Santarém, Vasco Casquilho, (vais ter muitos amigos, vais...), "ainda há gajos com espírito".
25 outubro 2008
O semi-reboque

Não é difícil que a prosa me seja curta, me falte, seja escassa, ou pelo menos não é de todo garantido que consiga eu emprestar à historieta a graça que a mesma teve quando a ouvi. Ficará o leitor avisado e procederá ao respectivo desconto quando da última linha de tão pouco palavrosa lauda. Estamos em Chelas, em plena zona Jota e estão os personagens desta história, seis diligentes trolhas, serventes de construção civil perante o seu último dia de trabalho. Serão despedidos pela esquerda baixa, é verdade que não sabem disto ainda, o dia começou agorinha mesmo, o capataz há-de, do alto da sua autoridade e sapiência, comunicar-lhes o singelo facto lá mais pelo meio-dia, hora de intenso calor mas apropriada à solenidade da função. São oito da manhã de um dia qualquer e urge distribuir trabalho a pedreiros, ladrilhadores, canalizadores e electricistas. Sobrarão os trolhas, soldados rasos desta hierarquia da construção civil. A estes últimos são por norma atribuídos os misteres menos especializados, de força bruta, ou pelo menos de apenas força. "Está ali um semi-reboque carregado de tijolo e é preciso descarregar a carga à mão que o guincho está avariado!", disse o capataz aos seis trolhas. Trolha é trolha, degrau mínimo da escala social da massa bruta, há que obedecer e nunca mas nunca reclamar. Seis pares de mãos auxiliados pelos respectivos músculos que nem formigas no carreiro, vai de amochar, tijolo a ti, tijolo a mim, a coisa há-de, Deus queira e eu ajude, fazer-se. Fez-se. Pela uma da tarde estavam no chão três toneladas de tijolo dito de doze e diz-se da dúzia, caso não saibam, pelo número de buracos no bloco alaranjado, que isto é muito bonito de se saber e um homem está sempre a aprender e embora não ocupe lugar sempre é coisa para limpar um parágrafo. Foi neste interim que a autoridade do capataz se fez sentir, nem pigarreou, apenas puxou do fundo da laringe um sentido escarro que é sempre bom o capataz mostrar quem manda. "Hoje é vosso último dia nesta obra! Nao há mais trabalho para vocês, até às cinco o dia está pago, quem quiser ficar fica, quem não quiser pode ir embora ou fazer o que lhe apetecer". Disse isto e foi almoçar. Os trolhas, desolados pelo anúncio entreolharam-se, olharam uns para os outros melhor seria dizer ficaram ali a coçar a cabeça por debaixo do capacete como é próprio de quem vê o seu destino traçado pelo desemprego. A tarde correu mansa para os electricistas, ladrilhadores, pedreiros e canalizadores. Para os trolhas, deixados ali ao abandono não foi tão suave e leve. Sem uma palavra, sem uma combinação ou sinal, puseram-se novamente ao trabalho e no final do dia, o semi-reboque cujo guincho estava avariado, recordemos, estava de novo carregadinho de tijolo.
O caçador de pérolas
"...A empresa de metalo-mecânica e alumínios está sedada na Zona Franca do Caniçal."
24 outubro 2008
Laboratório Pfizer
Meus caros, aqui declaro oficialmente que este é o primeiro anúncio decente que vejo na minha vida, proveniente de um laboratório farmacêutico. E já tenho visto muitos.
23 outubro 2008
O caçador de pérolas
..."para que quando começasse a ganhar folgo lhe cortasse as vazas por completo"
That's what friends are for, right?
I will not, as long as I might live, forget how you and other human pieces of shit like yourself, harmed my life. Even thought the scores aren't settled yet, - rest assured that someday, somewhere, we will be even for sure - I was never, I am not and I will definetly not be your friend. Keep that in mind as you have a top rank place on my idiot list.
Às Quintas
Às Quintas há um tipo bem vestido de gravatinha fina e apertada que me vem visitar. Monta um carro moderno e supostamente uma mulher sinistra. Eu sento-me, ele senta-se e conta-me patranhas a que eu vou dizendo sim com a cabeça enquanto eu, assentindo, vou-o imaginando cortado às fatias e servido num banquete canibal. Ainda ele não começou a falar e já o imagino despedaçado. Ele conta-me histórias de embalar, patranhas simples ou complexas. Vou meneando a cabeça, olhe sim, olhe que sim, enquanto eu finjo acreditar no que ele me diz de voz melíflua mas sei que é tudo mentira, que é um logro, um laço, uma armadilha. Finjo cair, não caio, vou-lhe explicando com metáforas que ele é um triste, um traste, uma nódoa, alguém em quem eu nunca apostaria um centavo fosse ele um cavalo de corrida. Andamos nisto há meses. Ele chega e diz-me que é o salvador da minha pátria, eu digo-lhe "Então salve-a, vamos" e ele nada, enrodilha-se no seu próprio verbo, desfila mais uma história parva dos seus feitos pessoais. Tenho-me perguntado porque o continuo a receber mas a verdade é que não sei, diverte-me ver este espectáculo triste de o ver auto elogiar-se de uma maneira tão absurda. Talvez me divirta mais imaginar as travessas com ele às postas e alguém de garfo na mão a decidir entre uma entremeada e uma costeleta do lombo. O meu médico não haveria de gostar destes pensamentos, apenas dos pensamentos porque eu não lhe conto dos actos ou das omissões. Hoje a minha fantasia criminal ainda não apareceu e isso preocupa-me, um tipo habitua-se a uma dose de idiotice semanal e quando ela falta uma pessoa dá consigo a perguntar onde andará, que mentiras andará ele a contar e a quem que não a mim.
22 outubro 2008
Ganhe um iPod Nano 8 GB
A TB STORE iniciou ontem uma campanha de publidade em outdoors na área da Grande Lisboa. São sessenta outdoors espalhados pela cidade e Concelhos limítrofes. Alguns de vós, que já os vislumbraram hoje, têm-me enviado algumas imagens de variados pontos da cidade (devo ter a maior colecção de fotografias de outdoor Apple do planeta...).Por isso, vamos lá tirar partido dessa febre da fotografia:
- O PRIMEIRO subscritor/leitor que me trouxer TRINTA fotografias diferentes desses outdoors, indicando o nome da RUA/PRAÇA/AVENIDA onde o mesmo está implantado, ganha um iPOD NANO 8GB (cor sujeita a existência de stock)
Pegue na máquina e parta à descoberta. São "apenas" trinta os que são necessários de um total de sessenta.
Esta promoção tem apenas um prémio e é necessário ser rápido a descobri-los. Terminará assim que o vencedor for anunciado ou até dia 30 deste mês de Outubro (o que quer que suceda primeiro). A TB Store fica em Lisboa na Avenida 5 de Outubro, 26B - 1050-057 Lisboa
Point and click!
Cumprimentos
Pedro Aniceto
21 outubro 2008
20 outubro 2008
Acho-lhes pilhas de graça
"Segundo as minhas contas a bateria da minha máquina deve estar completamente carregada, hum, no próximo fim de semana?!" Imagem, Peter Schlief
19 outubro 2008
Pão e círculo
É possível que a jornalista da TVI a quem hoje coube a desdita de cobrir os primeiros resultados das eleições para o Parlamento da Região Autónoma dos Açores não tivesse ainda acabado o curso quando do último acto eleitoral no seu Portugal. E mesmo que não fosse assim, a democracia tem já idade suficiente para que o léxico eleitoral tivesse tido tempo para ser devidamente ensinado nas escolas e Universidades. Sendo possível isso não desculpa de forma alguma que a mesma tenha optado por referir por duas vezes um tal de "Circo Eleitoral de Compensação". Sim, Freud explica os actos falhados, mas com coisas sérias não se brinca.
Holly Condominium

A Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém ou Igreja da Ressurreição, é um templo erigido sobre o local onde uma vastíssima multidão de crentes católicos crê que Jesus Cristo foi sepultado. Administrada por um emaranhado de instituições religiosas seculares, a regulamentação interna determina a existência de zonas de administração comum e reservada. É impressionante o número de passos e procedimentos a seguir para uma simples reparação no espaço pois a complexa partilha do templo por Ortodoxos, Arménios, Católicos Romanos, Etíopes, Sírios e até Franciscanos (que à hora a que escrevo isto não sei muito bem o que fazem neste filme...), torna quase impossível espetar um prego numa parede sem que exista resposta violenta de uma das partes. As disputas violentas entre partes, à semelhança das instituições, é também ela secular e são incontáveis os episódios de violência entre religiosos pelas razões mais estranhas, do simples facto dos franciscanos terem deixado uma porta aberta, o que foi interpretado pelos gregos como sinal de desrespeito, ao monge Copta que posicionou a sua cadeira numa sombra situada em território de outra facção e que foi por isso mesmo atirado para o exterior pelos sírios, qualquer argumento serve para que os homens ditos de boa vontade molhem a sopa na comunidade adjacente. A questão que agora se coloca é que a cúpula do templo precisa urgentemente de reparação. O local, que é visitado anualmente por milhões de peregrinos, apresenta risco elevado de derrocada (não há-de acontecer nada graças a Deus), tem o financiamento da obra garantido pelo Estado de Israel mas só avançará quando as comunidades estiverem de acordo, o que se revela muitíssimo complicado na minha humilde opinião. Existem precedentes preocupantes e se as partes chegarem a acordo antes que o céu se lhes abata sobre as sagradas cabeças, não tenho dúvidas que servirá de case study a qualquer prédio da Brandoa com mais de quinhentos condóminos. Atentemos na mais antiga questão do espaço que está por resolver há "apenas" cento e cinquenta e seis anos. Suponho que já ninguém saiba porquê, uma escada foi colocada na fachada por volta de 1852, em zona que era então considerada como de domínio comum. A discussão que se instalou acerca da colocação do artefacto dura desde então e como medida de comum bom senso para evitar males maiores, a desgraçada da escada continua lá, apoiada no que resta de uma cornija da fachada até que um milagre divino a faça descer. E não fosse F. ter-me enviado uma foto dele e da família desde Jerusalém, eu não teria lembrado disto.
Os lucros da Banca
Acabei de ler umas declarações de João Salgueiro, presidente da Associação Portuguesa de Bancos, onde o mesmo diz "Os lucros da Banca nunca foram fabulosos". De duas, uma. Ou João Salgueiro acha que eu sou burro ou João Salgueiro acha que eu sou burro. Inclino-me para qualquer uma delas.
É tudo tão relativo
Habituados que estamos a subir e a descer as escadas das hierarquias, ou muito simplesmente a esperar anos nos patamares das escadas do sucesso, seja olhando para baixo, seja imaginando como será o hall do andar de cima, há coisas que não mudam nunca. Se quem está abaixo se atrasa ao grito de quem está no andar de cima, é porque é desleixado, incompetente ou mau profissional. Se a coisa se dá ao contrário os adjectivos mudam, o do andar de cima é uma pessoa de múltiplos afazeres que não tem tempo para questões menores.
18 outubro 2008
Pergunta clássica
Quantos elementos de forças policiais ou militarizadas portuguesas são precisos para ver mudar uma lâmpada?
Ah ladrão!
"É como encontrar um naco de lombo num prato de bifanas..." Foi assim que discorri quando hoje li a entrevista de António Lobo Antunes ao jornal A Bola. Uma entrevista sobre futebol (não necessariamente - e ainda bem - apenas sobre o Benfica) com momentos muito belos. Como a recordação poética do escritor enquanto criança, numa ida ao cinema, ter feito xixi ao lado do belenense Vicente. Ou do relato de Barrigana, o guarda redes portista a quem os miúdos em África incentivavam nas peladas dos treinos com gritos de "Vai Barrigana, chuta Barrigana!" e este retorquir com ar sério: "Mais respeitinho, meninos! No plural: Vai Senhor Barrigana!". Lobo Antunes toca todos - mesmo todos - os pontos que eu há anos tento frisar sobre o passado literário de A Bola. (Por muito que isso possa chocar algumas mentes mais bem nascidas, o jornal A Bola teve altíssimos escritores a lavrar sobre desporto...), mas só não lhe perdoo uma coisa: Lobo Antunes "arrumou-me" numa entrada por detrás (não intencional) um texto que há dias eu tinha mentalmente pronto sobre um cego que eu vi há dias sorrir enquanto ouvia um relato de futebol.
17 outubro 2008
E o danado que eu fico?
"Boa tarde, procuro um carregador para um telefone LG KG220"
"Ahh, LG, ainda por cima LG. Não temos cá nada..."
Mas há necessidade disto? De humilhar o cliente? De lhe fazer sentir que o produto dele é uma valente trampa? Isto já me sucedeu dezenas de vezes, com inúmeras perguntas feitas por telefone junto de lojas. Esta foi na MediaMarkt Benfica.
Mas não fique a concorrência a rir-se. O suposto número de apoio ao cliente da Worten é um circo. Ninguém parece saber o que lá está a fazer, a transferência de chamadas é feita em círculos, quem atende obriga-me a repetir o mesmo pedido sucessivamente e chegam a confessar-me que "esta chamada nem devia ter vindo para aqui!". É bonito de se ouvir. A MediaMarket de Alfragide, depois de eu lhe dar a marca e o modelo do que pretendo, diz-me "Ah mas isso não é assim... Temos de ver o telemóvel!"... Circo. Puro e duro.
"Ahh, LG, ainda por cima LG. Não temos cá nada..."
Mas há necessidade disto? De humilhar o cliente? De lhe fazer sentir que o produto dele é uma valente trampa? Isto já me sucedeu dezenas de vezes, com inúmeras perguntas feitas por telefone junto de lojas. Esta foi na MediaMarkt Benfica.
Mas não fique a concorrência a rir-se. O suposto número de apoio ao cliente da Worten é um circo. Ninguém parece saber o que lá está a fazer, a transferência de chamadas é feita em círculos, quem atende obriga-me a repetir o mesmo pedido sucessivamente e chegam a confessar-me que "esta chamada nem devia ter vindo para aqui!". É bonito de se ouvir. A MediaMarket de Alfragide, depois de eu lhe dar a marca e o modelo do que pretendo, diz-me "Ah mas isso não é assim... Temos de ver o telemóvel!"... Circo. Puro e duro.
16 outubro 2008
O caçador de pérolas
"...em relação ao problema das batarias a verdade é que as batarias não estão a carregar a cem procento."
Negro corvo negro
Vi esta manhã, e consequentemente o leitor verá também embora não obrigatoriamente esta manhã, um corvo negro. Não tem o negro corvo que eu vi esta manhã, e consequentemente o mesmo que o leitor verá quando lhe der na veneta ou lhe asar o fuso horário, nenhuma simbologia ou augúrio especial muito embora os grasnidos que emitia e que infelizmente para mim e felizmente para o leitor que os não pode ouvir, não prenunciassem grande coisa. Não que eu seja supersticioso ou acredite em coisas do oculto, nem posso, honestamente tenho tanta coisa daquelas que estão às claras que não entendo ou domino que não tenho tempo para as artes que estejam mais escondidas. A verdade, o cúmulo, o sumo da questão é que a ave estava no topo de um candeeiro, ave esta que todos, mesmo todos, excepto o pior dos cegos que sempre são os que não querem ver, assumiu uma posição, um poiso, um pouso que me fez lembrar que não estava em Lisboa. Não importa onde eu estava, não sejam cuscos, bilhardeiros ou sinónimos equiparados, não é para isso que aqui estais, se bem que eu mesmo por vezes não saiba porque razão eu mesmo estou aqui, não estava em Lisboa, pronto, não se fala mais nisso, cidade de corvos, candeeiros e milagres que incluem caravelas à deriva com tipos mortos lá dentro e que na tômbola das coisas miraculosas e menos explicadas acabam por se tornar padroeiros de cidades e, quem sabe, um dia, tenham direito a uma casinha municipal de renda baixa. O facto de um tipo estar morto à deriva numa caravela com corvos pousados não deverá constituir qualquer impedimento. É de artista, o resto é má língua. Regressemos aos nossos carneirinhos, expressão parva que só os franceses saberão explicar, a vaca fria que usamos de costume está um nadinha esquálida e custa-me tirá-la cá para fora, apesar de fria hoje está sol, não vá a bicha constipar-se. Onde é que eu ia? Ah! Ia no corvo. Eu não sou um tipo supersticioso. Posso ser parvo às vezes, tenho dias, mas supersticioso não sou e não é o simples facto de ter visto um corvo negro pousado num candeeiro que me vai fazer mudar de opinião muito embora nunca seja absolutamente tarde para começar a esparvoar. Muito menos o facto de logo a seguir a ter visto um corvo negro pousado num candeeiro ter sido interpelado por um fiscal de ar imponente e que se chamava Vicente. Rima e é verdade.
Anicetos de todo o mundo, uni-vos!
Cortesia do Bilhas, eis mais um Aniceto, este um nadinha mais perto do céu do que eu alguma vez estarei (e não contam as viagens de Airbus).
15 outubro 2008
"O Correio dos Outros" - 10ºAniversário

A importância do número 10, segundo a Simbologia Sagrada
O mundo fabuloso dos utilizadores Mac, a totalidade do Universo Mac. O retorno à unidade, porque somos como UM. O número perfeito por excelência, pois representa todos os princípios da divindade, evoluindo e reunindo-se numa nova unidade. Representa a idade, porque todos ficamos mais velhos, o poder, porque a união faz a força, a fé num Mundo Mac melhor, a necessidade de um Mundo Mac melhor, a memória, desde 1998, a infatigabilidade do Pedro Aniceto.
Num dos primeiríssimos números da ML, na famosa assinatura a que já todos nos habituámos e de cuja falta todos padecemos no período pré iPhone em Portugal, o Pedro Aniceto citava:
God was lucky only having to create a world and not an Internet-site.
E nós acrescentamos: e livrou-se da canseira de moderar uma Mailing List...
Em modo de celebração deste número 10 e do que estes 10 anos representam nesta já tão vasta comunidade que não só se identifica por ser Mac User, como muito garbosamente se compraz de fazer parte de uma família da qual assumimos por patriarca o nosso Pedro, vimos convidar-vos para um Festim em terras de Dragões e Maiatos, na cidade da Maia, no dia 14 de Novembro, pelas 21 horas.
O repasto, para além da boa companhia, das considerações sobre os nossos Macs e os Macs dos outros; das desconsiderações sobre os PCs e das amenas cavaqueiras sobre tão variadíssimos assuntos que fizeram sorrir nossos olhos ao longo destes anos (quem não se lembra do ano que não era bissexto, do logótipo do Estoril Praia SAD ou das rotundas?) será composto pela seguinte combinação de sabores:
Entradas Regionais: Salgados, Bola de Carne, Presunto, Tábua de Enchidos Grelhados
Prato de Peixe: Bacalhau à Braga
Prato de Carne (à escolha): Tripas à Moda do Porto ou Rojões à Moda do Minho
Sobremesas: Frutas Laminadas e Bolos Diversos
Bebidas: Água, Bebidas de Cápsula, Vinhos Maduro e Verde da Casa
Café, Digestivo e Boa disposição
Valor: 27€ /pessoa
Os audazes que desejem juntar-se às solenidades deste festejo deverão inscrever-se, até ao dia 7 de Novembro, através do mail: 10anosml@colossus.pt, referindo qual das iguarias de carne pretende degustar.
Como somos muitos e de muitos sítios, caso alguém precise de pernoitar na Maia, podem utilizar o mesmo mail para nos informar dessa intenção, para que tentemos obter um melhor preço de grupo, junto aos dois hotéis da cidade.
Mais info: Egatur Hotel e Hotel Central Parque
Mais tarde serão disponibilizadas mais informações sobre o local exacto, com mapa de chegada e de estacionamentos.
Cá vos aguardamos.
Cumprimentos
Mónica Silva
- COLOSSUS -
Oficina dos Neurónios - Informática e Electrónica, Lda
Rua Augusto Simões, 1411 - 3º Dt
4470-147 MAIA
Telef: 229475799
Fax: 229475802
O mundo fabuloso dos utilizadores Mac, a totalidade do Universo Mac. O retorno à unidade, porque somos como UM. O número perfeito por excelência, pois representa todos os princípios da divindade, evoluindo e reunindo-se numa nova unidade. Representa a idade, porque todos ficamos mais velhos, o poder, porque a união faz a força, a fé num Mundo Mac melhor, a necessidade de um Mundo Mac melhor, a memória, desde 1998, a infatigabilidade do Pedro Aniceto.
Num dos primeiríssimos números da ML, na famosa assinatura a que já todos nos habituámos e de cuja falta todos padecemos no período pré iPhone em Portugal, o Pedro Aniceto citava:
God was lucky only having to create a world and not an Internet-site.
E nós acrescentamos: e livrou-se da canseira de moderar uma Mailing List...
Em modo de celebração deste número 10 e do que estes 10 anos representam nesta já tão vasta comunidade que não só se identifica por ser Mac User, como muito garbosamente se compraz de fazer parte de uma família da qual assumimos por patriarca o nosso Pedro, vimos convidar-vos para um Festim em terras de Dragões e Maiatos, na cidade da Maia, no dia 14 de Novembro, pelas 21 horas.
O repasto, para além da boa companhia, das considerações sobre os nossos Macs e os Macs dos outros; das desconsiderações sobre os PCs e das amenas cavaqueiras sobre tão variadíssimos assuntos que fizeram sorrir nossos olhos ao longo destes anos (quem não se lembra do ano que não era bissexto, do logótipo do Estoril Praia SAD ou das rotundas?) será composto pela seguinte combinação de sabores:
Entradas Regionais: Salgados, Bola de Carne, Presunto, Tábua de Enchidos Grelhados
Prato de Peixe: Bacalhau à Braga
Prato de Carne (à escolha): Tripas à Moda do Porto ou Rojões à Moda do Minho
Sobremesas: Frutas Laminadas e Bolos Diversos
Bebidas: Água, Bebidas de Cápsula, Vinhos Maduro e Verde da Casa
Café, Digestivo e Boa disposição
Valor: 27€ /pessoa
Os audazes que desejem juntar-se às solenidades deste festejo deverão inscrever-se, até ao dia 7 de Novembro, através do mail: 10anosml@colossus.pt, referindo qual das iguarias de carne pretende degustar.
Como somos muitos e de muitos sítios, caso alguém precise de pernoitar na Maia, podem utilizar o mesmo mail para nos informar dessa intenção, para que tentemos obter um melhor preço de grupo, junto aos dois hotéis da cidade.
Mais info: Egatur Hotel e Hotel Central Parque
Mais tarde serão disponibilizadas mais informações sobre o local exacto, com mapa de chegada e de estacionamentos.
Cá vos aguardamos.
Cumprimentos
Mónica Silva
- COLOSSUS -
Oficina dos Neurónios - Informática e Electrónica, Lda
Rua Augusto Simões, 1411 - 3º Dt
4470-147 MAIA
Telef: 229475799
Fax: 229475802
14 outubro 2008
As fotos de Carolina Salgado (II)
Pronto. Chegaram as fotos de Carolina Salgado. Big deal...
P.S.- Sim, não são nada de especial. Qualquer miúdo que tenha um Magalhães há menos de vinte e quatro horas, já viu bem melhor...
P.S.- Sim, não são nada de especial. Qualquer miúdo que tenha um Magalhães há menos de vinte e quatro horas, já viu bem melhor...
13 outubro 2008
Un petit mouchoir
Ela tocou-me no braço e eu juro que se não estivesse no meio de um estaleiro de obras em plena cidade juraria que era Paris e tinha sido Monsieur Honoré de Balzac a traçar o cenário. Magríssima, de cabelo prateado, ar ligeiramente alucinado. Um pequeno lenço de mão bordado a sair do punho da blusa alva, debruada e linda como se quer nestas situações literárias. Uma madeixa de prata a teimar em cair-lhe para uns óculos encavalitados, tem-te não caias. "Mon ami, diz-me a quantos estamos?". Eu não consigo deixar de sorrir, primeiro pelo mon ami, depois porque tenho a Versalhes ao alcance de uma curtíssima corrida. Sem grandes certezas avanço com um interrogado "Treze? Treze de Outubro?". Ela abriu a mala de verniz refulgente, escavou entre caixas diversas, tirou um envelope velho e rasgado nas costas do qual escreveu em letras garrafais "15 de Novembro". Sorriu-me, guardou todos os seus pertences e como se quer a uma dama de cordel, estendeu-me a mão enluvada em jeito de despedida. São estes pequenos momentos que transformam uma simples ida à bica em momentos excepcionais.
Ân?
Tenho uma consulta de Otorrino marcada para hoje. Há pouco liguei insistentemente para o consultório para me certificar de um detalhe. Ninguém atendeu. Ligaram-me de volta há minutos pedindo desculpa por não terem ouvido o telefone tocar. Fiquei na dúvida se devo ir ou não à consulta.
12 outubro 2008
O caçador de pérolas
..."Portugal é um país pequeno e tem a Espanha como fronteira terrestre, com ambições espancionistas."
Esta pérola, à semelhança de muitas outras que aqui reproduzo, provém da pena digital de um licenciado. Seria menor ou irrelevante se tivesse sido escrita por um carroceiro e não ganharia especial relevo se a criatura que segregou semelhante nácar não tivesse a exposição mediática que tem e não tivesse tido em tempo recente a peregrina ideia de se candidatar à presidência da República Portuguesa.
Esta pérola, à semelhança de muitas outras que aqui reproduzo, provém da pena digital de um licenciado. Seria menor ou irrelevante se tivesse sido escrita por um carroceiro e não ganharia especial relevo se a criatura que segregou semelhante nácar não tivesse a exposição mediática que tem e não tivesse tido em tempo recente a peregrina ideia de se candidatar à presidência da República Portuguesa.
Sim, tenho culpa
"Agora esquece-te de ir à procura do Magnusson e fazer-lhe uma entrevista...", disse eu, à laia de lembrete ao Nuno Luz, enquanto trincávamos um hamburguer rápido num fast-food de Lisboa. E ele seguiu o meu conselho.(Imagem de Rui do Ó, outro distinto Mac user)
O caçador de pérolas
..."Durante dez anos os islandeses gastaram à tripla forra."
tripa-forra, à larga, sem limites, exageradamente
tripa-forra, à larga, sem limites, exageradamente
11 outubro 2008
Vocabulário
..."Svitlana, a mulher de Oleh Hetsko, o ucraniano que foi assassinado à porrada no passado mês de Fevereiro por um russo e um ucraniano, foi violada enquanto via o marido na agonia da morte." Mais do que a própria situação, o que me impressionou nesta frase foi o esmero do jornalista que conseguiu acondicionar na nesma frase os vocábulos "porrada" e "agonia". in Correio da Manhã, 11/10/2008
Ao passar o Ribeirinho
Mestre Ribeiro visitou-nos (e houve alegria e até alguma emoção) como ele mesmo me diria se estivesse a escrever estas linhas.
10 outubro 2008
Lehman Brothers Balance Sheet
"There are two sides of a Balance Sheet, Left & Right (Assets and Liabilities respectively): On the Right side there is nothing right and on the Left side there is nothing left".
09 outubro 2008
A escrita
Escrever, escrever, impõe-se que escreva, não o que me vai na alma que não boto jeito para o romance negro, a vida equivocada, embrulhada, estagnada, nada. Quem o faz se não afoga, mas a verdade é que me dá asco esta gentinha que tudo pode, por vezes com agá que te persegue, que nos persegue que não estou por certo só nesta viagem. Encomendaram-me um discurso vejam lá, muito gosto eu de escrever discursos para gargantas alheias, ironizo e gargalho, um tipo nem treme, atira-se, rasga o texto pela folha fora, parece tesoura de alfaiate em peça de pano, pano para mangas, não gosto, nunca gostei de escrever o que não sinto, creio que nem cuide nem saiba da glória alheia, mais valia um epitáfio, apetece-me tanto escrever um epitáfio, escrever-lhes um epitáfio nem que fosse a maceta e ponteiro na tampa da tumba. Tunga! Tunga! Aqui jaz um néscio que nem escrever sabia e sua vida se fez desta filosofia. Manda quem pode, quem não pode arreia, sinto-me arreando e a mente foge-me para a divagação da escrita de outrém, como eu hoje te percebo oh Marx, oh Engels, oh Trotsky, eram tudo balelas em que acreditei, eu cristão nem novo nem velho, renego os meus antigos deuses que em pó se esfumaram com o crescer dos meus próprios calos da mão e da pena, da que escrevo e daquela com que me sinto. Ontem alguém me disse que eu era uma enciclopédia, gentil voz que me embalou durante três minutos. Apetece-me abri-la, a tal enciclopédia e fantasiar sobre a glória do discurso plástico, não sentido. Sinto-me a dividir-me, desculpem-me a crase e a frase na aliteração, há um eu que se esmera na prosa, que faz pela vida da tarefa ingrata de dar graxa ao cágado a quem nunca puxei pela arreata. Venham! Venham a mim os feitos, os adjectivos! Onde estão quando preciso de vós? Onde estão quando preciso da voz que me devia escorrer pelo teclado, líquida, gelada e cortante? Arrepio o caminho e arrepia-se-me o próprio corpo. Li há dias num email vadio que o arrepio é próprio do medo. Concedo. Há uma parte de mim que tem medo e outra que escreve como os loucos, aos poucos. Apetece-me fazer jorrar deste leite, espremer-lhes a vaca, glorificar-lhes feitos tais que na assembleia se ouçam ais e outros frémitos que tais. Mas há um outro eu que pensa em esconder a verdade na mentira, gato escondido, rabo e vergonha de fora. Para que se saiba, apenas para que se saiba. E são os meus eus que se embrulham, discutem e dividem a tarefa. Escrever, escrever, impõe-se que escreva. Como um porco na ceva.
08 outubro 2008
Novembro, dia 14, Sexta Feira
Dia 14 de Novembro, um dos mais loucos e improváveis serviços de suporte da comunidade Mac portuguesa, a Mailing List "O Correio dos Outros", do qual este vosso escriba é o moderador, vai celebrar o seu décimo aniversário de serviço praticamente ininterrupto. É no dia 14 de Novembro, uma Sexta Feira e vamos My name's Ribeiro, Pedro Ribeiro
Este senhor, que é jornalista, actual Director de Programação da Rádio Comercial, ilustre benfiquista da classe dos sofredores com imensa fé e Mac user, vai estar à conversa comigo e com quem aparecer na Avenida 5 de Outubro, 26B pelas 18:30 da próxima Sexta Feira, 10 de Outubro (por favor não façam confusão com a morada e com a data...). Nós vamos querer saber muita coisa dele e ele, estou certo, vai querer saber coisas nossas. De maneiras que é assim uma espécie de feira franca da informação. Sobre a vida e tudo e tudo e tudo. Os lugares (sentados) não são muitos, por isso apressem-se. A fotografia empregue neste anúncio foi surripiada aí pela Web mas tem como autor, Mário Guilherme.
Awakening
Da árvore do sono sacudiu as últimas folhas e abriu ao mundo os cotovelos, rodando nos olhos estremunhados os punhos fechados. O facto de ter de ir trabalhar não matara a sua liberdade poética.
Era uma casa muito engraçada (e de renda barata)
Cidadão saudável, porém necessitado procura casa camarária com renda de artista por prazo indeterminado. Preço negociável até duzentos euros. (Não sou artista plástico, jornalista ou filho de funcionário público, sou apenas um otário que assiste impotente a este festival de pouca vergonha sem poder fazer nada)
07 outubro 2008
Usos e aplicações extraordinárias (II)
Se se recordam do tipo que desenha plantas de arquitectura em Excel, acabei de receber mais um bom exemplo de que não é a ferramenta que conta, mas sim o que se faz com ela... Bob Staake, conhecido ilustrador, diz a quem o quer ouvir que Photoshop 3.0 é que é bom e nem quer ouvir falar de upgrades. E fica um filme para o provar.
06 outubro 2008
Preparem-se para o belo
Não é apenas um site, é uma homenagem de um filho a um pai. E é de uma beleza impressionante do ponto de vista emocional embora a leitura do texto que acompanha as imagens seja de uma dureza assustadoramente realista. (Via Vítor Magalhães)
As fotos de Carolina Salgado
Este post é uma fraude. Este post foi apenas escrito para chamar a atenção dos motores de busca e dos milhões de santinhos e santinhas que andam por aí perfidamente à procura das afamadas fotos de sexo oral de Carolina Salgado, o que será conseguido. Tendes pois vindo em vão porque este post é uma fraude. Mas aposto com quem quiser que na devida escala, esta entrada terá mais visitas do que todo o conteúdo supostamente "de nível" que eu possa ter produzido nos últimos meses. E é assim basicamente que se constrói a história da blogosfera. Bem pode o Pacheco Pereira gritar que 99% da blogosfera é lixo. Concordo. Depende de que lado se começa a contar.
Rústicos pelo epicurismo
"Nós vamos todos falecer
Patinar, bater as botas
Eu vou esticar o pernil,
conviver com as minhocas.
Tu vais fechar a pestana,
e fazer para sempre ó-ó,
Nós vamos passar a ser húmus
que é uma espécie de cócó"
É impressão minha ou este foi o momento mais "Monty" que até hoje os Gato Fedorento proporcionaram ao seu público?
Go and slap yourself
Na Sexta Feira passada promovi uma palestra com este Senhor. Fica-me mal descrever o que sucedeu ali durante uma hora e picos, até porque me dá jeito dizer que me fica mal porque talvez não soubesse fazê-lo em condições. Nas palavras de alguém que se acercou de mim o que ali se passou foi "poesia". Aceito. Só não aceito que, embevecido pela conversa, me tenha esquecido completamente de tirar umas fotografias. Mas talvez tenha sido melhor, assim aquela conversa ficará apenas na memória do grupo de pessoas que a ela assistiu. Obrigado António.
05 outubro 2008
Down the memory lane
O post das Pastilhas Pirata desencadeou uma troca de emails sobre outro produto que ficou na memória de muita gente. Falo do Pirolito, bebida gasosa que não sou suficientemente "idoso" para ter conhecido na sua primeira geração. Apanhei uma segunda (ou mesmo terceira, já verão porquê) geração que cheguei a comprar - não por muito tempo, diga-se - no pequeno bar da Escola Preparatória Marquesa de Alorna algures entre 1974 e 1976. Esta última garrafa era um reservatório moderno, já dispunha de carica e de uma rede de plástico que impedia o berlinde de sair do "esmagamento" do corpo da garrafa, enquanto o Pirolito original, e pelo que me descreve quem o conheceu, era vedado pelo próprio "guelas". Pelas buscas que fiz na Web encontrei agumas imagens do "Pirolito Bilas", produto conhecido e de que há boas imagens do rótulo original. Acontece que o leitor José Camilo enviou-me uma imagem de uma garrafa de "Pirolito" que foge a ambas as garrafas. Não só o esmagamento é diferente, mas a cor da garrafa é diferente e parece pela textura, ser bastante mais antiga. Se alguém puder fornecer mais pistas, aqui a gerência agradece. O próprio José Camilo promoveu algumas buscas, umas infrutíferas, outras nem por isso...
Era um contentor de Nicorette se faz favor...
..."Os parentes de um casal espancaram-no até à morte na execução de um ritual, em Kuala Lumpur, aparentemente destinado a que o homem deixasse de fumar. O casal morreu vítima de lesões na cabeça depois de ter sido espancado com cabos de vassoura e capacetes de motocicleta durante uma reunião de família na capital da Malásia, disse o chefe da investigação criminal da cidade, Ku Chin Wah."
Ainda o Benfica vs. Napoli (SAPO)
Dois belos posts sobre o assunto. Um com uma carrada de metáforas e o outro pelo homem lá de cima. Venham os videos, se fizerem o obséquio.
03 outubro 2008
Pastilhas Pirata
Poucos leitores deste blog terão a idade necessária para começar a salivar ao ver esta imagem. Eu, não só salivei como quase lhes senti o sabor e a textura. Sim, eram pastilhas elásticas. AS pastilhas elásticas.
O homem lá de cima (Benfica TV)
Ontem à noite, como todo o universo encarnado já sabe, o Benfica TV iniciou as suas emissões. Mesmo o mais distraído amante das coisas da bola (qualquer que seja o tamanho que ela tenha) concordará que o arranque das emissões do canal é um marco na história do clube. Desdenhe-se ou não outros se lhe seguirão embora eu tenha grandes dúvidas se a massa crítica elementar que alavancará as vendas se possa encontrar com a mesma facilidade e quantidade com que este tipo de coisas sucedem no Sport Lisboa e Benfica. Mas nem é sobre isto que decidi comentar, é sobre um acontecimento paralelo ao aranque do canal ao qual o comum mortal não liga absolutamente nada. Ontem, à boleia do arranque da Benfica TV, um ISP nacional levou a cabo uma transmissão da emissão do canal. Durante a tarde e aproveitando os intervalos da minha agenda fui espreitando as imagens que me chegavam via SAPO e ia também consultando a minha janela de Twitter onde uma horda de utilizadores comuns e informáticos exigentes se ia manifestando na habitual batalha de prós e contras, elogios e vaias. Uma das pessoas com que ia falando a espaços era o próprio CEO do Sapo, o Celso Martinho, pessoa que não conhecia pessoalmente até há poucos meses atrás embora ele seja um dos nomes que há-de compor (pelas boas e pelas menos boas razões) as páginas da história portuguesa da informática pessoal onde até eu me sinto merecedor de uma chamadinha de pé de página. Sei que pensei algo como "É de facto notável que um tipo que está à beira de realizar uma das maiores operações de Webcast que jamais foram feitas em Portugal tenha tempo (e paciência) para estar de olho na infraestrutura e ao mesmo tempo a prestar atenção ao Twitter...". Mas fê-lo. Prestou informações, deu dicas, comentou alguns aspectos que achou relevantes. De cada vez que eu voltava ao meu próprio display eu voltava a sorrir e a pensar "Dang! Este tipo está à beira de um ataque de stress, está lá em cima sozinho - qualquer um sabe que só se está acompanhado quando as operações estão a correr muito bem - mas ainda ainda assim está disponível. Acabei por não poder ver o jogo. Do streaming foram-me chegando ecos de amigos e conhecidos que com mais ou menos soluços, esta ou aquela picardia entre ISP fizeram desta operação uma das mais pesadas de sempre em matéria de banda e infraestrutura. Quando já no final da noite enderecei ao Celso e à sua equipa os meus parabéns pelo trabalho não deixei de me lembrar daqueles que lá em cima, quando as coisas correm menos bem, sofrem sozinhos e em silêncio. A dada altura ele disse-me que "depois desta noite ainda me torno benfiquista". É que não era nada mal pensado. Afinal de contas o conceito de Kit não vos é desconhecido... Na imagem: Evolução dos acessos ao Estádio Virtual ao longo da emissão - A linha vermelha no gráfico delimita a capacidade da infraestrutura física.
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