Imagem: Cristina Cardigo
30 novembro 2008
Todos à Phone House!
Imagem: João Sá. Como o próprio diz "Isto de promos com preços iguais no antes e depois já é um bocado visto. A novidade agora é ter o preço mais caro em promoção."
Etiquetas
Faits Divers
Informação vagamente inútil
Garanto ao estimado leitor que nunca, mas nunca mais apertará os cordões dos sapatinhos da mesma maneira depois de visitar esta página. Obrigado ao Rogério Pereira por me ter permitido conhecer coisa tão admirável.
Etiquetas
Faits Divers
29 novembro 2008
O cativo efémero Tentilhão-Montez
Há meia hora que aturava, sim literalmente aturava, a entusiática descrição da captura de um Tentilhão-Montez. Para um neófito destas coisas da ornitologia, admitiria mesmo considerar-me um despassarado, é fastidioso entender que um tipo pode andar seis meses, sim seis bem descritos meses, a rondar uma figueira para apanhar um troféu vivo. Se eu entendo alguma coisa de pássaros, especializou-me a vida na última fase da existência destes, a começar precisamente no momento em que lhes arranco as penas e os passo pela frigideira bem guarnida de matéria gorda e alguma farinha que lhes venha a engrossar o molho. "Mais a mais em dia de chuva, é que é pássaro esperto que não se deixa cair na rede!" dizia-me ele pela décima vez (e já era tarde quando tinha começado a contar...). "Mas apanhei-o e vou ali agora a casa deixá-lo que está aqui dentro deste boné em cima daquela cadeira!". E isto nem tinha sido história se um vulto grande e gordo, mais precisamente a esposa do homem que me encurralara na última mesa vaga do café da aldeia, não se tivesse atirado com um suspiro sentido para cima da cadeira onde estava o boné que cobria o tentilhão-montez que estava dentro do boné. Mais nenhum piou. Nem o Montez, nem o vitorioso caçador de pássaros, nem ela, que se limitou a pedir uma bica bem quente.
Etiquetas
Biografia
Grande poeta é o povo
..."Pára-raios nas igrejas
é para mostrar aos ateus,
que os fiéis, quando troveja
não têm confiança em Deus"
é para mostrar aos ateus,
que os fiéis, quando troveja
não têm confiança em Deus"
Etiquetas
Faits Divers
28 novembro 2008
Hoje não comprei jornais
Hoje não comprei o jornal. Porque me doía a alma. Ofereceram-mo e acabei por lê-lo. Mas a alma essa continua dorida.
Etiquetas
Benfica
Grandes momentos da civilização
Café "A Brasileira" (Actual Caffè di Roma) na mui nobre, sempre leal e invicta Cidade do Porto. Inaugurado em 1903 e sito na Rua Sá da Bandeira. Imagem: Paulo Santos, a quem agradeço a gentileza.
Etiquetas
Faits Divers
27 novembro 2008
Nem eles confiam...
Recebi um email de um spammer, nada de novo, mais não sei quantos milhões na Lotaria Irlandesa. O fino pormenor vem no texto que me pede que contacte urgentemente o email claimsconsultant @ live DOT co DOT uk
Etiquetas
Faits Divers
Dizquedisse.com
O André Toscano, alma mater do Dizquedisse.com (cujo nome fui eu que inventei!) está farto de receber chamadas minhas a cada vez que publica algo de completamente insano. Por norma pergunto-lhe se já foi preso, coisa que não me deixará espantado por conta das inacreditáveis tropelias e provocações em que se mete. Dono de um dos maiores acervos de provocação hilariante que conheço, hoje resolveu meter-se com as embaixadas. Explorem o site, e não percam os novos sabores da Danone...
Etiquetas
Faits Divers
Badge

Nos tempos em que a iomega tinha marketing a sério produzia uns badges fantásticos que fui recolhendo em eventos diversos. New York tinha quase sempre os melhores. Mensagens como "I still party like 1999" ou "I'm having a Mac attack" e este, que continua a ser um dos meus favoritos.
Etiquetas
Apple
E mesmo que esteja frio...
..."Vai dizer adeus à GraçaQue é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa
E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar"
Foto roubada no Botinhas.
Etiquetas
Faits Divers
26 novembro 2008
My biggest dream
"O meu maior sonho é ser pobre um dia. Porque sê-lo todos os dias é muito incómodo"
Etiquetas
Faits Divers
Boys, Toys and joys...
Hoje de manhã, tinha no meu gabinete uma prenda de um amigo. Pensei, e a pensar morreu um burro, quando olhei para o logo e para a caixa, que se tratava de um relógio. Estava enganado.
Quando abri a embalagem fiquei um bocadinho confuso, era uma miniatura de um F1 com peso condizente com a qualidade e acabamento do mesmo.
Hummm... O que é isto? Uma mola para papéis? Não me parece... Um pisa-papéis? Talvez, embora não tenha tamanho suficiente...
Investiguei. Era uma original Pen USB, capaz de ombrear em originalidade com esta. Começo a ter sérios problemas na minha capacidade de retribuição de ofertas originais. Grande abraço, J.
Quando abri a embalagem fiquei um bocadinho confuso, era uma miniatura de um F1 com peso condizente com a qualidade e acabamento do mesmo.
Hummm... O que é isto? Uma mola para papéis? Não me parece... Um pisa-papéis? Talvez, embora não tenha tamanho suficiente...
Investiguei. Era uma original Pen USB, capaz de ombrear em originalidade com esta. Começo a ter sérios problemas na minha capacidade de retribuição de ofertas originais. Grande abraço, J.
Etiquetas
Faits Divers
Trinta dias tem Novembro?
Ontem à tarde fui ao Oculista das Avenidas, gente amiga que conheço quase desde que me conheço a mim próprio por via dos trilhos da informática e do trabalho, pessoas por quem nutro profunda estima e que fazem o favor de ser meus amigos. Fui buscar uns óculos para o meu pai. Quando lhos entreguei e pedi que os experimentasse ele colocou-os e disse-me "Já vejo coisas que nunca tinha visto", ao mesmo tempo que apontava para o calendário de 2008 afixado na parede. Olhei para o calendário e nada vi (nada de novo). Ele riu-se e levou-me junto à parede...
Etiquetas
Faits Divers
25 novembro 2008
O Boticário
Um tipo que tenha dúvidas sabe com todo o conforto que está em Portugal quando entra numa farmácia e pede um medicamento que por norma só é vendido mediante receita médica. Primeiro tem a certeza de que vai arrostar com uma feroz censura do farmacêutico de serviço, criatura que lhe vai rezar uma prédica sobre a irresponsabilidade do pretendente e o dever do guardião moral da defesa da integridade física e mental do cliente. Quando o dito cliente lhe explica que os comprimidos são para uso animal, em bom português "para dar ao cão", tudo se resolve. E é o mesmíssimo farmacêutico, último dos moicanos defensores da Saúde Pública que lhe pergunta candidamente "E vai trazer a receita? É que sempre tem um euro de vinte e cinco de comparticipação!"...
Etiquetas
Cidadania
Anchorman
Já era admirador do trabalho de José Alberto Carvalho ainda nem sonhava que ele era um dos "nossos". Um indefectível da maçã mordida. Já lá vão uns anos largos, pedi-lhe (a ele e a mais gente) um texto sobre essa curiosa sensação de se ser um Mac user, e ele acedeu, sempre com simpatia como é seu uso e costume. Fica um excerto desse texto: "...O prazer, todos o sabemos, estende-se depois ao toque; às formas; e à simplicidade do sistema operativo. Já pensei, em tempos, que a relação apaixonada que temos pelo Mac fosse um culto; mas é mais do que isso. Trata-se de uma decisão, racional, baseada nos nossos sentidos e na nossa maneira de olhar para o que nos rodeia. À pergunta “Para que preciso eu de um computador?”, um utilizador Mac responde de maneira diferente da esmagadora maioria das pessoas. Não quero dizer que se trata de uma decisão mais ou menos inteligente; mas é para mim evidente que reflecte uma atitude.
Decidir por um Mac significa que damos importância ao que outros consideram insignificante. E isto diz algo sobre o que cada um de nós realmente é. A esmagadora maioria dos utilizadores Macintosh que vou conhecendo reforça esta ideia. Somos poucos, é certo. Mas rejeito a ideia de pertencermos a uma elite. Pensamos diferente, apenas isso."...
Etiquetas
Apple
Marketing para principiantes
Alguém me consegue explicar a lógica disto?Nota: Depois de um pedido de esclarecimento (ligeiramente cáustico, admito), a imagem foi alterada. Mas a inicial é a que ilustra este post...
Etiquetas
Apple
24 novembro 2008
Fragata Afonso de Albuquerque
A propósito do programa de Fernando Alves em que se fala da recuperação da centenária Fragata Afonso de Albuquerque, aqui pode ser descarregada uma colecção de fotografias (27 MB) sobre algumas das fases de trabalho de renovação do casco e porão.
Etiquetas
Faits Divers
News flash!
"...A situação dos mercados financeiros é tão má que as mulheres estão de novo a casar por amor."
Etiquetas
Faits Divers
Coisas que só me sucedem a mim
Quem é o tipo que recebe da gráfica uma molhada apreciável de cartões de visita e que os confere um por um? Ninguém, certo? Mas eu vou passar a conferi-los, ai vou, vou... Há duas semanas fiz um round de visitas em trabalho e distribuí profusamente alguns exemplares. Ontem, um colega da empresa mencionou-me o facto de ter recebido uns estranhos telefonemas de uma pessoa que jurava ter estado com ele há dias numa qualquer cidade do país, coisa que ele desmentiu de imediato, deixando o outro lado da linha de boca aberta e deveras intrigado. Quando ele me falou disso fui de imediato buscar o imenso molho de cartões e lá estavam eles, sortidos com mais do que um nome e contactos... Como é que se explica isto a um cliente?
Etiquetas
Biografia
Alô, Alô cientistas
Alguém tem uma explicação plausível de domínio científico para o facto dos gatos gostarem de morder cabos de fibra óptica? Com tantos e suculentos cabos de energia, Ethernet e USB espalhados por ali, porquê apenas os de fibra?
Etiquetas
Faits Divers
O caçador de pérolas
..."É impertinente e urgente termos um serviço"...
Não conheço o articulado da legislação portuguesa no que à violência laboral diz respeito, mas em qualquer país civilizado um trabalhador tem direito a uma indemnização cível por bem menos do que isto.
Não conheço o articulado da legislação portuguesa no que à violência laboral diz respeito, mas em qualquer país civilizado um trabalhador tem direito a uma indemnização cível por bem menos do que isto.
Etiquetas
Pérolas
Sphaera Mundi (A Aula da Esfera)
O Convento de Santo Antão-o-Novo foi o primeiro espaço onde os jesuítas instalaram o primeiro colégio da Companhia em Lisboa. Apesar de o terramoto de 1755 ter destruído a antiga igreja, o edifício foi reconstruído em 1764. Funcionou entre 1590 e 1759 e foi, com o devido exagero (fornecido por mim próprio) uma espécie de NASA dos Séculos XV e XVI. É, para um leigo como eu, absolutamente extraordinário que se fale constantemente de uma escola de navegação que nunca existiu fisicamente (Escola de Sagres) ou sobre a qual não consigo encontrar um único investigador que não sorria com ironia quando lha menciono e quase nada se divulgue sobre A Aula da Esfera, um autêntico ninho de inovação científica na época. Era dotada de um corpo docente verdadeiramente assombroso, com as sumidades científicas da época a leccionar em Lisboa. Com as profundíssimas alterações do conhecimento cósmico a serem introduzidas por Galileu, face ao novo modelo de Copérnico e à descrição planetária de Tycho Brae (que levaria ao abandono do conceito de Ptolomeu), Portugal era assim uma importante porta de entrada do novo conhecimento. Disciplinas como Cosmologia (a fluidez do céu, a origem dos cometas, a natureza da matéria celeste, o ordenamento dos orbes celestes) - Giovanni Paolo Lembo, Borri, Galli, Stafford e Fallon. Geometria e Trignometria (Aparentemente foi no Colégio de Santo Antão que se introduziu em Portugal pela primeira vez o estudo de logaritmos, inventados por Napier em 1614), Fortificação e Artilharia com base matemática - Ignace Stafford, Jan Ciermans, Luís Serrão Pimentel. Mecânica e Óptica, Heinrich Uwens - Estática, Padre Inácio Vieira - Óptica. É um extraordinário conjunto de documentação que é agora disponibilizado publicamente pela Biblioteca Nacional Portuguesa neste Catálogo de manuscritos da Aula da Esfera. Agradeço ao Comissário Científico do Catálogo, Professor Henrique Leitão, ter-me deixado conhecer esta preciosidade.
Etiquetas
Faits Divers
23 novembro 2008
Académica x Benfica
Agrada-me este Benfica, que pela primeira vez desde há muitos anos tem um grupo em que é difícil distinguir de raiz os titulares dos suplentes. Desagrada-me a ideia de ver David Suazo ir-se embora no final da temporada.
Etiquetas
Benfica
António Marta 1 - Dias Loureiro 1
Agora vou ver o Académica x Benfica. O resultado é, apesar de tudo mais previsível.
Etiquetas
Cidadania
É a Justiça, dummy!
Quando um funcionário de um Tribunal português me diz que está disposto a pagar do seu próprio bolso a resolução de um problema informático que o impede de produzir o seu trabalho em condições decentes e que já desistiu de pedir à tutela que o ajude, estamos conversados, não estamos? E quando analisado o problema chegamos à conclusão que por menos, muito menos de trinta euros a questão se resolvia, sobrevem uma enorme vontade de processar alguém... E o mais dramático é reconhecer nas angústias de outros as mesmas situações com que já me deparei amiúde na minha própria vida profissional.
Etiquetas
Cidadania
Scheeko Analytics
Apple Mailing List Report é a prova cabal que a imaginação dos analistas não podem ser deixados à solta sem temer pelas consequências... Apesar de haver neste estudo profundo sobre parte do meu trabalho em termos da comunidade Apple muita fantasia, há nas conclusões muito mais coisas acertadas do que o analista alguma vez conseguiria pensar...
Etiquetas
Faits Divers
Do Cais da Moita a Bar Sebta
Cais da Matinha, um programa TSF da autoria de Fernando Alves, a falar do Rosário (e de muitos outros locais), aldeia onde por ora vivo. Não deixo de, com alguma estupefacção, assistir neste registo a uma vistosa cambalhota posicional. O mesmo político que contra tudo e contra todos, nomeadamente tantos quantos consideraram um erro gigantesco a colocação de um dique que garantidamente assorearia a Caldeira da Moita, nele enterrando larguíssimas centenas de milhares de euros, é a mesmíssima pessoa que agora fala de "refuncionalização" da dita Caldeira. Nada de novo. Mais do que os políticos, é uma curiosa sensação esta de ouvir na rádio as vozes com quem me cruzo à porta de casa. E ouvi-los falar de barcos que eram mortos mas que ressuscitam pela mão de mestres e arrais. Prometo que aqui um destes dias se há-de recuperar uma valente colecção de fotografias da recuperação da centenária fragata Afonso de Albuquerque, narrada nesta reportagem, trabalho que ofereci com gosto a Mestre Jaime, pessoa que muito prezo. E quanto ao Arroz de Berbigão, desse falaremos mais adiante...
Etiquetas
Faits Divers
Xiamen, China
O João Luís Breda, que anda lá fora a fazer pela vida, enviou-me fotos de um Revendedor Apple na cidade de Xiamen. Muito embora o layout geral de lettering e mobiliário sejam de uma geração anterior à praticada na Europa, a coisa parece-me legítima.
22 novembro 2008
21 novembro 2008
Dvorak revisitado
A determinada altura da refeição tinha mesmo de surgir uma conversa argumentativa à volta de BlackBerry e iPhone. Dvorak queria definir o utilizador típico de iPhone e a frase chave foi "Tons of Apps, all free, only used once". Quando pegou no meu iPhone para se certificar de que eu estava dentro da definição, riu-se das dúzias de aplicações gratuitas, mas ficou a brincar com o X-Plane, um simulador de voo (por acaso uma aplicação paga...). "See? You have dozens of Apps...". "Yeah, but I'm a Product Manager, I'm supposed to impress people". Mas mesmo alguns minutos de X-Plane não conseguiram apagar-lhe do rosto aquele ar...
As "plantaformas"
Se eu tiver de explicar mais uma vez a um licenciado que a palavra "plantaforma" não existe, e delicadamente para não ferir susceptibilidades tiver de conter o riso de cada vez que a ouço proferida por gente que cita amiúde John Maynard Keynes ou Michael Porter, eu juro que peço ao Ministério da Educação uma indemnização por danos morais.
20 novembro 2008
John C. Dvorak
"Olha lá, queres ir jantar com o John Dvorak?", perguntou-me o VD. Devo confessar que achei que era uma graçola, um nome destes não cai em Lisboa todos os dias e caso fosse mesmo para valer, era um convite irrecusável. Convenhamos que não tinha de Dvorak a melhor das impressões mais a mais alimentado que estava por anos e anos de polémica e picardias variadas entre adeptos de duas plataformas computacionais que se degladiam há anos em argumentações que dariam para encher livros e livros. Tinha-o na conta de um "duro", um radical arrogante e inacessível e não podia estar mais errado. Quebrado o gelo inicial, para o qual contribuiu uma extensa conversa sobre vinhos, castas e doenças de vinha, enxertos e questões agrícolas de vária ordem, fui-me rendendo à mudança de opinião sobre o homem. Afinal de contas e apesar de ser um colunista galardoado e mundialmente reconhecido, não possui qualquer tipo de vedetismo ou tiques tão próprios destes personagens. Apesar de ser uma premiére em Portugal, John Dvorak é um tipo ultra bem disposto, capaz de confessar que tem tido péssimos resultados nas tentativas de produção caseira de vinagre ou surpreender-me e perguntar se eu sou homem para saber onde adquirir vinhos de casta Bastardo (e sim, esta de facto surpreendeu-me mesmo...), vinho do qual guarda memórias de um aniversário de casamento. Obviamente que a discussão sobre tecnologia haveria de surgir, era fatal, mas veio de forma inesperada em forma de pequenas piadas sobre os hábitos de compra de quem usa um iPhone versus BlackBerry mas sempre entremeada de conversa curiosa sobre comida, receitas e, imagine-se, linguíça! Sim, John Dvorak é um devoto de linguíça portuguesa, descrevendo com imensa piada algumas memórias de infância em que conheceu esse ícone da cultura gastronómica portuguesa, por via da colónia portuguesa de San Francisco, de onde é natural. Lá como cá, uma ASAE da vida acabou com a produção de linguíça em condições não industriais e perdeu-se o sabor, apenas reencontrado brevemente num prato da dita que lhe tocou nas entradas. Percebi que tudo aquilo era genuíno quando o prato lhe foi levantado (ainda com uma rodela...) e foi obrigado a regressar porque "era criminoso" deixá-la ir assim sozinha... A mesma genuinidade com que agradeceu o facto de o termos salvo de uma noite protocolar com ministros e entidades diversas e poder conversar com gente normal e passear um pouco numa cidade que ele mesmo afirma ter de conhecer melhor numa futura visita mais prolongada. Ficarão para as nossas memórias as historietas de um dia descrito como "an oil tank watching experience", dado que foi a Sines e assistiu às inevitáveis distribuições de Magalhães. (Quem é que lhe manda escrever sobre tecnologia?). Agendámos contactos futuros para aprofundar algumas conversas sobre azeites e vinagres e não me espantará uma nota sobre tintos alentejanos numa próxima entrada no seu blog, dada a quantidade de informação recolhida. Acabou por lhe caber a inauguração oficial da secção VIP do meu Moleskin de 2009, agenda a quem coube a tarefa de substituir a Condor e com a qual estou absolutamente satisfeito.
19 novembro 2008
O caçador de pérolas
..."Reenviem e não esmurecçam que a vitória está próxima"...
Tenho de agradecer a colheita de pérolas que a luta dos professores nos está a proporcionar...
Tenho de agradecer a colheita de pérolas que a luta dos professores nos está a proporcionar...
Adivinha quem vem para jantar
Esta noite vou jantar com o John C. Dvorak. Se eu não voltar dentro de vinte e quatro horas, chamem o Steve Jobs...
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
O SEF, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, lida como é de prever com inúmeros cidadãos que não falam ou entendem a língua portuguesa. É absolutamente previsível e normal. O que eu acho curioso é que na correspondência dirigida a não falantes de português, correspondência essa produzida em inglês, o serviço mude de nome, no caso para ABS, Aliens and Borders Service. Não é que tenha nada contra o uso do termo "alien" mas havia um outro "Foreigner" que seria um nadinha mais simpático, digo eu que gosto de dizer coisas.
18 novembro 2008
17 novembro 2008
Conversas do tempo que passa
Eram três. Conversavam como seis e alto como doze. Era absolutamente impossível conseguir ouvir a minha companheira de almoço porque o ruído de fundo era superior ao som das nossas próprias conversas. "E olha, diz-me lá" disse ela para fecho de conversa "E já namoras com ele ou é só pelas quecas?". Elas riram-se muito e eu fiquei sem saber.
Olha que !"#%$"%&
Nouvelle Cuisine Literaire
Cortesia do sempre amável João Oliveira, o homem que tudo sabe sobre Aveiro, aqui fica um prato que é, no mínimo, coerente.
16 novembro 2008
E eu que tinha uns sargos para corar
Delícias turcas
C. é talhante de profissão e contrabandista de ocasião. Abordou-me esta semana com um problema de tecnologia "a ver se me consegues dar a volta a uma televisão que tenho lá no talho que se desregulou toda...". Desde que tive a desdita de me obrigar a regular decentemente a sintonia de canais de cabo do café da aldeia que sou convocado com regularidade para "compor" receptores de televisão e não estranhei o pedido. É de tal modo que tenho ja comigo uma cábula das posições de sintonia do operador dominante aqui da terra e preparei-me para mais uma seca. Mas estava equivocado. Quando C. me apresentou o aparelho, nada havia aparentemente de errado com os canais. "Isso ficou numa língua que eu não entendo... Estava em português mas deixou de estar...". Observei atentamente o problema e depressa percebi que a língua de menus e funções era turco. Turco para mim é um primo direito do chinês e foi com alguma labuta e bastante Google que cheguei à definição da língua de funcionamento da bendita televisão. Resolvida a questão, devolvida a inteligibilidade das funções, perguntei como é que aquilo tinha acontecido. "Eh pá, foi uma chatice que me sucedeu. Estava aqui no talho na Sexta Feira à noite a ver umas gajas num filme daqueles, sabes, e quem é que me bateu à porta quase à meia noite, o Padre daqui... Ele que é tão raro cá vir, havia de aparecer logo naquela altura... Eu, com a atrapalhação quis desligar aquela porra mas carreguei nos botões todos e aquilo ficou assim..."
O caçador de pérolas
Escreve-me Mariana Pinto, transcrevendo um texto que acabou de receber, texto esse que diz "Podiam enviar-me o vosso NIB e o mutante a pagar"...
Os olheiros
Estou a fazer um levantamento de necessidades tecnológicas para uma equipa técnica de futebol. Não é propriamente uma equipa qualquer, é A equipa de futebol. Durante anos achei que os observadores eram uns sacanas de uns tipos sortudos a quem pagavam para ir à bola, mas agora mudei de opinião. Durante uma simulação de apenas cinco minutinhos, vi o desgraçado do observador garatujar numa time line de noventa minutos algumas situações de um jogo de futebol para as quais jamais olhei enquanto espectador. Mal comparado é como estar a olhar para uma mulher bonita e anotar se tem um ombro mais descaído que outro ou o que acontece ao cotovelo quando ela se inclina para apanhar algo do chão...
Doce da avó

Já lhes perdi a conta... De cada vez que encontro num cardápio algo que dá pelo nome de "Doce da avó" eu pergunto "Como é este doce?" e a resposta é sempre, mas sempre a mesma: "Leite condensado, bolacha e natas". O Doce da Avó, do qual meio país já deve ter náuseas é o mais flagrante exemplo de falta de imaginação em Portugal. Lembro-me do Emídio um tipo que conheci faz muitos anos e que era dono de uma tasca, que me ligava todas as manhãs quando ia desenhar a giz o menu do dia no quadro que tinha na rua. "Dá-me aí um nome de homem". E eu inventava "Tobias", ao que ele escrevia no negro do quadro "Bacalhau à Padre Tobias". O bacalhau era sempre o mesmo, mas de cada vez que trincava uma lasca eu ria-me sozinho.
Front Office Stories (RIP)
Hoje em dia escrever um blog que relate histórias sobre acontecimentos no local de trabalho, mesmo que ficcionadas e levadas ao exagero propositado, é uma corrida entre autores que tentam esconder ao máximo os idiotas intervenientes e o universo que todos os dias se esforça por gerar um número e uma quantidade de idiotas cada vez mais perfeitos. De cada vez que vejo um blog fechar por pressões óbvias sobre o autor isso recorda-me que o Universo parece estar a ganhar esta corrida.
14 novembro 2008
O caçador de pérolas
A Secretária de Estado dos Transportes declarou hoje à RFM que "...não havia registo de qualquer anormalia na linha do Tua." Contributo de Miguel Paulo.
13 novembro 2008
Com rei na barriga
Há dias, estive no Camarote Real do S.Carlos. Aproveitei para me sentar um nadinha. Não senti nada de especial, apenas fome, o que é natural porque já passava da hora. Exactamente como agora.
Aluga-se Marido
Imaginativo e capaz de sobressair no pequeno mundo dos anúncios de supermercado. Imagem de Carlos Daniel Sousa
O Programa do Aleixo
Bruno Aleixo, o mito do café do Aires, encetou uma jogada de risco, esta de transformar um ícone humorístico underground de apontamentos curtos em programas de maior fôlego. Não é um humor fácil, e com isto quero dizer que não é para todos embora haja ali, e tendo em conta apenas os meus gostos pessoais, pormenores verdadeiramente saborosos. As pausas, por exemplo, são geridas com enorme maestria. Digo eu, que gosto de dizer coisas.
12 novembro 2008
This is the season of the "wich"
Eu sou um informático ou pelo menos tento convencer-me disso a cada dia que passa. Devia acreditar cegamente nos sistemas electrónicos de agendamento e devia, sem qualquer concessão, declarar guerra ao papel. Devia mas não o faço. Preciso do papel. Preciso de um volume espesso em que possa dar asas à minha selvagem imaginação e não há como uma folha para rabiscar um esquema, desmarcar um compromisso à força de riscos, mesmo que o volte a marcar no mesmo dia e à mesma hora. Preciso que a minha vida fique ali, imutável a seu jeito, sem estar sujeita a riscos e desgraças electrónicas. Preciso de agrafar cartões, coisa que não posso fazer numa folha lindíssima, cheia de balões, lembretes e alarmes. Preciso de folhas imaculadas (por norma os Sábados e Domingos) para esgalhar um texto que me ocorra em qualquer momento. Preciso de uma agenda à séria, algo que não chegue ao final de Janeiro com o aspecto de ter saído de um caixote de lixo. Preciso que o corpo da minha agenda tenha espaço e margem de manobra para servir de arquivo de pendentes. Preciso de ter espaço.Muito espaço. Preciso absolutamente de ter a certeza de que se eu marcar uma reunião ou uma memória para daqui a nove meses, ela não corra o risco de se apagar numa mudança de máquina ou de se desvanecer num dos milhares de backups que eu faço durante um ano inteiro. Uma agenda é algo confiável, é físico, está ali. Posso agendar todos os jogos do Benfica e quando vou marcar uma apresentação pública olhar-lhe a folha da data e dizer "Ah, neste dia e a esta hora estou ocupado como o caraças..." e fazer um ar pesaroso enquanto fecho ligeiramente as páginas para que o meu interluctor não veja lá rabiscada uma águia ou uma baliza desconchavada. Preciso de poder sacar um instrumento destes de dentro da mala e dizer "Escolhe uma data". Num ápice. Tudo isto não se faz com um qualquer gadget, ou pelo menos grande parte disto não se faz com um aparelho sofisticado que por acaso tenho comigo em duas ou três versões. Uma agenda é o meu lado rústico, a minha negação da confiança electrónica.
A minha agenda sou eu, o tipo que se orienta perfeitamente no meio do papel e que sabe, quase sempre, onde tem as coisas, com quem reune, e com quem trabalhará. A agenda é o meu ritual matinal, a biblía orientadora do vestir e da centralização da atenção. E estamos a chegar a essa época do ano em que chega o terramoto mental da escolha de uma agenda que supostamente me acompanhará nos próximos 365 dias. Sou um tipo experimentadíssimo em agendas. Já as tive com espiral, muito prática, linda, espaçosa, cheia de apontamento divertidos. Mas dois meses depois, a espiral que andou esmagada dentro da mala, às turras com o computador, telefone e mais quinhentos cabos e merdices, parece ter sofrido um acidente de viação, fica uma vergonha, as páginas deixam de poder ser folheadas e o seu uso torna-se um castigo pesado. Já as tive com capa brilhante, encadernadas como um livro, Deixei de as usar. Os cantos outrora vigorosos perdem a rigidez como um dependente de Viagra. O brilho cai muito antes do Outono e chegam a meter dó. Já as usei de bolso, mas falta-me o espaço para a escrita. Acabo sempre na Agenda Condor... Todos os anos tento convencer-me de que para o ano não vou comprar e usar uma Agenda Condor. São feias. São muito feias.
Tento disfarçar a amargura com a escolha de uma cor mais a meu gosto, mas acabo sempre por dar com os burrinhos na água. Não deve haver no mundo da papelaria portuguesa uma agenda tão feia como a Agenda Condor. Mas deve ser a única que mantem o mesmo aspecto vigoroso com o passar dos meses. As folhas não pensam sequer em cair. Papel grosso mas sem couchés e brilhos que impeçam os lápis ou as canetas de escrever. Uma folha, um dia. Ali está espaço com fartura. Papel resistente ao apagar, ao reescrever. Lombada firme e hirta. Esta semana em que já estou a marcar coisas para o ano, vou precisar de arranjar uma agenda. Eu bem tento que não seja uma Condor, mas não deve haver grande alternativa...
11 novembro 2008
10 novembro 2008
Crisis, what crisis?
If the global crisis continues, by the end of the year only two banks will be operational, the Blood Bank and the Sperm Bank.
Then these two banks will merge and it will be called "The Bloody Fucking Bank"!
Then these two banks will merge and it will be called "The Bloody Fucking Bank"!
Vitalício é para sempre
Absolutamente entediado com a longa espera da sala de embarque o miúdo inventava jogos e passatempos que o distraissem daquela longuíssima fila de adultos que faziam os possíveis, também eles, para se distrair do aborrecimento. Escrutinou atentamente a bagagem de mão dos pais e de todos os que o rodeavam, atirou-se com a fúria suave com que só os miúdos conseguem ter, à fechadura de segredo de uma pequena mala. Perguntou ao pai se quando crescesse podia ser arrombador de cofres e o pai, com a impaciência própria da situação respondeu-lhe que sim, que podia, o que me fez sorrir e acender nos olhos do miúdo uma luz brilhante, a luz da certeza daqueles que conseguem ver à sua frente um futuro deveras promissor. A verdade é que, coincidência ou não, conseguiu abrir o fecho com umas ajudas da avó cúmplice que lhe segredou ao ouvido as primeiras aulas de formação profissional na especialidade de arrombador. Tirou lá de dentro dois Bilhetes de Identidade que esquadrinhou com minúcia. Eu sabia, eu sei quase sempre estas coisas, o ar dele não me enganava desde que ali chegara, que a coisa não ia ficar por ali. "Avó, o que é que quer dizer "vitalício"?". "Vitalício quer dizer que não preciso de fazer outro BI, esse é para sempre". "Mas porquê?". "Porque a avó já cresceu tudo e como não vai crescer mais não precisa de outro...". Ele voltou aos cartões, leu um, depois outro, voltou ao primeiro como que para confirmar que eu tinha razão. "Mas o meu pai que já é velho não tem vitalício...". "O teu pai ainda está a crescer, não é tão velho como a avó...". "Mas o meu pai não cresce mais, ele também devia ter ali "vitalício" e não tem...". "O teu pai ainda está a crescer, para os lados, mas ainda está a crescer, a avó já cresceu tudo, percebeste?". O puto olhou de novo para os cartões e respondeu com um sonoro "Não!" que fez a avó suspirar. A avó foi salva pelo gongo porque a fila do embarque começou a mover-se. O puto, esse foi entreter-se a recolher os cartões de embarque da família.
06 novembro 2008
Apple Halloween
Os alunos da ETAP Escola Profissional, Curso Técnico de Artes Gráficas, realizaram na última Sexta Feira uma actividade, no caso relacionada com a época, um concurso de criatividade em abóboras. O 11º ano de Artes Gráficas, no caso e para que conste, o Carlos, o Fábio, o David e o Mauro levaram a concurso o exemplar acima na categoria de Curso. Desgraçadamente não ganharam (ganhou a de OPI) mas ficam aqui para a posteridade. Obrigado ao Miguel Taxa, professor da Escola pela imagem.
500.000
Dentro de poucas horas o contador de visitas deste blog atingirá o redondo número de meio milhão de visitantes. Para lá dos parabéns a quem acertar no número mágico, os meus maiores agradecimentos vão para as outras quatrocentos e noventa e nove mil novecentas e noventa e nove individualidades que me brindaram com a honra da sua visita. É para vocês que publico e estou-vos grato por existirem, mesmo que venham movidos pela vontade de ver fotografias da Carolina Salgado.
Chamam ao telefone o senhor de La Tréte
Reunião chata e comprida? Fartinho de serrar presunto numa conversa que parece não ter fim? Se você tem um iPhone pode agora utilizar o iPhone Fake Call, um utilitário que por um dólar simula uma chamada, com toque, vibração e fotografia do suposto chamador que lhe dará o pretexto para interromper aquela conversa maçadora.
Tchum, Catchum, Patchum
Só para informar que o Kalu não partiu nada e tudo não passou de um susto. Mas foi, como o próprio reconheceu "uma coisa em grande".
Obama victory speech
Eu sabia que o discurso de Obama no dia da eleição me fazia lembrar algo. Qualquer coisa me martelava no cérebro sobre a qualidade cénica, a entoação, o fervor quase religioso. Vinte e quatro horas depois, passados em revista quase todos os neurónios que guardam informação preciosa como a constituição da equipa do Benfica que venceu a Taça Latina ou o terceiro parágrafo de "Ana Karenina", encontrei o que procurava. O discurso de Obama teve a mesma carga do discurso de Bill Pullman, a personagem que também era Presidente dos EUA no filme "Independence Day". E se cronologicamente a estrutura não é igual, está lá quase tudo. Confiram: Quem quiser a versão traduzida de Obama (Tradução de Maria João Batalha Reis), pode lê-la aqui mesmo:
Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.
É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.
É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.
Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.
É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.
Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.
Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.
O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.
Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.
Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.
E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.
Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.
E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.
Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.
E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.
E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.
Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.
Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós.
Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.
Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.
Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.
Esta vitória é vossa.
E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.
Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.
Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.
Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.
Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.
O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.
Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.
Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.
Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.
Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.
Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.
Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.
Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.
Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.
Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.
Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.
São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.
Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.
E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.
E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.
Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.
É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.
Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.
E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.
Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.
Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.
Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.
Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.
Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.
E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.
Sim, podemos.
América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?
Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.
Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.
Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América
Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.
É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.
É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.
Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.
É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.
Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.
Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.
O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.
Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.
Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.
E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.
Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.
E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.
Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.
E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.
E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.
Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.
Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós.
Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.
Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.
Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.
Esta vitória é vossa.
E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.
Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.
Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.
Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.
Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.
O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.
Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.
Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.
Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.
Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.
Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.
Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.
Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.
Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.
Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.
Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.
São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.
Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.
E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.
E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.
Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.
É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.
Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.
E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.
Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.
Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.
Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.
Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.
Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.
E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.
Sim, podemos.
América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?
Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.
Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.
Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América
Aos meus pés caiu uma estrela
Muito poético este título. Mas sim, foi mesmo como disse. Ontem ao final da tarde caiu-me aos pés uma estrela do Rock and Roll. Não foi por mim nem por nada que eu lhe tenha dito (a não ser que a frase "Hummm... Kits Bluetooth internos para G5, creio que só por encomenda" tivesse provocado nele um efeito devastador). Mas não, foi mesmo por ter tropeçado nas escadas, E magoou uma mão, o que me ficará a pesar na consciência. Não gosto que no meu turf as pessoas se magooem. Sejam ou não estrelas de Rock and Roll.
05 novembro 2008
Os blogs em papel de jornal (Público)
Eta! O Scheeko foi referenciado pelo "Blogues em papel" do Jornal Público, ainda por cima num post que me tinha escapado. Vá agora só te falta o próximo passo! ;)
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















