30 dezembro 2010
28 dezembro 2010
Ensitel (The Streisand Effect)
Designa-se por Streisand Effect (Ou Efeito Streisand), o reflexo social gerado por uma comunidade, quando uma instituição ou alguém tenta fazer desaparecer ou esconder um pedaço de informação e esse gesto é mal recebido, gerando uma publicidade absurdamente maior e cujo dano ao agente é superior ao causado pela existência do facto em si mesmo. É algo que é dos livros das redes sociais, agora amplificado pela rapidez com que a informação se propaga. Ganhou este nome de baptismo quando, em 2003, Barbara Streisand tentou através de diversas formas, suprimir um conjunto de fotografias feitas na sua residência que cairam entretanto na Web, processando um fotógrafo.
Dizia eu que é dos livros, mas nem tudo o que é dos livros é seguido por quem os devia consultar. É o caso que está desde ontem a suceder, com resultados imprevisíveis para uma empresa de comunicações (Ensitel), que decidiu accionar judicialmente uma sua cliente (Maria João Nogueira), intimando-a a destruir textos relativos à sua experiência enquanto consumidora. Maria João Nogueira teve uma experiência (má, segundo ela) com a empresa Ensitel. Levou o pleito a um Tribunal Arbitral. Perdeu. Relatou todo o processo que se arrastou por longos meses. Perdeu. Não só perdeu como aceitou a perda. De forma galante e racional. Dois anos volvidos, Maria João Nogueira recebe uma intimação/providência cautelar para que os textos dedicados ao assunto, com grande exposição pública, sejam removidos das páginas do seu blog.
Isto é muito mais do que um telefone Nokia. Isto diz respeito à Liberdade de Expressão. A comunidade percebeu-o, e ontem à noite, gerou-se o Efeito Ensitel. Em cerca de trinta minutos, aquilo que era um obscuro detalhe de conflito de consumo (já encerrado, recordo), virou pasto de chamas altissimas com evidentes custos de imagem para a Empresa. Milhares de pessoas que nunca teriam ouvido falar deste assunto, passaram a tomar conhecimento do mesmo. As redes sociais viram-se de repente invadidas por milhares de comentários (que não páram de crescer a cada minuto que passa), e a página do Facebook da empresa virou campo de batalha entre publicadores e apagadores. A imprensa tradicional, escrita e televisiva pegará no assunto, inflamando ainda mais o fogo e amplificando os ecos até patamares nunca imaginados. Os textos que a empresa pretendia ver removidos estão agora disseminados por dúzias de blogs e servidores...
Estou do lado de Maria João Nogueira. Que nos seus textos não encontro base para qualquer acção por difamação. É um relato. Não agradará à empresa, mas não passa disso mesmo, de um relato. É duro. É. Mas mover uma providência cautelar a um cliente pode custar muito mais do que a avença a um advogado. Custará a imagem. E deve, pelo exemplo, custar a perceber...
O que faria eu se tivesse calçados os sapatos da Ensitel? Uma simples comunicação assumindo o gesto como errado e/ou irreflectido, anunciando a desistência da acção judicial, dourando a pílula desse mea culpa e retirando daí alguns dividendos. Não chegarão esse dividendos para cobrir o que já foi permitido que se fizesse, mas é a ÚNICA saída para este momento de crise. Não tenho qualquer dúvida de que este é o primeiro caso de estudo de um movimento web social em Portugal e que chegará longe nos media ou nos bancos das escolas. É, ao mesmíssimo tempo, um teste demonstrativo. Do quê, veremos mais tarde.
Dizia eu que é dos livros, mas nem tudo o que é dos livros é seguido por quem os devia consultar. É o caso que está desde ontem a suceder, com resultados imprevisíveis para uma empresa de comunicações (Ensitel), que decidiu accionar judicialmente uma sua cliente (Maria João Nogueira), intimando-a a destruir textos relativos à sua experiência enquanto consumidora. Maria João Nogueira teve uma experiência (má, segundo ela) com a empresa Ensitel. Levou o pleito a um Tribunal Arbitral. Perdeu. Relatou todo o processo que se arrastou por longos meses. Perdeu. Não só perdeu como aceitou a perda. De forma galante e racional. Dois anos volvidos, Maria João Nogueira recebe uma intimação/providência cautelar para que os textos dedicados ao assunto, com grande exposição pública, sejam removidos das páginas do seu blog.
Isto é muito mais do que um telefone Nokia. Isto diz respeito à Liberdade de Expressão. A comunidade percebeu-o, e ontem à noite, gerou-se o Efeito Ensitel. Em cerca de trinta minutos, aquilo que era um obscuro detalhe de conflito de consumo (já encerrado, recordo), virou pasto de chamas altissimas com evidentes custos de imagem para a Empresa. Milhares de pessoas que nunca teriam ouvido falar deste assunto, passaram a tomar conhecimento do mesmo. As redes sociais viram-se de repente invadidas por milhares de comentários (que não páram de crescer a cada minuto que passa), e a página do Facebook da empresa virou campo de batalha entre publicadores e apagadores. A imprensa tradicional, escrita e televisiva pegará no assunto, inflamando ainda mais o fogo e amplificando os ecos até patamares nunca imaginados. Os textos que a empresa pretendia ver removidos estão agora disseminados por dúzias de blogs e servidores...
Estou do lado de Maria João Nogueira. Que nos seus textos não encontro base para qualquer acção por difamação. É um relato. Não agradará à empresa, mas não passa disso mesmo, de um relato. É duro. É. Mas mover uma providência cautelar a um cliente pode custar muito mais do que a avença a um advogado. Custará a imagem. E deve, pelo exemplo, custar a perceber...
O que faria eu se tivesse calçados os sapatos da Ensitel? Uma simples comunicação assumindo o gesto como errado e/ou irreflectido, anunciando a desistência da acção judicial, dourando a pílula desse mea culpa e retirando daí alguns dividendos. Não chegarão esse dividendos para cobrir o que já foi permitido que se fizesse, mas é a ÚNICA saída para este momento de crise. Não tenho qualquer dúvida de que este é o primeiro caso de estudo de um movimento web social em Portugal e que chegará longe nos media ou nos bancos das escolas. É, ao mesmíssimo tempo, um teste demonstrativo. Do quê, veremos mais tarde.
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Biografia
26 dezembro 2010
Noite de Natal
A noite de Natal é aquela altura do ano em que todos os números de telefone que apagaste da tua agenda durante o ano regressam para te recordar que ainda existem.
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Faits Divers
24 dezembro 2010
Boas Festas e Feliz Ano Novo
Caro leitor,
Apesar de arredado destas páginas por motivos profissionais, não poderia deixar de aproveitar uma pequena pausa entre afazeres para lhe desejar um Feliz Natal e um 2011 cheio de sucesso pessoal e profissional. Aproveito também a oportunidade para agradecer toda a magnífica colaboração que os leitores regulares deste blog lhe prestaram durante o ano que agora finda e informar que algum material recebido entretanto e que não foi ainda objecto de publicação será tratado nos próximos dias. Vá, agora vão para dentro e não se incomodem. Abraços
Apesar de arredado destas páginas por motivos profissionais, não poderia deixar de aproveitar uma pequena pausa entre afazeres para lhe desejar um Feliz Natal e um 2011 cheio de sucesso pessoal e profissional. Aproveito também a oportunidade para agradecer toda a magnífica colaboração que os leitores regulares deste blog lhe prestaram durante o ano que agora finda e informar que algum material recebido entretanto e que não foi ainda objecto de publicação será tratado nos próximos dias. Vá, agora vão para dentro e não se incomodem. Abraços
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Faits Divers
21 dezembro 2010
Ricky Gervais
Um GRANDE texto que dizem ser uma mensagem de Natal. Não o vejo assim, mas que é uma belissima prosa sobre a religiosidade, disso não tenho dúvida.
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Faits Divers
20 dezembro 2010
Coisas que eu não entendo
Há meses largos fui chamado a emitir uma opinião sobre um diferendo entre uma empresa e um dos seus clientes, por força de um conflito de consumo que descambou numa escalada de reclamações cuja profundidade e importância atingiram na estrutura um nível elevadíssimo, coisa que é raro ver-se. Tenho fama de duro mas justo neste tipo de pareceres e depois de conhecer aprofundadamente o dossier, dei razão ao cliente e recomendei que o mesmo fosse ressarcido, recomendação que a empresa decidiu não acatar. É natural, que por via destas decisões as partes iniciem guerras abertas que terminam por norma em processos judiciais que não são do interesse de nenhuma das partes. Hoje, de visita a essa empresa, foi com espanto que verifiquei que o cliente (que conheci durante o processo de averiguação e que me pareceu completamente inflexível na intenção de estar disposto a uma longa batalha jurídica) permanecia como cliente dessa superfície e se tinha deslocado à mesma para adquirir mais material.
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Biografia
17 dezembro 2010
13 dezembro 2010
O caçador de pérolas
"Pedro, dê uma olhada neste documento e lei-a com atenção a parte sublinhada"
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Pérolas
12 dezembro 2010
11 dezembro 2010
Redacção
Uma republicação da qual me lembrei hoje, dia de Upload Lisboa 2010, depois de ter escutado um veterinário dizer-me que há um Designer dentro de cada um de nós...
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Apple
10 dezembro 2010
Conclusão de Gestão
O esquema de comissões de uma das empresas para a qual trabalho é designado de forma comum como o "Esquema da Cenoura e do Burro". A empresa decidiu de há meses a esta parte implementar esse esquema gradualmente. Para já está implementada a parte do Burro...
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Biografia
09 dezembro 2010
Ai, ai, ai, Puerto Rico
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Pérolas
08 dezembro 2010
06 dezembro 2010
O pão nosso de cada dia
Não, não é uma pérola, mas não deixa de ser uma das mais curiosas designações de um tipo de pão em Portugal... Imagem de Ana Santos
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Pérolas
O caçador de pérolas
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Pérolas
Tanto mar!
Se o mar, já chega a Beja, a coisa não está "Laranja", está preta! Imagem enviada por António BentoIsto fez-me sorrir, mas diga-se em abono da verdade, que o Distrito de Beja tem efectivamente orla marítima.
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Pérolas
Anda um filho a criar um pai
"É meu desejo que isto seja colocado no meu caixão". Assim, bruta e cruel, a frase estampada em letra firme e capital, foi como um murro nos dentes, que nos deixa atordoados e sem saber a qual das dores acudir. O que fazer, o que dizer, o que sentir quando nos pedem em tom de ordem, mais a mais quando o "não" se nunca aplica aos que nos são mais próximos e queridos? Dizer que sim, que o faremos, coisa que obviamente não desejamos? Desembrulhei o pacote. Uma velha saia, áspera de muitos anos, ruça do tempo e do uso. "Foi nela que me embrulharam quando vim ao mundo, é com ela que partirei, percebes?". Percebo. Muito.
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Biografia
03 dezembro 2010
O caçador de pérolas
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Pérolas
O caçador de pérolas
..."e se possível que informa-cem qual a causa destes problemas todos"...
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Pérolas
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