Diz de si mesmo e desde que se conhece que "sempre quis ser um tipo importante". Juiz, por exemplo. Cursou Direito mas arrependeu-se assim que entrou no Curso. As primeiras empresas que deteve, vendeu-as porque, diz ele, detesta dinheiro mas acredita que o mesmo é parte da recompensa. É, neste momento o homem do leme do projecto muchBeta (que eu acho um enormíssimo nome) e é um dos pais do fenómeno "Niiiws", uma aplicação iOS (e outras plataformas) que está a alcançar um sucesso planetário. É um tipo grande mas que cabe num Smart que diz ser a sua bicicleta. Tem um tom de voz suave e por vezes em palco esquece-se de que está a falar para uma plateia grande. O que é bom porque diz não gostar de espaços com muita gente. Para mim, que já o ouvi falar às massas, vai ser um renovado prazer receber João Lopes Martins no palco do World Failurists Congress.
29 abril 2013
Marketing para principiantes
"Ui, que coisinha boa, um convite para os bloggers virem à inauguração da nossa clínica.". Deve ser isto que quem se atira ao teclado para escrever um convite destes, pensa. Eu não sei quem foi desta vez, mas tenho duas ou três coisas para vos dizer:
a) Não intitule um email destes com "Convite aos Blogs". Aposto o meu testículo esquerdo que não fazem o mesmo título com "Convite aos jornais", ou "Convite a gajos que têm Amor de Mãe tatuado numa das nádegas". Personalize. É o mínimo. Se querem dizer ao cliente "Convidámos os gajos dos blogs", ao menos saibam o nome do blog e dirijam-lhe o email.
b) O erro será possívelmente meu, mas o meu nome não consta da lista de convidados especiais. Ora, se eu não sou especial e não reconheço nenhum dos nomes listados (volto a dizer, o erro poderá ser meu), não devo fazer parte do público alvo deste convite para a inauguração. Não discrimine os seus convidados. Citar dez nomes, por mais conhecidos que sejam, não é uma boa tática de mobilização. Eu não vou a festas porque lá estará a Olga Ivanova ou a Mafalda Benevides. Não quero saber se alguém reage positivamente a isto, mas uma coisa é certa, este blog não faz esse tipo de fretes, mais a mais se sentir no ar o cheiro (ainda que potencialmente agradável) de que está a ser usado. Se o querem usar, sejam francos. Já fiz negócios piores.
Agradecido
Hoje caça você
Aeroporto Sá Carneiro, Quiosque interactivo do Posto de Turismo. Imagem enviada pelo leitor Paulo Rocha
28 abril 2013
World Failurists Congress, (second ever), 15 de Junho
Make no mistake, esta Senhora, sem nunca me ter visto na vida, fez arrepiar muitos dos meus cabelos (quando ainda possuía alguns...). Eu, que fique claro... Fez parte de um lote de atletas que levou tantas vezes o nome de Portugal à glória desportiva a palmilhar algum alcatrão e muita pista em tantos pontos do globo. Tinha, no esforço da corrida, um visual "duro", mas não pode ser má pessoa porque gosta de feijoadas com um copinho de tinto e de açordas de marisco. Ergueu a Taça do Mundo em 1986 em Lisboa, perante 30.000 pessoas em delírio (e sim, eu estive lá e era um os que gritava). Talvez tenha abandonado cedo demais a alta competição, mas foi a vida que assim quis. Para nós, no World Failurists Congress, vai ser um prazer escutar uma das Princesas do Atletismo português, Aurora Cunha
World Failurists Congress, (second ever), 15 de Junho
Madrinha e apresentadora da primeira edição do World Failurists Congress, Alberta Marques Fernandes diz-se "Mulher, Mãe e Jornalista".
Isso é o que ela diz. Porque nós sabemos mais. Mas não dizemos. Pelo menos antes do segundo parágrafo. Que acaba, curiosamente aqui.
Gosta de caracóis, hamburguers e de redes sociais. Vá, e já é muito para os tempos que correm. Amadrinhou a primeira edição do WFC e como não aprendeu a lição, foi "entalada" para a segunda. Que promete correr pior ainda porque dividirei com ela a tremenda responsabilidade de apresentar pessoas que contarão histórias de fazer chorar as pedras da caçada. Sim, eu sou o Madrinho e poderei dizer aos meus netos "Eu já apresentei pessoas num Congresso sobre falhanço". E os meus netos ficarão tremendamente orgulhosos e perguntarão "Quem é aquele senhor ao lado da Alberta Marques Fernandes?"
Como ter sucesso no LinkedIn
Tive ontem, durante o regresso a Lisboa numa viagem de comboio, a oportunidade de ler o livro de Pedro Caramez, "Como ter sucesso no LinkedIn". Confirmei algumas das minhas boas práticas nesta rede social profissional e descobri um monte de coisas que, ou faço mal ou não faço de todo. É um belíssimo guia para o LinkedIn, não apenas para quem agora o está a descobrir, mas também para quem tenha já alguma experiência. Está à venda em quase todo o lado e recomendo-o vivamente.
O luto
É um costume muito praticado em Portugal (e também já dei por ele em Itália), o de "anunciar" o falecimento de alguém por meio da afixação de uma cruz negra na porta de um estabelecimento comercial e o consequente encerramento do mesmo por motivo de luto. Nunca vi este gesto em casas particulares (assim como nunca vi os "escritos" de arrendamento em estabelecimentos comerciais - mas isso é outra história). Aquilo que eu acho sociologicamente interessante, é que a pergunta "Quem é que morreu?", nunca é respondida nestes avisos (e é, por razões óbvias a primeira pergunta a ficar sem resposta). Não sei se o hábito não escrito visa promover a interacção, mas é tremendamente curioso que, se se quer comunicar algo, que fique a tarefa a meio.
Actualização: Diz-me a Patrícia e a Maria (via Twitter) que algumas casas cobriam o brasão com um pano negro e que é costume mais a norte, fazer acompanhar a cruz da foto do falecido. Desconhecia isto, mas faz mais sentido.
Histórias
Conversávamos ao jantar sobre incidentes com clientes, histórias que nas diversas profissões dos presentes nos tinham provocado situações de riso ou estupefação. Uma médica, um informático, uma advogada e uma farmacêutica. Seria dela que viria o motivo para a maior gargalhada da noite. Abordada por uma cliente, foi informada da razão da visita à Farmácia. Uma intensa comichão genital. "Um horror, doutora! Um horror!". Eu uso um produto muito bom. Arde muito quando aplico. Arde muito, mesmo muito mas dá-me alívio. Preciso então de um frasco disto". E apresentou, cândida, ao balcão uma embalagem de Listerine"
26 abril 2013
25 abril 2013
25 de Abril, sempre!
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
24 abril 2013
Roma e os seus caminhos
Carta enviada ao Vereador do Pelouro de Obras da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
"Caro Alberto Mesquita,
"Caro Alberto Mesquita,
Não tenho o prazer de o conhecer, V.Exa não me conhecerá a mim com quase toda a certeza, mas não será isso que impedirá que lhe faça chegar meia dúzia de linhas cuja leitura não lhe roubará muito tempo.
Sou, desde há alguns meses um utilizador de parte da rede viária do seu Concelho. Passei, por dever de obrigação a percorrer quase diariamente o CM1240 (Badalinho), classificação que lhe esconde a importância, diria o povo no seu doce saber que "quem nasceu para caminho municipal nunca chega a Auto-Estrada". É um simples caminho municipal, parece não ter grande importância.
De facto tem-na. Não só porque lá passo, não só eu, claro, muitas outras pessoas o fazem, (na verdade o verbo "passar" começa a ser um eufemismo dado o estado atroz em que parte do piso se encontra).
-Mas porque diabo vem esta alma falar-me do CM1240?
Porque, meu caro, este caminho municipal dá acesso a uma Unidade de Saúde (Unidade de Cuidados Continuados ABEI). Dá também servidão a centenas de outras pessoas, mas lembrei-me de o alertar para esta situação, depois de ter observado os efeitos que o transporte em ambulância de um doente, sobre uma estrada em péssimo estado, que é coisa para nos deixar mais doentes ainda. A nós, ao doente e aos veículos, sejam ou não ambulâncias.
Perdoe-me esta chamada de atenção para a conservação de um singelo Caminho Municipal. Mas dizem que todos os caminhos vão dar a Roma e isso deve incluir os municipais.
Aceite um abraço e desejo-lhe a continuação de um bom trabalho
Cordialmente
Pedro Aniceto"
A respectiva resposta
Caro Pedro Aniceto,
Cabe-me, antes de mais, agradecer o seu contacto e a justa preocupação que apresenta em relação ao estado do piso do Caminho do Badalinho (Caminho Municipal 1240).
O problema que nos aponta é já do nosso conhecimento, sendo que, por se tratar de um caminho municipal, está nas nossas mãos resolvê-lo e é isso que iremos fazer.
Esse caminho que refere foi aliás alvo de uma intervenção recente por parte da Câmara Municipal, deixando-o em boas condições de circulação. Contudo, porque a EDP precisou de intervir também naquele local, deixou o piso nas condições que verifica atualmente. Permita-me dizer-lhe: quem investiu e trabalhou na recuperação do CM1240, foi quem primeiro ficou desolado ao verificar o estado em que ficou o piso depois daquela intervenção.
Peço as minhas desculpas pelos incómodos que sabemos estar a verificar-se. Deixo-lhe o meu compromisso de que estamos a desenvolver todos os esforços para rapidamente repor o Caminho do Badalinho nas suas melhores condições de circulação, assegurando que qualquer um de nós conseguirá chegar a Roma passando por ali, se assim o desejar.
Os meus cumprimentos,
Alberto Mesquita
Vice-Presidente da Câmara Municipal
Estou em desacordo
Disseram-me isto hoje. "temos de falar de fato pessoalmente,". Juro que a primeira coisa que me ocorreu foi que tem estado bastante calor.
23 abril 2013
World Failurists Congress (second ever), 15 de Junho
Já confessou (publicamente) que a melhor forma de afastar vendedores insistentes é abrir a porta da rua quando está todo nu. É homem para estar três dias a pensar em como vender o conteúdo de uma lata de salsichas dando-lhe um nome estranho e do qual ninguém desconfie. Nas longas conversas que já mantivemos, nunca usou o termo "amesendação" ou "cristalaria", o que abona bastante em seu favor. Discordamos num único ponto, o de que as favas deveriam ser banidas de todo o Universo (e mais além) mas ele não concorda e acha que se um dia me embriagar o suficiente, me fará gostar das ditas. Criador de coisas boas, é um relações públicas inato, de um lado ou de outro do laboratório a que por vezes chamam cozinha. Conheci-o porque lhe ofendi a ex-mulher, mas o problema não deve ter sido meu porque me dou muito bem com a actual. É um enorme fã de U2, para quem não se importaria de trabalhar Pro Bono. Nunca lhe toquei à porta para lhe vender nada. Minhas Senhoras e meus Senhores, é um enorme privilégio poder anunciar que no dia 15 de Junho, no Auditório da AEP em Leça da Palmeira, subirá comigo ao palco do World Failurists Congress um tipo com uma panela de falhanços para partilhar. José Besteiro, a.k.a. Joe Best.
22 abril 2013
20 abril 2013
Ana Moura - Desfado
Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum
Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente
Ai que saudade que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém que aqui está e não existe
Sentir-me triste só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem só por eu andar tão triste
Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse"
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro
Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Além da grande incerteza de não estar certa de nada
Ai que saudade que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém que aqui está e não existe
Sentir-me triste só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem só por eu andar tão triste
Ai que saudade que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém que aqui está e não existe
Sentir-me triste só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem só por eu andar tão triste
Letra e música de Pedro da Silva Martins
Barcelos (Politécnico do Cávado e do Ave)
Da última vez que fui a Barcelos, comprei um galo. Aliás, na penúltima também, e coincidência das coincidências, na antepenúltima sucedeu a mesma coisa (mas quase não conta porque era um porta-chaves em barro). Aliás, quero que saibam que o penúltimo galo de Barcelos que adquiri numa olaria da cidade de Barcelos está exposto em Riyhad na Arábia Saudita, no espaço de um restaurante que vende, hélàs!, frango assado. Sim, o Nando's de Riyhad tem um galo de Barcelos que ofereci a um árabe amigo meu que é lá cliente e que um dia, alvoroçado, me disse em grande excitação que tinha aberto um restaurante português cujo logótipo era "um pássaro às pintas". Quando, ao fim de meses, percebi o que era um pássaro às pintas, resolvi mostrar quem é que manda nisto dos frangos e mandei-lhes um galo à séria. Pronto, isto deve garantir-me um lugar no céu dos embaixadores, se é que há um céu para embaixadores.
Estatisticamente falando, as probabilidades de voltar a Barcelos sem trazer qualquer coisa são bastante baixas. Regressarei à cidade no próximo dia 27 de Abril. A convite do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Escola Superior de Gestão, e no âmbito da organização do Seminário de Marketing Digital (estratégia e futuro), estarei em palco durante uma hora e qualquer coisinha, na segunda parte do evento. Na primeira parte, estará o Pedro Caramez, o guru nacional do Linkedin. É ele quem abrirá a sessão (jogámos às moedas e ele perdeu) e estou certo de que estarei deveras atento, porque este homem domina.
A entrada é livre, porém as inscrições são limitadas à lotação da sala e há registo prévio (mais informação no cartaz oficial). E já sabeis, se quiserdes comprar um galo...
19 abril 2013
Entrepreneur
Vendo matrículas falsas em vinil, boas para ir aos bordéis em Viseu. Contactar o dono deste blogue.
World Failurists Congress (second ever!) Porto 15 de Junho
Gentlemen! Sou, oficialmente e desde ontem, o "Madrinho" do World Failurists Congress (second ever) que será realizado em Leça da Palmeira, no Auditório da AEP, no dia 15 de Junho.
Inicialmente era apenas orador (o que já por si era uma enorme carga de trabalhos...), mas fui investido na qualidade de Madrinho (espero que com direito a camarim), e agora compete-me fazer as honras da casa, porque, hélàs, (e eu sempre quis dizer hélàs numa frase deste blogue), o que fez com que de repente passasse também a ter a função de apresentador (algures nesta frase há indícios de exploração do homem pelo homem). Perceberam? É bom que tenham percebido porque eu ainda não estou em mim.
Bom, prossigamos. Assim sendo, e porque isto está em permanente mutação, durante a hora de almoço de hoje percebi que seremos dois os apresentadores deste evento condenado ao falhanço. Eu, (que dispenso apresentações, e uma jovem promessa televisiva (se tudo correr bem, claro!) chamada Alberta Marques Fernandes. São capazes de não conhecer... :)
Recapitulando: Dia 15 de Junho, Auditório da AEP em Leça da Palmeira (se até lá a Palmeira não for atacada pelo escaravelho encarnado), às 14 horas, quero ver a plateia cheia de pessoas que tenham adquirido um bilhetinho nestes senhores. Eu cá não sei (ainda) quanto custa. É normal. Sou eu que vou apresentar aquilo, espero que a Alberta não me deixe ficar mal... :)
Aqui mesmo, neste blogue, irei apresentando os oradores confirmados. Não saiam o vosso lugar...
18 abril 2013
We will finish the race
Sempre apreciei de um modo muito particular a construção dos discursos de Barack Obama. Da construção e desenho das curvas de empolgamento. Da repetição ritmada de frases e ideias chave. Não tem esta observação um cunho político, seriam sempre grandes construções, fosse para vender fruta, ideias ou sentimentos. Mas se Barack Obama tem o "créme de la créme" a escrever o que proclama, não é menos verdade que ele é um excepcional orador. Leitura fluida, domina pausas, dicção e tom. Um excepcional orador, que sabe muitíssimo bem os terrenos que pisa. Um grande discurso o de hoje numa homenagem religiosa às vítimas das bombas da Maratona de Boston.
16 abril 2013
15 abril 2013
13 abril 2013
11 abril 2013
Diplomacia
De vez em quando toca-me a mim o papel do mensageiro da má notícia. Foi hoje uma dessas vezes. Preparei-me mentalmente durante alguns minutos e delineei as palavras. Planeei um seco e curto "O Manel morreu", coisa que se não diz a ninguém de ânimo leve. Preparei-me, eu juro que me preparei. Costumo deixar-me ir à boleia da conversa e aproveitar uma qualquer deixa. Haveria também hoje de ser assim. Mas não foi propriamente uma deixa muito feliz. Quando o meu pai me disse "Preciso de tratar de um papel do IRS", respirei fundo e fui na onda: "Por falar nisso, quem não paga mais IRS é o Manel...".
10 abril 2013
Stela
Dez reis de gente enfiados num fato-macaco. Não a via faz tempo e da última falámos longamente sobre as amarguras da vida e do desemprego. De disparates que lhe cruzaram a cabeça. "Que só não ato uma corda ao pescoço porque nem chego à trave". Perguntei da indumentária. "Arranjou trabalho?". Disse-me que sim, duro, muito duro, mas arranjou e que a vida se compôs um bocadinho. Distribui gás ao domícilio, garrafas grandes e muito grandes, sendo que estas últimas são praticamente do tamanho dela. Está em Portugal há dez anos porque fugiu a Chavéz "e porque a cerveja aqui é muito melhor". Pediu desculpa porque tinha de se ir deitar. "Levei uma tareia muito grande, hoje." Mas sabe Sr. Pedro? Quando ponho a cabeça na almofada, agora choro mas de alegria. "E aos fins de semana ainda faço uns ganchos numa empresa de mudanças". Tem um metro e cinquenta. É uma mulher. Tem um fato-macaco que daria para duas e uma fibra que não lhe cabe na roupa que veste.
Eu e a medicina
Fui ao médico. Oficialmente tenho excesso de peso. Incha! (Incha é melhor não porque fiquei a sete décimas de ser obeso...) Obeso é a forma educada que esta senhora arranjou para não me dizer que eu era tecnicamente gordo. É verdade que tentei durante duas semanas não ingerir fritos e gorduras. Foram péssimos os resultados. Em duas semanas perdi quinze dias... Concordei com ela que era melhor deixar o tabaco (mas eu digo isso a todas...). Mandou-me envolver-me em actividades desportivas. Amanhã, quando me sentar no sofá para ver o Benfica, garanto que vai ser numa clinica. Palavra de escoteiro! Na Sexta, quando participar na sessão comemorativa dos 100 anos do Grupo 7 da AEP, pensarei nesta médica enquanto desmembrar um Arroz de Pato à antiga. E é isto.
08 abril 2013
Porque temos de amar a EMEL
Na passada quinta feira dirigi um email à EMEL. Uma coisa simples contida numa única questão: "Para efeitos da requisição do dístico de residente, que documentos devo apresentar?". A resposta chegou hoje e é bem representativa de uma forma de estar que se marimba no utilizador/cliente.
-Foi-me enviado um link para o Regulamento Municipal de Estacionamento. São cento e setenta e duas páginas e na resposta à minha pergunta foi-me adiantado que os documentos necessários estão discriminados dentro deste regulamento. Obrigadinho, sim? (Tive sorte, podiam ter-me mandado ler a Constituição Portuguesa...)
-Não contentes com esta obra de arte burocrática, sou também informado que se não for o próprio a apresentar o pedido (o que é o caso), deve o representante do interessado preencher um formulário que está disponível noutro link. Link que não funciona.
Quem imaginou esta resposta deve estar contentíssimo com o serviço prestado. Eu considero-o uma falta de respeito, que não exteriorizo nos exactos termos em que me ocorre neste momento por uma questão de educação. Mas sim, isto é representativo das razões pelas quais esta empresa deveria ser extinta sumariamente. Esta é apenas mais uma das razões para que tal devesse acontecer.
-Foi-me enviado um link para o Regulamento Municipal de Estacionamento. São cento e setenta e duas páginas e na resposta à minha pergunta foi-me adiantado que os documentos necessários estão discriminados dentro deste regulamento. Obrigadinho, sim? (Tive sorte, podiam ter-me mandado ler a Constituição Portuguesa...)
-Não contentes com esta obra de arte burocrática, sou também informado que se não for o próprio a apresentar o pedido (o que é o caso), deve o representante do interessado preencher um formulário que está disponível noutro link. Link que não funciona.
Quem imaginou esta resposta deve estar contentíssimo com o serviço prestado. Eu considero-o uma falta de respeito, que não exteriorizo nos exactos termos em que me ocorre neste momento por uma questão de educação. Mas sim, isto é representativo das razões pelas quais esta empresa deveria ser extinta sumariamente. Esta é apenas mais uma das razões para que tal devesse acontecer.
07 abril 2013
Como querem que o clube se Levante?
Imagem enviada pelo leitor Ricardo Guimarães (Origem TSF Online)
05 abril 2013
03 abril 2013
Saldo
São 22:28 e já perdi há muitas horas a possibilidade de contar as centenas de pessoas que por aqui, pelo Twitter, por telefone, mail ou (sim, ainda se usa), por carta, tiveram a amabilidade de me endereçar felicitações pelo meu 49º aniversário. Algumas ao meu lado, outras a milhares e milhares de km. Ontem mesmo (e tem sido tema repetido nos últimos dias) comentava com familiares o salto brutal que deram as nossas comunicações. Que há 40 anos a chegada de uma carta, um simples envelope era motivo de um quase evento público. Ou quando alguém telefonava para avisar que alguém iria telefonar, esse outro acontecimento das comunicações. Hoje é tudo mais banal, talvez menos intenso pela vulgarização. O sentimento esse é o mesmo. A lembrança, o dizer ao outro o que é mais imediato, prático ou pessoal. Hoje falei com múltiplos amigos, conhecidos ou pessoas que nunca vi na vida. Hoje pedi a um Amigo sacerdote que englobasse nas suas orações a mulher que me deu vida e tentei como pude confortar o homem que dela é cúmplice durante mais de cinquenta anos. Porque os números são o que nos fazem sentir mais ou menos velhos e nos avisam de que nada será como foi. E é nessa visão das coisas que albergamos nas nossas memórias os que já partiram mas que se nos turva a vista quando o neto me diz "Onde é que está o teu bolo que quero ajudar com as velas". Ou quando agradecemos a um desconhecido que nos telefona e que nos agradece algo que por ele fizemos há anos e de que nem sequer nos lembramos. E é quando sentimos uma paz interior que nos sossega e emociona ao mesmo tempo. Estou em paz. Convosco e raramente comigo. Abraço-vos mesmo que não vos conheça a todos. E agradeço-vos a existência, mesmo que fugaz e ocasional em que os nossos caminhos reais ou virtuais se cruzaram. Aqui, no Twitter ou naquele mundo a sério que por vezes fingimos não existir. Obrigado.
A revolução do chocolate
Sou amigo do José Besteiro mas esta publicação nada tem a ver com essa amizade. O Zé é um Chef de primeiríssima ordem e não é a primeira vez que me surpreende com algumas das suas criações. Esta, na qual não tive ainda o prazer de participar (mais a mais na companhia de ilustríssimos convivas) deixou-me de boca aberta (e a salivar). Vejam esta apresentação de uma sobremesa... O Joe pode ser contactado no site Dacozinha (e faz isto - e muito mais - ao domicílio). Falem com ele (e convidem-me).
49
..."And I know it's hard when you're falling down
And it's a long way up when you hit the ground
Get up now, get up, get up now."
01 abril 2013
Só sei que nada sei
Nada mais sei sobre esta foto, se é sequer verdadeira do ponto de vista de escala. Sei que não tinha noção destas dimensões, apesar de neste local ter vivido quase duas décadas e a ela regressar de quando em vez, sobretudo quando o Benfica me dá esse pretexto. Na imagem, uma foto dos trabalhos de fabrico (deduzo) do topo da estátua ao Marquês de Pombal, na praça com o mesmo nome em Lisboa. (Imagem via Ricardo Pais de Oliveira)
De acordo com algumas informações que recolhi entretanto, a altura aproximada do bronze da estátua de Sebastião José, é de dez metros. Aliás, encontrei um bom documento sobre esta construção e a longa saga do seu planeamento e execução.
Control, Command, Eject
De todas as delícias do lumpen proletariat, as férias são talvez o melhor exemplo. Gozemos, pois. As férias. Estarei de regresso aleatoriamente (como aliás de costume) até dia 8 de Maio próximo. Portem-se bem na minha ausência e não deitem papeis para o chão.
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