30 setembro 2013

Autárquicas 2013

Como alguns de vós perceberam, estive directamente envolvido na questão eleitoral da Campanha Autárquicas 2013, onde integrei a lista do Partido Socialista na candidatura a esta Câmara Municipal. Uma vez que as perguntas sobre resultados são múltiplas e de várias origens (vocês são muitos, e eu apenas um), deixo a súmula dos factos mais relevantes sobre a votação e o seu significado.

Resultados finais do apuramento das Freguesias do Concelho da Moita.

Como o demonstram os resultados, a população do Concelho manteve a intenção maioritária de voto na CDU. Aceito esta decisão, é democrática, mas não consigo entender a razão de uma população que aceita e renova a confiança numa gestão camarária ruinosa (e perigosa) que coloca a dívida do município em valores aterradores (preocupantes é muito pouco). Uma Câmara que está endividada desta forma, que coloca em alerta décadas de gestão futuras, que se auto-financia nas cobranças que faz aos seus munícipes (a titulo de exemplo, as taxas de resíduos sólidos urbanos que mensalmente são cobradas a tempo e horas, não têm reflexo nos pagamentos às empresas que fazem o respectivo tratamento, cujos prazos de não recebimento são absurdamente estratosféricos). Uma Câmara que está impossibilitada de se financiar por supervisão do Governo Central, uma Câmara governada por uma maioria autista, que de democrático tem o discurso mas não a acção (o Executivo deixa sem pelouro a vereação eleita pela oposição), uma Câmara de um Concelho que tem os piores índices de desenvolvimento do Distrito de Setúbal e alguns ainda mais vergonhosos em termos nacionais.

É esta a Câmara a que a maioria da população do Concelho da Moita decidiu renovar a confiança e o mandato. Aceito mas não compreendo. E é por isso que mantenho o lema desta candidatura, Um novo rumo para o Concelho da Moita. Esta campanha continua, na observação da gestão, no apontar de novos caminhos, no esclarecimento e no contraditório. Porque a fidelidade política, mesmo quando nos é adversa, terá sempre espaço para o debate. Isto entre instituições que não se apregoem apenas como democráticas, mas que o levem à prática.

A todos quantos durante estes meses me fizeram chegar o seu apoio, o meu agradecimento público. A luta continua.


Pedro e o Louco


Pedro é um dos loucos da aldeia. Mandaria a razão chamar-lhe O louco da aldeia. É difícil encontrar outro ápodo, até porque estamos habituados a dar-lhe outro nome. Como doente mental, Pedro, a quem não escondo o nome atrás de uma maiúscula e um ponto, como tenho por hábito fazer quando não quero revelação e exposição de personagens , é um tipo perigoso. Perseguido pelas suas paranóias, embrulhado na sua esquizofrenia, Pedro é odiado pela maioria da população da aldeia e mal amado pelos restantes no qual me incluo sem qualquer pejo. Pedro, como disse, já foi muitas vezes e fundadamente acusado do mais diverso tipo de tropelias e desvarios graves e de consequências mais funestas. Fogo posto, o seu último amor de estimação, já por diversas vezes colocou em perigo pessoas e bens e cheguei a recear que algum dia um dos seus crimes pudesse redundar em tragédia. Quem gosta de loucos, sobretudo se forem instavelmente perigosos?. Há uma enorme lista de perigos que advêm do contacto do citado com a sociedade em que se insere, mas nem é isso que me trouxe ao teclado.

Quando hoje, Pedro adentrou as portas da Assembleia de voto a que eu presidia, pressenti o sarilho iminente. Lia-se isso, aliás, no semblante de todos os membros da mesa. Mas contrariamente ao esperado, não houve qualquer perturbação. Pedro incorporou-se na fila de eleitores e quando chegou a sua vez, naquele seu jeito meio arrojado, meio desprovido de qualquer outra coisa que se assemelhe a higiene, ou cuidados mínimos de aparência, disse-me "Venho votar!" enquanto olhava fixamente a urna que era a bem dizer a maior barreira física que entre nós se interpunha. Elaborei mentalmente uma lista de objectos que poderiam virar alvo das suas conhecidas fúrias físicas. A urna, uma cadeira ou uma outra mesa. A tensão cresceu-me nas mãos e eu tentei colocá-lo numa situação em que se não enfurecesse com a recusa que não tardaria, inevitavelmente a surgir. 

Na verdade eu desconheço o status eleitoral de Pedro. Na verdade, e friamente, não tenho a mais leve noção disso. E não posso, em boa verdade, como vejo alguns a fazer liminarmente, classificá-lo ou cortar-lhe qualquer direito que possa ter, classificando-o de louco e seguir em frente como se Pedro fosse uma "coisa" da qual se dispõe a nosso bel-prazer. Não posso, não posso e tenho tido algumas dificuldades em fazer perceber isso mesmo a muitas outras pessoas, ditas "normais".

A única solução de compromisso que encontrei naquele instante foi pedir-lhe os documentos. Calmamente, muito calmamente, esperei que Pedro apalpasse por diversas vezes os bolsos enquanto o resto da fila de eleitores dava discretos passos atrás, não sei se por medo se pela definição de uma barreira higiénica. Não perdi nunca de vista os objectos ao seu redor, que a qualquer momento se poderiam tornar armas de arremesso. Mas nada disso foi mais longe do que um receio estéril. Quase envergonhado pela falta, Pedro, baixou os braços, para erguer os ombros num lamento físico e disse-me baixinho, acercando-se mais e mais de mim, "Não tenho... Não tenho carteira...". E dito isto, rodou sobre si mesmo, abandonando a Assembleia Eleitoral como qualquer um de nós faria se na mesma situação.

Pedro regressou umas horas mais tarde. Desta vez sozinho na sala, perante a presença de apenas os membros da Mesa. Respeitosamente acercou-se do centro e repetiu o "Venho votar!" que eu já tinha escutado antes. "Trouxeste os documentos?". Levou a mão ao bolso do casaco nojento que trazia vestido. E de lá extraiu um pequeno bloco de papel usado e agrafado. "Venho aqui deixar o meu voto...". Passou-me para as mãos o bloco de papel e deu-me instruções pormenorizadas sobre como arrancar a folha sem a danificar.




Deu-me o seu "voto". E eu aceitei-o. E fingi metê-lo na urna para lhe ver na cara um rasgado sorriso de satisfação, enquanto acenava um Adeus e desaparecia porta fora debaixo de um céu de chumbo. O louco da aldeia veio votar. Veio trazer a sua contribuição. Expressar a sua vontade.  Aquilo que não ocorreu fazer a quarenta e oito vírgula dois por cento dos "normais" da aldeia.


27 setembro 2013

Humor urbano

Em Loulé, os responsáveis pela colocação de bancos na via pública, optaram neste caso por instalar o mobiliário urbano de costas para a rua. A opção, pelos vistos, nao foi do agrado geral e o humor urbano raramente perdoa...




25 setembro 2013

O caçador de pérolas



23 setembro 2013

Technology, you're doing it right!

Esta e esta. Abençoados.

15 setembro 2013

O que seria do amarelo? (Switch Easy Colours iPhone 5)

Conheço-lhes os trejeitos, aquela posição de ombros erguidos, a maneira como me falam. Conheço-lhes o olhar desalentado, a voz trémula, o olhar que me faz adivinhar que vão dizer-me frases como "Tinhas razão...", "Desta vez aconteceu-me a mim...", "Que grande azar!". E eu, de acordo com o modelo de iPhone que cada um traz no bolso, ou por vezes bem pior, num envelope amachucado, respondo "100", "150" ou "200 Euros". Eu conheço bem os meus amigos, conheço bem os utilizadores de iPhone, são muitos anos a avisar de que o uso sem protecção pode um dia fazer-se pagar e por vezes bem caro.

Sou um fanático de capas. Alguns deles sabem-no. Protegem o investimento feito num telefone que é caro. E que é muito bonito. E há uma linha fina entre a exibição e fruição da beleza e o desastre. O desastre, nem sempre é à primeira queda. Dúzias de pessoas me têm dito ao longo dos últimos anos que os seus telefones sofrem pequenas quedas e que nada sofrem. A esses respondo-lhes "Foi sorte" e há um dia, há sempre um dia, em que a sorte chegou atrasada. O tal jogo do risco.

Digo publicamente inúmeras vezes "Só há dois tipos de iPhone, os que já cairam ao chão e os que vão cair ao chão". Eu sei-o. Os utilizadores sabem-no. Mas cada um sabe de si, e o reparador de telefones sabe de todos. Então porque insistem as pessoas em usar um equipamento frágil sem o proteger de acidentes? Porque é belo, (já sabemos), porque gostam de desfrutar de uma beleza industrial que poucos conseguem igualar, mas acima de tudo porque arriscam num jogo em que se ganha às vezes, mas em que se perde quase sempre.

Sou fanático destas protecções. Tenho inúmeros artigos escritos sobre capas de iPhone, possuo dúzias de modelos de pequenos pedaços de plástico, borracha, silicone, pele e outros materiais que conheço bem, a ponto de escolher "a capa do dia" de acordo com o ambiente que vou frequentar. E nada tem a ver com a beleza da capa, a sua cor ou textura. Tem a ver com a capacidade do meio ambiente em que vou operar e com a capacidade de agressão ao "My precious" que é o único gadget que me acompanha 365 dias por ano em qualquer circunstância. Se vou para uma noitada de pesca, vou querer impermeabilidade, se vou para uma obra, vou querer que o pó me não invada os interstícios do telefone, se vou guiar preciso de uma capa diferente da que necessitarei se for, por exemplo, a uma conferência de algumas horas.

Haverá quem olhe para estas escolhas como algo de incompreensível. Aceito. Pessoas que me dizem "Tenho uma capa e essa capa é multi-usos". Por norma não discuto, mas sei muito bem que isso é uma inverdade. Não existe tal coisa como capa "todo o terreno". Existem boas capas, (existem milhares de más, para compensar) e existem as boas e aquelas que são tão boas que acabam por se tornar uma verdadeira chatice de utilizar. Na dúvida procuramos o meio termo e o "meu" meio termo é a Switch Easy, modelo Colors.



Não estamos perante uma novidade. O material em que é fabricada a  Colors da Switch Easy tem anos de provas dadas. Lançada inicialmente para o modelo 3/3GS, tem resistido à passagem do tempo e das tendências de mercado, fruto da sua qualidade, fruto de algum arrojo na escolha de cor, mas sobretudo devido às provas de resistência e protecção efectiva.

Produzida numa única peça em borracha, a Switch Easy Colors "veste" na perfeição o seu iPhone. Ao contrário de dúzias de capas de silicone e plástico barato, não deixa folgas, e o seu design é inteligente e simples. Simples porque não inventa dificuldades à colocação e remoção (coloca e remove em menos de dois segundos), inteligente porque o material deixa o vidro frontal suficientemente "afundado" para que um impacto num chão rugoso não cause danos de maior. Um botão brilhante, no mesmo material da capa, sobrepõe-se ao Home Button, protegendo-o (tem os seus inconvenientes mas falarei deles mais à frente). Os botões Sleep e de regulação do volume (+-) ficam cobertos pela camada protectora da Colors. O speaker e a coluna estão acessíveis (e visíveis) no bordo inferior, com o fabricante a optar por tamanhos diferentes para essas aberturas (pouco compreensível, uma vez que área de um e de outro são exactamente iguais) e para o acesso ao Lightning Connector. Creio ter percebido a opção: Ao trabalhar-se com produtos como a borracha, quanto mais aberturas amplas o material tem, mais este tende a perder a tensão superficial e a alargar. Quem concebeu a Switch Easy Colors para iPhone 5 percebeu bem a evolução natural da geometria dos telefones. Os modelos anteriores "sofriam" com essa abertura a toda a largura do bordo inferior. alargando mais e sobretudo tornando menos prática a colocação dos plugs de borracha nas portas. (Já lá iremos).



O material da Switch Easy Colors fica justo sem ficar sob tensão. Apesar de ter um toque suave (muito bom, quando comparado com a maioria das borrachas utilizadas por outros fabricantes), o material não agarra cotão nos bolsos ou noutros locais onde o telefone possa estar guardado, não produz estática (seria muito mau!). Tem um grau de atrito q.b., suficiente para que não deslize sobre um tablier de um automóvel, ou para viajar sem se deslocar em cima do tecido de umas calças de um condutor (quem, eu?). Uma única regra, não guarde papeis importantes no mesmo bolso (sobretudo papel-moeda). Quando retirar o seu iPhone do bolso, todos os papeis que o mesmo contiver tenderão a sair agarrados ao mesmo (e nós podemos não querer isso). É um preço a pagar pelo bom material utilizado nesta capa. Como lhe disse anteriormente, o toque não engana.



No capítulo da protecção, a Switch Easy Colors eleva a fasquia para um pouco mais alto. Na embalagem do produto, o comprador encontra ainda duas películas para ecrã, e dois plugs de borracha de cor condizente que servirão para tapar as entradas de headphone jack e Lightning connector. São separados da capa em si e isso torna fácil que os possa perder (quando não estão colocados, porque se encaixam firmemente e sem folgas), mas uma única hora de uso em ambiente "hostil", revelar-se-ão uma excelente opção. Sobretudo no que diz respeito a areia... (Para ajudar à colocação das películas, o fabricante inclui na embalagem um pequeno pano de limpeza e uma mini-espátula plástica).

A Switch Easy Colors para iPhone 5 (bem como para todos os outros modelos - excepto iPhone original) está disponível numa generosíssima panóplia de cores - 13! - (Baby Blue, Baby Pink, Crimson, Fuchsia, Lilac, Lime, Mican, Milk, Mint, Saffron, Stealth, Turquoise e Viola)  , nem todas cores "fáceis". Digo isto porque são cores vibrantes, pouco anónimas e que raramente vemos ser usadas nestes materiais. Claro que no leque existem cores discretas, mas são curiosamente (ou não) as mais vivas que têm mais sucesso entre os consumidores. Escolhi a mais viva de todas. Um Lime que não raras vezes me é apontado como "Wow!". Porque gosto (O que seria do Amarelo?), mas isso tem outras implicações. O facto de se ter um problema mecânico no automóvel, por exemplo. Da primeira vez em que tal sucedeu, houve ali um momento em que pensei "Pobre capa! Nunca mais vais ser a mesma..." depois das minhas mãos, cheias de óleo e outros resíduos cujo nome nem quero conhecer, lhe tocou. Se tem uma profissão sujeita a sujidades mais agressivas e precisa de manusear um iPhone protegido com uma destas capas, descanse. A capa é integralmente lavável e redquire em poucos instantes toda a sua estética. Como lhe disse, é lavável e a sua durabilidade é muito longa (dei há dias a uma familiar uma capa Colors do meu iPhone 3G original. A pessoa usa-a garbosamente e poucos fabricantes conseguem este tipo de longevidade em produtos de baixo custo).



Existem apenas dois pontos negativos nesta capa. Não é possível usar um cabo com adaptador Lightning sem a retirar (é uma falha severa, apenas compensada pela rapidez com que a mesma pode ser removida do iPhone), uma vez que a divisão da abertura inferior não contemplou essa hipótese e não permite o encaixe. É algo que o fabricante pode rever com alguma simplicidade (mas terá de reformular o molde...) e o botão que protege o Home Button tende, quando o telefone é transportado no bolso em ambiente de pressão mecânica, a ser accionado. Uma simples reconfiguração das funções do Home Button no sistema operativo do iPhone termina o problema. Até o fazer, escutei algumas pessoas a dizer-me "Tens alguém a falar no teu bolso...".



A Switch Easy Colors é, contas feitas a todas as suas virtudes e defeitos, uma excelente aquisição por um preço absolutamente normal de 19,99 Euros (Preço recomendado, your mileage may vary...). Os produtos SwitchEasy são distribuídos em Portugal por Genios Digital Lifestyle (www.gdldistribution.com)

Serviço Público

A Lei Eleitoral concede aos Candidatos às próximas eleições um período de onze dias de dispensa do seu posto de trabalho sem qualquer perda de direitos ou retribuições. Esta Lei, igualitária face às candidaturas, trata da mesma forma o Candidato a uma Câmara Urbana com dezenas de milhares de eleitores ou o quarto membro da lista candidata a um lugar de uma Assembleia de Freguesia de uma insignificante aldeia de mil eleitores. É uma aberração. Milhares de candidatos em todo o país lançam mão desta prerrogativa que considero abusiva. Abusiva dos empregadores, abusiva dos colegas (conheço situações de turno onde os colegas que ficam sem folgas semanas a fio, são severamente prejudicados nos seus tempos de descanso entre escalas). Abusiva a todos os títulos por não defender a diferença de necessidades de campanha eleitoral. Sou abertamente contra este preceituado. Defendo inclusivamente a cessação imediata da retribuição das funções de Mesa Eleitoral, que ocupo frequentemente. Devíamos em consciência, celebrar a Democracia e não transformá-la num serviço retribuído. Nunca utilizei (nem utilizarei) um dia que seja destas dispensas laborais (incluindo o dia que a Lei concede aos membros das mesas). Defendo a gratuitidade das aberrantes "senhas de presença" em reuniões Autárquicas. Como se o serviço público fosse uma obrigação e não um acto voluntário. Acabem com isto. Será visível a diferença entre quem serve e quem se quer servir.

14 setembro 2013

Spirits


13 setembro 2013

O olho de Gaia

Em Novembro de 2013, a Agência Espacial Europeia vai, alegadamente, lançar um Observatório Espacial chamado The Eye of Gaia. Quando, na imprensa não se falar noutra coisa, não se esqueçam de que foi aqui que leram primeiro. E aposto um dedo mindinho em como entrevistam Luís Filipe Menezes a este respeito.

Sexta, 13

Esta manhã, bem cedo, ouvi um grasnar de um corvo*. E vi-o. Era bem grande, lustroso  e crocitava sonoramente do alto de um telhado. Quando entrei em casa, estava um valete de copas caído nas pedras do passeio. Eu não sou supersticioso. Se fosse, ficava a pensar nisto durante três dias. Aceito teorias. Desde que venham bem embaladas.

* Os corvos não grasnam. Eu sabia-o. E na verdade até escrevi a palavra certa duas frases a seguir.

12 setembro 2013

Menos mal


Imagem enviada pelo leitor (vivo), Amílcar Messias

11 setembro 2013

Oh simple things


09 setembro 2013

De Belmonte a Vera Cruz



Honradíssimo. É exactamente como me sinto ao saber da notícia de que Rainer Brockerhoff, a maior referência do Brasil em desenvolvimento Mac me incluiu nos agradecimentos da sua última versão do software App Checker Lite. E tudo isto sem que eu tivesse escrito uma vírgula que fosse de código. É esta a magia das redes. Podem fazer-se acontecer coisas em poucos caracteres. Amplexos ao clã Brockerhoff, que serão sempre bem-vindos a terras de Cabral. E muito obrigado pela amizade.

Por 40 cêntimos

It all makes perfect sense


Os senhores paginadores do Correio dos Açores faziam o favor de repensar a colocação de anúncios? Sim, eu sei, estou a ser demasiado radical, mas o riso é inevitável. Imagem de "O Correio dos Açores", enviada pela leitora Sara Bettencourt.

07 setembro 2013

Amazing!

Imagem enviada pelo leitor Kit0

06 setembro 2013

Aviso ao público


Imagem enviada pelo leitor Amílcar Messias (que sabemos não estar de férias...). É que fico MESMO preocupado com o extenso período de férias em que estes tipos estão enterrados...

Hoje caça o leitor


Imagem enviada pelo leitor Tiago Migueis. É precisamente nesta data que passarei a beber Super Bock com regularidade...



À lagareiro

Acabo de ler um artigo de um "Chef" que diz desconhecer a origem do termo "à lagareiro" num prato de bacalhau. Sendo o referido "Chef" uma pessoa culta, fico espantado. Tenho 49 anos e ainda hoje a minha boca se inunda de saliva ao pensar nos manjares de bacalhau assado e regado que saíam da fornalha do lagar onde, na minha infância, o meu avô entregava a sua colheita de azeitona para ser transformada em azeite, o mesmo local onde era acertada a maquia (a percentagem de azeite que o lagareiro conservava como pagamento do serviço de transformação) e o "fechar" dessa maquia e do negócio desse ano, por norma "selado" num jantar onde o azeite era um dos principais elementos, jantar feito ali mesmo, na fornalha, com pirâmides de seiras a servir de assento. (Seiras são discos gigantes de esparto entre as quais é espremida mecânicamente a azeitona num lagar).

05 setembro 2013

Oito anos

O Reflexões de um cão com pulgas cumpre hoje o oitavo ano da sua existência regular. Aos leitores que diariamente visitam estas páginas, a minha homenagem e saudação.

02 setembro 2013

Teodósio

Volto, contrariado, ao Teodósio na Guia. Apenas para confirmar que tratar mal a clientela continua a ser um hábito. Desorganização completa na atribuição de lugares, dificuldades em consenso para sentar clientes quando há vagas visíveis na sala, couverts ridículos. Eu disse que regressei contrariado. A seguir só voltarei obrigado.