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06 dezembro 2012

Como construir um camião (IX)


Por manifesta falta de tempo e de disposição, não tenho documentado os progressos do camião do meu neto Tomás, mas fica aqui e agora um apanhado dos últimos passos. As peças (porque na verdade são duas - camião e respectivo atrelado) progrediram muito nos últimos dias (a ponto de as ter dado como terminadas). As próximas imagens retratarão a respectiva construção nas diversas fases que considerei mais relevantes.


O sistema de engates do camião e respectivo atrelado estava pensado para ser ligeiramente mais sofisticado do que o resultado final (1). Tinha pensado num esquema de "joelhos" da Lego, que são basicamente similares aos eixos, mas são peças demasiado pequenas para serem manuseadas por mãozinhas tão pequenas. Acabei por me decidir por um sistema de camarão fechado e outro em L. Fica mais simples de colocar e tirar. Os faróis, que estavam inicialmente previstos como LED, (decisão que acabei por não tomar), foram substituídos por taxas de cabeça redonda. O efeito não se perdeu. Houve dois momentos críticos nesta construção, de um deles já dei conta anteriormente, a questão da caixa de carga do camião e das respectivas dimensões e a demarcação de portas e janelas da cabina. Nenhuma delas me satisfaz totalmente. A caixa de carga (4) acabou por ser feita "aberta" (permite ao miúdo carregar fisicamente o próprio tractor do camião), e adaptada ao espaço que sobrava na traseira da cabine (3). Na demarcação de portas e janelas, tinha pensado em algo discreto, mas o resultado final acabou por tornar-se o oposto disso mesmo (2). Comecei por aplicar um pequeno quadrado de folha de madeira de balsa para dar volume e relevo à grelha frontal do radiador, o que resultou, e permiti-me experimentar (de forma quase definitiva) a mesma técnica nas janelas e portas. As pequenas peças de madeira de balsa não apreciaram particularmente a cola usada (cola de madeira) e reagiram mal (2) encaracolando e obrigando-me a nova aplicação e a um período razoável de pressão. A mesma técnica foi usada no vidro frontal e painéis de porta.


O conjunto cabine/caixa (1) tem uma dimensão ligeiramente desproporcional (em desfavor da caixa) e isso já se sabia e obrigou-me a várias tentativas de colagem por forma a não ser a primeira peça a regressar à "oficina". Certo é que podia ter sido aparafusada, mas optei por uma colagem reforçada (2) da qual o futuro dirá se foi satisfatória. A plataforma do atrelado (3) seguiu a mesma técnica de construção, quer nas laterais, quer no suporte dos eixos e resultou extremamente rápida no resultado final. Por continuar com problemas nas serras de corte circular, a cava traseira das rodas foi cortada ligeiramente em excesso, mas optei por não repetir cortes e prosseguir mesmo com as cavas ligeiramente diferentes na profundidade (4).



O conjunto resulta, apesar dos erros apontados, harmonioso (1). O sistema de engate funciona bem e de forma simples (um erro de apreciação de alturas dos engates foi resolvido com uma ligeira torção nos camarões. O sistema de eixos assenta em berços iguais aos da cabine e a mesmíssima técnica das palhinhas de refrigerante foi usada para prevenir o desvio das rodas (2). A caixa (3) foi aplicada na plataforma (aberta no topo pois vai permitir um jogo de cubos de madeira empilháveis que me foi sugerido pela Paula Robalo). Talvez por ser mais extensa, a plataforma tem menos rigidez à torção e à pressão vertical que lhe será exercida (isto tem testes de estrada, senhores!) e fui obrigado pelo bom senso a reforçar os berços dos eixos em matéria de fixação (4)


Os últimos detalhes da cabine foram a colocação de duas pequenas taxas nas portas (1) (mais para tapar um pequeno furo que tinha decidido fazer, do que por uma preocupação de detalhe) e a exclusão de dois pequenos tubos de escape (em chaminé) que tinha pensado apoiar nos guarda-lamas frontais. Percebi depressa que não durariam muito tempo na posição e optei por excluir. A traseira de ambos os conjuntos levou uma pequena chapa de matrícula (sem letras ou números - falta-me um jogo de punções) e no atrelado, no lugar dos farolins traseiros, apliquei duas pequenas taxas cromadas (2). A plataforma (que esteve vai não vai para levar a caixa aplicada de forma amovível) acabou por ganhar a fixação da mesma e no conjunto foram aplicados dois pequenos autocolantes da O'Reilly que trouxe do Codebits. E é isto. 


28 novembro 2012

Como construir um camião (VIII)


Sabem aquela sensação estranha que se tem a meio de um projecto, aquele momento em que percebemos que algo não está bem e que precisamos de voltar ao estirador? Está a acontecer-me com este camião. A verdadeira questão aqui é que eu não posso voltar ao estirador porque este projecto nunca lá esteve (e sim, é um erro). Tal como disse no início, esta construção é totalmente feita de memória, sem medidas de qualquer espécie e o projecto visava aproveitar madeiras que tinha empilhadas, sobras de outras actividades. Era essencial (o inferno está cheio de coisas essenciais...) ter feito um diagrama desenhado. Era essencial ter tido medidas e quem sabe (às vezes lá calha), ter feito um modelo à escala, ainda que virtual (um dia vou pedir ao Basílio que me ensine Sketchup à séria...). Era essencial ter planos de corte em sequência em vez de andar a cortar uma peça de cada vez. Isso ter-me-ia permitido perceber que a madeira de que eu dispunha não tinha as dimensões desejadas, que ia ter problemas de dimensionamento (neste momento estou um bocado aflito com as dimensões da traseira da cabine...) e que algumas situações que já tive de remediar nem sequer chegariam a acontecer. É a vida, direi. Isto não é suposto ser candidato a nenhum concurso internacional de design automóvel, mas aborrece-me. Decidi não electrificar, será mais rápido terminar o camião, e na verdade não tenho grande tempo, ainda hoje gastei cerca de dez minutos a lixar uma das "malas" laterais, sendo que dificilmente pegarei nisto outra vez durante o dia, os minutos de amanhã estão condenados por falta de agenda, lá para o fim de semana o tractor estará pronto, com alguma sorte. Assim sendo, e se alguém quiser aprender alguma coisa com os meus erros, eis aquilo que eu faria de maneira diferente se fosse começar agora: a) A proporção Bloco de motor versus Chassis não é a ideal. O bloco é muito alto e a plataforma deveria ser mais larga (resulta numa altura excessiva quando colocada a cabine). b) A madeira onde cortei a cava das rodas é demasiado fina (problema já descrito anteriormente) e todo o conjunto deveria ter evitado a colocação da peça transversal que as segura ao chassis.

26 novembro 2012

Como construir um camião (VII)


A estrutura teoricamente mais complicada, a das cavas das rodas, foi aplicada. E é aqui que surge o primeiro erro estrutural do projecto. Tinha prometido a mim mesmo que este camião só iria receber madeira de pequenas sobras, mas estive quase a quebrar essa promessa. A espessura das madeiras que tinha em casa é manifestamente insuficiente para a necessidade de preenchimento entre a cabina e a lateral exterior. Um dia de chuva e uma agenda deveras complicada em termos de tempo fez com que avançasse com a madeira que tinha. A estrutura das cavas não acompanha a lateral da plataforma base (e não queria que os pneus ficassem excessivamente expostos) e foi preciso procurar uma solução de compromisso, que acabou por se revelar demasiado frágil em termos de colagem. O futuro utilizador deste camião não levaria mais de dez minutos a mostrar-me isso mesmo se estes guarda-lamas não estivessem reforçados pela barra transversal visível (1). O segundo aborrecimento veio do facto do parafuso de aperto do meu conjunto de serras circulares (que iriam permitir cortar a curva dos guarda-lamas) se ter moído o que não me permitiu cortar mecanicamente as meias-luas. Acabei por fazê-lo à mão e se numa delas o resultado está satisfatório, na outra nem tanto. (1/2). O espaço deixado em aberto entre a cabina e as rodas (3) virá amanhã a ser preenchido pelas peças que hão-de suportar os faróis. Mas antes tenho de resolver o problema dos cortes em meia-lua, provavelmente com uma visita ao chinês mais próximo. Seguem-se como disse, os faróis e a segunda metade da cabina. Depois é atirar-me ao trailer e decidir várias coisas, entre as quais se o trailer será ou não aberto, se terá portas e por fim se electrificarei o conjunto com LED nos faróis e farolins de presença (frente e traseira). Tenho ainda por resolver o engate do reboque. Mas lá chegarei.

23 novembro 2012

Como construir um camião (VI)


E eis-nos chegados à mais trabalhosa das partes, aquela em que o corpo da cabine e motor começam a ganhar formas. Como disse há dias, muita lixa e acima de tudo muita paciência. O pára-choques traseiro (já produzido mas ainda não montado - estou a tentar decidir se este camião vai ou não ter electrificação e luzes) deverá ser aplicado por estes dias, ao mesmo tempo que começo a preparar as laterais e a desenhar as cavas das rodas da frente. A próxima foto deverá ser a da traseira já terminada em termos de estrutura.

22 novembro 2012

Como construir um camião (V)


Ontem não houve tempo para muito mais e mesmo tendo produzido pouco, acabei por incorrer em erros de principiante (que se devem sobretudo a algum cansaço). O pára-choques frontal ganhou forma (e uma valente dentada por laceração da madeira durante a fase de acabamento dos arredondados - mas como é na parte de baixo optei por aplicar a peça em vez de recomeçar). As superfícies de contacto para colagem são algo irregulares - um dia aprendo a serrar - e foi necessário aplicar um bit interior que, por distracção, ficou descentrado. Só reparei nisso hoje, Inês estava morta, mas não gosto do efeito. Logo mais mostrarei o erro. Ainda vou pensar em como remediar o mesmo.

21 novembro 2012

Como construir um camião (IV)



Tal como previsto durante a montagem dos berços dos eixos (1), cedo se percebeu que apesar de estes rolarem justos na furação, haveria sempre uma tendência a que estes "fugissem" da sua posição ideal e permitissem aos pneus roçar lateralmente na plataforma do chassis (2). Várias soluções eram possíveis, desde um pequeno freio à vertical do eixo (desaconselhado devido à estrutura não cilíndrica do mesmo) ao uso de um espaçador. Na falta de material para estas soluções (e uma vez que este projecto só utiliza materiais de desperdício de outros projectos ou material comum a qualquer caixa de sucata diversa - exceptuando rodas e eixos), a solução foi "inventar" espaçadores com base numa vulgar palhinha de plástico (3). Tem exactamente o diâmetro do eixo, não "dança" e é de fácil acesso e substituição se necessário. O resultado é satisfatório sem qualquer ruído de rolamento. (4) A próxima peça a produzir será o pára-choques frontal, que foi iniciada ontem durante um período de espera numa sala de um Hospital em Lisboa. Isto é bastante terapêutico, digo-vos... (mas as pessoas tendem a olhar para mim um bocadinho de lado...).

Como construir um camião (III)



O problema das duas peças longitudinais não oferecer a devida resistência, confirmou-se. Seria o elo mais fraco do conjunto, mais a mais que os eixos serão alvo de muita e intensa pressão. Mantive as duas peças mas dei-lhes uma forma diferente por forma a não comprometerem demasiado a altura da plataforma, ao mesmo tempo que reforçam a estrutura. Estou a antever outro problema com os eixos (que são mais compridos que o berço de suporte), mas já lá irei...

19 novembro 2012

Como construir um camião (II)


Eixos e rodas. Os eixos (dois), correrão dentro das pequenas peças de madeira. As rodas (Lego) precisam deixar disponível a altura da base do chassis ao solo (tal como num camião verdadeiro), o que claramente não é o caso com esta configuração. É possível que com a duplicação da altura (duas peças longitudinais sobrepostas) o problema se resolva, mas surgirão dois adicionais: A altura ao solo e a pouca solidez do conjunto (O camião será manipulado por uma criança de três anos)

18 novembro 2012

Como construir um camião (I)


É para o meu neto Tomás. Um pequeno projecto ao qual dedicarei alguns minutos por dia. Trata-se da tentativa de reprodução de um modelo de formas minimalistas, que vi há algum tempo. O comprimento do chassis, é calculado pelo método desenvolvido pelo ilustre Professor argentino Óscar Callas, muito conhecido pela invenção da metodologia hoje conhecida como "Método O.Calhas"... A novidade aqui é que serão documentados todos os passos, vitórias e inêxitos. A minha habilidade para serrar está ao nível da graciosidade de um saco de batatas, pelo que em termos de ferramenta principal, o elemento fulcral será a paciência e muita, mesmo muita lixa.

19 maio 2007

Men, boys and the price of their toys...

Now flying!! No further comments...

03 agosto 2006

The difference between men and boys

The difference between men and boys it's the price of their toys!