Eu não suporto críticas de vinhos. Não sou, em boa verdade, um grande consumidor de Madeira. Concedo-me, de quando em vez, uma ou outra libação do produto, mas nada mais do que isso. Acrescento também que a minha apreciação de vinhos generosos é tardia e foi desenvolvida (aprendida) com a idade. Comecei por gamas genéricas de Porto, daí aos Madeiras foi um pulo. Contesto (sem qualquer base científica que a designação "generosos" está erradamente atribuída. Generosos sim, são os amigos que nos fazem chegar amostras do líquido engarrafado, e não os vinhos...). Adiante. Oferta de um desses generosos amigos, chegou a vez do deleite de um Blandy´s Sercial 10 Anos. Blandy é, como poderão saber, uma marca prestigiada de vinhos madeirenses, nome de família que, caso não saibam causará suores frios a Alberto João Jardim (o que de per si é já um bom argumento para se gostar do vinho...). Sercial é o nome "noveau riche" de uma casta comum na Madeira (e em muitas zonas do "Rectângulo"), bastas vezes conhecida (assim a conheci na minha infância) como Esgana-Cão. (Nos tempos actuais esta designação varietal pode conter uma mistura de castas como a Tinta Negra Mole ou Verdelho Madeira, Malvasia ou Bual, sem que o produtor seja obrigado a publicitar esse mix, surgindo no mercado com a designação Sercial). Como me foi dado a escolher, optei por um seco, escolha que faço menos vezes que o "Doce" habitual. Errei. Não que o vinho seja mau, longe disso, mas é mais "vendável" na variante "Doce" (o que é Doce nunca amargou...). Fresco, com aromas de fruta seca, tem um final demasiado seco e pouco duradouro. Melhora substancialmente se servido ligeiramente fresco.
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17 setembro 2011
Coisas que eu bebo
Eu não suporto críticas de vinhos. Não sou, em boa verdade, um grande consumidor de Madeira. Concedo-me, de quando em vez, uma ou outra libação do produto, mas nada mais do que isso. Acrescento também que a minha apreciação de vinhos generosos é tardia e foi desenvolvida (aprendida) com a idade. Comecei por gamas genéricas de Porto, daí aos Madeiras foi um pulo. Contesto (sem qualquer base científica que a designação "generosos" está erradamente atribuída. Generosos sim, são os amigos que nos fazem chegar amostras do líquido engarrafado, e não os vinhos...). Adiante. Oferta de um desses generosos amigos, chegou a vez do deleite de um Blandy´s Sercial 10 Anos. Blandy é, como poderão saber, uma marca prestigiada de vinhos madeirenses, nome de família que, caso não saibam causará suores frios a Alberto João Jardim (o que de per si é já um bom argumento para se gostar do vinho...). Sercial é o nome "noveau riche" de uma casta comum na Madeira (e em muitas zonas do "Rectângulo"), bastas vezes conhecida (assim a conheci na minha infância) como Esgana-Cão. (Nos tempos actuais esta designação varietal pode conter uma mistura de castas como a Tinta Negra Mole ou Verdelho Madeira, Malvasia ou Bual, sem que o produtor seja obrigado a publicitar esse mix, surgindo no mercado com a designação Sercial). Como me foi dado a escolher, optei por um seco, escolha que faço menos vezes que o "Doce" habitual. Errei. Não que o vinho seja mau, longe disso, mas é mais "vendável" na variante "Doce" (o que é Doce nunca amargou...). Fresco, com aromas de fruta seca, tem um final demasiado seco e pouco duradouro. Melhora substancialmente se servido ligeiramente fresco.
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30 agosto 2011
22 agosto 2011
21 maio 2011
Há dias assim...
(Clique para imagem em formato maior)Peguei numa câmara sofisticada e captei cerca de 150 fotografias para testar alguns ensinamentos ainda frescos na memória. Não gostei de nenhuma. Nem uma em cento e cinquenta, o que é obra. Guardei a câmara e puxei do telefone para aproveitar os últimos raios de sol daquela tarde. Um disparo com o telefone. Um! E gosto desta. Apenas desta.
09 maio 2011
30 janeiro 2011
29 janeiro 2011
03 novembro 2010
02 novembro 2010
30 outubro 2010
28 outubro 2010
27 outubro 2010
14 fevereiro 2010
Daniela Ferreira por António Homem Cardoso
Perdoa-me António! Eu sei que não vais gostar que eu tenha publicado uma fotografia de que tu não gostarias. E se sei que não gostarias dela, foi porque já me o disseste. Precisamente no dia em que te perguntei o que é que era vital num retrato. "Olhos! Sem olhos não vês a alma". Não me esqueci disso e de muitas outras coisas que já tive oportunidade de te ver ensinar, mas hoje, precisamente hoje, ao ver-te trabalhar mais uma vez, percebi que por ventura nem sempre terás a absoluta e inteira razão. Provavelmente deitarias fora esta extraordinária imagem. Eu não serei capaz. Não terei a alma necessária.(Clique na imagem para a ver em tamanho maior.)
Uma selecção de imagens desta extraordinária sessão fotográfica será aqui publicada depois de concedida a devida autorização
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14 janeiro 2010
Longa vida à CPACBSAEMA!
Chegou há dias mas só hoje pude tratar de a publicitar, uma embalagem de Água Benta, cuja rotulagem (distintíssima) aqui reproduzo. Uma vénia ao Carlos Nogueira, qual boticário de serviço a uma multiplicidade de males de fazer inveja ao Doutor Oxley.
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16 dezembro 2009
Luso Assistência (Finlog)

Aqui está uma coisa que se não vê todos os dias e que tenho o maior dos prazeres em salientar. Tenho um carro de serviço em que a gestão de frota é feita por uma empresa do Grupo Sonae (Finlog). Anos a fio de gestão de manutenção, apenas manutenção mecânica, sem quase nada a assinalar que não fossem bons serviços. Por vezes pensamos que é difícil elevar a fasquia, sobretudo quando estamos satisfeitos com o modo como as coisas são feitas e não vemos como se pode ser ainda mais eficaz. Mas mostraram-me que é possível e quero partilhar isto convosco. Hoje é Quarta Feira e como os mais atentos sabem na passada Segunda tive um acidente de viação pela hora de almoço. Quando regressei ao escritório e digitalizei a Declaração Amigável de Acidente para enviar à Companhia de Seguros, optei por me informar dos procedimentos requeridos junto da Gestora de Frota. "Envie-nos a participação que já lhe dizemos alguma coisa". Plim! Lá vai mail, nem dez minutos depois a profissional Mónica Lopes responde-me perguntando onde quero ir fazer a peritagem do veículo. Dez minutos, senhores! Escolhi a oficina, marquei hora (Entre as 8,30 e as 9 horas de hoje, Quarta Feira). "Terá veículo de cortesia durante a peritagem". Achei peculiar, apesar de já ter beneficiado de viaturas de cortesia nas mais variadas ocasiões, era a primeira vez que tal me sucedia durante uma peritagem. Simpático. Mas o dia de hoje estava condenado às complicações de trânsito. Apesar de ter saído de casa com alguma antecipação, a confusão gerada na Ponte 25 de Abril prometia atrapalhar-me os planos. Às nove horas estava ainda relativamente longe de cruzar a portagem. Enquanto eu pensava em telefonar à oficina, alertando-os para o meu atraso, o meu telefone toca. Era a Mónica, perguntando-me se eu estava atrasado mas se ia conseguir chegar ao destino. (Na altura twittei isto de dentro do carro e foram inúmeras as pessoas que me perguntaram que espécie de serviço era este. Recordo que se chamam Luso Assistência). Agradeço-lhe a atenção e informo-a que estarei nas Amoreiras em aproximadamente trinta minutos. Não será verdade. Mais um acidente a meio do tabuleiro da 25 de Abril, mais umas ruas cortadas por lamacentas obras no Arco do Carvalhão e só consigo entrar pelo portão da oficina às nove e quarenta e cinco. Mas cheguei. Entrego o carro e pergunto dos timings da peritagem. "Damos-lhe o carro hoje, aliás o perito deve estar a chegar...". Decido prescindir da viatura de cortesia. É por pouco tempo e tenho transportes públicos ali à mão que me levarão de regresso à empresa. É isso mesmo que faço, atravesso a rua e decido aguardar por um autocarro que me levará ao Saldanha. Faltam doze minutos para o próximo autocarro, segundo o que leio no painel indicativo. O meu telefone toca, é da oficina, indicando-me que o perito está nas instalações, que já concluiu o processo e que posso passar a recuperar a minha viatura. Atravesso a rua de novo, sorridente e quase incrédulo com esta sucessão de acontecimentos. A caminho do escritório, enquanto atravesso o túnel do Marquês (aquele que rendeu ontem ao empreiteiro a bagatela de dezoito milhões de euros adicionais - o Zé faz falta!) e o meu iPhone apita com um email da Mónica Lopes. "Como sabe a sua peritagem já foi feita. Quer marcar a reparação para dia 28 deste mês?". Não respondo de imediato, preciso de consultar a minha fiel agenda de papel. Troco com a Mónica mais umas mensagens de correio electrónico e cumprimento-a pela eficácia. Fica a devida nota e o meu agradecimento público por algo que em vez de se tornar um pesadelo se transformou num encanto.
Já depois de ter escrito este texto, continuei maravilhado com ainda mais detalhes e atenção na conclusão deste processo. Um grande Viva! a equipas destas.
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07 dezembro 2009
Júnior (1993 - 2009)
Adiei o mais que pude a decisão, mas chegou o dia em que era imperioso e justo libertar-te. Choro por ti meu amigo de quatro patas o que não chorarei nunca por alguns seres humanos. Talvez seja cruel, mas não deixará de ser uma verdade imutável. O cão que deu origem ao nome deste Blog partiu hoje para outra dimensão. Ao som da minha voz e nos meus braços. Fica uma tristeza muito grande. Adeus Júnior e obrigado.
06 dezembro 2009
Oh simple things
Como é que se explicam estas coisas? No ano passado fiquei francamente apaixonado por este anúncio da John Lewis e este ano, um atento leitor de nome Nuno Lima alertou-me para a existência de um outro, com o mesmo tema, da mesma empresa. Não é superior, acho eu, mas há ali momentos sublimes em certas expressões das crianças, momentos ténues e fugazes mas que representam o espírito da coisa. Assombroso.
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05 dezembro 2009
25 agosto 2009
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