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10 dezembro 2012
Magníficas tradições portuguesas
Rezam as lendas que no dia 16, em Vila Real, as raparigas ofereçam o pito aos rapazes, que alguns dias mais tarde retribuirão com a gancha. Não fui eu que inventei. E é isto.
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18 outubro 2012
Uma fenda na muralha (II)
"A abóbada não caiu, a abóbada não cairá!". Não sei como foi convosco, mas esta foi a treta histórica que o Estado Novo me pregou e que me ficou gravada para sempre nos neurónios. A ilustração do texto relativo a Afonso Domingues no meu livro de História de Portugal era bastante dramática. O próprio Afonso, de ar trémulo e débil, sentado num bloco de calcário, desafiando a abóbada. Sozinho. Desafiando o Rei e a ordem instituída até ao último momento, mesmo quando já quase ninguém parecia acreditar. Persistir. Persistir sempre. Parabéns Basílio Vieira! A vitória, foi difícil mas foi tua.
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15 outubro 2012
Esmeraldo de Situ Orbis
Foi um dos meus grandes enigmas de menino, profundamente inculcado por um magnífico Professor de História que tive a felicidade de ter nos primeiros anos de Liceu. O homem que nos dizia que nunca devíamos ter nada como garantido em termos de História e que um dia semeou o alvoroço escolar quando sugeriu que o "achamento" do Brasil não teria sido exactamente obra do acaso, mas antes uma empresa marítima cumprida em várias etapas. Se já estávamos desassossegados com essa informação, pior fiquei com o estudo da obra de Duarte Pacheco Pereira, "Esmeraldo de Situ Orbis", uma autêntica obra de referência de marinharia e geografia da época. Essa obra, que tem em alguns dos seus capítulos, autênticas pistas para a exploração do Atlântico Sul, mais contribuiu para a certeza de que Cabral foi "apenas" o achador oficial, tendo Duarte Pacheco Pereira sido o "piloto de testes".
É agora que um amigo que muito prezo, Professor de História Naval na Universidade de Lisboa (Francisco Contente Domingues), vem reafirmar essa suspeita.
"Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados."
É agora que um amigo que muito prezo, Professor de História Naval na Universidade de Lisboa (Francisco Contente Domingues), vem reafirmar essa suspeita.
14 outubro 2012
25 setembro 2011
Saber usar a nova ortografia

Não sou um adversário da aceitação do Novo Acordo Ortográfico. Algumas das poucas dúvidas que tinha sobre este assunto foram positivamente demolidas por uma conversa com um dos anteriores ministros da Cultura, José Pinto Ribeiro, conversa essa que gostaria de ter gravado para a dar a ouvir a todos quantos enveredam pela contestação. Só que, apesar de estar disposto a grafar segundo as novas regras, ainda não tracei uma data para o fazer. E isso de algum modo, incomoda-me bastante...
Na passada sexta-feira e durante a minha visita a Bruxelas, tive o prazer de estar presente na Livraria Orfeu para o lançamento do livro "Saber usar a nova ortografia", da autoria de Edite Estrela, Maria Almira Soares e Maria José Leitão (Objectiva Editores). Tratava-se de uma excelente oportunidade para ouvir não apenas as autoras, mas também os apresentadores do livro, que divididos por duas facções (pró e contra o acordo) haveriam de explicar à atenta plateia os seus argumentos.
De um lado o Professor Vital Moreira, a favor do acordo desde o momento em que foi aprovada a sua introdução e do outro lado da argumentação a jornalista Fernanda Câncio. Como já expliquei, não estava à espera deste lançamento para me decidir, mas ainda assim não pude deixar de, interiormente, dar razão em certos momentos às duas posições antagónicas. Vital Moreira a apoiar-se na globalidade de uma norma universal, Fernanda Câncio a assumir o sentimento de perda no uso das desaparecidas consoantes mudas. (Piada privada: Fernanda, o teu Macintosh nunca irá sugerir a nova grafia, acredita em mim...)
No final, e em momentos diferentes, tive oportunidade de tagarelar um pedacinho com Vital Moreira, Fernanda Câncio e com as autoras. A todos expus a minha única reclamação da nova grafia, a única palavra que verdadeiramente me arrepia quando a vejo escrita de forma diferente do habitual e é nem mais nem menos do que a palavra "pára". Quando escrevíamos "O comboio pára nesta estação", passaremos a escrever "O comboio para nesta estação". Quer as autoras, quer Vital Moreira recorreram rapidamente à explicação de que contextualmente o receptor consegue imediatamente dar à palavra "para" o seu correcto sentido. Mas e quando usamos com as novas regras uma frase que me é tão querida como "Ninguém para o Benfica"?. Edite Estrela confessou mesmo que de facto esta situação lhe provocaria algumas hesitações. (Já Vital Moreira "despachou-me" com um pouco elaborado argumento sobre a facilidade de contextualização em slogans...)
Este livro não é uma obra de "evangelização" sobre o Acordo Ortográfico mas sim um manual técnico cheio de exercícios reais para quem se interesse por uma preparação adequada na adopção da nova grafia.
Durante a escrita deste Post, consultei por duas vezes um dicionário. Escrevo com a grafia antiga e tenho as minhas dúvidas de quando em vez. O investimento que terei de fazer em termos de tempo para escrever com a nova grafia, assusta-me. Disse.
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Caro António Costa...
Caro António Costa,
O facto de nos conhecermos pessoalmente, não me impedirá de lhe dedicar meia dúzia de linhas neste humilde blog, que V.Exa decerto nunca lerá. Não é um bilhete pessoal, para isso fazia-lhe um SMS, mas saiba Senhor Presidente que não aceito desaforos de gente ou de organismos que têm a obrigação de pensar antes de agir, tal como eu ou V.Exa fazemos quando decidimos pronunciar-nos sobre algo.
Há quarenta e sete anos que Lisboa me empurra dela para fora, mas eu, teimosamente insisto em resistir e em regressar. Creio mesmo ter uma certa dose de autoridade para lhe dizer que tenho tratado melhor a cidade de Lisboa do que ela me trata a mim...
Esta semana estive ausente de Lisboa, Sr. Presidente. Parqueei o meu carro correcta e legalmente, em lugar pago e delimitado pela Empresa Municipal que é administrada por pessoas escolhidas também por si e que, oh ironia, dá prejuízo sem que se perceba exactamente como (sim, eu leio relatórios e contas...). Quando regressei, sim, que eu acabo sempre por regressar, tinha notícias suas entaladas debaixo das escovas do limpa pára-brisas. Não era um recado, nem dois, mas sim SETE. Sete papelinhos iguais, possivelmente distribuídos em dias diferentes por gente acéfala que, tal como a Câmara Municipal de Lisboa faz coisas sem pensar.
O recado que V. Exa dirigiu aos automobilistas estacionados em zona paga (e bem paga) é uma afronta! Afronta porque quem traz a viatura para Lisboa não vem propriamente em turismo. Afronta porque me incentiva a usar um serviço no qual confio pouco. Muito pouco. Quer então V.Exa. que eu utilize como alternativa os serviços de uma empresa que faz greve constantemente sem que se perceba das razões, que fecha INEXPLICAVELMENTE as suas linhas quando apenas metade (ou menos) dos seus grevistas se imobiliza, impedindo TODOS os outros trabalhadores de prestar serviço. Serviço que nós, contribuintes, pagamos e por cujas greves nenhum Tribunal decide compensar...
E continua a ser uma afronta, porque, Senhor Presidente, contrariados ou não, os automobilistas que estacionam em zonas concessionadas que foram autenticamente esbulhadas aos cidadãos da cidade de Lisboa, PAGAM para ali permanecer. Não me faz qualquer sentido desencorajar o cidadão pagante de uma das suas empresas municipais, a quem eu, por exemplo, dou (contrariado) cerca de 400 Euros por ano para poder trabalhar. Claro que nenhum dos acéfalos distribuidores de papel ou alguém que os superintenda teve olhos para descortinar (por sete vezes) o dístico de comerciante aposto na viatura. Tenho pena. Sincera e honesta pena.
E não vou sequer tecer considerações sobre a questão da poluição. Sete folhetos. Sim, talvez eu não tenha percebido à primeira.
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08 setembro 2011
O fim das comparticipações
O fim da comparticipação das pílulas contraceptivas vai obrigar as pessoas a modificar a sua sexualidade? Sim, sem dúvida. Na vanguarda da pedagogia, o Reflexões de um cão com pulgas traz aos seus leitores um conjunto de técnicas contraceptivas que não deve deixar de conhecer.
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30 agosto 2011
Grandes momentos da comunicação
Sabes que o teu mundo está prestes a desabar quando um Senhor Professor Doutor escreve "et caetera" com um cê cedilhado...
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28 agosto 2011
Eficiência postal
Eficiência é tu entregares ao carteiro duas cartas que erradamente foram depositadas na tua caixa de correio e passadas 24 horas elas estarem lá de novo.
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17 maio 2011
As "velhas" da Terceira
Tradição oral cuja origem se perde na memória dos tempos, "As velhas" são uma tradição insular açoriana, com predominância na Ilha Terceira (embora as tenha já escutado noutras ilhas do arquipélago) onde, entre amigos e conhecidos se canta ao desafio, numa métrica que não encontra rival noutros cantares ao desafio, ou desgarradas. Aquilo que me fascina em "As velhas" é o altíssimo nível de brejeirice e escárnio que se consegue entre os improvisadores (assim chamados os intérpretes), sem cair no insulto mais fácil. "As velhas" de letra mais "pesada" conseguem ainda assim ter uma letra inteligente e brejeira podendo ser cantadas em público, acicatando ânimos dos parceiros de cantoria.
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03 fevereiro 2011
D.Pedro II, El Rei Extintor

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18 janeiro 2011
Aviso à navegação costeira
Só para alertar V.Exas que estarei ao serviço da nação no próximo Domingo, atento à realidade social que me rodear. Como aliás é costume.
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15 janeiro 2011
O cavalo-marinho e a gaivota morta
Atente o leitor na última frase deste (a todos os títulos espantoso) artigo. O porta-voz da Marinha Portuguesa desconhece que os submarinos não voam. Também me ocorre pensar que o jornalista ao redigir o texto, poderia ter resolvido a questão, mas isso porventura já seria pedir demais.
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13 janeiro 2011
Lisboa, 1946
"E tu, nobre Lisboa, que no mundo facilmente das outras és princesa!". Um documentário de António Lopes Ribeiro, parte de um bloco de propaganda de 1946. Parte 2, Parte 3 e Parte 4. Via Botinhas
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14 novembro 2010
MaxMat: Abuso ou simples ridículo?
Tendo adquirido na superfície MaxMat um equipamento que veio a revelar-se defeituoso, optei por entregar o mesmo, accionando assim o período de garantia que a lei me confere enquanto consumidor. Estas coisas, são em si mesmo, normais: O consumidor entrega o produto, explica a não conformidade (mais ou menos evidente conforme a complexidade do assunto) e apresenta as provas de compra que legalizaram a transação. As coisas simples tendem a complicar-se quando a funcionária diz ao cliente que necessita do Bilhete de Identidade do cliente. O cliente, que não vê no requisito nenhuma espécie de utilidade ou pertinência, pergunta "Mas qual é o objectivo?" e tudo o que obtém como resposta é "Necessitamos de identificar o cliente". Recordo-lhe quando paguei na aquisição do aparelho não foi necessária nenhuma documentação ou formalidade de identificação, mas não surtiu qualquer efeito. Foram copiados (à minha frente) os documentos de compra e a frente (apenas a frente) do meu BI. Isto configura em si o ridículo de a MaxMat achar que a minha foto e o garatujo de uma assinatura poder identificar alguém (ou de a MaxMat achar que as pessoas são todas idiotas - o que quer que ocorra primeiro) e é, salvo melhor opinião, um total abuso por parte do prestador do serviço. Formalizarei uma reclamação pelas vias tradicionais, depois de me informar sobre a legalidade desta exigência.
O Decreto Lei 33/99 define as situações em que apresentação do Bilhete de Identidade é obrigatória (Artigo 4º) e dele nāo consta a situação relatada.
O Decreto Lei 33/99 define as situações em que apresentação do Bilhete de Identidade é obrigatória (Artigo 4º) e dele nāo consta a situação relatada.
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13 fevereiro 2010
A minha teoria sobre as escutas do SOL
Esta tarde, entre o carregamento de um móvel pesadíssimo e dois telefonemas, desenvolvi uma teoria que em principio está correcta até que me demonstrem o contrário: As alegadas escutas transcritas pelo Jornal SOL são forjadas. Nem preciso de grandes teorias, basta-me o facto de NENHUMA conversa entre telefones móveis em Portugal passar sem ter as frases "Não te estou a ouvir bem, deves estar sem rede!" ou "Estou a ouvir-te aos pulinhos!"
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12 fevereiro 2010
Frases que podiam ser nossas
"...Aos que gostam, aproveitem a festa. Divirtam-se. Na quarta-feira, o Brasil espera vocês de braços abertos. A pior ressaca é ver que a alegria de ser brasileiro não dura para sempre. Para alguns, dura 5 dias."... De ManéBlog
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Oh fachavôr!
Alguém explica a estes senhores que a Mimosa é uma espécie invasora, cujo cultivo, criação ou a detenção em local confinado e/ou utilização como planta ornamental em Portugal está proibida por lei? Muito agradecido.
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25 janeiro 2010
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