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26 novembro 2012
O olho que tudo vê
Em pleno Largo da Portagem da Ponte 25 de Abril, estando a ser explicado ao meu neto Tomás que o Jesus (Cristo Rei) está lá em cima porque tudo vê - é uma história muito comprida que envolve o Pai Natal, o Menino Jesus e o facto deles anotarem num caderno todas as travessuras que por ai se fazem -, não lhe ocorreu melhor resposta que um singelo "Pois, se estivesse cá em baixo não via nada..."
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22 novembro 2012
Ela foi ali, cremos que volta já
Impõe-se que vos actualize, vocês são muitos e eu apenas um e começa a ser tremendamente difícil gerir perguntas, respostas e informações. Para alguns de vós será até a primeira vez que sabem algo, mas acreditem, é a forma mais eficaz de vos informar do que se está a passar no que ao estado de saúde da minha mãe diz respeito:
A Maria Fernanda sofreu no passado Sábado um extenso e brutal AVC, que lhe provocou um desfalecimento encadeado numa enorme queda em sua casa. Socorrida de urgência, deu entrada no Hospital de Santa Maria, onde foi submetida a uma Craniotomia Descompressiva, uma intervenção de alto risco, que é feita para aliviar os efeitos da hemorragia cerebral e do consequente hematoma.
Infelizmente a Maria Fernanda não conseguiu (ainda) recuperar do coma no pós-operatório, sendo que o cenário é deveras sombrio, que impossibilita a completa avaliação da extensão dos danos que sofreu ao nível cerebral, danos que não é possível avaliar na sua globalidade enquanto não sair deste estado em que se encontra, seja por todas as complicações que podem ainda sobrevir e que são, como se imagina, muitíssimo grandes. Permanece internada no Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Santa Maria (Sala 7, Cama 20).
Sim, o risco é altíssimo, mas tenho a certeza de que ela está, como sempre, a lutar bravamente e que marido, filhos, familiares e amigos estão juntos na esperança de a ver regressar, mesmo que lentamente ao seio da família. Aproveito para agradecer em nome do meu pai, das minhas irmãs e em meu próprio nome, as múltiplas mensagens de encorajamento e apoio que tenho/temos recebido numa hora tão complexa, delicada e angustiante como é esta que por agora vivemos. Creiam que ajuda e de que forma a lidar com a impotência que todos sentimos.
Uma palavra de apreço é devida à equipa médica e de enfermagem da Unidade de Cuidados Intensivos de Neurocirurgia do Hospital de Santa Maria cujo profissionalismo é inquestionável e cujos cuidados extremos foram tão importantes nas primeiras horas desta fatalidade.
A Maria Fernanda sofreu no passado Sábado um extenso e brutal AVC, que lhe provocou um desfalecimento encadeado numa enorme queda em sua casa. Socorrida de urgência, deu entrada no Hospital de Santa Maria, onde foi submetida a uma Craniotomia Descompressiva, uma intervenção de alto risco, que é feita para aliviar os efeitos da hemorragia cerebral e do consequente hematoma.
Infelizmente a Maria Fernanda não conseguiu (ainda) recuperar do coma no pós-operatório, sendo que o cenário é deveras sombrio, que impossibilita a completa avaliação da extensão dos danos que sofreu ao nível cerebral, danos que não é possível avaliar na sua globalidade enquanto não sair deste estado em que se encontra, seja por todas as complicações que podem ainda sobrevir e que são, como se imagina, muitíssimo grandes. Permanece internada no Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Santa Maria (Sala 7, Cama 20).
Sim, o risco é altíssimo, mas tenho a certeza de que ela está, como sempre, a lutar bravamente e que marido, filhos, familiares e amigos estão juntos na esperança de a ver regressar, mesmo que lentamente ao seio da família. Aproveito para agradecer em nome do meu pai, das minhas irmãs e em meu próprio nome, as múltiplas mensagens de encorajamento e apoio que tenho/temos recebido numa hora tão complexa, delicada e angustiante como é esta que por agora vivemos. Creiam que ajuda e de que forma a lidar com a impotência que todos sentimos.
Uma palavra de apreço é devida à equipa médica e de enfermagem da Unidade de Cuidados Intensivos de Neurocirurgia do Hospital de Santa Maria cujo profissionalismo é inquestionável e cujos cuidados extremos foram tão importantes nas primeiras horas desta fatalidade.
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19 novembro 2012
...
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
18 novembro 2012
Pedido público de desculpas
Os signatários membros do autodenominado grupo #Lobsters, que durante a edição VI do Codebits, armados até aos dentes com armas temíveis da marca Nerf, moveram uma implacável caça a tudo o que mexesse (e também aos sitting ducks), deixando as mesas vizinhas (e não só) cravejadas de dardos de Velcro e espuma, vêm por esta via pedir publicamente desculpa pela barragem de munições que durante três dias choveu sobre os participantes. Queremos que saibam que as cerca de setecentas estóicas pessoas (e três pintaínhos - bichos resistentes, hum?) que raramente se queixaram, estarão para sempre nas nossas
mentesmiras. Um abraço e até à próxima edição, onde um de nós se irá lembrar de algo ainda mais assustador. Pediremos ao Celso que para o ano inclua no Welcome kit um tubo de Hirudoid.
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17 novembro 2012
Codebits VI (A confirmação)
Terminou hoje a sexta edição de um dos melhores (senão mesmo o melhor) evento tecnológico português. Participo pela quarta vez e confirmou-se a minha profecia, feita há um par de meses:
"Em 2009 o vencedor estava na minha mesa, em 2010 o vencedor estava na minha mesa, em 2011 o vencedor estava na minha mesa. Se querem ter vencedor este ano, não deixem de aprovar a minha presença!"
Não só a minha candidatura foi aceite rapidamente, mas tomem a devida nota: Os vencedores do Quizz Show (Basílio Vieira e Nuno Correia) estavam na minha mesa. A segunda classificada dessa extraordinária competição de gente sem estômago denominada Nuclear Tacos (Andreia Gaita), estava na minha mesa. O sétimo lugar da classificação final, projecto ePutty (Basílio Vieira, Tony Virtual, Andreia Gaita e Pedro Pinheiro), adivinhem lá, estavam na minha mesa. O terceiro lugar da geral, projecto Jaffs, (casal Rechena e o Luís Amaral), estavam na minha mesa.
Por sugestão geral, para o ano o serviço deixa de ser pro bono e entra em comercialização. (E as equipas brasileiras da próxima edição do Codebits - que pela primeira vez se realizará por lá em simultâneo com a edição portuguesa , não se acanhem que eu estou disponível para o "sacrifício" da viagem transatlântica...) ;)
Imagem do protótipo iPutty (Luís Amaral)
"Em 2009 o vencedor estava na minha mesa, em 2010 o vencedor estava na minha mesa, em 2011 o vencedor estava na minha mesa. Se querem ter vencedor este ano, não deixem de aprovar a minha presença!"
Não só a minha candidatura foi aceite rapidamente, mas tomem a devida nota: Os vencedores do Quizz Show (Basílio Vieira e Nuno Correia) estavam na minha mesa. A segunda classificada dessa extraordinária competição de gente sem estômago denominada Nuclear Tacos (Andreia Gaita), estava na minha mesa. O sétimo lugar da classificação final, projecto ePutty (Basílio Vieira, Tony Virtual, Andreia Gaita e Pedro Pinheiro), adivinhem lá, estavam na minha mesa. O terceiro lugar da geral, projecto Jaffs, (casal Rechena e o Luís Amaral), estavam na minha mesa.
Por sugestão geral, para o ano o serviço deixa de ser pro bono e entra em comercialização. (E as equipas brasileiras da próxima edição do Codebits - que pela primeira vez se realizará por lá em simultâneo com a edição portuguesa , não se acanhem que eu estou disponível para o "sacrifício" da viagem transatlântica...) ;)
Imagem do protótipo iPutty (Luís Amaral)
Update: Estamos no "day after" do Codebits 2014. O vencedor deste ano foi um projecto de Basílio Vieira, Pedro Leite e Carolina Correia. Adivinhem lá em que mesa é que este grupo estava sentado.
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17 outubro 2012
PRIMO (Rádio Comercial - Luís de Matos)
Será de inteira justiça afirmar-se que durante a estreia (já lá vai quase um ano...) de Chaos, o espectáculo que Luís de Matos recolocará em cena nos próximos dias, não era eu que, como disse Nuno Markl no último PRIMO, "que estava aos comandos dos computadores". Para isso tem o Luís no seu Estúdio 33, uma equipa de gente bem capaz, de isso e de muito mais (inclui serrar pessoas ao meio e outros sortilégios). Mas a verdade é que, e agora já se pode falar disso com alguma comodidade, uma vez que o assunto veio à baila durante a última emissão do PRIMO (Programa Realmente Incrível Mas Obtuso) em que Luís de Matos participou, fica o resumo do que realmente aconteceu. A míseras vinte e quatro horas da estreia de Chaos, a máquina que fazia o suporte multimédia (a bem dizer, o suporte de vida da cenografia do espectáculo, pifou). Calma, acalmem-se os do costume que não foi por uma questão de qualidade. Foi um acidente. Um curto-circuito idiota num dos pontos de fornecimento de energia, um zaaaap tremendo, o inevitável cheiro a queimado e a constatação de que o nome Chaos tinha efectivamente sido muitíssimo bem escolhido para o espectáculo. Há imagem mas não há som, (ler: vídeos e a excelente banda sonora). Todo o módulo de controlo de som morreu por electrocussão. O Luís faz avançar um plano B, uma máquina menos potente, muito menos potente, que transforma todo o espectáculo num mar de incógnitas e gaguez. A estreia de Chaos é todo ele um festival de horror e há menos de vinte e quatro horas para resolver o problema. Só quando eu abro as entranhas do electrocutado, na companhia do Gonçalo Pereira, meu colega de trabalho, é que percebemos bem o alcance do sucedido. Há montículos de carvão na motherboard e trata-se de fazer um transplante entre máquinas e placas que há-de também ele, ser um festival de magia, dado que metade da "operação" foi feita num carro em andamento entre Lisboa e Estoril. De notável só sobrou mesmo o facto de não terem sobrado (ou faltado) peças. E o facto de mesmo nos momentos de maior tensão, a calma olímpica do Luís se ter sempre sobreposto a tudo e a todos. Três dias depois vi, de novo, o espectáculo, e aí sim, consegui recostar-me na cadeira sem olhar atentamente para a cenografia e perguntar a mim mesmo "Mas porque raio é que o Finder faz parte do cenário?". Piadas à parte, vão ver. Chaos. Brevemente no Auditório dos Oceanos em Lisboa e um pouco por todo o país.
15 outubro 2012
Esmeraldo de Situ Orbis
Foi um dos meus grandes enigmas de menino, profundamente inculcado por um magnífico Professor de História que tive a felicidade de ter nos primeiros anos de Liceu. O homem que nos dizia que nunca devíamos ter nada como garantido em termos de História e que um dia semeou o alvoroço escolar quando sugeriu que o "achamento" do Brasil não teria sido exactamente obra do acaso, mas antes uma empresa marítima cumprida em várias etapas. Se já estávamos desassossegados com essa informação, pior fiquei com o estudo da obra de Duarte Pacheco Pereira, "Esmeraldo de Situ Orbis", uma autêntica obra de referência de marinharia e geografia da época. Essa obra, que tem em alguns dos seus capítulos, autênticas pistas para a exploração do Atlântico Sul, mais contribuiu para a certeza de que Cabral foi "apenas" o achador oficial, tendo Duarte Pacheco Pereira sido o "piloto de testes".
É agora que um amigo que muito prezo, Professor de História Naval na Universidade de Lisboa (Francisco Contente Domingues), vem reafirmar essa suspeita.
"Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados."
É agora que um amigo que muito prezo, Professor de História Naval na Universidade de Lisboa (Francisco Contente Domingues), vem reafirmar essa suspeita.
Maria Rueff
Conheço-a dos palcos e dos ecrãs há uma eternidade, como aliás quase todos nós, mas só há poucos anos travámos conhecimento pessoal. Mulher multi-tarefa, sempre a "abrir", já lhe prometi que, um dia, quando ambos formos velhinhos e ela estiver na Casa do Artista, teremos finalmente tempo para abordar os cinquenta mil assuntos que temos permanentemente em aberto sem que um de nós esteja pressionado pela respectiva agenda profissional ou pessoal.
É das lendas conhecidas do grande público que eu tenho especial predilecção por capas de iPhone que fujam ao comum e que dêm nas vistas. Sou severamente criticado pelo espalhafato das inúmeras capas que uso nos telefones e há algumas em particular que são verdadeiramente berrantes e espalhafatosas. É a vida, dirão alguns, a verdade é que há pessoal que abusa na garridice das gravatas, eu sou mais capas.
A capa de iPhone é um item indispensável. Porque pela minha mão passam, a cada ano, centenas de telefones partidos em quedas, alvo de acidentes que levam às lágrimas os respectivos donos e donas e não é a primeira vez que faço questão que algumas dessas pessoas passem a usar um protector de iPhone digno desse nome. Manuel Damásio tem e usa uma capa de iPhone que lhe ofereci no último dia em que jantámos em plena festa e o Benfica se sagrou Campeão Nacional (capa encarnada, como não poderia deixar de ser) e a Maria Rueff ofereci também uma capa do mesmíssimo modelo, de um amarelo capaz de vazar uma vista (mas que se topa à légua dentro de uma mala de senhora...).
Não deixa de ser uma coincidência curiosa que no dia em que se anuncia o lançamento de A Bola TV (onde trabalham alguns amigos e conhecidos meus), o Zé Manel, um dos mais populares taxistas do país e uma personagem que ficará para sempre colada na pele de Maria Rueff, surja nas páginas centrais de A Bola, usando precisamente a capa de iPhone que tantas e tantas vezes foi alvo de escárnio dos meus amigos. Maria Rueff tem, desde há algum tempo, uma página de fãs no Facebook. Passe por lá e diga "Olá, Zé Manel!"
É das lendas conhecidas do grande público que eu tenho especial predilecção por capas de iPhone que fujam ao comum e que dêm nas vistas. Sou severamente criticado pelo espalhafato das inúmeras capas que uso nos telefones e há algumas em particular que são verdadeiramente berrantes e espalhafatosas. É a vida, dirão alguns, a verdade é que há pessoal que abusa na garridice das gravatas, eu sou mais capas.
A capa de iPhone é um item indispensável. Porque pela minha mão passam, a cada ano, centenas de telefones partidos em quedas, alvo de acidentes que levam às lágrimas os respectivos donos e donas e não é a primeira vez que faço questão que algumas dessas pessoas passem a usar um protector de iPhone digno desse nome. Manuel Damásio tem e usa uma capa de iPhone que lhe ofereci no último dia em que jantámos em plena festa e o Benfica se sagrou Campeão Nacional (capa encarnada, como não poderia deixar de ser) e a Maria Rueff ofereci também uma capa do mesmíssimo modelo, de um amarelo capaz de vazar uma vista (mas que se topa à légua dentro de uma mala de senhora...).
Não deixa de ser uma coincidência curiosa que no dia em que se anuncia o lançamento de A Bola TV (onde trabalham alguns amigos e conhecidos meus), o Zé Manel, um dos mais populares taxistas do país e uma personagem que ficará para sempre colada na pele de Maria Rueff, surja nas páginas centrais de A Bola, usando precisamente a capa de iPhone que tantas e tantas vezes foi alvo de escárnio dos meus amigos. Maria Rueff tem, desde há algum tempo, uma página de fãs no Facebook. Passe por lá e diga "Olá, Zé Manel!"
26 setembro 2011
António Livramento
O Pedro Ribeiro escreveu um post que me despertou uma memória. Leiam isto primeiro, antes de lerem a minha necessariamente curta memória.
O "meu" hóquei em patins é uma coisa muito própria. Eu teria para aí uns sete, oito anos e muito antes de sequer pensar em gostar de futebol, era um amante de hóquei. Sabia tudo sobre equipas, clubes, troféus e conquistas. Sobre épicas vitórias e saborosos troféus. Recitava equipas de hóquei como hoje sou capaz de recitar características técnicas de equipamentos. Eu era o "doidinho" do hóquei. Não gostava de jogar matraquilhos nas tardes ociosas da minha vida de índio urbano, mas dava moedas de cinquenta centavos para uma mesa de matraquilhos de hóquei, uma mesa que só os verdadeiros amantes da modalidade sabiam que estava logo à entrada do Jardim Cinema. Vivia tudo pelo rádio. sim, que havia relatos de hóquei épicos na Rádio. Aborrecia-me por vezes ter de acordar às quatro da madrugada para ouvir um relato do Portugal-Chile jogado num fuso horário que não interessava ao Menino Jesus, e isso implicava roubar do quarto dos meus pais um velho despertador daqueles que quando lhes tocamos fazem "ploing" por causa das enormes campainhas metálicas que possuiam. E implicava também desviar da atenção do meu pai o seu mais precioso rádio de onda média (ninguém ouvia FM, oh Ribeiro...) e enfiar-me na cama com o mono do Toshiba "caído de um camião algures em Alcântara", com os cobertores por cima da cabeça para que ninguém ouvisse quer o despertador, quer o senhor da rádio (Dias Agudo?) aos gritos de Portugaaaaaaaaaaaal, Portugaaaaaaaal!. Andei anos nisto. Todas as minhas memórias de hóquei em patins eram coisas virtuais, sem qualquer ligação com a realidade. Porque a verdade, verdadinha, era só uma, os filhos do proletariado não iam a estádios, pavilhões ou outras manifestações desportivas. Porque éramos uns tesos, coisa que não se alterou muito. Eu nunca tinha visto hóquei na vida, quanto mais um stick, Apenas fotos nos jornais.
Mas há um dia em que os sonhos, as memórias, as divagações se quebram. E as minhas foram quebradas em 1974 no preciso dia em que, depois de ter rondado o Pavilhão dos Desportos de Lisboa, paredes meias com o local onde morava (ia chamar-lhe casa, mas era injusto...), percebi que num dado Sábado se iria ali jogar um Portugal - Índia a contar para um Campeonato do Mundo. Descobri isto numa quinta-feira, o jogo era no Sábado, ainda pensei em entrar lá para dentro, esconder-me e só regressar ao exterior depois do jogo ter acabado, mas era capaz de ser demasiado, a verdade é que ainda fiz contas de cabeça ao número de latas de atum que seria preciso armazenar, mas não havia tempo e possívelmente a Maria Fernanda, senhora minha mãe, não teria em casa as latas suficientes.
Tracei outro plano, decidi que nesse Sábado iria para o Pavilhão e oferecer-me-ia para carregar coisas (método assaz usado nestas incursões de sítios com bilhetes para pagar...) e acabaria por lá permanecer e ter acesso ao dito jogo, que diga-se de passagem me provocou sonhos húmidos no escasso número de noites que antecediam essa grande noite. Poupar-vos-ei os detalhes sórdidos, fiz o que tinha a fazer, e lá estava eu na bancada do actual Carlos Lopes (Santo Deus, a pena que tenho de ver aquele pavilhão entaipado e em perfeita ruína...) prontinho a devorar até ao osso um jogo que eu nunca tinha vislumbrado ao vivo.
Foi aí, ainda nem o jogo tinha sequer começado que os meus sonhos e memórias se começaram a estilhaçar. Quando a equipa portuguesa começou a aquecer, e os primeiros remates à baliza de Ramalhete começaram a embater com estrondo (e que estrondo) na tabela final, nada do que durante anos se tinha formado na minha cabeça como aquele desporto em que a bola deslizava na pista com grande suavidade, era tudo uma enorme mentira cruel, pois aquela bola podia de facto matar alguém que lhe atravessasse ao caminho... A estocada final, essa foi cruel, muito cruel. Eu vi, com aqueles olhos de quem tudo vê pela primeira vez, António Livramento, aquele que todos os que amavam o hóquei patinado queriam ser, levantar a bola numa recuperação atrás da baliza portuguesa e levá-la, ali, como que colada na ponta do aléu, sem que ela tocasse no chão, e desferir um remate vigoroso à altura da cintura levando o Pavilhão ao rubro. Aquilo não era o "meu" hóquei, era outra coisa completamente diferente. Aquilo não era épico, era uma crueldade. Nunca mais vi um jogo ao vivo, se bem que continue a amar a modalidade. Foi o meu ídolo que me estilhaçou o sonho. Com um único remate. Uma obra de arte, diga-se, mas uma enorme maldade.
P.S.- O jogo em si não teve grande história, os indianos levaram cerca de trinta sem resposta e foi a primeira vez (e penso que última) que vi um guarda-redes de hóquei defender de pé...
O "meu" hóquei em patins é uma coisa muito própria. Eu teria para aí uns sete, oito anos e muito antes de sequer pensar em gostar de futebol, era um amante de hóquei. Sabia tudo sobre equipas, clubes, troféus e conquistas. Sobre épicas vitórias e saborosos troféus. Recitava equipas de hóquei como hoje sou capaz de recitar características técnicas de equipamentos. Eu era o "doidinho" do hóquei. Não gostava de jogar matraquilhos nas tardes ociosas da minha vida de índio urbano, mas dava moedas de cinquenta centavos para uma mesa de matraquilhos de hóquei, uma mesa que só os verdadeiros amantes da modalidade sabiam que estava logo à entrada do Jardim Cinema. Vivia tudo pelo rádio. sim, que havia relatos de hóquei épicos na Rádio. Aborrecia-me por vezes ter de acordar às quatro da madrugada para ouvir um relato do Portugal-Chile jogado num fuso horário que não interessava ao Menino Jesus, e isso implicava roubar do quarto dos meus pais um velho despertador daqueles que quando lhes tocamos fazem "ploing" por causa das enormes campainhas metálicas que possuiam. E implicava também desviar da atenção do meu pai o seu mais precioso rádio de onda média (ninguém ouvia FM, oh Ribeiro...) e enfiar-me na cama com o mono do Toshiba "caído de um camião algures em Alcântara", com os cobertores por cima da cabeça para que ninguém ouvisse quer o despertador, quer o senhor da rádio (Dias Agudo?) aos gritos de Portugaaaaaaaaaaaal, Portugaaaaaaaal!. Andei anos nisto. Todas as minhas memórias de hóquei em patins eram coisas virtuais, sem qualquer ligação com a realidade. Porque a verdade, verdadinha, era só uma, os filhos do proletariado não iam a estádios, pavilhões ou outras manifestações desportivas. Porque éramos uns tesos, coisa que não se alterou muito. Eu nunca tinha visto hóquei na vida, quanto mais um stick, Apenas fotos nos jornais.
Mas há um dia em que os sonhos, as memórias, as divagações se quebram. E as minhas foram quebradas em 1974 no preciso dia em que, depois de ter rondado o Pavilhão dos Desportos de Lisboa, paredes meias com o local onde morava (ia chamar-lhe casa, mas era injusto...), percebi que num dado Sábado se iria ali jogar um Portugal - Índia a contar para um Campeonato do Mundo. Descobri isto numa quinta-feira, o jogo era no Sábado, ainda pensei em entrar lá para dentro, esconder-me e só regressar ao exterior depois do jogo ter acabado, mas era capaz de ser demasiado, a verdade é que ainda fiz contas de cabeça ao número de latas de atum que seria preciso armazenar, mas não havia tempo e possívelmente a Maria Fernanda, senhora minha mãe, não teria em casa as latas suficientes.
Tracei outro plano, decidi que nesse Sábado iria para o Pavilhão e oferecer-me-ia para carregar coisas (método assaz usado nestas incursões de sítios com bilhetes para pagar...) e acabaria por lá permanecer e ter acesso ao dito jogo, que diga-se de passagem me provocou sonhos húmidos no escasso número de noites que antecediam essa grande noite. Poupar-vos-ei os detalhes sórdidos, fiz o que tinha a fazer, e lá estava eu na bancada do actual Carlos Lopes (Santo Deus, a pena que tenho de ver aquele pavilhão entaipado e em perfeita ruína...) prontinho a devorar até ao osso um jogo que eu nunca tinha vislumbrado ao vivo.
Foi aí, ainda nem o jogo tinha sequer começado que os meus sonhos e memórias se começaram a estilhaçar. Quando a equipa portuguesa começou a aquecer, e os primeiros remates à baliza de Ramalhete começaram a embater com estrondo (e que estrondo) na tabela final, nada do que durante anos se tinha formado na minha cabeça como aquele desporto em que a bola deslizava na pista com grande suavidade, era tudo uma enorme mentira cruel, pois aquela bola podia de facto matar alguém que lhe atravessasse ao caminho... A estocada final, essa foi cruel, muito cruel. Eu vi, com aqueles olhos de quem tudo vê pela primeira vez, António Livramento, aquele que todos os que amavam o hóquei patinado queriam ser, levantar a bola numa recuperação atrás da baliza portuguesa e levá-la, ali, como que colada na ponta do aléu, sem que ela tocasse no chão, e desferir um remate vigoroso à altura da cintura levando o Pavilhão ao rubro. Aquilo não era o "meu" hóquei, era outra coisa completamente diferente. Aquilo não era épico, era uma crueldade. Nunca mais vi um jogo ao vivo, se bem que continue a amar a modalidade. Foi o meu ídolo que me estilhaçou o sonho. Com um único remate. Uma obra de arte, diga-se, mas uma enorme maldade.
P.S.- O jogo em si não teve grande história, os indianos levaram cerca de trinta sem resposta e foi a primeira vez (e penso que última) que vi um guarda-redes de hóquei defender de pé...
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25 setembro 2011
15 setembro 2011
Coisas que eu bebo

Eu não suporto críticas de vinhos. Bebi Curva Branco Reserva. É um Douro DOC, castas Fernão Pires e Viosinho (que eu não reconheceria se por elas passasse na rua...). Garrafa interessante e incomum (só conheço a bordalesa). É tecnicamente um vintage e um dia um técnico explicar-me-á porque é que um vintage tem de conter sulfitos. Já sei, todos os brancos contém sulfitos e daqui por duas ou três horas o meu estômago reclamará, coisa que não sucede com os tintos (coisa que um médico será também capaz de me explicar...). Aromático o suficiente para me lembrar de outras regiões mais a Sul, é um vinho entusiasmante a pedir novas provas. Poderosíssimo para um branco (14%), requer alguma moderação no consumo, sob pena de eu não conseguir acabar esta crít...
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16 maio 2011
Triste e magoado de me ver só
António, tu nunca vais saber que os olhos se me molharam ao ler este postal, mesmo que eu saiba que a história desta família é feita por sobreviventes e por gente que não sendo do sangue é de sangue feita.P.S.: Ias ficar bastante surpreendido com o actual preço da bica...
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15 maio 2011
TEDxCovilhã
08 fevereiro 2011
TED Ideas worth spreading
Agendai! Universidade da Beira Interior (UBI), no dia 14 de Maio, sendo este vosso servo(freio) um dos oradores. E fiquei encantado com o convite, que muito me honra, por muitíssimas razões. Mais detalhes sobre o programa e respectivo painel de oradores, proximamente.
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31 janeiro 2011
26 janeiro 2011
A importância de se chamar Honesto
Favas. Ele há quem as odeie tanto quanto eu. Perceberemos isso mesmo se lerem os comentários deste post, onde Maria João Nogueira se dispõe a deglutir a meu lado um prato repleto das horrendas e para mim repugnantes leguminosas se alguém conseguir superar o desafio que propus, aqui.
Porque algumas coisas ficaram por dizer em relação ao meu último post, e porque devo consideração a algumas pessoas que me questionaram sobre o assunto, quero acrescentar dois pontos que poderão, quem sabe, ajudar pessoas que ainda ousem tecer teorias sobre o caso Ensitel ou sobre o artigo da Meios e Publicidade.
Porque é que no meu entender, o assunto de Maria João Nogueira ganhou volume de imediato entre as redes sociais?
A primeira e mais fundamental razão, que até hoje não vi ninguém (e entre esses ninguém, incluam um saco de experts...) apontar deve-se à documentação. Pessoa alguma embala num motim sem ter uma razão de fundamento. Ninguém, mas ninguém mesmo se atira a uma luta sem perceber se está de acordo. Maria João Nogueira teve a seu favor toda, mas mesmo toda a documentação (posts) que produziu sobre o assunto. As pessoas leram-na e acharam-na credível. Foi documentação produzida no tempo (as várias partes constituintes), era credível e Maria João Nogueira não era conhecida da maioria das pessoas que a apoiaram. Ao lerem tudo o que escreveu sobre o assunto, mesmo que de uma assentada, as pessoas viram uma consumidora a lutar contra uma instituição corporativa. A documentação, realista, foi tomada como boa (e eu partilho dessa opinião). Se esses posts não tivessem sido produzidos faseadamente e tivessem sido escritos num só fluxo e de algum modo não fossem um retrato dos acontecimentos, o público teria percebido. Teriam percebido ou suspeitado estar a fazer parte de uma operação preparada (que muitos ainda insistem em defender como a que tenha acontecido, quando lhes foi já explicado por diversas vezes que não...) e não teriam dado eco ao movimento inicial. A documentação de Maria João Nogueira foi essencial. Era algo que estava à mão, no seu blog, qual árvore destacada do resto da floresta, fruto de um posicionamento bem pensado, que lhe dava destaque em vez de deixar David Crocket morrer enterrado nas profundezas do blog. Eu fui apenas o tipo que riscou o fósforo e viu crescer o incêndio. Como hoje mesmo disse a um amigo que me perguntava qual tinha sido no meu entender a real razão do sucesso do protesto, tudo se pode resumir numa palavra apenas. "Aconteceu". Passarão anos antes que os peritos cheguem a esta conclusão. Quem acreditar na minha versão dos factos terá entendido isto a partir deste momento. Como ontem disse, isto "não vende" peixe a gurus e social media experts. Temos pena.
Porque é que defendes que a lista de influenciadores publicada no artigo é uma mistificação?
Em primeiro lugar é preciso distinguir claramente entre "influência" e "relevância", o que não dá espaço a grandes divagações. Meter no mesmo saco as duas designações é um erro crasso, que vejo cometido demasiadas vezes para que o leia sem protestar. Dei três exemplos e apontei um caso específico do Nuno Luz, meu amigo pessoal e profissional que prezo, mas cuja inclusão numa lista de influenciadores (reparem que não disse "supostos" ou "alegados"...) é absolutamente incompreensível. Tinha prometido ao Rodrigo Saraiva uma explicação cabal para essa não inclusão. Nuno Luz teve, nos últimos longos meses, a sua conta "protegida". Como é possível "medir" o índice de "influência" de um utilizador com uma conta cujos tweets estão resguardados do olhar da plateia do Twitter? Como é que um "especialista" não sabe disto? Como é que não sabe que este mesmo profissional tem uma hate-list de seguidores? Como é que me querem enfiar pelos olhos dentro uma evidência impossível de provar? Ou quererão que engula a mistela sem um protesto? Percorram-lhe a timeline, por favor e mostrem-me um drive de influência. E Alberta Marques Fernandes? Influi-nos a observar mais videos Youtube? João Quadros "vende-nos" alguma coisa que não seja humor e boa disposição? Basta de "padrinhos" e de tretas, meus senhores. Basta!
Porque algumas coisas ficaram por dizer em relação ao meu último post, e porque devo consideração a algumas pessoas que me questionaram sobre o assunto, quero acrescentar dois pontos que poderão, quem sabe, ajudar pessoas que ainda ousem tecer teorias sobre o caso Ensitel ou sobre o artigo da Meios e Publicidade.
Porque é que no meu entender, o assunto de Maria João Nogueira ganhou volume de imediato entre as redes sociais?
A primeira e mais fundamental razão, que até hoje não vi ninguém (e entre esses ninguém, incluam um saco de experts...) apontar deve-se à documentação. Pessoa alguma embala num motim sem ter uma razão de fundamento. Ninguém, mas ninguém mesmo se atira a uma luta sem perceber se está de acordo. Maria João Nogueira teve a seu favor toda, mas mesmo toda a documentação (posts) que produziu sobre o assunto. As pessoas leram-na e acharam-na credível. Foi documentação produzida no tempo (as várias partes constituintes), era credível e Maria João Nogueira não era conhecida da maioria das pessoas que a apoiaram. Ao lerem tudo o que escreveu sobre o assunto, mesmo que de uma assentada, as pessoas viram uma consumidora a lutar contra uma instituição corporativa. A documentação, realista, foi tomada como boa (e eu partilho dessa opinião). Se esses posts não tivessem sido produzidos faseadamente e tivessem sido escritos num só fluxo e de algum modo não fossem um retrato dos acontecimentos, o público teria percebido. Teriam percebido ou suspeitado estar a fazer parte de uma operação preparada (que muitos ainda insistem em defender como a que tenha acontecido, quando lhes foi já explicado por diversas vezes que não...) e não teriam dado eco ao movimento inicial. A documentação de Maria João Nogueira foi essencial. Era algo que estava à mão, no seu blog, qual árvore destacada do resto da floresta, fruto de um posicionamento bem pensado, que lhe dava destaque em vez de deixar David Crocket morrer enterrado nas profundezas do blog. Eu fui apenas o tipo que riscou o fósforo e viu crescer o incêndio. Como hoje mesmo disse a um amigo que me perguntava qual tinha sido no meu entender a real razão do sucesso do protesto, tudo se pode resumir numa palavra apenas. "Aconteceu". Passarão anos antes que os peritos cheguem a esta conclusão. Quem acreditar na minha versão dos factos terá entendido isto a partir deste momento. Como ontem disse, isto "não vende" peixe a gurus e social media experts. Temos pena.
Porque é que defendes que a lista de influenciadores publicada no artigo é uma mistificação?
Em primeiro lugar é preciso distinguir claramente entre "influência" e "relevância", o que não dá espaço a grandes divagações. Meter no mesmo saco as duas designações é um erro crasso, que vejo cometido demasiadas vezes para que o leia sem protestar. Dei três exemplos e apontei um caso específico do Nuno Luz, meu amigo pessoal e profissional que prezo, mas cuja inclusão numa lista de influenciadores (reparem que não disse "supostos" ou "alegados"...) é absolutamente incompreensível. Tinha prometido ao Rodrigo Saraiva uma explicação cabal para essa não inclusão. Nuno Luz teve, nos últimos longos meses, a sua conta "protegida". Como é possível "medir" o índice de "influência" de um utilizador com uma conta cujos tweets estão resguardados do olhar da plateia do Twitter? Como é que um "especialista" não sabe disto? Como é que não sabe que este mesmo profissional tem uma hate-list de seguidores? Como é que me querem enfiar pelos olhos dentro uma evidência impossível de provar? Ou quererão que engula a mistela sem um protesto? Percorram-lhe a timeline, por favor e mostrem-me um drive de influência. E Alberta Marques Fernandes? Influi-nos a observar mais videos Youtube? João Quadros "vende-nos" alguma coisa que não seja humor e boa disposição? Basta de "padrinhos" e de tretas, meus senhores. Basta!
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Biografia
25 janeiro 2011
Ensitel: A importância dos trabalhos de casa
Não sou jornalista. Nunca foi ramo profissional que me interessasse de sobremaneira. Sei escrever uma história. Mas nem sempre consigo escrever uma boa história. Sei reconhecer um bom artigo e tenho a humildade suficiente para perceber onde está um desses bons artigos quando o encontro. Tenho também, como leitor, habilidade suficiente para detectar um monte de asneiras numa peça jornalística. Deixemo-nos de considerandos: Hoje, o Pedro Rebelo fez-me o obséquio de me enviar um fac simile de um artigo da Revista Meios e Publicidade, artigo assinado por Pedro Durães, que à semelhança de dúzias de outros que já viram a luz do dia nos mais diversos meios, se dedica ao "Caso Ensitel".
Pedro Durães, profissional que não tenho o prazer de conhecer, dá ao linguado celuloso (e consequentemente ao electrónico que me chegou às pupilas) o sugestivo e prometedor título "Os Padrinhos das redes sociais". Veremos e demonstrarei de seguida, como todo o articulado da peça não passa de um grandioso equívoco em forma de mistificação e déjà-vu alicerçado na já hilariante "chuva de peritos" que abordei anteriormente. Socorre-se o jornalista de um Social Media Manager da Agência Digital View. Não o conheço, mas isso obviamente não o isenta da asneira fácil, e muito menos me inibe de desmascarar a sua análise. A frase (e cito o próprio) "Deve ter havido muito off antes do on", insinua. Mas mais do que insinuar, queira o leitor reparar que o Social Media Manager usa a tática (batida e demasiado vista) do "com este vestido preto, eu nunca me comprometo", frase revisteira celebrizada pela mais famosa das minhas primas, a falecida Ivone Silva. Se usarmos a tática do "deve", que à semelhança do "alegadamente" (também muito em moda) não enterra quem profere o dislate mas não o impede de se sujar com alguns torrões, nunca nos comprometemos. Este Social Media Manager, de sua imensa graça, Nuno Costa, não tem, direi eu, obrigação de conhecer a génese deste assunto. Se a tivesse lido (e não me vão dizer que os peritos Social Media não leram tudo o que foi publicado sobre a questão) saberia desde o day after da resolução do assunto que não houve "ons", nem "off". É mais fácil insinuar, sendo que a insinuação suporta todo o edifício da teoria. Se não existisse aqui uma sombrinha de conspiração e planeamento, o que é que estes "peritos" teriam para dizer? Nada. É uma merda. O nada não vende o peixe das agências...
É importante fazer os trabalhinhos de casa, disse-me (e sabe Deus o tempo que levei a entender), a minha saudosa Maria Emília. Este especialista não sabe (nunca soube, fica a saber agora), que a Ensitel nunca teve (até ao eclodir da crise), nenhum dos seus quadros ao serviço do seu Facebook. Dizer que a Ensitel "entrou mal" no Facebook, é mais uma anedota contada por um perito. A Ensitel teve, à semelhança de milhares de outras empresas, um "jeitoso" que tomava conta da página quando havia necessidade disso. Tivesse a crise rebentado em dia de manutenção e a reacção teria sido mais rápida. Não foi o caso, temos pena. Quando deu por ela, foi o que se viu. Eu, um simples Gestor de Produto não perito em Social Media soube disto vinte e quatro horas depois do sucedido. Esta página foi criada por pressão de um terceiro a pretexto da realização de uma campanha que foi feita há quase dois anos. Dizer que a empresa não teve estratégia Facebook dá estatuto, mas somente junto de quem engolir o palavreado sem hesitar...
Mas como disse, eu admito que o perito tenha ignorado o relato que fiz, já não admito que quem assina o artigo não pusesse em causa as suas declarações, mais a mais porque a Meios e Publicidade esteve neste blog e teve oportunidade de o ler, antes ou depois de lhe roubar a imagem do tweet primordial usada na ilustração do artigo. Sim, a imagem é deste blog e não da time line do Twitter.
De seguida, a prosa estende-se a Fernando Fonseca, recentemente elevado à categoria de Consultor de Social Media. Surpreende-me no seu contributo a sua interpretação. "Ao apresentar uma Providência Cautelar para resolver um problema técnico (SEO) por via judicial, alimentou a polémica". É surpreendente que esta afirmação seja feita, mais a mais porque a Providência não alimentou polémica alguma, porque a polémica começou muitíssimo tempo depois da respectiva apresentação. E dou de barato que o serviço a clientes e respectivas reclamações sejam algo "técnico" que se possam "apagar" ou "enterrar" com técnicas de SEO ou Black Hat como já vi o autor defender noutro lugar. Não resolvemos isto mas apagamos as pistas. Bravo! É pena que não funcione nesse imenso mar digital que é a Web, onde, mais tarde ou mais cedo alguém tropeça nos mais extraordinários pedaços de informação.
Mas são uma vez mais os "especialistas" que me fazem rir. Uma caixa portentosa tenta alinhar "com a ajuda de alguns especialistas" os nomes mais influentes do Twitter... Conheço extraordinariamente bem a actividade Twitter, perfil e modelo comunicacional de três deles: João Quadros, Nuno Luz e Fernanda Câncio. Se alguém me apontar UMA razão para que Nuno Luz esteja nesta lista, razão que me convença obviamente, eu dou-me por vencido e sou capaz de ingerir um prato de favas. E reparem que eu detesto favas. Só produzo esta afirmação porque tenho aqui ao meu lado dois especialistas que me dizem que tenho razão.
Pedro Durães, profissional que não tenho o prazer de conhecer, dá ao linguado celuloso (e consequentemente ao electrónico que me chegou às pupilas) o sugestivo e prometedor título "Os Padrinhos das redes sociais". Veremos e demonstrarei de seguida, como todo o articulado da peça não passa de um grandioso equívoco em forma de mistificação e déjà-vu alicerçado na já hilariante "chuva de peritos" que abordei anteriormente. Socorre-se o jornalista de um Social Media Manager da Agência Digital View. Não o conheço, mas isso obviamente não o isenta da asneira fácil, e muito menos me inibe de desmascarar a sua análise. A frase (e cito o próprio) "Deve ter havido muito off antes do on", insinua. Mas mais do que insinuar, queira o leitor reparar que o Social Media Manager usa a tática (batida e demasiado vista) do "com este vestido preto, eu nunca me comprometo", frase revisteira celebrizada pela mais famosa das minhas primas, a falecida Ivone Silva. Se usarmos a tática do "deve", que à semelhança do "alegadamente" (também muito em moda) não enterra quem profere o dislate mas não o impede de se sujar com alguns torrões, nunca nos comprometemos. Este Social Media Manager, de sua imensa graça, Nuno Costa, não tem, direi eu, obrigação de conhecer a génese deste assunto. Se a tivesse lido (e não me vão dizer que os peritos Social Media não leram tudo o que foi publicado sobre a questão) saberia desde o day after da resolução do assunto que não houve "ons", nem "off". É mais fácil insinuar, sendo que a insinuação suporta todo o edifício da teoria. Se não existisse aqui uma sombrinha de conspiração e planeamento, o que é que estes "peritos" teriam para dizer? Nada. É uma merda. O nada não vende o peixe das agências...
É importante fazer os trabalhinhos de casa, disse-me (e sabe Deus o tempo que levei a entender), a minha saudosa Maria Emília. Este especialista não sabe (nunca soube, fica a saber agora), que a Ensitel nunca teve (até ao eclodir da crise), nenhum dos seus quadros ao serviço do seu Facebook. Dizer que a Ensitel "entrou mal" no Facebook, é mais uma anedota contada por um perito. A Ensitel teve, à semelhança de milhares de outras empresas, um "jeitoso" que tomava conta da página quando havia necessidade disso. Tivesse a crise rebentado em dia de manutenção e a reacção teria sido mais rápida. Não foi o caso, temos pena. Quando deu por ela, foi o que se viu. Eu, um simples Gestor de Produto não perito em Social Media soube disto vinte e quatro horas depois do sucedido. Esta página foi criada por pressão de um terceiro a pretexto da realização de uma campanha que foi feita há quase dois anos. Dizer que a empresa não teve estratégia Facebook dá estatuto, mas somente junto de quem engolir o palavreado sem hesitar...
Mas como disse, eu admito que o perito tenha ignorado o relato que fiz, já não admito que quem assina o artigo não pusesse em causa as suas declarações, mais a mais porque a Meios e Publicidade esteve neste blog e teve oportunidade de o ler, antes ou depois de lhe roubar a imagem do tweet primordial usada na ilustração do artigo. Sim, a imagem é deste blog e não da time line do Twitter.
De seguida, a prosa estende-se a Fernando Fonseca, recentemente elevado à categoria de Consultor de Social Media. Surpreende-me no seu contributo a sua interpretação. "Ao apresentar uma Providência Cautelar para resolver um problema técnico (SEO) por via judicial, alimentou a polémica". É surpreendente que esta afirmação seja feita, mais a mais porque a Providência não alimentou polémica alguma, porque a polémica começou muitíssimo tempo depois da respectiva apresentação. E dou de barato que o serviço a clientes e respectivas reclamações sejam algo "técnico" que se possam "apagar" ou "enterrar" com técnicas de SEO ou Black Hat como já vi o autor defender noutro lugar. Não resolvemos isto mas apagamos as pistas. Bravo! É pena que não funcione nesse imenso mar digital que é a Web, onde, mais tarde ou mais cedo alguém tropeça nos mais extraordinários pedaços de informação.
Mas são uma vez mais os "especialistas" que me fazem rir. Uma caixa portentosa tenta alinhar "com a ajuda de alguns especialistas" os nomes mais influentes do Twitter... Conheço extraordinariamente bem a actividade Twitter, perfil e modelo comunicacional de três deles: João Quadros, Nuno Luz e Fernanda Câncio. Se alguém me apontar UMA razão para que Nuno Luz esteja nesta lista, razão que me convença obviamente, eu dou-me por vencido e sou capaz de ingerir um prato de favas. E reparem que eu detesto favas. Só produzo esta afirmação porque tenho aqui ao meu lado dois especialistas que me dizem que tenho razão.
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Biografia
24 janeiro 2011
10 janeiro 2011
Eu
Neste post utilizo 13 vezes a palavra "eu". Parece que isso causa incómodos a algumas pessoas. Há quem relate na primeira pessoa o que fez e há quem seja relatado na terceira pessoa por coisas que alegadamente não deveria ter feito. Mas isto sou eu a dizer, que gosto de dizer coisas.
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