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08 julho 2013

Who's affraid of the big bad Golf? (2) Golf Mk2

Na aula seguinte de "Mecânica para informáticos", procedi à remoção da consola central que congrega a base do poço da alavanca de velocidades, o cinzeiro, o isqueiro e diversas localizações de prateleiras e arrumos diversos. O objectivo desta remoção era o de tentar perceber se tinha acesso às costas da peça de nylon branca que se vê à esquerda da alavanca (ver artigo anterior) para tornar mais fácil a respectiva fixação. Com grande pena minha, não encontrei esse acesso facilitado (e vai aguardar a opinião de um especialista), mas aproveitei para outra tarefa, a da remoção e posterior tentativa de recuperação do isqueiro original. O isqueiro em si não funciona, mas o o socket interior sim, tem corrente (embora o contacto seja precário). Com a consola removida, o acesso ao interior do isqueiro (na consola) fica mais simples (pensava eu), mas a verdade é que não consegui ainda extrair a peça. A única parte que desmontei sem recorrer à violência, foi o conjunto de iluminação do isqueiro (cuja micro lâmpada está partida e vai requerer soldadura para a recolocar). O socket permanece lá, firme e hirto, até que eu faça novas tentativas ou perca de vez a paciência com ele.


Da remoção da consola surgiram novas necessidades de intervenção. TODAS as espumas interiores que servem de guias as condutas da climatização estão absolutamente secas e a desfazerem-se a cada toque, foram removidas (embora mantidas para serem refeitas), e até a tubagem plástica que envolve o cabo de alimentação do isqueiro estava inaproveitável pelo que foi removida e vai merecer futura intervenção. Nesta altura tenho três frentes (e não vou abrir mais nenhuma por enquanto...), o Reverse Bracket, o isqueiro, as espumas e guarnição do cabo e a colocação do fole da alavanca que entretanto adquiri por 8 Euros. Novo, por oito Euros. Isto leva-me a pensar nos preços absolutamente delirantes de algumas das peças que tenho encontrado nos OLX desta vida. É certo que o fole que eu adquiri não é o original. Mas a cópia é muito boa. E não vou dar uma média de 25 Euros, que é o preço que tenho encontrado para foles de borracha com quase trinta anos. Tenham lá paciência, sim? Já me irrita suficientemente não conseguir (hipoteticamente) não conseguir retirar/recuperar o isqueiro e ter de (eventualmente) trocá-lo por um sucedâneo. O sucedâneo (novo) custa nos eBay da vida, 1,89 Libras mais portes. Um isqueiro igual, usado, atinge preços na casa dos 10 euros... Não convida ao restauro, pois não? Assim, vou enfrentar estes três problemas, espumas da consola, isqueiro e reverse bracket e só depois prosseguir com outras questões. Ah, e aspirar e pincelar muito. Aspirar e pincelar mesmo muito. São vinte e sete anos de pó.



Who's affraid of the big bad Golf? (1) Golf Mk2

Poucas coisas me foram escondidas quando comprei este carro. Uma delas declarava categoricamente haver um "mecanismo estragado" na caixa de velocidades que fazia com que ao engrenar a 1ª, entrasse em vez dela a marcha atrás, coisa capaz de causar calafrios e insónias a qualquer transmissão perante o potencial de catástrofe. Quando o experimentei percebi o potencial perigo, que poderia ser controlado se no engrenar da 1ª tivesse o carro estritamente parado, o que me sossegou nos primeiros dias. Não descansei enquanto não identifiquei com precisão a origem verdadeira do problema. Para tal foi necessário retirar o fole da alavanca de velocidades, operação simples até para um informático: Desenroscar o punho da alavanca, libertar o fole da moldura da base e fazer subir o mesmo até o retirar por completo (e constatar de imediato que o fole necessitava de ser substituído) por estar seccionado em três partes. Esta simples desmontagem fez-me ver duas coisas, uma o problema em si, a outra a exageradíssima inflação nos preços de peças usadas, peças que têm um bom mercado em Portugal. Já lá iremos. Retirado o fole, foi com algum alívio que percebi que o problema pode muito bem estar a ser originado pelo elevado desgaste da guia que impede a caixa de velocidades de obedecer à ordem assassina de marcha-atrás sem que o condutor o deseje. A busca pela peça foi facilitada pelo Gustavo Dias (Facebook) que não só identificou a peça como forneceu o contacto para a respectiva aquisição. Aqui, no Departamento de Mecânica para Totós, a coisa nem parecia extremamente difícil de substituir, mas lá está, nem tudo é o que parece, e a primeira inspecção mais cuidada deu para revelar que a peça está rebitada. Isso não seria muito complicado de resolver se eu soubesse onde meti o meu alicate de rebitar. Não só o não encontrei, como se me levantaram algumas dúvidas (não sou grande expert de rebites), mas fiquei com a sensação de que teria de tirar fora a consola para ver o outro lado do ataque do rebite. Quando o fiz (para resolver outra questão que acabou por se tornar numa grande dor de cabeça a ser documentada mais tarde), percebi que não tenho acesso ao interior da superfície a rebitar. Precisarei, antes de dar cabo destes dois rebites que prendem o nylon ao chassis, de um conselho de especialista. Só depois me atreverei a iniciar a mudança da peça.


Quando o condutor  puxa tudo à esquerda e prime a alavanca de velocidades deste modelo, o dente passa por debaixo do bracket e engata a marcha-atrás. Neste momento, não necessita premir a alavanca porque o desgaste é grande o suficiente para que o dente lhe passe por baixo.



Como não tenho referencial de comparação para ver se o dente de nylon da alavanca está também gasto (não me espantaria mesmo nada), este bracket pode não ser a solução completa...