29 agosto 2010

Panaché

Para servir um Panaché, (bebida em que são misturadas doses de gasosa e cerveja), é fundamental que no copo seja vertida em primeiro lugar a gasosa. Se resolverem fazer o teste em dois copos separados, invertendo em cada um a ordem dos líquidos poderão comprovar que só se forma uma coroa de espuma naquele em que a gasosa tiver entrado em primeiro lugar. Isto acontece porque a cerveja contém surfactantes, proteínas e outras moléculas que favorecem a formação estável de bolhas mais duradouras no topo do líquido. As bolhas da gasosa rebentam tão rapidamente que não conseguem tornar a espuma duradoura. E agora que estão culturalmente mais ricos e pessoas completamente diferentes, vão para dentro e não se incomodem.

9 comentários:

Manuel Anastácio disse...

É Panaché. Não Pinochet...

Giuseppe Pietrini disse...

Obrigado pela dica.
Se não fosse abusar da sua disponibilidade, diga-nos também, por favor, quais as proporções ideais a misturar de gasosa e cerveja.
Recomenda-nos algumas marcas destas em especial?
Uma vez mais, obrigado.

Pedro Aniceto disse...

Não sou especialista (nem grande apreciador da mistela...) pelo que não posso ajudar.

Giuseppe Pietrini disse...

Ó Pedro Aniceto, atão depois de nos aguçar a sede de panaché e de conhecimento, sonega-nos mais informação? Invocando afinal não gostar da alegada mistela? Da próxima vez, previna-nos antes assim: "olhem, vou-vos dar esta dica mas notem bem que não curto esta cena, ok?".

Pedro Aniceto disse...

Eu gosto de Gasosa "a solo". Sempre gostei. Estreei-me numa coisa que dava pelo nome de BB, marca portuguesa "Bem Boa" e depois conheci um produto espanhol que ainda me faz salivar "La Casera". Permito-me de quando em vez misturar gasosa e vinho tinto, sobretudo em dias em que preciso de não me deixar intoxicar de imediato. Mas cerveja é cerveja e não admito misturas.

Giuseppe Pietrini disse...

Pedro, se não admite, também não aconselhe ou sequer sugira fazermos essa mistura. Se não é boa para si, não o é para os demais tampoco. É uma pequena maldade, há-de concordar...
Essa marca dos losangos azuis e encarnados, essa é que era boa. A Rical não era páreo para a BB. Mas do eu tenho saudade é da Canada Dry Cola, a única cola que podiamos beber antes de 25 de Abril de 1974. Aquela garrafa de 33cl era um belo exemplo de design...

Pedro Aniceto disse...

Mas eu não aconselhei ninguém a beber a mistela... É apenas interesse científico!

E ou eu estou muito enganado ou a Canada Dry (grande cola!) não era de 33 cl.

Giuseppe Pietrini disse...

Para ser exacto, o Pedro de facto só aconselhou a fazer como deve ser, não a beber. Not guilty.
Mas deixou-nos a todos com vontade de comprovar a sua teoria. E isso só se faz bebendo a nossa produção caseira.
E em relação à garrafa da Canada Dry, também deve ter razão. Eu referi 33cl sem ter plena convicção de estar a falar com rigor. Seria então o quê? 20cl?

Diogo Silva disse...

Trabalho em hotelaria a muitos anos e discordo em absoluto, para fazer um bom panaché primeiro coloca-se a cerveja, caso contrario a soda precipita-se no fundo do copo e a mistura não fica homogenea