30 setembro 2010
29 setembro 2010
27 setembro 2010
26 setembro 2010
O caçador de pérolas
Sobre este folheto nem sei bem o que vos diga, excepto claro está que é uma folha policopiada e distribuída em caixas de correio como a do leitor Pedro Barros e que pretende angariar clientes para excursões da dupla Eduardo Laurinda.Sei que já vou tarde, mas isto do "leitão até chegar com o dedo" e "Nossa Senhora dos Calvos", é coisa para me interessar...
25 setembro 2010
24 setembro 2010
23 setembro 2010
22 setembro 2010
O disjuntor
Não tenho vontade de escrever. Sinto-me seco apesar de não me faltarem razões para a lágrima. Incomoda-me que as pessoas tenham deixado de ser criativas face a um problema e que bloqueiem sem razão aparente à mais pequena dificuldade. Hoje conversei brevemente com três pessoas. Uma não sabia o que era um disjuntor. Outra não sabia o que era uma chave Philips (ou Estrela como tive o cuidado de mencionar). Ambas contrataram os serviços de um electricista. A Economia deve bastante à ignorância. O terceiro? O terceiro era eu, que não sabe como é que isto é possível.
21 setembro 2010
20 setembro 2010
Ementas criativas
E chega-me o relato de um avistamento numa ementa de restaurante em Famalicão de um extraordinário nome de prato, o épico "Polvo com Grande Bico"...
O caçador de pérolas
Recapitulemos: Se a barreira dos seis dígitos foi ultrapassada ontem, isso quer dizer que ontem à noite estiveram na Luz mais de seis milhões de pessoas? Record Online.
Nostalgia de um rapaz urbano
"Quando eu era chavalo, a minha mãe mandava-me à mercearia com apenas cinco escudos. E eu voltava com três quilos de batata, um pão de Mafra, dois litros de leite, um pacote de chá, fruta variada e uma dúzia de ovos. Hoje em dia já não consigo fazer isso... Encheram a mercearia de câmaras de video-vigilância!"
19 setembro 2010
O Estado da Guerra
Se um tipo tem que estar em tal lado às horas tantas é absolutamente normal que tenha de alterar todos os seus planos para poder estar em tal lado a horas tantas, encaixando no planeamento os outros cinco lados e as quinhentas horas tantas que planeou antecipadamente, ficando deveras desgostoso que isso obrigue a avisar a e desavisar terceiros (e alguns quartos). Quando tudo parece encaixar-se, e as ondas do lago deixam de se ver como se sempre tudo estivesse em calmaria e silêncio, há um telefone que toca e uma voz que diz "Olha, já não é possível fazer como tínhamos combinado e fica para uma proxima oportunidade", ficamos a olhar para um vazio que inclui uma porrada de coisas e um lugar vazio no Benfica-Sporting desta noite.
Discos pedidos
Quando entrei no restaurante e me perguntaram se queria escolher a banda sonora para o jantar, achei piada e acedi. Escolhi Madredeus e enquanto petiscava umas taliscas de queijo e umas azeitonas negras carnudas, ri-me sozinho para dentro enquanto escutava "Haja o que houver". (Piada subtil, fina e retorcida só ao alcance de pessoas com demasiada imaginação).
iPhone e Acesso Universal (II)
Um relato na primeira pessoa, de um invisual que pela primeira vez tem contacto com um iPhone. Link por cortesia de Carlos Nogueira.
18 setembro 2010
17 setembro 2010
Belas localidades portuguesas
Eu bem que desconfiava...
Não assinalo a pérola, os leitores procurarão o que me diverte nesta imagem que me foi enviada por Laurentino Martins
A reinvenção da roda para tótós
Deo Gratias
Se há dias em que um homem considera que atingiu um ponto baixo na sua vida profissional, outros dias nascem em que se dá o oposto. Telefonou-me um Bispo e quase fiquei sem palavras quando, informalmente, ele me disse numa singela frase: "Pedro, não consigo aceder ao Espírito Santo"... Os três segundos de profundo e respeitoso silêncio que se gerou, tempo em que na minha cabeça se cruzavam várias hipóteses teológicas e espirituais, foram quebrados pela singela constatação de que se tratava de um problema de Home Banking.
15 setembro 2010
O caçador de pérolas
14 setembro 2010
Onde estavas tu há dez anos atrás?
Eu sei exactamente onde estava a 13 de Setembro de 2000. Em Paris, a fazer fila com uma Gestora de Marketing marroquina, à espera de levantar um futuro no qual eu não acreditava por aí além. Em CD que ainda guardo com algum carinho.
Do mesmo autor de Transformers na A24
Chega agora a peça "E porque venta tanto este Verão?". Um exclusivo JN.
Divino!

José Miguel Gaspar, o autor assinado deste texto, entra, exactamente a partir de hoje para a minha galeria privada de narradores de notícias de jornal, sempre em lugar de enorme destaque. Senhor de metáforas pouco usuais, capaz de transformar uma notícia corriqueira numa piscina de metáforas improváveis e raras, é claramente detentor de um dom de prosa que muito poucos jornalistas da praça admitirão alguma vez usar e que, não sendo de moto próprio e livre vontade, poderiam eventualmente ter sido provocadas pelo uso intensivo de substâncias menos legais. Atentemos no texto, texto esse que a imagem não reproduz na íntegra, dada a extensão do delírio narrativo:
"Duplo milagre: o condutor esteve duas horas e meia encarcerado na cabina do camião que virou, mas saiu quase incólume; tombou na encosta, mas por uma nesga caía em cima dos carros da A4.
Como ficou, todo estampado de costas, o atrelado tombado de lado na encosta, carga espalhada e os 12 rodados indignamente virados ao ar, o grande Scania R440, um muito possante semi-reboque, vermelho vivo, novo, parecia um Transformer que correu horrivelmente mal. Bastava ver-lhe a cara que é a sua cabina - pareceu ter levado um soco do céu: testa de vidro partida, grelha metida pelas fuças adentro, todo amarrotado como papel, um sem-número de fios e mecânicas vísceras, a escorrer, à mostra de todos. Metia dó, como um escaravelho que capota e não se pode levantar. Mas, mais do que isso, metia medo.
Lá dentro estava Manuel Eirado Azevedo, condutor profissional, 50 anos, natural de Fão, Esposende, vítima e vilão e único acidentado do sinistro. O seu sanguíneo R440, ao serviço da Transfradelos, operadora de carga da Póvoa, arcado com 30 toneladas de estilha (aparas de madeira para celulose), saíra do Porto de Leixões quando se despistou no alto do nó de Sendim (acesso à A4 na ligação para a A28, direcção Porto), caindo encosta abaixo.
Acreditar em milagres a dobrar
Ninguém o diz oficialmente, mas entre o INEM, a Polícia e os bombeiros que ali formigavam, do Porto e de Leixões, era comentário comum que houve um duplo milagre. Primeiro: Manuel Eirado Azevedo ficou encarcerado na cabina desfeita do camião, ele preso sentado e virado ao contrário, e saiu incólume (ou quase: um dedo esfacelado, escoriações na face e numa perna; internou-se no S. João, está estável, só chocado e, claro, muito stressado). Segundo milagre: bastava que o despiste tivesse ocorrido dois segundos antes, 20 metros antes e aquele toneloso camião ter-se-ia despenhado monstruosamente na A4.
Foi isso que pensou num imenso segundo António Parada, presidente da Junta de Matosinhos, que seguia pacatamente em baixo, na A4, quando aquilo se levantou por cima de si. "Vi-o a virar-se todo, como se ele estivesse vivo, até ficar de rodas para o ar. Pareceu-me que durou uma eternidade. Foi um pavor - se ele caísse, caía mesmo em cima de mim!", disse o autarca ao JN, a voz ainda aluída. "Foi um susto como não me lembro, vi a estilha toda pelo ar, aquelas rodas pretas a fumegar, as rodas a rodar sozinhas. Parei logo, eu e os outros carros todos, e chamei o 112".
Na síntese oficial do acidente, o comandante adjunto Carvalho, solícito e transpirado, diz que aquilo foi complicado, mas que o condutor teve companhia desde o primeiro momento, minutos depois do alerta (17.15 horas), que manteve a consciência e que foi logo medicado com morfina. O comandante admite também que o acidentado esteve naquele cárcere duas horas e meia (libertou-se às 19.40 horas) e que a grua desencarceradora de pesados demorou quase duas horas a chegar."
Os negritos são meus, mas a prosa é toda do jornalista. o original está aqui e veio até mim pela mão de Shyznogd.
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