18 outubro 2011

Deram-te um nome de rua

A ideia não era propriamente nova na minha cabeça, estava aliás ligada a um projecto bastante mais ambicioso que, com os astros devidamente alinhados and a little help from my friends poderá um dia ver a luz. Ontem mesmo lancei a ideia no Twitter, a modos que um tubo de ensaio para testar reacções. Qual ideia? A de propor à Câmara Municipal de Lisboa a eventual atribuição de um nome de rua de Lisboa a Steven Paul Jobs. Talvez não saibam, mas sou grande adepto da toponímia de Lisboa, ligam-me a ela relações emocionais muito antigas (A primeira base de dados electrónica que Lisboa teve a respeito de toponímia, base a que dei o nome de Corvus Base, foi pensada e criada por mim e esteve durante muitos anos à disposição do público interessado em terminais do Palácio do Beau Séjour). Há já alguns anos que não acompanho as novidades da Comissão (mas sigo regularmente as suas deliberações e atribuições) e deveria até ter começado por aí, recapitulando os regulamentos e normas, mas conhecedor dos (bons) hábitos telefónicos do actual Presidente da Câmara, Dr. António Costa, decidi perguntar-lhe directamente sobre qual a melhor forma de colocar em marcha um movimento de propositura de uma atribuição deste género. A resposta veio célere (bons telefones fazem comunicadores rápidos...) e as indicações deveras precisas: A candidatura pode ser dirigida à Presidência da Câmara ou à Comissão de Toponímia, os requisitos passam pela necessariamente (boa) documentação - E que diabo, Lisboa vai ver a MELHOR candidatura toponímica que alguma vez foi feita nesta cidade! - e pela necessária submissão e eventual aprovação por parte da Comissão.

Há um princípio que poderá fazer demorar a submissão da candidatura. Um princípio que eu desconhecia, mas que António Costa fez o favor de me recordar: É comum aguardar-se um período de cinco anos após o falecimento para que a Comissão aceite a apreciação do pedido. Temos tempo. Mas que o projecto seguirá para a frente, não tenho dúvidas. E no que toca à recolha de apoios, não tenho dúvida alguma que sou a pessoa ideal para isso.

12 comentários:

Rafael disse...

Mas o que o Steve Jobs fez para ao Portugal para merecer ter uma rua com o nome dele?

Miguel Carmo Carmo disse...

É verdade que Portugal é considerado um país periférico, mas faz parte do mundo, e pelo mundo, entenda-se humanidade, Steve Jobs fez muito. Pelo menos o suficiente para merecer uma homenagem.

Abraços

MC

O Mestre disse...

"Aguardar um periodo de 5 anos após a morte" - Ué! O Cavaco já morreu à cinco anos e ninguém me disse?
É que eu vi uma Rua Dr. Anibal Cavaco Silva lá pros lados do Tagus Park..

Pedro Aniceto disse...

Às vezes pergunto-me se estamos todos na mesma onda. A Comissão de Toponímia de Lisboa é em Lisboa, não tem necessariamente as mesmas regras da Câmara de Oeiras, certo?

Pedro Aniceto disse...

A maioria das vozes críticas coloca a mesma questão (que respeito) do "O que é que ele fez por Portugal?". A pergunta é ligeiramente maldosa (ou revela um desconhecimento completo do mundo tecnológico que hoje em dia usamos). Tenho cinco anos para esta candidatura, decerto vamos responder a TODAS as questões. Homenagear alguém com um nome de rua NÃO IMPLICA haver uma relação directa com Portugal. Toda a gente parece saber disto.

nmlima disse...

Por onde eu vivo, a palavra "celebrity" e usada para pessoas com vida e obra bastante menos celebradas que as do Steve Jobs.
Acredito que outras regioes e cidades se possam antecipar, e talvez possa nascer um bairro com outros nomes importantes desta industria. Seria bom (em minha opiniao) fazer este tipo de homenagem tambem em vida.

tfcontest disse...

O Hugo Chávez só tem 2 anos de vida.
Ver se me lembro de pedir à camara de Lisboa uma rua com o nome dele. Afinal, ele sempre nos comprou cá magalhães.

Tiago disse...

Parece-me que "oficialmente" é necessário aguardar 5 anos, mas exemplos contrários há muitos, basta irmos ao Marco de Canaveses e podemos literalmente ESCOLHER que Rua Avelino Ferreira Torres (antigo Presidente da Câmara)queremos visitar (já para não falar do Estádio, dos Centros Recreativos, etc). Pedro, louvo a ideia e terá o meu apoio. Se precisar de ajuda, não hesite!

a friend disse...

Isto já é doença...

João disse...

Desculpe-me discordar da sua ideia ao ponto de a considerar ridícula. Não remexendo em argumentos de meritória por parte da pessoa em questão, devo abordar o argumento da parcialidade usada em escolher o Sr. Jobs. Isto porque ao nível de influência que teve na área da tecnologia receio que tenha de perguntar porque não dar um nome de uma rua ao Ex. Sr. Doutor Dennis Ritchie que sem ele nenhuma da tecnologia, que Steve Jobs e outros inventaram ou inventaram, existiria.
Temo que o intuito de dar nome de uma rua a Steve Jobs é meramente populista.

Pedro Aniceto disse...

Obviamente que não se impõe qualquer pedido de desculpas a respeito da sua opinião. Afinal de contas, as opiniões são como os chapéus, cada qual tem o seu. Devolvo-lhe contudo o epíteto de "ridícula" com que vestiu a qualificação da minha proposta. Qualificar de parcial, mais do que atacar é um autêntico elogio à mesma. O acto de candidatura é nominal, singular e único na pessoa do visado. Estúpido seria eu, e todos os restantes proponentes da candidatura (e oxalá eu próprio me surpreenda ao ver o número de pessoas que a subscreverão) se a mesma não fosse parcial. Quer parecer-me que o leitor João não entendeu um facto básico. A propositura de um nome não é uma competição entre personalidades, nem a sua escolha ou respectiva atribuição é sequer feita num confronto directo entre os nomes A versus B. A decisão, um singelo "sim" ou "não" é feita perante um nome e respectiva fundamentação. Se tivesse tido o cuidado de olhar para a forma como a candidatura de atribuição de nome de rua é efectuada, já teria percebido que um simples email, repito, um simples email, lhe bastaria para que Dennis Ritchie fosse sugerido. Não sei se o fez, provavelmente não, mas pense nisso. É provável que seja atacado no processo. Afinal de contas, segundo o seu exemplo, deveria a Comissão de Toponímia da Cidade de Lisboa atribuir primeiro um nome de rua a
Herman Hollerith, sem o qual a Dennis Ritchie não teria sido possível ter inventado ou criado o que criou. Ridículo? Sem dúvida.

Termino desejando-lhe simplesmente um boa sorte na sua propositura e se me é permitido um conselho adquira um bom dicionário, pois estou certo de que o termo "populista" e o seu respectivo significado nele constarão, poupando-o a constrangimentos na utilização de palavras desajustadas à caracterização de uma iniciativa.

Pedro Aniceto disse...

Tiago, estou a formar um grupo de trabalho para esta ideia, um grupo com várias valências. Se quiser saber quais, e eventualmente fazer parte dele, contacte anicetoATmacDOTcom Obrigado