06 outubro 2012

Estamos (verdadeiramente) feitos ao bife

Se o responsável de Protocolo estava hoje a dormir, durante a cerimónia do içar da bandeira nas comemorações (?) do 5 de Outubro, que alguém o acorde. Se o Presidente da República não viu que o símbolo máximo do país estava erradamente colocado nos cabos, era obrigação de quem zela por este aspecto ter tomado as devidas precauções para que não sucedesse.
Não sei sequer o que dizer das restantes pessoas que acompanhavam o acto, mas perderam uma boa oportunidade de demonstrar que não estavam em piloto-automático.

Quando eu era menino, em funções que implicavam aprender como  içar e arriar uma bandeira, quiçá menos importante do que a Nacional, tive a ventura de ter a ensinar-me um homem que não se esquecia de nenhum detalhe desse cerimonial, do atar ao içar, do arriar às impecáveis dobras e manobras relativas, que têm também os seus segredos protocolares. Era esse homem, que munido de um alfinete de ama estrategicamente colocado no bainha, me dizia "Até de noite, às escuras, não corres o risco de te enganar". Mesmo com luvas, sabes qual é o lado a amarrar primeiro. E sim, usem, pelas alminhas, um nó de escota. Poupa-vos a adicional vergonha de estar a perder um tempo imenso a desfazer a asneira.

3 comentários:

jozhe fonseca disse...

Excelente!

jozhe fonseca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
kincas disse...

Já ouvi dizer que a bandeira estava "certa".
O país é que está ao contrário, de pernas para o ar.