08 novembro 2012

Emoções

Este post pode ser considerado fútil, estranho, talvez doentio. Ainda reflecti algumas horas antes de o dar à estampa, mas acabei por decidir fazê-lo; não me importo do que possam pensar embora esteja certo que haverá também muita gente a apreciar estas linhas e sobretudo a imagem que deixo mais abaixo.

Quando se é fã de alguma coisa, é normal que haja ícones que gostemos de abraçar. Imagine o leitor que é doido por futebol e lhe permitiam calçar uma chuteira de Eusébio, que é músico e que podia soprar no trombone trompete de Louis Armstrong, que é um furioso condutor de automóveis e que podia colocar na cabeça um capacete de Ayrton Senna.

Agora imagine que eu, profissional profundamente ligado à marca da maçã, ficava ali uns segundos a contemplar embevecidamente um objecto, tendo debaixo das cabeças dos meus dedos, com  o teclado à minha mercê, o último computador de José Saramago.

Percebem a ideia, a emoção? Obrigado, Pilar.




8 comentários:

botinhas disse...

Aproveita e vê o que se passa de errado com as teclas "." e ","!

Americo Barreira disse...

Pedro, permite-me uma pequena correcção: o Louis tocava trompete e não trombone...

Ricardo Antunes disse...

Ó Botinhas, olha que o Saramago usou mais vezes o ponto e a vírgula que a maioria dos escritores...

Ricardo Antunes disse...

Isso é na casa museu? Mais do que o computador, gostava mesmo era de ver os rascunhos...

Pedro Aniceto disse...

Botinhas: Não há nada de errado com as teclas. Nada. Mesmo.

Américo: Correcção feita (que agradeço).

Ricardo: A máquina está a uso, é da Pilar. Mas é provável que um dia destes eu possa mostrar aqui uma outra. O seu primeiro iMac que me ofereci para reparar. Tens lá inúmeros manuscritos. A exposição é simples mas muito completa. Até a biblioteca dele lá está (a ser catalogada neste momento).

mOr LoCcO disse...

hmmhmhm, ao reparar esse iMac passas a "recuperador" de pérolas... ou não!!!
Vê se ele tem milhas de borla, estive lá este verão e não me importava de lá voltar, já!

LigeiramenteCanhoto disse...

Eu entendo.

Garimpo todos os meus dias em busca destas pequenas preciosidades que nos temperam a vida.

Momentos desses não têm preço.

Obrigado pela partilha.

blimunda sete luas disse...

Ai Aniceto, Aniceto... As pessoas que tens o privilégio de conhecer... :-)