24 dezembro 2012

Feliz Natal

Olá!

Num ano que, para todos, foi tão duro e difícil, as minhas palavras vão para aqueles que independentemente das suas próprias dificuldades, arranjaram sob a forma de tempo ou de outras modalidades, uma forma de me ajudar ao longo deste para mim malvado 2012.

Sobre todos os aspectos. Nem sempre a ajuda é um gesto espalhafatoso, mas muitos dos destinatários desta mensagem estiveram do meu lado quando foi efectivamente necessário (e infelizmente, por razões que muitos de vós conhecem, foram muitos os momentos desse género ao longo deste ano) e não os
esqueço, nem as pessoas, nem os gestos propriamente ditos que de muitos de vós fui recebendo ao longo deste complicado tempo que vou vivendo.

É por isso que agora, quero agradecer a quem descomplicou quando era bem mais fácil obstaculizar, a quem investiu o seu tempo numa palavra de ânimo ou pôs os pés a caminho e as mãos na massa para me facilitar o caminho. Sois efectivamente grandes e mereceis o melhor. Estou-vos profundamente grato e sabeis muito bem ao que me refiro.

Aceitem por isso mesmo os meus mais sinceros votos de Feliz Natal e de um 2013 cheio de coisas efectivamente boas.

Pedro Aniceto

Muitos de vós vão querer saber notícias da evolução do estado de saúde da Maria Fernanda. Não são particularmente animadoras e as opiniões clínicas antecipam um cenário de total dependência durante um período que é impossível de determinar, mas que tudo aponta para que seja muito longo.

Mesmo tendo decorrido muito tempo, as incertezas são quase as mesmas dos primeiros dias. Faremos com ela este trajecto que não se adivinha a todos os títulos fácil. Devemos-lhe isso e muito mais.

Presépio com humor



Presépio particular (Rita GP - Lisboa)

No fazer e no estragar...

Enquanto me guardo para projectos de maior e mais complexa envergadura, um projecto de poucos minutos.

Oh simple things

O que é bom, é bom, e falo do método que a Microsoft encontrou para fazer as clássicas demonstrações de Sistema Operativo, neste caso o Windows 8. Há um toque de genialidade nesta ideia. (E as imagens falam por si mesmas...) Ah, e foi feito na Fnac Chiado

21 dezembro 2012

Maria Alice

17 dezembro 2012

O Manel Jeep

Os carros do Tomás, pelo menos aqueles que estão na jurisdição da minha "garagem", têm nomes. O penúltimo, um jeep horrendo de ar ameaçador, chama-se Manel Jeep. No seguimento da construção do camião, e no intuito de aproveitar pequenas sobras de madeira que mereceriam ter um fim mais digno do que como acendalhas, foi construído este exemplar de um jeep. Ainda não foi baptizado, mas estou certo de que não deixarão os leitores de sugerir nomes de baptismo para esta peça... (Mesmo com todos os aproveitamentos, ainda houve espaço para a construção de um mini-barco movido a elásticos). Este último, que não será baptizado, tem como destino a banheira...




16 dezembro 2012

Feliz Natal e Bom 2013


10 dezembro 2012

Ser um Senhor

Não é a primeira vez que o refiro, não será certamente a última, mas há coisas que tocam fundo e que valem mais do que outras coisas bem mais vistosas e pesadas. O assunto já foi aqui descrito anteriormente, mas este fim de semana, num par de dias das últimas exibições de Chaos no Casino Lisboa, confirmei algo que há muito sabia (como se até precisasse de uma confirmação). Depois da atribulada e stressante estreia de Chaos, (o Luís de Matos, no link do P.R.I.M.O. contará a história), muita água correu debaixo das pontes, as nossas vidas continuaram e há dias um outro amigo meu disse-me "Pá, tens o teu nome na ficha técnica do espectáculo". Disse-lhe que não podia ser, que deveria ser engano, que não havia razão alguma para que tal sucedesse. Acabei de confirmar que é verdade:



Não só é um tremendo orgulho ver o meu nome ao lado de nomes "monstruosos", mas é sobretudo um gesto do Luís que dificilmente esquecerei. Se ele tinha necessidade de o fazer? Não. Mas quis fazê-lo. Sem qualquer aviso ou anúncio. É assim que entendo os gestos dos Grandes Senhores que apesar de parecerem estar lá muito alto, não deixam passar sem um agradecimento aos que, de algum modo, estão cá em baixo. Ele não precisaria deste post. Mas eu não dormiria se não lhe agradecesse publicamente e não dissesse isto mesmo ao mundo. Um grande abraço, Luís.

Magníficas tradições portuguesas

Rezam as lendas que no dia 16, em Vila Real, as raparigas ofereçam o pito aos rapazes, que alguns dias mais tarde retribuirão com a gancha. Não fui eu que inventei. E é isto.

06 dezembro 2012

Como construir um camião (IX)


Por manifesta falta de tempo e de disposição, não tenho documentado os progressos do camião do meu neto Tomás, mas fica aqui e agora um apanhado dos últimos passos. As peças (porque na verdade são duas - camião e respectivo atrelado) progrediram muito nos últimos dias (a ponto de as ter dado como terminadas). As próximas imagens retratarão a respectiva construção nas diversas fases que considerei mais relevantes.


O sistema de engates do camião e respectivo atrelado estava pensado para ser ligeiramente mais sofisticado do que o resultado final (1). Tinha pensado num esquema de "joelhos" da Lego, que são basicamente similares aos eixos, mas são peças demasiado pequenas para serem manuseadas por mãozinhas tão pequenas. Acabei por me decidir por um sistema de camarão fechado e outro em L. Fica mais simples de colocar e tirar. Os faróis, que estavam inicialmente previstos como LED, (decisão que acabei por não tomar), foram substituídos por taxas de cabeça redonda. O efeito não se perdeu. Houve dois momentos críticos nesta construção, de um deles já dei conta anteriormente, a questão da caixa de carga do camião e das respectivas dimensões e a demarcação de portas e janelas da cabina. Nenhuma delas me satisfaz totalmente. A caixa de carga (4) acabou por ser feita "aberta" (permite ao miúdo carregar fisicamente o próprio tractor do camião), e adaptada ao espaço que sobrava na traseira da cabine (3). Na demarcação de portas e janelas, tinha pensado em algo discreto, mas o resultado final acabou por tornar-se o oposto disso mesmo (2). Comecei por aplicar um pequeno quadrado de folha de madeira de balsa para dar volume e relevo à grelha frontal do radiador, o que resultou, e permiti-me experimentar (de forma quase definitiva) a mesma técnica nas janelas e portas. As pequenas peças de madeira de balsa não apreciaram particularmente a cola usada (cola de madeira) e reagiram mal (2) encaracolando e obrigando-me a nova aplicação e a um período razoável de pressão. A mesma técnica foi usada no vidro frontal e painéis de porta.


O conjunto cabine/caixa (1) tem uma dimensão ligeiramente desproporcional (em desfavor da caixa) e isso já se sabia e obrigou-me a várias tentativas de colagem por forma a não ser a primeira peça a regressar à "oficina". Certo é que podia ter sido aparafusada, mas optei por uma colagem reforçada (2) da qual o futuro dirá se foi satisfatória. A plataforma do atrelado (3) seguiu a mesma técnica de construção, quer nas laterais, quer no suporte dos eixos e resultou extremamente rápida no resultado final. Por continuar com problemas nas serras de corte circular, a cava traseira das rodas foi cortada ligeiramente em excesso, mas optei por não repetir cortes e prosseguir mesmo com as cavas ligeiramente diferentes na profundidade (4).



O conjunto resulta, apesar dos erros apontados, harmonioso (1). O sistema de engate funciona bem e de forma simples (um erro de apreciação de alturas dos engates foi resolvido com uma ligeira torção nos camarões. O sistema de eixos assenta em berços iguais aos da cabine e a mesmíssima técnica das palhinhas de refrigerante foi usada para prevenir o desvio das rodas (2). A caixa (3) foi aplicada na plataforma (aberta no topo pois vai permitir um jogo de cubos de madeira empilháveis que me foi sugerido pela Paula Robalo). Talvez por ser mais extensa, a plataforma tem menos rigidez à torção e à pressão vertical que lhe será exercida (isto tem testes de estrada, senhores!) e fui obrigado pelo bom senso a reforçar os berços dos eixos em matéria de fixação (4)


Os últimos detalhes da cabine foram a colocação de duas pequenas taxas nas portas (1) (mais para tapar um pequeno furo que tinha decidido fazer, do que por uma preocupação de detalhe) e a exclusão de dois pequenos tubos de escape (em chaminé) que tinha pensado apoiar nos guarda-lamas frontais. Percebi depressa que não durariam muito tempo na posição e optei por excluir. A traseira de ambos os conjuntos levou uma pequena chapa de matrícula (sem letras ou números - falta-me um jogo de punções) e no atrelado, no lugar dos farolins traseiros, apliquei duas pequenas taxas cromadas (2). A plataforma (que esteve vai não vai para levar a caixa aplicada de forma amovível) acabou por ganhar a fixação da mesma e no conjunto foram aplicados dois pequenos autocolantes da O'Reilly que trouxe do Codebits. E é isto. 


03 dezembro 2012

Casca grossa

Imagem enviada pelo leitor Nunodois