29 novembro 2013
Down the Memory Lane
Adorava esta camisola. Quase tanto como odiava as calças que tinha vestidas. E fica desta imagem que (penso) dos anos setenta e qualquer coisa, um hábito de postura que ainda hoje mantenho, o da mão meia afundada no bolso da frente. Foi tirada pelo Armando Carlos no jardim fronteiro à Igreja de Carcavelos.
28 novembro 2013
27 novembro 2013
Sempre a aprender
"Marginália" é um conjunto de anotações efectuado nas margens de um livro. Quando esse livro é um dos poucos exemplares existentes da primeira edição de "Os Lusíadas", tornam-se ainda mais interessantes. Tenho dúvidas que não ficasse nervoso ao tocar-lhe. Como fiquei quando pousaram nas minhas mãos um dobrão de ouro de uma nau portuguesa naufragada na Costa de África (depois de limpo, porque se tivesse sido antes eu tinha-o deitado fora sem contemplações) ou quando teclei num Macbook de Saramago.
25 novembro 2013
Outono/Inverno
Mesmo em locais de temperatura subtropical, os movimentos migratórios sucedem-se. Na imagem um bando de minis voa para paragens mais frias. Funchal. Imagem enviada por Ana Ferreira
22 novembro 2013
21 novembro 2013
19 novembro 2013
16 novembro 2013
06 novembro 2013
05 novembro 2013
iFundNews.com
Na próxima Terça-feira, dia 12 de Novembro às 17:00 Horas, na Sala de Conferências da Torre do Tombo, apresentação pública e lançamento da plataforma iFundNews, um projecto que visa trazer ao leitor uma plataforma jornalística completamente independente. Espero ver-vos por lá.
Manifesto iFundNews
A função primeira do jornalismo é informar – dotar o cidadão de um conhecimento informado que lhe permita não só acompanhar o que se passa à sua volta, mas tomar parte ou posição face àquilo que o rodeia.
Assim, o jornalismo assume função primordial numa democracia, pois é o meio elementar que dota o cidadão da informação necessária para que possa cumprir com o seu papel no meio em que se insere.
Se a informação não é veiculada de forma fluida, clara e transparente, a divulgação não acontece, a pluralidade de ideias e posições deixa de estar patente, o debate não é estimulado, o confronto de ideias desaparece. E a democracia perde a sua essência.
Infelizmente, este é um retrato, ainda que tosco, do Portugal de hoje.
Porque os órgãos de informação têm vindo a desinvestir progressivamente nas suas redacções, que têm hoje estruturas tão reduzidas que são incapazes de cumprir com a verificação e validação das notícias e das fontes; e de dar ao leitor a necessária multiplicidade de pontos de vista e de posições.
Porque os órgãos de informação são detidos por grandes grupos económicos, indistrinçáveis do poder político, o que lhes tolda os princípios básicos da independência, transparência e isenção.
A premissa de que a informação, hoje, está acessível a toda a gente não é verdadeira.
Neste contexto, e com o sério propósito de dotar o jornalismo de ferramentas que lhe possibilitem cumprir com a sua função primeira – a de informar – e, assim, cumprir com o seu papel fulcral numa democracia, surge a iFundNews – uma plataforma online, independente, disponível para a publicação de trabalhos jornalísticos, acessível ao público em geral.
A iFundNews é detida pela EdgeInnovation, empresa portuguesa de consultoria, outsourcing e inovação em TI, que, no âmbito da sua área de inovação e no intuito de devolver ao jornalismo meios para que cumpra a sua função cívica, própria de uma democracia, desenvolveu esta plataforma.
Para garantir a imparcialidade da plataforma, a iFundNews apenas valida a inscrição dos jornalistas na plataforma através da sua carteira profissional. Garante da independência jornalística, os artigos são financiados em crowdfunding. O compromisso da iFundNews de não intervir, de nenhuma forma, na escolha, edição ou revisão dos artigos propostos ou publicados, é o garante da sua isenção.
A iFundNews é a casa e o veículo do jornalismo independente.
Café Patita (O lançamento)
Eu nem sei como hei-de começar... A minha amiga Patrícia Furtado, cozinheira emérita, boleira e doceira capaz de ganhar uma comenda num 10 de Junho, vai (finalmente) lançar o livro que ensinará pessoas a fazer manjares. (Aguarda prova, uma vez que vou ler o livro e pelo menos tentar...). Para colocar isto em prática, Patrícia Furtado vai, imagine-se, ver o seu livro apresentado por esse emérito e distinto mestre pasteleiro que dá pelo nome de Nuno Markl. Só isto, mesmo que livro não houvesse, já era razão suficiente para no próximo dia 14 de Novembro pelas 18:30 no piso 5 do El Corte Inglés lá estivesse um batalhão de pessoas. Notem bem, Nuno Markl vai cozinhar. Não sei se a Protecção Civil já foi alertada, mas eu fazia-o sem hesitação.
Vai haver bolinhos. E bebidas. (Já provei, e garanto-vos que são divinais...). Há evento no FB, seus modernaços... Apareçam!
A árvore do Teneré
A publicação anterior, que me trouxe ao conhecimento uma admirável homenagem às vítimas de um desastre aéreo causado por um acto de terrorismo, é uma história inusitada. Que me recordou outra, bem mais antiga, passada no mesmo deserto do Teneré. "A última árvore do Teneré" como me confiou o falecido José Megre, há uns anos valentes. Fazia parte de um grupo de árvores num ponto da imensidão do deserto. Calculava-se que tivesse cerca de trezentos anos e era a última sobrevivente do que outrora fizera parte da paisagem. Sobreviveu anos e anos e chegou a ser considerada a mais isolada árvore do mundo. A dada altura, a árvore mais próxima estava, imagine-se, a mais de 400 km. Estava no Níger, perdida no Sahara, na região do Teneré. As suas raízes alimentavam-se de água de um lençol freático a a mais de 35 metros de profundidade. Era um marco na paisagem, fazia parte da cartografia da região (pudera), e servia de farol para as caravanas e rotas que cruzam esta região inóspita do planeta. Tinha aliás um aspecto místico para as tribos tuaregues que a preservaram e que nunca lhe usaram a madeira para combustível. Pois apesar de ser a única árvore num raio de 400 km, não esteve imune a acidentes de viação. Em 1939, durante a escavação de um poço nas imediações, uma manobra de um veículo causou acidentalmente a quebra de um dos seus ramos, desfazendo-lhe a silhueta em V. Em 1973, um camião conduzido por um líbio, alegadamente embriagado (e sem sombra de dúvida azarado), embateu na mesma e arrancou-a do solo. O governo do Níger, fez transportar o que restou desta famosa árvore e ela está hoje em exposição no museu nacional do país. No seu lugar, um artista anónimo fez erguer uma estrutura metálica composta por tubos e peças diversas de automóvel. O marco na paisagem continua, desta vez construído pela mão do homem. Pelo menos até se ouvir um outro "Ops!".
04 novembro 2013
Subscrever:
Comentários (Atom)








