20 março 2010

Last minutes with Oden

Não houve ainda um único dia em que não me lembrasse dele e hoje, por todas as razões e uma adicional, mais revivi a dor da decisão. Mas há quem consiga transformar um momento de dor num documento tecnica e emocionalmente irrepreensível. Tenho uma inveja horrenda aos pianistas, sinto que a mesma inveja me começa a crescer em relação à realização cinematográfica. Este documento foi filmado numa Canon 7D, caramba!

Last Minutes with ODEN from phos pictures on Vimeo.

4 comentários:

Rogério Paulo Pereira disse...

Tenho tido a sorte de quase todos os muitos cães que já tive terem morrido serenamente de velhice, em casa.
Mas a dor da sua perda foi sempre atenuada por ter naturalmente chegado ao fim um ciclo de vida, de que a morte faz parte.
Até agora só um me obrigou a passar pela dor da mesma decisão que teve de tomar (http://rogerio-pereira.blogspot.com/2009/05/amigo-1995-2009.html) e que o filme tão bem descreve.
Decisão que sabia certa, facto que nem por isso a tornou menos dolorosa.
Em minha opinião o carácter dos Homens pode medir-se, em grande parte, pelo modo como tratam e se relacionam com os seus animais.
Estou certo por isso, embora não o conheça, que o seu é superior.
Bem haja.

Ana Cristina disse...

concordo inteiramente com o Rogério. Tive que tomar uma decisão idêntica em Junho e continua a não haver dia em que não me lembre da minha Kit. mas ser humano é saber quando temos que tomar este tipo de decisão...

Cristina disse...

Não soube, na altura, do que aconteceu ao Júnior. Soube-o por ti mais tarde. Tentei não pensar nisso, porque era difícil. Apesar de não conhecer não era desconhecido.

Agora vi este filme e, por um milésimo de segundo fiquei zangada por o teres mostrado... com medo que um dia possa ter de tomar essa decisão.

Vi o "Marley e eu" numa viagem de avião. Num Boeing, não houve quem não estivesse a chorar no fim.

P. Esteves disse...

eu que nunca liguei nada a "bichos", achei isto comovente...