10 setembro 2010

iPhone e Acesso Universal


Ao contrário de muitos outros profissionais do ramo, nunca descuro nas minhas apresentações/palestras sobre iPhone as questões relacionadas com o Acesso Universal. Para nós, utilizadores comuns sem necessidades especiais de qualquer ordem, passa quase por irrelevante que o iPhone seja o primeiro telefone a ser usado a 100% por um invisual em qualquer das suas vertentes, mesmo que a computacional. Navegar no sistema operativo é uma experiência completa e inteira, nada, mas absolutamente nada fica por fazer ou manipular apenas porque se é invisual. Com um assistente vocal que narra ao operador todos os detalhes do interface, qualquer que seja a sua posição relativa e com o interface de toque, aquele que é o mais natural e instintivo, é uma experiência que qualquer utilizador deveria testar para ter algo mais com que, orgulhosamente, se possa gabar aos amigos. No meu primeiro dia de iPhone foi uma experiência inesquecível, a de me obrigar a operar um telefone em condições de visibilidade zero, mas de cada vez que vejo um cliente invisual a manipular um iPhone de forma tranquila ou a mostrar-me algo que produziu num destes aparelhos, sinto um arrepio de gratidão à engenharia que possibilitou este estado da arte.

1 comentário:

alezandri disse...

Sem dúvida, um louvor merecido. Não só para a iphone mas para todos os que retiram as palas laterais do olhar, e colocam mãos à obra por um mundo de inclusão social. Infelizmente ainda são muito poucos. Lamentável é que a larga maioria desses aparelhos que se tornam vitais para pessoas com necessidades especiais, fiquem inacessíveis pela exorbitância dos preços de aquisição. Não quero com isto dizer que esses tais aparelhos não valham os preços praticados, o sistema governativo e civil é que deveria de estar preparado para proporcionar a inclusão social que citei acima. Mais fácil é enterrar a cabeça na areia. Abraço.