29 maio 2013

E ninguém vai preso!

Do departamento "Coisas que só vistas". (Via Emanuel Barros)

World Failurists Congress, AEP Exponor, 15 de Junho


Porque a Vida é uma Escola, e o erro um motor de crescimento, aprendizagem e construção, este grupo de intervenção e investigação propõe-se fazer escola no erro: ousar errar, ensaiar o erro, aprender a olhá-lo de frente, desconstruí-lo e inventar novos olhares, saberes e “sabores” (da surpresa, do “eu sou capaz”, do “porque não?”) rumo a uma aprendizagem mais criativa, significativa, libertadora e empreendedora, sempre convocando e envolvendo o aprendente no seu processo de aprendizagem.

Integrar o erro nos processos de aprendizagem (formal e não formal) são objetivos centrais deste “movimento” que dá agora os seus primeiros passos num terreno cujas virtudes, potencialidades e “fertilidade”, pouco nos atrevemos a explorar. Olhemo-lo de frente e erremos cada vez melhor!


A Catarina e a Maria João (11 anos) estarão connosco como oradoras do World Failurists Congress. Erremos pois!

28 maio 2013

Sagres... e nós aqui temos tudo

26 maio 2013

Alfaiates

Quando eu era menino, havia na aldeia onde vivia, um alfaiate. Já não me lembro do nome dele. Abílio? Hipólito? Vivia à beira de uma estrada que tinha uma curva perigosa. Era a "curva do Hipólito", assumindo que era este o nome dele. Não interessa. Fui lá muitas vezes e não me consigo recordar porque razão. Havia muitos acidentes graves em frente à casa do alfaiate, que tinha uma curva apertada, mas isto nem sequer tem nada a ver com o resto da história. São coisas que nos ficam agarradas à memória, como linhas que se nos agarram ao fato e que teimam em não cair quando a vida nos sacode todos os dias.

Lembro-me de várias coisas, da imponência da mesa em que trabalhava, lembro-me dele de colete lustroso, de óculos na ponta do nariz e tenho na memória mais profunda o cheiro a tecidos que havia naquela casa. Acho que nunca mais visitei um alfaiate depois deste hipotético Hipólito. Nunca lhes cheguei a mexer, mas em cima da imponente mesa à qual a ponta do meu nariz mal chegava, existiam dois objectos que nunca esqueci. Uma poderosíssima tesoura e um pedaço de giz, triangular. Nunca tinha visto giz triangular e aquela tesoura metia-me imenso respeito. Nunca lhe toquei mas tinha um ar bastante pesado e apesar de poucas vezes a ter visto ser utilizada na sua função, era sem dúvida A tesoura, a mais imponente tesoura que eu jamais vira, capaz de envergonhar a tesoura de costura da minha mãe, que era já bastante avantajada...

Hoje, quando me disseram "Está um alfaiate a fazer uns lenços para vocês usarem no World Failurist Congress na Exponor", todas essas memórias se avivaram. A tesoura, o giz e o cheiro intenso a tecido, tudo isso desfilou de novo. Não sei o nome do profissional. Abílio? Hipólito? Não sei o de nenhum deles (nem de um, nem de outro). Mas foi bom, por instantes, saber que alguém, está a gizar, a cortar, alinhavar e a coser algo que me traz estas memórias. E a manusear a tesoura que há-de vir a fazer os retalhos do que me lembro e deles se desprende um curioso cheiro a pano.



Etnias

Encontrei um cigano no ramo automóvel. Se pensar bem, já não é o primeiro que encontro. Mas este era legítimo, não estava maquilhado. Diz que vender cavalos já não dá nada. Mas tinha uma saca de ração no porta-bagagens e por qualquer razão achou que eu era homem para lhe comprar um cavalo.

Audi TV

Estive a ver um filme promocional de Lisboa na Audi TV. Um tipo que cruza o Tejo como passageiro de um catamarã e que desembarca no Terreiro do Paço. Encontra um iPhone perdido por uma asiática em cima de um banco. Todos os passageiros tinham bom aspecto. Nenhum deles era africano. O protagonista tinha um Audi estacionado em frente à estacão Sul e Sueste. Cruza as ruas da Baixa ao volante sem que um cabelo se lhe desalinhe por causa dos saltos nos buracos do que resta de alcatrão. Circula pelo Bairro Alto como se fosse lá residente. Estaciona em segunda fila frente ao Tavares e quando sai o carro ainda não lhe foi rebocado. Depois vai a Alfama e sobe por ali acima direito à Parreirinha sem se deter uma única vez atrás de um carro do lixo ou de uma carrinha distribuição. Volta ao Catamarã e viaja no exterior da embarcação onde encontra de novo a asiática e lhe devolve o iPhone. Sobre Lisboa, acho que nunca tinha visto um filme com tanta fantasia

25 maio 2013

World Failurists Congress, Exponor. 15 de Junho


A primeira actividade remunerada que teve foi a contar carros na Circunvalação. Esteve tentado a ser Engenheiro Químico mas acabou por não se deixar cair em tentação. Em vez disso é o sócio número 6635 do Futebol Clube do Porto. Licenciou-se em Direito, exerceu uma única vez (para tratar do divórcio de um amigo) e a sua filha nasceu no dia da inauguração do Estádio do Dragão. Já organizou uma festa de despedida de casado e pertence a inúmeras confrarias como a das Tripas à moda do Porto, a da Broa de Avintes, a do Sável e da Lampreia, a da Cerveja ou a da Água. Faz anos, à semelhança de toda a gente, de 365 em 365 dias, mas só festeja de cinco em cinco. Tem planeada uma dieta para quando tiver 90 anos. Não vai estar no palco da Exponor mas não quis que a sua agenda lhe porporcionasse um desgosto, pelo que vai estar em video no World Failurists Congress. E apenas  porque não consegue estar em dois lados ao mesmo tempo. Por enquanto. B'ora lá!

World Failurists Congress. Exponor, 15 de Junho



Foi, claramente, o único orador convidado que se penteou antes de ser fotografado para o cartaz deste Congresso. E isso é bastante revelador. Se bem se recordam os que tiveram a felicidade de assistir à palestra de Celso Martinho no primeiro World Failurists Congress em Cascais, ele frisou bastante o problema da estigmatização do falhanço em Portugal. Não podíamos ignorar esta chamada científica e fomos à procura de uma autoridade na matéria. Encontrámo-lo. Já estava penteado e tudo. Eduardo Sá, reputado Psicólogo, Psicanalista, Professor na Universidade de Coimbra e no ISPA em Lisboa vem explicar as dúvidas do Celso Martinho. E as nossas. Que não são poucas. Analisem isto!

World Failurists Congress, Exponor, 15 de Junho


Começou por ser bailarina e arquéloga (ao mesmo tempo) e é neste momento Formadora de Comunicação e Imagem. Sempre detestou favas (Ah GRANDE Alexandra!), mas descobriu a semana passada que afinal gosta (Porquê, Alexandra, PORQUÊ?). Sofre de "associativite" e "voluntarite" numa das suas formas mais agressivas, doença para a qual felizmente se não encontrou ainda a cura. Diz que na sala de aula os alunos dela são livres de pensar o que quiserem, mas que ali quem manda é ela. Espalhou-se ao comprido com uma empresa de CV em vídeo. Não se arrepende de ter falhado. Diz. E vem mostrá-lo a 15 de Junho no palco da Exponor. Vou ter com ela uma extensa conversa sobre favas. Garanto. Informem-se!

World Failurists Congress. Exponor. 15 de Junho


Teve, na minha opinião, um avô do catano. Deixava-o destruir muros que depois reconstruía. Na opinião do sábio avô, "ao menos aprende alguma coisa". Teve sempre uma secreta paixão por martelos, chaves de parafusos e serras. A sua biografia diz, na primeira linha que nasceu. Ele acha que não, que chegou à terra numa nave espacial cheia de bicos. Não gosta de futebol e questiona porque é que as coisas têm de ser redondinhas e sem arestas. Dá aulas de skate e é designer. Desenha skates. E barcos. Desenhou o barco do Skipper Ricardo Diniz, que foi um dos mais arrepiantes oradores do primeiro World Failurists Congress. Eu arrepiei-me. Pela história e pelo testemunho dos seus falhanços. Ou então porque Ricardo Diniz subiu ao palco descalço. Um dia destes penso nisso. Temos imenso orgulho em ter um Designer no World Failurists Congress. Não sabemos bem porquê. Porventura por desenhar barcos que afundam quando batem em contentores que são caixas cheias de bicos e com arestas. Ou não. Nuno Pereira, o homem que mais vezes encontrarão a dizer "Positivo", estará connosco na Exponor. Mexam-se!

Coisas do caracinhas

Não sei há quantos anos escrevo sobre produtos tecnológicos. Se calhar há demasiados. Numa das minhas últimas análises, tocou-me em sorte um produto menos conseguido. Levei muito mais tempo do que é costume para encontrar o tom mas acabei por dar à estampa uma análise justa. Justa mas com a qual não fiquei inteira e completamente satisfeito. Parece que estou equivocado. Pelo feedback que tenho recebido e porque um fabricante me mandou um SMS que dizia "Quando tiver produtos que não prestem, é contigo que queremos analisá-los" Não sei se me sinta elogiado se ofendido.

World Failurists Congress (Porto, 15 de Junho, Exponor)


Subiu a um palco pela primeira vez aos seis anos na pele de um agente de autoridade. Levou três anos a  regressar porque surgiu um problema técnico e foi necessário entreter o público até as coisas se resolverem. Parece que funcionou. Ou isso. Daí até hoje fez um monte de coisas. Dizem que era diferente dos colegas da pré-primária e tem alguns projectos nacionais e internacionais da área da comédia. Fundou uma tuna mas ninguém me informou se isso foi bom ou mau. Vamos ter João Seabra no World Failurists Congress. Estamos a contar com ele caso surja algum problema técnico. O que é provável. Não se esqueçam, informem-se.

24 maio 2013

Apple@FNAC Chiado


Uma semana inteirinha, servida em doses de quarenta e cinco minutos a uma hora. Sabe bem voltar ao Chiado, por muitas, mas mesmo muitas razões. A começar pelos descontos. Saiba mais clicando neste link e apareça. No Chiado à tardinha (mas não só, consulte os horários).

23 maio 2013

World Failurists Congress, (Porto, 15 de Junho, Exponor)


Tem um irmão gémeo que nasceu no mesmo dia em que ele. Cresceram ambos, anos a fio, a fazer anos no mesmo dia (detecto aqui um padrão...). Brincaram, pintaram, esmurraram (raio dos cachopos!) e ainda hoje fazem o mesmo mas no Estúdio Criativo que criaram (rever este texto redundante), a This is Pacífica, onde coleccionam prémios e distinções várias que não enumeraremos porque não queremos chatear os senhores do Blogspot. É também Professor Auxiliar convidado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra onde lecciona num curso cujo nome levaria duas linhas a escrever e voltávamos a incomodar a malta do Blogspot, o que já sabemos não querer fazer, a disciplina de Tipografia em meios digitais, Gestão de Projectos e comunicação multimédia (eu gostava de saber como é que este nome fica nas lombadas dos dossiers...). Diz que não se leva a sério e nós também não.  Meus caros, é para nós um prazer receber Filipe Mesquita na próxima edição (second ever!) do World Failurists Congress. Já sabeis, comprai bilhete e informai-vos.

Salvemos o Lince e a Serra da Malcata



Eduardo Madeira e Rui Unas

É improvável que eu chore ao jantar (excepto, porém, se tiver sido eu a cozinhar). Mas confesso que ontem me vieram as lágrimas aos olhos, de riso, ao ver esta entrevista de Eduardo Madeira a um "Diogo Morgado", interpretado por um irreconhecível Rui Unas no Programa da RTP, "Anti-Crise". Tem momentos absolutamente sublimes. Obrigado Ana Vicente pela nota do Youtube.

22 maio 2013

Macally iPhone 5 Aluminum Frame (Red)

Quis a casualidade que nunca, durante os últimos anos de utilização de iPhone, tivesse utilizado um frame num telefone Apple. Quando digo "utilizado", estou a referir-me a uso na vida real em condições de dia-a-dia em vez de uma simples observação e um banal "olha que engraçado que isto é". Tenho por salutar hábito só me pronunciar sobre algo depois de efectivamente ter sido utilizado e submetido aos caprichos e vicissitudes de uma temporada de intensa utilização. Feito este esclarecimento (necessário como verão posteriormente), entrou na minha utilização diária um Macally Aluminium Frame Red (numa semana em que o vermelho esteve um bocado deprimido, é um facto). Um frame não é um bumper, é preciso que fique claro que embora similares no tamanho e na área que pretendem proteger, têm uma rigidez diametralmente diferente. Um bumper de PVC ou silicone tem mais absorção de impacto que um frame metálico, mas compensa essa falta estrutural com maior altura do rebordo às superfícies planas do telefone.

Retirado da embalagem (e céus! que absurda quantidade de plástico o fabricante utiliza no packaging), a primeira impressão é boa. Material leve, com uma maquinação impecável, idêntico em termos de precisão e acabamentos). Alumínio: como de costume só reparamos nos defeitos quando eles estão presentes (o que não é, de todo, o caso deste Macally Frame).

Habituados que estamos a "vestir" os bumper à volta do iPhone, a minha primeira interrogação deu-se no momento em que decidi experimentar o conjunto. Caso não saiba, o aro exterior do iPhone 5 Black (e só nesta cor é que o problema se verifica, porque no iPhone branco o aro não é pintado), é um fumegante monte de estrume. Sim, a tinta do aro exterior é péssima, salta com enorme facilidade a qualquer pequeno toque mais abrasivo e fiquei assustado com a ideia de ter de "encaixar" o frame à volta do telefone. A ideia da rigidez da peça, em confronto com péssima qualidade da tinta do aro do iPhone provocou-me alguns calafrios só de imaginar o que poderia acontecer. Não aconteceu nada na verdade porque assim que peguei no frame, percebi ser impossível colocá-lo por torção até porque a Macally desenhou uma engenhosa solução para a aplicação do telefone na peça. Como será facilmente verificável, existe uma moldura que desliza com precisão em duas ranhuras abertas no corpo principal do frame e que no final do seu curso se prende em dois pequeníssimos dentes que dão um tom deveras sólido ao conjunto na posição de fechado. Estes dentes são mínimos em altura e não é necessário ser futurólogo para perceber que serão cruciais na definição da vida útil deste frame que estará tremendamente relacionada com o número de aberturas e fechos desta moldura. Falo de desgaste futuro - embora seja uma opinião tremendamente especulativa. Obviamente, pensará o leitor, não vou andar a abrir e a fechar as peças todos os dias. Engana-se. Já explicarei porquê.



O telefone é assim "depositado" dentro do frame, que o envolve ao longo do aro exterior (e só pode fazer pelas costas do frame, porque o aro frontal impede o iPhone de sair por essa face). Segundo momento de interrogação: O meu telefone vai andar a roçar num aro metálico? E a tinta? O que acontece à tinta do meu iPhone quando o frame exercer pressão sobre o telefone?

Desarme-se novamente o conjunto para uma observação criteriosa. É nesta altura que temos mesmo de entender o sistema de desarme dos dentes que referi há algumas linhas, o que pode levar uns segundos. Impelida ligeiramnete para o exterior, a moldura fica liberta para deslizar e abrir. O fabricante percebeu o drama do aro em contacto com o frame. E "resolveu" o problema. Contratando, possivelmente, um engenheiro chamado Pedro Aniceto. Sim, a solução apresentada para prevenir a possibilidade de danos podia ter sido inventada (e aplicada) por mim. Uns pequenas pedaços de borracha, colados de forma precária, colocados nas curvas interiores do frame e a meio das secções mais compridas, resolvem o problema. Estas tiras não são visíveis com o conjunto armado, mas não me agradou (de todo) a solução. Comparada com o grau de precisão do acabamento do frame de alumínio, a solução do interior parece completamente amadora e algo improvisada.



Remontemos o frame, esqueçamos por agora este aspecto. Já disse anteriormente que em termos de frames metálicos, apesar de estruturalmente fortes, não são peças que aparentemente consigam  resistir a impactos fortes. Neste aspecto, a Macally Aluminium frame engana positivamente. O conjunto é sólido (de aspecto e de facto) e as quinas do material da face exterior parecem estar lá não apenas por razões estéticas, mas também funcionais uma vez que actuam como pontos de fuga da energia do choque em caso de que queda nos ângulos que são por regra fatais para os nossos iPhone. A tinta que cobre este frame, é, inacreditavelmente, de melhor qualidade que a utilizada no telefone (boa, Apple!).
Em cerca de oito dias de utilização non-stop, não existem marcas ou arranhões (não houve nenhuma queda, mesmo que acidental). Teria passado  despercebido se não tivesse ido ler as especificações da Macally (sim, há pelo menos um tipo no mundo que vai ler as especificações...) que este frame está preparado para receber uma lanyard (fita de pendurar ao pescoço) que não vem a acompanhar o frame. Na verdade esta fita pode ser aplicada (naquele pequeno laço que acompanha este género de fitas) em dois locais diferentes do frame, lateral inferior esquerda e lateral superior direita, dado que o mesmo está perfurado para esse efeito. Achei simpática a ideia, mas não passa disso mesmo. Imaginar a pequena argolinha metálica destes laços a roçar nas costas nuas e metálicas do iPhone quando este anda no bolso, pode produzir gravuras imortais capazes de superar Foz Côa num dia de grande inspiração artística. A culpa não é da Macally, a ideia é boa mas é totalmente suicida se levarmos em conta as fragilidades do iPhone 5.



O segundo aspecto que considero prioritário numa capa, depois da capacidade de proteger o conteúdo numa queda acidental é o "grip". O "grip" é a capacidade de aderência do material de que é construída à mão de quem o manuseia, bem como às superfícies onde apoiamos o telefone.

O "grip" deste frame é muito próximo de zero. É uma completa desilusão. Nem sequer era difícil de conseguir, imprimindo na tinta uma ligeiríssima rugosidade. Nada disso. Manusear um iPhone 5 com uma só mão (a minha utilização mais frequente) e com este frame montado é um exercício algo arriscado (embora ultrapassável com o tempo, concordo), O frame é praticamente polido e escorrega com enorme facilidade da palma da mão aberta, sobretudo nos momentos de descontração muscular em que precisamos de aliviar a pressão da mão em concha para movimentar o polegar. E isso faz toda a diferença no conforto de utilização. Não tenho qualquer dúvida de que estamos perante uma boa defesa do iPhone (estruturalmente forte, de rebordo alto que deixa as superfícies planas da frente e costas a quase um mílimetro de distância das superfícies), mas a aderência (ou a falta dela) obriga muitas vezes (e também pela altura do iPhone 5), a manusear o terminal com ambas as mãos. E isso, não me agradou nada.



Mas a falha maior deste acessório veio mais tarde. Bastante mais tarde. Eu sou um dos utilizadores da famigerada ficha adaptadora 30 pin / Lightning. A maioria dos meus pontos de carga/ligação são feitos com recurso ao (caríssimo) adaptador da Apple e, para meu espanto e tristeza, o Macally Aluminium frame não é compativel com o uso desta ficha. Uma minúscula travessa de alumínio que dota a base de um reforço estrutural impede a entrada completa do adaptador Lightning, obrigando o utilizador a abrir o frame e a retirar o telefone do seu interior para lhe poder colocar outro cabo que não seja o original Apple. Falha magistral num produto que prometia e que cumpre a sua função de protecção. Mas queremos sempre um pouco mais. E apesar do frame ser compatível com a ficha Lightning que acompanha o iPhone, o nosso mundo está ainda bastante colonizado por acessórios que não dispõem desta característica e que obrigam ao uso de um adaptador. E o fabricante não tem nenhuma nota no seu site sobre esta questão.

Solidez: 9
Durabilidade: 7
Aderência: 2
Protecção: 7
Acessibilidade: 2





20 maio 2013

iCal Sport Lisboa e Benfica

Se você é utilizador do Calendário iCal com os jogos do Sport Lisboa e Benfica, rubrica que é anunciada aqui ao lado, isto interessa-lhe. No final desta época, queria avaliar do interesse de algumas modificações e inovações, pelo que gostava de lhe colocar algumas questões por forma a planear a próxima época em termos de calendário iCal. Assim, pergunto:

- Faz, para si, sentido em manter os calendários de jogos da equipa B?
- Os avisos actuais (24 horas e 60 minutos antes dos eventos), são os ideais?
- Acha que algo deveria ser adicionado/removido deste calendário?

 Assim, e porque queria ouvir-vos a este respeito, podem deixar o vosso comentário neste artigo ou, em alternativa, enviar um email para mim com as respostas e eventuais sugestões de melhoria de serviço.

Grupo 7 (1913-2013)


Grupo 7 - Olho de Jacaré from Grupo 7 on Vimeo.

Abreu Amorim e o Benfica

Quando um deputado da Assembleia da República, Vice-Presidente da bancada do  PSD e Candidato à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, comunica publicamente desta forma, sem um pingo que seja de classe ou de elegância, isso é revelador. Revelador daquilo que traz do berço (ou do que lhe faltou) ou de uma inconsciência total do significado do cargo que ocupa e daquilo que representa. Se é de inconsciência que falamos, então que fique aqui, para memória futura, que Sua (alegada) Excelência trata uma generosa dose dos seus compatriotas (que lhe fazem o favor de o sustentar via erário público) por "Magrebinos" e que os visados, na hora de escolherem o símbolo do Partido Social Democrata (ou de qualquer outra marca a que esteja agregado) e elegerem um destes seres nas suas listas, devem pensar não duas, mas uma vez apenas e liminarmente. E risquem este tipo de gente (alegadamente)  inimputável, boçal e intolerável) da vida pública onde nem sequer sabem estar.

17 maio 2013

Elegância

elegância 
(latim elegantia, -ae, gosto, delicadeza, distinção) 

s. f.
1. Gosto delicado no trajar, no falar, no adorno da casa, etc.
   2. Graça, airosidade, delicadeza e distinção aliada à simplicidade e clareza.

Dote de que não foram providas algumas pessoas com quem, infelizmente, temos de conviver ou depender, acrescentaria eu. 



16 maio 2013

World Failurists Congress (15 de Junho, Exponor)



O cartaz começa a ganhar a sua composição final. Mas não dêm isso como muito certo. Pode haver mais surpresas. Nunca se sabe se dois minutos depois do tempo regulamentar não acontece magia.

15 maio 2013

Bem me parecia

Lembram-se disto? E de ter vindo o próprio CEO da empresa, em comentário deixado no artigo, defender a sua dama e propor uma solução "we will work it out" (à qual eu nem respondi, de danado que fiquei com a atitude)? E lembram-se desta frase? "...I am not angry about the value, I am angry about the lack of atitude towards customers. After all, if you do this with a cents app, what should I expect in the future?"Absolutamente contrariado, mas capaz de barrar o elefante com manteiga e engoli-lo todinho, decidi ir à procura da App e, sob protesto, comprá-la. Exacto.



A App foi retirada das lojas iTunes. Não existe uma linha no site/blog da empresa sobre esta situação. Soube notícias ontem porque fui atrás do CEO da empresa e num curto tweet fui informado de que a empresa não tinha recursos para a actualizar depois das mudanças de API do Twitter. Há certas coisas em que não vale a pena insistir-se muito.

Questão candente

O Tribunal de Haia já acusou a Angelina de Crime contra a Humanidade?

14 maio 2013

O Benfica x Chelsea também se joga no Twitter!


Em conjunto com a Siconline, e à semelhança de algumas operações anteriores feitas com a estação de televisão SIC, vamos acompanhar o pulsar dos dias da Final da Liga Europa. Entre na discussão com a hashtag #SLB9SIC e veja os seus tweets agregados na página da @siconline . Venha daí e façamos a festa no Twitter.

Me likes




Reusegram.com

Há conceitos simples. Muito simples. E é isso que torna as coisas mais apelativas. Diria até, irresistíveis. Alguém te segreda algo como "Pá, já viste isto?" e passa-te um URL. No caso o Reusegram.com. Há como disse, conceitos simples. Pegue-se na colecção Instagram de cada um e elejam-se as fotografias que se desejarem imprimir em folhas de autocolantes. Pretty cool, humm? E se os autocolantes forem reutilizáveis? Assim tipo, para sempre? Que possam ser colados na porta do frigorífico e descolados e voltados a colar no vidro da casa de banho, ou no carro, ou na tampa metálica do computador? Talvez pela simplicidade decidi experimentar. Todos nós sabemos o quão penosa pode ser uma experiência de registo num serviço. Eu sei. São incontáveis as vezes que desisto a meio porque ou os formulários são uma valente confusão ou porque não são claros nos formatos da informação. Não foi o caso. Foi, como prometia, simples. Fiz o login com as credenciais do Instagram. Bang! Escolhi o formato da folha de autocolantes, as fotos, tudo straightforward sem um único soluço. (Há vários formatos diferentes, desde o tamanho aproximado de um selo de correio a uma área maior). Paguei, dei os dados de envio. Bang! Daqui a sete dias devo ter os autocolantes na mão. Darei notícias. É um projecto português. Um conceito simples. E vou adorar ter quatro autocolantes reutilizáveis das minhas quatro melhores fotos de iPhone. Já vos disse que gosto de coisas simples?

Se quiser experimentar um desconto na sua encomenda, utilize (no momento do pagamento) o código GM236812CEA

Mazéqu'é uma pena


Jornal de Notícias. Imagem do leitor Sérgio Currais

13 maio 2013

O lenhador benfiquista


12 maio 2013

Tejo

J., arrais de um Varino do Tejo, embarcação camarária que agora está adstrita ao Turismo, disse-me há minutos que o "seu" barco está agora a ser aparelhado para a próxima época de passeios no Tejo. Grupos da mais variada proveniência têm assim a possibilidade de passar um dia diferente no rio, uma volta de 8 horas que surpreenderá quem desconheça do Tejo os seus encantos. "Já fiz despedidas de solteiro, aniversários, casamentos e até uma despedida desta vida...". Como assim? "Uma senhora, doente terminal, pediu à família um passeio em conjunto. E a família fez-lhe a vontade..."

Meu querido rio Tâmega

Estou aqui mergulhado num mar de dúvidas. Conhecendo-lhe o absoluto domínio de lingua estrangeira, não me espanta que o visado tenhado efectivamente dito que tudo afinal não passa de "mergulhadores justo" (fair divers). Claro que quem escreve a notícia tinha a obrigação de brindar os leitores com uma correcção, mas para isso era necessário que se atrevesse a duas coisas, a corrigir "his master's voice" e a saber o que corrigir. 


10 maio 2013

Hoje caça o leitor!


Vá, dêm uma leitura aos testemunhos desta seguradora. Depois admiram-se que a malta entre em contra-mão nas auto-estradas.

Enviado pelo leitor João C.

Grupo 7



E o orgulho de ver o lenço do Grupo 7 em destaque na RTP1? É já amanhã (tendo começado ainda hoje) que no PNEC (Parque Nacional de Escotismo da Caparica que se celebrarão os 100 anos do Grupo 7 da Associação de Escoteiros de Portugal, grupo do qual serei "Chefe" interino durante 24 horas...

O ano da nossa separação (Revista Mac+)


Para mim, Pedro Aniceto, modesto colaborador da maior revista brasileira sobre Apple, a Revista Mac+, é uma honra assinar uma coluna de opinião. Melhor ainda se tivermos entre o lado de cá o lado de lá "do charco", como tantas vezes chamo ao "tanto mar" de Buarque, um monte de razões para continuarmos a manter uma relação entre adeptos de uma plataforma, mas sobretudo entre amigos que fomos aprendendo a ser. Numa fase de profunda renovação da revista, ficam os meus votos de que os ventos soprem sempre favoráveis e que estejamos cá todos, de boa saúde, para assistir aos nossos sucessos profissionais e pessoais. Para ti, Sérgio Miranda, aquele abraço!

Another one bites the grape

Mais uma achega (e muito bem descrita) para a minha decisão de não gostar de críticas (e críticos) de vinho. Via João Barros

09 maio 2013

Borda d'Água

Em Paços de Ferreira todos os Feriados são móveis?

08 maio 2013

O nosso tempo (O mundo na palma da mão)



Um trabalho de Florbela Godinho, Rui Silva e Rui Rodrigues (Repórteres de imagem), exibido no dia 7 de Maio de 2013

Dúvidas

O Senhor Roubado apresentou queixa?

Também não fui eu que inventei

Algumas localidades cujos nomes se encontram repetidos pelo país, têm no respectivo código postal umas letrinhas que tendem a dissipar alguma dúvida. Por exemplo, se o código é xxxx-XXX Montes, é normal que se adicione MTS para designar Matosinhos em vez de outra localidade chamada Montes que possa existir, por exemplo, em Moimenta da Beira. Até aqui tudo normal, mas acabam de me dar uma morada do Concelho de Lousada cujo código postal é xxxx-XXX Nespereira LSD.

Não fui eu que inventei

Hoje de manhã falava-se na Rádio de um projecto de lei que poderia legalizar a plantação pessoal de pés de cannabis. Ou isso ou permitir a inclusão destes "agricultores" num clube social. Veio em defesa deste clube social uma pessoa cujo nome não fixei porque me comecei a rir de imediato quando ela enumerou as vantagens e regras de um destes clubes sociais. Os clubes sociais, dizia então a pessoa "Não têm fins lucrativos e estão impossibilitados de vender álcool".

07 maio 2013

É proibido proibir


Out of the Office (Trabalhar nunca foi tão fácil)



Apresentado ontem na FNAC Colombo, apresentação à qual prestei uma visita de médico (em regime não exclusivo!). Carlos Gonçalves, José Gabriel Quaresma com prefácio de José Alberto Carvalho. À venda em todo o lado. Com uma "particularidade": Este livro promete não acabar. Por via de uma App iOS (vá... e de outros sistemas - que ainda não estão prontos...) que interagirá com o leitor e que me faz colocar a mim mesmo a pergunta "Porque é que nunca me lembrei disto?". Vindo de quem vem, não me espantaria que efectivamente fosse um never ending book.

A Associação Cais faz 19 anos


06 maio 2013

A viagem

Filipe Vieira de Castro, um dos mais ilustres arqueólogos navais portugueses, numa conferência promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian (Exposição 360º Ciência descoberta, patente até 2 de Junho), a falar sobre um assunto fascinante, a da reconstrução de uma nau da Carreira da Índia, e todos os mistérios e incógnitas do estivar da carga de um navio carregado de pimenta, víveres e pessoas. Oportunidade para todos revermos uma brilhante palestra e para mim a possibilidade de rever alguns amigos e conhecidos. Na esperança de que um dia possa pisar as tábuas de uma reconstrução fiel e não especulativa de uma nau portuguesa.

05 maio 2013

Mãe, não há apenas uma dúzia

Eu não sei quantas mães tive, mas foram algumas. Mas sei quem me deu amor incondicional, quem me abraçou quando tive medo, quem me alimentou quando tive fome ou me agasalhou quando tive frio. Foram algumas. Com quem posso, quase cruelmente, ter cortado laços, mas de quem nunca me esqueci. Hoje, porque não é um dia fácil, porque me deixo tomar por alguma raiva e sentida dor, abraço-vos. E mesmo que algumas já cá não estejam para me saudar ou para me dizer como estou crescido, saibam que ainda vos sinto o calor, o cheiro e o amparo. Porque me acompanham mesmo quando o escuro cresce e me segredam "Dorme...". Porque mesmo quando me faço de forte, há uma voz doce  que me recorda que é preciso ter cuidado. Continuo a escutar-vos, mesmo que já não falem.

O nosso tempo

Terminaram (agora sim) as gravações do programa da RTP1, "O nosso tempo", que decidiu convidar-me a registar uma jornada inteira do uso de tecnologia na vida pessoal e profissional. Gravações atribuladas mas plenas de ligações presenciais e virtuais, a fazer lembrar que nem tudo o que temos como mais garantido está próximo e pode até ser intangível. Obrigado à jornalista Florbela Godinho e aos repórteres de imagem Rui Rodrigues e Rui Silva. O programa será exibido no próximo dia 7 de Maio no final do Telejornal.

02 maio 2013

Criatividade


Imagem enviada pelo leitor Amílcar Messias.

Do Departamento "Olha lá isto!"

Giro. Inútil mas giro.

What the Fox?


Devíamos ir TODOS à eFOX comprar um iPhone 5 com Android 4.0 e por um preço "canhão"...

Prestem por favor atenção a isto, que existe um lookalike de iPhone 5 com Android. (via Celso)


Parabéns, Sport Lisboa e Benfica





Foi há cinquenta e um anos, que o Sport Lisboa e Benfica conquistava em Amsterdão a sua segunda Taça dos Campeóes, frente ao Real Madrid, por 5 bolas a 3.

01 maio 2013

Benfica

Se o Benfica precisava desta Conferência de Imprensa? Nada. Nadinha.
Para se ser grande não é preciso ser-se arruaceiro. Basta seguir o seu próprio caminho, sem ceder à tentação da provocação barata. Para ser grande é necessário ter classe e nunca mas nunca recorrer a atitudes baixas, mesmo que seja a esse tipo de atitude que recorre quem nos ataca. Não podemos, de quando em vez, esquecermo-nos disso e abater de um só golpe anos de evolução. Eu não quero ganhar o campeonato da boca, do chiste, da provocação gratuita. Não quero incendiar fogueiras das quais não esteja certo de conseguir controlar. Pertenço a um clube grande. Maior do que tudo isso. Eu sou do Benfica. Nós somos do Benfica. E era bom que nos lembrássemos, todos, que o Benfica somos nós.