30 maio 2008

Words of mouth

E já no final de um dia enervado, algo há num diálogo escutado que em lugar de me irritar me embevece. "Continuo a não conseguir fazer aquilo de que falámos" diz ele suavemente. E ela, tão suavemente como podia, respondeu-lhe: "O script? Mas colocámozio ontem online".

29 maio 2008

Tens um hard disk no teu bolso...

Imagem: João Tiago Calviño do Balanço de Brancos

Expressa-te

Macacos me mordam se isto não é uma das coisas mais ternurentas que já vi...

28 maio 2008

Meu querido...

Desculparás se uso este meio para te fazer uma mensagem, mas se foste suficientemente esperto para cá vir uma vez, é provável que voltes, o que é próprio dos curiosos e das más consciências. A mensagem é simples: São quinze dias (15) para se fazer a reposição de bens subtraídos e não vou enumerá-los porque me era fastidioso e porque acabei de o fazer ao Ministério Público (e fartinho de saber do que falo estás tu...). Quinze dias, capisce? Antes de eu fazer seguir os trâmites normais e de te entenderes com um Meretíssimo.

PS: Ficaste lindo nas fotografias e pagarás caro a subtracção de uma das minhas videiras favoritas (ainda estou a pensar no valor patrimonial de uma videira de estimação). Este prazo que agora te concedo não é por mim, é por dois que tendo já partido, se por acaso estiverem a ver este triste espectáculo devem estar a pensar que mal fizeram para te merecer.

Surpreende-me que eu gosto

Não sei se foi a primeira vez que ouvi mas são tão raras as oportunidades que é motivo de festa e celebração quando acontecem. É verdade que a palavra é proferida amiúde mas bastas vezes a despropósito ou fora do seu contexto real. Quando hoje terminei uma reunião cujos objectivos serão, a seu tempo, deveras importantes e praticamente dei por terminada a minha missão de bastidores, a palavra soou e aqueceu-me a alma. "Obrigado" disse ele e por uma vez saí daquela sala de alma cheia e contente.

E é assim


Se um dia eu tiver de enlouquecer e andar por aí, que já ando por aí só que ainda não tenho a absoluta certeza de ter enlouquecido, queria ser um louco simpático a quem as pessoas não quisessem nem fizessem mal. Que se rissem de mim mas me acarinhassem, que me convidassem para um copo e me orientassem em direcção a casa. Que as velhinhas me fizessem uma festa na cara como me fazia uma tia minha que já não me ouve nem conhece. Queria ser, caso pudesse escolher, um louco feliz. Não é pedir muito. Vá lá.

Liqui, quê?

Roubado no Escrevo porque sim

Foi um gás que lhe deu

A zona residencial onde me escravizo a pagar IMI vai mudar o tipo de gás que é abastecido aos fogos. De butano por via de um depósito centralizado passaremos ao gás natural, coisa que obriga a uma série de requisitos técnicos como devereis saber ao nível dos bicos e dos queimadores. Foi-me marcada um "levantamento de necessidades" para a tarde de ontem, coisa que se me varreu por completo. Fiquei naturalmente chateado comigo mesmo, mas nada que se não desvanecesse quando hoje de manhã percebi que oitenta por cento da vizinhança nem sonha sequer com a data da mudança do tipo de gás. A verdade, verdadinha é que com o mal dos outros posso eu bem e hoje pelas nove da manhã comecei a inquirir a Gásfomento sobre a possibilidade de me marcarem nova visita. Que sim, com certeza, é claro que lhe telefonamos, deixe-me só passar aqui os seus dados à minha colega que tratará do seu assunto. Ligaste-me tu? Claro que não. Acabei de abrir uma carta recepcionada hoje. "Informamos que no dia 4 de Junho o seu fornecimento de gás será interrompido às 8.30" diz o cabeçalho.

Tenho um mau pressentimento sobre isto, mas principalmente sobre a temperatura do meu banho de dia 4...

Words of mouth

E a palavra mais bonita que ouvi hoje (e ainda o dia vai a meio), foi: "TRAUSEENTES". Uma bica para quem adivinhar a palavra que deveria ter sido proferida.

Sanitas

..."O material ser-lhe-á entregue com uma periodicidade quatorzenal." Era assim que rezava a proposta de produtos de limpeza sanitária. As minhas lentes queixaram-se logo e reagiram de espanto. Não conhecia a palavra e as primeiras buscas não revelavam nada de bom para a mesma. Os meus dicionários desconhecem-na, mas diz-me a prática que os meus dicionários nem sempre são reis e senhores nesta matéria. Alguém decidiu interrogar o fornecedor. "De quinze em quinze dias" dizem-me. Eh pá, muito bom, deveras criativo, mas alguém tem alguma coisa contra a expressão "o material ser-lhe-á entregue com uma periodicidade quinzenal"?

27 maio 2008

Diário de Aveiro


Quando deixar mensagens ao seu editor, tome nota dos locais e reveja a matéria...
Imagem via: José Carlos Catarino

5 Euros cor de rosinha

Quando meti os dois dedos dentro do bolso da camisa para tirar de lá de dentro o dinheiro necessário para pagar a matinal portagem da Ponte 25 de Abril, estava longe de imaginar que a nota de 5 Euros a quem coube a sorte de cumprir a função fosse criteriosamente escrutinada pelos olhos, mãos e unhas da portageira de serviço. "Pode facultar-me outro meio de pagamento?". Estive, por breves instantes, à beira de retorquir (um tipo a quem pedem que lhe faculte algo nunca responde, retorque...), mas em vez disso ocorreu-me um singelo "Mas o que é que tem a nota?". "A nota tem uma cor estranha e eu não a aceito." Puxei de outra de valor diferente e paguei. Eu cá não sei a cor de uma nota de cinco euros (e das restantes é melhor nem me lançar a adivinhar...). Só quando cheguei ao escritório e a comparei com outra sua semelhante é que lhe dei razão, eu nunca aceitaria uma nota cor de rosa.

Pois

Hipócrates

Primeiro cortei os M&M porque era demasiado açúcar... Depois cortei com os amendoins porque era demasiada gordura e demasiado sal. Os tremoços quase foram banidos porque eram indigestos e as pevides de abóbora igualavam o sal dos amendoins. Agora, acabei de ver no House que uma dieta rica em sementes de girassol provoca uma subida da B6 que pode provocar impotência. Guardei o pacote das sementes e anotei num Post It "Comprar Maltesers"...

En passant

26 maio 2008

Jô Soares e uma demo de Oh my Bod

Disclaimer: O conteúdo deste link pode ser susceptível de ofender/abalar o leitor pois contém material de cariz explicitamente sexual. Você foi avisado. (Mas não serviu de nada, pois não?)

Install happens

Sabem o que é que sucede quando uma pessoa tem de correr aplicações que só existem para sistemas operativos "Iznogud"? É isto... (Faculdade de Ciências Médicas - Dep.de Saúde Pública)

Foto via: Socialíssimo

Snowflake Demo

Gentileza de Lourenço Medeiros (obrigado Lourenço), que depois de ouvir os testes feitos ao Snowball, usou o seu Snowflake para uma gravação que pode ser escutada aqui.

O Risquinho

Não lhe conheço o nome próprio, é óbvio que o terá mas nunca lho quis saber ou se mo disseram nunca me interessei por ele, pelo nome, é do nome de que falo e nada mais. De alcunha "O Risquinho" é um dos muitos personagens que ajudaram a compor as ilustrações do meu livro de páginas de vida. Conheci-o numa ilha onde estive uma temporada em trabalho na montagem de uma bilheteira de uma sala de espectáculos, e era por mim, sempre por mim por quem ele passava de manhã cedo direito ao seu posto saudando-me com um sotaque ilhéu cerradíssimo que aprendi a admirar e a imitar. "'B'Dia Anicête!" ao qual eu retorquia com um aceno de cabeça e meia dúzia de imprecações por ele me obrigar a interromper a centésima contagem de registos que eu bem tentava levar a bom termo antes que o edifício fosse invadido por dúzias de operários de balde e pá, martelo e um cortejo de latas de tinta que faria inveja a um desfile carnavalesco. E sempre que eu reiniciava a ingrata tarefa de ter um sistema de bilhética afinado, era garantido que o Risquinho, depois de ter pendurado delicadamente o casaco por cima do canhão da lente da sua nova máquina de projectar, "a 'nha menâina", descia a escadaria de basalto polido de anos e me batia com os nós dos dedos no grosso vidro, num toc-toc que me sobressaltava quase sempre. "Vai um risquinhe, Anicête?". Levei três dias a resignar-me à minha sorte, eu já o esperava e restava-me aguardar serenamente o ritual do casaco e do "risquinhe" para continuar a trabalhar tão sossegadamente quanto possível. Talvez nunca ninguém vos tenha explicado que é absolutamente impossível trabalhar descansado numa bilheteira de cinema. Estar ali é como estar num aquário com a diferença de que ninguém pergunta coisas aos peixes e uma bilheteira é o primeiro ponto de um cinema onde quem entra vê alguém, pelo que um tipo rapidamente se especializa em informações de carácter genérico e tenta atender, pacientemente, sempre pacientemente, quem quer que por ali entre, do homem dos gelados à senhora surda que quer saber quando começam a "passar fitas". Ao quarto dia, já livre das minhas obrigações informáticas procurei tradução para aquela pergunta do "risquinhe". Aconselharam-me que o acompanhasse, que acedesse ao convite d'um "risquinhe" para perceber ao que íamos. Tens de ir com ele, diziam-me, só assim te tornas um "irmão" do Risquinho. E fui, recordo que eram nove e meia da manhã de um dia névoa em Ponta Delgada. Virada a esquina, conduziu-me à porta do bar/taberna e ordenou com voz imperativa para dentro do balcão que pretendia "Um risquinhe p'ra mim e outro p'ró Anicête!". O taberneiro, solícito e com um ar absolutamente natural aviou duas canecas monstras de 40 centilitros de verdelho que me iam causando (só pela surpresa) um ataque cardíaco. Foi quando peguei no copo que encontrei a origem da alcunha, o bordo do monstruoso copo era decorado por uma inocente risquinha azul...

Where in the world is Rainer Brockerhoff?

..."Visitamos Barcelos, fomos a Tibães em Braga (espantosamente, fecha para almoço! como pode?), depois assassinamos um leitãozinho na Mealhada, vimos Batalha (um espanto), depois dormimos em Colares. Tudo, infelizmente, com mau tempo.Hoje, felizmente, o tempo melhorou e estamos de volta a Lisboa, amanhã partimos para Hamburgo. Um abraço a todos e obrigado pela acolhida!"

God speed, meus amigos, God speed!

24 maio 2008

Brandi Carlile

...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
...

Dive! Dive! Dive!

Independentemente da minha opinião pessoal sobre a aquisição dos novos submarinos da Marinha Portuguesa, fico deveras satisfeito em saber que alguns dos sistemas se baseiam em hardware Apple. (Não posso dizer mais se não teria de vos matar...)

Heads up (May 30th)

..."A Bizplan launch event for the Mac Partner Network in Portugal will be held on May 30th at the VIP Grand Hotel in Lisbon. Guest speakers at the launch include Apple VAD Portugal Product and Marketing manager Pedro Aniceto and HansaWorld Managing Director Karl Bohlin."

Snowball Demo

A quem possa interessar, fica aqui pela voz de José Alberto Carvalho (a quem agradeço) a demonstração, (apenas voz) do famigerado microfone Snowball que se bate bastante bem com a minha escolha pessoal, o Rode Podcaster. A Rode é representada e distribuída em Portugal pela Audiolog.

Os ritmos de cada dia nos dai hoje

..." Na minha ilha, nas festas do Espírito Santo, canta-se um terço que não creio ter equivalente no continente. Quando o ouço, sinto-me entre os povoadores medievais, sinto as minhas raízes, o meu ser-estar entre terra pequena e mar imenso, realidade mesquinha e sonho do imenso horizonte, a melancolia do nevoeiro, o respeito pelos mistérios da natureza. E, eu incréu, não consigo desligar-me desta profunda religiosidade da minha gente."

As palavras não são minhas, são de JVC, ilhéu militante, e descrevem bem o que ele sente perante estes sons do Terço açoriano, a melopeia que me traz outras recordações não muito distantes do respectivo sentir. E quase me cheira a incenso e à meninice. Para quem queira apreciar com sonoridade e ritmo completamente diferente (mas uno no seu significado) um Pai Nosso insular.

23 maio 2008

Dai-lhe gás (revisto e aumentado)

Ninguém sabe porque é que C. voou de um lado ao outro da sala da colectividade. Ninguém sabe e a sala estava cheia de testemunhas que aos costumes viram nada, é da praxe, dos livros, dos cânones mais ou menos ortodoxos. A verdade é que C. voou de um lado ao outro da sala, evitando quase miraculosamente levar consigo a mesa e as quatro cadeiras e por consequência as chávenas, copos e restante palamenta cafeínica. C. que é magro como pau de virar tripas (ainda que o narrador se interrogue se ainda haverá alguém que se lembre de como se viravam tripas no antanho e agora que fala nisso se não recorda de alguma vez ter visto um seu semelhante a virá-las, muito menos com um pau magrinho), dizia o próprio antes de se perder em rituais antigos, que C. é magro, muito magro e por consequência muito leve e que é das leis da física que os graves caiam e os leves voem mais a mais se lhes dá a brisa, o vento, a insuflação, o sopro que não o do coração. Fez-se um silêncio estranho de gelado na sala enquanto C. se elevava nos ares numa mancha de ganga azul e se espatifou contra a máquina das bolas de plástico que jaz a um canto, digo jaz e digo bem, é apropriado, tem cabimento e alguma propriedade. Ninguém sabe não é de todo verdade, o narrador estava de olho noutra cena mas de ouvido naquela, um no burro outro no cigano, o que também se escapa à mais pura das verdades porque ciganos era espécie que se não lobrigava mas abrir-se-á uma excepção à classe asinina como adiante se há-de ler pelo menos para quantos tiverem estofo e coragem para ir mais adiante. O narrador sabe quem esbofeteou C., um sopapo digno de um grande plano de Rocky, um uppercut de efeitos devastadores se aplicado convenientemente pelos parâmetros da grega nobre arte. C., que não esperava o golpe voou pela sala, parecia tomado pelo espanto, do mesmo espanto de que estavam agora tomados todos os presentes que também não esperavam ver C. a subir aos céus e a amarrotar-se num canto, amachucado no seu amor-próprio e a tentar desenvencilhar-se de uma máquina que insiste em dizer em castelhano "Hola! Yo soy un mono!". T., uma mulher que parece retirada de um fresco romano, falta-lhe apenas a túnica cintada em azul, esfregou as mãos e exclamou: "Toma lá que isto é para não nadares para fora de pé!" e saiu de ar esfíngíco, pescoço bem levantado et pour cause, nariz no ar, sem mandar recado por ninguém. Cruzaram-se olhares, eu desviei o meu, sou a única pessoa que ouviu a frase assassina que haveria de acender o lume, a pederneira que faiscou a pólvora, a sinapse que mandou contrair o músculo. Os olhares passaram do espanto à interrogação, é algo que sucede bastante aos olhares dos que não dão por nada, dos que vêem a obra feita sem ter dado pelos operários, e eu ali, a tentar disfarçar o meu embaraço, que também um homem se choca, mesmo que necessariamente precise de mais matéria para chegar ao cume da estupefacção. Por momentos fiquei convencido de que fora eu mesmo a aplicar-lhe o soco, foi a primeira coisa em que pensei quando C. proferiu a sua própria sentença que lhe deu asas e o condenou a voar, voo efémero é certo, mas uma bela trajectória aérea. Por esta altura já a plateia fervilhava de excitação e curiosidade, apenas se sabe que se falava de uma inovação na aldeia, a chegada do Gás Natural, que obrigaria a algumas quebras da rotina caseira. Eu mesmo falei do dia já agendado para que as equipas técnicas possam cumprir as suas obrigações que incluem mudanças e afinações de bicos e queimadores. Foi quando C. imediatamente antes de ganhar asas se dirigiu a T. que tinha acabado de mostrar a sua preocupação com a segurança das bilhas e a meia voz proferiu "E eu que tenho a bilha sempre aberta...", coisa que não fica bem a uma senhora dizer e menos bem fica a um senhor apanhar do chão e voltar a frisar. Quando abri os olhos para evitar o deslize de C. já era tarde, a bola cruzada em arco cesgado que pinga na área à mercê do avançado que nem domina com um rodriguinho, chuta de primeira, neste caso não chutou, apenas repisou em tom jocoso "Ai tens a bilha sempre aberta?" e foi o que se viu e leu, a romana patrícia puxou o ainda formoso corpo atrás e foi golo de bandeira ou placa, um belo golo por sinal saindo em glória, as faces vermelhas do sangue que afluiu, que fica sempre bem a uma senhora corar.

Comunicações

Se na empresa onde estou agora por cada vez que as comunicações falham houvesse uma gravidez, há já imenso tempo que teríamos ultrapassado a China...

22 maio 2008

Resguarda-mos!

20 maio 2008

Bird's Eye


Esta coisa da fotografia aérea é muito bonito e tal, mas é uma grande chatice e dá detalhes que não deviam ser do conhecimento do grande público... Rosário, Moita e Alhos Vedros são das primeiras localidades a ter imagens "Bird's Eye" no Maps.Live.com e com tal nitidez que quase posso ver se o barbecue está em funcionamento...

Made in Alcains


Imagem: Ana Ferreira

19 maio 2008

Sou portador de um abraço

Lembram-se do clã Brockerhoff? Extenuados por dois dias a calcorrear Lisboa, rendidos aos encantos da Lisboa antiga e dos Pasteis de Belém menos idosos e de mais uma data de voltas de uma viagem épica que ainda agora começou, seu Rainer, Dorinha e Renata partirão amanhã em direcção a Cascais, Sintra, Mafra e Deus querendo, Óbidos. À partida, Dorinha pediu-me que fosse portador "de um abraço p'rá turma", amplexo que agora distribuo efusivamente. Daqui a cinquenta dias, depois de visitarem meia Europa, os Brockerhoff estarão de regresso à capital do Império onde procederemos às necessárias libações que por ora foram feitas comedidamente. Infelizmente (segundo a minha opinião que é inversa à de Rainer) não levam com eles nenhum telefone, o que impedirá todos quantos me disseram que gostavam de os conhecer de lhes dar um alô, mas pedi-lhes que me fossem dizendo por onde andam por forma a manter o jornal da viagem actualizado. Aquele abraço!

18 maio 2008

De pequenino...

A arte da pesca à linha (II)

"Comandante, Comandante! Agora que a regata está mais ou menos calma, acha que podemos dar um mergulhinho?"

17 maio 2008

Ambrósio, apetece-me algo

Há um mundo melhor mas é bastante mais caro, diz a velha piada. Reflicto nisto quando F., um concierge de um dos mais luxuosos hoteis de Lisboa me faz chegar exemplos de pedidos excêntricos de clientes importantes*. A requisição urgente do "Melhor técnico de informática do país" para reparar um Windows em crash pode parecer corriqueira (embora pelas minhas contas mais valesse contratar um Engenheiro de Sistemas em Full-Time...) mas não se compara ao fretamento de um avião para ir de Lisboa aos EUA para trazer um Cheesecake de um determinado restaurante... Eu sei que me vou lembrar destes pedidos em cada vez que agarrar na mangueira de um posto de abastecimento...

Nota: Um cliente importante é, por exemplo, um sheik Árabe que reserva um piso completo do hotel durante um ou mais meses apesar de só utilizar parte dele, apenas para não ser incomodado.

Mãe, comi o PacMan!

Quantas línguas se podem usar?

16 maio 2008

iPhone também na Optimus?

Parece que o mercado português vai ter mais do que um operador com o iPhone, pelo menos a avaliar pelos comunicados que tem sido possível ler.

Dual Core?

15 maio 2008

Vox populi

"...Comprei um PC (Intel Core Duo) que vem infectado com o Vista..."

Live from Gondomar


A imagem acima deve infringir uma porrada de leis de uma só vez, mas como o outro foi apanhado a fumar no avião e pediu desculpa, eu também estou disposto a pedir (não sei bem o quê, mas aviso já que peço desculpa até por ter nascido...). Este blog, absolutamente dividido entre dois espectáculos circenses (Gondomar - Apito Dourado e Marco de Canaveses - Avelino Ferreira Torres), teve de se decidir (ah! a dura tarefa de escolher) em que julgamento iria introduzir um espião. Foi no de Gondomar. A ideia era captar uma troca de olhares cúmplices, quiçá enamorados, de Carolina Salgado e Jorge Nuno Pinto da Costa mas nem sempre se tem tudo o que se quer, pelo que sobra uma imagem de Pinto de Sousa, arguido no Processo Apito Dourado. O que importa é que estamos em todas e ainda não perdi a esperança de que o nosso espião flagre Avelino Ferreira Torres ao pontapé a José Farias.

Afinal o Lino tinha razão!

Há quarenta e oito horas que não corre uma gotinha de água nas torneiras de TODA a Freguesia do Gaio Rosário, local aprazível para se viver, se exceptuarmos as vezes em que a água falta. Os camaradas do Comité Central Serviços Municipalizados dizem ao telefone uns disparates que variam de acordo com o funcionário que atende o aparelho. Sinto-me um beduíno e nunca levei tanto tempo entre a borda da minha cama e a casa de banho, já que estou a banhar-me a trinta klms de casa. E dizem que a coisa vai demorar o que em si mesmo é uma ameaça do avanço do deserto.

14 maio 2008

Mistérios do mundo animal

As sardinhas dormem? Não. As sardinhas não dormem, apenas passam pelas brasas.

Momento embaraçoso

Era uma fechadura da mala do automóvel que fechava com dificuldade. Nada de extraordinário, pensei, nada que se não resolva com uma afinadela, provavelmente descaiu dos apoios e irá ao sítio com a ajuda de uma chave #8 e alguma paciência. Tirei a fechadura fora e tentei perceber se e onde estava encravada. O mecanismo seco levou um banho de massa consistente que me recordou da utilidade do desperdício como instrumento de trabalho. Em teoria funciona, pensei, depois de a ensaiar em seco em sucessivos movimentos arma e desarma. "Cool! B'ora lá aparafusar isto". Quatro parafusos depois e um cotovelo arranhado pelo forro plástico da mala estava tudo pronto para fazer um teste. Clac! fez a fechadura quando lhe baixei suavemente a porta traseira. "Agora carrega-se aqui e...". Não abriu. Deve ser um engano qualquer. Vou ali recuperar o meu amor próprio e devo voltar dentro de quinze dias. Calha que não deixei nada dentro da bagageira, mas eu não sou um mentiroso muito eficaz.

Isto é que é o poder autárquico

Uma grande chapelada à Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, embora o meu sonho seja ver a Junta da Praia das Maçãs com um cenário destes... (Imagem José Rua)

13 maio 2008

Take over

12 maio 2008

A bomba

«Vai ser uma bomba. Acreditem: vai ser uma bomba que vai abalar profundamente o futebol português. E mais não digo, nem posso sequer avançar quem é que vai falar na conferência de imprensa de terça-feira»
(João Bartolomeu, Presidente da SAD do União de Leiria ao jornal A Bola)

Então escrevam aí: Isto vai sobrar para o Benfica e apostava uns tostões em José Veiga como orador. Amanhã. 18:30 numa TV perto de si.

Actualização: É caso para dizer que a montanha pariu... um rato. João Bartolomeu, presidente da SAD do União de Leiria, prometera revelações «bombásticas», mas afinal apenas houve a leitura de um comunicado, por intermédio do advogado Castanheira Neves.


Garantiu-se, então, que o clube da cidade do Lis vai agir por todas as sedes judiciais contra qualquer comportamento atentatório ao bom nome do União de Leiria e do seu presidente João Bartolomeu. Por isso, surgiu também a confirmação de que foi entregue o recurso aos castigos aplicados no âmbito do chamado processo Apito Final.

Posto isto, refira-se que João Bartolomeu promete manter o silêncio até ser conhecida a decisão sobre o recurso da parte do Conselho de Justiça da FPF. (in A Bola)

11 maio 2008

Adeus e obrigado


À hora a que este post for publicado ele deve estar a iniciar o seu último jogo oficial pelo Sport Lisboa e Benfica. Deve, se tudo correr como é de costume, estar de lágrimas nos olhos, emocionado pelo que acabou de ver e ouvir vindo das bancadas onde estarão os seus mais fieis admiradores. Ele é Benfiquista e não deve haver no estádio um coração que seja que não se sinta apertado por ver um dos seus mais queridos jogadores abandonar uma carreira extraordinária. Não vou, com imensa pena, poder lá estar. Não porque não queira, mas porque de todo não posso. Dou-me por feliz por lá ter estado noutras ocasiões. No primeiro jogo em casa depois daquele Verão dos faxes (lembras-te Luís Maia?). No dia do aniversário que lhe calhou em dia de jogo com a velha luz a cantar-lhe o nome a uma só voz. Na noite do Portugal-Austrália do Mundial de Júniores com o meu vizinho de bancada a gritar "É daí Rui, é daí" e foi dali mesmo, do meio da rua, a levar-nos a um sofrimento épico que só terminaria, ironia suprema, com o mesmo pé a derrotar o Brasil nas grandes penalidades. Estive lá no maldito jogo da Fiorentina e em dúzias de outras vezes. Adeus e obrigado.

10 maio 2008

La maison de Mariquinháss

Mark Gungor (The tale of two brains)

09 maio 2008

A sua chance de ganhar um iPod Nano

A LojaMac.com e o iFórum estão a oferecer um iPod nano a quem mostrar da forma mais original e criativa o quanto gosta do seu Mac e quais os motivos que o levaram a apaixonar-se por ele. Pronto, agora faça alguma coisinha...

29 regras para Bloggers

À semelhança deste, o texto que se segue é antigo e ciclicamente aterra na minha Inbox.

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, tá fixe?

9. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os outros não tem ideias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação correctamente o ponto e a vírgula especialmente será que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida, e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúaa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre - causando ambiguidade - e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.

29. Outra barbaridade que você deve evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carago!

E o SOL brilhará para todos nós

..."Actualmente a tributação das habitações é de tal maneira «honorosa» que colocar uma casa a arrendar no mercado não é rentável, acrescentou, pelo que é preciso mudar isso."...

As aspas e o Bold NÃO são minhas são do próprio.

08 maio 2008

Momento WTF?

Macnification (Olá amibas!)

Quando a menção a este software me passou pelos olhinhos (agora devidamente equipados com umas lentes turbinadas feitas num Kibbutz israelita - mas isso é outra história em que pegarei eventualmente um destes dias) pensei "Humm... A quem, dentro do meu círculo de contactos, é que isto poderá interessar?" Quando comecei a seleccionar os alvos da difusão percebi que tenho centenas de pessoas ligadas à ciência que usam profissionalmente um microscópio. Este software gere e organiza o material capturado a partir da recolha de fotografia microscópica e além disso é verdadeiramente "bonito" de ver. Com ou sem lentes. O HIV e os nemátodos que se cuidem...

07 maio 2008

Escola Secundária Tomás de Borba

Hoje é o dia da inauguração oficial da Escola Secundária Tomás de Borba a única Escola 100% Mac do país. São centenas de Macintosh ao serviço de uma das mais nobres missões, a de educar pessoas que hão-de herdar a pesada tarefa de fazer deste país um sítio melhor para se viver. Não deveria ser eu a fazê-lo, mas na eventualidade de mais ninguém se dar ao trabalho de pensar nisso, mando daqui um abraço ao Professor Augusto Oliveira, mentor do projecto.

Momento WTF?

06 maio 2008

Scanner desportista

O meu amigo Armando tem um scanner a válvulas...

iPhone by Vodafone

Deixou de ser rumor, é oficial. O iPhone será comercializado em Portugal (e mais um generoso grupo de países) pela Vodafone.

05 maio 2008

Ah o valor!

"Preciso que me valorizes esses artigos" disse-me ele. "E queres valorizar a que preço? Venda a público ou custo?". "Nem uma coisa nem outra, preciso é de quantidades". "Ah!" disse eu, queres quantificar. "Não, quero valorizar em quantidades". Ah! disse eu que nem tenho mamas grandes.

Os esplendores da luz perpétua

Digam-me lá, por favor, como é que alguém consegue suportar uma reunião em que o orador usa expressões tão belas como "Fazer-zo", "pôzio", "Publicidade sublime" ou "Iluminárias". E tenho um prémio para o primeiro comentador que deixar aqui em baixo as expressões correctas que ele deveria ter dito. (Sim, não sabemos se se dará o caso de ele cá vir ler isto...)

A Smith & Wesson always beats four aces

Venham-me de lá com teorias de que o background é importante, que a formação profissional isto e que o curriculum é aquilo. Digam-me que escrutinarão o candidato ao pormenor e que confiam na minha pré-análise para preencher a vaga. Venham de lá e não se esqueçam de trazer um carrinho de mão no qual vos devolverei tudo o que está nos livros do head hunting. Na hora da verdade, aquela em que tudo fica esclarecido, um par de mamas de cortar o fôlego não dá a um MBA de Harvard qualquer chance.

04 maio 2008

Professor, oh Professor!

Andei eu estes anos todos enganado com a ideia de que o Hotel Altis era do Fernando Martins...

03 maio 2008

Arrumando os discos

Sempre chega aquele dia em que depois de termos "escavado" discos com quase quinze anos de entulho informático em busca de um ficheiro que sabemos possuir (mas nunca sabemos onde) dizemos "Basta! Vou arrumar esta gaita!". Esse meu dia chegou ontem e a tarefa chata de organizar o caos ainda vai a meio. Mas é sempre assim, quando procuramos uma coisa encontramos dúzias de outras. De um dos meus discos mais antigos saiu uma pasta de pérolas das quais deixo aqui duas. O Jim Dandy Computications e o Imagine em versão Karaoke. Tenha em consideração que são coisas de 1998, época em que as coisas eram um "nadinha" diferentes em termos de tecnologia.

The bee movie

Os meus olhos, melhor dizendo os meus ouvidos, descansam momentaneamente na notícia que o Jornal da TVI traz aos meus sentidos. Um grande enxame de abelhas (com cinquenta mil insectos, de acordo com o esclarecido repórter que cobriu o inusitado acontecimento...) obrigou a um corte de estrada na zona de Lisboa. A notícia não teria obrigatoriamente grande força para me obrigar a largar o que estava a fazer e a saltar para a cadeira frente ao computador se o povo, sempre o meu amado povo, não tivesse sido chamado a dar a sua opinião. "Eu nem sabia o que era, aquilo fazia uma zunida muito grande, bom, mesmo grande. Depois é que perguntei e me disseram o que era. Parecia um cometa...".

01 maio 2008

Isto é que é um formulário!

Roubada no "Uma Hoje"

É o maná!


A minha descoberta de ontem na escala de serviços das funerárias desencadeou uma vaga de email sobre este tema dos meus sempre amáveis leitores. Creio mesmo que alguém deveria pegar neste tema de nomes de empresas e abrir um blog temático (Não olhem para mim que eu tenho mais que fazer...). A Cátia Pinto fez-me chegar mais um nome curioso.

E isto recorda-me uma dúvida que sempre tive e que nunca consegui ver esclarecida: Porque é que a grande maioria da publicidade impressa de Agências Funerárias tem a fotografia dos proprietários?

Informam-me que no Funchal existe uma funerária denominada "Alma Grande" e que no Brasil, terra de criativos, existem dúzias de nomes verdadeiramente curiosos como "Apocalipse" ou "Paraíso Eterno". Mas é uma questão de ver aqui.

This mortal coil

Estou a secar no hall de um Hospital da Grande Lisboa. Aproveito para colocar em dia a leitura de tudo quanto é pré-aviso de greve, cartaz de simpósio, lista de farmácias de serviço e até uma Escala de Serviço de Agências Funerárias. Valeu a pena. Porque fiquei a saber que no Montijo há uma Agência Funerária que tem o extraordinário nome de "Carretas e Almas Lda.".