14 abril 2009
Nas Terras de Cabral não se bebe nada mal
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Pérolas
Rat in a maze (PT Comunicações)
Investi UMA HORA E TRINTA da minha triste vida num contacto com o número de apoio a clientes da PT Comunicações em busca de uma informação que embora não sendo trivial me pareceu de resposta simples e quase imediata. Liguei o 16200 e começou o Fandango, clica aqui, clica ali, vou passar, não tenho sistema, ainda aí está, obrigado por ter esperado. Pediram-me que ligasse para o 16206 e eu liguei, parvalhão, para ouvir que que eles melhor que o 16200 me resolveriam o dilema. Afinal de contas eu apenas queria saber o custo de um número dito azul ou verde, ou lá a cor que lhe queiram atribuir. Ao fim de uma hora ninguém sabia dizer-me o que eu pretendia ver respondido, um sacana de um número, não tenho quinze postos de atendimento, não quero saber de quantas linhas. UM SACANA DE UM NÚMERO! No meio disto há momentos hilariantes como um operador dizer-me que precisa do meu número de contribuinte. Para quê? "Para eu ver a sua ficha". mas qual ficha se eu ainda não sou cliente e pelo andar das bogies não virei a ser porque vocês não conseguem... Comecei a fartar-me ao final de uma hora e pedi, encarecidamente que me dessem um singelo endereço Internet onde eu pudesse ler um preçário. Deram-me. Muito simpáticos, Deus lhes dê um menino pela barriga das pernas, "Vai a PTcom.pt, Soluções Especiais", vão vocês que eu espero, as soluções especiais sabem lá o que são números verdes ou azuis, rai's parta, volto à linha e desanco o primeiro desgraçado que em atende, digo-lhe (digo sempre, uns segundos antes de começar a disparatar) que não é nada de pessoal, você teve azar, agora ouça-me, nesta altura eu estou quase de joelhos, "Diga-me um sítio onde eu possa ir saber esta merda que eu já não posso aturar o tipo que me pediu a informação!". E ele falou-me em lojas da PT, em contactos escritos (moderníssimo), por carta, fax ou email e eu já disposto a tudo, pareço um Miura em Las Ventas a escutar a turba aos gritos "Matalo! Matalo!" e ele deu-me um endereço de email que eu contactei ainda esta manhã. segundos antes de enlouquecer, lá vai disto, peço-vos por favor que se dignem escutar este vosso humilde servo a quem o patrão teve a desdita de telefonar, má sorte ter nascido servo, de pedir o custo de uma linha de suporte, socorro, virgem santíssima, acudi! e ao fim de umas horas veio uma resposta, com duas alternativas, a de ligar para o 16200 (you gotta be kidding!) ou então aceder a um endereço de Internet onde eu cliquei e juro, juro à fé de quem sou que cliquei e quando a página se abriu eu tive de rir-me, um riso de louco, deve ter-se ouvido ali nas Picoas (até porque estou perto).
Acabei por ligar de novo para o 16200. Levei sete minutos e quarenta desde que fui atendido até terminar a conversação. Oitenta por cento deste tempo serviu para explicar à menina Carla que não precisa do meu número de contribuinte para nada porque a empresa em nome de quem eu falo não é cliente PT. Passem-me a Fluoxetina se fizerem o favor...

Acabei por ligar de novo para o 16200. Levei sete minutos e quarenta desde que fui atendido até terminar a conversação. Oitenta por cento deste tempo serviu para explicar à menina Carla que não precisa do meu número de contribuinte para nada porque a empresa em nome de quem eu falo não é cliente PT. Passem-me a Fluoxetina se fizerem o favor...
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Faits Divers
Pelos caminhos do Canadá
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Faits Divers
13 abril 2009
Endereço divino
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Pérolas
12 abril 2009
Hamburger!
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Faits Divers
Pelos caminhos de Portugal
Anais é uma freguesia do Concelho de Ponte de Lima.
Rio Cabrão é uma freguesia do Concelho de Arcos de Valdevez. Imagens enviadas por Manuel Araújo.
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Faits Divers
Oportunidades raras
Se o leitor (ou a leitora) chegou até aqui porque procurou fotografias de mulher com o melhor físico do mundo, não procure mais. Encontra-a aqui.
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Faits Divers
10 abril 2009
09 abril 2009
Everybody knows the deal is rotten
..."Now John at the bar he's a friend of mine, he gets me my drinks for free, and he is quick with a joke, or at light up your smoke, but there's someplace where he'd rather be"...
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Faits Divers
Na Primavera
Na Primavera eu nunca saio de casa sem ouvir o Boletim Polínico. Um tipo pode dar de frente com uma massa de pólen e, quem sabe, engravidar de uma Acácia...
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Faits Divers
08 abril 2009
De minimis, non curat praetor
De onde se narra a jurisprudência sobre excessos de flatulência.
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Enlevos
Minha querida Companhia de Seguros
Uma carta à Companhia de Seguros. Dizer que é linda é dizer pouco. Muito pouco.
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Cidadania
Nuno e Nando
Foi um verdadeiro fim de semana "air play". Primeiro na Antena 1 e desta vez na Antena 3 no programa "Nuno e Nando", de Nuno Markl e Fernando Alvim. Com uma particularidade muito especial, a de, num só programa de rádio, termos a possibilidade de escutar três amigos de uma assentada: Alberta Marques Fernandes, José Couto Nogueira e Nuno Markl. E para a história se cumprir, quando se fala de Alberta Marques Fernandes, fala-se de TV, do Twitter e do inefável hamburger. Pela voz da própria.
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Biografia
07 abril 2009
I'll be wearing a river's disguise
Trabalho numa zona de estacionamento pago, gerido pela mais que famosa EMEL, a quem pago (sem saber porquê) pelo espaço dito público. No news, been there, done that. Já vi múltiplas formas, mais ou menos imaginativas de moer a molécula aos desgraçados que têm por missão fiscalizar os parquímetros, sendo que a mais usada é a já velha e relha técnica de espalhar dúzias de tickets de parque por forma a fazer o fiscal andar "à pesca" do bilhete correcto. Mas hoje encontrei um recordista, capaz de entrar no Guiness Book na categoria "WTF?".
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Cidadania
Desmentido
Nunca tinha desmentido a notícia da minha própria morte. Até hoje. É uma sensação um bocadinho estranha, mais a mais se quem me comunica a notícia se estiver a rir, e eu mesmo não sou capaz de me conter quando alguém me pergunta se estou vivo. Confirmo. Não estou morto.
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Biografia
06 abril 2009
A história de vida (Som)
Conforme aqui alertei (e mais depressa me esqueci...), o Programa da Antena 1, "A história de vida" integrou na emissão do passado Domingo um texto do autor deste blog. O texto em causa, "José Sebastião" foi lido por Miguel Guilherme e aqui fica o registo do excerto.
José Sebastião. Mais um dos meus referenciais imaginários que se apaga numa já longa fila que a pouco e pouco me dá a consciência de que já estive mais longe do momento em que alguém me dedique umas linhas à laia de obituário. José Sebastião não morreu. Mas vive, se é que lhe podemos chamar viver, uma complicada e oxalá que não lúcida antecâmara entre o estar e o ter sido. José Sebastião nunca foi um amigo do peito. Separavam-nos nos momentos de maior possibilidade de convivência demasiados anos para que dele pudesse ser cúmplice. Mas foi-o, à sua maneira. Quando eu, de calções e camisas ridículas me abeirava do grupo de homens feitos que tibornavam caldas e mostos, e ainda demasiado jovem para poder fazer parte do ritual, e me dizia "Então Pedro, não bebes um copo?", mais do que um chiste era quem sabe um teste iniciático. Um teste, que passou muitas vezes pela tira de presunto ou pela fatia de queijo, muito antes do copo de vinho. José Sebastião. O homem que durante os meus tenros anos me impressionava pela terrível profissão que desempenhava, a de ser formalmente o coveiro da freguesia, está agora a pouco tempo de ser conduzido ao primário torrão. Dirão que é a lei da vida. Dirão que nada se pode fazer senão enfrentar com naturalidade a ordem natural das coisas. Uma merda! Ninguém merece um final agonizante como o que este homem é obrigado a sofrer. Ninguém. Muito menos o homem que me emprestou a sua preciosa Fundador, roda 26, para a qual eu tinha de subir do cimo de um cepo, sujeito a partir as ventas, e quem sabe outras peças mais da sua preciosidade azul. Deixa-a no mesmo sítio. E o mesmo sítio incluia uma delicada operação de limpeza aos cromados, a verificação meticulosa da caixa de reparação de furos, que incluia dois "desmontas" um tubo de Tip Top e dois gloriosos remendos por estrear. Creio que te abri a caixa dos "desmontas" apenas uma vez, apenas para verificar a razão de tanto cuidado e carinho com uma bicicleta do tempo dos Afonsinhos. E mesmo quando um AVC te fez ficar imóvel, retido numa cama, mas sem te retirar do cérebro a capacidade de reconhecer os que te rodeavam, a pergunta foi sempre a mesma "Vais buscar a bicicleta para dar uma voltinha?". Os anos foram passando e nunca te esqueceste. Os anos foram-te mirrando e nunca me esqueceste. Há 6 meses, numa curta visita avisaram-me de que o cenário era o pior. Que não reconhecias ninguém. Que estavas francamente mal, confuso, ausente. Foi preciso apertar-te a mão, esperar largos segundos, olhar-te num olhar baço, o meu de emoção, o teu da névoa que te tolda a mente, para que sentisse no teu aperto a certeza de que sabias que era eu. O Pedro, o miúdo que cresceu e que deu lugar a outros miúdos. Um gemido, um esforço de fala entaramelada e ter-te ouvido, perante o espanto dos presentes, dizer em sussurro "Pedro, a bicicleta...". Sorrimos todos, até tu, penso eu. Hoje, ao entrar-te quarto adentro, na esperança de mais um pequeno milagre, não contive a angústia de ter ver e de me recordar de mais alguns que já partiram envoltos nas mesmas brumas. Alguns que foram teus amigos e que te esperam para outras tibornas e outros mostos, para outras perguntas de "Vai mais um copinho?". Hoje não consegui que reagisses, creio que nunca reagirás. Não que o queira crer. A existir um paraíso para ti que tenha bicicletas, com caixas de "desmontas" e remendos. E cola Tip Top. E miúdos a quem possas fazer a gentileza de ensinar que o que se empresta deve ser devolvido nas mesmas condições.
José Sebastião. Mais um dos meus referenciais imaginários que se apaga numa já longa fila que a pouco e pouco me dá a consciência de que já estive mais longe do momento em que alguém me dedique umas linhas à laia de obituário. José Sebastião não morreu. Mas vive, se é que lhe podemos chamar viver, uma complicada e oxalá que não lúcida antecâmara entre o estar e o ter sido. José Sebastião nunca foi um amigo do peito. Separavam-nos nos momentos de maior possibilidade de convivência demasiados anos para que dele pudesse ser cúmplice. Mas foi-o, à sua maneira. Quando eu, de calções e camisas ridículas me abeirava do grupo de homens feitos que tibornavam caldas e mostos, e ainda demasiado jovem para poder fazer parte do ritual, e me dizia "Então Pedro, não bebes um copo?", mais do que um chiste era quem sabe um teste iniciático. Um teste, que passou muitas vezes pela tira de presunto ou pela fatia de queijo, muito antes do copo de vinho. José Sebastião. O homem que durante os meus tenros anos me impressionava pela terrível profissão que desempenhava, a de ser formalmente o coveiro da freguesia, está agora a pouco tempo de ser conduzido ao primário torrão. Dirão que é a lei da vida. Dirão que nada se pode fazer senão enfrentar com naturalidade a ordem natural das coisas. Uma merda! Ninguém merece um final agonizante como o que este homem é obrigado a sofrer. Ninguém. Muito menos o homem que me emprestou a sua preciosa Fundador, roda 26, para a qual eu tinha de subir do cimo de um cepo, sujeito a partir as ventas, e quem sabe outras peças mais da sua preciosidade azul. Deixa-a no mesmo sítio. E o mesmo sítio incluia uma delicada operação de limpeza aos cromados, a verificação meticulosa da caixa de reparação de furos, que incluia dois "desmontas" um tubo de Tip Top e dois gloriosos remendos por estrear. Creio que te abri a caixa dos "desmontas" apenas uma vez, apenas para verificar a razão de tanto cuidado e carinho com uma bicicleta do tempo dos Afonsinhos. E mesmo quando um AVC te fez ficar imóvel, retido numa cama, mas sem te retirar do cérebro a capacidade de reconhecer os que te rodeavam, a pergunta foi sempre a mesma "Vais buscar a bicicleta para dar uma voltinha?". Os anos foram passando e nunca te esqueceste. Os anos foram-te mirrando e nunca me esqueceste. Há 6 meses, numa curta visita avisaram-me de que o cenário era o pior. Que não reconhecias ninguém. Que estavas francamente mal, confuso, ausente. Foi preciso apertar-te a mão, esperar largos segundos, olhar-te num olhar baço, o meu de emoção, o teu da névoa que te tolda a mente, para que sentisse no teu aperto a certeza de que sabias que era eu. O Pedro, o miúdo que cresceu e que deu lugar a outros miúdos. Um gemido, um esforço de fala entaramelada e ter-te ouvido, perante o espanto dos presentes, dizer em sussurro "Pedro, a bicicleta...". Sorrimos todos, até tu, penso eu. Hoje, ao entrar-te quarto adentro, na esperança de mais um pequeno milagre, não contive a angústia de ter ver e de me recordar de mais alguns que já partiram envoltos nas mesmas brumas. Alguns que foram teus amigos e que te esperam para outras tibornas e outros mostos, para outras perguntas de "Vai mais um copinho?". Hoje não consegui que reagisses, creio que nunca reagirás. Não que o queira crer. A existir um paraíso para ti que tenha bicicletas, com caixas de "desmontas" e remendos. E cola Tip Top. E miúdos a quem possas fazer a gentileza de ensinar que o que se empresta deve ser devolvido nas mesmas condições.
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Biografia
04 abril 2009
03 abril 2009
It's my party (And I'll cry if I want to)
..."Well my friends are gone and my hair is grey, I ache in the places where I used to play"...
São quarenta e cinco, capisce? Alguma coisa haveria de se estragar no processo...
P.S.- Leonard Cohen, Live in London. É muito mais que um disco ao vivo, é talvez a coisa mais parecida com sexo com uma plateia...
São quarenta e cinco, capisce? Alguma coisa haveria de se estragar no processo...
P.S.- Leonard Cohen, Live in London. É muito mais que um disco ao vivo, é talvez a coisa mais parecida com sexo com uma plateia...
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Biografia
02 abril 2009
Sabe o que é um loop?
Sabe o que é um loop? Eu explico:
O director da empresa disse à secretária:
- Tenho um seminário, por isso vamos viajar uma semana para o estrangeiro.Faça os preparativos da viagem!
A secretária faz uma chamada para o marido:
- Vou viajar uma semana para o estrangeiro com o director.
O marido liga para a amante:
- A minha mulher vai viajar uma semana para o estrangeiro. Vamos poder passar a semana juntos, meu docinho!
A amante liga para um menino a quem dá aulas particulares:
- Tenho muito trabalho, na próxima semana não precisa vir às aulas.
O menino liga para o seu avô:
- Vovô, na próxima semana não tenho aulas, a minha professora estará ocupada. Vamos passar a semana juntos?
O avô (que é o director da empresa) diz à secretária:
- Vou passar a próxima semana com o meu neto, por esse motivo não vou participar naquele Seminário. Pode cancelar a viagem.
A secretária liga para o marido:
- O director da empresa mudou de ideias e cancelou a viagem.
O marido liga para a amante:
- Não poderemos passar a próxima semana juntos, a viagem da minha mulher foi cancelada.
A amante liga para o menino das aulas particulares:
- Mudança de planos: Esta semana vamos ter aulas como é habitual.
O menino liga para o avô:
- Vovô, a minha professora disse que esta semana tenho aulas. Desculpa-me, não vou poder fazer-te companhia.
O avô diz novamente à sua secretária:
- O meu neto acabou de me dizer que não vai poder ficar comigo essa semana. Continue com os preparativos da viagem para o seminário!
E agora, já entendeu o que é um loop?
O director da empresa disse à secretária:
- Tenho um seminário, por isso vamos viajar uma semana para o estrangeiro.Faça os preparativos da viagem!
A secretária faz uma chamada para o marido:
- Vou viajar uma semana para o estrangeiro com o director.
O marido liga para a amante:
- A minha mulher vai viajar uma semana para o estrangeiro. Vamos poder passar a semana juntos, meu docinho!
A amante liga para um menino a quem dá aulas particulares:
- Tenho muito trabalho, na próxima semana não precisa vir às aulas.
O menino liga para o seu avô:
- Vovô, na próxima semana não tenho aulas, a minha professora estará ocupada. Vamos passar a semana juntos?
O avô (que é o director da empresa) diz à secretária:
- Vou passar a próxima semana com o meu neto, por esse motivo não vou participar naquele Seminário. Pode cancelar a viagem.
A secretária liga para o marido:
- O director da empresa mudou de ideias e cancelou a viagem.
O marido liga para a amante:
- Não poderemos passar a próxima semana juntos, a viagem da minha mulher foi cancelada.
A amante liga para o menino das aulas particulares:
- Mudança de planos: Esta semana vamos ter aulas como é habitual.
O menino liga para o avô:
- Vovô, a minha professora disse que esta semana tenho aulas. Desculpa-me, não vou poder fazer-te companhia.
O avô diz novamente à sua secretária:
- O meu neto acabou de me dizer que não vai poder ficar comigo essa semana. Continue com os preparativos da viagem para o seminário!
E agora, já entendeu o que é um loop?
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Faits Divers
Efemérides
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Biografia
Ale (fucking) Luia!
Ao cibernauta desesperado que aqui chegou pela busca insana de um adaptador de video do MacBook Unibody para HDMI. Ei-lo! (Agora desenrasquem-se a arranjar quarenta e nove amigos ou perguntem-me daqui a umas semanas...)
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Apple
Quid juris (prudente)
A Justiça decidiu, está decidido. Baseado na jurisprudência do "Caso Esmeralda", o douto tribunal decidiu que os adeptos do Sporting poderão visitar a Carlsberg Cup às Segundas, Quartas e Sextas.
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Benfica
01 abril 2009
31 março 2009
The human antena
Experimentem isto. É um bocado imbecil mas deve ter uma boa explicação do domínio físico... Peguem no comando remoto da chave do carro e afastem-se do mesmo enquanto fazem accionar o comando da abertura das portas. A dada altura a distância há-de fazer com que o comando deixe de funcionar. Quando determinarem o ponto em que o comando já não consegue comunicar com o receptor do carro, imobilizem-se e encostem uma parte metálica da chave à vossa carinha (ficam lindos!). Primam o botão do comando e o carro reagirá. Continuem a afastar-se e a accionar o comando. Eu cheguei a um ponto em que já tinha dificuldades em ver os piscas a acender e a apagar. Isto deve ser bom para algo, não sei bem o quê, mas lembrar-me-ei disto quando tiver as pilhas quase esgotadas e o carro deixar de abrir quando ainda estou longe dele.
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Enlevos
iPod
Hoje recebi um email de um cliente em que este tentava saber se um equipamento que tinha deixado para reparação estaria já pronto. Em anos de correspondência com clientes nunca tinha recebido uma justificação de urgência tão engraçada. Transcrevo: "Assim porque o iPod até me faz falta (sou da margem Sul e percorro 3 horas de transportes públicos todos os dias, com crianças a berrar e velhas a impingir papéis de igrejas que nunca tinha ouvido falar porque sempre andei com os phones metidos) , venho por este meio saber se já está reparado ou, caso não esteja, para quando se prevê a sua alta."
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Apple
Gestão para estúpidos
"Autorizado, após conferência das verbas disponíveis" , Não digam nada a ninguém, mas sois umas bestas!
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Faits Divers
30 março 2009
Falcão Azul
Indiscutivelmente um dos melhores sites de imagens aéreas de Portugal. A não perder.
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Faits Divers
29 março 2009
Percebeu ou precisa de um desenho?
Há uns anos fui testemunha de um acidente de viação e voluntariei-me para ajudar uma das partes (aquela que em meu entender estava a ser considerada culpada injustamente) para o ajudar na prova testemunhal dos factos que tinha presenciado. Recebi uma intimação policial para relatar o sucedido, mas no dia em que lá fui, uma avaria do sistema informático obrigou-me a, dias mais tarde, repetir tudo o que tinha dito. Fui sucessivamente contactado pelas duas companhias de seguros para efectuar um relato a cada uma delas. Não faço ideia do que sucedeu ao processo, que parecia embruxado, pois de duas em duas semanas recebia cartas absolutamente iguais como se não tivesse já feito o que tinha a fazer respondendo aos anteriores pedidos. Sei que um dia, já de cabeça perdida, agarrei numa folha A4 e desenhei o acidente em banda desenhada, com balões, explosões, embates e onomatopeias roubadas a um livro de Michel Vaillant. Nunca mais ouvi falar do assunto e não me voltaram a pedir mais nada. Mas foi um trabalho criativo que me deu algum gozo, nomeadamente quando colori a prancha. Lembrei-me disto hoje quando vi uma criativa petição feita a um tribunal brasileiro.
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Enlevos
O caçador de pérolas
..."somos quatro elementos e está garantido o directo de antena para todos durante cinco minutos"...
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Pérolas
27 março 2009
Primero tomamos Manhattan, después...
Nuno "El Rey del castellano" Luz foi entrevistado pelo programa de rádio e podcast Territorimac de Jaume Angulo e entre muitas outras coisas, (ouvir versão integral no link) falou-se da cena Apple portuguesa e de um podcast chamado Praia das Maçãs. O excerto pode ser ouvido aqui.
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Apple
iPod digital tracing
O programa Dateline da NBC "semeou" malas com iPod em diversos locais dos EUA. Os iPod "envenenados" com um registo especial, permitiam à produção detectar o local onde o seu registo era feito. Engenhosamente, o programa contactou os "novos" proprietários para lhes mostrar a origem do produto. Ao minuto 2:50 da quarta parte, uma imagem mostra o nome do utilizador e a morada no registo. Fiquei sem palavras.
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Apple
Sweet
Há dias o CEO de uma das empresas às quais presto serviço confidenciou-me que fazia questão em dar os parabéns de viva voz a todas as pessoas com quem trabalha. "Porque é importante e valoriza o trabalhador". Vi a lista. O meu nome não consta.
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Faits Divers
26 março 2009
Alegrias do casamento
- Estamos casados há mais de 20 anos e nem uma jóia me compraste...
- Sabia lá que vendias esse tipo de merdas...
- Sabia lá que vendias esse tipo de merdas...
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Faits Divers
O caçador de pérolas
...""como a Região Autónoma da Madeira vive muito do turismo decidimos envergar o nosso projecto para esse fim"
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Pérolas
Tipógrafos Anónimos
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Pérolas
25 março 2009
Coisas que eu gostaria de ter escrito
..."Os numerosos autores são bem reconhecidos pelas suas contribuições na pesquisa da Doença do Pinheiro e assuntos relacionados e emprestam, consequentemente a esta publicação um invejável ar de autoridade." David J. Hunt, Book Review "Pine wilt disease: a worldwide threat to forest ecosystems"
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24 março 2009
A história de vida
Um singelo email em resposta a uma pergunta que tinha feito em tempos, deu-me a novidade. Dia 5 de Abril, na Antena 1, o programa "A história de vida", emitirá, incluído no conjunto de histórias lidas, um texto deste blog lido por Miguel Guilherme, texto que neste momento desconheço qual seja. Domingo, 5 de Abril, pelas 13 horas.
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Enlevos
23 março 2009
22 março 2009
Ethnic cleansing
Estive a arrumar um armário. Rasguei mais papel do que um administrador do BPN em véspera de inspecção do Banco de Portugal.
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Faits Divers
21 março 2009
20 março 2009
A origem das expressões
"Ter sangue azul", diz-se de pessoas de linhagem familiar nobre ou aristocrata. A expressão deriva da época medieval em que estas classes sociais eram as únicas que estavam a salvo das duras tarefas agrícolas. Como não sofriam de prolongadas exposições à luz do sol, o seu tom de pele era bastante mais claro que as restantes. Tanto que as veias superficiais deixavam transparecer na pele um tom azulado, facto que fez nascer a expressão popular-
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Expressões
19 março 2009
O caçador de pérolas
..."ando à procura de um par de oscultadores. Quero os melhores."
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Pérolas
18 março 2009
Barba e Cabelo
Num dia que apenas veio confirmar ser efectivamente trágico para minha vida electrónica, consegui ainda espaço para me rir, graças à arte do Luís Afonso. Eu que não sou muito destas coisas, até lhe telefonei a dar-lhe os parabéns pela tira de hoje.
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Enlevos
Major fuck up!
Uma (in)esperadamente grave tragédia abateu-se sobre grande parte das minhas bases de dados de comunicação e isso impede-me de manter a minha habitual actividade de correio electrónico, situação que vai manter-se durante os próximos dias. Obrigado pela paciência.
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Apple
17 março 2009
Eu vi o futuro (e não acreditei)
Era uma lâmpada fundida. Começo mal porque uma lâmpada fluorescente não se funde, talvez menos umas letrinhas e um arabesco numa das que fica. Fundida. Aceitemos o termo, não regatear é próprio de quem fala consigo mesmo. Todo um processo mental que se inicia, ainda o corpo se não levantou do sofá. Chegar lá cima, uma cadeira, uma cadeira não, a cadeira está um bocado desengonçada. É melhor um escadote. Um escadote não, porque o que tenho está dois andares acima de onde estou, não me apetece. Olha-se para a cadeira com outro ar. Menos crítico. Acha-se a cadeira menos desengonçada. Somos nós a inventar desculpas. Levanto-me e subo à cadeira que não aguenta e se desmancha. É toda uma manifestação de vernáculo e de mãos apoiadas nos rins como se isso atenuasse as dores. Vou comprar uma lâmpada. E cola de madeira. E qualquer coisa para as dores. Escadote não vou comprar. Tenho um lá em cima. Dois andares acima, para ser mais específico.
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