10 dezembro 2008
Mas é que tem mesmo muita graça
Numa semana em que os nossos deputados fizeram as manchetes nos jornais por causa das baldas de Sexta Feira, é verdadeiramente hilariante clicar no link http://www.parlamento.pt/deputados.
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Cidadania
09 dezembro 2008
Genesis, o capítulo desconhecido
E Adão disse, "Senhor, quando eu estava no Paraíso acompanhaste-me todos os dias. Agora já te não vejo. Estou sozinho aqui e é difícil lembrar-me quanto tu gostas de mim." E o Senhor disse, "Não há problema! Vou criar para ti uma companhia que estará contigo para sempre e que será um reflexo do meu amor por ti de forma a que me ames mesmo quando não me possas ver, mesmo que venhas a ser egoísta e infantil, esta companhia que te criarei aceitar-te-á como quer que sejas e gostará de ti tanto quanto eu, apesar de ti mesmo."
E o Senhor criou um novo animal de companhia para Adão. E era um bom animal. E o Senhor ficou contente. E o novo animal ficou contente por estar com Adão e abanou a cauda. E Adão disse, "Senhor, já dei nome a todos os animais do reino e não consigo pensar num outro nome para este animal." E o Senhor disse, "Não há problema! Porque eu criei este animal à imagem e semelhança do meu amor por ti, o nome dele será um reflexo do meu próprio nome e chamar-se-á 'Cão'."
E o Cão viveu com Adão, fazendo-lhe companhia e gostando dele. E Adão estava conformado. E o Senhor ficou contente. E o Cão ficou contente e abanou a cauda. Uns tempos depois sucedeu que o Anjo da Guarda de Adão chegou ao Senhor e disse, "Senhor, Adão ficou um ser orgulhoso. Pavoneia-se por aí e crê firmemente que é digno de adoração. O Cão fez-lhe de facto acreditar que é amado, mas talvez tenha sido em demasia."
E o Senhor disse, "Não há problema! Criarei para ele uma companhia que estará com ele para sempre e que o verá exactamente como ele é. Esta companhia recordar-lhe-á as suas próprias limitações de forma que ele saiba que nem sempre é digno de ser adorado."
E o Senhor criou o Gato para ser uma companhia para Adão. E o Gato não obedecia a Adão. E quando Adão olhava nos olhos do Gato, isso lembrava-lhe que ele não era o ser supremo. E Adão aprendeu a humildade. E o Senhor ficou contente. E Adão melhorou bastante. E o Cão ficou contente. E o Gato esteve-se nas tintas.
E o Senhor criou um novo animal de companhia para Adão. E era um bom animal. E o Senhor ficou contente. E o novo animal ficou contente por estar com Adão e abanou a cauda. E Adão disse, "Senhor, já dei nome a todos os animais do reino e não consigo pensar num outro nome para este animal." E o Senhor disse, "Não há problema! Porque eu criei este animal à imagem e semelhança do meu amor por ti, o nome dele será um reflexo do meu próprio nome e chamar-se-á 'Cão'."
E o Cão viveu com Adão, fazendo-lhe companhia e gostando dele. E Adão estava conformado. E o Senhor ficou contente. E o Cão ficou contente e abanou a cauda. Uns tempos depois sucedeu que o Anjo da Guarda de Adão chegou ao Senhor e disse, "Senhor, Adão ficou um ser orgulhoso. Pavoneia-se por aí e crê firmemente que é digno de adoração. O Cão fez-lhe de facto acreditar que é amado, mas talvez tenha sido em demasia."
E o Senhor disse, "Não há problema! Criarei para ele uma companhia que estará com ele para sempre e que o verá exactamente como ele é. Esta companhia recordar-lhe-á as suas próprias limitações de forma que ele saiba que nem sempre é digno de ser adorado."
E o Senhor criou o Gato para ser uma companhia para Adão. E o Gato não obedecia a Adão. E quando Adão olhava nos olhos do Gato, isso lembrava-lhe que ele não era o ser supremo. E Adão aprendeu a humildade. E o Senhor ficou contente. E Adão melhorou bastante. E o Cão ficou contente. E o Gato esteve-se nas tintas.
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Arte
Vim de visitar uma casa em que se respira arte em todas as divisões. Pomar, Cargaleiro, Maluda, Paula Rego, a lista é extensa e eu não visitei nem dois terços das assoalhadas. Há arte exposta, arte por expor, arte embalada à espera de peritos que a hão-de pendurar. Senti-me um bocadinho intimidado, com medo até de partir alguma coisa em algum movimento mais brusco. Arrepiei-me quando me disseram "Este é um Picasso de 1960" (como se eu não soubesse ler) "e é o quadro mais valioso cá em casa". Senti-me pequenino. A dada altura (e ninguém me perguntou nada) dei comigo a pensar que o quadro mais valioso que tenho em minha casa é um EDP de 2000 que me custa os olhos da cara.
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Alta competição
Na foto Maria Canilhas, atleta de alta competição, que não precisa de Photoshop para fazer o que faz. A mim, mesmo sem me ter mexido na cadeira fica-me uma dor aguda nas virilhas...
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Dvorak revisitado (II)
Como mencionado na caixa de comentários mas correndo o risco de se perder na corrente, aqui fica um registo áudio sobre a visita de John Dvorak a Lisboa.
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08 dezembro 2008
An army of commited nobodies
Há uns anos houve na minha vida profissional um daqueles gestores imbecis cuja única qualidade é fazerem o que lhes é ordenado sem sequer pensar, daqueles de quem temos pena quando os vemos dirigir os destinos de uma corporação ou de quem temos ainda maior pena ao saber que choram quando sentem o rabinho apertado (life's a bitch, hum?) que me intimou "a não fazer ondas" sobre determinadas matérias. Não respeitei a intimação. Ganhei o meu próprio respeito e tenho a certeza de ter escolhido o caminho certo, mais a mais quando hoje tenho a certeza de ter mantido no corpo uma coluna vertebral que alguns outros nem sabem o que é, por serem exactamente o que são, fantoches e paus mandados que ninguém respeita ou admira. De uma pequena discussão estéril que nem sequer começou porque eu saí da sala com um sonoro "Poupa-me!" embora me tivesse preparado para um discurso retórico sobre os que não são "ninguém" na indústria mas que apesar disso são respeitados e seguidos. Como disse, a discussão não chegou a existir. Recordei-a hoje pelas teclas do Paulo Querido e pela mente de Guy Kawasaky que escreveu um excelente post sobre o uso do Twitter como ferramenta.
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Mudanças
Não a conheço mas li dela uma das melhores descrições de "switching" que já me foi dado apreciar. Que aqui copio sem ter pedido a devida autorização.
"Mudar de um PC para um Mac é como sair de casa e ir para um hotel.
Perde-se aquele conforto, a familiaridade.
Uma pessoa, em casa, está habituada a conviver com aquela racha na parede, aquela porta que encrava, aquela torneira que pinga e o esquentador que se desliga a meio do banho. Uma gaveta de tralha que só abre com umas pancadinhas no sítio certo e aquele emaranhado monstruoso de cabos atrás do móvel, tão mau que até evitamos lá ir limpar o pó. O calcário nas torneiras, uma infiltração no canto do chuveiro, vizinhos intrometidos e por aí fora...
Problemas e desconfortos reais, mas aos quais nos habituámos e com os quais convivemos já sem consciência do incómodo (e perda de tempo) que nos impõem todos os dias. É a nossa casa, é a nossa vidinha de sempre. Conseguimos viver, comer e dormir ali. Está tudo bem.
E de repente uma pessoa muda-se de armas e bagagens para um hotel. Dos bons.
Nos primeiros dias é aquela sensação de luxo, misturada com um "não me sinto em casa". Mas, ao mesmo tempo, "nunca mais quero sair daqui". Não há "pequenos problemas" (nem grandes), é tudo como devia ser sempre. Um serviço de 5 estrelas.
As instalações são perfeitas, o serviço é rápido e eficaz, a cama aparece feita e o quarto limpo todos os dias. O que precisarmos, só temos de pedir. E é tudo mais bonito e arejado."
"Mudar de um PC para um Mac é como sair de casa e ir para um hotel.
Perde-se aquele conforto, a familiaridade.
Uma pessoa, em casa, está habituada a conviver com aquela racha na parede, aquela porta que encrava, aquela torneira que pinga e o esquentador que se desliga a meio do banho. Uma gaveta de tralha que só abre com umas pancadinhas no sítio certo e aquele emaranhado monstruoso de cabos atrás do móvel, tão mau que até evitamos lá ir limpar o pó. O calcário nas torneiras, uma infiltração no canto do chuveiro, vizinhos intrometidos e por aí fora...
Problemas e desconfortos reais, mas aos quais nos habituámos e com os quais convivemos já sem consciência do incómodo (e perda de tempo) que nos impõem todos os dias. É a nossa casa, é a nossa vidinha de sempre. Conseguimos viver, comer e dormir ali. Está tudo bem.
E de repente uma pessoa muda-se de armas e bagagens para um hotel. Dos bons.
Nos primeiros dias é aquela sensação de luxo, misturada com um "não me sinto em casa". Mas, ao mesmo tempo, "nunca mais quero sair daqui". Não há "pequenos problemas" (nem grandes), é tudo como devia ser sempre. Um serviço de 5 estrelas.
As instalações são perfeitas, o serviço é rápido e eficaz, a cama aparece feita e o quarto limpo todos os dias. O que precisarmos, só temos de pedir. E é tudo mais bonito e arejado."
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É canja!
Há anos que disputo com metade da minha família que Canja que se preze de ser Canja é feita com arroz e não com massa. Agora mesmo, por via do excelente programa televisivo que é o Cuidado com a língua fiquei a saber a etimologia da palavra Canja. Deriva do malabar "Canji" que significa, imagine-se "Água com arroz". Ouviram bem? Com arroz! Não é com massa!
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07 dezembro 2008
Andam a fumar algo
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Guardanapos de Natal subliminares
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Pérolas
Fontes, o meu cordial
Diário de Notícias e Correio da Manhã foram, dos que tenha notado, dois dos jornais que fizeram uso de material publicado nestas páginas (material fornecido pelo Não Gosto de Ervilhas), tendo o DN inclusivamente feito uma chamada de capa. Não teria ficado mal ao artista autor (um despacho de agência, pelo que sei) ter citado a fonte.
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Post efémero
Uma série de acidentes cuja extensão total ainda não consegui apurar por completo, fez com que tivesse de perder o correio electrónico recebido nos dias 2, 3 e 4 de Dezembro. É particularmente preocupante para mim porque foi precisamente num desses dias que se lançou o Pré-Registo para o FLiP:mac 2. Foi necessário repor um Backup, o que faz com que a Base de Dados tenha de recuar a dia 1, perdendo-se assim algumas inscrições e anulações.Assim, e se me enviou correio electrónico num desses dias, por favor reenvie-o dado que não tenho qualquer hipótese de o recuperar. Na dúvida, principalmente se me enviou um email de pré-registo, envie de novo.
As minhas desculpas pelo incómodo
Pedro Aniceto
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06 dezembro 2008
Mumbai
Poucos dias depois dos sangrentos actos terroristas em Mumbai (Olá Maria João!), a polícia indiana anunciou a prisão de dois homens, presumíveis fornecedores dos cartões dos telemóveis usados no ataque. Estão a ver a importância disto? Aposto que não estão. Conseguem imaginar quantos tipos há na Indía a vender telefones, estão?
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Faits Divers
05 dezembro 2008
Já fui esquizofrénico mas estamos melhores

Dizem-me que o primeiro artigo é do 24 Horas de 9 de Outubro, o segundo é do 24 Horas de 10 de Outubro. Uma noite má para a alta finança e para quem assina a notícia, curiosamente o mesmo nome. Confusos? Também eu.
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