31 dezembro 2006

Vós sois grandes!


A todos, muito obrigado pela preferência com que me honram.

Metalurgia 2006 Lda.

E o ano não acaba sem que mais alguém tenha falecido e que outro alguém me diga com ar determinado que "Fulano, deixou ordens expressas para ser cromado". Tem sido um ano para os cromadores...

Gagarin

Absolutamente delicioso, Gagarin, um pequeno filme de animação de origem russa. Descarregue-o aqui. (Cortesia Andrei Tourov).

30 dezembro 2006

We will always have Paris...

Demasiado preguiçoso para rachar lenha? Ou mais grave ainda, nem sequer tem uma lareira e respectiva chaminé? Já não tem desculpa para não proporcionar a si, ou à família o verdadeiro ambiente de calor. Nove, sim nove tipos de fogo, barulho crepitante em Dolbi Surround 5.1. Quem é amigo, quem é?

The Apple Core

Two hundred years in the future an entity known as "The Gate" has consumed our planet. It has created machines designed to exterminate the human race... Descarregue o curioso trailer, aqui

Carvalhosa

Todas as instituições de ensino têm os seus "cromos". Pessoas que se confundem com a história das paredes entre as quais trabalham e cuja memória perdurará nas recordações de sucessivas gerações de alunos. O Instituto Superior Técnico tem o Senhor Carvalhosa, de quem há meses comecei a ouvir falar. O "Diferencial", o jornal do IST dedicou-lhe uma reportagem sendo que, sendo eu conhecedor da tradição académica de celebrar licenciaturas de alunos ao som de foguetes, ri a bom rir com o episódio do foguete cuja cana aterrou na Embaixada da U.R.S.S.

29 dezembro 2006

Feliz 2007

Genes de D. Afonso em 28 Presidentes americanos

Esta mulher tem um blog espantoso, o Brenda Stardom Report, que já por várias vezes fez o favor de alertar para algumas coisas curiosas e intrigantes. Desta vez, Brenda, uma americana residente em Braga, investigou (e se ela vai fundo, aos confins da Web, para puxar o fio dos novelos!) a linhagem sanguínea de ex-Presidentes dos EUA e desembocou, oh espanto!, em D.Afonso Henriques. Pedi-lhe autorização para a tradução do extenso post que ela fez sobre o tema e depois de autorizado, vamos lá a isto:

"Isto é supreendente. Ontem à noite o Sr. S. perguntou-me se eu sabia que Gerald Ford tinha morrido. Sim, sabia. E colocou-me outra questão: "Sabias que a árvore genealógica dele pode ser traçada até ao primeiro rei de Portugal, bem como a de grande parte dos vossos (eu nego esta parte dos "vossos") Presidentes?". Uau, isto é de loucos, mas por outro lado, provar que sangue real fluiu, como num pipeline do outro lado do Atlântico é também de malucos. Se pensarmos nisso não é assim tão impossível e faz sentido porque Portugal existe desde muito antes da América. Fui levada à Genealogia e desde aí que tenho viajado pelo fantástico.

George Washington iniciou a lista, seguido de seis; John Adams, Thomas Jefferson, James Madison, James Monroe, John Quincy Adams e Andrew Jackson. A lista prossegue, fazendo-me franzir o sobrolho, fatigando-me os olhos pois para uma busca sobre um Presidente, tenho de saltar de página em página, embora o resultado final compense o esforço. Os últimos sete estão também discriminados como tendo também sangue real português; Richard Milhouse Nixon, Gerald Rudolph Ford, James Earl Carter Jr., Ronald Wilson Reagan, George Herbert Walker Bush, William Jefferson Clinton e George Walker Bush. Não vou levar isto para o campo de qualquer conspiração, mas bolas, isto é que é uma viagem.

Quem me dera ter os Euros para subscrever os serviços básicos e premium deste site para não ter de dispender tanto tempo em cada página. Como Ford foi o último a morrer e aquele que desencadeou este relato, vou traçar-lhe a linhagem. Começa na sua mãe, Dorothy Ayer Gardner, na respectiva mãe, Adele Augusta Ayer, na antecessora mãe Amy Gridley Butler. O próximo passo é o do pai de Amy, George Selden Butler. Estamos em 1795, recuamos à sua mãe, Betsey Comstock, de novo à sua mãe Elizabeth Jewett e saltamos para o seu pai, David Jewett cujo pai foi Nathan Jewett. Quem me dera poder dizer "Que se lixe!", mas já fui longe demais para conseguir parar. Nathan era filho de Mary Hibbert, nascida em 1675.

Odeio parágrafos longos, por isso vamos em frente de novo. Mary era filha de Hanna Gibbons, que por sua vez era filha de Judith Lewis, moça filha de Elizabeth Marshall que deu à luz Katherine Mitton que era mãe de Joyce Mitton. Ainda estou em 1400, e ainda há bastante mais para desenrolar. Mais uma chávena de café antes de partir em busca do resto da ascendência de linhagem portuguesa de Gerald Ford. Ui! Devo fazer um aviso, nunca se levante rapidamente se estiver a usar auscultadores e tiver um piercing numa orelha. Vamos lá então farejar a pista de Ford.

Joyce Mitton era filha de Constance Beaumont que por sua vez era filha de (começa a ser verdadeiramente interessante) Sir Henry Beaumont. Melhor ainda. Ele era filho de Henry Beaumont. Lord Beaumont, nascido em 1380. Lord Beaumont era filho de outro Lord Beaumont, John Beaumont, que foi também por sua vez denominado Lord. "Despacha-te, despacha-te, antes que enlouqueças". Os Ramones estão aqui, agora, a ajudar a minha energia. Eu nem quero adormecer, preciso de chegar à ligação portuguesa. O próximo é Henry Beaumont, Lord Beaumont, pai de John que era filho de John, Lord Beaumont, que era filho de Henry Beaumont, Lord Beaumont, Conde de Buchan, nascido em 1265. Penso que estou a chegar mais perto, espero.

Prmeiro tenho de descobrir quem eram estes Lord Beaumont. Ingleses. Quanto falta para chegar a Portugal, mãe? Não faço ideia, desfruta da viagem. Henry era filho de Louis de Brienne, Visconde de Beaumont (Luís de Acra), nascido ao redor de 1230. Isto soa-me a francês. A sua mãe foi Berengária, Infanta de Castela, nascida em 1198. Agora soa-me a espanhol. O seu pai foi Afonso IX, rei de Leão e Castela e eu sei que "rei" é "rei"! Estamos a chegar a terras portuguesas. A sua mãe era Dona Urraca, Infanta de Portugal, nascida em 1176. Aguentem-se, o final está próximo. O seu pai foi o primeiro rei de Portugal - D.Afonso Henriques. Ohhhhhh, retrocedi todo o caminho e tenho a impressão de que se o fizesse com todos os Presidentes, acabaria sempre por chegar a D. Afonso Henriques.

Não sei se estou a fim de pesquisar mais alguém, mas porra, George Bush está aqui a despertar a minha curiosidade. Vou saltar as páginas aré chegar aos laços portugueses. Ui! Ambos os pais têm o símbolo de "sangue de portugal", o que significa sangue português. Segue sendo assim em ambas as ascendências até uma das bisavós, Elizabeth Wellington que era filha de Benjamin Wellington, cuja mãe (isto não é fácil) foi Mary Pagrave, cujo pai, Richard Pagrave, filho de um pregador (Nota do tradutor: The only one who could ever teach me), o Reverendo Edward Pagrave, nascido em 1540. Agora isto fica confuso pois a sua pista diverge para um casamento de Henry Pagrave com Anne Glemham, nascida em 1480. A sua mãe era Leonor Brandon, et pour cause, o pai, Sir William Brandon, Marquês de Marchalsea. Finalmente a realeza!

Bom, isto chega ao facto de que Sir William era filho de Elizabeth Wingfield, cuja mãe era Elizabeth Goushill, que era filha de Elizabeth Fitzalan. Isto está a ficar cansativo. Espero que os laços portugueses cheguem em breve. Estamos em 1346. Salto para 1282 e para a Princesa de Inglaterra, Isabel, cujo pai era o rei de Inglaterra, mas cujos genes não transportavam qualquer linha de sangue português. Foi a sua mãe, Leonor, Infanta de Castela, nascida em 1240. Recuando a 1171, o mesmo ascendente de Ford foi encontrado, Afonso IX, rei de Leão e Castela. Isto está interessantíssimo! Da mesma forma chegamos de novo a D. Afonso Henriques, rei de Portugal, nascido em 1109.

Chega. Quem quer que esteja curioso e queira saber mais, e que tenha bastante tempo para isso, pode escrutinar a ascendência de 28 Presidentes americanos e chegar também ao primeiro rei de Portugal. É curioso, chega a ser fascinante. Duvido que muitos dos leitores saibam das suas ascendências, talvez até os presidentes e os seus descendentes a desconheçam.

O post original (em inglês) pode ser lido aqui. Thanks Brenda!


Nota: Evidentemente, este post será extremamente útil ao Políbio Braga, que pode agora culpar D.Afonso Henriques pela situação no Iraque...

Polibio Braga: O próprio

"O que acho inacreditável nesse furor uterino de vocês todos é que ninguém responde as críticas que fiz. A questão relacionada com as origens do descobrimento em é a principal, mas a principal é o atrasado povo português, sua sociedade ultrapassada, preconceituosa e ressentida, além da perdulária maneira com que os governos locais gastaram as mesadas da União Européia para extrair o País da pobreza. Eu leio no jornal O Público críticas semelhantes. Quanto às origens do descobrimento, repito que para os povos de língua portuguesa foi uma desgraça a chegada das caravelas portuguesas e o desembarque de degregados e da rafuagem para nos colonizar, com seus reis, rainhas e princesas ignorantes, gordos, fujões e fedidos, que só souberam saquear as riquezas, amancebar-se com nossas indiais e nossas negras, sem gerar desenvolvimento sustentado, impondo uma cultura e uma religião comprometidos com a falência total das idéias mais esclarecidas. Polibio Braga."

Políbio Braga não criticou. Políbio Braga insultou-me a mim e a milhões de portugueses, muitos deles que construiram o Brasil tal como ele é hoje. Evidentemente Polibio Braga não se revê na sua herança cultural e foi claramente um acidente genético ter nascido em sociedade cujas fontes foram tão soezmente conspurcadas. Se desconhece a evolução do país nos últimos trinta anos e isso lhe permite escrever disparates e insultos, isso é problema seu. Uma coisa lhe garanto, se Portugal não tivesse evoluído ao ponto de hoje disputar a posse económica de algumas das maiores empresas brasileiras (pode ser isso que lhe dói...), o assunto resolver-se-ia ao entardecer numa qualquer Estrada de Sintra.

Polibio Braga: Embaixador Seixas Costa responde

Brasília, 8 de Dezembro de 2006

Senhor Políbio Braga

Um cidadão brasileiro, que faz o favor de ser meu amigo, teve a gentileza de me dar a conhecer uma nota que publicou no seu site, na qual comentava aspectos relativos à sua mais recente visita a Portugal. Trata-se de um texto muito interessante, pelo facto de nele ter a apreciável franqueza de afirmar, com todas as letras, o que pensa de Portugal e dos portugueses. O modo elegante como o faz confere-lhe, aliás, uma singular dignidade literária e até estilística. Mas porque se limita apenas a uma abordagem em linhas muito breves, embora densas e ricas de pensamento, tenho que confessar-lhe que o seu texto fica-nos a saber a pouco. Seria muito curioso se pudesse vir a aprofundar, com maior detalhe, essa sua aberta acrimónia selectiva contra nós.

Por isso lhe pergunto: não tem intenção de nos brindar com um artigo mais longo, do género de ensaio didáctico, onde possa dar-se ao cuidado de explanar, com minúcia e profundidade, sobre o que entende ser a listagem de todas as nossas perfídias históricas, das nossas invejazinhas enraizadas, dos inumeráveis defeitos que a sua considerável experiência com a triste realidade lusa lhe deu oportunidade de decantar? Seria um texto onde, por exemplo, poderia deter-se numa temática que, como sabe, é comum a uma conhecida escola de pensamento, que julgo também partilhar: a de que nos caberá, pela imensidão dos tempos, a inapelável culpa histórica no que toca aos resquícios de corrupção, aos vícios de compadrio e nepotismo (veja-se, desde logo, a última parte da Carta de Pêro Vaz de Caminha), que aqui foram instilados, qual vírus crónico, para o qual, nem os cerca de dois séculos, que se sucederam ao regresso da maléfica Corte à fonte geográfica de todos os males, conseguiram ainda erradicar por completo.

Permita-me, contudo, uma perplexidade: porquê essa sua insistência e obcecação em visitar um país que tanto lhe desagrada? Pela quinta vez, num espaço de quatro anos ? Terá que reconhecer que parece haver algo de inexoravelmente masoquista nessa sua insistente peregrinação pela terra de um "parente malquisto, invejoso e mal educado". Ainda pensei que pudesse ser a Fé em Nossa Senhora de Fátima o motivo sentimental dessa rotina, como sabe comum a muitos cidadãos brasileiros, mas o final do seu texto, ao referir-se à "herança maldita católica", afasta tal hipótese e remete-o para outras eventuais devoções alternativas.

Gostava que soubesse que reconheço e aceito, em absoluto, o seu pleníssimo direito de pensar tão mal de nós, de rejeitar a "herança maldita portuguesa" (na qual, por acaso, se inscreve a Língua que utiliza). Com isso, pode crer, ajuda muito um país, que aliás concede ser "bonito por fora" (valha-nos isso !), a ter a oportunidade de olhar severamente para dentro de si próprio, através da arguta perspectiva crítica de um visitante crónico, quiçá relutante.

E porque razão lhe reconheço esse direito? Porque, de forma egoísta, eu também quero usufruir da possibilidade de viajar, cada vez mais, pelo maravilhoso país que é o Brasil, de admirar esta terra, as suas gentes, na sua diversidade e na riqueza da sua cultura (de múltiplas origens, eu sei).

Só que, ao contrário de si, eu tenho a sorte de gostar de andar por onde ando e você tem o lamentável azar de se passear com insistência (vá-se lá saber porquê!), pela triste terra dessa "gente que descobriu e colonizou o Brasil". Em má hora, claro!
Da próxima vez que se deslocar a Portugal (porque já vi que é um vício de que não se liberta) espero que possa usufruir de um tempo melhor, sem chuvas e sem um "dilúvio" como o que agora tanto o afectou. E, se acaso se constipou ou engripou com o clima, uma coisa quero desejar-lhe, com a maior sinceridade: cure-se !

Com a retribuída cordialidade do

Francisco Seixas da Costa
Embaixador de Portugal no Brasil

Texto gentilmente cedido pelo leitor Joaquim Narciso (Kincas)

Stigomta

Eu bem me quero ir deitar, mas as minhas fontes não deixam... Uma vez por ano, os habitantes da localidade sueca de Stigomta celebram o "Dia da mijinha ao ar livre". Com esta curiosa celebração, os habitantes poupam num só dia 50% da água gasta num típico dia de consumo. Agora, águinha, xixi, cama... (Sim, que eu não sou sueco e lá fora estão 5 graus...)

28 dezembro 2006

Políbio Braga: Inveja é coisa feia!


Não conheço Políbio Braga de lado algum. Constou-me que o Embaixador de Portugal no Brasil já respondeu a este dislate. Como não sou embaixador, isso permite-me mandar Políbio Braga para a puta que o pariu, não sem antes, e citando um amigo brasileiro que com toda a certeza se não reconhece nesta espécie de imbecil "ter sido sodomizado por um equídeo de grande porte".

27 dezembro 2006

Sinais dos tempos


Fotografia de Carlos Nogueira (Os 3 Gatos)

Bichos

Tenho tido animais de estimação desde sempre... Cães, gatos, canários, coelhos, tartarugas até. Já me passou pela frente uma quantidade apreciável deles ao longo dos anos, e não páro de me surpreender com alguns comportamentos. Tenho um cão já idoso, o Júnior, que sempre que vomita, fica, à semelhança do dono, com um ar absolutamente infeliz e miserável e fica normalmente "de guarda" não deixando ninguém aproximar-se... Como eu o percebo! Hoje, fiquei absolutamente espantado quando o vi com o tal ar de infelicidade e procurei vestígios orgânicos que me confirmassem os meus receios. Bem procurei mas não os encontrei. Como ele continuava com cara de caso, pesquisei metodicamente em locais pouco usuais, mas sem qualquer sucesso. Até que o vi agarrar uma Visão de dentro do cesto das revistas e levá-la para dentro do cesto onde por hábito costuma dormir. Ao contrário da anedota do "ele não sabe ler", fiquei de olho na manobra e foi com espanto que o vi ajeitar a revista com o focinho, por forma a tapar as provas incriminatórias...

O capacete

Em resposta aos vários pedidos de informação que recebi sobre o capacete que me foi oferecido pela GoUp Design, informo que a empresa que o produziu, a NEDINA, é uma empresa de extrusão de plásticos localizada em Avelãs de Caminho (Bairrada). O link directo para o produto está aqui mas não sei se vendem directamente a público, coisa que estou certo não deixarão de perguntar-lhes através dos dados referidos na página de contactos.
É deveras importante voltar a salientar que este capacete apenas está homologado para motociclos. (Se o usarem com outras máquinas, o dito cujo "amolga-se" bastante mais...)

Obrigado ao Paulo Rocha pela resposta célere.

Do calhau vieste ao calhau regressarás


How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Vou ali cortar os pulsos e volto já

"Comprei um Tom Tom Go que ofereci a mim próprio como prenda de Natal!" Pá, boa, e estás a gostar? "Eu ainda nem te sei dizer muito bem, primeiro tenho de perceber para que é que aquilo serve, podias dar-me umas explicações?".

26 dezembro 2006

It's gonna be a Martian summer

Não ouvia falar de Johnny Warman há quase vinte e cinco anos. E continuei sem ouvir falar dele. Apenas me lembrei da criatura porque se falava de gravadores de cassetes e recordei-me do primeiro "genérico" de Walkman que tive, prenda de Natal a mim mesmo, uma importação contrabandeada de Andorra. Um Aciko, que ao legítimo Walkman da Sony não se lhe podia chegar que me custava dois salários. A primeira gravação pirata que fiz para aquela pérola, foi um álbum de Johnny Warman, trazido, como era de costume pelo meu guru musical Francisco Rebelo, o homem a quem eu disse, em 1980 algo como "Oh pá, esses gajos dos U2 nunca serão ninguém na música!". O álbum Walking into Mirrors acaba de ser colocado na iTunes Store e pude rever os tempos da velha TDK Ferrochrome que morreu de gasta a tocar o "Martian Summer".

Oh simple things...

Pequenos banners de Flash, excelentes ideias que se replicam na Web sem que o anunciante gaste um cêntimo.

Hertz


Uma notícia que me surpreendeu e que ao mesmo tempo me deixa muito contente. A Rádio Hertz, uma emissora de Tomar, chamou à sua grelha de programas o Luís Gaspar do Estúdio Raposa. E logo com duas propostas de peso, o "Palavras de Ouro" e o "Lugar aos Outros", que são já um sucesso de audiência na Web e que passam agora ao éter. Porque o Luís merece muito esta divulgação e porque sempre acreditei na sua aventura que parecia solitária. Não me espantaria que um destes dias uma "major" o quisesse na sua programação. As promoções já rodam na Hertz, e claro, também fiquei contente com a escolha do som.

25 dezembro 2006

Marketing para principiantes

Denver, e não é o John

Se pensa viajar por via aérea para Denver, think again!

Nightmare, twenty minutes before Christmas


Cumpre-me informar que a imagem acima esconde no negrume da sua aparência o pesado volume de um camião de bombeiros. Cumpre-me avisar o desavisado leitor que já tenho idade mais do que suficiente para, numa noite de Natal, não ter, mesmo nos meus pedidos mais ousados, desejado ter tal brinquedo, seja em miniatura ou tamanho real, e que nunca passei, na minha lista de pedidos impossíveis de satisfazer pela bolsa familiar, da Scalextric de Fórmula 1, ou de uma pista Marklin HB. Por isso, há-de convir o leitor que está fora de questão que au alguma vez tenha escrito ao Pai Natal e alguma vez o fiz foi já bem crescidinho para lhe pedir um aumento salarial. Encarregou-se a vida de me comprovar que é bastante mais simples acreditar no velhinho de barbas brancas e saco às costas do que encontrar, como hoje encontrei, um camião de combate a fogo em escala 1:1, mais a mais acompanhado de um conjunto de 6 bombeiros, tipo Action-Man, que mexiam mãos, braços e cabeças como eu nunca vi Action-Man nenhum alguma vez mexer. Teremos então de rebobinar a história, quase ao tempo do "era uma vez" e explicar que quando saí para consoar ia diminuído das minhas faculdades visuais, coisa que não é fácil para um morcego como eu. Acometido há alguns dias atrás pela violência de uma pequena infecção ocular, decidi submergir na noite escura desprovido das minhas lentes de contacto, o que me transforma num ser inseguro, constantemente rodeado de um espesso nevoeiro, coisa que irrita como sabem os ingleses que não podem voar, e mais a mim o português que não pode guiar. É triste, é chato, mas vive-se bem com isso desde que o indígena se mentalize que o que tem no prato é bacalhau, não preciso de o olhar nos olhos para o comer, aquelas coisas ali são couves, com azar, mas isso nota-se, pode eventualmente ser uma folha de azevinho que se tenha solto do centro da mesa, mas as couves não amargam e se sentir alguma picadela a coisa pode ser tomada por uma espinha que daí não virá grande mal ao mundo, que ninguém morreu por comer gato por lebre ou azevinho por couves. Eram vinte e três e quarenta quando terminei o repasto, encerrado com pompa e circunstância por uma dose calórica de sobremesas capazes de ressuscitar uma anorética que tivesse falecido sem dar por isso, mas tal não será grande novidade, pois mais de dez milhões de portugueses o faziam, benza-os Deus, ao mesmo tempo do que eu e quem sabem com melhor textura e sabor. Ingerido o sacramental café, decidi que antes da confusão da distribuição prendal haveria de fumar um cigarro. Não foi difícil fixar a hora do final da refeição, aliás basta ter uma criança pela casa a perguntar "que horas são?" para se saber que a escalada da última meia hora é a que mais custa, afinal parecem-lhes tão curtos os minutos e longa se torna a espera. Quando, no meio do meu nevoeiro decidi procurar o meu casaco para enfrentar o tempo rijo do exterior, fi-lo não por masoquismo ou sofrimento auto-infligido, mas por necessidade de preservar dos outros a inalação do fumo, mal eu sabia a suspresa que me estava reservada e que nem embrulhada vinha. Habituado à geografia do local, nem acendi a luz, que aliás de pouco me serviria, pelo contrário, o brilho confunde-me sem sequer ajudar à festa e dei um passo para o exterior. No escuro hall vislumbrei um vulto, as bandas do casaco brancas, alvíssimas. "Ah, alguém que se prepara para entrar de Pai Natal vestido e vai cedinho que ainda faltam vinte minutos para função...". Passei pelo vulto, nunca foi mais que isso, lancei-lhe um sorriso de comiseração, afinal por conta da minha falta de lentes eu não encarnaria este ano a tradicional distribuição de embrulhos. Foi neste preciso momento que comecei a achar estranha a vestimenta do vulto, eu nunca tinha visto um Pai Natal de capacete, máscara e garrafas de oxigénio e em cujas costas se lesse "Bombeios Voluntários da Moita". Está decidido, para o ano peço uns olhinhos novos!

P.S.- Não entendo como é que se combateu um incêndio no apartamento do lado sem ninguém ter dado por isso. Não entendo como é que num incêndio com fuga de gás não se cortou a alimentação eléctrica do prédio. E muito menos entendo como é que nenhuma das autoridades presentes não se recordou de avisar quem quer que fosse dos restantes andares.

24 dezembro 2006

SOS Tupperware


É um produto Tupperware, e o dono deste blog dá um prémio ao primeiro leitor que me disser para que é que isto serve. Não é um concurso, é uma necessidade!

Eu é que sou o Presidente da Junta!


Ah e tal, eu não quero saber que tu sejas grande. Ah, e também não estou deveras preocupado que me ladres e rosnes. Muito menos quero saber que sejas o dono desta cama. Pouco me importa que tu refiles e fiques danado. A verdade é que está um frio do caraças e agora estou cá eu...

23 dezembro 2006

Pólo Norte, Pólo Sul e Polilon

22 dezembro 2006

Feliz Natal, hipocrisia

Esta noite venci os meus próprios receios e perguntei a um homem se precisava de comer... Esta, como em muitas outras noites hesitei muito em enfrentar os meus próprios medos e afastei uma roda de bons samaritanos que nada mais fazem que condoer-se em público da miséria humana, numa coreografia de benzeduras, valha-nos Deus e persignações, que aos costumes fizeram nada, que o seu Deus tenha compaixão deles, que se for por mim malharão com os costados no mais infecto dos infernos. A verdade é que eu sabia que ali havia fome, muita fome e talvez tenha levado tempo demais a aceitar a verdade. Não é fácil perguntar a um homem se tem fome, mais a mais quando parece não a ter, mais a mais quando se é velho, se está rodeado de gente que parece estar atenta mas que nada mais fazem que encenar uma caridade que me enoja profundamente. Esta noite, sentei-me à frente de um homem que tem idade para ser meu avô e perguntei-lhe, com imensos cuidados, se precisava de comer. Não sei quem estava com mais medo, se eu de oferecer, se ele de aceitar, se eu de perguntar, se ele de responder. A conversa foi necessariamente curta, porque não aceito com facilidade dizer a alguém que não chore quando os meus próprios olhos estão marejados de água.

Vá em frente!


"O melhor é estar preparado para o que pode encontrar no caminho em 2007. Bom Natal e bom ano" era o que dizia a simpática e "very classy" pequena nota da Go Up design. Dentro da caixa, uma das mais originais peças que vi este ano, que muito me agradou pelas memórias retro que me despertou (eu nem imaginava que ainda se produzia material deste!). Um abraço Paulo Rocha e muito obrigado pela lembrança.

Wise words

A conversa corria fria como o tempo, falava-se de traição e casamentos desfeitos. O velho, de mãos engelhadas tinha estado calado, ouvindo com atenção a argumentação dos seus pares. Com dois dedos na pala do boné, ar de quem tem coisas inteligentes para dizer, proferiu a sua sentença. "Pois devia de ser possível que uma pessoa se casasse com a sua própria mãe... Não nos falham nunca e estão sempre lá quando precisamos delas..."

21 dezembro 2006

Ho! Ho! Ho!

Bolas, já nem no Pai Natal uma pessoa pode confiar...

Oh, more simple things

20 dezembro 2006

Oh simple things...

19 dezembro 2006

C(ursos)

Ipswich

Cheguei tarde à problemática das mortes sucessivas em Suffolk, mas depois ter visto uma boa dúzia de entrevistas feitas pela Sky às profissionais que trabalham nas ruas de Ipswich, começo a entender o serial killer.

Inseminação de cerejeiras

Um qualquer destes dias de anos passados, provavelmente quando a minha mente vagueava sem controlo (parece que alguma vez o teve...) por prados mais verdejantes, fui levado a plantar uma cerejeira no jardim da casa onde habito. A plantação em si não teve nada de notório, pelo menos nada que uma enxada não resolvesse. Teve esta cerejeira uma infância difícil, não por falta de mimos, cuidados ou água, mas porque tardou em dar ares de sua graça. Levou quase um ano e meio a despontar o primeiro rebento e não deixa de ser irónico que no dia em que decidi arrancá-la da terra e colocar um fim à sua miserável existência tenha notado os primeiros inchaços nos botões. Foi precisamente isso que lhe salvou a vida salvando-me da humilhação de ter plantado um "pau" que regava criteriosamente sempre que necessário. Quatro anos volvidos tornou-se numa bonita árvore, invejada por todos quantos a conhecem e agora, por esta via, conhecida de ainda mais gente nunca a conhecerá (o jardim é pequeno e não cabem cá todos...). Tem no entanto um pequeno defeito que tenho tentado com denodo resolver. Em toda a sua vida deu uma cereja! Uma! Comi-a eu, antes que algum pássaro me fizesse a desfeita, bem feita que ainda por cima estava meia verde (tarde piaste, pensou o melro). Ora, se o leitor se pergunta porque é a desditosa árvore só deu um fruto quando era vontade do dono que desse cabazes deles, também eu me interroguei durante muito tempo das razões de tamanha falta de produção. Vieram peritos de toda a espécie, emails de toda a qualidade, consultadas as obras de referência (Margarida, a Vida e Obra do Cardeal Cerejeira há-de chegar-te às mãos um destes dias, e não, aquele livro não ensina a tratar de cerejeiras...) e fui confrontado com a inatacável sentença que reza "Arranca-a, que isso não dá nada!". Isso é que era bom, anda um homem de enxada na mão, mangueira tumefacta a inventar cercas e bordaduras, a defendê-la de gastrópodes e formigais criaturas e tudo o que me sabem dizer é "Arranca-a"?. Nem por sombras, e que boas que são, as sombras e as folhas que parecem ser a única coisa que está árvore sabe produzir... Um conselho me ficou bailando na memória, e se falo no gerúndio foi porque o conselho veio dos Açores, terra onde me consta que não há cerejeiras mas de onde veio gente extraordinária, capaz de maior copa que a raiz e que talvez por isso fez crescer os ramos e se enleou noutras paragens. "Uma cerejeira tem de namorar" disse-me um dia A. enquanto de mãos em pala sobre os olhos procurava nas cercanias como se esperasse um ataque do sétimo de cavalaria. Chegados à conclusão que as únicas coisas que crescem nas cercanias são baloiços de plástico e ervas daninhas, sentenciou A. que ou lhe arranjava companhia (à cerejeira, não ao próprio) ou nunca teria frutos. Veio a confirmar-se mais tarde esta sábia conclusão, as flores surgiam, os frutos chegavam a formar-se para logo definhar como cerejas microscópicas que nunca chegariam a nada que se visse."Faz uma experiência, arranja um bocado de flor de outra cerejeira e com muito cuidado afaga as flores brancas com pólen de outra flor para fazeres as vezes da natureza". Estará o leitor a imaginar-me armado em inseminador, pois imagina bem que foi isso mesmo que fiz, para algumas semanas depois ver surgir frutos semi formados na única pernada que inseminei e de onde surgiu a única cereja grossa e vermelha de que falei há poucas linhas. Examinada a questão, decidida a plantação de outra cerejeira que pudesse "namorar" a minha, punha-se a questão do espaço. Impensável plantar outra árvore de grande porte no jardim. Convenci o vizinho do lado a aceitar plantar uma árvore que eu mesmo lhe ofereci. Há-de mais tarde se tudo correr bem colher frutos dos preciosos conselhos de A. que já cá não estará para provar as cerejas. Mas que onde quer que esteja há-de andar a aconselhar alguém sobre qualquer coisa.

Aramaico para principiantes

Quando alguém me diz "Pedro, isto deve interessar-te" eu tremo. Apesar de não sofrer de nenhuma espécie de doença ou patologia que me inspire tremores, fico sempre num estado de nervoso incontrolável porque a isso me leva a curiosidade natural com que a Natureza me resolveu dotar. Por isso, quando J. me disse que andava a estudar aramaico e que "isto te deve interessar" comecei a tremer de curiosidade. Ora, parece que os arames (?) (Um tipo que fala aramaico podia muito bem ser um arame...) não tinham uma palavra que definisse o conceito "muitos" ou "muitas". Parece-me incrível, quem sabe uma falsidade, mas foi assim que me venderam o peixe e eu limito-me a congelá-lo e a revendê-lo até que a ASAE me feche a porta. Em vez desse singelo conceito de quantidade parece que usavam o número 40 para fornecer a ideia quantitativa. Segundo os estudos de J. alguns mal entendidos se formaram. A ideia de ter chovido durante quarenta dias no Dilúvio Universal parece que mais não era que "choveu como o caraças durante muitos dias". A ideia de Jesus Cristo ter ido meditar para o deserto durante quarenta dias pode também ser uma derivação desta aramaica mania. Estou disposto a tirar a limpo o tamanho da quadrilha do Ali Babá. Afinal parece que não eram quarenta, eram apenas bastantes...

18 dezembro 2006

Em busca do Flach

Preciosa, a informação do Paulo Ferreira, (para todos os efeitos o primeiro enviado "não especial mas ocasional" deste blog ao Chile), que num "despacho" de hoje me diz que a Marinha de Guerra chilena anda a proceder a buscas no leito da baía de Valparaíso no intuito de recuperar o Flach, o primeiro submarino construído no Chile. Parece uma notícia banal, mas deixa de o ser quando vos disser que este submarino se afundou a três de Maio de 1866. Nesta época, o Chile e o Perú travavam uma guerra com Espanha e o presidente chileno José Joaquín Pérez exortou os industriais dos países a desenvolver armas de defesa para os portos. Dois protótipos de arma submarina foram apresentados, um do engenheiro Gustavo Heyermann e outro de Karl Flach. O primeiro protótipo afundou-se mal foi lançado à água mas o de Karl Flach, apesar de segundo na corrida pela apresentação e na defesa da baía de Valparaíso, foi considerado um grande invento em toda a América Latina. O Flach, um navio de doze metros e meio por um metro e meio era capaz de alcançar uma velocidade máxima de três nós, velocidade essa conseguida por propulsão mahual dos seus tripulantes, através de um sistema de manivelas. Karl Flach, o seu filho e mais nove tripulantes pereceram no afundamento, que apesar de ter sucedido dentro do porto não almejou nunca a recuperação do casco.




Infografia El Mercúrio Online

17 dezembro 2006

Dentes

16 dezembro 2006

Mac OS X versus Windows Vista

15 dezembro 2006

Visionarium

Há dias, num programa de desporto de um dos canais generalistas, uma espectadora fez uma pergunta extraordinariamente pertinente. "Porque é que os invisuais pagam bilhete para aceder aos estádios dos três grandes do futebol português?". Ninguém soube responder, (o que foi uma pena). Na verdade, quando penso nisto, e se houvesse acesso gratuito poderiam os clubes ser acusados de discriminação positiva ( o que é raro em Portugal...). Agora, autênticos visionários são os texanos que se preparam para abrir o direito de caça aos invisuais. Eu aplaudo, mas só porque não moro numa zona de caça texana...

Elf yourself a Merry Little Xmas

Isto é engraçado! Mesmo que o leitor não saiba dançar...

Fazer chorar as pedras da calçada

Imagine o leitor que uma equipa de calceteiros, provavelmente ao serviço da Câmara Municipal de Lisboa, anda na sua nobre missão de pavimentar o mundo (uma rua de cada vez). Pedrinha aqui, pedrinha ali, chegam ao cruzamento da Elias Garcia com a Cinco de Outubro e deparam com uma velha Vespa amarrada a um poste. Pensará o leitor que rodariam o velho esqueleto azul para um lado e calcetariam, desfazendo a rotação da "bella machina" para poder prosseguir o trabalhinho? Pois se disse que sim, o leitor desculpar-me-á mas é um ingénuo! O que o iluminado calceteiro arranjou como solução, e a autorização do não menos brilhante superior hierárquico são dignas de figurar para sempre no anedotário calceteiro português. Pode ver aqui

A fotografia é da Visão, e deparei com isto no Random Precision.

14 dezembro 2006

Importam-se de repetir?

Carregue aqui e depois volte cá que eu espero. Ok, nada de mais, apenas o site de uma empresa de informática. Hardware, Software, Internet e mais umas botas... Exacto, o problema está nas "botas". Dê lá um clique na secção Outros...

Tem chovido em Santiago...


Monumento a Salvador Allende, Santiago do Chile, ontem pelas 17 Horas. Fotografia de Paulo Ferreira.

13 dezembro 2006

Afinal havia outro

Segue a dança dos cartões inteligentes para gente burra. (Parece que o Valentim e o Narciso também tiveram problemas com os cartões...).

Numerologia

Não sou grande expert na matéria, o Hesed é mocinho para saber muito mais disto do que eu, mas à semelhança de todos os natais, lá me convenceram a comprar uma entrada para a Lotaria do Natal. Não tem muito que saber, dá cá cinco euros e seremos quarenta a festejar caso caia uma chuva de milhões. Não me apetecia, não era propriamente pelo custo, mas não me apetecia. Ao jeito de quem pergunta se está a chover, perguntei qual era o número. "07777". foi a resposta. Pensei que qualquer chinês jogaria com esta numeração nem que tivesse de vender a mãezinha. "Pronto, aponta lá o meu nome se fizeres o favor". "Com esse número deves ter muitas hipóteses". Ontem entrei no café, onde o ambiente era algo sorumbático. "O que é que se passa?". "Pá, tinhas razão, não sai a lotaria do Natal". Encolhi os ombros e perguntei porquê. "É que este número saiu ontem, uma semana antes do que devia...". Ora toma.

Just do it!


Vi primeiro no Mourinha
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Nós, o povo

Dizia Pedro Homem de Melo que por vezes era necessário "subir ao povo". Estava cheio de razão, Pedro. Celebrei um contrato de televisão por cabo, parece coisa banal, capaz de entediar o mais bem disposto dos leitores. A única "anormalidade" que pedi em relação ao contrato trivial é que o local de instalação fosse diferente do local de facturação. Que sim, que era possível, mas que iria originar uma lista de documentos bem maior que um simples pedido de casamento numa qualquer Conservatória, mas que se faria. Identifiquei o administrador da empresa que iria pagar a factura, fotocopiei resmas de folhas de actas de nomeação, o BI pessoal do infeliz, o número de contribuinte pessoal da vítima, o número de contribuinte da empresa. Fiz o mesmo, está claro, aos meus e depois de tudo muito bem conferido, assinado, agrafado, ainda me lembrei de lhe juntar o NIB para o débito directo, mais uma prova da existência da morada, não fosse eu mandar instalar um cabo debaixo da ponte Vasco da Gama. Ditei, ao comercial que tratou do processo, letrinha por letrinha, a morada da instalação e a da facturação. Guardei uma cópia do contrato onde tudo ficou muito bem escarrapachado. Passadas três semanas recebi uma carta da empresa dizendo-me em tom formal que teria de ir a um terminal Multibanco para activar o débito directo. Achei curioso. Um dos documentos que entreguei era a autorização de débito em conta, devidamente assinada pelo administrador, que também ele já fora identificado até ao ADN... Não liguei nenhuma à carta, um feeling, sei lá. Hoje, abri a minha caixa do correio e tinha uma factura! Disse para comigo "Extraordinário!" (Não foi isto que eu disse, pronto, foi algo como "Oh que aborrecimento...". Consultei os valores, que estavam correctos, procurei mais informação que me pudesse valer para justificar a inobservância do que eu pedira e ao qual a empresa dissera que sim. "Para qualquer esclarecimento, contacte o 16800". Vai de ligar oh tanso! Vinte e sete minutos depois, uma assistente de Help Desk pede-me o número de cliente. Forneço-lho. "Não posso atendê-lo neste número, terá de ligar o 16808". Mas o número que aqui tenho.... Pois, mais que também e consequentemente, liga lá para o 16808. Liguei. Obrigado por ter aguardado e mais isto e mais aquilo. Exponho o problema. "Mas aqui no sistema não tenho morada de facturação diferente da da instalação...". Pois, mas eu tenho aqui uma cópia de contrato onde isso está bem explícito. "Temos de consultar os documentos, mas isso ainda vai levar algum tempo..." Leve o tempo que quiser, reporte a quem muito bem entender, eu para a semana volto a ligar. "E já agora, na factura que recebi diz que o valor será debitado em conta no dia vinte e dois de Dezembro no NIB xis pê tê ó..." Sim, está correcto. "Mas eu ontem recebi uma carta a dizer que tinha de activar o débito blá blá blá". Pode rasgar a carta, não é preciso fazer nada. Desligámos, ambos. E eu fico a pensar se são estruturas como estas que fazem girar a economia portuguesa...

12 dezembro 2006

Hard to the bone

O link que a seguir se indica, não é destinado a Mac Users de coração fraco. Trata-se da destruição de um PowerMac G4 à paulada, coisa que obviamente não é fácil de ver. E também não foi fácil de destruir... Aqui, se tiver coragem...
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Testemunho, por minha fé

R. está deveras preocupado com um assunto familiar que envolve partilhas e que, infelizmente para os herdeiros, desaguou em tribunal esta semana. R. visitou consultou um advogado e além de desconfiar da conta que vai pagar, está muito preocupado porque este lhe disse que precisava de "enrolar" três testemunhas no processo.

11 dezembro 2006

To whom it may concern

Mayday! Mayday!

Definitivamente um dos melhores anúncios televisivos de 2006.

10 dezembro 2006

Pedimos desculpa pela interrupção

Voltamos já.

Tempus fugit (1983)





As coisas que podem aparecer no forro de um banco que foi necessário desmanchar... Como é de costume, clique nas imagens para as ver em tamanho decente.

09 dezembro 2006

Russo

"Russo", simplesmente Russo que da cor do cabelo herdou a alcunha. Pescador de hábitos rudes e simples, diz que está à beira de uma reforma que nunca mais chega, mais anos de tisna que de B.I., mais destreza de mãos do que de língua, mestre da enguia e do choco. Foi esta semana convencido por um grupo de jovens pândegos a estrear-se numa sortida nocturna numa discoteca da capital. De conluio com os pândegos, o porteiro barrou o Russo liminarmente à porta de entrada. "Não pode entrar sem ter uma acompanhante". Russo retirou da orelha o cigarro amachucado, enrolou nervosamente o boné nas mãos calejadas e cresceu para o porteiro. A resposta fulminante faz já parte das lendas dos consagrados da aldeia: "Saiba o senhor que deixei em casa uma que me levou quase dez anos a arranjar... Não me parece que seja fácil arranjar agora uma em cinco minutos..."

08 dezembro 2006

Como se fora seu filho

A máquina de venda automática de bilhetes dizia peremptória: Os bilhetes comprados nesta máquina só podem ser utilizados no dia da compra. O informático olhou para o relógio e verificou as horas, Vinte e três e cinquenta e oito. Sorriu, e inseriu as moedas na ranhura que gulosamente as engoliu. Impresso o título de transporte, guardou-o no bolso e numa atitude pensada, acendeu um cigarro e esperou que decorresse o tempo suficiente para que um novo dia nascesse. Pensou que era demasiado estúpido e incompreensível que uma máquina de venda automática, supostamente um faciitador, fosse assim castradora de vontades e gastos. Dirigiu-se ao pórtico de validação à entrada da sala de espera e foi sem surpresa que viu surgir no display a mensagem "Título inválido". Apesar da proeminente barriga e falta de hábito, saltou a barreira. Algures nos departamentos de análise da Soflusa há génios cujas mentes brilham e que com a sua luz me alimentam este blog.

United we stand

É de um profundo cinismo e mau gosto que me peçam que dê uma ajuda na revisão de um relatório/análise de fluxos de pessoas num sistema chamado "Triagem de Manchester". Logo eu, que fui triado na Terça Feira passada...

Gaia inova!


O interesse da publicação desta foto é claramente cientifíco. Um expert publicitário (o Luís Gaspar que é leitor deste blog) poderá atestar que dificilmente publicidade deste tipo (em transportes públicos) terá alguma vez sido feita em Portugal. O autor da imagem (Alex F. - Viva Alex!) garante-me que a UTC é a empresa de transportes públicos de Vila Nova de Gaia.

07 dezembro 2006

Estavas tu, linda Inês posta em sossego



Clique na imagem (Yes, you know the drill)

Dear Santa...

Afinal de contas é Natal e ninguém leva a mal...

06 dezembro 2006

Aos que detestam Saramago

Há poucos dias tinha lido esta passagem nas "Memórias" de José Saramago. Achei-a belíssima e tive de a reler vezes sem conta até que a emoção não me distorcesse a objectividade da leitura. Uma súbita preguiça de a transcrever tomou-me de assalto, até que hoje, ao visitar o Meninos de Colo me permitiu o egoísta Copy Paste.

"Foi só muitos anos depois, quanto o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não podería significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver."

Português oh malmequer...

Çáudinha e denheiro p'rós bifes

Para Angola, em força e já

Tenho uma prenda de Natal para o Eduardo Paes Mamede. Sei que é algo que ele e eu já procurávamos há muito tempo e que inesperadamente me caiu hoje na caixa do correio. Está mesmo aqui.

05 dezembro 2006

Bob, o construtor (Take II)


Muita lixa, muita paciência para as centenas de pregos que há que arrancar, uma estreia na nobre arte de estofar, mais lixa, algum verniz, ainda mais lixa, que chova a ver se eu me importo... (A atestar a longevidade desta vetusta cadeira encontrei a servir de forro às estouradas cintas de suporte uma saca de serapilheira de um produto que há muitos anos não via. Guano Argentino (O chileno era muitíssimo usado em Portugal) que foi um produto muitíssimo popular entre os agricultores nacionais como substituto do então caríssimo (parece que agora é barato...) adubo Foskamónio. O guano é um composto de dejectos de aves (gaivotas sobretudo), devidamente curtimentado pelo sol e pelo tempo.. Outro composto deveras interessante e com iconografia ainda hoje espalhada pelo país, foi o Nitrato do Chile, que é precisamente a mesmíssima trampa...Lamento informar que no processo foi desalojada uma família de ratos campestres, composta por pai, mãe e dois filhos menores...

Bob, o construtor


Pode não parecer mas é um excelente projecto de restauro...

04 dezembro 2006

Festas Felizes



Clique na imagem para ver a mesma ampliada



Prima "Play" para escutar o audio.
Nota importantíssima: Estes dois cartões de Boas Festas não seriam possíveis sem a inestimável colaboração de dois ilustríssimos utilizadores Apple, que, graciosa e simpaticamente, "emprestaram" os seus dotes de ilustração e locução à imaginação selvagem deste vosso escriba.João Lourenço (a.k.a. Joba) e Luís Gaspar, um ilustrador e um locutor, ambos profissionais de primeira água que merecem uma visita vossa aos respectivos sites e a quem agradeço vivamente terem a paciência para me aturar

P.S.- Quem não tem Mac, tivesse!

Informação inútil

É uma felicidade ter entre os meus amigos algumas fontes de informação absolutamente inútil que me abastecem constantemente de factos que não lembrariam ao diabo... De acordo com as estimativas de Z., uma pessoa normal que vá ao hipermercado duas vezes durante um mês (e estão fora destas cogitações as emergências das idas à mercearia e ao supermercado) percorre em média ao longo da vida a fantástica marca de três mil e oitocentos quilómetros a empurrar um carrinho. O próximo tipo que me vier perguntar se eu faço jogging, está tramado!

03 dezembro 2006

Guy Kawasaki "The Art of the Start" @ TiECon 2006

Pela enésima vez este ano um grupo de amigos pediu-me uma lista de oradores públicos para um trabalho sobre a matéria. Muitas vezes refiz a lista, fosse porque a sabia de cor, fosse porque alguns dos critérios foram sendo alterados ao longo do tempo. No capítulo do humor que prende verdadeiramente a atenção, Guy Kawasaky continua na minha short list.

02 dezembro 2006

Despojos do dia

Se me irrita de sobremaneira que num jogo entre dois clubes que nada têm a ver com o Sport Lisboa e Benfica surjam cânticos insultuosos sobre este último (coisa que acontece sistematicamente em jogos de Porto e Sporting sem que ninguém me consiga explicar porquê), mais me irritam os "Olés" que se ouvem durante uma partida. Foi o caso de ontem no final do Sporting vs. Benfica. Não se ouviram cânticos insultuosos, mas penso que a culpa tenha sido de Ricardo Rocha e de Simão Sabrosa. Mas não pude deixar de sorrir quando os adeptos benfiquistas entoaram a plenos pulmões o "A todos um bom Natal".