27 fevereiro 2007

Eco(lógica)

Era uma vez uma rua com X árvores. As árvores aborreciam um bocado as pessoas porque na Primavera vertiam seiva para os passeios e para os carros e sujavam os portões das casas. Das Y famílias que umas semanas por ano se aborreciam com o problema houve uma que se queixou do aborrecimento à Junta de Freguesia e inexplicavelmente surgiu uma vez na rua uma equipa de lenhadores que arrancou as árvores. As outras pessoas (as que se aborreciam um bocado mas das quais ninguém morreu por causa disso) ficaram muito chateadas por não terem sido consultadas sobre o abate das árvores, mas depressa esqueceram o assunto, menos um dos moradores que se foi queixar da arbitrariedade a quem de direito. Com um ar muito pesaroso o responsável disse a esse morador que uma pessoa se tinha queixado e que agora nada havia a fazer. O morador, que ficou muito aborrecido por ter ficado chateado por não ter que se aborrecer uma vez por ano, fez um escarcéu do caraças e perguntou à responsável se estava disposta a comparar as nocões de democracia que ambos tinham aprendido, uns na escola, outros na vida. Não estava, o que foi um aborrecimento. Resistindo passivamente, o morador solitário que tinha saudades das árvores que o aborreciam uma vez por ano, mas que o chateavam todos os dias por primarem pela ausência lá na rua, passou a frequentar com assiduidade exemplar as Assembleias da Junta de Freguesia, pedindo o regresso do aborrecimento anual. A Assembleia ignorava-o e empatava o assunto, prometendo uma replantação para uma data mais conveniente. Quando um dia o solitário e saudoso morador viu na rua uma equipa de calceteiros a tapar os buracos das árvores que o aborreciam uma vez por ano mas que mais o chateavam por lá não estarem todos os dias, foi questionar o poder sobre a lógica da operação. Que sim, mais que também, que os buracos que haveriam de receber outras árvores para substituir aquelas que lá não estavam porque aborreciam os moradores uma vez por ano, tinham de ser tapados. O solitário morador, que estava já aborrecido por se aborrecer de se aborrecer uma vez por ano tentou explicar que sairia mais barato colocar terra nos buracos do que calcetá-los, que não viria mal ao mundo de que este já não sofresse, Aos costumes disseram-lhe, que sim mais que também e a indómita equipa de calceteiros tapou os buracos todos, benza-os Deus, os buracos e os trabalhadores, que lhes não falte o sustento e pedra para partir. Passaram muitas luas, muitos gatos miaram com cio, poucas gatas se refugiaram na copa das árvores que agora lá não estão, as tais que aborreciam uma vez por ano os moradores e agora também os gatos, que me contaram tentaram trepar a troncos imagináveis para fugir de cães que agora alçam a perna no vazio antes de se interrogarem da triste figura que faziam, a de alçar a perna sem nada onde mijar, tens razão já agora que não há nada para molhar, deixa-me correr atrás deste gato. Como facilmente se percebe vai naquela rua um mar de aborrecimentos, o dos donos dos cães, o dos protectores dos gatos, o dos donos dos pneus molhados e muitos outros aborrecidos dos quais o leitor tem tomado conhecimento desde que começou a ler este texto aborrecido, sendo que os últimos foram os cães que nunca apanham os gatos que trepam por troncos imaginários.

Despeço-me (com amizade)

Se isto não é um dos melhores referrals de sempre que já me foi dado ver, então não sei...

Bracara, a Augusta


E amanhã nas Caldas, na EBI Santo Onofre darei um Workshop de Keynote e iMovie, no Sábado, em Lisboa (Olaias) há Mac OS X para absolutos principiantes. Informações e reservas para o email do costume (aniceto@mac.com).

So many work, so little time

26 fevereiro 2007

Aquele abraço para quem fica

P. tem um vozeirão absolutamente espantoso. Pode discutir em qualquer lado que num raio de quinhentos metros toda a aldeia toma conhecimento imediato da alteração da pública ordem. Hoje, quando entrei no mesmo espaço onde estava P. e peguei num jornal do dia para ler as gordas, vi-me impossibilitado de prosseguir (tenho de ter mínimos ambientais para ler um jornal). Encarei-o e perguntei das razões de tamanha gritaria, até porque só estavam três pessoas na sala. "Ah, foi porque encontrei aqui dois a discutir...". E se estavam cá dois a discutir, porque estás tu a gritar, homem? "Ah! Não era nada comigo, mas sabes como é, eu não quero saber quem é que tem razão, mas não perco uma oportunidade, sim, que eu quero é ralhar!"

Os meus limites

Talvez esteja a ficar velho. Talvez com essa inevitabilidade eu esteja a perder capacidades, sendo que de algumas já dei pela respectiva perda, outras vou notando que se ausentam, umas temporarariamente, outras que vão e nunca mais voltam. A última ocorrência está relacionada com os limites da minha tolerância e paciência. Quem lida com grandes quantidades de público na área do consumo, vê testadas todos os dias as fronteiras do bom senso. É assim, é normal, e dá-nos uma vasta experiência de vida. Foi sempre assim na minha vida profissional e disso não me arrependo. Mas há momentos em que as coisas deixam os carris e se destrambelham. Como o caso de uma pessoa que telefonou muito perturbada pela urgência de uma compra de um produto que não encontrava. Dei-lhe as informações necessárias e orientei-o. Já estou habituado a não ter qualquer resposta nestas situações. A humana massa é feita de ingratidão, logo a mim me tocaria a compreensão do facto pois tenho para os meus botões que a ingratidão deveria ser o único pecado verdadeiramente mortal. Não precisaria de nenhum diploma ou certificado de reconhecimento oficial, um simples obrigado cumpria a função. Gosto de rever os que me contactam com emergências destas, faço questão de voltar a falar com as pessoas, até para que me certifique de que os seus problemas ficaram efectivamente resolvidos. Pois esta criatura fez-me saber que tinha feito a compra noutro lado que não o que lhe recomendei. É a vida, aceito-o com todo o fair-play. Mas tinha uma queixa para me apresentar, não ficou satisfeito com a compra que tinha feito noutro lado e voltou a contactar quem eu lhe tinha indicado. Ficou muito ofendido com o tratamento recebido pois propôs a quem lhe tinha indicado que lhe ficasse com o material comprado noutro lado "e a pessoa não aceitou, veja lá... Não pode fazer nada, Senhor Aniceto?".

Se de antanho me calava e resmungava para mim mesmo qualquer coisa, agora lembro-me de António Botto e não seria a primeira vez que daria comigo a declamar os primeiros versos de Inédito...

25 fevereiro 2007

O rato roeu a rolha

Lenine: Wash and Go!

Eu não sei se isto é verdade (mas já tratei de saber...). Mas concordo que um banhinho e umas roupinhas lavadas de quando em vez, não farão vir mal ao mundo... Atenção, o conteúdo do link pode ferir a susceptibilidade de pessoas sensíveis ou de pessoas que achem o Ribeiro e Castro "o máximo!".

24 fevereiro 2007

Humor natalício

23 fevereiro 2007

Nunca mais te vais calar, oh Zeca!


Há vinte anos. Viajava com um amigo de Seia para Lisboa quando no rádio, a voz grave do locutor anunciou o falecimento de Zeca Afonso. Um de nós chorou.

Bravo, Ricardo!

"Alberto João Jardim demite-se porque diz não ter condições para desempenhar o cargo, ao mesmo tempo que anuncia que se recandidata ao cargo que diz não ter condições para desempenhar"
Ricardo Araújo Pereira - Visão

Idiomas

É feio escutar conversas alheias. Pois, já sabíamos. Mas esta frase ficou-me no ouvido enquanto esperava numa sala de embaixada. "He married her even knowing she was not completely on board".

21 fevereiro 2007

Fui ao médico

Os meus olhos estão tão maus quanto sempre estiveram (mas isso eu já sabia). O meu problema não tem para já solução (Mas isso eu já sabia). Os meus óculos, que não usava continuadamente há para aí vinte e tal anos, estão desactualizados (mas isso eu já sabia). Fazer uns novos custa quase um computador (mas isso eu já sabia). Há alturas em que ir visitar o nosso oftalmologista é verdadeiramente esclarecedor...

Confiança

Tenho assistido ao degradar constante da qualidade de serviço de uma das maiores empresas públicas do país, no caso os CTT Correios. Nos últimos dois anos, tenho dado uso intenso aos seus serviços, com taxas altíssimas de incidentes de extravio. Mas uma pessoa só fica verdadeiramente alarmada com o estado das coisas quando vai despachar três pacotes postais e a Chefe de Estação me pergunta com ar cândido: "Tem a certeza de que não quer enviar por correio registado? É que é muito mais seguro...".

Bate, bate coração

Esta manhã estava um cardiologista na TV. Quando lhe perguntaram qual era o principal sintoma da arritmia ele respondeu fulminante: "Morte súbita". Fiquei esclarecido.

19 fevereiro 2007

É favor rever...

É favor rever aquela velha graçola do "Um casal de patos, quantas patas tem?"

18 fevereiro 2007

Wake up and smell Spring

Eu sou um ordinário insuportável

Faz tempo que não ouvia

"Pega lá na borrachinha e safa-me isso". Safar, no sentido de apagar, como dizia a minha saudosa Maria Emília, de branco vestida e régua de pinho mel a espreitar do bolso da longa bata. Já agora, e para meu grande espanto, a descoberta da borracha de apagar (ou pelo menos o seu uso na função), é atribuída a um português, João Jacinto de Magalhães, um físico e químico do Séc. XVIII de cujo nome não tinha ouvido falar. Tal facto deve ser absolutamente vergonhoso a avaliar pela imensidão de referências que o Google faz a respeito da criatura.

17 fevereiro 2007

Já disse, não disse?

Que eu nunca fui tão fã de um ex-Presidente da República, como sou de Jorge Sampaio? Que, como diz JVC no seu Bloco de Notas, um símbolo de um profundo espirio democrático. Que deveria fazer escola, acrescento eu.

Opções

Frente à prateleira dos shampôs de um hipermercado, o que é que faz um tipo que tenha caspa, cabelo sedoso mas com pontas espigadas?

Tourist Season

O Tripeiro de Roterdão acaba de me dar uma excelente ideia de como ganhar espaço na cadeira do lado quando se viaja entalado em classe turística. Tudo o que é preciso é um portátil e este ficheiro. A animação no resto da viagem está garantida mas não é possível garantir que se chegue a horas ao destino.
Tenho dúvidas sobre a legenda. Por mim até pode dizer "Abram alas para o Noddy"...

16 fevereiro 2007

Crise, qual crise?

Eu no fundo gosto de Engenheiros

Eu vou, eu vou...


Há quinze dias atrás ouvi da boca do próprio Engenheiro Belmiro de Azevedo que só subiria o preço unitário de cada acção da Oferta Pública de Aquisição da Portugal Telecom se (e cito) "se forem encontrados diamantes debaixo da sede da empresa". Quando hoje a SONAE comunicou a subida do preço por acção, percebi que aquela frase não era uma mentira pública, era um acto de gestão...

15 fevereiro 2007

Santander Totta

Perguntei a um funcionário bancário do Santander Totta qual era o conceito dele de respeito pelo cliente. Disse-me que o cliente era a parte mais importante para o banco. Perguntei-lhe então porque é que uma simples operação bancária feita por uma pessoa de família (o pedido de um cartão de débito feito há dois meses), se tinha transformado numa novela mexicana com informações falsas e contraditórias de toda a espécie, help desks incompetentes e perdas de tempo e despesas imbecis. Perguntei-lhe se queria perder um cliente. Respondeu-me que sim! Nessa mesma noite folheava eu uma Visão e vejo um Administrador gabar-se numa entrevista sobre os altos níveis de satisfação que o Santander Totta atingiu...

Oásis K não responde

O visitante 80.000, ser que desperdiçou a magnífica oportunidade de obter um vibrador/massajador chinês de altíssima categoria, peça que lhe poderia conceder momentos únicos de prazer, não se manifestou para grande pena do autor deste Blog. Passamos assim a premiar, com o mesmo prémio (não fico cá com isto podem ter a certeza!) o visitante 81.000

O Sargento M.

Não é segredo que comecei a mexer em máquinas computorizadas por via da minha profissionalização em manutenção de relógios de ponto. Ainda menino agarrava na mala da ferramenta e o meu chefe distribuía serviços simples, de mera afinação correcção e limpeza de equipamentos de controlo horário. Antes de ter a necessária experiência para reparações no cliente, o meu pouso era normalmente a bancada dos Serviços Técnicos onde se ganhava a necessária tarimba para voos mais altos. De quando em vez lá me saía o número premiado com uma deslocação ao Algarve, a Sines ou em plena Lisboa. Conjuntos de relógios sob contrato de manutenção que implicavam uma visita semestral, quanto mais não fosse para lhes soprar o pó, lubrificar e regular. Quando naquela manhã o velho Neves me disse que ia para o Centro Financeiro do Exército, à Estefânea, fiquei contente. Era um parque importante, tinha doze relógios de marcação de ponto, não dos que me agradassem mais, dos electrónicos, mas velhas máquinas completamente mecânicas, já à beira da obsolescência. Não era de recusar, aliás nem o poderia fazer, e garantia-me dois dias de trabalho fora da empresa, e isso por si só representava uns fantásticos setenta escudos de subsídio de almoço, quantia impressionante ainda mais a multiplicar por dois, sendo que em Lisboa eu iria sistematicamente almoçar a casa dado que residia em pleno Marquês de Pombal. Cheguei cedo ao local e procurei o meu contacto, o Sargento M. que rapidamente me perguntou se eu acaso já teria tomado café. Acompanhei-o por mera delicadeza, o café ainda não fazia parte dos meus vícios. "Dê-me cá o relatório que eu assino já a folha de obra." Não percebi. Era absolutamente anacrónico que um cliente quisesse assinar os relatórios de inspecção ainda antes de eu sequer ter visto um relógio que fosse... "Mas eu ainda nem lhes mexi...". "Não importa, eu assino-lhe os papéis, você vai para casa e só volta a aparecer na empresa daqui a três dias... Se alguém telefonar para falar consigo, nós dizemos que anda por aí, ou deixa um número e alguém o avisa...". Fiquei absolutamente baralhado na minha ingenuidade, a proposta não me parecia nada correcta e era contrária a tudo o pouco o que até então tinha feito profissionalmente. O Sargento M. impacientou-se. "Homem, os relógios de ponto não trabalham desde que foram aqui metidos e não é você que quer metê-los agora a trabalhar, pois não?"

Manuel Lopes Marques, és o meu herói!

Um tipo é Director de uma Empresa Pública, é despedido, indemnizado e novamente readmitido. Isto é obra!

Belo


A prova de que com poucos meios se pode fazer um grande momento de video.

Novo Referendo

Concorda com a IVG (Interrupção Varzinista do "Glorioso" ) desde que efectuada até às 10 semanas da final da Taça de Portugal num recinto desportivo aprovado pela Federação Portuguesa de Futebol?

O gago

Não importam os detalhes, nem as razões. A história coloca-nos numa largada de touros algures no Ribatejo e o encenador semeeou na cena, uma boa meia dúzia de maduros e cromos típicos da cena rústica e rural. Depois da festa brava, de muito rebolão, escorregadela e cornada, o grupo encostou a barriga ao balcão de um tosco bar em madeira e rodada após rodada foram engrossando os cabedais das cervejeiras. Um outro grupo decidiu invadir o espaço, e mais provocação menos chiste, mais empurrão menos álcool entornado, azedou o caldo. Uma rixa de bêbados, dirão os menos avisados e experimentados nas tentas do Ribatejo, uma luta impossível se pensarmos na graduação da cerveja já ingerida que impedia que o soco fosse certeiro, mas passível de causar estragos se ao acaso uma mão, mesmo que aberta, acertasse no opositor. G. e A. ficaram isolados contra o dobro dos opositores, manda a decência e as regras éticas do wrestling de rua que se colocassem costas com costas, isto depois de A. ter, com um só soco, destruído meio bar, que recorde-se, toscamente se aguentava à volta de meia dúzia de tábuas. G. não tinha tido melhor sorte e só conheceu algum sossego espiritual depois de se ter desembaraçado com dificuldades de três moços de forcados que bem o tentaram pegar de cernelha. G. é uma criatura enorme e é gago. Um azar nunca vem só, e usa uma prótese dentária completa que teima em saltar-lhe da boca quando se enerva, quem sabe são as próprias palavras que se lhe enrolam na placa e a fazem saltar. G. tentou animar o seu parceiro de costas e dar-lhe a estratégia guerreira que haveria de levá-los à vitória. "Ve-Ve-Ve-enham eles! Ve-Ve-Ve-nham eles!" gritou sem temores e entusiasmado e talvez por isso mesmo, com o entusiasmo, lhe tenha saltado boca fora a prótese. "Vfe-Vfe-Vfe-nham Efles! Qu-qu-qu-e até os co-co-co-mo ne-ne-enm qufe sefja com as gen-gen-gen-givas!"

Think BIG Mr. Socrates!

Ouse pensar em grande, Senhor Sócrates! Não basta pensar num "Citizen Card" que englobe Cartão de Contribuinte, Cartão de Eleitor, Bilhete de Identidade e Cartão de Utente da Segurança Social. Vamos além disso, que o país precisa e é este o momento de avançar para tudo o que lá couber dentro. Assim de repente estou a lembrar-me do meu cartão de milhas Vitória, o cartão do Modelo, o de dador de sangue, todos os meus cartões de múltiplas gasolineiras, os das pizzarias, aqueles que à décima pizza me dão uma grátis. O dos cinemas da Medeia e quem sabe, num gesto absolutamente inovador, o calendário de plástico do Oculista Central de Vendas Novas que trago comigo e não sei porquê. E o do Benfica, Senhor Sócrates? Já viu bem as potencialidades disto? Vender kits de cidadão que permitam descontos em gasolina, pizzas, impostos, segurança social. E isto é só o começo. Campanhas de pontos! Um tipo vai votar e acumula pontos. Um tipo vai a uma consulta do médico de família e ganha milhas. Com um bom planeamento e um catálogo policromado, em bom papel, os cidadãos poderiam, quem sabe, trocar pontos por cargos. Vejo a luz, Senhor Primeiro-Ministro. Vou começar a planear os meus actos cívicos. Conto ter a Grã Cruz da Ordem de Cristo dentro de cinco anitos...

14 fevereiro 2007

A falta que faz uma rotunda...


No english title - video powered by Metacafe

13 fevereiro 2007

Refrige/Coca Cola

Numa das listas de que faço moderação inscreveu-se hoje uma pessoa que indicou como local de trabalho a empresa Refrige/Coca Cola. Tive um "flash-back". A Refrige foi a primeira empresa que visitei como "informático"... O meu amigo Luís Maia, programador encartado (leitor deste blog) e uma das pessoas com quem dei os meus primeiros passos na área dos computadores ficará para sempre ligado à história da informática da Refrige ao ter concebido o primeiro software de facturação desta marca, então acabadinha de se instalar em Portugal. A máquina, uma novíssima Logabax Lx2500 (A Logabax era o braço de R&D da ainda existente Dassault) com a qual fiz demonstrações que ficariam épicas na nossa comum história profissional. Um computador que me traz à memória personagens como o Irmão Lucas (o vendedor que não mentia!), ou o Marques, o cliente que interrompia as formações para ir dormir uma sesta... Ficava aqui horas a relembrar-me de histórias, algumas que nunca conseguirei contar como a do cliente que tinha um tique que consistia em deitar a língua de fora de tal modo que me fazia lembrar Mick Jagger e que fez com que me cortasse numa mão pela força que fiz no chassis da consola para não me escangalhar a rir... Dariam resmas de páginas estas pequenas histórias da informática do final dos anos setenta. Voltemos à Refrige. Aqui o miúdo Aniceto ficou desvairado quando percebeu que dentro dos muros da fábrica poderia beber as Coca Colas que entendesse... Era abrir os frigoríficos espalhados pelos corredores e fartai vilanagem! Mas talvez a parte mais romântica desta informática fosse a própria arquitectura de programação. As máquinas, com RAM reduzidíssima, trabalhavam com rotinas carregadas individualmente. As estruturas de ficheiros, ainda não indexados, obrigavam os programadores a ginásticas mentais enormes (por vezes bem mais complexas que as de hoje...). As rotinas eram baptizadas com nomes óbvios como "Carga" e o próprio número de caracteres passíveis de utilização no nome era curto. Uma dada rotina, orgulho do Luís Maia, era a de Listagem, Movimento e Limpeza e foi consequentemente baptizada de "LIS-MO-LIM". Nome que por qualquer razão nunca foi do agrado prático das pessoas que tinham de trabalhar com ela. Até ao dia em que o Luís Maia decidiu dar-lhe um toque afrancesado. Passou a denominar-se "LIS-MO-LÃ", o que fazia toda a diferença no toque internacional. Toda a gente se lhe referia como a "LIS-MO-LÃ" e se bem me recordo foi alguams vezes "transplantada" com sucesso para outras aplicações e outros clientes...

Visitante 80.000

Não esqueçam! Há um prémio para o visitante 80.000, um belo vibrador massajador de fabrico chinês que será entregue ao visitante que mandar imagem do contador e o respectivo IP para o email aniceto@mac.com.

Com as calças na mão

12 fevereiro 2007

Microsoft "vê a luz" (Ainda que por instantes!)


Numa gaffe divertida, a Microsoft publicou hoje numa das suas páginas de soluções para o mercado áudio, a recomendação de diverso software. Incrivelmente (ou não) o GarageBand, um software básico de edição musical que apenas existe em Mac aparecia recomendado na categoria Advanced. Não demoraram contudo a emendar o erro, o que é de facto uma pena, pois o GarageBand merecia a recomendação...
A imagem foi gentilmente cedida por Dani Gordon

Vox Populi

"Sozinho, um homem não é nada... nem corno"!

11 fevereiro 2007

There is no pachorra

Como é que na DGV querem ter um cadastro informatizado de infracções ao abrigo de qualquer suspeita se nem a porcaria de um Search conseguem ter a funcionar?

CreateRecordset error '8004181d'
There is no catalog.
/pesquisa/resultado.asp, line 44

Sinto bastante

..."Este atestado médico deve mencionar o prazo de validade, conter um símbolo próprio (1 boneco com sinto de segurança) e deve ser exibido às entidades fiscalizadoras sempre que seja solicitado."...

1 boneco com sinto de segurança? Não há na Direcção Geral de Viação quem saiba escrever?

10 fevereiro 2007

Ça ira!

Un jeune inspecteur des impôts est envoyé pour un contrôle fiscal à
la grande synagogue de Paris. Impitoyable, il pose de nombreuses
questions au Rabbin:
- Et que faites-vous des restes de cire et de bougies?
- Nous les renvoyons à notre fournisseur qui, une fois l'an, nous
offre un paquet de bougies.
- Et les restes de bagels, toutes ces miettes, qu'en faites-vous?
- Mais, la même chose, nous les expédions à notre boulanger et, une
fois l'an, il nous donne gratuitement un paquet supplémentaire.
Moqueur, l'inspecteur ajoute: "Et ce qui reste des circoncisions...
toutes ces petites peaux... qu'en faites-vous?
Placide, le rabbin répond:
- Mais, comme pour le reste, nous les envoyons au Centre national des
Impôts et, une fois l'an, ils nous envoient une tête de gland...

09 fevereiro 2007

Brain not found

"File "Anexos.zip" has the unacceptable extension "zip". Please try compressing your files"

Há sempre lugar para mais um


New Chair Design - video powered by Metacafe

Aveiro inova

Eu amanhã vou estar em Aveiro. Se calhar, depois do Workshop íamos lanchar ao Oita, que te parece? Uma torradinha, um chá alucinogénico...

Actualização: Menos de seis horas decorridas sobre este post, a Judiciária levou os cogumelos todos ao homem. Açambarcadores!

Miranda warning

E estaria na disposição de trabalhar com um dos nossos desenhadores para fazer um retrato-robot? Pois agora já pode e nem tem de ir à Polícia Judiciária.

08 fevereiro 2007

Ainda há bons empregos


Rubikism

E eu que pensava ser um tipo muito paciente, mais precisamente até ver isto...

Que descanse em paz (e tenha tremoços!)

Tivesses tu...

H. fazia parte da comitiva oficial de uma viagem presidencial a um país africano de língua oficial portuguesa. Cumpriam-se, dia após dia as formalidades do rigoroso protocolo. Na última noite, H. compareceu num jantar um pouco menos formal e já durante o café, numa roda de conversas de trocas de lembranças, foi interpelado pelo Presidente da República do jovem país visitado. "Olhe, o senhor não é fulano, nascido e criado na aldeia X?". Admirado com a pergunta, H. confirmou. Tinham sido ambos criados em pleno Portugal a pouquíssimos quilometros um do outro. H. aproveitou a deixa para oferecer ao Presidente anfitrião um vistoso livro de sua autoria. O Presidente agradeceu, folheou a obra, displicentemente e segredou-lhe: "Se tivesses antes trazido uns chouriços..."

06 fevereiro 2007

1999 won't be like 1999


Um abraço, Ana Paula Gomes.

Extra! Extra!

Após Simão Sabrosa ter estado na apresentação do Windows Vista na FNAC do Colombo, a SAD do F.C.Porto vem informar que Ricardo Quaresma irá estar no lançamento oficial da versão pirata, na Feira do Relógio.

O que é isso da arquitectura?

05 fevereiro 2007

Com jeitinho ainda vais escrever um livro...

20.000 Vibradores?

X. tem um entreposto de produtos maioritariamente "Made in China". Das mais de três mil referências que ajudei há poucos meses a catalogar informaticamente, mais de dois terços não tem qualquer utilidade óbvia, isto para não falar do aspecto qualitativo, pois estes produtos designados eufemisticamente de "Bazar", são um autêntico susto, seja em design, seja em qualidade. A verdade é que X. vende absurdamente para as chamadas "Loja de 300" e as encomendas dos produtos a que chamo inúteis crescem a cada dia que passa. Mas tudo isto é ainda mais absurdo se pensarmos que X. compra mercadoria praticamente sem a ver e que o mesmo acontece com os revendedores, a quem os comerciais conseguem enfiar de tudo, de pregos que não aguentam uma só martelada, a biberons que deviam pura e simplesmente ser arredados do mercado. Os contentores de "lixo sortido", chegam ao porto de Amsterdão a um ritmo alucinante e muito desse material escoa-se nos canais comerciais portugueses. Cada abertura de caixotes é um verdadeiro puzzle, comigo a perguntar-me perante este ou aquele objecto "mas para que raio serve isto?". Hoje não tive dúvidas, a documentação era clara. Vinte mil massajadores. "Olha lá, mas isto vende-se?". Mais viessem, Pedro, mais viessem...

Nota: X. acaba de me oferecer um massajador portátil chinês! Já tenho prémio para o visitante 80.000!

Medalhas, para que te quero?

A Presidência da República condecorou hoje o ex-Procurador Geral da República por (e cito) "brilhantes serviços prestados". Concedeu-lhe, baseado nessas razões, a Grã Cruz da Ordem de Cristo. Se alguém me conseguir explicar quais foram os brilhantes serviços prestados ao país por Souto Moura, agradeço que me diga e eu dou-lhe imediatamente a Ordem do Grã Cabide de Plástico Extrudido.

" O Saca-rolhas", o teaser

O mercado russo de segunda mão


Há carros tão jeitosos e baratuchos no mercado russo de segunda mão... Pronto, podem ter problemas de climatização, é verdade, mas que diabo não se pode ter tudo...

Doze ou treze?


Conte as pessoas na imagem acima. Aguarde que a imagem se desloque. Conte de novo. O telefone do Hospital Júlio de Matos é o 217 917 000.

04 fevereiro 2007

O aborto ao poder

O quinteto que apanhava sol no banco do largo devia ter, por junto, quase quatrocentos anos. Alguns empunhavam panfletos de movimentos envolvidos no referendo da semana que vem. Saudei-os, brincando com o sofrimento futebolístico de um deles no jogo da véspera. Não tardou que me pedisse a opinião sobre a qualidade do jogo, que eu não vira.
"E então para a semana vai votar nas eleições, amigo Pedro?" Sorri, e resolvi fazer-me desentendido. "Quais eleições, amigo Carlos?". "As do aborto, amigo Pedro, as do aborto! Temos de eleger o gajo!"

Big Apple


Tenho saudades de New York. Fotografia de Luís Zuquete.

03 fevereiro 2007

Happy Birthday Miles!


Fotografia cortesia de Rui Ribeiro

As coisas que um homem ouve

"Nós não semos putas, nós semos consultoras".

A bondosa

C. decidiu monopolizar este blog. Infelizmente C. sofreu anteontem um acidente de trabalho, felizmente para ele e para esta página, sem consequências graves. Confesso que tinha ouvido a descrição do acidente da boca do próprio, ainda ontem à noite, mas de tão confusa que foi a explicação, não percebi muito bem o que acontecera, "Eh pá, eu virei-me para apanhar umas coisas e a bondosa deu-me com a pá...". Só se me fez luz hoje de manhã, quando C. me disse, apontando uma JVC amarela reluzente estacionada numa rua da aldeia, "Foi este, foi este bondosa que me ia matando..."

02 fevereiro 2007

Apple down Memory Lane


O Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra tem pessoas com memória. Eis alguns dos equipamentos Apple em exposição. Esta imagem foi cedida pelo Engº Ernesto Costa.

01 fevereiro 2007

O video da Elsa Raposo!

Aumente o seu pénis!


Estou a fazer uma pequena experiência com os referrals (indicadores de origem) de acesso a este Blog. Esta e a próxima entrada estão relacionadas com isso. Ou então não...