31 maio 2007

A Epifânia

Raramente vejo novelas da TVI, mas hoje calhou-me a dita em sorte e valeu a pena. Uma das personagens disse convictamente a outra que (e cito) "Acabei de ter uma epifânia!".

Grab a seat and watch History

Das raras vezes em que vemos este dois senhores lado a lado, esta é uma oportunidade histórica.
Há várias partes deste documento no navegado do lado direito...

Ribeira vai cheia

Junte-se uma equipagem de reformados da improvável embarcação do Senhora do PostScript, gente farta de mar e ao mesmo tempo saudosa do sal, uma caixa de sardinha e um barril de tinto do jarro e a conversa fluirá como um mar, aparentemente calmo mas revolto no interior da vaga. Mestres Contramestres, pilotos e demais grumetes. mai'lo marinheiro de água doce que serei eu, no cesto da verga apreciando a paisagem. Conversa brejeira, sempre brejeira que lhes não há-de dar para outra rota. Qualquer que seja o pretexto a conversa desenrolar-se-á como uma rede, nó aqui, nó ali, e há-de sempre bater na praia da brejeirice, cujos detalhes de sobremaneira sórdidos pouparei ao leitor com uma única excepção, o da discussão de ventos que assolam e assopram nas docas novas do Porto de Setúbal. "É uma merda! Faz-se ali um garroasso (Mar de carneiros para marinheiros imberbes) que esfola amarras, não é o primeiro que vai ao Espichel buscar o bote". "Mas isso ainda não é nada, quando está de Nordeste o vento entra pela doca, chamam-lhe o Orelhudo". Orelhudo? pergunta o marinheiro do cesto da gávea, que serei eu no caso, e o leitor caso lá estivesse. "Sim, é muito mau quando sopra de Mordeste". E fica-se ali p marinheiro de água doce, a perguntar-se sobre a troca de nomes do vento e quando à sua volta olha, o marinheiro não verá terra nem sinal de costa, apenas o riso de chacota de quem sabe que o peixe há-de morder, e o que tem de morder tem muita força.

30 maio 2007

Boalhosa (Linguagem explícita)

29 maio 2007

Fidelidade

M. morreu há pouco mais de quinze dias. Ataque cardíaco fulminante à porta de casa. M. tinha um sério problema de dependência etílica e fazia bastas vezes o percurso de e para a taberna local. Dezoito dias depois, os cachorros de M. estão todos os dias durante várias horas por dia à porta do estabelecimento, de olhar triste e farejar impaciente a tentar detectar a pista do dono.

Mobiliário

Quando em 1990 decidi avançar para a compra de parte da mobília da casa, tinha acabado de conhecer uma linha de peças que me agradou de sobremaneira, cuja marca acabara de aparecer no mercado. Porque gostei do que me foi proposto, muito embora a rede de venda ainda estivesse a ser montada e os catálogos nem sequer existissem ainda, eram uma singelas fotocópias manhosas quanto baste, mas que davam perfeitamente para o planeamento. Aquilo era madeira "à séria", sem rodriguinhos e berloques, coisa que aliás detesto em mobiliário. Quando a primeira proposta me foi feita, fiquei um bocadinho desmoralizado com os preços, bastante acima de algumas propostas concorrentes. Ainda assim, e contra uma chuva de comentários adversos sobre o valor da aquisição, decidi escolhê-los. Recordo-me que havia apenas meia dúzia de revendedores e aquele que me forneceu o pedido foi de uma amabilidade extrema, fosse durante a montagem, fosse a lidar com um pedido de troca de uma frente de gaveta que tinha um nódulo na madeira com que eu engalinhava solenemente. Por se tratar de peças que ainda não eram produzidas em grandes quantidades (a espera pelos móveis foi significativa), a dita frente de gaveta levou umas valentes semanas a ser trocada e recordo-me de na altura me terem sugerido o "empréstimo" de uma peça similar para obstar ao "buraco" com que fiquei numa cómoda. Resolvida a questão não voltei a ter contactos com o fabricante, limitando-me a ver, com agrado e com o passar do tempo, que a marca se expandia e ganhara uma rede comercial bastante visível no território nacional e era agora "fashion" de se possuir.
Numa das minhas últimas mudanças consegui dar descaminho a uma pequena peça metálica, um ligador da frente da famosa face da gaveta e há já alguns tempos que tentara adquirir uma ferragem igual para resolver o problema e permitir que a gaveta deixasse de ficar manca. Não foi uma busca exaustiva, mas ainda fiz algumas tentativas, todas mal sucedidas. Até que há dias, lobriguei num endereço de email o domínio da marca e rapidamente perguntei se me saberiam dizer se era possível adquirir a ferragem em falta. Que sim, que não haveria problema algum. Fiz o email na Sexta, estive fora na Segunda e hoje quando abri a caixa do correio, havia no fundo da mesma um pequeno envelope com a peça que me foi enviada gratuitamente. Chamem-lhe o que quiserem, eu chamo-lhe brio no que se faz e qualidade de serviço. É de detalhes destes que se fazem as marcas que não esquecemos.

Faz tempo que não ouvia

"O Zé? Ainda agora o vi ali todo toleirão de paivante nos queixos". Paivante, um dos substantivos masculinos para cigarro.

28 maio 2007

O conjugador

Eu conjugo, tu conjugas, ele conjuga, nós conjugamos, vós conjugais, eles conjugam.

Van Dog


Cortesia António Pilar a quem agradeço a autorização de publicação.

La Fontaine para estúpidos

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.
Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!

Especificidades

Percebemos como no Porto se levam as indicações públicas muito a sério quando no autofalante da estação se escuta "Dará entrada na linha número dois, proveniente de Ovar, o comboio suburbano com destino a S.Bento. O comboio dará entrada dentro de um momento".

27 maio 2007

Quantos telefones cabem dentro de um Nano?

26 maio 2007

Nunca se renda...

Porque até ao lavar dos cestos é vindima...

Diz que é uma espécie de iPod

Acho muita graça a este produto. É "tipo" iPod. como o próprio vendedor o classifica. Mas o que me diverte mesmo é ler nos "pontos fortes" do artigo a menção "Suporta som".

iMovie e iDVD no Porto


Dia 28 de Maio, (próxima Segunda Feira) pelas 21:00 Horas no Auditório da ESAP (Palácio Belmonte - Rua de Belmonte, 49 - Junto ao Palácio da Bolsa), Pedro Aniceto (yours truly) vai efectuar, logo depois de se ter perdido à procura do local, mais um Workshop iCreate. O tema será iMovie e iDVD. Entrada livre.

25 maio 2007

O Rei dos Mouse Pad

Eu cá não sou tipo de fazer fretes. Mas se vos disser que tenho debaixo do meu rato óptico o MELHOR Mouse Pad com que já trabalhei, que me foi hoje oferecido pelo Google durante um Seminário Google Entreprise, não é exagero nenhum... Tomem nota e se os virem por aí, comprem. Chama-se Brite-Mat e tem um deslizar imbatível comparado com as larguíssimas centenas com que já trabalhei. O "grip" à superfície inferior é muito bom graças a um detalhe quadriculado da matéria aderente, o corpo é rígido (de tal forma que o confundi inicialmente com uma placa de apoio de corte) e o fabricante avisa que o dito cujo é virtualmente indestrutível. Além de mais é lindíssimo!

It's a Sony!

Os parafusos Sony estão um bocadinho caros...

De momento não estou...

24 maio 2007

The oven song

23 maio 2007

Não fui eu que disse!

Foi ele!

22 maio 2007

Provas e tormentos

Lembram-se dela? Da mulher dos "tijóis"? Estava muito nervosa hoje de manhã. Não por ela, que é firme e sólida como uma rocha, um autêntico calhau, perdoe-se-me a certeza da metáfora. "Ai coitadinha da minha Vanessa, que Deus a guarde, está ali na escola a fazer um exame. Aquilo não é bem um exame, agora chamam-lhe outra coisa, como é que se diz Mizé?". "Uma prova de aferição, mãe...". "Ah! Sim! Isso! Uma prova de aflição..."

21 maio 2007

iTunes

A prova provada de que NINGUÉM LÊ as EULA (Licenças de utilização de software para clientes finais) é que ninguém, dos milhares de utilizadores com quem vou falando, me referiu uma alínea da EULA do iTunes que diz:

"You also agree that you will not use these products for any purposes prohibited by United States law, including, without limitation, the development, design, manufacture or production of missiles, or nuclear, chemical or biological weapons."

Ora, eu gostava de ver um tipo desenvolver um míssil com o iTunes...

Technorati


Eu gosto de posturas "light" perante a vida e os problemas. Não se trata de irresponsabilidade, nem de menosprezar as dificuldades, mas eu gosto de pessoas, empresas e instituições que sabem rir de si mesmas. É o caso da Technorati, um serviço de tracking de blogs que uso com muita frequências nas minhas "watch-lists". De cada vez que os servidores e sistemas da Technorati se vão abaixo, em vez de uma estúpida, seca e irritante página de 404 Page not found, a Technorati brinda-me com humor diversificado que me faz desculpar-lhe a falha assim que me começo a rir... Foi o caso de hoje.

Assédio, puro!

M. é professor universitário. Troca, como muitos o fazem, correspondência electrónica com os alunos. Hoje, transcreveu-me parte de um deles.

..." Professor M., venho por este meio falar consigo sobre os testes de história. Em todos eles, o professor pede-nos para nos emprenhar e tentarmos compreender a matéria, explicando, por palavras nossas, o que entendemos sobre a questão."

RSS

É possível que os vossos RSS fiquem um pouco "passados" nas próximas horas, com a indicação de éne novos posts neste Blog... Tal deve-se à empreitada que levei a efeito de "etiquetar" todos os posts. Assim que tiver terminado, informarei.

20 maio 2007

Eu também tenho um Mac

Enviam-me com frequência muitas imagens de bicharocos e Macintosh, cujos donos absolutamente orgulhosos de ambos fazem questão em divulgar. Esta não me foi enviada, mas deparei com ela no blog de Maria João Valente.

Coisas a que me obrigarei, se...

Com a devida combinação espacial de alguns astros, nomeadamente o alinhamento planetário combinado com vinte e dois ávêcês, o Sport Lisboa e Benfica poderá ainda ser campeão nacional de futebol. Para provar a minha falta de crença em milagres, prometo aqui comer um enorme prato de favas guisadas se essa improbabilidade vier a suceder.

19 maio 2007

Strawberry walls are forever

Turvam-se-me com o tempo as memórias dos sabores. Sei do que me lembro, mas de facto não me lembro do sabor específico. Apenas que era menino e nos interstícios daquela parede cresciam uns morangos silvestres que eu colhia meticulosamente todas as estivais semanas. Éramos pequeníssimos, insignificantes, eu e os morangos, a pedirem a habilidade de voltar um cesto de verga ao contrário para que chegasse aos mais altos, a demorar os fins de tarde e os cortes dos regos do milho regado de fugida. Os dedos afundados no meio das pedras, o medo dos lacraus que era ainda assim menor que a gula da boca, desconte-se um ou outro susto de um grilo ou de um gafanhoto ou a interrupção da colheita ao som de um chamamento da minha mãe. "Pedroooooo!". Tempo, nunca havia tempo entre obrigações e devoções, que os morangos eram muito mais difíceis de encontrar que as amoras, estas últimas quase tão gulosas como as pequenas bolas encarnadas e que me ficavam em caminho no regresso das hortas a caminho de casa. Passar os dedos e a boca pelas águas da fonte, para apagar os pecados e disfarçar uma outra nódoa assassina que me manchasse a pele ou a roupa. Quando há anos me disseram que a parede dos morangueiros tinha desabado, não me preocupei com a parede para desgosto de quem me trouxe a notícia. "Caramba, eu aqui preocupado com a parede e tu com pena dos morangos...". Senti na boca o doce dos frutos, ontem como agora. Quando hoje rodava ao sol um vaso com morangueiros plantados, descobri três pequenos frutos redondos. vermelhos e maduros. Foi com os mesmos dedos, com a mesmíssima gula que os comi. Todas as histórias deviam acabar bem e deixar-nos na boca um sabor que nunca conseguíssemos esquecer. Mesmo que nem sempre nos lembremos do sabor específico.

Alguém confirma?

Alguém pode confirmar que de facto, no concurso televisivo "A bela e o mestre" foi perguntado a uma das concorrentes "Quantos continentes existem?" a dita cuja terá respondido "Uns cinquenta. Apesar de não ter estado em todos, conheço o da Amadora, Cascais Shopping, Covilhã e Maia. Mas acho que agora se chamam Carrefour..."?

Men, boys and the price of their toys...

Now flying!! No further comments...

Diálogo inter religioso

18 maio 2007

A galinha da vizinha é mais branca que a minha

Conselho: Não compre uma casa branca. Porque depois a generalidade do que rodeia a casa tenderá a ser branco (de início, claro), com portadas, muros, portões e outras despesas das quais você somente se aperceberá quando tiverem passado alguns anos... Para piorar, tendo você uma casa branca (de início, claro), as casas que rodeiam a sua tenderão também a ser brancas, sobretudo se as casas dos seus vizinhos tiverem a mesma raiz arquitectónica (não se aplica se for um bairro feito por Tomás Taveira, ou a Zona J em Chelas...). E chegará inevitavelmente o dia em que todos os seus vizinhos, quem sabe movidos por um estranho sinal que você insistirá em não ouvir, começarão a olhar para os seus (deles) muros, portadas, portões e demais coisas que em tempo foram brancas e torcerão, cada um a seu tempo, é certo, narizes e orelhas, arrebitando dedos e pronunciando onomatopeias maioritariamente começadas por "Humm"". E nisto, neste preciso instante, agorinha mesmo, que me caia aqui uma coisa em cima do imaculado branco desta página se isto não for verdade, é que começam os seus problemas! Um dia há um que abre um escadote, outro dia um outro que puxa da trincha e você vai perceber que o seu branco que já não é branco faz tempo, mas que ainda fazia mais um anito, é uma mistura agonizante de escalas de cinzento que o começam verdadeiramente a incomodar. E se você não se despachar, vai uma destas tórridas tardes chegar à rua, ver os seus vizinhos dando largas à sua criatividade pictórica, deixando os seus muros e portões à beira da vergonha absoluta e sufocante. Depois não digam que não vos avisei. Vou ali, tenho um encontro marcado com duas cervejas geladérrimas e uma lata de Hammerite branco.

São as comunicações, estúpido!

Ah. o Equador, essa nação de raízes culturais milenares sobre a qual se escreveriam resmas de páginas. Não há nada como uma pessoa inscrever-se numa Mailing List... (Humm... Parece-me que já escrevi isto antes...). Provavelmente é um problema de Internet.

Ilitera quê?

..."Mas se dé-se eu gostava muito de ir"
"Lembraste de uma vez me teres feito?"

Lá vai Lisboa

Comecei a dar por isto com Durão Barroso (sim, já foi há muito tempo mas eu sou um bocadinho distraído...). Eleito para um mandato, espera aí que já te atendo e ala que aqui vou eu. Isto lembrou-me de Guterres que tinha feito algo similar uns tempos antes. Depois veio Santana Lopes que fez as malas e viajou para o Governo. Depois veio Carrilho, com um belo programa eleitoral e as costumeiras promessas, mas que se esqueceu de dizer que só concorria para ganhar. Como não ganhou, espera aí que volto já e desapareceu do circuito antes que o eleitorado lhe chamasse alguma coisa que nunca lhe tivessem chamado. Com o recente festival de candidatos e pseudo candidatos à Câmara Municipal de Lisboa, veio o personagem Marques Mendes convidar Fernando Seara (que, recorde-se é o actual Presidente da Câmara Municipal de Sintra caso o eleitorado se tenha esquecido...). Fernando Seara não aceitou, só lhe fica bem, mas é distinta a lata de Marques Mendes em convidar para um lugar uma pessoa com um mandato a decorrer noutra Câmara... Depois, lembrei-me do escarcéu de Marques Mendes sobre Isaltino de Morais, que, pelo facto de ser arguido num processo não se deveria candidatar a Oeiras. Bem prega Frei Mendes, que convidou Fernando Negrão. Ora, recordo-me que Negrão é arguido num processo antigo sobre quebra de segredo de justiça. A vida política portuguesa começa a meter-me nojo. Mas claro, eu sou um bocado distraído.

17 maio 2007

Mas onde é que eu já vi isto?

Mister Ulegário Suza

De há quinze dias a esta parte, todos os dias peço secreta e recatadamente que a saga da família McCann termine em bem, que a miúda esteja viva e de boa saúde. Não pretendo de forma alguma fazer humor com esta situação e hoje apertou-se-me o coração quando a Sky News fez uma nota de que um carro com matricula falsa estava a ser procurado na Moita, aqui bem perto. Mas se a Judiciária conseguir levar a investigação a um final feliz, alguém devia oferecer ao Inspector Sousa um curso de inglês...

Atchim!

É a primeira vez que vejo tratar uma fuga num radiador com pimenta ou café. Mas, um tipo está sempre a aprender...

É a Cultura, estúpido!

Ah. o México, essa nação de raízes culturais milenares sobre a qual se escreveriam resmas de páginas. Não há nada como uma pessoa inscrever-se numa das Mailings List do Consejo Nacional para la Cultura y las Artes."...

Leitura

"Pois eu cá não sou muito de ler, cansam-me os livros muito grossos..."
"..."
"E depois não me entusiasmo com qualquer livro, mas não gosto de livros grossos. Aliás, o único livro grosso que li já foi há uns anos e desse gostei muito. Sabes qual é?"
A minha mente vagueou um pouco e decidiu fazer uma pausa para recuperar dos maus tratos.
"As Páginas Amarelas?"
"Não! Era um que tinha uns desenhos coloridos na capa"
A minha mente levantou-se, perguntou o preço da Cola e do bolo e foi-se embora.

Iogurtes


As coisas extraordinárias que se vendem no Plus...

Coisas para fazer nas estações da CP


Via António Fernandes.

16 maio 2007

A origem das expressões


"Hás-de dizer-me onde fica o teu caixote do lixo..."

Conforto é onde te sentires bem...

InDesign


Ora cá está, se você é Designer e procura emprego e se por acaso percebe muito de InDesign, o melhor é calar-se... (Se não clicar na imagem isso será um factor eliminatório!)
Cortesia: Carlos Santos

Pong

Só para que saibam: Pong, o primeiro video game, faz hoje quarenta anos...

We have a winner (at last!)

Depois de ter analisado todas as candidaturas proponentes ao famigerado prémio para o visitante 120.000, declaro vencedor o leitor Luís Bernardo de Sousa cujo IP, devidamente documentado, bem como os trâmites regulamentares me foi enviado. Parabéns a todos quantos participaram e me brindam com a sua presença nestas páginas. E agora, voltemos à vida normal...

15 maio 2007

Quem fala assim não é rato

Fujam!

14 maio 2007

I've got the power!

Porque há dias como o de hoje, em que apetecia que fosse mais simples metê-los na tomada...

Time, waits for nobody

Há poucos dias fiz aqui uma publicação sobre o Workshop da iCreate onde. como poderão ver com os vossos próprios olhinhos, grafei a hora do evento de modo incorrecto, utilizando o sinal PONTO para separar horas de minutos. O leitor Manuel Aguiar, a quem agradeço desde já a contribuição para o aumento e consolidação da nossa cultura geral, fez-me o reparo, que aqui partilho.

A ISO 8601 diz que o carácter ponto não entra no tempo:
«Time of day
The international standard notation for the time of day is
hh:mm:ss
where hh is the number of complete hours that have passed since midnight (00-24), mm is the number of complete minutes that have passed since the start of the hour (00-59), and ss is the number of complete seconds since the start of the minute (00-60). If the hour value is 24, then the minute and second values must be zero.

Actualização: (Cortesia Luís Gaspar)
...vai por email.
Eis o que diz o CIBERDÚVIDAS sobre o assunto:

Pergunta | Resposta]
Horas, de novo

[Pergunta] Como se escreve horas em um documento: 9:00 horas ou 9H00?
Obrigada.
Elizabeth Botelho Rocha :: :: Brasil

[Resposta] Qualquer das formas é legítima, variando apenas a opção de quem a escreva ou onde a escreva. Por exemplo, há jornais que optaram por grafar simplesmente 9 horas, enquanto outros preferem 09h00 (quase sempre com o h minúsculo, no estilo adoptado/adotado aqui no Ciberdúvidas). Mas também se vê com dois pontos (09:00) ou um ponto (09.00). Em síntese, esta é uma forma não uniformizada senão pontualmente em manuais de redacção/redação de jornais, e segundo o estilo próprio. Já na escrita literária, a regra geral é o número em cardinal e por extenso: nove horas.

Cf. Horas + Horas: abreviatura
J.M.C. :: 09/05/2003

O que seria de mim sem vocês os matemáticos?

Chego a censurar-me de perder algum do meu tempo a pensar como é que se chegou a certas invenções. Mas está-me no sangue e não o consigo evitar. Estava eu a agarrar uma dúzia de ovos da Zêzerovo (recomendo, não porque conheça as galinhas pessoalmente, mas por razões sentimentais...) quando me interroguei das razões dos ovos se venderem à dúzia. Porque não à unidade ou ao peso? Afinal bastou-me falar com um matemático para ser esclarecido da impossibilidade da divisão por quatro ou seis caso a unidade de venda fosse baseada em sistemas decimais. Aposto que as galinhas nunca pensaram nisto...

Words of wisdom

Casamento é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está sempre certa e a outra é o marido

All shining, all dancing

Estou baralhado. Comecei o meu dia com um tipo a torturar partes sensíveis do meu corpo, ameaçando-me com horrores suplementares caso tenha de me voltar a fazer o mesmo. Voltei para casa desmoralizado e num gesto estúpido dei uma cabeçada numa prateleira que me abriu um lenho na testa que fez jorrar sangue e ter saudades do hospital desta manhã. Não contente com isto, constipei-me, não páro de espirrar e ao enviar um email para confirmar um almoço para amanhã, recebi como resposta um "Ah, mas não era na Segunda passada?". Fui a correr abraçar um gatarrão preto que estava ali a dormir em cima de uma mesa, ele não gostou e arranhou-me. Lembrei-me de que "hoje" era dia 13, mas era mentira porque de facto são 14. Será que ainda estou ao abrigo da garantia?

13 maio 2007

Last night a designer saved my life

12 maio 2007

Para ganhar, é aqui! (ENCERRADO)

Quer ganhar um exemplar gratuito da iCreate? É simples. O primeiro leitor a comunicar para o meu endereço de email a resposta correcta à questão colocada neste enigma, recebê-la-á pelo correio nos próximos dias.

O leitor Mário Florêncio é o vencedor deste passatempo.

Contabiliza-me

Acho de uma enorme ternura que determinadas pessoas me peçam referências de software para organizar contabilidade não organizada.

Time flies


Via Socialíssimo. Esta foto deve ser de 1980 ou 1981, mais coisa menos coisa. A garbosa jovem em baixo ao centro é nem mais menos que a Helena Fão e o momento retrata, para os arquivos da memória, uma excursão liceal à Serra da Estrela. A minha frondosa cabeleira também lá está...

11 maio 2007

Waribashi

Aproximadamente um quarto da população mundial usa Waribashi para comer. É cientificamente comprovável que mais de três quartos dos leitores deste blog não faz ideia do que seja um Waribashi, mas como eu vou explicar às pessoas que os Waribashi são os pauzinhos que se usam para comer, já valeu a pena terem aberto o vosso browser hoje. Claro que F. que recentemente se divorciou, também não sabia e respondeu prontamente "Wari quê?" ao que eu retorqui "Palitos!". F. processou a informação e disse-me "Eu cá acho que são muitos mais os que comem com eles..."

First we take Almada, then we take Berlin


Dia 16 de Maio, pelas 21.30 no Auditório Forum Fnac do Colombo, Pedro Aniceto (yours truly) vai efectuar, logo depois de ter bebido uma bica, mais um Workshop iCreate. O tema será iMovie,

iCreate Nº 5 nas bancas

10 maio 2007

Não vos quero alarmar, mas...

O New England Journal of Medicine é insuspeito, não é? Aqui está um tema que merecia um referendo...

Pimentos

Chama-se "Aji del monte" é uma espécie de pimento chileno que possui uma característica que o torna distinto dos seus pares. Trata-se da velocidade com que cresce, se desenvolve e frutifica. Nada de mais, não fosse o seu nome científico, "putapario" de sua graça. Deve crescer MESMO muito rapidamente...

Coisas que nos fazem pensar

Um dos meus leitores enviou-me um .PPS que era tão somente a coisinha mais reaccionária que vi sobre o 25 de Abril, De tal modo que não passei sequer do segundo slide. Depois de apagado o ficheiro, dirigi-lhe uma pequena nota, dizendo que aquilo era "a coisa mais reaccionária que já me fora dado ler". A resposta não tardou e encerra em si mesma algumas das coisas em que falhamos miseravelmente... "O dia em si não me diz muito pois ainda só tinha 4 anos."

Benfica não renova com frades


Record Online 10/5/2007

The whole nine yards

Comentava-se animadamente no café da aldeia a libertação do Sargento Luís Gomes, decretada pelo Tribunal que reapreciou o processo. Escutei, sem emitir uma palavra que fosse, o genuíno entusiasmo popular sobre a decisão. "E já devia ter sido mais cedo!" diz um em tom de matador. E se um diz "mata" outro diz "esfola" e não quis ficar sem a última palavra. "Sim, que o homem podia ter ido mais cedo para casa, mas não podia porque estava a fazer homodiálise!"

Excelentes perguntas

-Porque é que a água mineral que corre pelas montanhas durante séculos tem uma 'data para consumo'?

-Porque é que as torradeiras têm sempre uma opção para uma temperatura tão alta que queima as torradas todas?

09 maio 2007

Planeta Terra, Ano da graça de 2007

A notícia da primeira mulher a nadar na Arábia Saudita.

É de pequenino...

08 maio 2007

Toda a verdade sobre as favas!

Deve ser do calor

..."não sei se percebes-te o que te escrevi no diagrama..."

Hello I'm a Mac

Li algures...

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro. Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício. Que loucura, meu Deus! Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas: Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

É a fé que os salva

Todos os anos os encontro, todos os anos me cruzo com esse carreiro humano a caminho de Fátima. Apesar de os não compreender e por vezes aceitar, todos os anos alimento o meu profundo respeito por esta gente que se move pela fé.

Giant steps is what you take

Doiam-me os braços, eram já muitas horas de volante num carro da moda que é rijo e incómodo como bancos de tábua. Na rádio a música que se já não ouve, a voz que fala mas que não entendemos, os sons daqueloutros automóveis que se afastam de nós, provavelmente com os respectivos condutores de braços doridos de irem sentados como em bancos de tábuas. Enjoado de auto estrada escolhi outros caminhos, outras vistas, se é que de noite cerrada se vê alguma coisa, se não se vê, ouve-se, quanto mais não seja a nós mesmos e ao fanhoso rádio cujo som nos faz companhia sem que o escutemos. Fiz uma viagem de memória numa estrada que conheço como a palma das mãos queimadas pelo plástico miserável do carro da moda que não sei se já vos disse é rijo e incómodo como se em bancos de tábua me sentasse. Há coincidências notáveis, eu de mãos queimadas, e o vento pelas janelas abertas a trazer-me o cheiro doce de montes e vales também eles queimados por gerações de fogos que ardem e se vêem muito bem. Quando subimos e descemos vales das nossas infâncias e das nossas memórias, tudo nos parece mais pequeno, as distâncias são mais curtas e as nostalgias mais longas. Parei, acendi e apaguei de imediato um cigarro que me soube mal, dei duas voltas esticando as pernas encolhidas por um cansativo dia de trabalho e rolei devagar encosta abaixo a recordar cada curva, cada casa nova, cada mancha de pinhal que desapareceu. Mas estava escrito que haveria de parar, faltava-me o pretexto e o local que veio ao meu encontro alguns quilometros mais à frente sob a forma de uma roulote de bifanas e cachorros. Venha um cachorro, venha uma Sagres e pague-se já de um café que me vai fazer falta daqui a bocado, se fizer o favor, e ela fez, não só o favor mas também o troco e em conjunto veio um "Boa noitchi" e devolveu as mãos ao fundo dos bolsos do blusão acolchoado que a defendia de uma brisa fria. Soube, e era óbvio, que ela tinha frio, que era de Minas, e disse-me muito mais mas não fixei nem metade, que a não ouvia entretido que estava a aperceber-me de quem chegava e partia. E chegou um grupo de profissionais, não da estrada, mas da borda dela. Uma delas, feiíssima, benza-a Deus. Mercedes de seu nome que lho gastavam de tanto chamarem por ela. Parecia-me uma avestruz, Estava enrolada num casaco de autêntico carpélio roxo que bem podia ser outra cor, que para mim é quase tudo roxo. Veio um chiste de um passante, um convite a um passe que não social, prontamente declinado. "Que não, amorzinho, terá de ficar para uma outra altura, estou cansada vou para casa, que esta vida de abrir as pernas não é nenhum descanso!". Encostado ao periclitante balcão, com os braços doridos, cansado de uma jornada que parecia não terminar, também me apetece chegar a casa. Fico porém na dúvida se abro ou não as pernas.

07 maio 2007

Elvis

Despediu-se de mim com uma lambidela, um olhar baço e uma tentativa de se erguer de um estado de prostração que há quatro dias o envolvia. Despedia-se. Um latido baixo, uma pequena alegria para quem o ouviu pela última vez. Era velhíssmo, mas isso nunca o impediu de me fazer uma enorme algazarra de cada vez que me pressentia. Desta vez não houve festas, apenas a tristeza da aceitação dos factos. Adeus Elvis e obrigado pela companhia que nos fizeste.

Leadership

O chefe de um departamento, sentindo que os subordinados não respeitavam a sua liderança, resolveu colocar uma placa na porta do gabinete onde se lia:
"Aqui quem manda sou eu!"
Ao voltar de uma reunião, viu o seguinte bilhete afixado junto à placa:
"A sua mulher ligou e pede para lhe devolver a placa"

06 maio 2007

Pai, perdoa-lhes

..."se ainda houve-se um para mim era exelente"...

05 maio 2007

One million dollar question

"Aniceto, vamos lá saber, o que é que te faz correr?" Macacos me mordam se esta não é a pergunta mais difícil do ano. Porque na verdade não sei a resposta.

04 maio 2007

Freud explicado

O alarido habitual. A Judiciária faz mais uma visita à Câmara Municipal de Gondomar e a mediatização toma conta da ocorrência. Valentim Loureiro, aos costumes convocou uma conferência de imprensa, pasto e prato forte da imprensa. Aos costumes disse nada. O que eu achei verdadeiramente curioso é que Valentim se despediu dos repórteres com um "Até à próxima...".

Assisti hoje, ao vivo e involuntariamente a um raid da ASAE num mercado municipal. Enorme aparato para poucos frutos. Apreciei, e é verdadeiramente fácil vê-lo quando se assiste da primeira fila, a algo estranho que pairava, quer no ar, quer na cara dos feirantes. Um sorriso de gozo estampado na maioria das caras, um jogo de gato e rato em que o rato parecia demasiado calmo para o costume. Pelas conversas e chistes vou sabendo, a pouco e pouco, que os visitados estavam já informados da operação. Os pregões ciganos eram verdadeiramente hilariantes. "Hôji, oh freguês, não há Dêvêdês!"

03 maio 2007

Artimagens

Actualização: Como eu disse abaixo, o Casquilho é um bocado mentiroso, imaginem que me deu mal o link e agora é que está bem! As minhas desculpas pelo incómodo. ;)
Chama-se Vasco Casquilho, é gestor e diz a quem o ouve que "faz umas fotografias"... Há tipos muito mentirosos! Duas galerias que me impressionaram, a CityScapes e a Bullfights. A visitar, sem demoras.

Olhó Rajá fresquinhoooo!


Risquei o número porque estou a pensar lá ir fazer o Verão...

02 maio 2007

Arrependei-vos

Depois não digam que não vos avisei...

Parabéns, Helena Fão!


Quando, por volta do final de 1980 nos cruzámos pela primeira vez não sonhávamos sequer alguma vez falar de Macintosh. Quando os nossos caminhos se voltaram a cruzar em 1998, não parámos de o fazer durante muito tempo. Grande companheira de trabalho, assistiu aos momentos mais brilhantes e também aos mais obscuros da vida da Apple em Portugal. Talvez seja das pessoas que melhor posicionada esteja para contar das alegrias e tristezas no trajecto de um Mac User português. Discreta, senhora de um "low profile" que contudo lhe não retira um milímetro de profissionalismo, foi, durante bastante tempo o "braço" do retalho, mesmo em tempos adversos, que é quando mais se sentem as dificuldades e os desânimos. Fizemos alguns milhares de quilómetros ao serviço da marca e de algumas discussões mais profundas se fizeram as fundações das melhores acções públicas de que guardo memória. Hoje, no dia em que Maria Helena Fão cumpre vinte anos de serviços na "maçã", no cargo de Web & Telemarketing Manager, mando-lhe daqui um grande abraço de parabéns, e mal não ficaria se vocês mesmo lhe dessem os parabéns através deste endereço de email.

01 maio 2007

Porra, já disse que não sou Engenheiro Civil!

Eis a troca de correspondência entre um batalhão de burocratas incapazes de pensar e um cliente de um banco que insiste em dar-lhe uma profissão que o mesmo não tem.

"(...)Na profissão, os senhores indicam-me como engenheiro civil. De facto, já tive muitas profissões, desde consultor a docente do ensino superior, tradutor e até escritor. Mas nunca tive o privilégio de trabalhar como engenheiro civil, até porque a minha licenciatura em engenharia física não mo permitiria. Como tal, agradeço-lhes que retirem esse dado da profissão, por não ser correcto nem relevante.
Com os meus cumprimentos,
José Luís Mxxxxxxxx"

"Estimado Cliente, Sr. José Luís Lxxx,
(...)
No que respeita à sua actividade profissional, e por forma a procedermos alteração da mesma será deste modo necessário que nos remeta uma cópia certificada ou original em papel timbrado de uma Declaração da Entidade Patronal, ou cópia certificada do Cartão Profissional, frente e verso, ou recibo de vencimento, desde que conste profissão, entidade patronal, situação contratual e data de admissão, documentação que poderá remeter via correio para a Remessa Livre n.º 25009, 1144- 960 Lisboa, não sendo necessário selo, ou em alternativa poderá apresentar os originais junto do Balcão.
Relativamente à certificação, a mesma poderá ser solicitada junto da Junta de Freguesia, dos CTT, do Notário ou Advogado.
(...)
Encontramo-nos à sua disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
Com os melhores cumprimentos,
Montepio, Direcção de Marketing e Novos Canais"

"Em resposta à vossa mensagem, tenho-lhes a dizer, com toda a sinceridade, não é da vossa conta a profissão que eu exerço ou deixo de exercer. Agora, o que não podem, de forma nenhuma, é atribuir-me uma profissão aleatória que eu nunca exerci, como é a de engenheiro civil. Portanto, agradeço que retirem qualquer menção à minha profissão dos vossos dados pessoais a meu respeito, ao abrigo do direito de rectificação que me assiste, de acordo com a legislação em vigor de protecção de dados pessoais informatizados. "

"Estimado Cliente, Sr. José Luís Lxxx,
Agradecemos, desde já, o seu contacto.
No seguimento da sua mensagem, e de acordo com a informação facultada na mensagem envida anteriormente, indicamos que por forma a procedermos à alteração da sua Actividade Profissional, será necessário que nos remeta a documentação solicitada, ou apresente a mesma junto de um Balcão, estando este procedimento de acordo com o Aviso 11/05 do Banco de Portugal.

A Caixa Económica Montepio Geral, no âmbito dos princípios que presidiram à redacção desse Aviso, tem vindo progressivamente a promover a actualização dos Dados Pessoais dos Clientes, sempre que as circunstâncias se enquadrem no espírito do referido Aviso.
Por este motivo, e lamentando qualquer incómodo causado, existe a necessidade de proceder à actualização dos seus Dados Pessoais, mediante apresentação de um documento comprovativo da sua Actividade Profissional. Em virtude de verificarmos que existem outros dados por actualizar, solicitamos também que nos remeta copia certificada do seu Bilhete de Identidade e Cartão de Contribuinte, ou apresente os mesmos num Balcão, para que se obtenham cópias e se proceda à actualização.
(...)
Encontramo-nos disponíveis para prestar os esclarecimentos que considere necessários,
Com os melhores cumprimentos,
Montepio,Direcção de Marketing e Novos Canais"

"Meus caros senhores,
Eu não vou enviar a documentação que me pedem, pois insisto que a profissão que exerço não lhes diz respeito. Faço então o inverso do ónus da prova.
Mostrem-me os senhores os documentos em que se basearam para dizer que eu sou engenheiro civil. Quem sabe, de posse deles, até me possa candidatar a primeiro-ministro.
Se os senhores me garantem que só efectuam essas alterações de posse de documentos oficiais, então com certeza que tiveram acesso a um certificado de habilitações que os informou de que eu sou engenheiro civil (espero que não sejam da Universidade Independente). Pois, peço-lhes então que me enviem a mim uma cópia desses documentos, pois dava-me um jeitão acrescentar às minhas habilitações as de Engenheiro Civil, que não sou nem nunca fui. Mas, se realmente os senhores têm documentos que o provam, é porque deve ser verdade e eu começo a perceber como é que a situação de engenheiro civil é, neste país, uma situação muito transitória.

As vossas reservas tinham toda a razão de ser, se eu lhes tivesse a exigir que me atribuíssem habilitações que eu não tenho. Mas a situação é perfeitamente inversa. Estão a atribuir-me um curso que eu não tenho e uma profissão que eu não exerço. Não posso demonstrar que não sou engenheiro civil porque não existe certificado de habilitação de não-engenheiro civil.
Por isso, repito o direito que me assiste de corrigir dados pessoais informatizados que estão errados. E exijo que retirem a profissão de engenheiro civil.

Com os meus cumprimentos,
José Luís M"

"Estimado Cliente, Sr. José xxx,

Agradecemos o seu contacto o qual mereceu a nossa especial atenção.
Em resposta à sua mensagem, informamos que no momento em que procedeu Abertura da conta de depósitos à ordem o registo das Habilitações Literárias, não eram efectuadas de acordo com o Aviso 11/2005 de 13 de Julho do Banco de Portugal, o qual é transversal a todas as Instituições e que obriga nomeadamente aquando da actualização de dados pessoais, apresentação de comprovativo, bem como na emissão de Meios de Pagamento que os respectivos dados pessoais e profissionais encontrem-se devidamente actualizados.

Autrora [sic], as Habilitações Literárias eram inseridas de acordo com o indicado pelo cliente, podendo, por ventura ocorrer um erro na inserção da informação, não obstante, à presente data, para que possamos actualizar este elemento, será necessário, apresentação do Certificado de Habilitações, junto de um balcão ou envio de cópia certificada para a morada Remessa Livre 25009,1144-960 Lisboa.
Salvaguardando, desta forma, que no futuro possam estar associados bloqueios que comprometam a realização de operações através dos canais á distancia, nomeadamente do serviço Montepio24, ou junto das Caixas Automáticas.
Aguardamos a actualização deste elemento bem como dos solicitados na mensagem anterior, encontrando-nos disponíveis para prestar os esclarecimentos que considere necessários.
Com os melhores cumprimentos,
Montepio Direcção de Marketing e Novos Canais"

"Ou seja, segundo me estão a dizer, os senhores enganaram-se a pôr os dados, pois eu nunca disse que era engenheiro civil. Não tinha motivos para o fazer, pois nunca o fui e não estava a candidatar-me a um emprego como engenheiro civil na vossa empresa quando aí abri uma conta.

Ora, porque os senhores se enganaram, agora exigem-me um certificado de habilitações que certifique um grau que eu não tenho. Certo? Ou seja, vou à secretaria de uma faculdade de engenharia (penso que já não posso ir à Independente, porque parece que vai fechar) e peço-lhes que me passem um certificado de habilitações em como não sou engenheiro civil. Estou certo que devem ter lá um modelo para isso: Certificado de Habilitações de Não-Engenheiro Civil. Depois, mando-lhes uma cópia e já posso provar ao mundo que não sou engenheiro civil. Portanto, devo concluir que, de acordo com o vosso entendimento, qualquer cidadão que abra conta no vosso banco é engenheiro civil até prova em contrário...

Disse alguma coisa de errado até agora?

Não lhes passa pela cabeça que é um pouco kafkiano pedir a um cliente que rectifique os vossos erros informáticos apresentando um certificado de não habilitações que ateste que ele não é licenciado em engenharia civil?

Fico a aguardar o prazer de mais uma das vossas respostas, pois é um ponto alto do meu dia verificar até que ponto pode ir a rigidez burocrática de uma instituição. Peço-lhes ainda que não levem a mal eu estar a compilar esta nossa interessante troca de mensagens num texto humorístico que espero vir a publicar, tal é o despropósito de toda esta situação.

Com os meus estimados cumprimentos,

José Luís Mxxxxxxxx"

"Estimado Cliente, Sr. José Luís Mxxxxxxxx,

Agradecemos, desde já, o seu contacto.

No seguimento da sua mensagem, vimos informar que a situação que nos reportou foi encaminhada para o departamento competente. Após obtermos uma resposta, procederemos de imediato ao envio de uma mensagem.

Encontramo-nos disponíveis para prestar os esclarecimentos que considere necessário.

Com os melhores cumprimentos,

Montepio Direcção de Marketing e Novos Canais"

"Com a curiosidade que o momento requeria, fui consultar os meus dados, para ver se já tinham sido devidamente rectificados. Deparei-me com a seguinte pérola da titularite aguda que assola este país:



Quando consegui parar de rir, respondi com a seguinte mensagem em três fascículos (só nos são permitidos 2000 caracteres de cada vez)

Estimadíssimos Senhores,

Fiquei muito feliz por ver que, finalmente, tiveram a amabilidade de agir sobre os meus dados pessoais.

Constato que ainda não lhes é possível usar o meu número de telefone porque começa por 30 e isso faz muita confusão ao vosso departamento de informática.

No entanto, folgo em constatar que não perderam o sentido de humor no que toca aos restantes dados pessoais.

Assim, nas habilitações literárias, de licenciado fui despromovido a 12 ano. Na verdade, tenho o grau de mestrado em física tecnológica, mas como não faço tenções de lhes apresentar provas desse facto, fico muito satisfeito por ao menos me reconhecerem o 12º ano sem necessidade de prova formal.

Como não penso que sejam elitistas ao ponto de me tratarem pior por ter uma mera escolaridade obrigatória, o 12º ano fica muito bem, pois também me deu muito trabalho a fazer e, de facto, possuo esse grau.

Deixemos, portanto, as habilitações literárias que estão muito bem assim.

No título honorífico, puseram "sem título honorífico". Não posso deixar de confessar que me doeu essa dura chamada à realidade. Mas, de facto, não me considero titular de nenhum título de nobreza (tive um trisavô visconde, mas acho que já não conta), não fui ordenado sacerdote, nunca recebi nenhuma comenda e, à semelhança do nosso Primeiro-ministro, não estou inscrito em nenhuma ordem, tenho de me conformar à minha condição de vulgar plebeu sem título honorífico quando, para mais, me recuso a mostrar-lhes o certificado de habilitações. Portanto, também aqui no título honorífico, estamos de acordo. Sou simplesmente o José.

Agora, na profissão... aqui temos um problema. O problema para o qual lhes tenho vindo a chamar a atenção: o facto de eu não ser engenheiro civil, tornou-se agora bastante mais grave. É que acusam-me de ser engenheiro civil sem estar inscrito na ordem (caso contrário teria o título de Eng.) e, horror dos horrores, com as habilitações literárias de um 12º ano. (Continua).

É que nem o nosso primeiro-ministro se atreveu a reclamar o título de eng. civil com um simples 12º ano. Ele tem, pelo menos, o título do ISEC e, in dubio pro reo, afirma que concluiu a licenciatura em engenharia civil.

Os senhores, ao dizerem que eu sou engenheiro civil sem estar inscrito na Ordem dos Engenheiros (caso contrário, tinha o eng) e com um simples 12ºano de habilitações literárias, colocam-me numa posição muito delicada, incorrendo mesmo num crime de usurpação de título. E eu não tenho o aparelho do maior partido político português a proteger-me as costas quando a coisa der para o torto.

Finalmente, chegamos ao Nome preferencial, onde contrariam disposições anteriores e me apelidam de Eng. J. L. Mxxxxxxxx. Ora bem, até há umas semanas atrás, eu não teria grande coisa a opôr, visto que sou licenciado em engenharia física e todos os licenciados deste país são doutores e engenheiros. Infelizmente, agora os tempos são outros. Só pode reivindicar-se engenheiro quem estiver inscrito na Ordem dos Engenheiros. Ora, para minha grande vergonha, não pago quotas a tão nobre instituição, pelo que terei de abdicar daquelas três letrinhas.

Nem sequer posso pedir um simples "lic" ou um "mestre", porque na minha teimosia me recuso a entregar-lhes o certificado de habilitações.

Portanto, proponho que fique simplesmente o José Luís Mxxxxxxxx ou o Zé, para os amigos.

Lamento o trabalho tempo e esforço que essas alterações possam causar.

Espero até não provocar um precedente grave que os obrigue a ir pedir a todos os vossos clientes Drs. e Engs. o certificado de doutoramento ou o cartão de membro da Ordem dos Engenheiros, respectivamente.

Mas peço-lhes, rogo-lhes, suplico-lhes, retirem o mal-fadado "Engenheiro Cívil" da minha ficha de dados . Nunca chamei a ninguém nenhum nome que não fosse merecido. Esse é claramente imerecido.

Prometo manter todas as minhas contas no vosso estimável banco. Mas, por favor, não digam a ninguém que eu sou engenheiro civil.

Do sempre vosso,

Zé"

A asneira tem modelos?


Assim de repente uma pessoa pensa que há um modelo de uniformização do disparate. Mas depois compara as duas imagens e percebe que não. Há um criativo na Administração Regional de Saúde que distribui horários de funcionamento pelos diversos Centro de Saúde...

What happens in L.A., stays in L.A.


Qual será o critério para a mudança do acento? Será que a doença aguda torna os acentos graves? E porque é que eu reparo nestas coisas? Será porque era Domingo, o local estava fechado mas a porcaria do horário não menciona nada sobre os dias em que o Centro de Saúde está encerrado? Não, eu não estou doido e não tenho a mania da perseguição... Se assim fosse eu ter-me-ia interrogado sobre o misterioso desaparecimento do acento da palavra "última" e teceria algumas teorias sobre a divisão de horas e minutos que parecem mudar de hora para hora. E muito menos aceito a teoria que me querem vender que a metade superior do horário foi feita de manhã, e a outra metade à tarde...