Quando eu era pequenino, o Benfica tinha uma sala mágica na Rua Jardim do Regedor, na sua velha sede (que merecia melhor tratamento na actualidade). Essa sala mágica, tinha o nome de Museu. A sala era ridícula aos meus olhos de hoje, mas aos meus olhos de antanho, era, como disse, mágica. Foram incontáveis as vezes que a visitei e onde estive múltiplas vezes a ouvir histórias da boca de outros visitantes. Talvez tenha vindo, precisamente dali, grande parte da minha matriz benfiquista, iluminada pelo brilho das estrelas dessa sala, as duas Taças dos Campeões Europeus.
Hoje, precisamente no dia em que o Sport Lisboa e Benfica inaugura um Museu, ao que me dizem, digno desse nome e que deixará os benfiquistas impantes de orgulho na história do seu clube, lembrei-me daquela sala escura e solene da minha infância. Saibamos pois, deixar para os próximos 100 anos, um legado de brilho e glória que alimente a chama imensa a todos os que se nos seguirem nesta manifestação de amor a uma instituição. Viva o Benfica!
26 julho 2013
24 julho 2013
A formiga no carreiro
É preciso que os políticos, os decisores, desçam à vida real, que façam e conheçam os trilhos das formigas que pretendem dirigir. É de comum bom senso e repito-o há anos. Acabei de ler uma notícia sobre o esforço de relançamento de um sistema passe+parque em Lisboa. Disse relançamento. Porque há dois anos, quando o sistema foi pensado e anunciado pelo Vereador Nunes da Silva (um peregrino - e perigoso - pensador eleito pelos lisboetas para o pelouro da mobilidade - homem em que tropeço a cada passo sempre o assunto é Lisboa e nem sempre pelas melhores razões), decidi experimentar o sistema. Atraído por um preço tremendamente agressivo da combinação Metro + Estacionamento, testei, pelos meus próprios meios, o percurso e parque que na altura mais conveniente me era para chegar diariamente ao Centro da cidade. O parque que altura tinha assinado o convénio e que mais me interessava, era o do Estádio Alvalade XXI. Não foi, e não me espantou, fácil conseguir a informação inicial. Os primeiros contactos com os operadores foram frustrantes. A maioria desconhecia a iniciativa e em alguns casos eu sabia bastante mais sobre o assunto do que quem era suposto prestar-me informação. Mas a surpresa pior viria do Parque. Escolhido por ser o mais perto do acesso ao Metropolitano, viria a ser um elemento dissuasor. Os lugares destinados à iniciativa eram no ponto mais oposto à saída, o parque era um horror de falta de iluminação e, cúmulo, sem uma indicação que fosse do labiríntico esquema de saídas. Desisti automaticamente de aderir ao sistema do qual agora aplaudo o relançamento. E faço votos para que ninguém se esqueça de que a obrigatoriedade da validação do cartão de acesso em transporte público é problemática em dia de greve dos mesmos, facto que no passado bastantes problemas causou a quem usou o sistema. Aparentemente ninguém se lembra de coisas óbvias. Lá está: deviam fazer os carreiros de quando em vez.
23 julho 2013
10 minutos
Dez minutos. Dez. Na Meia Laranja, à Maria Pia, à espera de um autocarro mais demorado, chegaram para me estragar um dia inteiro. Em dez minutos vi as idas e vindas de um grupo pequeno de crianças que abastecem com uma regularidade impressionante o esquelético dealer na borda do passeio de forma a que o stock que tem em mãos nunca seja significativo. As mesmas pequenas bolsas suspensas ao pescoço servem para o transbordo do dinheiro que não fica na mão do vendedor (que pelo aspecto frágil deve ser pago em produto). O negócio na borda do passeio, à vista de quem quer que o queira observar, é ostensivamente controlado de uma janela de primeiro andar, por uma matrona desdentada que abre e fecha a porta a cada ingresso dos miúdos a quem segue com os olhos sem nunca perder o norte à posição do dealer que se baixa a cada acostagem dos muitos carros que presumo, encostem para saber a cotação. Dez minutos. Dez.
Da minha varanda à tua...
15 minutos parece-me bastante rápido. Mas lá está, o que para uns é muito tempo, para outros são minutos apenas. Fica o mapa do trajecto entre os dois pontos.
22 julho 2013
404 Page not found
De quando em vez tropeço num erro 404 que me faz sorrir. Este é um deles... (Erro na página fitbit.com)
20 julho 2013
19 julho 2013
Bloco da Mangueira
Tem dado que falar a já famosa "Mangueirinha", um chuveiro higiénico descoberto no Brasil por Nuno Markl, a quem há dias tinha já sido entregue um exemplar por parte da Distribuidora portuguesa Erix (Grupo TIBA). Hoje foi a vez dos restantes membros da equipa receberem o seu exemplar. Boas higienizações, malta! ;)
18 julho 2013
Do departamento de coisas importantes
Um bloco de notas à prova de água para aquelas ideias que só surgem no chuveiro. (Cortesia Joana André)
16 julho 2013
Ir aos ninhos
É uma escola em Queluz que tem ninhos de pássaro. Curiosa analogia. Hipoteticamente para pássaros tecnológicos. Cortesia do leitor Pedro Tomé.
15 julho 2013
Mobiliário urbano e informação (Moita)
Os utilizadores da rede de transportes públicos do Concelho da Moita, conhecem infelizmente bem demais esta situação: a inexistência de um único horário exposto aos munícipes que pretendam ver respondida a singela questão: “A que horas passará o próximo autocarro da carreira que pretendo tomar?” A pergunta, em si mesma, é legítima, como perfeitamente legítima é a pretensão pública de que os operadores de transporte público possam resolver esta gritante falta de informação. Mas como? Os espaços próprios do mobiliário urbano ao dispor dos utilizadores estão ocupados por informação que, apesar de relevante no contexto cultural, nada acrescenta à necessidade do utente que quer ver respondida a questão inicial. Que me importa então, enquanto utente, que me seja fornecida informação de carácter cultural em vez de um horário das carreiras de autocarros? Não é por falta de local para afixação dos mesmos, pois os locais existem (e basta sair das fronteiras do Concelho para perceber que todos os vizinhos utilizam esses mesmos espaços de forma racional em vez de os usar para outros fins...). E a informação pode coexistir, pois basta imprimir esses mesmos horários numa pequena área do cartaz de informação cultural que é renovada todos os meses. Então porque é que isso não é feito? Será necessário ser-se um génio da gestão autárquica para enfrentar e resolver um problema que é detectável por qualquer pessoa? A resposta é “não” com toda a certeza. Então porque é que este tipo de situação subsiste durante anos sem ser respondida? É incompetência, desleixo, ou pura e simplesmente um “deixa andar” incompreensível para quem necessita desta informação?
Se os responsáveis descessem à terra, e vivessem em concreto as dificuldades prátics dos seus eleitos, talvez porventura alguns problemas o não chegassem a ser.
Eu gosto é do Verão
Esta foto foi substituída. No local agora ocupado por esta imagem estava uma nadadora salvadora da Praia da Rainha que apesar de estar de costas, de óculos escuros e chapéu de sol, pediu a remoção da fotografia. Presumo por ter receio de ser reconhecida por outras partes do corpo. Pelos cotovelos, por exemplo. No pedido que me fez chegar, a cidadã invoca que é proibido tirar fotos no local, coisa que não discuto de tão pouco defensável que é. Invoca que não deu autorização. É um direito que inevitavelmente lhe assiste, assim como o de exercer uma profissão de relacionamento público onde o pudor que a invade já não é o mesmo. Percebo. Mas tenho de tomar os comprimidos. Cortesia de Bruno Rodrigues, fica um link para considerandos sobre fotografia em público. Não faz lei, mas sempre se aprende alguma coisa. Como o segundo parágrafo do ponto número 4.
E já que estamos numa de aprendizagem, aqui fica um excerto do que escrevi há uns anos sobre o chamado "Streisand effect".
..."Designa-se por Streisand Effect (Ou Efeito Streisand), o reflexo social gerado por uma comunidade, quando uma instituição ou alguém tenta fazer desaparecer ou esconder um pedaço de informação e esse gesto é mal recebido, gerando uma publicidade absurdamente maior e cujo dano ao agente é superior ao causado pela existência do facto em si mesmo. É algo que é dos livros das redes sociais, agora amplificado pela rapidez com que a informação se propaga. Ganhou este nome de baptismo quando, em 2003, Barbara Streisand tentou através de diversas formas, suprimir um conjunto de fotografias feitas na sua residência que cairam entretanto na Web, processando um fotógrafo."
Agostinho da Silva
Não deve haver português que eu mais cite do que Agostinho da Silva. Porque, mesmo sendo eu menino, quando o ouvi pela primeira vez, fiquei fascinado. Agostinho da Silva era o professor que eu poucas vezes tive, o avô que eu também gostaria de ter tido e a pessoa que me disse, ali ao Príncipe Real, entre gatos e pombos, num dia em que eu estava muito nervoso por ir conhecer o meu segundo ídolo televisivo (o primeiro tinha sido Vitorino Nemésio - que morava numa rua vizinha e a quem nunca tive coragem de dirigir palavra), dizia eu, perguntou-me ele "Se não sabemos, porque é que não perguntamos?", e eu passei o resto da minha vida a lamentar não lhe ter perguntado mais coisas, das do saber chato e das outras, daquelas que me fizeram falar com ele sobre seiras de lagar e de bagaço de azeitona e de aguardente, magias que já conhecia antes de as ter sequer provado com olhos de saber ou garganta de engolir. Quando tive idade para isso já era tarde, nunca mais o vi no Príncipe Real entre pombos e gatos, vim mais tarde a saber que morrera, excepto na minha cabeça, que ainda há dias me lembrei do "se não sabemos, porque é que não perguntamos?", pergunta que uso tantas vezes. Ainda hoje de manhã, numa dúvida de mecânica, do mais básico que pode haver, me lembrei disto e fui perguntar. E quem me respondeu, fê-lo sem truques, dogmas ou dissimulações. Como se de Agostinho tivesse aprendido algo. "As escolas deviam ter as portas sempre abertas. Não sabíamos algo e íamos lá perguntar"
Ziphius
Ziphius é um projecto português de um drone aquático que pode ter uma utilização lúdica, mas para o qual é possível vislumbrar utilizações diversas em muitas áreas. O projecto está no Kickstarter e a poucos dias de terminar o seu pedido de crowdfunding. Seria uma pena que não fosse alcançado o objectivo.
13 julho 2013
Cocaína
"A cocaína é um produto que o Universo inventou para avisar as pessoas de que estão a ganhar demasiado". Li isto há cerca de 15 anos numa casa de banho em Stanford e na altura, ainda pouco experiente na observação de alguns hábitos, a frase apenas me despertou um sorriso. Hoje, ao olhar para algumas pessoas, já não tenho grande vontade de sorrir. Menos ainda quando são pessoas de quem eu gosto, que aprendi pelo exemplo a respeitar e que comigo, quando a vida e os sonhos exigiram, comeram o pão que o Diabo amassou. E é isto.
11 julho 2013
Querida RedBull
Querida RedBull,
Podia ser este, pois podia. E sabes porque é que podia? Porque ninguém o usa. Está ali, desligado e triste (eu ia dizer frio, mas não seria verdadeiro nem justo...). Vês? Eu dava-lhe uso. Visibilidade. Alimentava-o. Fazia-lhe festinhas. Acarinhava-o. Mas tu ignoras-me, RedBull. Eu sei que a vida é muito injusta e eu não te queria trair com uma outra qualquer marca. Mas a verdade é que de cada vez que vejo um destes frigoríficos desligados e sem uso, em plena canícula, sangra-me a alma. Dói-me o peito. E nem um pedacinho de gelo uso para mitigar essa dor.
Repara como sou magnânimo, não te ataco, não te ofendo, não sou como aqueles que aparecem nas páginas três do Correio da Manhã, a assassinar aqueles que amam. Não. Apesar de ignorado, eu mantenho-me fiel à tua imagem. Mesmo que te encontre por vezes pelas ruas da amargura, de ar triste e desligado.
Tu amas-me também, RedBull. À tua maneira, muito peculiarmente, mas amas-me. Eu só espero não morrer antes que reconheças o teu erro.
Podia até fazer aqui a denúncia dos múltiplos locais onde sofro a ver material deste desligado ou sem qualquer uso comercial, mas isso também já era demais. Tu tens vendedores, RedBull, é missão deles perceber estes casos. Vendedores ou quem os supervisione, topas?
Podia ser este, pois podia. E sabes porque é que podia? Porque ninguém o usa. Está ali, desligado e triste (eu ia dizer frio, mas não seria verdadeiro nem justo...). Vês? Eu dava-lhe uso. Visibilidade. Alimentava-o. Fazia-lhe festinhas. Acarinhava-o. Mas tu ignoras-me, RedBull. Eu sei que a vida é muito injusta e eu não te queria trair com uma outra qualquer marca. Mas a verdade é que de cada vez que vejo um destes frigoríficos desligados e sem uso, em plena canícula, sangra-me a alma. Dói-me o peito. E nem um pedacinho de gelo uso para mitigar essa dor.
Repara como sou magnânimo, não te ataco, não te ofendo, não sou como aqueles que aparecem nas páginas três do Correio da Manhã, a assassinar aqueles que amam. Não. Apesar de ignorado, eu mantenho-me fiel à tua imagem. Mesmo que te encontre por vezes pelas ruas da amargura, de ar triste e desligado.
Tu amas-me também, RedBull. À tua maneira, muito peculiarmente, mas amas-me. Eu só espero não morrer antes que reconheças o teu erro.
Podia até fazer aqui a denúncia dos múltiplos locais onde sofro a ver material deste desligado ou sem qualquer uso comercial, mas isso também já era demais. Tu tens vendedores, RedBull, é missão deles perceber estes casos. Vendedores ou quem os supervisione, topas?
10 julho 2013
A frase é de Steve Jobs, do famoso "Standford Speech" (que vale sempre a pena rever) e foi aproveitada para um modelo de T Shirt que o leitor Tiago Lorga encontrou à venda na Turquia. O drama é que a frase completa faz lá muita falta e o parcial "someone else's life" ficou no tinteiro.
O Manual do Mundo
Cortesia de Manuel Quadros e Costa, um tesouro que eu não desdenharia ter descoberto há muitos, mas muitos anos. Apresento-vos "O Manual do Mundo", um site em português, tremendamente didático e capaz de vos dar ideias para manter jovens mentes ocupadas.
A propósito de uma foto estranha
Depois de uma auto-foto no Facebook, o João Jorge Brito diz que a modos que coiso, lhe apeteceu desenhar-me. E é isto.
09 julho 2013
A placa
É de um egoísmo terrível, eu sei, de cada vez que se entra num quarto hospitalar que é duplo e se vê uma cama vazia, que não é a "nossa", que era de alguém de quem só conhecemos o nome numa placa de plástico. É de uma forma egoísta que suspiramos, que respiramos fundo e que pensamos que não foi hoje que foi a nossa vez de ser espancados pela vida de alguém que nos deixou. Há ali um sentimento de alívio, como se nos fosse concedido um saco de bolas extra. A principio, há quase um ano, ingenuamente processava esta informação sensorial como se o dono da placa tivesse simplesmente ido ali. Ou acolá. Mas aos poucos, fui coleccionando placas e nomes que não recordo porque o ritmo é demasiado grande e bruto. E desejo-lhes algo. Não sei bem o quê, mas algo que desejo também para mim no dia em que precisar de interrogar uma enfermeira com os olhos e a garganta num nó e que ela me responda num olhar fixo, encolha os ombros e me diga tudo sem falar. E piedosamente eu passo dois dedos sobre a placa que fica ali, estática e parva, a gritar pela ausência.
08 julho 2013
Who's affraid of the big bad Golf? (2) Golf Mk2
Na aula seguinte de "Mecânica para informáticos", procedi à remoção da consola central que congrega a base do poço da alavanca de velocidades, o cinzeiro, o isqueiro e diversas localizações de prateleiras e arrumos diversos. O objectivo desta remoção era o de tentar perceber se tinha acesso às costas da peça de nylon branca que se vê à esquerda da alavanca (ver artigo anterior) para tornar mais fácil a respectiva fixação. Com grande pena minha, não encontrei esse acesso facilitado (e vai aguardar a opinião de um especialista), mas aproveitei para outra tarefa, a da remoção e posterior tentativa de recuperação do isqueiro original. O isqueiro em si não funciona, mas o o socket interior sim, tem corrente (embora o contacto seja precário). Com a consola removida, o acesso ao interior do isqueiro (na consola) fica mais simples (pensava eu), mas a verdade é que não consegui ainda extrair a peça. A única parte que desmontei sem recorrer à violência, foi o conjunto de iluminação do isqueiro (cuja micro lâmpada está partida e vai requerer soldadura para a recolocar). O socket permanece lá, firme e hirto, até que eu faça novas tentativas ou perca de vez a paciência com ele.
Da remoção da consola surgiram novas necessidades de intervenção. TODAS as espumas interiores que servem de guias as condutas da climatização estão absolutamente secas e a desfazerem-se a cada toque, foram removidas (embora mantidas para serem refeitas), e até a tubagem plástica que envolve o cabo de alimentação do isqueiro estava inaproveitável pelo que foi removida e vai merecer futura intervenção. Nesta altura tenho três frentes (e não vou abrir mais nenhuma por enquanto...), o Reverse Bracket, o isqueiro, as espumas e guarnição do cabo e a colocação do fole da alavanca que entretanto adquiri por 8 Euros. Novo, por oito Euros. Isto leva-me a pensar nos preços absolutamente delirantes de algumas das peças que tenho encontrado nos OLX desta vida. É certo que o fole que eu adquiri não é o original. Mas a cópia é muito boa. E não vou dar uma média de 25 Euros, que é o preço que tenho encontrado para foles de borracha com quase trinta anos. Tenham lá paciência, sim? Já me irrita suficientemente não conseguir (hipoteticamente) não conseguir retirar/recuperar o isqueiro e ter de (eventualmente) trocá-lo por um sucedâneo. O sucedâneo (novo) custa nos eBay da vida, 1,89 Libras mais portes. Um isqueiro igual, usado, atinge preços na casa dos 10 euros... Não convida ao restauro, pois não? Assim, vou enfrentar estes três problemas, espumas da consola, isqueiro e reverse bracket e só depois prosseguir com outras questões. Ah, e aspirar e pincelar muito. Aspirar e pincelar mesmo muito. São vinte e sete anos de pó.
Da remoção da consola surgiram novas necessidades de intervenção. TODAS as espumas interiores que servem de guias as condutas da climatização estão absolutamente secas e a desfazerem-se a cada toque, foram removidas (embora mantidas para serem refeitas), e até a tubagem plástica que envolve o cabo de alimentação do isqueiro estava inaproveitável pelo que foi removida e vai merecer futura intervenção. Nesta altura tenho três frentes (e não vou abrir mais nenhuma por enquanto...), o Reverse Bracket, o isqueiro, as espumas e guarnição do cabo e a colocação do fole da alavanca que entretanto adquiri por 8 Euros. Novo, por oito Euros. Isto leva-me a pensar nos preços absolutamente delirantes de algumas das peças que tenho encontrado nos OLX desta vida. É certo que o fole que eu adquiri não é o original. Mas a cópia é muito boa. E não vou dar uma média de 25 Euros, que é o preço que tenho encontrado para foles de borracha com quase trinta anos. Tenham lá paciência, sim? Já me irrita suficientemente não conseguir (hipoteticamente) não conseguir retirar/recuperar o isqueiro e ter de (eventualmente) trocá-lo por um sucedâneo. O sucedâneo (novo) custa nos eBay da vida, 1,89 Libras mais portes. Um isqueiro igual, usado, atinge preços na casa dos 10 euros... Não convida ao restauro, pois não? Assim, vou enfrentar estes três problemas, espumas da consola, isqueiro e reverse bracket e só depois prosseguir com outras questões. Ah, e aspirar e pincelar muito. Aspirar e pincelar mesmo muito. São vinte e sete anos de pó.
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Who's affraid of the big bad Golf? (1) Golf Mk2
Poucas coisas me foram escondidas quando comprei este carro. Uma delas declarava categoricamente haver um "mecanismo estragado" na caixa de velocidades que fazia com que ao engrenar a 1ª, entrasse em vez dela a marcha atrás, coisa capaz de causar calafrios e insónias a qualquer transmissão perante o potencial de catástrofe. Quando o experimentei percebi o potencial perigo, que poderia ser controlado se no engrenar da 1ª tivesse o carro estritamente parado, o que me sossegou nos primeiros dias. Não descansei enquanto não identifiquei com precisão a origem verdadeira do problema. Para tal foi necessário retirar o fole da alavanca de velocidades, operação simples até para um informático: Desenroscar o punho da alavanca, libertar o fole da moldura da base e fazer subir o mesmo até o retirar por completo (e constatar de imediato que o fole necessitava de ser substituído) por estar seccionado em três partes. Esta simples desmontagem fez-me ver duas coisas, uma o problema em si, a outra a exageradíssima inflação nos preços de peças usadas, peças que têm um bom mercado em Portugal. Já lá iremos. Retirado o fole, foi com algum alívio que percebi que o problema pode muito bem estar a ser originado pelo elevado desgaste da guia que impede a caixa de velocidades de obedecer à ordem assassina de marcha-atrás sem que o condutor o deseje. A busca pela peça foi facilitada pelo Gustavo Dias (Facebook) que não só identificou a peça como forneceu o contacto para a respectiva aquisição. Aqui, no Departamento de Mecânica para Totós, a coisa nem parecia extremamente difícil de substituir, mas lá está, nem tudo é o que parece, e a primeira inspecção mais cuidada deu para revelar que a peça está rebitada. Isso não seria muito complicado de resolver se eu soubesse onde meti o meu alicate de rebitar. Não só o não encontrei, como se me levantaram algumas dúvidas (não sou grande expert de rebites), mas fiquei com a sensação de que teria de tirar fora a consola para ver o outro lado do ataque do rebite. Quando o fiz (para resolver outra questão que acabou por se tornar numa grande dor de cabeça a ser documentada mais tarde), percebi que não tenho acesso ao interior da superfície a rebitar. Precisarei, antes de dar cabo destes dois rebites que prendem o nylon ao chassis, de um conselho de especialista. Só depois me atreverei a iniciar a mudança da peça.
Quando o condutor puxa tudo à esquerda e prime a alavanca de velocidades deste modelo, o dente passa por debaixo do bracket e engata a marcha-atrás. Neste momento, não necessita premir a alavanca porque o desgaste é grande o suficiente para que o dente lhe passe por baixo.
Como não tenho referencial de comparação para ver se o dente de nylon da alavanca está também gasto (não me espantaria mesmo nada), este bracket pode não ser a solução completa...
Quando o condutor puxa tudo à esquerda e prime a alavanca de velocidades deste modelo, o dente passa por debaixo do bracket e engata a marcha-atrás. Neste momento, não necessita premir a alavanca porque o desgaste é grande o suficiente para que o dente lhe passe por baixo.
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07 julho 2013
Sport Lisboa e Benfica: iCal 2013/2014
Caríssimos companheiros benfiquistas: A época 2013/2014 está aí a bater à porta e como não podia deixar de ser, também o iCal benfiquista deste blog se renova e prepara para regressar. Se usa iCal em Mac, iPod, iPad ou iPhone (ou agora em Android devices utilizando Google Calendar) e deseja subscrever o único calendário permanentemente actualizado para os eventos encarnados (Liga e Segunda Liga), só tem de ir ler este artigo e subscrever o mesmo. É grátis e evita dissabores nas marcações de agenda.
O Calendário "Sport Lisboa e Benfica" que desde há um ano disponibilizo, é gerido inteiramente por mim com informações recolhidas em diversas fontes, apenas e exclusivamente com as datas, horas e canais televisivos de transmissão de jogos das equipas do Sport Lisboa e Benfica (Equipa principal e equipa B). No período posterior aos diversos jogos, este calendário é actualizado com resultados finais e marcadores de golos. Este iCal não é (nem pretende ser) de forma alguma "oficial" e o Sport Lisboa e Benfica nada tem a ver com a sua publicação, cabendo-me a mim pessoalmente, qualquer exactidão ou inexactidão da informação prestada e difundida via web. Este iCal não pretende substituir a Agenda oficial do Sport Lisboa e Benfica, que não dispõe desta ferramenta de inclusão automática e essa é a única razão pela qual este serviço está a ser prestado.
Modificações em relação à época passada:
Inclusão da grelha completa de jogos da jornada (1ª Liga) nas notas do evento.
Decorrem testes de integração no Google Calendar (cortesia de Rui Brás e Luís Costa)
Quem quiser testar a integração em Google Calendar, por favor subscreva este URL.
(Nota: Está em testes, mas parece estar funcional).
IMPORTANTE: Cortesia do utilizador Luís Costa, está disponível um Guia iCal Benfica para Google Calendar, que o poderá ajudar a dominar o processo de instalação e configuração. Descarregue-o aqui.
É oficial, já funciona, integra perfeitamente com Google Calendar (ou seja, se você tem Android já não precisa de ficar triste). Agradeço ao benfiquista Rui Brás, e aos esforços de outro, o Luís Costa pelos testes efectuados e fico a aguardar um pequeno manual sobre a forma mais simples de adicionar o iCal Benfica aos seus restantes calendários. Manual já disponível, aqui.
Todo o feedback sobre este tema é precioso, pelo que agradeço que me informem se encontram algum problema.
Mais informação, aqui. Se lhe surgir alguma dúvida não hesite em contactar-me por email.
O Calendário "Sport Lisboa e Benfica" que desde há um ano disponibilizo, é gerido inteiramente por mim com informações recolhidas em diversas fontes, apenas e exclusivamente com as datas, horas e canais televisivos de transmissão de jogos das equipas do Sport Lisboa e Benfica (Equipa principal e equipa B). No período posterior aos diversos jogos, este calendário é actualizado com resultados finais e marcadores de golos. Este iCal não é (nem pretende ser) de forma alguma "oficial" e o Sport Lisboa e Benfica nada tem a ver com a sua publicação, cabendo-me a mim pessoalmente, qualquer exactidão ou inexactidão da informação prestada e difundida via web. Este iCal não pretende substituir a Agenda oficial do Sport Lisboa e Benfica, que não dispõe desta ferramenta de inclusão automática e essa é a única razão pela qual este serviço está a ser prestado.
Modificações em relação à época passada:
Inclusão da grelha completa de jogos da jornada (1ª Liga) nas notas do evento.
Decorrem testes de integração no Google Calendar (cortesia de Rui Brás e Luís Costa)
Quem quiser testar a integração em Google Calendar, por favor subscreva este URL.
IMPORTANTE: Cortesia do utilizador Luís Costa, está disponível um Guia iCal Benfica para Google Calendar, que o poderá ajudar a dominar o processo de instalação e configuração. Descarregue-o aqui.
Todo o feedback sobre este tema é precioso, pelo que agradeço que me informem se encontram algum problema.
Mais informação, aqui. Se lhe surgir alguma dúvida não hesite em contactar-me por email.
Refrescar cerveja no mar
Se não estiveram muito distraídos na semana que passou, terão percebido que a Cerveja Sagres teve um gesto bonito para com alguns dos seus amigos nas redes sociais, tendo feito chegar uma simpática oferta que muito agradeci e que vai com toda a certeza amenizar a canícula.
Ora, no meu Facebook começou uma conversa entre amigos sobre o facto de eu não possuir um frigorífico que permitisse refrescar as lourinhas e não tardou mesmo nada que se começasse a divagar sobre a melhor forma de refrescar cerveja em situações de emergência. (Sim, qualquer situação em que se pretenda refrescar cerveja merece ser considerada uma emergência). Deram-se várias receitas e exemplos e o meu amigo Jorge Castro, homem do mar, acabou por monopolizar a conversa com o seu exemplo do balde e da corda, e de mostrar como é que num rebocador, em pleno mar alto, se tira temperatura a uma grade de cerveja.
Foi nesta altura que outro amigo, o Fernando Gandra, que outrora cruzou também o mar salgado, que por essa característica saberemos que dá uma profunda sede, se chegou à frente com duas fotografias de um artefacto, nigeriano, que lhe foi oferecido por um outro marinheiro profissional, e que considero ser uma coisa absolutamente preciosa.
Se bem observarem a hidrodinâmica deste frigorífico navegante, perceberão que tem design, é ultra leve (produzido em cana), flutua (reparem nos flutuadores por favor) e não constitui um atraso à navegação, neste caso à vela. Pessoalmente acho isto de um engenho extraordinário. Obrigado ao Fernando Gandra pelas imagens.
E isto, meu caro Jorge Castro, dá 10-0 à técnica do balde e da corda...
Ora, no meu Facebook começou uma conversa entre amigos sobre o facto de eu não possuir um frigorífico que permitisse refrescar as lourinhas e não tardou mesmo nada que se começasse a divagar sobre a melhor forma de refrescar cerveja em situações de emergência. (Sim, qualquer situação em que se pretenda refrescar cerveja merece ser considerada uma emergência). Deram-se várias receitas e exemplos e o meu amigo Jorge Castro, homem do mar, acabou por monopolizar a conversa com o seu exemplo do balde e da corda, e de mostrar como é que num rebocador, em pleno mar alto, se tira temperatura a uma grade de cerveja.
Foi nesta altura que outro amigo, o Fernando Gandra, que outrora cruzou também o mar salgado, que por essa característica saberemos que dá uma profunda sede, se chegou à frente com duas fotografias de um artefacto, nigeriano, que lhe foi oferecido por um outro marinheiro profissional, e que considero ser uma coisa absolutamente preciosa.
Se bem observarem a hidrodinâmica deste frigorífico navegante, perceberão que tem design, é ultra leve (produzido em cana), flutua (reparem nos flutuadores por favor) e não constitui um atraso à navegação, neste caso à vela. Pessoalmente acho isto de um engenho extraordinário. Obrigado ao Fernando Gandra pelas imagens.
E isto, meu caro Jorge Castro, dá 10-0 à técnica do balde e da corda...
RedBull Mini Fridge
A maior parte das pessoas que me conhece sabe que há anos tento arranjar forma de "herdar" um mini frigorifíco RedBull. Ainda hoje estou à espera de uma promessa de um senhor que disse que isso era simples de resolver, mas todos sabemos que são as coisas simples as mais complicadas de se resolver, e a verdade é que ainda não calhou, mesmo com um histórico de pessoas que tentaram resolver este problema das mais variadas formas, desde o planeamento de assaltos a camiões carregadinhos de frigorifícos destes (sim, que os há), a outros que já me disseram "Sei onde está um, mas o risco de assaltar uma área de serviço é um bocado grande...". até tentativas de suborno de vária ordem que não resultaram nunca por algumas razões que agora não seria cómodo enumerar. É a vida. A verdade é, de forma nua e crua, se eu tivesse dez euros por cada um destes mini-frigoríficos que já vi por aí desligados e a não cumprir a sua missão neste mundo, já tinha comprado um. E reparem como a vida é injusta, já me quiseram oferecer uma série de outros modelos, o que recusei sempre, porque não há amor como o primeiro. Tem de ser um destes e mais nada. A verdade é que ainda não aconteceu, mas eu sou um tipo paciente. Por isso, pessoal do Marketing RedBull, se me estão a ler, saibam que eu não sou um tipo ingrato. Sou homem para vos devolver a amabilidade em múltiplas formas. Sou todo ouvidos.
05 julho 2013
Os amigos de Ricardo Guerreiro
Já aqui falei dele e do seu trabalho. Já nos cruzámos por algumas vezes, sempre pelo lado profissional. Como mero consumidor já tive oportunidade de visitar diversas exposições, sobretudo uma que me deixou encantado e surpreso, "Almada Natureza Revelada". Ricardo Guerreiro, soube hoje, teve uma fatalidade com o seu equipamento, que lhe foi roubado durante uma incursão pelo campo que tão bem sabe calcorrear em busca das suas imagens. Mas um grupo dos seus amigos tenta agora fazer com que Ricardo Guerreiro se reerga. Do zero. Aplausos para eles.
Tipography
Steve Jobs ficaria orgulhoso desta lista afixada na montra do Restaurante 5D na Andrade Corvo. E comeria uma folhinha de alface e babar-se-ia pela tipografia. Até fui dar os parabéns, pessoalmente, ao autor.
Está alguém aí fora? (Nós aqui temos tudo)
E num dia de calor como o de hoje, chegar ao local de trabalho e ter um Pack de Sagres mini em cima da mesa? Isto não tem preço. E nós aqui (agora) temos tudo!
Alô Jenny Candeias
Para mim é um mistério como é que a editoria de A Bola permite que uma colunista que respeito (Jenny Candeias) publique uma coluna como a de hoje (4 de Julho) em que se desrespeita uma das questões basilares do jornalismo. Falar de um assunto sem que se diga de QUEM ou de QUÊ se está a falar, é pecado capital. Seja em A Bola, seja no Dica da Semana.
04 julho 2013
Douglas Engelbart
Morreu Douglas Engelbart, o homem que em 1967 entregou para aprovação (que viria a receber em 1970) de um dispositivo apontador, aquele que viria a ser o comum mouse que hoje todos usamos, seja na sua forma básica e inicial ou mais elaborada.
A caixa
"A Caixa", um filme de 1994, foi, curiosamente, o único filme de Manoel de Oliveira de que consegui gostar. É a história de um cego (muito bem interpretado por Luis Miguel Cintra), cuja família vive dos proveitos das esmolas que a caixa do cego proporciona. Uma filha, casada com um marginal, vão sobrevivendo num típico bairro de Lisboa, Até que um dia a caixa do cego é roubada. O número de analogias com a situação económica deste país é tão grande, mas tão grande, que eu vou arriscar rever este filme.
03 julho 2013
Alvíssaras! Alvíssaras!
Ora, é com grande e jubilosa esperança que vos transmito o recado da leitora Teresa Allen (I'll go to Rio... de Janeiro...): O hipermercado Leclerc (Itizái, LeClerc), substituiu (finalmente) os letreiros aqui publicitados depois de seis anos de bons (?) serviços. Diz a Teresa que ficou abalada com a situação (uma pessoa habitua-se e ganha-lhes algum afecto) e que só recuperou depois de ler a newsletter da Nestlé
A piada é uma arma
Acho sempre divertido que uma boa piada se espalhe como fogo em gasolina. Foi o caso da graçola do Sporting de dia 1 que como era de esperar gerou o habitual coro de imbecilidade e vista curta, não falando sequer da puta da falta de sentido de humor que sempre é necessário possuir para nos rirmos muito do que nos é querido. Voltei a vê-la, a piada, modificada, travestida, ao longo dos últimos dois dias, por vezes muito distorcida, mas reconheci-a quase sempre como se reconhece um filho, nem sempre necessariamente pródigo. Ainda não li o artigo de Eduardo Barroso, mas acredito (e não queria) que se tivesse picado com ela.
02 julho 2013
01 julho 2013
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