Imagem: Álvaro Góis
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Nuno "El Rey del castellano" Luz foi entrevistado pelo programa de rádio e podcast Territorimac de Jaume Angulo e entre muitas outras coisas, (ouvir versão integral no link) falou-se da cena Apple portuguesa e de um podcast chamado Praia das Maçãs. O excerto pode ser ouvido aqui.
Diário do Sul. Imagem enviada por AB. Em jeito de passatempo, ficaram por assinalar dois erros...
Num dia que apenas veio confirmar ser efectivamente trágico para minha vida electrónica, consegui ainda espaço para me rir, graças à arte do Luís Afonso. Eu que não sou muito destas coisas, até lhe telefonei a dar-lhe os parabéns pela tira de hoje.
Chegou. Quem o quiser ver, tem de vir ter comigo ao IADE em Santos. Se se está a interrogar sobre o que diabo é isto, é o novo iPod Shuffle...
Perguntas que assaltam o leitor José Duarte: "Onde é foi?" e "Quem é o senhor Garcia que tem uma horta?"- (Público Online)
Nunca fui um ouvinte de Rádio muito fiel a uma só emissora. Mas cresci numa casa onde o rádio tinha um lugar nobre, muitíssimos anos antes de ser deposto em importância pela TV. Cresci a ouvir programas nocturnos de discos pedidos, fantásticos relatos de Hóquei em Patins disputados em países que eu localizava em mapa-mundi. "Vi" futebol pela voz de quem dizia "Vai Eusébio, remata, Gooooolo!". Ainda hoje sei de cor as frases que se diziam para participar no "Quando o telefone toca" (Candeeiros bem bonitos, modernos e originais...). Ouvi o "Simplesmente Maria", uma rádio novela que fez chorar as pedras da calçada de meio Portugal. Muitas vezes cheguei atrasado à escola por causa do Patilhas e Ventoinha dos Parodiantes de Lisboa. Ainda não começara a ler livros de jeito e já conhecia de cor as tramas e urdiduras da Morgadinha dos Canaviais por via do rádio-teatro. Depois, já mais tarde, muitas vezes fui ao Nimas ou à velha FIL ver o Isidro na "Febre de Sábado de Manhã". E era impensável estar na missa dominical das dez e trinta por culpa do fabuloso "Pão com Manteiga"... A Comercial faz hoje trinta anos e quero desejar a um grupo de amigos que por lá tenho um excepcional dia de aniversário.
Acabei de descobrir no "As Coisas da Tininha" umas páginas do meu livro da primeira classe. É uma sensação estranha, lembro-me muito bem de ambas, uma delas, a do aeiou, tem uma ilustração que me serviu de modelo às minhas tentativas (quase sempre falhadas) de desenhar cachos de uvas... Agora o que é curioso é que os CTT promoveram a reedição dos quatro livros do Ensino Primário e os mesmos estão disponíveis aos balcões das estações de correio. Há mesmo muitos anos que não revia estas imagens, mas já decidi que não os vou comprar. Os meus ainda existem, belissimamente encapados em papel de florinhas, que lá em casa os livros "herdavam-se" e serviam várias gerações de estudantes. E ter uma irmã mais velha que os utilizava primeiro tinha sempre a desvantagem das florinhas no papel com que eram revestidos. E não, eu não tinha direito a mudá-lo.
Procuraremos sempre o eterno chavão da inevitabilidade das coisas que têm princípio e fim, e nestas situações em que o envelope físico se esboroa e desaparece, raramente teremos certezas de coisa alguma, salvo que um número importante de leitores deste blog perdeu uma pessoa que não sendo do sangue, acabou, por muitas e variadas razões por pertencer-lhe também. Adeus Mabília. E obrigado.