31 janeiro 2010

Flash! Ahh Ahh!

Imagem enviada por Christian Alves

Oh simple things

29 janeiro 2010

Jobs assaltou a loja outra vez

Um dos mais lúcidos textos que tenho lido sobre o iPad (e só eu sei as resmas de coisas que tenho sido forçado a ler...) em língua portuguesa, por alguém que a maioria dos espectadores de televisão reconhecerá relativamente bem. Parabéns Lourenço Medeiros.

Ainda há esperança

Esta fotografia pertence ao Jornal Público. Foi de lá retirada sem que fosse pedida a devida autorização (mas farei chegar o pedido de utilização). É tão raro ver estas coisas que julgava arredadas há muitos anos das bancadas dos nossos estádios...

28 janeiro 2010

Time, give me time

iPad

Ontem (e prolonga-se para hoje e alguns dias mais próximos) foi dia de visibilidade extrema por conta do novo produto Apple, o iPad. Das intervenções, ficam os registos possíveis, aqui e aqui.

Paulo Querido facts

Poucas coisas me fizeram rir tanto hoje como esta página. E até o próprio visado, se bem o conheço, se deve ter escangalhado.

Na próxima semana: Chaves de Euromilhões

Não se esqueçam: Onde vocês leram primeiro sobre a funcionalidade do iPad, foi aqui.

27 janeiro 2010

FormSpring.Me

Aos meus "clientes" desta fantástica ferramenta que dá pelo nome de FormSpring:

Avisei, desde o início, que não tinha por objectivo transformar a página num consultório técnico sobre Apple. Infelizmente as pessoas não entenderam esse meu aviso e tenho acumuladas algumas centenas de perguntas técnicas relacionadas com assuntos Apple, o que, como já disse, não pretendo que aconteça e que desvirtua por completo as minhas intenções. Nunca foi minha vontade abrir um consultório técnico e nem é humanamente possível responder atempadamente e em termos a todas as pessoas que o solicitam no Formspring. Recordo que vocês são milhares e eu sou apenas um, que não está a responder em full-time.

Para essas matérias técnicas, tenho outras ferramentas e um serviço de um user group do qual podem pedir a respectiva subscrição. A maior mailing list Apple em Portugal (com quase 4.500 membros activos) pode ser subscrita aqui. Mais informação sobre listas em língua portuguesa aqui. Obrigado

26 janeiro 2010

A origem das expressões

Fazer "morder o pó", expressão que tem por significado a derrota ou a humilhação de alguém a que a tal seja obrigado, não é uma expressão de origem portuguesa. Provém de um costume medieval saxónico em que o cavaleiro, quando se sentia mortalmente ferido em combate ou em justa, tomava por sua mão um punhado de terra que mordia por sua própria boca. Era assim um ritual de despedida da terra em que vivera e pela qual fora sustentado e que o mesmo sentia ou figurava nela ir repousar.

Oh simple things

Mas é que ninguém merece...

Parque das Nações, imagem de @furioelperro

A taberna El Gorrión (Jaén)

A cidade espanhola de Jaén, tem um dos seus ícones na Taberna El Gorrión, cujos proprietários mantêm pendurado um presunto desde 1918. Interrogo-me sobre o que é que a ASAE teria para dizer sobre esta matéria... Cliqui aqui para ler a história do presunto indultado.

Desconfiai

"Muito boa tarde eu sou novo visitante do seu blog gostava de saber como posso consultar se é fidigno a parte do passatempo de ganhar um ipod shuffle..." (Recebido por email)


Caro,
Não entendo a sua questão. Se é visitante do meu blog saberá que está nele anunciado um passatempo em que o prémio é um iPod Shuffle 2GB...

Se existe um anúncio feito no blog, e partindo do príncípio de que o mesmo blog não foi sequestrado por aliens que desataram a escrever disparates sem a minha autorização (se bem, que, pensando melhor, é capaz de não ser um bom exemplo face ao que por vezes nele se escreve...) é bem capaz de ser verdade.

Agora, uma coisa é certa: Para concorrer ao passatempo é preciso saber escrever. Saber consultar dicionários também, mas não é de todo essencial.

Mas gosto deste raciocínio: Ninguém contesta o facto do Deputado António Preto ter submetido uma proposta de lei sobre Transparência nos Cargos Políticos, mas um tipo anuncia um iPod Shuffle como prémio e há logo quem pergunte se o anúncio é real...

Há porém outros métodos

Banca Sapo, imagem enviada por Tiago Pimenta

Survival of the fittest

25 janeiro 2010

Não fui eu que inventei

Isto aqui é evidentemente um caso de humor negro, não é?

Também deve ser típico...


Na Polónia não podem ver nada, é o que é... Imagem da Polónia, enviada por Vaz Almeida

Coisinha mais rica

Expresso Online, imagem enviada por Marcos Osório

Sobre roubos em viaturas

Um artigo sobre roubos em viaturas. 90% dos roubos de material informático que me são comunicados são efectuados de dentro de viaturas estacionadas...

24 janeiro 2010

O caçador de pérolas

"...a semana passada encontrei um indevido que não via já há muito tempo."

Farmville Guinea pigs

23 janeiro 2010

Certifiquem-se

DN Online, imagem enviada por @rfam

Ganhe um iPod (Passatempo)


Caros leitores assíduos, menos assíduos e pessoas que só aqui vêm parar porque procuram coisas esquisitas nos motores de busca: Este blog, o Reflexões de um cão com pulgas, está progressivamente a aproximar-se de um valor de visitas "redondinho" de um milhão de visitantes. Esse facto inspirou-me na vontade de comemorar o facto, que acontecerá, pelas minhas contas num par de meses. Vamos poder comemorar o acontecimento (sim, que o é!) todos juntos. Exactamente a partir de HOJE e deste momento você pode submeter um texto original subordinado ao tema "O meu primeiro milhão". Esses textos, serão submetidos ao escrutínio de um único decisor (moi) e o melhor deles todos será vencedor de um iPod.

Não me parece mau negócio: Um texto original cujo tema seja "O meu primeiro milhão", no máximo de oitocentas palavras. O prazo de entrega termina inexoravelmente no dia em que o número de visitantes deste estaminé atingir um milhão. O vencedor leva para casa um iPod Shuffle 2 GB cor de rosinha e verá o seu texto publicado. Gentlemen, start your keyboards!

Os textos deverão ser enviados por email para este endereço. Cada concorrente poderá enviar o número de textos que entender até ao momento limite do contador de visitas deste blog (1 milhão). Os casos omissos desta espécie de regulamento serão resolvidos de acordo com a minha disposição hormonal.

O Sá Fernandes devia ver este túnel

Atenção, estas imagens dizem respeito ao sucedido no túnel do Estádio da Luz após o Benfica x Porto de 2008.

iPhone home

Na sequência deste post, e porque todos podemos aprender com experiências menos boas de terceiros, passo a citar um email recebido sobre a matéria (iPhone):

Caro Pedro,

Sei que a probabilidade de ser o meu iPhone é reduzidíssima (até porque não tinha mobile me activo na altura que mo roubaram), mas nunca se sabe se um dia não aparece. Daí querer dar-lhe esta informação acerca do meu nº de série/imei do meu aparelho: (1P) Part Number: MC131PO/A (S) Serial Number: XXXXXXXXXXX IMEI: XXXXXXXXXXXXXXX

Após a parte mais prática e importante... passo a contar-lhe a história. Talvez a queira partilhar para outros saberem os perigos..

Dia 16/Dez fiquei sem bateria no meu telemóvel (iPhone) pelas 19h. Como ia a um concerto no Teatro Ibérico (em Xabregas) fui jantar num instante ao Vasco da Gama. Cheguei ao Vasco da Gama pelas 20h... e estive lá só mesmo para jantar qualquer coisa entre as 20h e as 20:30h. Estive na praça da restauração. Incauto e negligente como sou, penduro o meu blazer nas costas da cadeira. O meu iPhone estava naquele típico bolso de telemóvel, interior, no extremo inferior esquerdo dos casacos. Ou seja... naquela configuração estava mesmo mesmo a roçar o chão. Neste entretanto fui alvo de um "carteirista". É que... como não tinha bateria, nem sequer exibi o iPhone em público. Não chamei a atenção para ele... não o usei. Ainda assim o ladrãozeco teve sorte... encontrou o iPhone em vez da carteira. Penso que ele se terá colocado na cadeira atrás da minha, mas não tenho a certeza. A minha mulher estava à minha frente e não viu nenhuma manobra suspeita... mas estes tipos são bons naquilo que fazem. De tal forma que só no dia seguinte é que constatei que não o tinha. Como cheguei tarde a casa, nem o fui por a carregar, fui logo para a cama. No outro dia de manhã não o encontrei. Coloquei todas as hipóteses... ainda
andei à procura durante uns 2 ou 3 dias... telefonei para todos os lados onde estive mas nada.

Das duas... aconteceu uma:
1. Ou fui roubado no Vasco da Gama... o que pelas histórias que oiço, parece-me ser a versão mais razoável
2. Ou perdi o telemóvel em qualquer lado, e ele terá sido roubado ao ser encontrado. Infelizmente há poucas pessoas honestas.

Gostava muito do meu telemóvel, mas agora já não o tenho. É a vida. Temos que andar para a frente.

Já agora... quero louvar a sua iniciativa e o seu altruísmo em divulgar todas estas novidades. Quem sabe, um dia, o meu apareça também. Era tão bom.

Um abraço,
Pedro Marques

Quero começar por vos dizer que, embora tenha uma noção mais ou menos real do que passa lá fora em termos de roubos de equipamentos de informática, cujas quantidades diariamente participadas às autoridades são astronómicas, estou afastado dos números reais de equipamentos perdidos em termos de telecomunicações. A verdade é que estou siderado (é o termo!) pela autêntica vaga de emails recebidos comunicando o extravio de iPhone (por perda ou subtracção). Em pouco menos de 48 horas recebi dezanove mensagens com igual quantidade de números de série de iPhone. Tendo em conta que esta minha comunicação/apelo terá chegado a sensivelmente 9.000 destinatários (números acumulados de leitores da Mailing List "O Correio dos Outros", followers Twitter, Webpages da especialidade (Forum, Blogs, etc.), é uma quantidade impressionante a de telefones que andam fora da posse dos respectivos donos. (Cinco deles são, estranhamente - ou não - de pessoas que trabalham na mesma empresa, o que me leva a pensar se não terão por lá um "especialista" nesta matéria...).

Adiante. Recebi também algumas chamadas e mensagens de colaboradores das duas operadoras móveis (Optimus e Vodafone), oferecendo os respectivos préstimos para a tentativa de localização do proprietário, gesto que gostaria de saudar. Se alguns deles são subscritores da lista Apple da qual sou moderador e não esperava outra coisa senão a habitual entreajuda entre utilizadores da marca da maçã, outros casos houve em que por pura solidariedade e serviço se colocaram ao dispor para o que me pudessem valer nesta busca. É um gesto bonito, que eu e os clientes e utilizadores da empresa e dos serviços registamos com especial apreço. Há dias em que o mundo não parece tão "cão" como por vezes somos levados a pensar que é...

Entre as mensagens que recebi, veio esta de Pedro Marques que nos narra uma história quase banal de um descuido ou perda (nunca saberemos...) que nos pode suceder a todos em qualquer momento. Todo o cuidado é pouco.

A parte verdadeiramente feliz desta história que o Pedro Marques nos conta, é o facto de ser este iPhone (cujo número de série obliterei propositadamente) o telefone que está em minha posse e suponho que fiquemos todos (O Pedro Marques um "nadinha" mais do que todos os outros...) muito contentes com este feliz desfecho.

Uma palavra final para o gesto generoso da pessoa que me fez chegar este equipamento às mãos. Se me está a ler, agradeço-lhe (uma vez mais) o seu gesto de devolver algo que não lhe pertencia e ao qual fiz questão de secundar com esta busca que mais não fez do que seguir-lhe o exemplo. Se me está a ler (e acredito que o venha a fazer, mais tarde ou mais cedo), segue daqui um agradecimento pelo que fez.

Agora façam o favor de prestar (mais) atenção aos vossos telefones, que isto de "milagres" não sucedem (infelizmente) todos os dias.

22 janeiro 2010

What Lola wants Lola gets


Guimarães. Imagem enviada porDiogo Ribeiro

21 janeiro 2010

E desbloqueai-nos do mal...

Quando o meu telefone tocou uma destas manhãs, atendi. Do lado de lá, um número não identificado e uma voz que desconheço (sou bom, muito bom, a recordar vozes de pessoas que me ligam quando o rei faz anos e cujo número a minha agenda não possui). "Senhor Aniceto, encontrei o seu iPhone...". Fiz ali uma pequena pausa cerebral, afastei o meu iPhone da orelha e mirei-o bem. Nunca perdi um telefone (o que é extraordinário porque nunca sei onde ponho as coisas) e voltei à conversa para tentar localizar-me e perceber que diabo de história estava eu a ouvir. "Ah sim, encontrou-o?" perguntei eu ainda a tentar acordar e assentar ideias.

Há ali um momento em que se faz alguma luz, saberá muito boa gente que sou o moderador de uma enorme lista de utilizadores de material Apple e que difundo com (muita) regularidade alguns apelos de roubos e perdas de material. O meu número consta de todos esses alertas e é possível que esteja aqui a razão desse contacto. É possível que uma vez que tenho na mão o meu próprio telefone, a pessoa que me ligou tenha encontrado um dos dois iPhone anunciados como "desaparecidos" e que andam neste momento em "terra de alguém". Mantenho o diálogo. Peço um encontro, encontro que não é à primeira tentativa fácil de conseguir. Estou relativamente distante da pessoa que me telefona, chego a desconfiar de algum tipo de armadilha (já vi relatos e vivi situações muito curiosas, algumas que nem gosto de recordar). Vamos conversando, burilando as nossas diferenças e tento encontrar um momento no dia comum em que estejamos geograficamente mais próximos. Aos poucos, vamos ambos conseguindo aproximar as agendas sem que eu dê mostras, nem de menor ansiedade que levante suspeitas nem de maior stress que afaste em definitivo quem me está a ligar.

Estou quase certo de que vou recuperar um dos iPhone em falta. Estou tão certo disso que telefono às duas pessoas que perderam os seus "meninos" perguntando a cada uma delas se desejam recompensar o gesto generoso. Só consigo falar com uma delas, levamos até algum tempo a definir o que é que deve ser o montante justo para uma recuperação... Parto para este encontro depois de tomar algumas precauções e é com satisfação que afasto todas as dúvidas de que não há nada a temer. Parece ser uma devolução legítima e confirmo isso mesmo quando troco as primeiras palavras com a pessoa. Recebo o telefone, agradeço o gesto e de modo meio desajeitado tento, sem querer ofender o gesto altruísta, recompensar a pessoa. "Nem pense nisso, é com todo o prazer que lhe devolvo!". É assim que a conversa começa a chegar ao fim. Ainda tento perceber como é que o telefone foi encontrado, ou como lhe chegou às mãos. Sem sucesso. "Não me faça perguntas, ficamos assim, um bom ano para si.". Estou ali, de telefone na mão, a cumprimentar um desconhecido, a agradecer-lhe uma vez mais e a desejar-lhe também a ele um feliz 2010. Tenho curiosidade em saber mais, como chegou até mim, que voltas deu o terminal antes de reencontrar o caminho de casa, mas nada mais sei. Respeito o pedido. Curioso, mas de forma tranquila.

Quando abandono o local e me misturo na multidão atarefada em vésperas de reveillon, dou-me por satisfeito. Afinal de contas tudo o que me resta é chegar ao meu local de trabalho, identificar com clareza o número de série do mesmo e telefonar ao seu legítimo dono e dar-lhe uma alegria. Tudo isto parece simples. É simples. Mas veremos como as coisas simples têm tendência para se complicar. Durante o trajecto, tento abreviar esse meu trabalho de identificação do dono. Mas é difícil. O terminal está praticamente limpo de informação. Não reconheço nada nem ninguém na imagem de wallpaper que ostenta. Não tem praticamente nenhum email e é surpreendente que um deles seja precisamente um email meu trocado entre dois endereços que não conheço, email esse que anuncia precisamente o desaparecimento de um iPhone.. Presumo que deva ter sido esse mesmo email que deu origem a este contacto. O meu número não consta da (magra) agenda de contactos do telefone. Ao chegar ao meu local de destino percebo que as coisas ainda vão ficar mais difíceis quando, para meu espanto, o número de série não coincide com nenhum dos anunciados como perdidos ou roubados. What now?

Fico sem saber o que fazer. Contacto o operador, ele diz-me a loja onde o telefone foi vendido. Não têm mais dados que me permitam progredir na busca. Três dias depois, quando volto momentaneamente a esta questão, verifico que o telefone foi alvo de um "wipe" de dados. Já tinha deduzido que o proprietário era subscritor do serviço MobileMe, que permite proteger os conteúdos do telefone, eliminando-os remotamente. Fico à espera que a mesma pessoa que mandou eliminar dados remotamente, tivesse tido a ideia de mandar uma mensagem de alerta pelo mesmo serviço. Os dias passam e nada.

Só me sobra esta via para conseguir encontrar o dono deste telefone: Se conhece alguém que tenha perdido ou a quem tenha sido subtraído um iPhone, queira fazer o favor de me dizer o número de série do mesmo. (É essencial que me comunique o número de série para uma identificação precisa). Pode ser o dia de sorte do respectivo dono,

Não fui eu que inventei

"Hoje não são roubos de igreja, são roubos de catedral, porque é o nome que dão a esse estádio. Façam as guerras que quiserem, mas vamos lutar pela verdade desportiva"

"...Inventaram 'Apitos Dourados' e de tudo isso fizeram recursos, mas eu fui sempre ilibado. Foi tudo arquivado"

Jorge Nuno Pinto da Costa

Uma espécie de conversa

19 janeiro 2010

Eu que nunca vi mar, nunca lhe senti o frio

E dá-se o extraordinário acaso de hoje ter tido o privilégio de ver a trabalhar dois artistas de dois ramos profissionais distintos, ambos a ver a actividade à beira da extinção: Um calafate e um calceteiro. Ambos, como já escrevi, artistas, ambos com idade suficiente para gozarem já das respectivas reformas. Ao calafate, com quem falo quase todos os dias, não falta nem trabalho nem cansaço; do calceteiro, quase tolhido pela doença, diz que só o faz pelo gozo que ainda lhe dá. E ali fiquei eu, minutos escorridos a fio, a olhar para a arte de correr estopa à força de maço e ferro e ao outro, ao outro o gozo supremo de ouvir dizer "vais partir por ali", martelada firme, os dedos seguros sabe-se lá como, as artroses a querer contrariar a pontaria. E eu ali, a ver vedar um costado, e a ver surgir de um paralelipípedo um, um não, centenas de hexágonos quase perfeitos.

Pelo sim pelo não

Tires, imagem enviada por V.Costa

18 janeiro 2010

A origem das expressões

"Vira-casacas" é por norma o apodo popular que designa aquele que muda de opinião segundo a conveniência momentânea. A origem desta peculiar expressão é originária da estratégia militar do século XVII onde era comum que em campanha, os soldados virassem a casaca envergada do avesso para que a cor do uniforme (por norma bem claro e de uma só cor de casaca) não fosse reconhecido ou causasse dúvida, permitindo alguma vantagem e efeito surpresa quando em refrega directa.

Oh simple things

Oh simple things

Cortesia de Marco Barreto

Overtime

Consultores

À porta do Céu, um tipo verdadeiramente furioso apresenta-se a S.Pedro:
"Mas que faço eu aqui, S.Pedro?", grita ele verdadeiramente irado. "Olhe para mim; 35 anos, em excelente forma física, não bebo, não fumo, ontem à noite deitei-me tranquilamente na cama e hoje acordo aqui, às portas do Céu? Deve haver aqui um engano qualquer!"
"Bom, isso nunca sucedeu, mas podemos sempre verificar..." responde S.Pedro. "Como é que se chama?"
"Silva. Alberto Silva"
"E qual é a sua profissão?"
"Consultor de informática"
"Sim senhor" murmurou S. Pedro enquanto percorria várias gavetas de um ficheiro de boas dimensões.
"Senhor Alberto Silva, o senhor morreu de velhice, não há engano algum..."
"De velhice? Como assim de velhice? Eu só tenho 35 anos..."
"Bom, senhor Silva, isso já não sei. O que sei é que feitas as contas a todas as horas por si facturadas a clientes, isso totaliza cento e nove anos..."

Coisas que acontecem em Vila Verde

Imagem daqui, via Raages

Fox Next Meo

Coisas que se podem ver no Canal Fox Next Meo. Imagem Pedro Montez

Foi por milagre que eu até nasci profano

Site Halcon Viagens, imagem enviada por Ricardo Abrantes

15 janeiro 2010

Creative Minds (No Intel inside)

Este é o computador Apple de P.Cavilhas:


E este o computador Apple da filha de P.Cavilhas


Rói-te de inveja, Jonathan Ive!

BumpTop

Isto dá um significado inteiramente novo à desarrumação do meu Desktop...

Tens 4 dias para mostrar o que vales

Pena: Suspensa

TSF online, imagem enviada por Ricardo Abrantes

14 janeiro 2010

Longa vida à CPACBSAEMA!

Chegou há dias mas só hoje pude tratar de a publicitar, uma embalagem de Água Benta, cuja rotulagem (distintíssima) aqui reproduzo. Uma vénia ao Carlos Nogueira, qual boticário de serviço a uma multiplicidade de males de fazer inveja ao Doutor Oxley.

13 janeiro 2010

Oh simple things

Imagem enviada por Nuno Lima

ARdrone

Marceau não diria melhor

Imagem: António Neves

12 janeiro 2010

O texto que ainda vai ser escrito

O Portal VER teve a amabilidade de me pedir um texto sobre o Nexus One, o telefone da Google... "Estás à espera de que eu seja imparcial?" perguntei eu à Editora. "Hum... Não". "Ainda bem..."

Análise a touchscreen

Uma comparação de diferentes tecnologias "touchscreen" em smartphones.

Agência Cristã dos Anjos

11 janeiro 2010

Não fui eu que inventei

Nunca, mas nunca me inscreveria num Mestrado destes! Imaginem que tinha de ir a uma oral com o Tiger Woods...

Tu é que sabes, Jorge Daniel

MacJanta Bracara Augusta (Braga)

Sim! É aquela altura do ano em que os utilizadores Mac do Minho se juntam em bandos para a sua migração anual para... mesas mais quentes! O tradicional jantar que já faz parte da lista anual de eventos relativos a este sadio hábito de juntar o frugívoro ao agradável vai realizar-se em Braga no próximo dia 6 de Fevereiro. As inscrições estão abertas e todos os detalhes podem ser encontrados no site da Promais. Vemo-nos por lá!

06 janeiro 2010

A origem das expressões

"Para inglês ver" é uma expressão portuguesa usada como significante de mostrar algo apenas pela aparência, algo que não se deve levar a sério pois é fabricado ou encenado para uma dada ocasião. Dizem os entendidos que existem várias possibilidades para a origem do dito, uma no Brasil, outra em território na altura sob domínio português (S. Tomé e Príncipe), mas ambas relacionadas com a época final do tráfico de escravos. Quando a Inglaterra promulgou o fim do tráfico esclavagista fez acompanhar a promulgação da lei de algumas directrizes económicas tendentes a embargar o comércio com países que ainda adoptassem a prática. No caso português, a empresa Cadbury, a maior compradora da noz de cacau São Tomense, chegou mesmo a suspender as suas aquisições desta matéria-prima em virtude de nas plantações ser utilizada mão de obra escrava. As inspecções formais da Cadbury, pré-anunciadas, levavam os fazendeiros a encenar o emprego de população não escrava, possivelmente "para inglês ver" com o efeito tranquilizador do comprador assegurar ele mesmo que cumpria os requisitos exigidos. Algumas leis brasileiras emitidas pelo Governo da Regência em 1831, que nunca chegaram a ser levadas à prática, que proibiam "para inglês ver" o tráfico de escravos acabaram por ser letra morta para a realidade económica. Uma segunda lei, datada de 1852 e promulgada pelo Imperador D.Pedro II veio erradicar definitivamente o uso ecnómico da escravatura.

O caçador de pérolas

"Aconselha jovens a envergar pelo jornalismo, ou neste momento, é um meio bastante "cheio"?"

Fazer-se de Lucas

Quando ontem de manhã olhei para a agenda e percebi que me estava traçado o destino uma refeição a sul, pedi via Twitter algumas recomendações, dado que fazia tempo que não almoçava na região de Vidigueira/Cuba. É verdade que desde Março passado que não visitava Cuba, e a paisagem gastronómica, que está sempre em mutação, poderia surpeender-me e ainda bem que assim pensei. Fiquei positivamente impressionado com a quantidade de réplicas ao meu pedido de pistas para um almoço legitimamente alentejano. Baseados no meu pedido, dúzias de nomes de estabelecimentos foram surgindo na minha timeline e não foi difícil eleger um, principalmente pela localização geográfica e encómios que lhe foram dirigidos. Mas nas minhas agendas há quase sempre lugar ao imprevisto e o dia de hoje não seria excepção. Sucessivos atrasos da logística, um tempo miserável e um carro asmático pesadamente carregado ditaram que os horários fossem sendo torpedeados e que a hora de almoço se aproximasse perigosamente no meio da batalha naval. Isso tudo somado ao facto das instalações do cliente encerrarem por completo durante uma hora, mais a minha posição geográfica na hora da angústia do guarda-redes no momento do penalty fez com que o Grande Arquitecto da Hotelaria me segredasse ao reptiliano "E se fosses mas era almoçar?". Estava em Cuba e foi uma questão de rememorar a lista das referências para esta localidade. Tinha eleito duas para esta hipótese: A Adega da lua e o Lucas. Nesta altura, até o mais desatento dos leitores já percebeu que foi impossível visitar a Adega da Lua (há uma certa fatalidade cósmica que me impele a tentar visitar locais encerrados, principalmente se se tratar de casas de banho ou restaurantes recomendados) e rapidamente se fez a agulha (com um enorme susto automobilístico de permeio). A segunda escolha. O Lucas, veio a revelar-se um enorme erro. Não sendo eu um crítico gastronómico (a prova disso mesmo é que só se usará nesta prosa por uma única vez a palavra "amesendação" e fora do respectivo contexto, ouso colocar-me algumas questões:

- Porque diabo se colocam como empregados de mesa pessoas que têm dificuldades óbvias em falar e entender português?
- Porque é que um restaurante tão amplamente recomendado como de comeres típicos alentejanos, tem uma lista onde NÃO figura um único?
- Porque é que à pergunta "De onde é o vinho da casa?" se tem de reunir um concílio de dois patrões e uma empregada que não falando português tem por missão dizer ao cliente "É de uma zona de vinhos..."?
- Porque é que a oferta do Restaurante Lucas em matéria de sobremesas é tão marcadamente lisboeta? (Mousse de chocolate, doce de não sei quê com natas e mais uma trampa (termo da responsabilidade do escriba) pré-fabricada à qual não fixei o nome)

Depois de pedida a presença de alguém com quem conseguisse o mínimo diálogo, a dona da casa informou-me que o Lucas possui nova gerência desde o primeiro dia do ano e foi nessa altura possível questionar sobre comida alentejana. É sempre bom conversar com alguém que nos diz que existe um prato do dia alentejano (Cozido de grão) que não consta da lista e pode até ser considerado um segredo de Estado. Com a refeição já consideravelmente arruinada, acabei por saber que iremos ter listas enormes e que um dia destes hão-de vir, coisa da qual futuros viajantes poderão disfrutar. Pois que as disfrutem. Saúdinha!

Nota: Excelente pão e boas azeitonas. Mousse caseira, bem acima da média.

Rouxinol repenica o cante

Dia cheio, chuva, trabalho e stress. Uma deslocação profissional à Vidigueira, em cuja Escola Profissional, a de Fialho de Almeida, se fez hoje uma instalação de hardware que servirá decerto garbosamente de ferramenta de trabalho para vários dos seus Cursos Profissionais, no caso o de Artes Gráficas, Fotografia e Video, bem como o de Multimédia. Mais do que uma instalação é um prazer ouvir ahhh! e ohhh! de espanto sem que nenhuma máquina esteja ainda ligada. É sempre tempo dos velhos rituais de formação, perceber que no domínio profissional certas escolhas e decisões são tão óbvias quanto bem estudadas. Parabéns à Escola Profissional Fialho de Almeida e aos seus responsáveis e votos de sucesso a todos os formandos.

La Palice para principiantes

Imagem daqui, enviada por @syripint

05 janeiro 2010

F.C. do Porto

Não estou nada preocupado com facto de o Futebol Clube do Porto tenha decidido deixar de prestar declarações ao Jornal A Bola , conforme o clube azul comunicou hoje. Até porque os textos mais engraçados que nos últimos anos tenho lido tenho-os encontrado no Correio da Manhã.

Vox populi

E garanto a quem me quiser ouvir que a melhor frase que li durante o dia de hoje, incluía a partícula "ou vi á pouco". Para mim é bastante.

04 janeiro 2010

Time traveling for dummies

Capa de O Jogo, imagem enviada por Ricardo Martins

Todos a Vila Cova!

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Imagem Expresso, enviada por Nuno Alexandre

03 janeiro 2010

Às vezes há surpresas

A primeira coisa em que pensei quando entrei portas adentro naquela farmácia de serviço, foi nisto. Eram vinte e três trinta e estava, por necessidade imperiosa, no coração do mais difícil bairro da Margem Sul do país, um daqueles que vemos constantemente nas notícias e nunca pelas melhores razões. Duas farmacêuticas sorridentes, nenhum tipo de segurança, uma cena absolutamente impensável em qualquer bairro chic de Lisboa. Às vezes há surpresas.

E chegaremos aos 300.000

Big joint, anyone?

Imagem enviada por José Capareira

02 janeiro 2010

Ou talvez "nam"...

Imagem Sapo Desporto, enviada por José Capareira

Restaurante Bar Almansor

E o ano acabou sem que eu tivesse tido a oportunidade de trazer a este escaparate uma das mais admiráveis Newsletters recebidas em 2009, no caso o da Restaurante Bar Almansor, sito desta feita em Vila Nova de Santo Estêvão. Sendo Al-Manzur, mocinho deveras atreito à espadeirada (levam pelo mesmíssimo preço a indicação de que foi o Rei Mouro que governou a Andaluzia entre 932 e 1002 e que tinha um nome comprido para caraças, que só não foi aproveitado na íntegra para placas de nome de restaurante porque era coisa que não caberia nos frontispícios, Abu Aamir Muhammad Ibn Abdullah Ibn Abi Aamir, Al-Hajib Al-Mansur), dizia eu que sendo o homem dedicado à causa de estripar cristãos e demais malta que lhe aparecesse por diante, deixou escola nos maus-tratos à língua portuguesa, ou isso ou contrataram um copy cristão-copta que deixou marcas de sonho na peça em apreço. A Newsletter está aqui para vossa apreciação e caça à gralha, coisa a que nos poderemos dedicar numa tarde chuvosa, mais a mais que escasseiam por ora os mouros para caçar, e se os há, é de todo politicamente incorrecto fazê-lo. O leitor Jorge Macau, que teve a gentileza de enviar o PDF menciona que nem vale a pena indicar todos os erros, sob pena de ficarmos sem zonas para sombrear, apontou alguns dos quais destaco a ementa natalícia, nomeadamente a "Seia de Natal", coisa pouco própria para a geografia de Santo Estêvão, ou a não menos exótica frase "Dispomos agora de uma carta especifica de take-away, propositadamente diversificada para satisfazer dos gostos mais simples aos mais recatados".

01 janeiro 2010

Foi para o céu

C. tem quatro anos e os adultos às crianças com esta idade têm tendência para metaforizar alguns aspectos e conceitos mais duros da vida. Tendemos a suavizar o que é brutal ou muito duro e a camuflar as palavras em roupagens mais suaves. Como é o caso da morte física. A C. foi explicado que um determinado cão "foi para o céu". E C. parecia ouvir atenta e confiantemente a explicação, feita em palavras e frases doces, por forma a fazer passar a mensagem sem causar nenhum tipo de angústia. Parecia funcionar, C. parecia alinhar no jogo viciado dos adultos. Mas durou muito pouco o encantamento. "Tu tens outro cão, não é?". Que sim, que era, assentimos. "E esse também vai morrer, não vai?"

Fria. Sem gás

São quase três da manhã e eu, ajuizadamente, parei de beber há quase uma hora. Porque já lá vai o tempo das intoxicações alcoólicas tendentes a arruinar-me o primeiro dia do ano, melhor dizendo da primeira tarde do ano, sendo rara a ocasião em que levantava a cabeça da almofada antes das duas da tarde. Bons tempos, já devidamente arrumados e catalogados nas gavetas da memória. Amanhã segue sendo um dia como os outros, má sorte ter sido o primeiro, no beber e no estragar o mal está em começar. Lúcido e quase totalmente sóbrio decido levar o cachorro para a primeira volta higiénica do dia, assim como assim ambos precisamos do ar fresco, um mais do que o outro e não necessariamente por esta ordem. Ao fundo da rua inspiro profundamente, o ar frio devolve-me à realidade, ameniza outras influências e é então que me apercebo, melhor dizendo, escuto algo de anormal. Apuro os sentidos, prendo à trela o cão que foi o primeiro a manifestar-se rosnando baixinho em pré-aviso. Tranquilizo-o e tento perceber o enquadramento. Há um vulto a trinta de metros de mim que tenta estroncar um portão. Reavalio a situação. Tenho o cão, um telefone e pouca vontade de intervir. Sucedem-se os golpes no metal da estrutura e pergunto-me se na rua estará tudo morto ou inconsciente para que ninguém assome a uma janela ou venha ver o que se passa. Na minha apreciação cabem vários cenários, um deles a possibilidade de toda a vizinhança estar mais etilizada do que eu, o que não sendo difícil não é de todo impossível. Vejo mal no escuro, desloco-me pela sombra, cão de trela aperreada e tento aproximar-me. Quem quer que seja não dá por mim, há vento e o barulho que o próprio faz nos golpes no portão há-de camuflar-me o próprio ruído dos passos. A pouco menos de dez metros, confundo-me. O cão agita-se uma vez mais e procuro cobertura na esquina da rua. Não quero acreditar no que vejo, basta-me o que ouço, há um cão gigante de peluche a tentar abrir pela força um portão de ferro.

Vou repetir: Há um cão gigante de peluche a tentar abrir pela força um portão de ferro. Reorganizo a mente. Hesito, e hesito é uma palavra que não deixa espaço a qualquer dúvida, hesito em pegar no telefone, mas há ali um momento de antecipação do ridículo que será dizer a alguém a frase: "Há um gigantesco cão de peluche a tentar arrombar um portão ao fundo da minha rua" principalmente se a frase for dita a um agente de autoridade às três da manhã do primeiro dia do ano. Devem ser frases banais as que eles ouvem neste tipo de noites. Quase consigo imaginar uma resposta do género: "Muito bem, vamos já enviar uma patrulha de elefantes cor de rosa, capitaneados pelo sapo Cocas!". A história policial portuguesa também é feita destes momentos, mas decididamente não me apetece entrar em qualquer capítulo deste romance e muito menos ser notícia de capa de jornal de uma das manhãs seguintes.

Retiro-me, Retiro-me de honra ferida e mente baralhada. O meu próprio leitor desconfiará por ora do rigor da minha análise sobre a quantidade de bebida ingerida e será a minha palavra contra a de quem decida julgar-me. As únicas coisas que posso adiantar em minha defesa são as que se seguem. Nomeadamente esta e esta. E antes de terminar o que tenho para vos dizer queria apenas acrescentar que ao sair de casa tinha metido no bolso do casaco uma garrafa de água. Fria. Sem gás.