31 agosto 2007

Smoke gets in your eyes

Está bem que os fabricantes tentam ao máximo evitar que as protecções que colocam nos seus aparelhos sejam desbloqueadas, mas esta "protecção" parece-me exagerada...

Shadows

Não me refiro ao épico grupo cujos solos de guitarra me fizeram companhia na adolescência, refiro-me às espantosas sombras chinesas que este caramelo consegue fazer...

CTT (Game, set, no match yet)

Cento e sessenta e oito horas (oito dias) depois de ter sido entregue aos serviços postais dos CTT, a minha encomenda urgente chegou às mãos do destinatário, que é, nesta altura, uma pessoa mais feliz do que era há uns dias atrás. Registei, com agrado, a interferência neste processo de um membro da Administração da empresa CTT que, confirmando-se a identidade, assumiu o erro da empresa e supostamente se comprometeu a providenciar a reparação da profunda decepção que foi este serviço, reembolsando as despesas.

Tenho pena que a reclamação que apresentei não tenha tido ainda, por parte dos serviços da empresa, qualquer eco. A verificarem-se os pressupostos explanados nos comentários deste post, voltarei ao assunto para, espero, poder encerrar de uma vez por todas este episódio a todos os títulos lamentável.

O mundo sem nós

Desconheço a veracidade desta linha de tempo. Mas que é engraçada, lá isso é... Menos para as baratas, está claro!

30 agosto 2007

Rei branco em casa preta

Fotografia: João Correia, featuring Kalu

29 agosto 2007

Oxalá não se tenha magoado...


Cortesia Ana Ferreira

28 agosto 2007

CTT (Revisitado)


O assunto do envio da encomenda pelos CTT (ditos) Expresso que aqui referi, anda-me a dar uma azia violenta e não deve faltar muito tempo para que eu ponha os pés a caminho do Ministério Público. Hoje, e porque na minha reclamação eu exigia ser ressarcido da diferença Expresso para Encomenda não urgente, tive de ir calcular o valor a que me acho com pleno direito, cheguei à bela conclusão de que fui espoliado em sessenta e oito euros e cinquenta e quatro cêntimos. Mas percebi ainda que o descaramento vai mais longe... Se consultada a secção "Encomendas Não Urgentes" o promitente comprador é informado que o padrão de serviço é de cinco dias úteis após aceitação. Isto para uma encomenda NÃO URGENTE... Ora, como sabemos, o serviço EXPRESSO para a mesma encomenda, peso e destino, não tem, repito, NÃO TEM padrão de entrega.
E vão noventa e seis horas, a encomenda permanece em Lisboa para ser embarcada por via marítima (mas está ainda em Lisboa), o serviço pago foi Expresso, e alguém se anda a rir na minha cara.
Actualização: Ver aqui a solução deste diferendo

Agradeço pela parte que me toca

27 agosto 2007

Ornitologia para principiantes


Cortesia do leitor João Costa

You can ring my lleb...


Cortesia do leitor João Costa

It's the information, dummy!

Recebi hoje um Press Release de uma agência de comunicação sobre o lançamento de uma nova linha de computadores. É sempre bom receber informação atempada, principalmente depois de ter passado o último fim de semana a coordenar a instalação de doze máquinas destas, adquiridas por uma multinacional da área financeira.

Avé Nélson!


Porque é bom ser-se de um clube onde alguém, de quando em vez, ganha alguma coisa...

CTT Expresso (Aviso a incautos)


Já tive hoje a minha dose de "Bullshit". Aliás, o dia de hoje parece prometedor em termos de acontecimentos inenarráveis, com todos os limites da idiotice a serem sucessivamente pulverizados. O texto acima diz respeito a uma reclamação apresentada aos CTT Expresso, serviços que se pretendem rápidos. Fica o aviso a incautos que acreditem, como eu acreditei, que respostas destas não eram possíveis de se obter.

From: CTTEXPRESSO SERVIÇOS POSTAIS E LOGÍSTICA
Date: 27 de agosto de 2007 15:16:01 GMT+01:00
To:
Subject: FW: Express Mail

Estimado Cliente,
Em resposta ao seu e-mail, informamos que um objecto para as Ilhas
com mais de 15kg, não dispõe de padrão de entrega.

Atentamente,

Nota: Já decorreram oitenta e quatro horas e a encomenda ainda não chegou ao destinatário.

Diminua o seu pénis!

Confesse lá que não ficou admirado... Mas é precisamente isso que querem fazer ao homem.

O caçador de pérolas


Gaita, que é demais! Alguém explica a um tipo que trabalha no Jornal Público que os "plátanos" em Portugal não se fritam? Que plátano é uma árvore da família das platanáceas de folha larga e ramos compridos e frondosos? E já agora, se for possível, que quando se tem um texto sobre cozinha cubana, um plátano é uma porra de uma banana?

Grande Lotaria Postal


Convidam-se os leitores deste blog a palpitar a data em que a correspondência relativa a este aviso deverá ser levantada, que eu já desisti de tentar perceber...

O caçador de pérolas

Jorge Coroado, antigo árbitro internacional, é agora comentador na Antena 1. Comenta, como será razoável pensar-se, as arbitragens. Para lá de possuir um estilo altivo e arrogante que me irrita de sobremaneira, Coroado gosta, à semelhança de outros radialistas, de usar vocabulário "carote", tentando. quem sabe, fazer concorrência a Bernardino Barros, factualmente um dos maiores produtores de "pérolas" do éter português. Hoje, durante o Porto - Sporting, Coroado abespinhava-se contra Pedro Proença, o juiz da partida, comentando que Proença deveria seguir as recomendações da comissão de arbitragem e expulsar Pedro Emanuel "Ineichoravelmente" (sic).

26 agosto 2007

E a autorizaçãozinha, temos?

Eu não gosto muito da ideia de transformar este blog numa espécie de Jornal do Incrível, (já temos o autor nesse departamento) mas há coisas que se vão lendo que não me deixam qualquer alternativa. A China acaba de proibir oficialmente os monges budistas do Tibete de reincarnarem sem terem a devida autorização governamental. Ora toma! Via Electricidade Estática.

Explanemos, pois.


Se fosse na Galiza, senhores... Mas é Mafra! E veio via Papel Selado. (E um dia que tenhas tempo, explica-me qual é o nome oficial deste blog...)

Silicon Alley

Deve haver uma razão qualquer. Tenho a certeza de que há. E tenho como garantido que um dia a vou descobrir. Porque é que as donzelas que optam por usar decotes tão profundos como o Vale de Bekah (porém sem os tanques) quando enfrentam o olhar directo de um homem, cruzam os braços sobre o peito como uma Madonna aos pés da cruz, impedindo o sniper que há em nós de fixar o alvo?

P.S.- Por cortesia do Manuel Pata, fizeram-me chegar um artigo do Público sobre esta minha mania de me inclinar sobre as eventuais respostas a perguntas banais. Não estou só! O economista Robert H. Frank, professor de Cornell, é o autor de um livro (está na minha wish list mental) cujo titulo é "The Economic Naturalist", uma obra que é um longo enunciado de perguntas curiosas a respeito de factos da vida económica e prática. Como exemplo, deixo a questão "Se os CD e os DVD são do mesmo formato, porque é que são vendidos em embalagens de tamanho diferente?"

25 agosto 2007

Meet Simões


Apesar da envergadura, é um pacholas e os seus sessenta e alguns quilos não constituem nenhuma ameaça, salvo em situações de brincadeira em que às visitas do sexo masculino convirá tomar algumas cautelas defensivas...
O Simões é um macho Cane Corso e tem apenas dois aninhos.

24 agosto 2007

Depois não se queixem...

23 agosto 2007

Olha a onda!

Luisão a meio gás, Anderson (o tal que tinha o filho muito doente e que tinha de regressar ao Brasil, mas afinal vai para França) ausente, Marc Zoro lesionado e agora David Luiz que partiu um pé? Já decidi. Amanhã agarro nuns calções e vou-me apresentar no Seixal...

Vendo a minha mãe

Um blog daqueles que me faz exclamar "Como é que eu não pensei nisto?". Muito bom! Via Nêspera

22 agosto 2007

Toca o sino, pequenino...

Já falei das coisas comezinhas sobre as quais de quando em vez divago, de me preocupar com pequenas descobertas, da maionaise às batatas cozidas. Ou de como se inventou a panela de pressão ou esse extraordinário e relevante invento cujo nome desconheço mas que usamos todos os dias, e falo das pontas de plástico nos atacadores... Uns dizem que são acasos, acidentes, experiências falhadas. Mas alguém me explica como é que se chegou à conclusão científica de que era melhor usar bosta de cavalo e pelo de cabra no fabrico de moldes de sinos?

21 agosto 2007

Hermafroditismo

Fotografia: Rainer Brockerhoff

20 agosto 2007

O bem estar dos fregueses

Atento às preferências da freguesia, pelo menos a julgar pelo inquérito realizado recentemente, eis que este blog apresenta uma novinha, boa e sem roupa nenhuma! Aqui.
Vi no Egosciente

O Pior postal do Verão 2007

Cada vez mais inenarráveis os postais recebidos na Galeria do Pior Postal do Verão 2007. Ainda está a tempo, (até 15 de Setembro) de concorrer com uma qualquer pérola por aí exposta nos quiosques. Tudo o que precisa saber sobre as regras deste extraordinário concurso está aqui.

19 agosto 2007

Rosário, o Day After


Gosto muito da localidade onde resido. Com pouquíssimas excepções, sendo que uma delas são as festas anuais. Cinco dias em que o número da população flutuante aumenta estratosfericamente, em que o som ambiente atinge a raia da loucura com as Cátias Vanessas e os Furacões da Música aos gritos em cima de um palco como se a sobrevivência do Universo dependesse das respectivas cordas vocais. São dias em que sair para ir beber um café implica deixar o carro à porta do bar por ser impossível trazê-lo de volta a casa. Os dias em que os grupos de bêbados e folgazões mais moderados provocam alguns estragos e sobressaltos a caminho dos lares. E os foguetes, santo Cristo, os foguetes que deixam os meus cães histéricos. Vá que tudo termina ao quinto dia conforme as escrituras e os programas que toda a gente conhece de cor. Com mais foguetes, é claro! E largos minutos de fogo de artifício, coisa para consumir em minutos mais de cinquenta por cento do orçamento da coisa...

Foto: António Dias

Coca-Cola's Happiness Factory

Só me ocorre uma palavra para classificar este documentário. "Sweetness!"

O caçador de pérolas


Senhor Director do JN: Creio ter apanhado um dos vossos editores a fazer gazeta (literalmente!). Infelizmente, creio que o homem que desenhou esta página terá saído de férias na sexta-feira e só regressará na Segunda. Percebo-lhe a fé (oh se percebo!), mas apanha-se mais depressa um mentiroso que um Fernando Santos.
Contribuição do leitor José Carlos.

Não se mencione o excremento (ainda que verde)

Caro Gualter Baptista: É V.Exa. porta-voz de um grupo de selvagens, cobardes e anónimos, que se agrupam em redor de um grupo denominado "Verde Eufémia". O grupo do qual V.Exa. é porta-voz teve a brilhantíssima ideia de protestar contra produtos transgénicos na pessoa e na pele, pela via patrimonial, de um agricultor algarvio que não conheço mas com o qual estou solidário, ao qual destruiram propriedade. Aquilo que o auto denominado grupo de selvagens, do qual V.Exa. é dito porta-voz, fez, tem um nome. Chama-se selvajaria. E aliando essa prática cobarde e selvagem, tem ainda V.Exa. a distintíssima lata e despautério de vir comentar na TV, que é compreensível a reacção emocional do agricultor. Estou em crer que, e uma vez que V.Exa. parece ser francamente bom a compreender as reacções emocionais daqueles a quem destroem bens e propriedade, que não se importará de facultar à opinião pública uma lista de bens ou propriedades suas que possam eventualmente ser vandalizadas por um qualquer patético grupelho cobarde e anónimo. Estou certo de que compreenderá qualquer reacção emocional sua, ao ver destruídos alguns pertences, uma vez que a reacção emocional será compreensível. Podiam os protestos de V.Exa. e do seu grupo ser muito justos, Podiam. Mas tudo o que em mim provocaram os actos de V.Exa. e do seu grupo de vândalos, foi o asco. O asco e uma súbita saudade de Talião.

O caçador de pérolas

O caçador de pérolas

18 agosto 2007

O meu fascínio pelas Antas


Não, não estou a falar de futebol, embora hoje as minhas fontes se tenham apressado a confirmar que o suposto dossier dito anónimo tem o respectivo logótipo forjado, como se fosse preciso, bastava ler o tom de raiva e de peixeira ressabiada do respectivo texto (Se ainda não leu, leia, porque não vou ocupar muito tempo o espaço no servidor com isto) para se perceber a manobra. Razão tem o outro em dizer que ninguém desmente as escutas telefónicas, apenas se tentam invalidar legalmente as mesmas. Eu quero é falar do meu fascínio sobre as antas e demais construções neolíticas. Já visitei em Portugal umas boas dezenas delas, das mais conservadas e preservadas, às muitas outras que estão transformadas em lixeiras e casas de banho públicas. Gostava de ter tempo para organizar um documento que inventariasse este tipo de contruções, provavelmente até já há (embora eu duvide que esteja completo), porque é raro o mês em que os meus amigos e conhecidos que me conhecem o gosto, não me falem de mais alguma. Foi o caso do Ricardo, que hoje me mostrou mais uma, que parece ser alvo de atenção de quem de direito, a Anta da Cunha Baixa em Mangualde. Vou inscrevê-la no meu roteiro para uma próxima casual visita. Se o leitor conhece alguma destas construções, preferencialmente alguma de que se fale pouco, deixe-me a indicação do nome e localização na caixa de comentários deste post. Agradeço antecipadamente.

17 agosto 2007

iPhone "hacked" com Vodafone


Caro Pedro
Era só para o informar que também já consegui activar o iPhone com um Vodafone. De qualquer maneira já existe outra maneira que dá para qualquer rede, que implica a utilização de um Turbo SIM da Bladox (que desde que se descobriu que desbloqueava o iPhone, esgotou....)
Os tópicos de explicação destes métodos estão aqui
Um abraço
Wengel

Ladrão que rouba a ladrão

É uma história necessariamente curta aqui e ali entrecortada pela estupefacção só possível enquanto não abanamos a cabeça de espanto. Alguém vê subtraída à respectiva posse uma viatura. A viatura é recuperada pelas autoridades policiais que a colocam num parque de viaturas apreendidas. Alguém furta a viatura do parque (!), pelo que o proprietário resolve apresentar o caso à Inspecção Geral da Polícia de Segurança Pública que lhe responde. Aqui, continuando aqui. Ai Portugal, se fosses apenas três letrinhas... De plástico, para ser mais barato. A troca completa de correspondência entre o dono da viatura e as autoridades pode ser lida no Saco de Pano.

Arrepio (II)

Visto no Papel Selado.

O caçador de pérolas

Fotografia: José João

Saudades de A Bola

Tenho saudades do tempo em que encontrava nos textos de A Bola algumas palavras desconhecidas que me faziam consultar dicionários e não cacetadas de português que me fazem ter pena.

O Pior postal do Verão 2007

A Galeria "O Pior Postal do Verão 2007" está absolutamente ao rubro com pérolas ilustradas de muitas regiões do mundo.

Arrepio

Geni e o Zepelin

16 agosto 2007

Nemo e o Spa

F. é um miúdo problema. É tudo o que eu fui, e mais um bocadinho ainda. Hiperactivo, inteligente, procura fontes de entretenimento onde a loucura já está instalada. Olho para ele e revejo-me, sempre metido numa encrenca qualquer por via do combate ao tédio e à experiência. Por isso não me espantam as actividades experimentais com moscas, as torturas às formigas ou as bombinhas de Carnaval enfiadas em vespeiros que são feitos explodir a distância segura. Eu fui assim, consegui nunca me magoar (muito) e devem correr nas minhas veias muitos dos defeitos e qualidades que lhe encontro. Esta semana foram os peixes dourados. Morreram. É uma coisa que sucede muito aos peixes dourados que existem em casas com miúdos problemáticos. A mãe encontrou ao lado do redondo aquário um tubo de Alka-Seltzer e achou estranho. Eu não teria achado. Mesmo nada. Interroguei-o. Não foi preciso nenhum candeeiro apontado aos olhos. "Beeeeem, aquilo parecia um jacuzzi..."

Apito

A imprensa não fala de outra coisa. O famoso "documento" anónimo que visa a Procuradora, alguns magistrados e outros envolvidos (ou não) no processo Apito Dourado. Só quem for completamente estúpido é que não percebe que aquilo tem uma linguagem específica e que em algumas situações me deu uma extraordinária vontade de rir...

Resmas! Resmas de contas


A Apple e a AT&T estão debaixo de críticas pesadas dos utilizadores por uma razão "verde". O desperdício de papel da facturação da companhia americana de telefones em relação às contas do iPhone parece ter atingido o limiar do ridículo. Apesar do acesso internet do terminal ser gratuito (por estar englobado na mensalidade), a AT&T não deixa de facturar detalhadamente resmas de ligações de dados, gerando linhas e linhas de factura, originando que algumas dos envios de facturas ao cliente sejam feitos numa caixa (!)...

Gerador de ideias

Sem ideias para novos projectos? Eu ajudo...

iMunchies

O caçador de pérolas


Fotografia: Carlos Nogueira

15 agosto 2007

Águas Frias

Fixem este nome. É uma aldeia encravada no barrocal algarvio, em plena Serra do Caldeirão. Não me peçam grandes indicações que eu não consigo dá-las, mas munidos de uma boa dose de paciência (e bons pneus!) hão-de dar com ela. Tomem como partida uma outra aldeia algarvia, a simpática Alte, relativamente perto de Messines, na última saída da A2 antes da portagem e do entroncamento na Via do Infante. Em Alte, junto à igreja, há uma placa com indicação de Águas Frias, mas preparem-se para mais de 15 quilómetros de sobe e desce no meio do nada antes de lá chegar. Ao lado da Estação dos Correios de Águas Frias encontrei ontem dois belíssimos e honestos manjares. Uma açorda de perdizes (para aquecer) e um não menos calorífico galo estufado com batatas. É uma verdadeira pena que um tipo tenha de ir trabalhar a seguir a estas coisas... Na eventualidade de não ser o seu caso, aceite mais este conselho: Em Alte, procure a Água Mel, uma casa de doces (e que doces...) típicos cuja qualidade é absolutamente fantástica. Não fique no interior do estabelecimento e procure as mesas da varanda exterior (magnífica vista) e aí empanturre-se de doces de amêndoa, gila, alfarroba e o mais que ainda possa consumir. Pode ainda abastecer-se de algumas das especialidades da loja em matéria de aguardentes e licores, o Medronho ou o Licor de Alfarroba (a alfarroba é comestível e é um dos meus mais recentes vícios...). Peça a quem o atender que lhe mostre da varanda, a Horta das Artes. Pergunte se pode visitar o local, o atelier do artista Daniel (uma criatura fascinante) que é um local verdadeiramente mágico. Alte merece bem uma visita mais detalhada. Nota importante ao turista informatizado: A Água Mel dispõe de WiFi e de uma simpática cadela para fazer festas.. E pergunte pelo Zé Canelas, o segundo Zé mais conhecido do Algarve!.

Crise? Qual crise?

São vinte e duas e quarenta de uma noite de Terça Feira, véspera de Feriado e estou em Guia na mais turística região do país, o Algarve em pleno Agosto. Foi necessário entrar em cinco (!) restaurantes para encontrar um que não recusasse servir um jantar "devido ao adiantado da hora" (!). Num deles, (Teodósio, que a terra te seja leve), não bastou à criatura dizer-me com maus modos "Não vê que estamos fechados?", tendo eu franqueado a porta aberta e feito a pergunta no meio de uma sala bastante preenchida, como ainda ficou a resmungar algo como "Ora não queriam lá ver?" ao qual só não retorqui porque eu queria mesmo era jantar. Depois tenho amigos que ficam admirados quando eu sugiro que se despachem umas sandes ou uns hamburgers numa Área de Serviço... Não se esqueçam de me vir falar de crise, tá?

13 agosto 2007

Coisas

Sem dor, nem piedade


Fotografia enviada por Vera, que diz ser de Vale de Cambra, terra onde se serram saliências e outras coisas menos recomendáveis.

Os teus sapatinhos de gestor

Há, no mundo obscuro dos processos burocráticos das empresas, uma lista bastante generosa de coisas estranhas, que não fazem qualquer sentido, quer para o utilizador (vulgo crente ou otário) que na labiríntica máquina tem de penetrar, quer para o próprio promotor, isto porque nelas nunca atentou, ou, se o fez (o que ainda é mais criminoso e digno de castigo) nada fez para corrigir a aberração. Tenho para mim que falta à maioria das empresas a capacidade suprema de calçar os sapatinhos do seu próprio cliente para perceber as imbecilidades e dificuldades que criam aqueles que lhes providenciam o sustento.

Qualquer atrasado mental, ainda que profundo, detectaria num ápice os escolhos semeados nos caminhos que o cliente tem de trilhar, não sendo condição necessária de que este último possua licenciaturas ou mestrados em Harvard, com a vantagem da despesa final ser muito menor. Mas isto, claro, sou eu que vejo, que não sendo contratado por nenhuma grande corporação, as vou vendo, aqui e ali (mais aqui do que ali), que vou elucubrando a teoria segundo a qual no minuto em que o fosse (contratado, lembra-se?) poderia muito bem ser atacado por essa estranha doença que me tolheria, estou certo, os olhos e os demais sentidos, deixando-me incapaz de ver, ouvir e sentir o que quer que fosse.

Entendo, e dou até de barato, que ao gestor seja muito mais cómodo dizer a qualquer subordinado "Trate-me disto aí", sendo que o agente que vai sofrer na carne as agruras da empreitada não há-de, por medo e por subserviência, conseguir ou saber transmitir ao ordenante as incongruências do processo de tratamento do que lhe foi pedido. Sei do que falo, pois habituei-me a fazê-lo durante toda a minha vida profissional e isso nada mais me trouxe que chatices e desgostos de várias ordens e calibres. Poucas coisas haverá mais delicadas que mostrar ao criador as mazelas e defeitos da sua obra sem que o mesmo desembainhe o martelo de Thor e aplique ao infeliz mensageiro (e nunca ao defeito!), uma real cachaporrada que há-de enfiar o portador das más novas pelo chão adentro, reduzindo-o à sua real significância. Paga mais ficar calado, e poupa o martelo ao homem.

Pelo menos assim o julgo, tendo sido muitíssimo raros os momentos em que ouvi "Bem visto, vamos lá examinar o problema e tentar perceber como se resolve a questão". Talvez noutras vidas, talvez noutras sociedades. Entretanto façam de conta que não viram, não sentiram, não penaram. Foi para isso que Deus, na sua infinita sabedoria, criou a classe profissional dos auditores. São os únicos que não são esmagados pelo martelo e ainda lhes pagam por cima...

Há umas semanas precisei de alterar uma morada de facturação de um dos serviços que compro. Nada de especial ou dramático, uma moradita. meia dúzia de letras numa linha da factura, nada que ponha em risco o universo ou a ordem natural das coisas. Telefonei-lhes. Estão a ver a morada para onde mandam as minhas facturas? Pois façam o obséquio de a mudar para outra que desde já adianto. Não? Como não? Que não, que isto não é assim tão simples, terá de fazer um fax. Não pode ser uma cartinha, um postal, não? Que não, terá de ser um fax. Azar dos Távoras, não tenho fax e não me apetece ir desencantar um cabo de telefone, configurar o software, mandar o diacho do fax. Pois, mas tem de ser assim, as regras são estas. Ah! E tem de mandar um comprovativo da morada nova, ai isso é que não tenho, já aí está no contrato desde o primeiro dia, a morada nova é a morada da instalação, eu só quero a alteraçãozinha, isso é que me fazia feliz. Nada feito, não há fax não há palhaços (isto inventei eu...) e tem mesmo de comprovar a morada (esta da comprovação de moradas também foi uma grande invenção, mas esta não foi minha) ou não posso fazer o que me pede. Baixei os braços e desisti.

Há poucos minutos passei numa rua em que lobriguei uma loja física desta empresa. Estacionei o carro e dirigi-me ao balcão vazio. Bom dia, queria alterar a morada de facturação. Sou o vosso cliente XYZ. Muito bem, e qual é a morada nova? Rua X, número Z, código postal XPTO. Está feito, em que mais posso ser útil? Não sei, pensei, talvez possas um dia explicar-me quem é que está errado. E dizer-me porque é que isto tem de ser como é.

iPhone "hacked" com Optimus

11 agosto 2007

Minesweeper: The Movie

10 agosto 2007

Citius, Altius, Fortius

Etnicidades

Os espanhóis brincam com Leppe, cidade do sul de Espanha, quando querem acintosamente referir-se a algo que se faça muito devagar. Os portugueses elegeram o Alentejo para o mesmo efeito. Em todo o mundo cada região tem o seu ódio de estimação. Os franceses têm os belgas, o princípio prático é exactamente o mesmo que leva os brasileiros a fazerem humor com os seus irmãos portugueses. Mas Portugal tem uma característica única nesta matéria. Enquanto os continentais apelidam injustamente os alentejanos de "lentos", na Madeira os escolhidos são os "Profetas", como são designados os naturais da ilha de Porto Santo. Desconheço a origem da designação "Profetas" (esclarecimentos são sempre bem-vindos) mas não pude hoje deixar de sorrir quando li num email uma frase que dizia "Esta máquina está mais lenta que um caracol alentejano filho de caracóis portosantenses...".

Nota: Durante anos tive um cliente em Borba no Alentejo que me forneceu dúzias das melhores piadas pró-alentejanas de que tenho memória. Nunca me esquecerei do que me ri quando ele, no seu falar tão genuíno me perguntou "Xôr Aniceto, o mê amigo por acaso sabi o que fazem oito alentejanos olhando fixamente nos olhos de um lisboeta?". Se o leitor não sabe, consulte a caixa de comentários deste post.

Também usa os simpáticos gastrópedes o melhor insulto que alguma vez escutei num estádio de futebol. Irado com o árbitro, um adepto benfiquista desceu as escadas até junto da vedação, esperando a saída do juiz da partida, que brindou com o grito "Tens mais cornos que uma travessa de caracóis!"

09 agosto 2007

Curricula impressionante!

Garrafada Mix

Não há pai para o Ambrósio!

Por norma não comento estas imagens, mas esta das cartas e do bilhar é que me deixam intrigado. Já a fimose toda a gente sabe que com um bom canivete a coisa faz-se...

Testemunho, por minha fé

Unix based operating system

Reis do óbvio, Príncipes do nada

O pior postal do Verão 2007

Hoje tive um sincero receio de que o scanner que uso para digitalizar os postais do Passatempo "O Pior Postal do Verão 2007"
se avariasse, tal a qualidade dos últimos postais recebidos. Em algumas das digitalizações até pensei que houvesse problemas com a lâmpada, mas depois de uma observação cuidada percebi que os postais eram mesmo assim...

O caçador de pérolas

08 agosto 2007

Tanto nome por aí à solta...

Lá em Redmond não tinham MESMO outro codename para o projecto, pois não?

O brinco

Um dia, no escritório, um tipo reparou que o seu colega José, que tinha um carácter conservador e pouco dado a inovações de moda, usava um brinco na orelha.
"Não sabia que o José gostava desse tipo de acessórios", comentou.
"Não é nada de especial, é só um mero brinco" replicou o José.
"E há quanto tempo é que o José o usa?"
"Desde que a minha mulher o encontrou no meu carro, na semana passada..."

Ao vivo é outra coisa

Excelente, é assim que classifico o video interactivo de promoção de vendas da Gamebox do Sporting Club de Portugal. Introduzam um número de telefone válido...

Às vezes chegam cartas

"Pá, mas olha que tenho que cá ter isso no dia 14, ok?" disse-lhe eu enquanto lhe passava para as mãos um componente que haveria de o safar de uma enrascada. Quando vi o carro desaparecer ao longe e regressei ao que estava a fazer, não pude deixar de pensar no que aconteceria se algo falhasse nesta equação. Estaria eu bem arranjado, com toda a certeza. Enquanto me esforçava nos detalhes da pintura de uma cerca, tentei afastar alguns pensamentos sombrios que ainda me assombravam. Uma avaria, um acidente, uma queda e consequente quebra, enfim, o famoso Murphy à espreita quando menos o queremos encontrar. Quando, horas depois, voltei a sentar-me à frente do computador e abri um mail que dizia "Tive um acidente de automóvel pouco depois de ter saído de tua casa", fechei os olhos momentaneamente e tentei concentrar-me na chave do Jackpot desta semana do Euromilhões.

O Caçador de pérolas

..."enquanto os teus ficheiros não chegão, vou vendo os outros."

06 agosto 2007

Vai uma aposta?


Não pude deixar de notar que, durante a totalidade do Benfica x Sporting de ontem, os placards electrónicos que rodeavam todo o campo anunciavam um site relativo a apostas (creio que de) Totobola. Eu conheço as tabelas e a coisa, vista por esse prisma, não foi nada barata. Não sei de quem é o site apostador1x2.com, mas ou é da própria concessionária da publicidade (a quem não terá custado nada, ou perto disso) ou então não entendi o investimento, Isto porque vinte e quatro horas depois, o aspecto paupérrimo da página do domínio referido é ainda um triste "Brevemente".

A small step for man...

A giant leap to boobs!

Prisioneiros

Quando a Ponte da Lezíria foi anunciada e os primeiros projectos foram exibidos publicamente, algumas associações de embarcações típicas do Tejo informaram o Ministério das Obras Públicas da necessidade de prever a passagem dos varinos, embarcações de mastreação alta. A tutela, sempre omnisciente, informou que não existiriam quaisquer problemas pois a altura prevista seria igual à altura máxima da Ponte de Vila Franca, que não constitui obstáculo à navegação e que permitiria a passagem dos mastros de maior porte. Inaugurada e testada a passagem dos varinos, não há nada para ninguém, os varinos não passam e não hão-de passar, uma vez que a altura máxima da construção tem menos dois metros que o arco de Vila Franca. Serrem-se os mastros e, se possível, serre-se também qualquer coisa a quem nisto tem responsabilidades.

O caçador de pérolas

..."aguarde-mos uma solução salvadora."

05 agosto 2007

Férias iCreate

04 agosto 2007

Engenheiros, nunca vos esqueceremos...

03 agosto 2007

iMovie (Albufeira)


Dia 14 de Agosto, (uma Terça Feira) pelas 20:00 Horas no Forum Fnac Algarve (Algarve Shopping Guia), Pedro Aniceto (yours truly) vai efectuar, logo depois de ter deixado o carro no parque de estacionamento e de se esquecer onde o estacionou, mais um Workshop iCreate. O tema será iMovie. Entrada livre.

Nota importante: Este tema não estava anunciado e substitui o tema Podcast. A sessão "Podcast" transitará para data a anunciar, no mesmo local em que esta está anunciada.

Segunda nota importante: Existem SÉRIAS hipóteses de o Sport Lisboa e Benfica jogar neste dia a esta hora a pré-eliminatória da Champion's League. Se este singelo facto não servirá de desculpa para o formador (reconhecido adepto) se baldar, também não pode servir para justificar ausências de interessados, por isso nada de desculpas da treta, de que lhe doem as costas do último escaldão ou que lhe entrou uma sueca ou um sueco para um olho. (Aos interessados posso fornecer uns roteiros de compras para deixar a família entretida enquanto assiste a este Workshop - alguns dos roteiros já foram testados no passado dia 21 de Julho)

Importa-se de repetir?

02 agosto 2007

O caçador de pérolas

"Dar-me-ia um enorme jeitaso se me enviasses esse ficheiro"

iPod, é na FNAC!

O caçador de pérolas

"Agradecia que me removê-se dos seus ficheiros"

Humphrey, we're leaving!

Esqueçam os amigos que sabem da coisa, os engenheiros lá do serviço ou os putos do andar de cima que são muito jeitosos nessas coisas da informática. Se estiver verdadeiramente entalado com o seu computador, ligue o 1010.

01 agosto 2007

Não consegui perceber (e agora já vens tarde!)

Não sou, como sabeis, um engenheiro. Mas não suporto a ideia de não entender das coisas a básica explanação, seja lá o que for, da destilação de engaço ao funcionamento de altos fornos siderúrgicos. Herdei do meu pai, tenho a absoluta certeza que foi do meu pai, três coisas, uma teimosia que alimentaria várias gerações, se bem dividida por todos os pretendentes, uma calvície precoce e uma inquietude perante mecanismos e fenómenos físicos ou químicos. Esta última característica é quase uma obsessão, chega a ser doentio o desassossego perante a ignorância não respondida, e bem feitas as contas não sei se com isto tive mais alegrias que tristezas. Dizem os escritores mediáticos que o acto de escrever é doloroso. É verdade sim senhor, dói. Mas se querem realmente saber o que a dor é, experimentem sentir na carne os efeitos de um "porquê" não respondido.

É nesta altura que no cérebro de quem escreve se forma a frase "Vem isto a propósito de", coisa que um escritor mediático nunca grafaria estando no seu mais que perfeito juízo e que eu, candidato a candidato da escrita por via destas páginas também não farei. Atrever-me-ei a inventar um qualquer artifício para ligar, qual pedreiro, a massa que há-de conduzir a história do preâmbulo ao epílogo, sem sacrificar no processo uma boa meia dúzia de metáforas que coitadas, parecem ter nascido com esse destino traçado. Cá está um desses pequenos momentos da tal dor de que falam os mediáticos escritores, que depressa se desembaraçam do cruel drama, mas que eu, mero peão do jogo da escrita, levo mais tempo e consequentemente arrasto para o céu das metáforas mais do que eles alguma vez levariam. Virá com o tempo e com a prática, que é comum dizer-se que a prática conduz à perfeição, embora não sejam grandes exemplos os assaltantes de bancos que são apanhados no útimo grande golpe.

Ando irritado nos últimos meses com um problema técnico caseiro. Nada de monta, sangria desatada ou pai na forca, mas coisa de sobremaneira irritante, capaz de fazer perder a paciência a uma boca de incêndio... O aparelho de televisão do meu escritório começou, de há bastante tempo a esta parte, a produzir um zumbido, um crepitar, um besouro que me entrava pelos ouvidos e chegava à mais recôndita sinapse e me tira do sério ao fim de doze minutos. Corro o risco, a cada palavra que escrevo, de ser tomado como maluquinho, não será grave, já me chamaram coisas bem piores, e nem quero sequer imaginar nas que foram pensadas em vez de ditas. O problema é que o ruído só se manifesta em determinadas ocasiões. Quais ocasiões?, perguntará o leitor atento, sendo que os outros, os que lêem mas não vêem ou percebem, nada disto hão-de pensar, precisamente por isso, porque não lêem nem entendem. A minha TV só faz barulho num dado programa... E não pensem que é apenas no decorrer de um programa, porque a coisa é muito mais complexa! Os factos são estranhos, mas são os factos. A minha televisão reage com ruídos estranhos à presença nos ecrãs de Tânia Ribas de Oliveira... Sim, talvez agora mesmo o mais desatento dos leitores esteja a pensar "Agora sim, agora é que este gajo se passou...", mas é a verdade verdadinha, em nenhum outro programa isto sucede, mesmo que o Tony Carreira esteja a cantar na Praça da Alegria! Sempre que há uma mudança de plano de câmara e a apresentadora Tânia aparece nele, a TV emite um zumbido idiota. Não é o ruído em si que me irrita, é não conseguir determinar a origem dele, e das razões de ser só neste programa entender menos... Na hipótese, mais do que certa, do leitor se estar a interrogar se deve chamar uma equipa enfermeiros munidos de um colete de forças. experimente ouvir isto. Quaisquer sugestões serão bem vindas...

Gentlemen, it has been a privilege


Por "culpa" deste senhor, e pela entrega pessoal de muitos outros como ele, a quem aqui presto também as minhas homenagens, nasceu na ilha de Brownsea, há precisamente 100 anos, o maior movimento mundial de juventude, ao qual tive a honra de pertencer durante uma generosa parte da minha vida. Sendo que nestas páginas me cruzo constantemente com "irmãos" escutas, não posso deixar de os saudar com um forte calduço de parabéns e votos de boa caça.

Jonas

Uma menina estava conversando com a sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena.
A menina afirmou que Jonas fora engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.
A menina, então, disse:
– "Quando eu morrer e for para o céu, vou perguntar para o Jonas".
A professora lhe perguntou:
– E o que vai acontecer se Jonas tiver ido para o inferno?"
A menina respondeu:
– "Então quem vai perguntar é a senhora..."

Eu gosto é do Verão

O que é que sucede quando o leitor António Boa Vida vai de férias e deixa um auto reply ligado? Uma redundância.

Save a prayer